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José Luis Sánchez Imprimir e-mail

José Luis Sánchez: um compêndio da vida cristã em apenas 14 anos 

O martírio do jovem mexicano testemunha que a santidade não é questão de idade, mas um dom da fé

A santidade não tem a ver com a idade: é um dom da fé, como mostra a história do beato mexicano José Luis Sanchez del Río, o jovem brutalmente assassinado com a idade de apenas 14 anos, vítima do ódio à fé cristã.

José Luis nasceu em Sahuayo, México, em 28 de Março de 1913, filho de Macario Sánchez e María del Río. A sua vida parece antecipar os frutos da fé de uma vida madura. Aos 10 anos, começou a realizar a sua obra de missionário da fé, ensinando os companheiros a orar e acompanhando-os à Igreja para a adoração eucarística.

Em 1926, a Igreja mexicana sofreu uma forte perseguição do governo do presidente Plutarco Elías Calles. Começou um período de ataques violentos, chamado “guerra cristera”, que foi travada pelos católicos mexicanos como reação às leis anticristãs que pretendiam eliminar os elementos básicos da vida cristã da sociedade civil.

Seus irmãos se alistaram numa espécie de exército do povo, que queria defender a liberdade religiosa. Por causa da sua tenra idade (ele tinha apenas 13 anos), José não foi autorizado a entrar nessa formação, mas, com a sua insistência, conseguiu alistar-se primeiro como ajudante de campo e, pouco depois, como porta-bandeira e tocador de trombeta no grupo do general Luis Guizar Morfin.

Distinguiu-se pelos seus atos de generosidade e humildade. Por exemplo, em 6 de Fevereiro de 1928, viu morrer o cavalo do general Luis e decidiu doar o seu ao comandante, dizendo: “A sua vida é mais útil do que a minha”.

A confirmação da sua vocação a dar a vida veio aos 14 anos, quando ele foi visitar o túmulo do beato Anacleto González Flores, assassinado como mártir por ter professado a fé abertamente. Sua oração diante do túmulo foi muito clara: “Quero ter a coragem de dar testemunho da verdade do Evangelho a ponto de estar disposto a oferecer completamente a minha vida…”.

José foi preso pelas tropas do governo, que, depois de o terem insultado, espancado  e torturado, propuseram que abjurasse a fé em troca da liberdade, uma boa quantidade de dinheiro, uma carreira militar e a oportunidade de começar uma nova vida nos Estados Unidos. José recusou todas as propostas tentadoras com o grito de “Viva Cristo Rei! Viva a Virgem de Guadalupe!”.

Seus captores exigiram um resgate para devolver o jovem vivo à sua família, mas José conseguiu convencer a mãe a não pagar nenhuma quantia de dinheiro. Sua mãe, apesar do enorme sofrimento diante do destino de José, decidiu acatar as exigências do filho e aceitar a sua vontade. No dia da sua morte, o jovem ainda conseguiu receber da tia Madalena a última Eucaristia de sua vida, como um incentivo para caminhar com confiança rumo à casa do Pai.

Naquele dia, começou a sua paixão: os soldados arrancaram a pele da sola dos seus pés, o fizeram andar sobre sal e depois levaram-no para o cemitério, escarnecido e empurrado pelos guardas durante todo o percurso. Ao longo do caminho, eles ainda lhe pediam que renunciasse à sua fé para salvar a vida. Os guardas lhe diziam: “Se você gritar ‘morra Cristo Rei’, nós salvamos a sua vida. Diga ‘morra Cristo Rei!’”. Mas ele respondia com firmeza: “Viva Cristo Rei!”.

No cemitério, os soldados fizeram-lhe o último convite à apostasia, mas ele continuou impávido a proclamar a sua fé em Cristo. O capitão, diante de mais um grito de “Viva Cristo Rei!”, matou-o com um tiro de pistola.

Os primeiros frutos deste martírio não tardaram: duas crianças, que tinham visto a barbárie dos perseguidores de José, em contraste com a fé corajosa e perseverante do menino mártir, se tornaram, quando adultos, fundadores de duas congregações religiosas.

Os restos mortais de José repousam na igreja do Sagrado Coração de Jesus de Sahuayo. José foi beatificado em 20 de Novembro de 2005, sob o pontificado de Bento XVI, durante uma missa solene celebrada em Guadalajara, no México, pelo cardeal José Saraiva Martins.

Qual é a herança deixada à Igreja pela vida deste beato? Certamente, um precioso compêndio de vida cristã vivida intensamente, ainda que em poucos anos sobre a terra. A força espiritual deste santo vinha da Eucaristia, que foi, para ele, uma fonte de graças e um exemplo de vida. Nosso tempo, marcado por um enfraquecimento acentuado da vida cristã, nos fez esquecer que a real participação no sacramento significa oferecer a própria adesão interior e dar a vida por amor a Deus e ao próximo.

A segunda característica distintiva de José é o seu constante recurso à oração, que lhe inflama o coração de amor de Deus para se deixar transformar em testemunha da caridade divina. A oração diante do túmulo de um mártir teve para ele um significado preciso: não somente de gratidão por um testemunho de autêntica vida cristã, mas também a graça de retraçar os passos vivificantes da vida do beato.

José nos lembra que a oração não é um ritual vazio, feito de fórmulas a ser repetidas mecanicamente; não é um modo de nos deixar em paz por cumprir um preceito, nem uma prática religiosa para melhorar habilidades pessoais. A oração é uma assinatura em uma folha em branco, dando a Deus o nosso livre consentimento para que Ele escreva a nossa história com a mão, utilizando as gotas de tinta dos nossos trabalhos e sofrimentos.

O último elemento da vida de José é a resistência diante de dores extremas por amor a Cristo e à Igreja. Ao contemplarmos a vida deste grande beato, fica claro para nós que a oferta de riquezas, bem-estar e poder em troca de apostasia são as mesmas tentações vividas por Cristo no deserto. José não cedeu sequer ao diálogo com seus perseguidores: ele se limitou a proclamar a realeza de Cristo e a materna proteção de Maria.

Ele professou a sua fé até o fim. E ela foi testemunhada por duas crianças que atestaram o seu martírio. A sua fé ainda é lembrada por muitas pessoas que fazem peregrinações para rezar junto ao túmulo do beato. O último ensinamento de José é que a fé de um homem que sofreu o martírio não morre, mas se multiplica, conforme o exemplo do grão de trigo que, só morrendo, dá muito fruto.

 
O grandioso do quotidiano Imprimir e-mail

Fé, gratidão, escuta, vida

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Sinto que Deus está no dia-a-dia da minha vida. Devo referir-me ao momento presente, já que a experiência da fé é para mim completamente dinâmica e variável.
Sinto que Deus está presente na minha vida. Não me espera a uma hora fixa, mas simplesmente está em mim e em tudo o que me rodeia, mostrando-Se, ora mais ora menos. No entanto, em cada dia vivo momentos especiais
que vão marcando o meu caminhar. Quando cada manhã vou para o trabalho, seguindo uma estrada maravilhosa, faço trinta quilómetros de acção de graças pelo novo dia, pela vida, pela alegria da luz, porque me sinto privilegiada por poder admirar a beleza do amanhecer e da criação que vai despertando. E o meu tempo de louvor e de adoração.
Durante o dia são as pessoas, no trabalho, na família e nos diversos grupos pelos quais reparto a minha actividade, que me obrigam a ser consequente com aquilo em que acredito. Nunca posso pôr de parte valores como o respeito, a justiça ou a solidariedade. Considero que cada encontro com outra pessoa é muito importante, e não posso referir-me a momentos mais significativos.
E verdade que o pequeno espaço da noite é especial, quando começa a fazer silêncio e revejo o dia que termina, tudo o que recebi, aquilo em que procedi bem e os erros que cometi. É a hora da reconciliação e da paz, mesmo que dure apenas alguns minutos.

Mª TERESA, professora

 

 

 
Alberto Marvelli Imprimir e-mail

Uma figura exemplar para jovens e políticos

«Alberto Marvelli era um jovem e como jovem fez-se santo»; «desta forma, Marvelli recorda-nos que a juventude não é a idade da irreflexão, nem a idade do tempo para queimar e desperdiçar, não é a idade dos caprichos e das diversões».
«A juventude é o tempo mais belo no qual se pode fazer o bem. São Felipe Néri dizia aos jovens do seu tempo: “Felizes vós, jovens, que tendes tanto tempo para fazer o bem!”. Alberto Marvelli tinha compreendido isto e traz aos jovens precisamente esta verdade.
Também era um jovem cristão comprometido em política, onde deixou um sinal de limpeza, de transparência, de dignidade, de correcção, que é uma grande mensagem para os políticos de hoje. Pode-se estar na política e pode-se ser santo, e esta é uma grandíssima mensagem que vem da vida de Alberto Marvelli.
Originário de Ferrara (Itália), onde nasceu a 21 de Março de 1918, Alberto Marvelli era o segundo dos seis filhos de Alfredo, bancário, e Maria, comprometida no associativismo da época – damas da caridade, mulheres da Acção Católica e Oratório salesiano – , cuja figura foi fundamental inclusive no seu crescimento espiritual.
Assim Alberto também participou no Oratório salesiano e na «Acção Católica», onde amadureceu a sua fé com uma opção decisiva: «O meu programa de vida resume-se numa palavra: santidade.
De carácter forte e decidido e amante do Desporto, em especial o ciclismo, Alberto orava, dava catequese e demonstrava zelo apostólico, caridade e serenidade. Elegeu como modelo de vida juvenil Píer Giorgio Frassati (1901-1925).
Terminados os seus estudos universitários em engenharia mecânica em 1941, Alberto teve de se alistar no exército, posto que a Itália estava em guerra – conflito que ele condenou com firmeza – . Foi dispensado. Trabalhou então durante um breve período na empresa de automóveis FIAT de Turim.
Após os acontecimentos que levaram à queda do fascismo e à ocupação alemã do território italiano em 1943, Alberto regressou à sua casa de Rímini. Sabia que a sua missão era converter-se em operário da caridade.
Desenvolveu um grande trabalho de ajuda aos pobres na Segunda Guerra Mundial e foi um dos protagonistas da reconstrução pós-bélica da sua cidade.
Foram tempos nos quais o futuro beato se privava inclusive dos seus sapatos para os dar aos necessitados e deslocava-se constantemente de bicicleta desde a sua cidade aos lugares onde se ocultavam os refugiados para lhes levar alimentos e consolo espiritual, segundo declararam testemunhas no processo de beatificação.
Durante a ocupação alemã, Alberto também conseguiu salvar muitos jovens da deportação. Depois da libertação da cidade em 23 de Setembro de 1945, ao constituir-se a primeira junta do Comité de Libertação, entre os assessores figura o futuro beato, com 26 anos.
Foi-lhe encomendado pôr ordem na concessão de casas na cidade e depois a área da reconstrução, como colaborador do Grupo de Engenheiros Civis. Alberto escreveu: «Servir é melhor do que ser servido. Jesus serve».
Quando em Rímini voltaram a surgir os partidos políticos, inscreveu-se na Democracia Cristã, vivendo o «seu compromisso político como um serviço à sociedade organizada: a actividade política podia ser transformada na expressão mais alta da fé vivida», diz a Santa Sé.
Em 1945 o bispo chamou-o para dirigir os Profissionais Católicos. O seu compromisso sintetizou-se em duas palavras: cultura e caridade. Também fundou uma Universidade popular e abriu um restaurante para pobres, onde ele mesmo os servia e escutava as suas necessidades. Como co-fundador da ACLI («Associação Católica de Trabalhadores Italianos»), formou uma cooperativa para os que se dedicavam à construção.
Demonstrou um autêntico amor à Eucaristia, com a qual mantinha uma relação contínua. Daí tirava forças «para realizar o seu trabalho de redenção e libertação, capaz de humanizar a face da terra», ressalta a Santa Sé.
Ao anoitecer de 5 de Outubro de 1946, enquanto se dirigia de bicicleta a um comício eleitoral - era um dos candidatos à eleição da primeira administração comunal -, um caminhão militar atropelou-o, matando-o. Alberto Marvelli tinha então 28 anos. Toda a Itália chorou a sua morte.

 

 

 

 
A Venerável Ana de Guigné Imprimir e-mail

 

A Venerável Ana de Guigné

Em 1915, um ano após o início da primeira guerra mundial, enquanto os combates se atolam nas trincheiras…

…todas as famílias de França sabem que uma visita de oficiais do estado civil num lar significa o anúncio de uma morte à frente de batalha.

Assim, quando a 29 de Julho de 1915, a Senhora de Guigné vê o presidente da câmara de Annecy-le-Vieux chegar à porta da sua residência, ela percebe que o seu marido, ferido já em três ocasiões, não regressará mais.

“Ana, se me queres consolar, tens de ser boazinha”, diz a mãe à filha de apenas quatro anos de idade, a mais velha de quatro filhos.

A partir desse momento, a criança até aí voluntariosamente desobediente, orgulhosa e invejosa, vai realizar, com tenacidade e continuidade, um combate a cada instante para se tornar boa, o combate da sua transformação interior que ela vencerá graças à sua vontade, obviamente, mas sobretudo – e é ela a dizê-lo – através da oração e de sacrifícios que ela se impõe.

Vêem-na ficar vermelha, serrando os punhos para controlar o seu forte carácter perante as contrariedades que enfrenta; depois, pouco a pouco, as crises diminuem ao ponto dos seus familiares e conhecidos ficarem com a impressão que tudo se lhe tornou agradável.

O amor pela mãe que ela quer consolar vai assim tornar-se o caminho para o seu Deus.

Este caminho encontra-se balizado pelas numerosas reflexões de Ana que nos revelam a intensidade da sua vida espiritual e pelos numerosos testemunhos dos seus próximos que recordam os esforços contínuos que ela fazia para progredir na sua conversão.

Vida curta, mas Santa

Para Ana de Guigné, o farol que ilumina o seu caminho de conversão é a sua primeira comunhão à qual aspira com todo o seu ser e toda a sua alma e que ela prepara com alegria.

Chegado o momento, a sua tenra idade necessitando uma licença especial, o bispo impõe-lhe um exame que ela ultrapassará com uma facilidade desconcertante.

“Desejo que estejamos sempre ao nível de instrução religiosa desta criança”, dirá o seu examinador.

A continuação da sua curta vida traduz a paz de uma grande felicidade íntima alimentada pelo amor ao seu Deus que se aplica, à medida que cresce, a um círculo de pessoa cada vez mais vasto: os parentes e familiares, pessoas com quem vai contactando, os doentes, os pobres, os não crentes.

Ela vive, reza, sofre pelos outros. Atingida precocemente pelo reumatismo, ela sabe o que é o sofrimento e corresponde-lhe com uma oferta: “Jesus, eu vo-lo ofereço”, ou ainda “Ó, eu não sofro; aprendo a sofrer!”

Mas em Dezembro de 1921, é afectada por uma doença cerebral – sem dúvida uma meningite – que a força a permanecer acamada. E repete incessantemente: “Meu Deus, eu quero tudo o que quiserdes”, e acrescenta sistematicamente às orações que são feitas pelas suas melhoras: “e curai também todos os outros doentes”.

Ana de Guigné morre na madrugada de 14 de Janeiro de 1922 após este último diálogo com a religiosa que vela por ela: “Irmã, posso ir com os anjos?” – “Sim, minha bela pequena menina”. “Obrigada, Irmã! Ó obrigada!”.

Esta menina é uma “santa”, tal é então o veredicto geral. Os testemunhos abundam, artigos são publicados e o Bispo de Annecy inicia em 1932 o processo de beatificação. Mas então a Igreja não tinha tido ainda a necessidade de ajuizar sobre a santidade de uma criança que não fosse mártir.

Os estudos conduzidos em Roma sobre a possibilidade da heroicidade das virtudes da infância foram concluídos positivamente em 1981 e a 3 de Março de 1990 o decreto reconhecendo a heroicidade das virtudes de Ana de Guigné e declarando-a “venerável” era assinado pelo papa João Paulo II.

Notas escritas e bilhetes

“Meu pequeno Jesus, eu vos amo e para vos agradar tomo a resolução de obedecer sempre.” (Bilhete deixado sobre o altar aquando da sua primeira comunhão)

“O pequeno Jesus, parece-me que me respondeu no meu coração. Eu dizia-Lhe que queria ser muito obediente e pareceu-me ouvir: sim, sê-o.” (bilhete à mãe 1917)

“Eu quero que o meu coração seja puro como um lírio”.

“Quero que Jesus viva e cresça em mim. Que meios tomar para isso?” (Notas de retiro 1920)

“Bem podemos sofrer por Jesus pois Jesus sofreu por nós”.

Numa imagem do Calvário que ela tinha feito, Ana escreve:

“De pé diante da Cruz sobre a qual o seu Filho estava suspenso, a Mãe das dores chorava com resignação. Dai-me a graça de chorar convosco”. E acrescentava: “Porque Jesus não é suficientemente amado”.

Emprestai-m’O, ó Maria, minha boa Mãe (Canto composto por Ana para a comunhão)

Emprestai-me o vosso filho, apenas um segundo,

Colocai-o nos meus humildes braços.

Permiti-me, Maria

Beijar os pés do vosso querido Filho

Que me deu tantas graças.

Como eu desejo, ó Maria,

Receber nos meus braços o vosso Filho.

Dai-m’O, dai-m’O!

Que feliz eu sou agora

Pois tenho-O comigo!

 

À sua mãe que lhe pergunta por que razão deixou de usar o seu missal, responde: “Porque sei de cor as orações e distraio-me facilmente ao lê-lo. Pelo contrário, quando falo ao pequeno Jesus nunca me distraio. É como quando falamos com alguém, Mãezinha, sabemos muito bem o que dizemos”. (Dezembro de 1919)

 
Annalisa Minetti, campeã dos Jogos Paraolímpicos Imprimir e-mail
Annalisa Minetti: cantora, modelo e campeã dos Jogos Paraolímpicos

 

Annalisa Minetti sofre de retinite pigmentosa e degeneração macular. Ela vê apenas sombras, mas enxerga todas as nuances que a vida lhe apresenta.

Depois do terceiro lugar no atletismo europeu, ganhou o bronze nos 1500 metros para deficientes visuais, parcial ou totalmente cegos, nos Jogos Paraolímpicos de Londres. No evento reservado aos atletas deficientes, bateu o recorde mundial na sua categoria.

Tornou-se conhecida ao vencer o festival musical de Sanremo. Mas agora prefere o desporto.

 

O que guia esta jovem em todas as escolhas é a fé:

 

"Eu amo muito a Jesus, corro sempre usando um terço e tenho até um terço tatuado no pé esquerdo.

 

Não me sinto melhor do que os outros. Mas tenho a certeza que Deus me guia no meu caminho".

 
O polícia que perdoou aos assassinos Imprimir e-mail

 

Albino Badinelli: o polícia que testemunhou o perdão aos fascistas

 

A comovente história do jovem de apenas 24 anos que sacrificou a vida salvando reféns inocentes e um país inteiro

 

Há histórias que não podem ser esquecidas – especialmente quando estão cheias de tristeza e tragédia, mas, ao mesmo tempo, de luz e de esperança.

 

Albino Badinelli, polícia italiano da Ligúria, que, com apenas 24 anos, deu a vida pela salvação de muitos e, no leito da morte, perdoou aos seus algozes. Uma história impossível de ambientar no “hoje”, mas terrivelmente real.

 

É Agosto de 1944: falta menos de um ano para acabar a Segunda Guerra Mundial. No interior da província de Génova, avançam as tropas nazi-fascistas em busca de partidários e jovens voluntários da resistência. São dias terríveis, de choro e de gritos, e as invocações ascendem à Virgem Maria como nunca. Nada, porém, parece suficiente para parar a ferocidade com que os fascistas impõem o seu poder e a sua autoridade sobre os civis.

 

Em poucos dias, depois de sofrer vários ataques, eles dão ordens a todos os jovens da resistência para se renderem. Caso contrário, atearão fogo ao vilarejo de Santo Stefano d'Aveto e fuzilarão os civis mantidos como reféns. Na manhã de 2 de Setembro, nenhum dos que tinham sido convocados se apresenta aos militares. A tensão no vilarejo intensifica-se. O polícia Albino Badinelli, da pequena vila de Allegrezze, bem consciente da gravidade da situação, decide render-se – mesmo sem ser parte activa da resistência.

 

Ele tem de superar primeiro a natural oposição da família: "Se alguma coisa acontecer com aqueles inocentes, eu nunca mais vou ter paz. Eu tenho que ser o primeiro". Acompanhado pela mãe, Caterina, Albino chega ao centro operacional fascista, apresenta-se imediatamente ao comandante, declara-se totalmente contra o ódio que aquela ideologia de guerra se está a espalhar pela Itália e pronuncia a sua última palavra: "Paz!"

 

Do comandante da Divisão Monte Rosa, no entanto, não há nenhum comentário. Apenas uma ordem seca: "Pelotão de execução". Albino pede para se confessar, mas a permissão é negada. Mesmo assim, um jovem vai chamar um sacerdote, a quem Badinelli pelo menos se consegue confiar-se durante o trajecto até ao cemitério, local da execução.

 

Deus sabe quantas lembranças, ao longo do caminho, retornam à sua mente: os seus dias de bom menino, de criança simples; os jogos com os amigos e as muitas actividades na paróquia; as tardes com a jovem que amava e com quem queria construir um futuro. E Nápoles, Scicli, Zagreb, Roma, Turim e todas as cidades onde o ofício de polícia o tinha levado... E a mãe, o pai, os numerosos irmãos...

 

Naquele momento que poderia parecer de pesar e melancolia, Albino acende uma luz no próprio coração e confidencia ao padre que perdoa aos seus assassinos, entregando-se em completa serenidade à Misericórdia de Deus. O sacerdote, profundamente comovido e impressionado, entrega-lhe um crucifixo.

 

Ao chegar em frente ao cemitério, Albino é colocado de costas para a parede, pronto para ser morto a tiros. Ele, beijou reverentemente o crucifixo e olhando para Cristo que aperta com força contra o peito, o jovem repete com profunda fé e humildade as mesmas palavras que Jesus disse ao Pai na cruz: "Perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem!"

 

Três tiros, dois no coração e um na cabeça, separam Albino para sempre da vida terrena.

Uma lápide na parede do cemitério testemunha: "Sob o pelotão de fuzilamento, vítima inocente, em 2 de Setembro de 1944 aqui caía serenamente, perdoando, o polícia Albino Badinelli, filho da vizinha Allegrezze. Ó tu que passas, inclina-te à sua memória e roga para ele e para o mundo a paz".

O gesto de amor supremo salvou vinte reféns de morte certa e o país inteiro de destruição.

Num contexto histórico em que uma ideologia tinha construído um clamoroso processo de desumanização, Badinelli não renunciou a comprometer-se com o irmão, única forma de salvar o humano. Com as suas palavras de perdão, ele recorda a todos que a vida é para ser entregue e que nós somos para testemunhar o perdão, que, na Cruz, se tornou fruto de vida nova.

 
De "sacerdote de satanás" a apóstolo do Rosário Imprimir e-mail

De “sacerdote de satanás” a apóstolo do Rosário

O Rosário foi a alavanca que converteu corações secos e levou à salvação pessoas que peregrinavam pela via da perdição.

É o caso de Bartolo Longo, italiano, nascido em Latiano, na Apúlia, em 1841. Ele teve uma infância agitada nas prestigiosas escolas cristãs. Foi educado nos valores da oração e da fé, até quando a saída da vida familiar e da cidade o levou a percorrer perigas quimeras.

Após o colegial, mudou-se primeiro para a cidade de Lecce e depois para Nápoles, onde estudou direito. Eram os anos das Guerras de independência, onde o ímpeto idealista estava contagiando as almas de tantos brilhantes jovens italianos. Difundiam-se, especialmente nas universidades e nos círculos intelectuais, as ideias iluministas e o ódio contra a Igreja, considerada um manto obscurantista que sufocava os sonhos de liberdade.

As modas culturais do momento não pouparam o jovem Longo. Nascido em uma Itália fortemente enraizada na fé e nos valores da tradição, foi-lhe irresistível a atração de uma cidade como Nápoles, propulsora das novas e exuberantes ideias, prenunciando uma mudança cultural que teria modificado o País.

A decepção o levou aos círculos mais fechados e elitistas da cidade. Desceu às profundezas da maçonaria, onde cultivou um sempre maior interesse com relação ao espiritismo. A companhia de intelectuais anticlericais, bem como a descida às práticas mágicas e aos conhecimentos esotéricos, eram-lhe mais uma forma de comportamento para tirar a veste provincial que trazia até o momento.

Ele próprio irá dizer que foi tão tragado por esses ambientes que se tornou um verdadeiro “sacerdote de satanás”. Mas a euforia transformou-se em sentimentos de desânimo que o fizeram cair numa fortíssima forma de depressão e o levou muitas vezes à beira do suicídio.

Em desespero, tentou algo que pudesse aliviar a sua angústia íntima. Conversou com um professor amigo, Vincenzo Pepe, da Puglia como ele, que não lhe poupou reprovações e o convidou a distanciar-se de certos ambientes. “Se você continuar com estas práticas, vai terminar em um manicómio!”, repetia-lhe com frequência. E o convidou também a falar com o P. Alberto Radente, certo de que este dominicano, excelente diretor espiritual, teria conseguido ajudar Bartolo Logo a dissipar a escuridão da sua alma.

Após uma série de encontros com esse padre, o jovem Longo confessou-se e começou um caminho de mudança. Ainda estava cheio de maus pensamentos, mas estava tendo uma experiência extraordinária que poderia oferecer-lhe um grande avanço.

Um dia, quando perambulava desesperado pelo Vale de Pompeia, foi como que iluminado por uma frase que lhe falava muitas vezes o P. Radente: “Se você procura salvação propaga o Rosário. É promessa de Maria”. E logo depois sentiu o ressoar de um sino distante. Naquela hora elevou os braços ao céu e gritou: “Se é verdade que prometestes a São Domingos que quem propagar o Rosário se salva, eu me salvarei porque não sairei dessa terra de Pompeia sem ter aqui propagado o teu Rosário!”.

 
Zeferino Namuncurá – O filho dos pampas Imprimir e-mail

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Zeferino era filho do “Senhor dos Pampas”, o grão cacique dos Araucanos.
Aos onze anos, o pai colocou-o na escola do governo, em Buenos Aires. Queria fazer dele o futuro defensor dos Araucanos. Zeferino, porém, ficou insatisfeito e o pai transferiu-o para o colégio salesiano Pio IX. Ali, a graça, transformou um coração ainda não iluminado pela fé numa testemunha heróica de vida cristã. Demonstrou logo um grande interesse pela escola, gostava muito de rezar, apaixonou-se pelo catecismo e tornou-se simpático para os colegas e superiores. Dois acontecimentos lançaram-no na direcção de metas mais altas: a leitura da vida de S. Domingos Sávio, do qual se tornou fervoroso imitador, e a Primeira Comunhão, quando fez um pacto de absoluta fidelidade ao seu grande amigo Jesus. Desde então, este menino, que achava difícil “ficar na fila” e “obedecer ao toque da campainha”, tornou-se um modelo.
O clima de família que se vivia no colégio salesiano fez com que gostasse muito de Dom Bosco. E começou a nascer nele o desejo de ser salesiano sacerdote para evangelizar a sua gente: “Quero estudar para ajudar o meu povo”.
Escolheu S. Domingos Sávio como modelo, e durante 5 anos, através do esforço extraordi-nário tornou-se ele mesmo um outro Domingos Sávio.
Empenhava-se na maneira de rezar, na caridade, nos deveres quotidianos. Este jovem que achava difícil "pôr-se na fila" ou "obedecer ao sino", tornou-se aos poucos um verdadeiro modelo. Como queria Dom Bosco, era exacto na realização dos deveres de estudo e de oração. Era o árbitro no recreio: os colegas obedeciam-lhe no jogo. Impressionava a lentidão com que fazia o sinal da cruz, como se meditasse em cada palavra; com o seu exemplo corrigia os colegas ensinando-os a fazê-lo devagar e com devoção.
Um dia, Zeferino, que era aspirante, foi visto a saltar em cima de um cavalo. E perguntaram-lhe: “Zeferino, do que é que gostas mais?”. Esperavam uma resposta relativa à equitação, mas ele, segurando o cavalo respondeu: “Do que mais gosto é de ser sacerdote”, e continuou a corrida. Ficou doente de tuberculose. Tiveram que o internar num hospital, onde faleceu em 11 de Maio de 1905, deixando atrás de si um caminho de luz, pureza e alegria inimitáveis.
Os seus restos mortais encontram-se agora no Santuário de Fortín Marcedes – Argentina, e o seu túmulo é meta de contínuas peregrinações porque é grande a fama de santidade de que goza entre o seu povo. Foi declarado Venerável em 22/6/1972.
No dia 11 de Novembro, foi beatificado pelo Cardeal D. Tarcísio Bertone.

 

 

 
O Líder vietnamita converteu-se ao catolicismo Imprimir e-mail

 

O Líder vietnamita repudia o socialismo e entra na Igreja Católica

 

Tô Hai, um “prócer” do comunismo vietnamita e célebre compositor no país, anunciou que abandonava o Partido Comunista, num livro que causou sensação: ”Journal d’un lâche” (“Diário de um covarde”), segundo informou o site “Le Salon Beige”.

 

No dia 28 de Maio 2014, ele descreveu no seu blog o que sentia com a sua conversão ao catolicismo com uma frase lacónica, mas muito expressiva:

 

 “Uma imensa alegria no fim da minha vida… “.

 

No dia anterior, 27 de Maio, ele tinha escrito no mesmo blog:

 

“Após muitas noites sem dormir, por fim encontrei o caminho rumo a uma razão de viver, uma via que eu tinha recusado desde a minha infância: Eu voltei-me para Deus!

 

“O meu coração fica agora em paz com a minha fé em Deus. O mal foi expulso, eu viverei livre da angústia até ao dia em que fecharei os olhos nesta vida”.

 

Após dar esta explicação, ele reproduziu a notícia do seu batismo através da agência de imprensa dos padres redentoristas no Vietnã.

 

 Também acrescentou a sua mais recente criação musical: “Dieu vient au secours des égarés!” (“Deus vem em auxílio dos extraviados”)

 

O músico Tô Hai recebeu o batismo na igreja dos redentoristas em Saigon. Desde 25 de Maio ele tem o nome cristão de Francisco Tô Hai.

 
Atriz alemã torna-se eremita Imprimir e-mail

Depois de ver o inferno, atriz alemã desiste da carreira para se tornar eremita

Uma experiência impressionante mudou radicalmente a vida de Katja Giammona. O que a fez abandonar as telas de cinema para entrar no silêncio e no escondimento da vida religiosa.

O novo livro do jornalista Antonio Socci, Avventurieri dell'eterno (Rizzoli, 2015), apresenta aos leitores o incrível testemunho de Katja Giammona, uma história que – assegura o autor – "tocará o fundo da sua alma".

A entrevista da ex-atriz foi dada com a permissão específica do seu pai espiritual. Para ela, de facto, "retirada do mundo com toda a sua vaidade", os contactos com o mundo externo são extremamente reduzidos, quase inexistentes. A disponibilidade para a entrevista foi dada via e-mail e telefone. Benedita – como hoje se chama, na vida religiosa – só concordou em falar porque sabe que "o seu testemunho pode ajudar a muitos".

Nascida em Wolfsburg, na Alemanha, a 11 de Julho de 1975, numa família de testemunhas de Jeová, Katja foi ensinada desde a infância a ler a Bíblia e acompanhar os pais na sua caminhada religiosa. Mas, ainda no começo da sua adolescência – graças a uma amiga católica e à ajuda de um pastor protestante –, a jovem sentiu o desejo de levar à perfeição o seu batismo, entrando plenamente na Igreja Católica (o batismo das testemunhas de Jeová, recorda Katja, não é considerado válido pela Igreja, porque não é ministrado em nome da Trindade, mas tão somente em nome de Jesus).

Nos anos 90, Katja trabalhou na televisão e no cinema, realizando o sonho de se tornar uma atriz famosa, na Alemanha e na Itália. Mas a sua carreira foi definitivamente interrompida porque, como ela mesma explica, "Cristo me queria para si, e que eu vivesse e trabalhasse somente para Ele, e não para fazer carreira para a TV e para o inferno".

Em Fevereiro de 2002, estando em Berlim para o Festival Internacional de Cinema, aconteceu algo que mudou radicalmente a sua vida. Em visita à casa de alguns amigos, ela caiu num sono profundo, talvez por um desmaio ou pelo cansaço, indo parar a um pequeno quarto escuro. Naquele lugar, ela viu em torno de si muitas chamas que se elevavam do chão e começou a correr desesperadamente, sem achar uma saída.

Foi uma experiência real e impactante do inferno, a qual, embora tenha durado alguns momentos, pareceu-lhe uma eternidade. Ali, Katja encontrou um demónio disfarçado de jovem, que se ria dela, dizendo: "Podes correr, mas daqui tu não sais". Mesmo com o corpo intacto, ela sentia dores de queimaduras, um "sofrimento terrível", durante o qual ela chegou a pensar que iria morrer:

Eram sobretudo os pecados contra a castidade que me tinham levado à perdição. (...) O demónio ria-se do facto de que a minha alma, que procurava o verdadeiro amor, que é Cristo, tinha sido afastada do caminho do seu Reino. Ele mostrou-me os rapazes que passaram pela minha vida, ainda que apenas através de um pensamento. O nosso bom Senhor Jesus ensina-nos, no Evangelho, que é possível pecar só com um olhar ou um pensamento (cf. Mt 5, 28). O ser humano quase sempre se esquece disso.

Sim, porque não entendemos quão loucamente somos amados por Deus, com um amor infinitamente maior que o de qualquer ser humano. Se considerássemos apenas isto, não poderíamos julgar insignificante 'um pensamento'.
Quem ama é imensamente vulnerável, pode ser ferido pela pessoa que ama, ainda que só por uma palavra ou um pensamento.
(...) Alguém que te ama não se sentiria profundamente ferido, sabendo do desejo que tu tens por outra pessoa? E nós achamos que não ferimos o Senhor Deus?

É assim mesmo.
Se apenas compreendêssemos quão imensamente somos amados...!

Também ficou profundamente gravado na sua memória o facto de que: estes homens, meus amigos, que caminhavam nas chamas, permaneciam ali. O demónio disse-me que era ele quem me tinha seduzido através deles. Tinham sido usados por ele. Também notei que havia um ou outro que não ficava naquelas chamas. Isto significava que eles não estavam no inferno, talvez se tivessem  confessado dos seus pecados. Mas aqueles outros permaneciam ali. Compreendi que eles já estavam no fogo e, depois, foram enviados a mim para me atirar nas chamas. O demónio usa especialmente os que estão em pecado mortal para atirar outras almas no abismo.

Em dado momento, através de uma fenda "aberta" no quarto, Katja viu a sua mãe. Convertida à fé católica há alguns anos, ela tinha cultivado o piedoso costume de se levantar de noite para rezar a coroa de Santa Brígida. O relógio da sala marcava três horas da madrugada e, enquanto a mãe rezava, Katja suplicava-lhe ardentemente por oração (já que ela "não podia rezar a Deus por si mesma" naquele estado): " Mamã, reza por mim! Eu te imploro, reza por mim!"

Benedita conta que, depois de abandonar a seita das testemunhas de Jeová, a mãe tornou-se uma alma de muita penitência, tendo feito jejuns e vigílias durante longos sete anos, até que Deus acolhesse a oferta dela pela sua conversão. Ela também lamenta o facto de que tantas pessoas ignorem ou se esqueçam de rezar pela conversão dos pecadores. "O Senhor revelou-me – diz ela – que, quando Ele salva uma alma, não o faz porque essa pessoa é especial, mas por pura misericórdia. Ele comove-se com a oração, com os sacrifícios e com as lágrimas daqueles que imploram misericórdia e salvação duma alma."

Enquanto estava no inferno, a mãe de Katja não a escutava, mas, mesmo assim, rezava pela filha, como sempre fazia, com devoção e amor maternais – uma oração que a própria filha recusava, porque, conta ela, "para mim eram orações de fanáticos que, em vez de fazer bem, traziam má sorte". Presa naquele quarto infernal, todavia, ela entendeu que não ter ninguém para rezar por ela era "uma verdadeira punição".

Subitamente, então, ela caiu em si e encontrou-se de novo na sua cama, imóvel, pálida, e com os lábios "ligeiramente azulados". Os seus amigos estavam ali, espantados, enquanto ela tentava em vão pronunciar alguma palavra – experiência típica de quem acorda de um coma, comenta Socci. O que parecia não passar de um pesadelo, porém, fez a vida de Katja mudar totalmente de rumo.

A experiência do inferno mostrou a Katja a contradição de sua vida: enquanto se dizia católica, a atriz vivia afundada no pecado. Ela acreditava que o pecado não era algo tão sério e dava de ombros para a voz da sua consciência: "Eu era uma pecadora que sequer me dava conta da própria condição. Porque o mundo repete-nos que não há pecados". Mesmo declarando-se católica "no papel", a atriz morava com o seu namorado, ignorando a gravidade do seu pecado e considerando o seu sentimento de culpa um "fanatismo" herdado das testemunhas de Jeová. A partir daquela noite, ela sentiu a exigência de uma mudança radical na própria vida: terminou o seu relacionamento e fez uma peregrinação a Medjugorje, juntamente com a mãe, com o propósito sincero de consagrar a sua vida ao serviço do Senhor.

Entre as várias formas de vida consagrada, Katja sentiu que a sua vocação particular era o deserto. Depois de uma experiência na África, no deserto geográfico, entendeu que o verdadeiro deserto que Deus lhe havia preparado era o da alma. Então, ela decidiu aposentar-se, "como Maria Madalena aos pés de Jesus", abraçando a vida eremítica e tomando para si o nome de Benedita.

Foi assim que Katja abandonou definitivamente a antiga vida para se colocar aos pés do Senhor – a exemplo de São Bento, Santo Arsénio e Santo Antão, os quais têm em comum o facto de "terem confiado em Cristo e se entregado completamente a Ele", sem pretensões, sem procurar títulos, riquezas ou fama, sem fazer muitos projetos e racionamentos, mas vivendo "dia após dia a vontade divina".

A sua vocação, Katja explica tê-la aprendido da sua experiência pessoal: a primeira vocação é o batismo, mas, depois, "deve-se estar pronto a deixar tudo e todos, se Cristo chama, como chamou o jovem rico":

A mim, depois de sete anos de sacrifício e oração por parte de minha mãe, foi dada a graça de compreender que não basta ser batizada e ser católica 'no papel' [para salvar-se]. Descobri que Deus é católico, que a sua Igreja é a nossa querida Mãe, que devemos praticar a fé, que devemos observar os mandamentos e que o inferno existe!

"Deus conhece-nos e conhece a nossa vocação", diz ela, e isso não é uma "coisa da cabeça ou do próprio gosto, mas algo sobrenatural". É o Espírito Santo que guia, não a razão ou os cálculos humanos. "Não tenhamos a pretensão de ter que entender tudo de Deus. Não devemos entender, mas amar".

Ao fim da entrevista, Benedita lança um apelo: "Aventurar-se com Cristo, acreditem em mim, vale a pena. Abram as portas dos vossos corações a Cristo e Ele se revelará a vós em todo o seu esplendor".

 
Desde os 6 anos a levar água Imprimir e-mail

 

Desde os 6 anos um jovenzinho ajuda a levar água a povoados, na África

 

Quando tinha 6 anos, a professora falou sobre como as crianças vivem na África. E foi aí que tudo começou.

Ryan nasceu no Canadá, em Maio de 1991. Quando pequeno, na escola, com apenas seis anos, a professora falou sobre como viviam as crianças na África.

Ele ficou profundamente comovido ao saber que algumas até morrem de sede, sendo que para ele próprio bastava ir a uma torneira e ter água limpa.

Ryan perguntou à professora quanto custaria para levar água para a Africa, e a professora lembrou que havia uma organização chamada “WaterCan”, que poderia fazer poços custando cerca de 70 dólares.

Quando chegou a casa, foi à mãe Susan e disse que necessitava de 70 dólares para comprar um poço para as crianças africanas. A mãe disse que ele deveria conseguir o dinheiro pelo seu esforço, e deu-lhe tarefas em casa com as quais Ryan ganhava alguns dólares por semana.

Quando reuniu os 70 dólares foi para a “WaterCan”. Quando atenderam, disseram-lhe que o custo real da perfuração de um poço era de 2.000 dólares. Susan deixou claro que ela não poderia dar-lhe todo esse dinheiro, mas Ryan não se rendeu e prometeu que voltaria com os 2.000.

Passou a realizar tarefas na vizinhança e acumulando dinheiro, o que contagiou os irmãos, vizinhos e amigos, que se puseram a ajudar, até reunir o dinheiro necessário. E em Janeiro de 1999 foi perfurado um poço numa vila ao norte de Uganda.

Quando o poço ficou pronto, a escola de Ryan começou a corresponder-se com a escola que ficava ao lado do poço. Assim Ryan conheceu Akana: um jovem que lutava para estudar cada dia. Ryan cativado, pediu aos pais para viajar para conhecer Akana. Em 2000, chegou ao povoado, e foi recebido por centenas de pessoas que formavam um corredor e gritavam o seu nome.

- Sabem o meu nome? – perguntou Ryan surpreso ao guia.

- Toda a gente que vive 100 quilómetros ao redor sabe, respondeu.

Hoje em dia Ryan, com quase 23 anos, tem a sua própria fundação, a Ryan’s Well Foundation, e já levou mais de 400 poços para a Africa. Encarrega-se também de proporcionar educação e de ensinar aos nativos a cuidar dos poços e da água.

 
Jovem famoso pelo cartaz na JMJ converte-se ao cristianismo Imprimir e-mail

 

Jovem famoso pelo seu cartaz na JMJ converte-se ao catolicismo

 

O ex-evangélico Eduardo Campos recebeu o Batismo e a Primeira Comunhão

Eduardo tem 19 anos e ficou conhecido em Julho de 2013, quando apareceu na televisão com um cartaz que dizia: “Santo Padre, sou evangélico, mas eu amo-te!  Ore por mim e pelo Brasil! Tu és Pedro”.

Depois dos intensos dias da JMJ, na qual mais de três milhões de jovens acompanharam o Santo Padre no Rio de Janeiro, Eduardo iniciou o seu processo de conversão e tomou a decisão de converter-se à fé católica.

Quase um ano depois, o jovem recebeu o Batismo e a Primeira Comunhão, acompanhado dos seus familiares e amigos.

Sobre a sua conversão, Eduardo conta que, durante a JMJ, “O sentimento de felicidade me contagiou! A unidade da Igreja nos revela a sua missão, de onde Ela vem e para onde Ela vai e quem Ela é”.

Após comentar que a renúncia de Bento XVI o questionou fortemente, meses antes da JMJ do Rio, o jovem contou que pede a Deus “que Ele me ilumine e mostre a minha vocação, seja qual for. Eis-me aqui Senhor, fazei de mim segundo a vossa vontade! Sou um humilde e simples operário na vinha do Senhor”.

Eduardo incentiva os católicos a estudar o Catecismo da Igreja, que “é fundada numa rocha inabalável. Cristo, o Seu fundador permanece com Ela até hoje e permanecerá com Ela para sempre!”

Estou a economizar dinheiro para ir à próxima JMJ, em Cracóvia (Polónia) em 2016, e convido os jovens a continuarem “firmes e fortes na Fé Católica. Estudem sempre sobre a nossa Igreja. Conheçam a vida dos Santos e Santas, dos mártires, dos doutores da Igreja. Conheçam mais sobre a Cristandade, sobre as Sagradas Escrituras, sobre a Sagrada Tradição, sobre a Santa Missa. Façam o ide de Jesus que é de ‘fazer discípulos em todas as nações”.

 
Espanhola troca a vida de actriz e modelo pela vida religiosa Imprimir e-mail

Mulher espanhola troca a vida de atriz e modelo, pela vida religiosa

“O Senhor fez-me um casting e não pude dizer que não”

MADRID, 05 de Maio de 2014 - No 1º de Maio, a espanhola Olalla Oliveros abandonou o mundo da moda, do cinema e da televisão para seguir o caminho da vida religiosa num convento de semiclausura.

 “O Senhor não se engana, fez-me um casting e não pude dizer que não”, disse Olalla, num testemunho dado à sua comunidade e que pode ser encontrado no YouTube.

Olalla do Sim de Maria, é o seu nome agora, aos 36 anos, depois de virar as costas a uma promissora carreira nos meios de comunicação para ingressar na Ordem e Mandato de São Miguel Arcanjo, associação católica com duas residências na Espanha.

Antes de ingressar na associação religiosa a que agora pertence, Olalla protagonizou anúncios publicitários para marcas muito conhecidas, e teve papéis secundários em séries populares, mas sentia que “me escolhiam para papéis muito frívolos, muito vaidosos, de garota frívola. E eu perguntava-me, quando me darão um papel de freira? Porque sentia no meu interior que o papel de freira eu o faria muito bem”.

 “Ao chegar a Vigo - sua cidade natal – as minhas amigas diziam-me: ´fui a esta loja e vi-te num catálogo´; ´ vi-te num anúncio´. Isto momentaneamente preenchia-me porque via admiração, reconhecimento… mas a sós com o Senhor não te podes esconder e não era feliz”.

A sua representante, Mirella Melero, confessou ao jornal espanhol que ficou surpreendida pelo “plano B” pelo qual optou Olalla, pois inclusive “tinha um trabalho confirmado” quando tomou a decisão.

 “Tinham-lhe dado um papel importante numa série com nomes reconhecidos da interpretação. Estava a recolher os frutos de um grande trabalho”, disse.

Melero assinalou que “foi uma decisão pessoal e a respeito. Não sou religiosa nem acredito na Igreja Católica, mas Olalla explicou-me os motivos e eu acredito na sua vocação”.

Depois de passar três dias em Fátima, e voltar para Madrid, onde trabalhava já há cerca de dez anos, Olalla sentiu que as perguntas davam voltas na sua cabeça.

 “O que é que me dá esta força? O que é que me dá esta paz?, perguntava-me (…). Deus foi dando a força, as luzes (…) Não conseguia tirar uma freira da minha cabeça. Ria-me. Dizia, oh Senhor, como pode ser que me estejas a pedir isto?! E comecei a rir e a chorar. Assim passei todo o caminho, de noite”.

Olalla recordou que “fui à Missa, confessei-me, falei com o sacerdote. E quando tentava falar com Jesus não consegui falar com Ele, porque começava a rir”.

 “Era tanta a alegria que a única coisa que fazia era rir, porque estava a perceber que era feliz, que o Senhor me pedia isto”.

Olalla nunca tinha pensado que poderia ter vocação religiosa, pois “sonhava em ser atriz. De facto, as coisas iam muito bem para mim (…) Esta alegria e esta felicidade não a dá nem um namorado, nem um ´que bonita estás´, nem um salto alto”.

 
Gestor de empresas ordenado padre Imprimir e-mail

Gestor de empresas foi ordenado padre

Frei Miguel Grilo, de 30 anos, deixou para trás uma carreira como gestor de empresas para cumprir a vida sacerdotal da ordem dos missionários Capuchinhos. Foi ordenado em Pínzio, na Guarda, numa cerimónia presidida pelo bispo Manuel Felício.

A cerimónia encheu o pavilhão desportivo da aldeia, convertido em catedral improvisada, com meio milhar de fiéis. "Preferimos aqui e não na Sé da Guarda, porque é característico dos Capuchinhos estarmos junto do povo", explicou o bispo Manuel Felício. A data – dia de Santo António de Lisboa, que também foi frade, da Ordem de São Francisco – foi lembrada com grande simbolismo.

"Hei de lembrar para sempre este dia, em que uma comunidade olha para mim e sabe que pode confiar. Será que serei capaz de uma missão tão grande?", questionou frei Miguel, atualmente a prestar serviços em Lisboa, na paróquia de Calhariz de Benfica, e que já passou também pela zona do Porto. "Antes de seguir o caminho como religioso, formou-se, cumpriu a carreira militar quando esteve na tropa e chegou o dia em que me disse: ‘Pai, quero ser padre.’ Custou-me um bocado vê-lo largar tudo – o carro, a carreira, tudo – para seguir a vocação", contou o pai, Manuel Grilo, visivelmente emocionado, "mas orgulhoso".

 
Muçulmanos convertem-se ao cristianismo Imprimir e-mail

A FORÇA DO EVANGELHO

“Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? (Mateus 16:26)

Muçulmanos relatam sonhos com Jesus e convertem-se ao cristianismo após a experiência

Houve uma explosão de testemunhos na internet nos últimos dois anos sobre as pessoas que encontram Jesus em sonhos e, depois disso, tornam-se seguidores de Jesus.

Um dos sonhos é o de Emina Emlonic, uma adolescente muçulmana da Bósnia, que teve uma experiência de conversão após um sonho.

– Eu estava no deserto, sozinha, perdida. Não tinha nada em vista, apenas areia. Eu sentia a areia nos meus pés descalços. Então eu vi algo extraordinário: no meio dessa aridez, uma imensa cruz de madeira emergiu da terra, levantando-se e derramando a areia de volta à terra – relatou ela ao contar o sonho que levou à sua conversão.

– Senti-me uma espectadora do meu próprio sonho, e a visão da cruz não me deu medo, nem alegria. Mas eu era uma curiosa e aproximei-me, quase flutuando, em direção a ele, o mais magnífico. Era algo que eu nunca tinha visto ou imaginado. Cheguei mais perto da cruz, e de repente vi um homem vindo na minha direção: tinha ombros largos, andava a passos largos, com uma pele escura, cabelos longos, e vestindo uma túnica branca. E eu, de repente, deixei de ser uma testemunha do meu sonho. Eu estava nele, caminhando na direção do homem que também vinha na minha direção. Eu reconheci-o imediatamente. Era Jesus. Sem saber por quê, caí de joelhos. Ele, em pé, tocou o meu rosto com a mão direita.

Um homem saudita relatou o sonho que o levou à conversão, afirmando que teve um sonho horrível, no qual estava a ser levado para o inferno. Ele conta que esses sonhos começaram a repetir-se todas as noites, até que Jesus apareceu num dos sonhos.

– Ele apareceu e disse: “Filho, eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Entrega-me a tua vida, e segue-me. Gostaria de te salvar do inferno que tu já viste” – relatou o homem.

– Isto veio como uma surpresa para mim, pois eu não sabia que este era Jesus. Ele é mencionado no Alcorão e no livro Surata Maria. Ele é indicado como um dos nossos profetas, mas não como um salvador que nos poderia salvar do inferno. Então comecei a procurar algum cristão que me desse explicações sobre este Jesus que eu vi.

Diz O SENHOR: “E nos últimos dias acontecerá que derramarei o Meu Espírito sobre toda a criatura; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos terão sonhos. (Atos 2,17)

 
Eu quero, eu posso Imprimir e-mail

Eu quero, eu posso, eu vou seguir em frente

 

Convido-te a visitar o seguinte link:

http://www.urru.org/video/TonyMelendezwmv.WMV

 

Vais assistir a um vídeo extraordinário, simplesmente espantoso!!!

Trata-se de um testemunho de esperança de alguém que, tendo encontrado uma vida difícil, acreditou em Deus e em si próprio e por isso encontrou a felicidade.

 

«Eu vejo uma pessoa como tu que tem os braços, as pernas, têm tudo, têm tudo e dizem:

- Não posso, não posso.

Sim, podeis; sim, podeis!

Quando as pessoas me perguntam:

- Tony, onde estão os milagres?

Eu sempre digo isto:

- Eu vejo a mão, uma mão. E quando levantam a mão, para mim, isso é um milagre. Por favor, não me digam que não podem, não me digam que não podem, porque vós podeis, vós podeis fazer muito, muito mais. Então, levantem-se e digam:

- Eu quero, eu posso, eu vou seguir em frente.

 

Há um mundo que está só à espera da tua mão e que tu digas 'SIM'.» (Tony Melendez)

 

Está na hora de todos nós erguermos a cabeça e dizermos "sim" a Deus, ao mundo e à vida!

 
Carlo Acutis Imprimir e-mail

Carlo Acutis, um modelo de santidade para os adolescentes

 Em 12 Outubro de 2006, Carlo Acutis tinha 15 anos de idade e a sua vida apagou-se por uma agressiva leucemia. O adolescente, oriundo de Milão, comoveu familiares e amigos ao oferecer todos os sofrimentos da sua enfermidade pela Igreja e pelo Papa.

"Eucaristia: O meu caminho para o céu. Biografia de Carlo Acutis", é o título do livro escrito por Nicola Gori, um dos articulistas de L’Osservatore Romano, e publicado pelas Paulinas na Itália. Carlo tinha uma verdadeira devoção à Eucaristia chegando a elaborar o site: www.miracolieucaristici.org

Carlo era um adolescente do nosso tempo, como muitos outros. Esforçava-se na escola, entre os amigos, era um grande apaixonado por computadores. Ao mesmo tempo era um grande amigo de Jesus Cristo, participava na Eucaristia diariamente e confiava-se à Virgem Maria, era devoto do beato Pedro Jorge Frassati - www.piergiorgio.com.br - Depois da sua Primeira Comunhão, nunca faltou à celebração quotidiana da Santa Missa e à oração do Terço, seguidos de um momento de Adoração Eucarística.

Com esta intensa vida espiritual, Carlo viveu plena e generosamente os seus quinze anos, deixando em quem o conheceu um profundo sinal. Era um adolescente especialista em computadores, lia textos de Engenharia de Informática e deixava a todos estupefactos, mas este dom colocava-o ao serviço do voluntariado e utilizava-o para ajudar os seus amigos.

A sua grande generosidade fazia-o interessar-se por todos: os estrangeiros, os que tinham necessidades especiais, as crianças e os mendigos. Estar próximo de Carlo era esta perto de uma fonte de água fresca.

Pouco antes de morrer Carlo ofereceu os seus sofrimentos pelo Papa e pela Igreja. Certamente o heroísmo com a qual confrontou a sua enfermidade e a sua morte convenceram a muitos que verdadeiramente era alguém especial. Quando o doutor que o acompanhava perguntava se sofria muito, Carlo respondeu: ‘Há gente que sofre muito mais do que eu!"

"Fama de santidade"

A postuladora para a causa dos Santos da Arquidiocese de Milão, acredita que no caso de Carlo há elementos que poderiam levar à abertura de um processo de beatificação, quando se fizerem cinco anos de sua morte, como o pede a Igreja.

A sua fé, singular numa pessoa tão jovem, madura e segura, levava-o a ser sempre sincero consigo mesmo e com os outros. Manifestou uma extraordinária atenção para com o próximo: era sensível aos problemas e às situações dos amigos, os companheiros, as pessoas que viviam perto dele e quem o encontrava dia a dia.

O Carlo Acutis tinha entendido o verdadeiro valor da vida como dom de Deus, como esforço, como resposta a dar ao Senhor Jesus dia a dia na simplicidade. Queria destacar que era um moço normal, alegre, sereno, sincero, que amava a vida, que gostava da amizade.

Carlo tinha compreendido o valor do encontro quotidiano com Jesus na Eucaristia, e era muito amado e procurado pelos seus companheiros e amigos pela sua simpatia e vivacidade.

Depois da sua morte muitos sentiram a necessidade de escrever uma própria lembrança dele e outros comentaram que vão pedir a sua intercessão nas suas orações: isto fez com que a sua figura seja vista com particular interesse e em torno da sua lembrança está-se a desenvolver o que se chama "fama de santidade".

Em 2011, quinto aniversário da sua entrada no Paraíso, a Igreja de Milão abriu o processo da sua beatificação.

Para Eduardo Henrique, Assistente Social da Faculdade Santa Marcelina, “Carlo Acutis é um verdadeiro santo! Um modelo para todos nós. Um adolescente que nos deixou um valioso legado; o amor pela vida, a alegria de viver e a coragem de ser fiel a Deus em todos os momentos.

 
De médico a sacerdote, Pere Tarrés Claret Imprimir e-mail

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Médico espanhol de origem catalã que se fez sacerdote, apóstolo e formador de jovens:
Já desde jovem estudante e médico «percorreu os caminhos da santidade», e como sacerdote «dedicou-se a uma intensa actividade pastoral e trabalhou, em particular, na formação da juventude da Acção Católica.
Também assessor eclesiástico da associação, Pere Tarrés Claret foi «um grande educador, diz quem o conheceu, que sabia ensinar a amar», reconhece a Acção Católica Italiana.
Originário da cidade de Manresa, onde nasceu a 30 de Maio de 1905, Pere Tarrés Claret era filho de um casal fiel e exemplar formado por Francesc (mecânico de profissão) e Carme. Ele tinha mais duas irmãs.
De carácter alegre e aberto, amante da natureza e contemplativo - descreve a Santa Sé -, Pere habitualmente ajudava numa farmácia cujo dono o animou a prosseguir os estudos, que tinha cursado com os escolápios e os jesuítas.
Graças a bolsas de estudo pôde entrar na Faculdade de Medicina da Universidade de Barcelona. Enquanto residia nesta cidade, participou no Oratório de São Felipe Néri.
Foi membro da Federação de Jovens Cristãos da Catalunha com grande zelo apostólico e tanto na Federação como na Acção Católica desempenhou cargos simultaneamente.
«Para Pere o segredo da vida espiritual dos militantes está na devoção eucarística e no amor filial à Mãe de Deus», afirma a biografia distribuída pela Santa Sé. Com 22 anos, e com aprovação do seu director espiritual, Pere fez voto de castidade.
Em 1928, depois de ter concluído a carreira de Medicina, estabeleceu-se definitivamente em Barcelona. Com o seu colega, o doutor Gerardo Manresa, fundou o sanatório-clínica de Nossa Senhora da Mercê nessa mesma cidade.
Manteve-se «exemplar na caridade e na vida de piedade» durante o exercício da sua profissão médica. Pere jamais perdeu esta «alegria contagiosa» que lhe permitia tratar com respeitosa familiaridade os enfermos».
Durante o agitado período da guerra civil espanhola, refugiado em Barcelona, levava a comunhão escondida atendendo heroicamente numerosos feridos, e não perdeu a ocasião de manifestar a sua fé.
Em Janeiro de 1939 voltou a sua casa e ingressou no Seminário de Barcelona nesse mesmo ano. Foi ordenado sacerdote a 30 de Maio de 1942.
Múltiplas actividades pastorais lhe foram encomendadas em pouco mais de oito anos de presbítero. Entre estas, foi vice-assistente diocesano em Barcelona dos jovens da AC e assistente do centro paroquial das mulheres e das jovens da AC da paróquia de São Vicente de Sarriá.
«Nas diferentes obras apostólicas a ele encarregadas não faltaram dificuldades que o fizessem sofrer, mas ele soube responder com atitudes evangélicas de caridade, prudência e fortaleza, semeando desde a cruz a terra do seu apostolado», aponta a Santa Sé.
Em 1945 escreveu no seu Diário que se sentia «submerso no oceano do apostolado, como havia sonhado por tanto tempo, com o mesmo fogo e entusiasmo que, desde leigo, sentiu pela Federação» de Jovens Cristãos.
Diagnosticado de um linfossarcoma linfoblástico, viveu a sua enfermidade com uma atitude de total abandono em Deus e oferecendo a sua vida pela salvação dos sacerdotes.
Passados três meses, a 31 de Agosto de 1950 Pere Tarrés Claret morreu na clínica que havia fundado.

 

 

 
A misericórdia de Deus fez-me um missionário Imprimir e-mail

A Samaritana, Pedro, Mateus, Agostinho

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Todos conhecemos a Samaritana de que nos fala a Bíblia. É uma personagem bíblica, que nem mesmo o nome nós sabemos, mas a Bíblia diz é que ela era uma samaritana.
Naquela época como sabemos, os judeus e samaritanos não se misturavam, mas Jesus rompeu esta barreira e aproximou-se daquela mulher. No desenrolar da história, Jesus acaba por dizer àquela mulher que ela já tivera cinco maridos e naquele momento o que tinha não era dela. Jesus fez isto com amor, com misericórdia. Só o acto de se aproximar daquela mulher que era desprezada, já era evangelização. Naquele gesto Jesus já estava a evangelizar.
A forma como Jesus acolheu e conversou com aquela mulher transformou a sua vida. Aquela mulher nunca mais foi a mesma.
Ela deixou tudo e foi a correr pela cidade a dizer que encontrou um homem que a conhecia profundamente. Disse às pessoas que era um judeu diferente, um judeu que contara toda a sua vida sem que ela lhe dissesse nada.
Naquele momento ela transformou-se numa missionária. Foi evangelizada e saiu a evangelizar!
Ao longo da história grandes pecadores se tornaram grandes missionários, e grandes santos.
Olhemos para a vida de Santo Agostinho. Quanta farra aquele homem viveu, quantas mulheres passaram na sua vida como um objecto, e hoje ele é um grande exemplo para um povo. O seu pensamento naquela época foi de grande contribuição para a Igreja.
Se te consideras um grande pecador, eu tenho que te dizer que podes ainda ser um grande missionário no Reino de Deus. Aqueles que estavam do lado de Jesus eram grandes pecadores. Olha para Pedro, Mateus e tantos outros. Olha para São Paulo, era um grande perseguidor da Igreja.
Então, meu amigo, não percas tempo! Torna-te um grande missionário onde vives. Não é preciso muita coisa para ser um missionário, apenas coragem e dar testemunho.
Testemunhar é levar as pessoas a experimentar o que experimentaste e experimentas: Jesus!
Eu hoje, sou seminarista, e no próximo ano serei ordenado sacerdote. Mas a minha vida tem sido totalmente longe de Deus. Cresci no meio de bebidas, farras, drogas etc. Como aquela samaritana, eu experimentei o amor de Deus, e hoje vivo uma opção onde procuro ser inteiramente de Deus. A partir desta experiência tornei-me um missionário, não poderia ser diferente. Não há como me calar diante deste grande amor. Há seis anos que deixei a namorada, pais, irmãos, amigos para espalhar o amor de Deus, para ser missionário.

E tu? O que andas a fazer da tua vida? Se um dia a misericórdia de Deus te alcançou, permite que ela alcance outros através de ti. Isto é ser missionário: ser a boca, os braços, as pernas e a misericórdia de Jesus.

Vale a pena ser missionário! Não há alegria maior. Como é gratificante ver pessoas a perdoar, a sair da droga, da prostituição e voltar para a Igreja.
Como é gratificante ver famílias a ser refeitas através do nosso testemunho.

 

 

 
Jovem patinadora fez-se religiosa Imprimir e-mail

Jovem patinadora fez-se religiosa

Kirstin Holum, americana, é uma jovem e promissora atleta em patinagem no gelo.
Participou nos Jogos Olímpicos com apenas 17 anos de idade.
Um dia foi em peregrinação ao Santuário de Fátima e ali decidiu fazer-se religiosa, pois sentiu dentro de si um apelo incrivelmente forte, que lhe dizia que era tempo de seguir um caminho diferente na vida.
Aceitou esta voz interior como vinda do céu e mudou radicalmente de vida: deu entrada na Congregação das Irmãs Franciscanas da Renovação, à qual já pertence e agora dedica-se aos pobres e à evangelização.

 
Youcat para jovens Imprimir e-mail

Prefácio ao Catecismo da Igreja Católica destinado aos jovens

Queridos jovens amigos!

Aconselho-vos a leitura de um livro extraordinário.

O Youcat teve origem, por assim dizer, de outra obra que remonta aos anos 80. Era um período difícil para a Igreja e para a sociedade mundial, durante o qual surgiu a necessidade de novas orientações para encontrar o caminho rumo ao futuro. Após o Concílio Vaticano II (1962-1965) e no mudado clima cultural, muitas pessoas já não sabiam correctamente no que os cristãos deveriam acreditar exactamente, o que a Igreja ensinava, se ela podia ensinar algo tout court e como tudo isto podia adaptar-se ao novo clima cultural.

O Cristianismo como tal não está superado? Pode-se ainda hoje racionalmente ser crente? Estas são as questões que muitos cristãos se formulam até nos nossos dias. O Papa João Paulo II optou então por uma decisão audaz: deliberou que os bispos do mundo inteiro escrevessem um livro com o qual responder a estas perguntas.

E confiou-me a tarefa de coordenar o trabalho dos bispos e de vigiar a fim de que das suas contribuições nascesse um livro, um livro verdadeiro e não uma simples justaposição de uma multiplicidade de textos. Este livro devia ter o título tradicional de Catecismo da Igreja Católica e todavia ser algo absolutamente estimulante e novo; devia mostrar no que a Igreja Católica crê hoje e de que maneira se pode acreditar de modo racional.

Por quê tudo isto?

Desde a redacção do CIC, tivemos que constatar que não só os continentes e as culturas das suas populações são diferentes, mas também no âmbito de cada sociedade existem diversos «continentes»: o trabalhador tem uma mentalidade diferente do camponês; um físico de um filólogo; um empresário de um jornalista, um jovem de um idoso. Por este motivo, na linguagem e no pensamento, tivemos que nos colocar acima de todas estas diferenças e, por assim dizer, buscar um espaço comum entre os diferentes universos mentais.

Espero que muitos se deixem cativar por este livro.

A juventude não é tão superficial como é acusada de o ser; os jovens querem saber deveras em que consiste a vida. Este livro é cativante porque fala do nosso próprio destino e portanto refere-se de perto a cada um de nós.

Por isso, exorto-vos: estudai o catecismo!

Este subsídio ao catecismo não vos adula; não oferece fáceis soluções; exige uma nova vida da vossa parte; apresenta-vos a mensagem do Evangelho como a «pérola de grande valor» (Mt 13, 45) pela qual é preciso dar tudo. Portanto, peço-vos: estudai o catecismo com paixão e perseverança! Sacrificai o vosso tempo por ele! Estudai-o no silêncio do vosso quarto, lede-o juntos, se sois amigos, formai grupos e redes de estudo, trocai ideias na internet. Permanecei de qualquer modo em diálogo sobre a vossa fé!

Deveis conhecer aquilo em que credes; deveis conhecer a vossa fé com a mesma exactidão com a qual um perito de informática conhece o sistema operativo de um computador; deveis conhecê-la como um músico conhece a sua peça; sim, deveis ser muito mais profundamente radicados na fé do que a geração dos vossos pais, para poder resistir com força e decisão aos desafios e às tentações deste tempo. Tendes necessidade da ajuda divina, se a vossa fé não quiser esgotar-se como uma gota de orvalho ao sol, se não quiserdes ceder às tentações do consumismo, se não quiserdes que o vosso amor afogue na pornografia, se não quiserdes trair os débeis e as vítimas de abusos e violência.

Se vos dedicardes com paixão ao estudo do catecismo, gostaria de vos dar ainda um último conselho: sabeis todos de que modo a comunidade dos fiéis, foi recentemente ferida por ataques do mal, pela penetração do pecado no seu interior, aliás, no coração da Igreja. Não tomeis isto como pretexto para fugir da presença de Deus; vós próprios sois o corpo de Cristo, a Igreja! Levai o fogo intacto do vosso amor a esta Igreja todas as vezes que os homens obscurecerem o seu rosto. «Sede diligentes, sem fraqueza, fervorosos de espírito, dedicados ao serviço do Senhor» (Rm 12, 11).

Quando Israel se encontrava no ponto mais obscuro da sua história, Deus chamou em seu socorro não os grandes e as pessoas estimadas, mas um jovem de nome Jeremias; ele sentiu-se chamado a uma missão demasiado grande: «Ah! Senhor Javé, não sou um orador, porque sou ainda muito novo!» (Jr 1, 6). Mas Deus replicou: «Não digas: sou ainda muito novo — porquanto irás aonde Eu te enviar, e dirás o que Eu te mandar» (Jr 1, 7).

BENTO PP. XVI

 
Jovem testemunha como conciliar a fé e a razão Imprimir e-mail

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"O meu nome é Fabiano Landim e sou estudante de Direito da Faculdade Farias Brito, em Fortaleza - Brasil.
A Universidade é meio por excelência da edificação do saber no qual se forjam os novos profissionais do milénio. No longo caminho que percorremos com vistas à profissionalização, deparamo-nos, consequentemente, com a responsabilidade de arquitectar nosso próprio futuro, com as expectativas que temos de nós mesmos e da sociedade que espera de nós algo de bom, algo de grande.
Para o cristão o arquitectar esse futuro deve estar enraizado nos valores fundamentais da vontade de Deus, manifestada pelas Sagradas Escrituras, o Magistério da Igreja e pela oração que é o diálogo profundo com Deus. Pela Vontade Divina vale a pena lutar e se lançar por inteiro não obstante os grandes obstáculos que devemos ultrapassar, como autênticos discípulos e missionários de Jesus Ressuscitado.
Através dos estudos universitários, lançamos mão da ciência, na busca pelo conhecimento, que é uma arma para a realização daquilo que desejamos para nós, daquilo que desejamos contribuir para o mundo. Elevamos assim nossa capacidade técnica e intelectual para um novo patamar do qual nos utilizaremos posteriormente da melhor forma: com a ética e a moral cristã. É certo que nos centros académicos encontramos jovens de todas as culturas, de diferentes formações, e isso é bom para a construção de uma nova sociedade. Porém, torna-se um desafio quando nos encontramos rodeados de conceitos que não nos farão felizes e tampouco convém ao exercício ético da nossa profissão. Desta forma, a ciência, que pode ser instrumento para a constituição de um homem novo e uma sociedade nova, passa a ser uma perigosa arma de destruição e negação da verdade caso não seja bem manejada. Os centros académicos representam em sua essência lugares de emancipação do intelecto, de orientação e revelação da profissão e é exactamente aí nesse ambiente, por vezes hostil à nossa fé, o lugar onde somos chamados, em nossa juventude, a ser autênticas e corajosas testemunhas de Jesus Cristo, O Ressuscitado que passou pela Cruz, com a mesma parresia dos primeiros discípulos.
É indispensável citar as mentalidades que nos rodeiam, tais como o mundanismo que simboliza a ganância desenfreada dando ares de que a riqueza pode satisfazer a todos os nossos anseios e necessidades, caindo no materialismo sem rédeas; o relativismo que quer confundir a nós sobre os conceitos absolutos da fé e da moral cristãs, sobre a verdade de Cristo. Em nome de uma falsa liberdade justifica-se todo conceito e comportamento enquanto na verdade ameaçam constantemente a nossa liberdade autentica e nossa escolha fundamental pelo Evangelho.
Posso falar de maneira particular sobre uma mentalidade, que se vem alastrando entre os jovens e famílias do meu estado, o Ceará: a escolha da profissão motivada pela busca da riqueza. Dá-se preferência aos cursos que levam às profissões mais rentáveis às custas do ideal e da vocação pela qual anseiam e indiferentes às necessidades da sociedade e da humanidade. Que tipo de sociedade teremos no futuro? Uma sociedade que luta para estar no rol dos ricos? Que aumente o fosso entre ricos e pobres? E quem se voltará para o pobre? Nós universitários esqueceremos os pobres, os fracos? A nossa escolha deve ser baseada nesse diálogo profundo com Deus, perscrutando o Seu coração e Sua vontade. Essa caminhada pode parecer um deserto muitas vezes, mas é fato que “Deus quer ardorosamente abrir uma vereda no deserto e assim formar um povo”, um povo que actue nas mais diversas áreas, como na política, nas ciências exactas e humanas e em todos os meios nos quais a humanidade e a vida do próprio homem possam ser enriquecidas. A escolha fundamental por Cristo Ressuscitado não deve ser um momento apenas, (talvez esquecido na nossa adolescência) mas (uma constante crescente) em todo o percurso no qual estamos.
Inseridos num mundo que valoriza cada vez menos a Cristo, onde as incertezas de um futuro bom nos põe em dúvidas constantes sobre a verdade da fé, (nós, universitários católicos) somos aqueles em que Deus põe Sua confiança e deseja que ajamos. A universidade é tempo de inúmeras graças que nós podemos aproveitar sem nos desviarmos do Caminho da Verdade. É tempo de amizades profundas que durarão anos, tempo de escolhas fundamentais das quais nos felicitamos nos tempos que virão. E o bom, nesse tempo, é a escolha renovada da vontade de Deus, isso é grandioso.
O tempo passado na Universidade funciona como uma forja, uma fornalha, que é regida por nós, com a Graça de Deus. Não podemos deixar que o nosso futuro seja subvertido pelo toque de uma cultura que reage contra a verdade e a liberdade. E o remédio para nós é o anúncio explícito de Cristo, o amor-perfeito, que traz a mais perfeita felicidade, a mais concreta alegria, ainda que com tribulações. Estaremos no centro da vontade de Deus quando O fizermos conhecido e amado (também no meio universitário), com gratidão por ter sido Ele quem nos amou primeiro. Enfim, tornaremos plena a nossa vida e serão imensuráveis os nosso actos, tão grandes actos como os dos santos da nossa Igreja, e tão pleno o nosso sim como o de Maria verdadeira Arca do Conhecimento.

 

 

 
Carta de amor à noiva é prova do martírio de um jovem espanhol Imprimir e-mail

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Bartolomé Blanco Márquez é um dos mais jovens membros do grupo de 498 mártires que o Papa Bento XVI beatificou no dia 28 de Outubro de 2007 no Vaticano. Católico comprometido, este leigo de quase 22 anos de idade escreveu a poucas horas de morrer uma comovedora carta à sua noiva Maruja, que se conta como testemunho do seu heróico martírio.

A sua história
Bartolomé nasceu em Pozoblanco em 25 de Novembro de 1914. Órfão desde criança, foi criado por alguns tios e trabalhava de carpinteiro. Foi assíduo aluno do colégio salesiano de Pozoblanco e ajudou como catequista. Aos 18 anos de idade foi eleito secretário da Juventude Masculina de Acção Católica em Pozoblanco.
Nesta cidade foi encarcerado em 18 de Agosto de 1936, quando estava de licença durante o serviço militar que prestava em Cádiz. Em 24 de Setembro foi levado para a prisão de Jaén, onde se encontrou com quinze sacerdotes e outros leigos fervorosos. Aí foi julgado, condenado à morte e fuzilado em 2 de Outubro de 1936.
Durante o julgamento sumário, Bartolomé marcou a perseverança da sua fé e professou com integridade inquebrável as suas convicções religiosas. Não pediu que lhe trocassem a pena capital imposta e perante o tribunal comentou sem se alterar que se ficasse vivo continuaria a ser um católico militante.
As cartas que escreveu na véspera da sua morte aos seus familiares e á sua noiva Maruja constituem uma prova fidedigna da sua fé.
"Seja esta a minha última vontade: perdão, perdão e perdão; mas indulgência, que quero que vá acompanhada de lhes fazer todo o bem possível. Assim, peço-lhes que me vinguem com a vingança do cristão: fazendo muito bem a quem tem tentado fazer-me mal", escreveu às tias e primos.
No dia da sua execução deixou a cela com os pés descalços, para se parecer mais a Cristo. Beijou as suas algemas, surpreendendo o guarda que lhas pôs. Não aceitou ser fuzilado de costas. "Quem morre por Cristo, deve fazê-lo de frente e com o peito descoberto. Viva Cristo Rei!", exclamou e caiu crivado de balas junto a uma árvore.

Texto completo da carta escrita à noiva Maruja
"Prisão Provincial. Jaén, 1 de Outubro de 1936.
Maruja da minha alma:
A tua lembrança me acompanhará à tumba e enquanto houver um batimento do coração no meu coração, este palpitará de carinho para ti. Deus quis destacar estes afectos terrestres, enobrecendo-os quando os amamos nele. Por isso, embora nos meus últimos dias Deus seja a minha tocha e o meu desejo, não impede que a lembrança da pessoa mais querida me acompanhe até à hora da morte.
Estou assistido por muitos sacerdotes que, qual bálsamo benéfico, vão derramando os tesouros da Graça dentro da minha alma, fortificando-a; vejo a morte de cara e na verdade te digo que nem me assusta nem a temo.
A minha sentença no tribunal dos homens será a minha maior defesa diante do Tribunal de Deus; eles, ao querer me denegrir, enobreceram-me; ao querer me sentenciar, têm-me absolvido, e ao tentar perder-me, salvaram-me. Entendes-me? Está claro! Posto que ao me matar me dão a verdadeira vida e ao me condenar por defender sempre os altos ideais de Religião, Pátria e Família, abrem-me de par em par as portas dos céus.
Os meus restos serão inumados num nicho deste cemitério de Jaén; quando ficam poucas horas para o definitivo repouso, só quero pedir-te uma coisa: que em lembrança do amor que nos tivemos, e que neste instante se acrescenta, tem como objectivo principal a salvação da tua alma, porque desta maneira conseguiremos reunir-nos no céu para toda a eternidade, onde nada nos separará.
Até então, pois, Maruja da minha alma! Não esqueça que do céu te vejo, e procura ser modelo das mulheres cristãs, pois no final da partida, de nada servem os bens e gozos terrestres, se não acertarmos a salvar a alma.
Um pensamento de reconhecimento para toda a tua família, e para ti todo meu amor sublimado nas horas da morte. Não me esqueça, minha Maruja, e que a minha lembrança te sirva sempre para ter presente que existe outra vida melhor, e que o consegui-la deve ser a máxima aspiração.
Sê forte e refaz a tua vida, és jovem e boa, e terás a ajuda de Deus que eu implorarei no seu Reino. Até à eternidade, pois, onde nos continuaremos a amar pelos séculos dos séculos. Bartolomé".

 

 

 
O Papa Bento XVI fala de Boécio e Cassiodoro Imprimir e-mail

Boécio e Cassiodoro foram dois escritores eclesiásticos que viveram numa das épocas mais atribuladas do Ocidente cristão, em particular na península italiana.

Boécio,

nascido em Roma por volta do ano 480, da nobre estirpe dos Anícios, entrou ainda jovem na vida pública, alcançando aos 25 anos o cargo de senador. Fiel à tradição da sua família, ele comprometeu-se na política, certo de que era possível harmonizar as linhas fundamentais da sociedade romana com os valores dos novos povos. E neste novo tempo de encontro de culturas, considerou como missão própria reconciliar e unir estas duas culturas, a clássica e romana, com o nascente do povo ostrogodo. Deste modo, foi muito activo na política, inclusive sob Teodorico, que nos primeiros tempos o estimava muito.

Apesar desta actividade pública, Boécio não descuidou os estudos, dedicando-se em particular a aprofundar os temas do tipo filosófico-religioso. Mas escreveu também manuais de aritmética, geometria, música, astronomia: tudo com a intenção de transmitir às novas gerações, aos novos tempos, a grande cultura greco-romana. Neste âmbito, ou seja, no compromisso por promover o encontro das culturas, utilizou as categorias da filosofia grega para propor a fé cristã, buscando uma síntese entre o património helênico-romano e a mensagem evangélica. Precisamente por isso, Boécio foi qualificado como o último representante da cultura romana antiga e o primeiro dos intelectuais medievais.

A sua obra mais conhecida é o «De consolatione philosophiae», que compôs na prisão para dar sentido à sua injusta detenção. Havia sido acusado de complô contra o rei Teodorico por ter defendido um amigo num juízo, o senador Albino. Mas não se tratava de um pretexto: na verdade, Teodorico, ariano e bárbaro, acreditava que Boécio era simpático ao imperador bizantino Justiniano. Processado e condenado à morte, foi executado quando tinha apenas 44 anos.

Por causa da sua dramática morte, ele pode falar também a partir da sua experiência ao homem contemporâneo e sobretudo às numerosas pessoas que sofrem o mesmo por causa da injustiça presente em boa parte da «justiça humana». Nesta obra, na prisão, busca consolo, busca luz, busca sabedoria. E diz que soube distinguir, precisamente nesta situação, entre os bens aparentes – na prisão estes desaparecem – e entre os bens verdadeiros, como a autêntica amizade, que na prisão não desaparecem.

O bem mais elevado é Deus: Boécio aprendeu – e nos ensina – a não cair no fatalismo, que apaga a esperança. Ele nos ensina que não somos governados pelo destino, mas pela Providência, e esta tem um rosto. Com a Providência pode-se falar, porque a Providência é Deus. Deste modo, inclusive na prisão, resta-lhe a possibilidade da oração, do diálogo com Aquele que nos salva. Ao mesmo tempo, inclusive nesta situação, ele conserva o sentido da beleza da cultura e recorda o ensinamento dos grandes filósofos antigos, gregos e romanos.

A filosofia, no sentido da busca da verdadeira sabedoria, é, segundo Boécio, o verdadeiro remédio da alma (Livro I). Por outro lado, o homem só pode experimentar a autêntica felicidade na própria interioridade (Livro II). Por isso, Boécio consegue encontrar um sentido ao pensar na própria tragédia pessoal à luz de um texto sapiencial do Antigo Testamento (Sabedoria 7, 30-8, 1) que ele cita: «... sobre a Sabedoria não prevalece o mal. Ela estende-se com vigor de um extremo ao outro do mundo e governa o universo com bondade» (Livro III, 12: PL 63, col. 780).

A assim chamada «prosperidade dos malvados», portanto, converte-se em mentirosa (livro IV), e manifesta a natureza providencial da fortuna adversa. As dificuldades da vida não só revelam até que ponto esta é efémera e breve, mas que se demonstra inclusive útil para encontrar e manter as autênticas relações entre os homens. A fortuna adversa permite, de facto, distinguir os amigos falsos dos verdadeiros e dá a entender que não há nada mais belo para o homem que uma amizade verdadeira. Aceitar fatalistamente a condição de sofrimento é algo totalmente perigoso, acrescenta o crente Boécio, pois «elimina na sua própria raiz a possibilidade da oração e da esperança teologal, que constituem a base da relação do homem com Deus» (Livro V, 3: PL 63, col. 842).

Na prisão, ele escreve: «Lutai, portanto, contra os vícios, dedicai-vos a uma vida de virtude orientada pela esperança, que eleva o coração até alcançar o céu, com as orações alimentadas de humildade. A imposição que haveis sofrido pode mudar, se vos negais a mentir, na vantagem enorme de ter sempre ante os olhos o juiz supremo que vê e que sabe como as coisas realmente são» (Livro V, 6: PL 63, col. 862).

Cada detido, independentemente do motivo pelo qual tenha acabado na prisão, intui como é dura esta particular condição humana, sobretudo quando é embrutecida, como aconteceu com Boécio, pela tortura. Mas é particularmente absurda a condição daquele, como Boécio, a quem a cidade de Pavia reconhece e celebra na liturgia como mártir na fé, que é torturado até a morte pelo único motivo das suas próprias convicções, políticas e religiosas. Boécio, símbolo de um número imenso de detidos injustamente de todos os tempos e de todas as latitudes, é de facto uma porta objectiva para entrar na contemplação do misterioso Crucifixo do Gólgota.

Cassiodoro

Marco Aurélio Cassiodoro foi contemporâneo de Boécio. Calabrês, nascido em Squillace por volta do ano 485, morreu muito ancião em Vivarium, por volta do ano 580. Procedente também de um elevado nível social, ele se dedicou à vida política e ao compromisso cultural como poucos outros no Ocidente romano do seu tempo. Talvez os únicos que poderiam se igualar a ele neste duplo interesse eram o já recordado Boécio, e o futuro Papa de Roma, Gregório Magno (590-604).

Consciente da necessidade de não deixar no esquecimento todo o património humano e humanista acumulado nos séculos de ouro do Império Romano, Cassiodoro colaborou generosamente, nos mais elevados níveis de responsabilidade política, com os povos novos que haviam atravessado as fronteiras do Império e se haviam estabelecido na Itália. Também foi modelo de encontro cultural, de diálogo, de reconciliação. As vicissitudes históricas não lhe permitiram realizar seus sonhos políticos e culturais, que buscavam criar uma síntese entre a tradição romano-cristã da Itália e a nova cultura gótica. Aquelas mesmas vicissitudes o convenceram sobre o carácter providencial do movimento monástico, que ia se afirmando nas terras cristãs. Decidiu apoiá-lo, dedicando a isso todas as suas riquezas materiais e as suas forças espirituais.

Teve a ideia de confiar precisamente aos monges a tarefa de recuperar, conservar e transmitir às gerações futuras o imenso património cultural dos antigos, para que não se perdesse. Por isto fundou Vivarium, um cenóbio no qual tudo estava organizado de maneira a que se estimasse como extremamente belo e irrenunciável o trabalho intelectual dos monges. Estabeleceu também que os monges que não tinham uma formação intelectual não se dedicariam só ao trabalho material, da agricultura, mas também à transcrição dos manuscritos para que deste modo ajudassem na transmissão da grande cultural às futuras gerações.

E isso sem que fosse em detrimento algum do compromisso espiritual monástico e cristão e da actividade caritativa pelos pobres. No seu ensino, distribuído em várias obras, mas sobretudo no tratado «De anima e no Institutiones divinarum litterarum», a oração (C. PL 69, col. 1108), alimentada pela Sagrada Escritura e particularmente pela meditação assídua dos Salmos (cf. PL 69, col. 1149), tem sempre um lugar central como comida necessária para todos.

Este douto calabrês introduz assim a sua «Expositio in Psalterium»: «Rejeitadas e abandonadas em Ravena as solicitudes da carreira política, caracterizada pelo sabor desgostoso das preocupações mundanas, tendo desfrutado do Saltério, livro caído do céu como autêntico mel para a alma, lancei-me avidamente como um sedento para escrutá-lo e deixar-me penetrar totalmente por essa doçura saudável, depois de me ter saciado das inumeráveis amarguras da vida activa» (PL 70, col. 10).

A busca de Deus, orientada à sua contemplação – escreve Cassiodoro –, continua sendo o objectivo permanente da vida monástica (cf. PL 69, col. 1107). Contudo, acrescenta que com a ajuda da graça divina (cf. PL 69, col. 1131.1142), pode se desfrutar melhor da Palavra revelada, utilizando as conquistas científicas e culturais «profanas» que os gregos e os romanos possuíam (cf. PL 69, col. 1140). Cassiodoro dedicou-se pessoalmente aos estudos filosóficos, teológicos e exegéticos sem particular criatividade, mas prestando atenção nas intuições que considerava válidas nos demais. Lia com respeito e devoção sobretudo Jerónimo e Agostinho. Deste último, dizia: «Em Agostinho há tanta riqueza que me parece impossível encontrar algo que já não tenha sido tratado abundantemente por ele» (cf. PL 70, col. 10).

Citando Jerónimo, exortava os monges de Vivarium: «Não alcançam a palma da vitória somente aqueles que lutam até derramar o sangue ou que vivem na virgindade, mas também todos aqueles que, com a ajuda de Deus, vencem os vícios do corpo e conservam a recta fé. Mas para que possais vencer com a ajuda de Deus mais facilmente os estímulos do mundo, permanecendo nele como peregrinos em contínuo caminho, buscai antes de tudo a saudável ajuda sugerida pelo primeiro salmo, que recomenda meditar dia e noite na lei do Senhor. O inimigo não encontrará, de facto, nenhuma entrada para vos assaltar se a vossa atenção está ocupada em Cristo» («De Institutione Divinarum Scripturarum», 32; PL 69, col. 1147).

É uma advertência que também podemos considerar como válida para nós. Vivemos, de facto, também nós, num tempo de encontro de culturas, de perigo de violência que destrói as culturas, e no qual é necessário o compromisso para transmitir os grandes valores e ensinar às novas gerações o caminho da reconciliação e da paz. Encontramos este caminho orientando-nos para o Deus com rosto humano, o Deus que se nos revelou em Cristo.

 

 

 
QUE GRANDE LIÇÃO DE VIDA!!! Imprimir e-mail

Apresento a seguir a vida de um jovem chamado Nick Vujiicic, que não tem braços nem pernas.

Cada vez me convenço mais que a grandeza humana está na alma, e não no corpo; ela foi criada à imagem e semelhança de Deus. Não se deve desprezar o corpo, mas é preciso valorizar muito mais a alma.

Esta é a crise da humanidade de hoje: colocou o corpo sobre a alma, esmagando-a; por isso o homem hoje é infeliz. Aprendamos com Nick o que é ser feliz. Penso que Deus às vezes permite esta “tragédia” com um jovem tão bonito, para nos ensinar a não reclamar da vida e sempre darmos graças a Deus pelo que temos, somos e podemos fazer.

“O meu nome é Nick Vujicic e agradeço a Deus por ser usado como testemunho para tocar milhares de corações em todo o mundo. Nasci sem os membros, e os doutores não têm qualquer explicação médica para isto. Como deves imaginar enfrentei muitos desafios e obstáculos.”

“Os meus pais são Cristãos. Eles não tiveram tempo para se preparar para o meu nascimento. Todos choraram o meu nascimento, e se perguntaram porque é que Deus permitiu que aquilo tivesse acontecido com a minha família, sendo que a minha mãe me deu uma irmã e um irmão normais.”

“Todos achavam que eu não sobreviveria. Quando fiz 15 anos passei a dedicar a minha vida a Deus. Hoje tenho 23 e terminei o meu curso universitário de comércio, formando-me em planeamento financeiro e contabilidade.”

“Também dou palestras de motivação. Tenho muitos objectivos… quero ser independente financeiramente até fazer 25, quero ter um carro adaptado para mim, e quero escrever muitos livros… Estou a escrever o meu primeiro livro ’sem braços, sem pernas, sem preocupações’.

Nick Vujicic

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