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Deus é Amor

Papa Bento XVI

 
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QUARESMA-PÁSCOA
O SEGREDO para viver bem a Quaresma, segundo São João Paulo II Imprimir e-mail

O segredo para viver bem a Quaresma, segundo São João Paulo II

 

A Quaresma é um tempo maravilhoso para a renovação espiritual. Durante muitos séculos tem sido costume abdicar-se de algo durante os 40 dias de preparação para a Páscoa. Isto geralmente consiste em abster-se de coisas como carne, chocolate ou TV.

Mas São João Paulo II tinha uma ideia diferente das coisas que deveríamos deixar de lado nesta época.

Na primeira mensagem de Páscoa como Papa, em 1979, ele escreveu:

“Privar-se de alguma coisa não é apenas dar do que porventura para nós é supérfluo, mas sim dar também algumas vezes daquilo que nos é necessário, à imitação da viúva do Evangelho, a qual sabia bem que o seu óbolo era um dom recebido de Deus. Privar-se de algo é libertar-se das servidões de uma civilização que nos incita a um conforto e consumo cada vez maiores, sem ter sequer o cuidado da preservação do nosso ambiente, património comum da humanidade.”

São João Paulo II expandiu este conceito em 1980, explicando:

 “A verdadeira partilha de bens, que é encontro com os outros, ajuda-nos a libertar dos vínculos que nos tornam escravos; e porque ela nos faz ver nos outros irmãos e irmãs, leva-nos a redescobrir que somos filhos de um mesmo Pai”.

São João Paulo II considerava a Quaresma como uma oportunidade única para nos rendermos à caridade cristã, fazendo o bem aos mais vulneráveis da sociedade. Em 1981, ele ratificou este pensamento:

 “Sim, a Quaresma é um tempo de verdade! Examinemo-nos com sinceridade, franqueza e simplicidade! Os nossos irmãos estão ao nosso lado, na pessoa dos pobres, dos doentes, dos marginalizados e dos velhinhos. A que ponto estamos com o nosso amor? E com a nossa verdade?”

Ao nos preparar para a Quaresma, pensemos em como podemos servir ao próximo, privando-nos não só do que não é essencial para nós, mas também ajudando com aquilo que é vital para amenizar o sofrimento do outro.

 
Quaresma interior para subirmos até à Páscoa Imprimir e-mail

QUARESMA INTERIOR PARA SUBIRMOS ATÉ À PÁSCOA

 

 

A palavra “QUARESMA” pode sugerir-nos esta caminhada interior, caminhada, que não só nos conduz ao Monte Calvário mas também à Ressurreição.

 

Q – Quaresma escreve-se com “Q” de QUERO. Ofereço-te, Senhor, a minha vontade de querer ser fiel ao teu amor, de querer viver segundo o teu Evangelho.

U – Quaresma escreve-se com “U” de UNIDADE. Eu te ofereço, Senhor, o meu pequeno esforço para ir construindo uma família unida, uma comunidade unida… para que o mundo acredite que Tu és o Caminho, a Verdade e a Vida.

A – Quaresma tem o “A” de ALEGRIA, de AMOR. Eu te ofereço, Senhor, a alegria de saber e sentir que Tu estás sempre connosco e cuidas de nós com amor.

R – Quaresma escreve-se co “R” de REZAR. Eu te ofereço, Senhor, os momentos de encontro e intimidade contigo. Que nestes dias a minha oração seja mais profunda e constante.

E – Quaresma escreve-se com “E” de ENTREGA, de ESPERANÇA. Quero comprometer-me, Senhor, a ajudar os que vivem a meu lado e acreditar que o Mundo novo é possível.

S – Quaresma escreve-se com “S” de SILÊNCIO, de SOLIDÃO. No meio de tanto ruído e correria, quero dedicar sempre, Senhor, um tempo para refletir e rever a minha vida à luz do teu Evangelho.

M – Quaresma tem “M” de MÃE, de MARIA. Quero, Senhor, com ela, escutar atentamente a tua Palavra, e a meditá-la em meu coração para cumprir a tua vontade.

A – Quaresma termina com “A” de ALELUIA. Ajuda-me, Senhor, a viver a Quaresma com o coração na Páscoa, passagem da morte para a Vida, da tristeza para a Alegria, do egoísmo para o Amor.

 
QUARESMA: Concentre-se na sua conversão Imprimir e-mail

 

QUARESMA: Concentre-se na sua conversão! 

 

Estrámos no tempo da Quaresma, e nada melhor do que este tempo para nos ajudar no nosso caminho de conversão pessoal para Deus.

O tempo da Quaresma é sempre marcado como um tempo forte para a meditação da Palavra de Deus, Oração e Jejum. É o tempo em que a Igreja reforça a necessidade de uma renovação espiritual em cada um de nós!

O belo deste tempo, é que também o Senhor faz com que por meio de todas estas práticas de oração e penitência, aconteça em nós um desvincular-se do pecado e do Mal. Com isto enchemo-nos de Deus e esvaziamo-nos de nós mesmos e quebramos muitas vezes o círculo vicioso que o pecado criou dentro de nós, dentro dos nossos corações…

Na Quarta Feira de Cinzas, a Igreja rezou assim: “Concedei-nos ó Deus todo poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma para que a penitência nos fortaleça contra o espírito do Mal.”

O caminho da Quaresma torna-se também um caminho de combate espiritual, de luta contra a tentação e contra o tentador; e impulsiona-nos a sermos cada vez mais livres de todo o Mal!

Não percamos tempo, mas entremos a sério neste tempo de conversão pessoal e de preparação para a Páscoa do Senhor.

Algumas dicas para que possamos viver bem este tempo:

– Façamos uma boa revisão de vida: rever como têm sido os nossos passos, rever o que temos escolhido no nosso caminho, reflectirmos sobre que brechas temos permitido que a tentação se instale no nosso interior: pelo orgulho, pela soberba, vaidade, arrogância, mentira, pornografia, ira, preguiça… Não tenhamos medo de nos pormos frente à nossa verdade, e a partir desta verdade encontrada termos o propósito de mudar de atitude pela graça do Senhor, mas também pelo nosso esforço pessoal!

– Façamos uma boa confissão: A confissão é o meio mais eficaz para nos livrarmos de todo o pecado. “A confissão é mais eficaz do que qualquer exorcismo.”, dizia um padre exorcista. Precisamos de nos confessar! Uma revisão séria da vida!

– Como tradição, a Igreja convida ao sacrifício e à penitência: podemos fazer a escolha de viver também com a prática de alguma penitência ou mortificação neste tempo. Penitência que nos ajudará a desvincular-nos dos apetites da nossa carne. Esta mortificação e penitência pode ser: Abster-se de carne, de doces em geral, de chocolate, deixar a bebida, o cigarro, deixar de ver novelas, abster-se de alguns passeios, de refrigerantes; de hábitos que temos e que nos fazem constantemente cair no pecado, enfim, o que o Senhor inspirar ao coração, mas tudo isto com a intenção de fortalecer o espirito e vencer as fraquezas da carne.

– Práticas que nos ajudarão a viver este tempo: A Via Sacra rezada e meditada; Oração e Meditação da Palavra de Deus, o Silêncio como meio de encontro com Deus; a Esmola; o Jejum às Sextas Feiras…

– Sempre que possível a Santa Missa, ao menos no Domingo temos como cristãos a obrigação.

Que o Senhor nos ilumine neste tempo Sagrado e nos faça viver intensamente este tempo.

“A graça de Deus opera se o homem coopera…”, façamos então a nossa parte e creiamos que Deus é sempre Fiel e fará o que Lhe cabe.

Não esqueçamos: A Quaresma é um tempo de nos concentrarmos na nossa conversão!

 
O que é a Virtude da Esperança? Imprimir e-mail

O que é a Virtude da Esperança? Segundo o Catecismo da Igreja Católica

 

§1817 - A esperança é a virtude teologal pela qual desejamos como nossa felicidade o Reino dos Céus e a Vida Eterna, pondo a nossa confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos não nas nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo. “Continuemos a afirmar a nossa esperança, porque é fiel quem fez a promessa” (Hb 10,23). “Este Espírito que ele ricamente derramou sobre nós, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que fôssemos justificados pela sua graça e nos tornássemos herdeiros da esperança da vida eterna” (cf. Tt 3,6-7).

§1818 A virtude da esperança responde à aspiração de felicidade colocada por Deus no coração de todo homem; assume as esperanças que inspiram as actividades dos homens; purifica-as, para ordená-las ao Reino dos Céus; protege contra o desânimo; dá alento em todo o esmorecimento; dilata o coração na expectativa da bem-aventurança eterna. O impulso da esperança preserva do egoísmo e conduz à felicidade da caridade.

“Espera, ó minha alma, espera. Ignoras o dia e a hora. Vigia cuidadosamente, tudo passa com rapidez, ainda que a tua impaciência torne duvidoso o que é certo, e longo um tempo bem curto. Considera que, quanto mais pelejares, mais provarás o amor que tens a teu Deus e mais te alegrarás um dia com o teu Bem-Amado numa felicidade e num êxtase que não poderão jamais terminar” (Santa Teresa de Jesus, Excl., 15,3).

§2090 Quando Deus se revela e chama o homem, este não pode responder plenamente ao amor divino pelas suas próprias forças. Deve esperar que Deus lhe dê a capacidade de corresponder a este amor e de agir de acordo com os mandamentos da caridade. A esperança é o aguardar confiante a bênção divina e a visão beatífica de Deus; é também o temor de ofender o amor de Deus e de provocar o castigo.

Exerçamos na esperança em Deus o domínio dos nossos desequilíbrios no comer e no beber, diante dos bens matérias e da natureza. Quando não conseguimos controlar a boca, não conseguimos controlar também o nosso corpo e ficamos escravos daquilo que dá prazer à carne, a comida, a bebida e muitas vezes desembocam no desequilíbrio da sexualidade e afectividade. Peçamos ao Espírito Santo o Dom do Domínio de si, da Temperança, da Fortaleza para que vencendo-nos a nós mesmos consigamos vencer o pecado.

 
Livres para escolher Imprimir e-mail

Livres para escolher

 

 Não somos livres para escapar às consequências das nossas escolhas

Quaresma não é tempo de mudar apenas aquilo que é mais grave em nós, mas também de crescer na fé e no amor. Esta é a conversão verdadeira: ser melhor para Deus. Deste modo, seremos melhores para o outro também.

Deus concede-nos a liberdade de aceitarmos algo ou não, de fazermos escolhas. Somos sempre livres e isto é bom, mas isto impõe-nos sempre uma responsabilidade muito grande, pois temos que fazer escolhas, e até o facto de deixarmos de escolher já é escolher algo.

Não somos livres para escapar às consequências das nossas escolhas. O discurso da primeira leitura de hoje é o discurso de quando Moisés está prestes a entrar na Terra Prometida. Ele diz: “Escolhe, pois, entre a vida e a morte. Escolhe, pois, a vida”. Escolher pela vida quer dizer escolher pelos preceitos de Deus. Se tu escolhes o que o Senhor diz, escolheste a vida.

As consequências das nossas escolhas trazem-nos vida ou morte. Quando escolho algo, escolho tudo o que tem entorno; é como alguém que, quando se casa, o faz também com o sogro, a sogra, os cunhados… Pegou numa coisa, pegou em tudo. É exatamente assim em todos os momentos da nossa vida. As nossas escolhas terão consequências no futuro.

As nossas escolhas nem sempre são definitivas, podemos voltar atrás e corrigir. A proposta da Quaresma é exatamente esta: quando cometemos grandes pecados, grandes erros, podemos corrigi-los. Não há ninguém perdido para sempre, mesmo as pessoas que estão afundadas na vida, em situações que só trazem sofrimentos, podem sair delas. Ninguém, nem o demónio, é capaz de tirar a nossa liberdade.

É importante termos uma visão do que queremos, buscarmos motivos para fazer as nossas escolhas. Para alguns casais, o namoro, o noivado e o início do casamento eram uma perfeição! Mas com o passar do tempo, começaram a surgir os conflitos e o casal começa a desconfiar que se casou com a pessoa errada. Então, alimenta-se desta ideia e rapidamente se separa. Não podemos ser assim.

Há casos em que a pessoa quis dar o melhor à família, por isso começou a trabalhar, a trabalhar, mas chegava a casa cansado e só brigava. Logo, os filhos deduzem que o pai não os ama, pois só vem a casa para brigar.

Proponho que esta Quaresma seja feita de penitências que realmente mudem a nossa casa. Por exemplo, a esposa parar de reclamar, o marido ficar mais em casa… Enfim, mudar o nosso coração. Nós não somos pecado ou falta de pecado, somos muito mais que isso.

Quaresma é tempo também de repensar a vida. Como é que as nossas atitudes afetam os outros? Os nossos gostos e o que queremos fazer ajuda, realmente, o que está ao nosso lado?

Se quisermos escolher pela vida, teremos de escolher as outras coisas que estão à volta. Precisamos, como São Paulo diz, de nos alimentarmos de coisas nobres; não nos encher de pensamentos que nos aprisionam. Se pensas que alguém não vai com a tua cara, pergunta-lhe o por quê!

Deus que nos garante a liberdade e é misericordioso connosco, Ele quer transformar o nosso coração para que sejamos instrumento de misericórdia. O Senhor sabe de tudo, está, inclusive, a ver-nos agora. Ninguém conhece alguém inteiramente senão Ele; porém, precisamos de nos esforçar, ao menos, para conhecer um pouco o outro e compreender as atitudes dele.

Dentro da nossa casa devemos oferecer sempre o perdão aos outros. A capacidade de perdoar é o termómetro do amor que sentimos pelo outro.

Que tenhamos a coragem de abrir o nosso coração para Deus, a fim de que Ele ilumine em nós as áreas mais escondidas para despontarmos na bondade.

Felicidade não é uma simples escolha, mas uma vida trilhada no caminho para a felicidade. Se queres, realmente, trilhar um caminho mais profundo, além de crescer nas coisas boas, é preciso mudar aquilo que não é tão bom assim.

Se quisermos salvar a nossa alma, temos de ceder. E só cedemos quando sabemos que aquilo é a vontade de Deus para nós. Peçamos-Lhe a graça de escolhermos a vida.

 
JEJUM Imprimir e-mail

JEJUM

 

O termo jejum é frequente na Bíblia (27 vezes no AT e 9 no NT), assim como jejuar (32 vezes no AT, 19 vezes no NT). No AT fazia parte dos ritos de penitência (1Sm 7,6; Jl 1,14;2,15) e também estava unido ao luto (2 Sm 1,12;3,35; Jdt 8,5-6) ou a uma calamidade. Com ele pretendia-se comover a divindade a ter piedade e a ouvir a prece do penitente. É-nos proposto na Quarta-Feira de Cinzas e em Sexta-Feira Santa.

Vários jejuns

Ao princípio só havia jejum no DIA DA EXPIAÇÃO (Lv 16,29-31; Nm29,7;Act 27,9). No tempo do Exílio, o jejum ritualizou-se em mais QUATRO LITURGIAS COLECTIVAS (que incluíam uma assembleia solene, sacrifícios, confissão pública dos pecados e rituais de luto) para comemorar acontecimentos trágicos importantes:
+ no 10º mês, o cerco a Jerusalém (2Rs25,1;Zc8,9);

+ no 4º mês, a brecha na muralha de Jerusalém (2Rs25,4;Zc8,19);

+ no  5º mês, a tomada de Jerusalém (2 Rs25,8;ver Zc 8,18-19);

+ no 7º mês, o assassinato de Godolias, governador da Judeia (2 Rs 25,25; Zc 8,19). A ritualização levou a exageros formalistas, contra os quais lutou o Segundo Isaías (Is 58). Por isso, depois do Exílio, o povo pergunta ao profeta Zacarias se os jejuns ainda são necessários (Zc 7,1-14).

O judaísmo dará grande importância ao jejum, como se vê nos textos de Ester (4,1-17; C,13) e de Judite (4,8-11;8,6;9,1;12,9). Torna-se uma espécie de sacrifício da pessoa, em lugar das vítimas sobre o altar, na linguagem dos rabinos (Berakot,II).

Os fariseus irão proclamar dois jejuns por semana (2ª e 5ª feira), porque se dizia que Moisés subiu ao Sinai no 5º dia da semana e desceu no 2º. A estes acrescentaram-se os jejuns individuais, como o dos discípulos de João (Mt 9,14-15; Mc 2,18-20; Lc 5,33-34).

O formalismo farisaico acabará por destruir toda a teologia da pregação dos profetas acerca do jejum no pós-Exílio. Esta teologia fazia do sacrifício do coração um sacrifício superior aos sacrifícios sangrentos do Templo. O judaísmo farisaico, ao canonizar o jejum, acabará por matar o espírito em favor da letra.

Sentido espiritual do jejum

No primeiro acto da sua Vida Pública, Jesus apresenta-se a jejuar no deserto (Mt 4,1-11 par.); mas este gesto é um memorial do deserto que Ele vem repetir e superar, pois supera as tentações do deserto e cria e conduz um povo mais perfeito que o do deserto, comandado por Moisés. Supera o jejum do AT, no sentido em que o importante, daí para o futuro, não é o jejum em si mesmo, mas a própria pessoa de Jesus.

É neste sentido ainda que Ele critica o jejum dois fariseus (Mt 6,16-18). Por isso, será criticado por não jejuar (Mt 11,19; Act 13,2-3), porque os fariseus jejuam com frequência (Mt 9,14-15; Mc 2,18-20; Lc 5,33-35), mesmo duas vezes por semana (segunda e quinta-feira: Lc 18,9-14). Será por este motivo que o autor da Didaqué (8,1) aconselhava a jejuar em dias diferentes: quartas e sextas.

O jejum de Cristo é proclamação da sua liberdade soberana em relação À sua acção messiânica: Ele vive toda a sua vida em atitude de jejum, tal como qualquer um de nós é chamado a viver nessa atitude.

A sua tentação vai unida ao Baptismo, porq as opções (sentido da tentação) exigem discernimento.

As tentações de Jesus – tais como as pessoas – são as do Ter, do Poder e do Prazer. Lucas diz que a última é em Jerusalém, porque lá estão os piores inimigos de Jesus: Judas é vencido e, depois, acontece a Paixão. A tentação do Ter é de hoje: a publicidade cria-nos necessidades artificiais. O sacrifício, a solidariedade e a doação passaram de moda.

No seguimento do judaísmo, as primeiras comunidades tinham ficado com esta prática: o jejum irá continuar a existir na Igreja, na sua função relativa: Mt 9,15; Mc 2,20; Lc 5,35; Act 13,3; 14,23; 27,9. Mas nas Cartas nunca se fala do jejum.

Este jejum cristão torna-se um ritmo de participação nos sofrimentos de Cristo e do mundo em que vivemos.

Função social do jejum

Jesus não canonizou o jejum. No seguimento da teologia dos profetas, o jejum, no NT, tem como função aproximar as pessoas de Deus e dos seus irmãos. Mas há jejuns que não levam a Deus, desviam a atenção para coisas secundárias (Is 1,10-14; 58,6-7; Zc 7).

O verdadeiro jejum é o que tem um sentido positivo, o que conduz a pessoa a viver segundo três fidelidades: a si mesma, a Deus e ao próximo. Por isso, os profetas muitas vezes condenam um jejum que, limitando-se apenas à vivência das duas primeiras fidelidades, não tem em conta sobretudo as classes mais desfavorecidas: Is 1,10-14. O verdadeiro jejum consiste em “repartir o pão com os famintos” (Is 58,7; Ez 18,16).

A penitência pela penitência, o jejum pelo jejum não são propriamente cristãos, porque o único absoluto, com valor em si mesmo, é Cristo e o seu Reino. O jejum abre a pessoa aos outros, pois o que jejua sente em si mesmo as carências que são correntes e contínuas naqueles que vivem sempre... em jejum.

Por isso, Jesus criticou o ritualismo do jejum (Mt 4,2; 9,15; 17,21; 9,29; Lc 5,35) e a Igreja primitiva guardou este costume judaico, sem o absolutizar (Act 13,2; 14,23). O próprio Paulo afirma que “o Reino de deus não consiste em comer ou beber” ou em não comer nem beber, mas na justiça, na paz e na alegria, q vem do Espírito Santo (Rm 14,17; Cl 2,16; 1Tm 4,1-5).

O jejum prepara um acontecimento de fé

O jejum exprime sempre um momento importante na vida do povo de Deus. Assim, Moisés pode dizer ao seu povo: “Prostrei-me depois diante do Senhor durante quarenta dias e quarenta noites, como da primeira vez, sem comer pão nem beber água, por causa de certo pecado que cometestes, fazendo o que era mal aos olhos do Senhor e ofendendo-O. É que eu estava aterrado com a cólera e a indignação que o Senhor manifestava contra vós, a ponto de vos querer exterminar: Contudo, o Senhor ouviu-me, ainda desta vez. O Senhor irritara-se também muito contra Aarão, de tal modo que queria exterminá-lo; mas, nesse dia, eu intercedi igualmente por Aarão”. (Dt 9,18-20)

A comunidade cristã também se preparava com o jejum, antes de impor as mãos aos missionários enviados em missão (Act 13,2-3; 14,23).

Os quarenta dias de jejum de que fala Moisés têm o significado de um grande acontecimento que vai começar: a aliança do Sinai, a peregrinação do povo durante quarenta anos até à Terra Prometida (como os quarenta dias de Elias no deserto, antes do encontro com Deus no Horeb).

O sentido do jejum da Quaresma é exactamente preparar o grande acontecimento da Páscoa. Sendo abstenção de comida material, facilita uma espécie de ascensão do material ao espiritual, criando um estado de espírito que favorece a escuta da Palavra, a oração e a intimidade com Deus.

Daí a ligação espiritual, simbólica entre o deserto e o jejum como expressão da oração. Embora com sentido diferente, aproxima-se desta ideia o jejum das chamadas greves da fome, em q se pretendem atingir certos fins humanos mediante “o protesto” manifestado no jejum.

O jejum, enquanto renúncia, sacrifício e “morte”, actua em nós a Paixão e Morte de Jesus; levando a uma vida nova, actua em nós a ressurreição de Jesus.

Torna-se, assim, um sacramento da n/ inserção no mistério pascal do Senhor e símbolo da nossa luta contra o mal. Aproxima-nos do sentido dos grandes personagens da Bíblia na sua quarentena de jejum, mas não é tristeza, pois o Esposo está no meio de nós (Jo 3,29).

Nas tentações de Jesus aparece clara a relação bíblica entre o pão e a Palavra; isso faz-nos pensar num jejum que prepara o crente para melhor acolher a Palavra, no sentido em que não ganha fome apenas para o pão material, mas também para o pão espiritual da Palavra.

Renunciar ao pão humano recorda a existência de um Pão mais importante, que é Cristo e a sua Palavra.

Deste modo, a abstenção do pão e da água terrenos, de que tanto necessitamos para viver, faz-nos recordar a fome e a sede daquele q nos criou e para o qual tendemos, mesmo sem nos darmos conta: “Como suspira a corça pelas águas correntes, assim minha alma suspira por Ti, ó meu Deus”. (Sl 42,1).

 
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QUARESMA. Fazei bem a vós mesmos

 

O cristão vive, não para a Quaresma mas para a Páscoa, não para a Paixão mas para a Ressurreição. O mundo também quer a Páscoa e a Ressurreição. Assim, neste mundo são a Quaresma e a Paixão que distinguem os cristãos na sociedade. O que os distingue é, não a finalidade última, a felicidade, mas o meio de lá chegar, a penitência. A sociedade vive embevecida numa ilusão de plástico, numa falsa Ressurreição, numa Páscoa sem Paixão. Os cristãos são os únicos que sabem que a única verdadeira Ressurreição exige antes a Paixão. Por isso somos os únicos que vivemos a Quaresma. O mundo quer, como nós, a alegria da Ressurreição, mas acha que pode chegar lá sem passar pela penitência da Quaresma.

A sociedade quer, tanto como os cristãos, a felicidade. Mas a Quaresma é aberrante porque, no meio da sedução, a sociedade não entende que “a felicidade está mais em dar do que em receber” (Act 20, 35). A felicidade ilusória deste mundo não entende que este é o caminho da felicidade. A razão porque o mundo não vive a Quaresma é porque quer uma felicidade que se baseie no receber. O cristão vê o mundo ao contrário.
Mas o cristão faz isso também para viver bem neste mundo. Quem ora aprende a viver bem no mundo. Quem faz jejum sabe suportar bem os azares que a vida lhe traz. Quem dá esmola entende como viver no meio das carências que lhe aconteçam. Fazemos penitência para chegar à felicidade, mas também conseguimos com ela aprender a viver bem. Fazemos penitência e damos esmola para fazer bem a nós mesmos, como disse um dos mais geniais portugueses de todos os tempos.
S. João de Deus, pedindo esmola pelas ruas de Granada, gritava “Irmãos, fazei bem a vós mesmos”. A súplica que S. João fazia, ao pedir esmola para o seu hospital, não invocava os pobres que acolhia e em quem ia gastar esse dinheiro. Ele suplicava pelos mesmos a quem pedia. Ele pedia a favor dos próprios que lhe davam. “Dai esmola para fazer bem a vós mesmos”. Era a preocupação pelos que podiam dar que levava S. João a pedir esmola. Ele pedia que esses tivessem misericórdia de si próprios. “Fazei bem a vós mesmos, porque a felicidade está mais em dar do que em receber”.
Este é o paradoxo da Quaresma. Da Quaresma da oração, do jejum e da esmola para fazer bem a nós mesmos, como disse o génio da Caridade que foi S. João de Deus. Da Quaresma da penitência em que damos para sermos felizes, como disse o fundador da Caridade, o Senhor que S. João serviu. “Em tudo vos demonstrei q deveis trabalhar assim, para socorrerdes os fracos, recordando-vos das palavras q o próprio Senhor Jesus disse: «a felicidade está + em dar do que em receber»”(Act 20, 35).É isto a Quaresma.
Está a começar a aberrante, a insólita, a incompreensível Quaresma. A Quaresma que prepara para a festa mais incrível, mais surpreendente, mais escandalosa que a humanidade celebra. A festa em que Deus vai ressuscitar do corpo de um criminoso condenado. A festa em que Deus se dá a Si mesmo para a nossa felicidade. A Páscoa é a festa do Deus que nos abre o caminho para a felicidade através do sangue das Suas chagas. A Páscoa é a festa que nos mostra que a felicidade está em Ele dar a vida para nós a recebermos. Assim, se calhar, até nem admira que a Quaresma seja insólita.

 
Por que é que fazer penitência atrai o ódio do mundo moderno? Imprimir e-mail

 

Por que é que fazer Penitência atraí o ódio do mundo moderno?

 

Se há um conceito radicalmente oposto à mentalidade moderna é o da penitência.

 

O termo e a noção de penitência evocam a ideia de um sofrimento que infligimos a nós mesmos para expiar os nossos pecados ou os de outras pessoas; e nos unirmos aos méritos da Paixão redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

O mundo moderno rejeita o conceito de penitência por estar imerso no hedonismo e professar o relativismo; que é a negação de qualquer bem pelo qual vale a pena sacrificar-se, exceto a busca do prazer.

 

Só isto pode explicar episódios como o furibundo ataque mediático em curso contra os Franciscanos da Imaculada; cujos mosteiros são descritos como locais de tortura, só porque neles se pratica uma vida de austeridade e penitência.

 

Usar o cilício ou gravar o monograma do nome de Jesus no peito é considerado uma barbárie; enquanto praticar o sadomasoquismo ou tatuar indelevelmente o próprio corpo é considerado hoje um direito inalienável da pessoa.

 

Com toda a força de que os meios de comunicação são capazes, os inimigos da Igreja repetem as acusações anticlericais de sempre.

O que é novo é a atitude das autoridades eclesiásticas, que em vez de defender as freiras difamadas, as abandonam ao carrasco mediático com secreto comprazimento; fruto da incompatibilidade entre as regras tradicionais que essas religiosas estão decididas a observar e os novos padrões impostos pelo “catolicismo adulto”.

 

Mesmo que o espírito de penitência tenha pertencido desde o início à Igreja Católica; como o recordam as figuras de São João Batista e de Santa Maria Madalena; qualquer incitamento às práticas ascéticas antigas é considerado hoje intolerável até por muitos eclesiásticos.

 

No entanto, não há doutrina mais razoável do que aquela que fundamenta a necessidade de mortificação da carne.

 

Se o corpo está em revolta contra o espírito (Gl. 5, 16-25), não é razoável e prudente reprimi-lo?

 

Nenhum homem está livre do pecado, nem mesmo os “cristãos adultos”.

 

Não age portanto segundo um princípio lógico e salutar quem expia os seus pecados mediante a penitência?

 

As penitências mortificam o “eu”, dobram a natureza rebelde, reparam e expiam os próprios pecados e os dos outros.

 

Se considerarmos as almas que amam a Deus, que buscam a semelhança com o Crucificado; então a penitência torna-se uma exigência do amor.

 

São famosas páginas de De Laude flagellorum de São Pedro Damião; o grande reformador do século XI, cujo mosteiro de Fonte Avellana se caracterizava por uma extrema austeridade nas regras.

 

Escrevia ele: “Quero sofrer o martírio por Cristo, mas não tenho ocasião; submetendo-me às flagelações, pelo menos manifesto a vontade da minha alma ardente” (Epístola VI, 27, 416 c.).

 

Toda reforma na história da Igreja foi feita com a intenção de reparar os males do tempo por meio da austeridade e da penitência.

 

Nos séculos XVI e XVII, os Mínimos de São Francisco de Paula praticam (e o fizeram até 1975) um voto de via quaresmal; que lhes impõe a abstenção perpétua não só de carne, mas de ovos, de leite e de todos os seus derivados; os Recoletos consomem a própria refeição no chão, misturam cinza nos alimentos, prostram-se diante da porta do refeitório sob os pés dos religiosos que entram; os Irmãos hospitalares de São João de Deus estabelecem na sua constituição: “comer no chão, oscular os pés dos irmãos, sofrer repreensões públicas e acusar-se publicamente”.

 

Análogas são as regras dos Barnabitas, dos Escolápios, do Oratório de São Filipe Neri, dos Teatinos.

 

Não há instituto religioso, como documenta Lukas Holste, que não inclua na sua constituição a prática do capítulo de culpas; a disciplina várias vezes por semana; os jejuns, a diminuição das horas de sono e de repouso (Codex regularum monasticarum et canonicarum, (1759) Akademische Druck und Verlaganstalt, Graz 1958).

 

A estas penitências “de regra” os religiosos mais fervorosos juntavam as chamadas penitências “superrogatórias”, deixadas ao critério de cada um.

 

Santo Alberto de Jerusalém, por exemplo; na Regra escrita para os Carmelitas e confirmada pelo Papa Honório III em 1226, depois de descrever o género de vida da Ordem e as respectivas penitências a praticar; conclui: “Se alguém no entanto quiser dar mais, o próprio Senhor em seu troca o recompensará”.

 

Bento XIV, que era um Papa meigo e equilibrado, confiou a preparação do Jubileu de 1750 a dois grandes penitentes; São Leonardo de Porto Maurício e São Paulo da Cruz.

 

Frei Diego de Florença deixou um diário da missão realizada por São Leonardo de Porto Maurício na Praça Navona, em Roma, de 13 a 25 julho 1759.

 

Com uma pesada corrente em volta do pescoço e uma coroa de espinhos na cabeça, o santo flagelava-se diante da multidão, gritando: “Ou penitência ou inferno” (São Leonardo de Porto Maurício, Obras Completas. Diário de Fra Diego, Veneza, 1868, vol. V, p. 249).

 

São Paulo da Cruz terminava a sua pregação infligindo-se golpes tão violentos; que com frequência algum fiel não resistia ao espetáculo e saltava no palco, com o risco de ser atingido; para deter-lhe o braço (Os processos de beatificação e de canonização de São Paulo Cruz, Postulação geral dos Padres Passionistas I, Roma 1969, p. 493).

 

A penitência foi praticada ininterruptamente durante dois mil anos pelos santos, canonizados ou não, que com suas vidas têm ajudado a escrever a história da Igreja; por Santa Joana de Chantal e Santa Veronica Giuliana, que gravaram com um ferro quente o cristograma no peito; e por Santa Teresinha do Menino Jesus, que escreveu o Credo com o seu sangue; no final do livrinho dos Santos Evangelhos que trazia sempre sobre o coração.

 

Contudo, essa generosidade não caracteriza somente as monjas contemplativas.

 

No século XX, dois santos diplomatas iluminaram a Cúria Romana:  o cardeal Merry del Val (1865-1930), Secretário de Estado de São Pio X, e o Servo de Deus Mons. José Canovai (1904-1942); representante da Santa Sé na Argentina e no Chile.

 

O primeiro usava sob a púrpura cardinalícia uma camisa de crina trançada com pequenos ganchos de ferro.

 

Do segundo, autor de uma oração escrita com sangue, o cardeal Siri escreve: “As correntes, os cilícios, as flagelações horríveis com lâminas de barbear, as feridas, as cicatrizes aumentadas pelas sucessivas lesões; não são o ponto de partida, mas de chegada de um fogo interior; não a causa, mas a eloquente e reveladora explosão desse fogo.

 

Tratava-se da clareza com a qual ele via em si e em cada coisa um meio para amar a Deus, e com a qual; no lancinante sacrifício do sangue, via garantida a sinceridade das demais renúncias interiores” (Memorial para a Positio de beatificação de 23 de Março 1951).

 

Foi nos anos cinquenta do século XX que as práticas espirituais e ascéticas da Igreja começaram a declinar.

 

O padre João Batista Janssens, Geral da Companhia de Jesus (1946-1964); interveio mais de uma vez para chamar os próprios irmãos a voltar ao espírito de Santo Inácio.

 

Em 1952 enviou-lhes uma carta sobre a “mortificação contínua”; e escrevia que jejuns, flagelação, cilícios e outros rigores deviam ficar escondidos dos homens, segundo a norma de Cristo (Mt. 6, 16-18); mas deviam ser ensinados e inculcados nos jovens jesuítas até ao segundo noviciado, chamado terceiro ano de aprovação (Dizionario degli Istituti di Perfezione, vol. VII, col. 472).

 

Ao longo dos séculos, as formas de penitência podem mudar, mas não o espírito, que é sempre oposto ao do mundo.

 

Prevendo a apostasia espiritual do século XX, Nossa Senhora em pessoa recordou, em Fátima, a necessidade da penitência.

 

Penitência não é senão a recusa dos enganos do mundo; a luta contra os poderes das trevas, que disputam com as forças angélicas o domínio das almas; e a mortificação contínua da sensualidade e do orgulho, enraizados no mais profundo do nosso ser.

 

Somente aceitando esta luta contra o mundo, o demónio e a carne (Ef. 6, 10-12); se compreende o significado da visão do centésimo aniversário que celebrámos em 2017.

 

Os pastorinhos de Fátima viram: “ao lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais alto, um Anjo com uma espada de fogo na mão esquerda; ao cintilar, despedia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: o Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte, disse: Penitência, Penitência, Penitência!”

 
VIVER A QUARESMA Imprimir e-mail

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A QUARESMA é, no essencial do seu dinamismo espiritual, tempo de conversão. E esta devemos entendê-la no sentido paulino de METANOIA – mudança radical que englobe a CONVERSÃO da maneira de pensar, de sentir, de agir, de querer e de amar.

“Convertei-vos” foi o primeiro anúncio de JESUS CRISTO, a primeira proclamação da BOA NOVA - um ideal que exige luta, empenhamento, uma conversão ao AMOR!!!

A QUARESMA é tempo privilegiado para a ORAÇÃO, o JEJUM e a CARIDADE. Três linhas de força, três acções concretas para o nosso “plano de vida”:
- Para com DEUS – Dar mais tempo ao Senhor (Oração, Leitura da Palavra de Deus; se possível, EUCARISTIA mais frequente; Via Sacra; Adoração reparadora...)
– Para com o próximo – Serviço de esmola..., da disponibilidade.., da caridade para com todos...
– Para connosco – Jejum que é domínio de nós mesmos... Jejum de comida, de bens de consumo, de bebida..., de tabaco..., etc.
Mas “jejuar” também dos maus hábitos, dos costumes menos cristãos, de tudo quanto alimenta o meu “EU” mesquinho, o “homem velho”...

A QUARESMA é, também, tempo de Reconciliação.
Reconciliação é o caminho do perdão para uma vida nova. Diz o CONCILIO VATICANO II: “Aqueles que se aproximam do Sacramento da PENITÊNCIA recebem da misericórdia de DEUS o perdão das ofensas que LHE fizeram e, ao mesmo tempo, reconciliam-se com a Igreja, à qual infligiram ferida com o pecado, e que coopera na sua conversão com a caridade, com o exemplo e a Oração” (L.G. II).

 

 

 
CARNAVAL, CINZAS E QUARESMA Imprimir e-mail

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Olhando para o calendário, rapidamente se percebe que é a Páscoa quem rege o Carnaval: a Páscoa é celebrada no primeiro Domingo da lua cheia após o equinócio da primavera, no hemisfério Norte. O Carnaval acontece entre 3 de Fevereiro e 9 de Março, sempre quarenta e sete dias antes da Páscoa, ou seja, após o 7º Domingo que antecede o Domingo de Páscoa.

CARNAVAL
O Carnaval é uma festividade popular colectiva, cíclica e agrária. Teve como verdadeiros iniciadores os povos que habitavam as margens do rio Nilo, no ano 4000 a.C., e uma segunda origem, por assim dizer, nas festas pagãs greco-romanas que celebravam as colheitas, entre o séc. VII a.C. e VI d.C.
A Igreja viria a alterar e adaptar práticas pré-cristãs, relacionando o período carnavalesco com a Quaresma. Uma prática penitencial preparatória à Páscoa, com jejum começou a definir-se a partir de meados do século II; por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstinência.
Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e o Papa Inocêncio II foram grandes inimigos do Carnaval, mas, no ano 590, a Igreja Católica permite que se realizem os festejos do Carnaval, que consistiam em desfiles e espectáculos de carácter cómico.
No séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolução do Carnaval, imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras, quando permitiu que, em frente ao seu palácio, se realizasse o Carnaval romano, e corridas de cavalos, carros alegóricos, corridas de corcundas, lançamento de ovos, água e farinha e outras manifestações populares.

CINZAS
No dia seguinte, a cinza recorda o que fica da queima ou da corrupção das coisas e das pessoas. Este rito é um dos mais representativos dos sinais e gestos simbólicos do caminho quaresmal.
Nos primeiros séculos, apenas cumprem este rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que querem receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa, às portas da Páscoa. Vestem hábito penitencial, impõem cinza na sua própria cabeça, e desta forma apresentam-se diante da comunidade, expressando a sua vontade de conversão.

A partir do século XI, quando desaparece o grupo de penitentes como instituição, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma.
As cinzas, símbolo da morte e do nada da criatura em relação ao seu Criador, obtêm-se por meio da queima dos ramos de palmeiras e de oliveiras abençoados no ano anterior, na celebração do Domingo de Ramos.

QUARESMA
O termo Quaresma deriva do latim "quadragesima dies", ou seja, quadragésimo dia. É o período do ano litúrgico que dura 40 dias: começa na quarta-feira de cinzas e termina na missa "in Coena Domini" (Quinta-Feira Santa), sem inclui-la.
O sexto Domingo, que dá início à Semana Santa, é chamado "Domingo de Ramos", "de passione Domini". Desse modo, reduzindo o tempo "de passione" aos quatro dias que precedem a Páscoa, a Semana Santa conclui a Quaresma e tem como finalidade a veneração da Paixão de Cristo a partir da Sua entrada messiânica em Jerusalém.

Uma prática penitencial preparatória para a Páscoa, com jejum, começou a surgir a partir de meados do século II; outras referências a um tempo pré-pascal aparecem no Oriente, no início do século IV, e no Ocidente no final do mesmo século.
Nos primeiros tempos da Igreja, durante esse período, estavam na fase final da sua preparação os catecúmenos que, durante a vigília pascal, haveriam de receber o Baptismo.
Por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstinência, marcas que ainda hoje se mantêm.
Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do "Glória" e do "Aleluia" na celebração da Missa.

''É preciso renunciar àquilo que agrada”

Desde os tempos antigos, a Quaresma foi considerada como um período de renovação da própria vida. As práticas a serem cumpridas eram, sobretudo, três: a oração, a luta contra o mal e o jejum. A oração para pedir a Deus forças para se converter e acreditar no Evangelho. A luta contra o mal para dominar as paixões e o egoísmo. Por fim, o jejum. Para seguir o Mestre é preciso ter a força de se esquecer de si mesmo, de não pensar no próprio conforto, mas no bem do seu irmão.
Assumir uma permanente atitude generosa e desinteressada é de facto difícil.
Este é o jejum. Mas pode o sofrimento ser uma coisa boa?

Como pode agradar a Deus a nossa dor? Não! Deus não quer que o homem sofra. Todavia, para ajudar o necessitado, é preciso muitas vezes renunciar àquilo que agrada, e isso custa sacrifício.
Não é o jejum em si que é bom (às vezes é feito por motivos que não tem nada a ver com religião: há quem se alimente com parcimónia simplesmente para se manter em boa forma física, para se tornar elegante, para estar com boa saúde). O que agrada a Deus é que, com o alimento que se consegue economizar com o jejum, se alivia, pelo menos por um dia, a fome de um irmão.
Um livro muito antigo, muito lido pelos primeiros cristãos, o Pastor de Hermas, explica deste modo a ligação entre o jejum e a caridade:
“Eis como deverás praticar o jejum: durante o dia de jejum, comerás somente pão e água, depois calcularás quanto terias gasto para o seu alimento naquele dia e oferecerás esse dinheiro a uma viúva, a um órfão ou a um pobre; assim tu te privarás de alguma coisa para que o teu sacrifício seja útil para alguém poder alimentar-se. Ele rezará ao Senhor por ti”.
“Se jejuares deste modo, o teu sacrifício será agradável a Deus”.
Um famoso papa dos primeiros tempos da Igreja, chamado Leão Magno, dizia numa homilia: “Nós vos prescrevemos o jejum, lembrando-vos não só a abstinência, mas também as obras de misericórdia. Deste modo, o que tiverdes economizado nos gastos normais, se transforme em alimento para os pobres”.
Quando foi instituída a Quaresma, servia também como o tempo de preparação para a reconciliação. Na Quaresma todos os cristãos são convocados a aproximarem-se do sacramento da reconciliação.

 

 

 
A QUARESMA TEMPO DE ESTAR EM FORMA Imprimir e-mail

 

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QUE É A QUARESMA? A Quaresma é o tempo de preparação para o Grande Dia da Páscoa. (Páscoa, significa PASSAR).

Para o nosso Grande Amigo Jesus Cristo, a Páscoa foi uma PASSAGEM muito difícil:

PASSAR DA MORTE À RESSURREIÇÃO, À VIDA.

Ou seja: morrer, e ressuscitar: passar a uma vida “nova”,vencendo a própria morte.

- PARA TI, a PÁSCOA pode ser PASSAR: ide ser um “qualquer” a ser ALGUÉM

+ de ser um “novato” a ser um notável

+ de “jovem velho” a jovem de ideal

+ de jovem “sem coluna vertebral” a jovem com “alma da aço”

+ de cristão de nome” a autêntico “filho de Deus”.

Jesus teve de”passar” por umas provas muito difíceis:

+ a traição de Judas + Suou sangue + Calúnias + Açoites atrozes

+ espinhos na cabeça + Paixão cruenta

Fazes ideia exacta do que tudo isto supõe?

Porém, Cristo soube e pôde superar todas as provas, incluindo a da morte. “...e ao terceiro dia RESSUSCITOU”. Aleluia! Aleluia! Vitória!

Escuta S. Paulo: “Porém, se Cristo ressuscitou, também nós ressuscitaremos...”

“Se com Ele sofremos, reinaremos com Ele; se com Ele morremos, viveremos com Ele...”

Por isso, os corajosos, aproveitam este tempo de Quaresma

- para seguir as PISTAS que nos deixou Jesus. Já sei que isso da morte te soa mal...

Porque, amigo, só é para os que querem ser semelhantes a Cristo, isto é, “CRISTÃOS”. Seguindo as pistas de Cristo, “passamos” as provas mais difíceis lutando

+ contra o egoísmo + contra a mentira + contra a preguiça + contra as grosserias + contra a impureza

+ contra o respeito humano + contra o que é falso

Um jovem cristão, valente, sabe que, se PASSA pelas muitas provas da sua vida diária, na GRANDE NOITE DA PÁSCOA, quando renovar as suas promessas Baptismais - o seu juramento de fidelidade a Cristo -, estará a renascer para uma “vida nova”, RESSUSCITANDO com Cristo. E então será: + não um “qualquer”, mas ALGUÉM

+ não um “novato”, mas um notável

+ não um “jovem velho”, mas um jovem “novo” + não um cristão “frio”, mas um cristão cheio de Deus, AUTÊNTICO.

E isto é a única coisa que vale, é o que não passa de moda, o que vale a pena conquistar...

PISTAS

Seguramente terás observado como as pessoas que valem, - os cristãos autênticos de que falámos -, durante o tempo de Quaresma, costumam deixar de fumar, de ir a espectáculos... privando-se voluntariamente de algo.

Há famílias inteiras que se privam da sobremesa, do vinho, para dar este dinheiro aos mais necessitados, nossos irmãos que sofrem, e assim preparam-se para O Grande Dia de PÁSCOA.

Tu, queres preparar a TUA PÁSCOA, queres estar em forma. Queres ser “mais homem”, como Cristo.

Aqui tens umas PISTAS. Tu acrescentarás outras...

Sê duro, sê exigente contigo mesmo durante estes dias de Quaresma - uma Quaresma jovem, dinâmica e activa -, e verás como no Dia de PÀSCOA te sentiras melhor, mais “novo” e “jovem”, mais “cristão”...

Cada manhã escolhe uma PISTA, das que te custam mais.., das que mais precisas.

Durante o dia põe-na em prática. À noite escreve num papel, com alegria:

CONSEGUI! OBRIGADO, SENHOR!


PISTAS A ESCOLHER

1 - Uma hora te silêncio na aula de...
2 - Saltar da cama ao primeiro sinal.
3 - Ajudar em casa a pôr e tirar a mesa.
4 - Rezar antes das refeições.
5 - Chegar a tudo pontualmente.
6 - Fazer em primeiro lugar o que mais custa.
7 - Falar com um companheiro antipático
8 - Farei uma confissão, bem preparado.
9 - Farei as pazes com...
10 - Comerei de tudo sem me queixar
11 - Não farei gastos inúteis.
12 - Farei uma visita a um doente,
13 - Cortarei as más conversas.
14 - Farei uma boa acção com os do meu grupos.
15 - Lerei com outros, dez minutos do Evangelho.
16 - Ajudarei na limpeza da casa.
17 - Farei uma visita a Jesus, sozinho ou com outros.
18 - Orientarei esta noite o Terço em casa.
19 - Dar uma alegria aos pais. Escolhe qual.
20 - Cumprir o que prometi a...ou em...
21 - Acabar o trabalho que comecei...
22 - Fazer sorrir a1gum, hoje.
23 - Não verei aquele programa na TV.
24 - Lerei um livro sobre Jesus Cristo (A Bíblia, por exemplo).
25 - Falarei a alguém sobre Nossa Senhora.

Para cumprires bem o que te propuseste fazer, no esqueças o que nos disse o nosso Grande Amigo,

JESUS CRISTO: ”Sem mim, nada podeis fazer”

Coragem, amigo, e terás a melhor PÀSCOA da tua vida!

 

 

 
Jesus ensina a vencer as tentações Imprimir e-mail

JESUS ENSINA A VENCER AS TENTAÇÕES!

 

Antigamente, a Quaresma era o período durante o qual, através da penitência e da provação, os catecúmenos se preparavam para receber o batismo na noite de Páscoa ou àqueles que tinham cometidos pecados graves e públicos se preparavam para retornar ao seio da sua comunidade cristã, chamavam-se “penitentes”.

 

A Liturgia sempre coloca Jesus no Evangelho do Primeiro Domingo da Quaresma vencendo as tentações do Demónio (cf. Mc 1, 12-15; mais detalhista é o Evangelho de Mt 4, 1-11). O Nosso Senhor e Mestre não só vence, mas dá-nos as dicas para vencer também o nosso inimigo e as tentações pequenas e grandes que enfrentamos todos os dias. O objetivo desta reflexão de hoje será avaliar a nossa defesa e aumentar as nossas resistências frente às tentações e celebrar a vitória com o Senhor Jesus. JESUS NOS ENSINA A VENCER AS TENTAÇÕES!

 

O Senhor derrotou o inimigo através da Docilidade ao Espírito Santo, pois “no deserto, ele era guiado pelo Espírito”, da Palavra: “A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem”; da Oração: “Terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus”; do Jejum: Não comeu nada naqueles dias e, depois disso, sentiu fome”, e pela Adoração: “Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás”. Exercendo a Sua autoridade que vinha de uma vida coerente e santa. Isto fica bem claro na leitura deste Evangelho.

 

De maneira semelhante como o antigo povo de Israel partiu durante quarenta anos pelo deserto para ingressar na terra prometida, a Igreja, o novo povo de Deus, prepara-se durante quarenta dias para celebrar a Páscoa do Senhor. Embora seja um tempo penitencial, não é um tempo triste e depressivo. Trata-se de um tempo especial de purificação e de renovação da vida cristã para poder participar com maior plenitude e gozo do mistério pascal do Senhor.

 

Jesus Cristo dando inicio a caminhada do Novo povo de Deus se dirige ao deserto como lugar de encontro com Deus, lugar de recolhimento, onde Ele se revela, onde se escuta Sua Palavra. E diferente do antigo povo da Aliança que sucumbe a tentação, se revolta, tem saudade das cebolas do Egito, onde eles tinham o que comer, mas eram escravos.

Jesus vence a tentação, vence o demónio pela oração, pelo jejum através da Palavra e da Obediência ao Pai.
 
Preparar a Páscoa Imprimir e-mail

PREPARAR A PÁSCOA  


A Quaresma caminho para a Páscoa, caminho que deve conduzir à Ressurreição, à Vida Nova. Por isso a Quaresma exige da nossa parte o esforço da conversão, a intensidade de ascese para que se realize a mudança necessária, o desejo generoso que dinamize o nosso ser para que nos abramos ao espírito que salva e converte, purifica e cura, transforma e cristifica. Para isso a Quaresma deve ter várias frentes de acção rumo à Páscoa.


Io Para com Deus, mais (melhor) oração. A Quaresma tem de ser um tempo forte de oração, de silêncio, de deserto, de mais intensidade de comunhão com Deus, de leitura da Palavra, de meditação, da escuta do Senhor. Não só o "mais", mas também o "melhor", ou seja, dar melhor, qualidade à oração que já fazemos, intensificar o nosso esforço de atenção, de escuta, de amor, de diálogo que nos apanhe, por dentro, o coração.


2o Para com o próximo, mais caridade. A santidade mede-se pelo amor. Converter-se tem de ser sempre amar mais e melhor. Só quem ama vive em Deus e com Deus. Quanto mais caridade, quanto mais obras concretas de amor ao próximo, mais conversão e mais santidade. O grande esforço da nossa Quaresma tem de ser este. Se rezamos é para amar mais, para amar melhor, para sermos mais fiéis no amor. Que vamos fazer? Como dimensionar na vida esta atitude de amor fraterno? Qual a dimensão, o sector que mais precisa? Que vamos nós intensificar?


3o Para connosco, mais penitência. Mas a melhor e mais eficaz penitência é aquela que nos leva a rezar melhor e a amar mais. Passar um dia sem criticar é, talvez, maior penitência que jejuar. Mas é mais eficaz mais fecundo. Não ver televisão para poder rezar, ler a Escritura, é maior penitência que fazer abstinência. Qual será então o estilo de penitência que vai ajudar-nos a uma vida mais orante e mais caridosa? Jejuar da crítica, da televisão, do prazer, do comodismo... Abster-se do que me afasta de Deus, me tira tempo para Ele, do que me impede de amar mais.


4o Reconciliados com o Pai. O sacramento da Reconciliação é a grande festa de Deus, que perdoa, acolhe; abraça, beija, acarinha o filho pecador que volta a Casa. A Quaresma apresenta-se como verdadeiro espaço e tempo de Reconciliação amorosa com o Pai. E precisamos de trazer os outros ao encontro do Pai de Misericórdia. Que belo apostolado da nossa Quaresma, que boa maneira de amar e de fazer penitência.

 


O Pai espera-nos. Vamos ao seu encontro. O Espírito Santo quer ajudar-nos, neste caminho em que, reconciliados com o Pai, celebraremos a Páscoa do Senhor Ressuscitado, ressuscitando com Ele. Só assim haverá verdadeira Páscoa, verdadeira passagem. Eis o grande desafio que nos é proposto... Que resposta, fiel e generosa, vai dar cada um de nós? Que programa de Quaresma vamos fazer pessoal e em família?

 
PORQUE NÃO! Imprimir e-mail

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Estamos na Quaresma. Estamos convidados à oração e à penitência. Há gastos que poderiam beneficiar necessitados, há programas de televisão que se poderiam dispensar, conversas inúteis e até menos dignas, que se podiam evitar.
Talvez mais silêncio e reflexão, mais ajuda moral e espiritual aos irmãos mais esquecidos de Deus. Mais perdão aos que nos ofendem, mais paciência em aceitar as contrariedades. Menos tempo gasto em coisas desnecessárias, e melhor aproveitamento do que temos. Menos pecados e mais penitência por aqueles que fizemos no passado, mais atenção à Palavra de Jesus Cristo – Caminho, Verdade e Vida – e menos ouvidos à palavra sem sentido e até ofensiva à dignidade humana. Menos orgulho e mais humildade. Menos distraídos e mais atentos. Menos atenção às coisas deste mundo e mais preocupação por aquelas que nos garantem felicidade no Céu.
Jesus respondeu ao demónio: Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que vem de Deus. (Mt 4,1-5).
Quaresma, tempo de paragem, reflexão e reconciliação com Deus e com os irmãos.

 

 

 
CURE-SE PELA QUARESMA Imprimir e-mail

1 — Não tem tempo para nada?
Dizer isto pode ser uma infantilidade.
Dê todo o tempo a Deus: “Procurai antes o seu Reino, e o resto ser-vos-á dado por acréscimo”. (Lucas 12, 31)
2 - Comove-se com crianças esqueléticas na Tv?
Converta em acção a sua emoção: Destine uma percentagem do seu ordenado a instituições missionárias.
3 - A sua consciência não está tranquila?
Confesse-se com humildade, entregue a Deus os seus pecados e comece tudo como na pureza da infância.
4 - O stress tomou conta de si?
Ajoelhe, de manhã e à noite, leve o rosto até ao chão, e diga durante três minutos:
“Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.
Termine com uma Avé-Maria ou a consagração a Nossa Senhora.
5 - Em sua casa não há diálogo?
Seja pontual às refeições em família.
Conquiste os filhos para fecharem a televisão.
No fim da refeição rezem a oração de vésperas.
6 -Tem demasiado peso?
Experimente jejuar a sério, um dia inteiro por semana: só água pura ou pão e água.
Corte até 50% na carne, no peixe, no álcool, nos doces e no tabaco.
7 - Os filhos são um quebra-cabeças?
Peça-a Deus todos os dias a graça de os amar para eles serem felizes e não para eles o fazerem feliz a si.
8 - Sente-se tentado a desertar?
Cante muitas vezes o versículo 8 do salmo 104:
“O Senhor jamais esquece a sua aliança”.
A aliança é o remédio da solidão.
9 - Perdeu o rumo á vida?
Seja fiel à missa dominical e ofereça-se para qualquer trabalho na comunidade paroquial.
10 - Não vai conseguir fazer tudo isto?
Faça o que puder, mas com seriedade, e com fé. Verá que o Aleluia da Ressurreição lhe vai sair mais límpido na voz e mais forte no coração.

 

UMA REFLEXÃO QUARESMAL

«Eis-me aqui, Pai. Envia-me para salvar o mundo”... No fim desta missão, que cumpriu inteiramente e com infinita generosidade, o Senhor exclama:
«Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito».
Aqui está a Vítima por excelência. O Cordeiro Imaculado, sem mancha, imolado por mim, por ti, por todos nós, pobres mortais cheios de pecado.
«Suporta os trabalhos; cumpre o teu dever, o teu ministério; porque, quanto a mim, estou já para ser oferecido em libação», diz S. Paulo ao seu discípulo Timóteo.
«Amo a Cristo; mas a Cristo crucificado.., porque não quero outra glória a não ser a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo», acrescenta o mesmo apóstolo.

Todo o santo é um herói! Mas entre os santos há ainda os «especialistas”, os heróis por excelência, os grandes, os extraordinários privilegiados do Senhor!
Mas, para tal, exige-se doação completa; generosidade sem restrições; oferecimento incondicional; um FIAT = FAÇA-SE, perfeito, sincero, constante: Vítima, Hóstia de suave perfume, de suave odor!
Para confirmar duma maneira bem concreta e ainda dentro do nosso tempo, as considerações supra, registamos estas palavras escritas pelo grande e fervoroso apóstolo do Sagrado Coração de Jesus, o famoso P. Matéo: «A cruz é a mais prodigiosa das pregações a mais conquistadora das almas...
«Sereis apóstolos sobretudo quando sofrerdes, em união com e por amor d’Ele e das almas…

«
Fala-se muito de oração, como dum elemento de primeira ordem no apostolado. Assim é na verdade. Basta reparar bem no que diz o Senhor: Rezai… pedi ao Senhor da messe, batei... procurai, etc. No entanto, um segundo elemento de igual valor, se não superior, é a imolação, o sacrifício, porquanto as cruzes e as dores constituem a mais forte e fecunda das orações, para a extensão do reino de Deus. Sim, o sofrimento é um elemento de purificação; mas é também factor importante para um apostolado real, efectivo. A fecundidade do apostolado não está propriamente no trabalho, na actividade, mas antes de tudo na oração unida ao sacrifício e no amor baseado na cruz...»
Assim pregava, pela palavra e pelo exemplo, o ardente e incansável missionário do Sagrado Coração de Jesus, que percorreu todo o mundo por várias vezes e que, antes de ir receber o prémio das suas altas virtudes da mão do Pai do céu, passou bastantes anos meio paralítico, encerrado permanentemente na sua pobre cela, agarrado generosamente à cruz purificadora, a fecundar mais e mais o campo de apostolado por onde passou a fazer o bem à semelhança do Divino Mestre. Foi pela cruz que ele muitas almas levou à luz.
 

2ª REFLEXÃO QUARESMAL

Vejamos até onde pode chegar a bondade misteriosa do Senhor, na concessão e distribuição de cruzes, e quais as alturas que uma pobre alma humana pode atingir, quando inspirada e auxiliada por uma graça extraordinária do céu, e resolvida a ser, total e incondicionalmente, uma hóstia pura, e de agradável odor, pronta a deixar-se arder, consumir, nas mãos do seu Criador e Redentor. É o caso sublime, verdadeiramente impressionante, e fora de qualquer raciocínio, ou explicação humana, das almas que, generosa, decidida e definitivamente, se oferecem ao Senhor como VÍTIMAS de EXPIAÇÃO.Realmente parece-nos impossível poder-se ir mais longe no caminho e amor da cruz, do que preferir a dor ao prazer, as lágrimas aos sorrisos, os espinhos às flores!No entanto, há ainda qualquer coisa de mais sublime e extraordinário nas vias misteriosas da santidade: é o acto heróico de oferecimento de si mesmo, e de tudo quanto lhe pertence, ou venha a pertencer, na vida e na morte, como vítima de expiação e de amor ao Senhor do céu e da terra, pelos pecados do mundo, tomados no seu conjunto, à imitação de Jesus, ou num ou noutro caso particular, especial, conforme a inspiração do momento dada pelo Divino Espírito Santo, pela Santa Igreja, pelo Papa, pela Paz, pela conversão de tal ou tal pecador, etc.É claro, um acto desta natureza, de tão largo alcance, e de tremendas mas verdadeiramente assombrosas e consoladoras consequências, está completamente fora das vias ordinárias, comuns, da graça.E por isso mesmo seria uma presunção inqualificável, para não dizer uma grandessíssima temeridade, uns simples principiante nas vias da perfeição, ou uma alma ainda imperfeitamente purificada, querer arriscar-se por caminhos tão difíceis, por voos tão altos e sublimes.«Chamar-se a si próprio vítima, ou julgar-se tal, mesmo sem o proclamar aos quatro ventos, é coisa fácil. E até por vezes agrada um pouquinho ao amor-próprio, que manhosamente se aninha no coração de todos os homens... Mas tornar-se vítima efectiva, segundo os planos e vontade de Deus, exige uma grande pureza dos sentidos; um total desprendimento das criaturas, a começar por si mesmo; um heroísmo, que leva a alma a entregar-se, generosa e constantemente, a toda a espécie de sofrimento, a todas as humilhações possíveis e imagináveis, a todas as securas e aridezes. Numa palavra: a todas as provas, físicas e morais, que a Divina Providência, nos seus insondáveis desígnios, achar bem, conveniente, oportuno, enviar a tal ou tal pessoa...“Por consequência, seria loucura rematada, ou então grande privilégio e milagre extraordinário que alguém, logo no início da sua vida espiritual, pretendesse realizar o que o próprio Divino Mestre não fez senão por degraus, paulatinamente, com muita pauta e muito tempo...»Foi assim que se exprimiu, sábia e prudentemente, a Madre Maria Teresa do Coração de Jesus, fundadora da Adoração Reparadora, e que morreu queimada viva, acidentalmente e não por incúria ou maldade dos homens. 

 

 
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A importância do Jejum


A Igreja chama ao jejum, à esmola e à oração, “remédios contra o pecado”; pois cada uma destas actividades, a seu modo, ajudam-nos a vencer o maior mal deste mundo, o pecado. A oração fortalece-nos em Deus, a esmola (obras de caridade) “cobre uma multidão de pecados”; e o jejum fortalece o nosso espírito contra as tentações da carne e do espírito, e liberta-nos e abre para os valores superiores da alma.


 “Ordenai um jejum” (Jl. 1, 14). São as palavras que ouvimos na primeira leitura da Quarta-feira de Cinzas, quando começa a Quaresma. O jejum no tempo da Quaresma é também a expressão da nossa solidariedade com Cristo, preso, torturado, flagelado, coroado de espinhos, condenado à morte, crucificado e morto.


 Ao jejuar devemos concentrar-nos não só na prática da abstenção do alimento ou das bebidas, mas no significado mais profundo desta prática. O alimento e as bebidas são indispensáveis para o homem viver, disto se serve e deve servir-se, mas não lhe é lícito abusar seja da forma que for. O jejum tem como finalidade levar-nos a um equilíbrio necessário, e ao desprendimento daquilo que podemos chamar de “atitude consumista”, característica da nossa civilização.  


O homem orientado para os bens materiais, muitas vezes abusa deles. Hoje busca-se acima de tudo a satisfação dos sentidos, a excitação que disso deriva, o prazer momentâneo e a multiplicidade de sensações cada vez maior.  E isto acaba por gerar um vazio no coração do homem moderno; pois sem Deus ele não se pode satisfazer. O barulho do mundo e o prazer das criaturas não conseguem preencher o seu coração.


 A criança hoje, e também muitos adultos, vivem de sensações, procura sensações sempre novas… E torna-se assim, sem se dar conta, escravo desta paixão actual; a vontade fica presa ao hábito, a que não sabe opor-se.


 O jejum ajuda-nos a aprender a renunciar a alguma coisa. Ele faz-nos capazes de dizer “não” a nós mesmos, e abre-nos aos valores mais nobres da nossa alma: a espiritualidade, a reflexão, a vontade consciente. O jejum põe-nos de pé e de cabeça para cima. Há muitos que caminham de cabeça para baixo; isto acontece quando o corpo comanda o espírito e o esmaga. É o prazer do corpo que o comanda e não a vontade do espírito.


É preciso entender que a renúncia às sensações, aos estímulos, aos prazeres e ainda ao alimento ou às bebidas, não é um fim em si mesmo, mas apenas um “meio”, deve apenas preparar o caminho para conquistas mais profundas. A renúncia do alimento deve servir para criar em nós condições para poder viver os valores superiores. Por isso o jejum não pode ser algo triste, enfadonho, mas uma actividade feliz que nos liberta.


Os Padres da Igreja davam grande valor ao jejum. Diz, por exemplo, São Pedro Crisólogo (†451): “O jejum é paz do corpo, força dos espíritos e vigor das almas” e ainda: “O jejum é o leme da vida humana e governa todo o navio do nosso corpo” (Sermão VII: sobre o jejum, 3.1).


Santo Ambrósio (†397) diz: “A tua carne está-te sujeita (…): Não sigas as solicitações ilícitas, mas refreia-as algum tanto, mesmo no que diz respeito às coisas lícitas. De facto, quem não se abstém de nenhuma das coisas lícitas, está também perto das ilícitas» (Sermão sobre a utilidade do jejum, III. V. VII). Até escritores, que não pertencem ao cristianismo, declaram a mesma verdade. Esta é de alcance universal. Faz parte da sabedoria universal da vida.


Mahatma Gandhi dizia: “O jejum é a oração mais dolorosa e também a mais sincera”. “Cada jejum é a oração intensa, purificação do pensamento, impulso da alma para a vida divina, a fim de nela se perder”. “O jejum é para a alma o que os olhos são para o corpo”. (Toschi, Tomas – Gandhi mensagem para hoje, Editora mundo 3, pag. 97, SP, 1977)


O jejum confere à oração maior eficácia. Por ele o homem descobre, de facto, que é mais “senhor de si mesmo” e que se tornou interiormente livre. Dá-se conta que a conversão e o encontro com Deus, por meio da oração, frutificam nele. Assim, o jejum não é algo que sobrou de uma prática religiosa dos séculos passados, mas é também indispensável ao homem de hoje, aos cristãos do nosso tempo.


A Bíblia recomenda muito o jejum, tanto o Antigo como o Novo Testamento; Jesus realizou-o durante quarenta dias no deserto antes de enfrentar o demónio e começar a sua vida pública; e muito o recomendou. “Quanto a esta espécie de demónios, só se podem expulsar à força de oração e de jejum” (Mt 17,20). “Boa coisa é a oração acompanhada de jejum, e a esmola é preferível aos tesouros de ouro escondidos”. (Tb 12,8).


O nosso jejum deve ser acompanhado de mudança de vida, conversão, arrependimento dos pecados e volta para Deus. O profeta Isaías chamava a atenção do povo para isto: “De que serve jejuar, se com isto não vos importais? E mortificar-nos, se nisto não prestais atenção? É que no dia do vosso jejum, só cuidais dos vossos negócios, e oprimis todos os vossos operários”. Passais o vosso jejum em disputas e altercações, ferindo com o punho o pobre. Não é jejuando assim que fareis chegar lá em cima a vossa voz. O jejum que me agrada porventura consiste em o homem se mortificar por um dia? Curvar a cabeça como um junco, deitar sobre o saco e a cinza? Podeis chamar isto jejum, um dia agradável ao Senhor? Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda a espécie de jugo”.  (Is 58,3-6)


Cada um de nós tem a própria individualidade; por isso, cada um deve realizar a forma de jejum que mais lhe seja adequada.

 
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«Lembra-te que és pó...»


Cada ano, com a «Quarta-Feira de Cinzas», os católicos iniciam o tempo da Quaresma, tempo no qual a liturgia da Igreja Católica nos convida a uma reflexão e actuação sobre nossas vidas, sobre o seu sentido, a sua origem, a sua missão, o seu destino último. 


Trata-se, portanto, de um tempo «forte» para a metanoia ou «conversão» que – em teologia e vida cristã – significa uma adequação de nosso ser, existir e actuar à própria vida de Jesus Cristo, a seu evangelho, a seus valores, a suas convicções, à sua proposta de vida: gastar a vida ao serviço do evangelho, ou seja, a favor dos outros, especialmente dos mais necessitados, para obter a vida eterna, a vida feliz, a vida plena. 


Por isso, a Quaresma é um caminho bíblico, pastoral, litúrgico e existencial, para cada crente pessoalmente e para a comunidade cristã em geral, que começa com as cinzas e conclui com a noite da luz, a noite do fogo e da luz: a noite santa da Páscoa de Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. 


 


 


A Quaresma simboliza, assinala e recorda um «passo», uma páscoa, um itinerário a seguir de maneira permanente: a passagem do nada à existência, das trevas à luz, da morte à vida, do insignificante à vida abundante em Deus, por meio de seu Filho Jesus Cristo. E é que converter-nos significa destruir, deixar para trás, queimar, tornar cinzas o «homem velho», o homem-sem-Cristo, para revestir-nos do homem «novo», o homem-no-espírito, que é fogo novo no mundo. 


Na quarta-feira de Cinzas, enquanto o ministro impõe as cinzas ao penitente, diz estas duas expressões alternativamente: «Convertei-vos e crede no Evangelho» e/ou «Lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar». Sinal e palavras que expressam muito adequadamente nossa «criaturalidade», nossa absoluta dependência de Deus, nosso peregrinar rumo a uma pátria definitiva, nossa caducidade. 


Quarta-Feira de Cinzas em particular e Quaresma em geral são um tempo litúrgico e um convite a voltar nosso olhar e vida a Deus e aos princípios do Evangelho. Assim, se Quaresma é tempo para a conversão, para melhorar no processo de humanização pessoal e comunitário, então a Quaresma coincide com a própria vida de todo crente, com o ser e missão de toda a Igreja e com a vocação da comunidade humana inteira. 


Quaresma é um convite a mudar aquilo que temos de mudar na busca de ser melhores e mais felizes, um convite a construir em vez de destruir e a olhar e voltar para formas de vida mais justas, mais solidárias, mais humanas. Quaresma é um convite a buscar diligentemente novas formas de ser e fazer Igreja, sendo melhores e mais autênticos discípulos do Crucificado Ressuscitado. 


O tempo litúrgico da Quaresma – como nossa própria existência – é percorrido com o olhar dirigido à Páscoa da Ressurreição e à Páscoa definitiva em Deus. Páscoa de vida abundante que se opõe a toda forma de discriminação e de envelhecimento do ser humano, de sua dignidade, a toda forma de atropelo e violência, a toda forma de mentira, maldade e morte, a toda forma de corrupção e divisão, a toda forma de marginalização e opressão. Porque a Páscoa, como ponto de chegada, cume e superação da Quaresma, é absoluta novidade de vida, da vida abundante que Deus nos oferece e à qual Deus nos convida neste tempo e em todo momento. 

 
Cinco desafios para Casais, na Quaresma Imprimir e-mail

CINCO DESAFIOS PARA CASAIS, NA QUARESMA

 

Como trabalhar para deixar o seu relacionamento mais forte e alegre até à Páscoa

 

Já pensou em se unir ao seu cônjuge para que possam fazer juntos alguma penitência para a Quaresma e, com isto, melhorar o vosso relacionamento? Cada casal conhece as coisas pequenas e “óbvias” que precisa de modificar. Por exemplo, o meu marido e eu realmente precisamos de dispensar o constante jogo de empurra, tipo: “Levei as crianças à actividade física cinco vezes na semana passada, agora é a tua vez.”

A Quaresma é um bom período para olhar para as coisas maiores e mais difíceis. É um momento para pensarmos e reflectirmos sobre como podemos mudar e fazer algum sacrifício para ajudar aos outros, principalmente o nosso cônjuge.

 

Alguns “sacrifícios” que os casais podem tentar fazer durante a Quaresma.

 

Quer uma dica? Trabalhe forte para que o seu relacionamento esteja ainda mais maduro e alegre quando a Páscoa chegar.

 

  1. Negatividade

Lembra-se como foi o seu primeiro encontro? Você provavelmente não se queixou do seu namorado, querendo mostrar o seu lado positivo, pois isso é o que achamos mais atraente noutras pessoas. Mas à medida que o seu relacionamento crescia e vocês se tornavam mais próximos, o outro tornou-se um terreno de lançamento para as queixas 24 horas por dia. Sim, os cônjuges devem estar lá como caixas de som um para o outro. Você nunca deve subestimar o poder das palavras. A negatividade pode-se tornar insalubremente viciante. Comentários negativos, conversas e fofocas podem privá-lo das alegrias diárias do casamento e da vida.

Nestes 40 dias, prometa, através da comunicação, lançar uma luz positiva sobre o seu dia e sobre as pessoas que você conhece. Não será fácil! E é claro que haverá coisas e problemas ruins para apontar e discutir. Mas tente falar sobre isso de forma pró-ativa, com a empatia e a compreensão que você talvez não tenha verbalizado antes. Quando você é positivo, você sorri muito mais – e o que é mais atraente do que isso?

  1. Consumismo

Goste você ou não, as nossas carteiras estão intimamente ligadas aos nossos relacionamentos. Em muitas famílias, o consumismo está fora de controle. Basta dar uma olhada em alguns quartos-de-banho e perguntar:  vocês realmente precisam destes cinco frascos de shampoo? Esta camisa de treino é realmente necessária, já que você não vai mais à academia? Os bons hábitos financeiros não só economizam dinheiro da família, mas também ajudam a evitar disputas sobre as contas de cartão de crédito.

Nesta Quaresma, que tal adotar uma atitude mais minimalista? Decida em conjunto o que, nas compras domésticas, é uma “necessidade” e o que não é, e tente comprar menos.

 

  1. Falta de organização

Eu sei que limpar e organizar a casa juntos nunca estiveram em seus sonhos. Mas ter uma casa arrumadinha irá diminuir os seus níveis de estresse e deixar você e o seu marido mais felizes e mais tranquilos. Tente livrar-se de 40 coisas que você já não usa – uma para cada um dos 40 dias da Quaresma.

 

  1. Tecnologia

Pegue no seu smartphone e veja o seu aplicativo de mensagens, contando quantos recados você enviou para o seu marido ontem. Será que enviar mensagens se tornou a sua principal forma de comunicação com ele todos os dias? E o e-mail? São grandes as chances do seu computador ou telefone estar realmente a falar com ele muito mais do que você.

Eu sei: é impossível desistir totalmente das mensagens de texto quando você tem que gerir os horários das crianças e coordenar os compromissos. Mas você pode decidir não enviar aquele vídeo engraçado do YouTube para o seu esposo. Em vez disso, convide-o para assistir ao vídeo consigo depois do jantar.  E aqui está uma ideia ultra-radical: você pode também tentar deixar um bilhete de vez em quando na bolsa dele. Será que ele vai conseguir reconhecer a sua caligrafia?

 

  1. Maratona de filmes e séries

É a actividade favorita de todos os casais! Embora algumas pesquisas sugiram que assistir à televisão em conjunto tem benefícios para casais, isto ainda não é uma substituição para conexão real e autêntica.

Nesta Quaresma, calcule quanto tempo você passa todos os dias na frente da TV e reduza esse tempo pela metade. Use o tempo que sobrar jogando cartas, caminhando, esticando no chão, ou mesmo lendo a Bíblia juntos. Sim, você deixará de saber o que acontece na sua série favorita, mas vai ganhar algo muito mais gratificante e duradouro em troca.

 
Como viver a Quaresma? Imprimir e-mail

Como viver a Quaresma?

 

O tempo da Quaresma tem muitas imagens da sagrada escritura, o que nos ajuda a compreendê-lo. Primeiro o facto de Jesus ter passado os 40 dias no deserto, que foi um tempo de oração, de penitência, Ele que não tinha pecados, Ele fez aquele tempo de penitência para nos ensinar o caminho. Depois a imagem dos 40 anos que o povo passou no deserto. Várias vezes na Bíblia temos a figura de 40 dias, 40 anos, que significa um tempo de conversão.

 

A Quaresma é um tempo de escola, é um treino de vida cristã. É um tempo de esforço espiritual, para preparar a celebração do dia de Páscoa, e Páscoa, cada ano, é o aniversário de baptismo de cada um de nós. É um tempo de viver em profundidade, de buscar mais a penitência, o sacramento da reconciliação, de crescer na vivência da caridade.

 

Hoje em dia temos necessidade de cristãos de boa cepa, de firmeza. Cristãos com coluna vertebral. Não cristãos que vão e vêm, conforme o vento e como diz São Paulo: levados pelos ventos de doutrinas. Precisamos de gente estável. Um cristão que seja capaz de passar pela provação, pela cruz, enfrentar as provocações e dificuldades. É este o cristão que nós precisamos. Temos que amadurecer na fé.

 

Temos que nos converter. Fazer a experiência da conversão. O que é conversão? No trânsito, converter-se é mudar de caminho. Na fé, converter-se é o estímulo e a mudança de vida. Conversão quer dizer mudança de mentalidade, mudança de estilo de vida, viver segundo a proposta de Jesus q é ser um homem novo.

 

Deus está na moda. Os meios de comunicação tratam as posições da Igreja, como se ela fosse conservadora, como se a Igreja se devesse actualizar, quando na verdade, não há ninguém que esteja mais em dia do que a Igreja. Não há nada mais novo, mais actualizado que o evangelho.

 

Não há nada melhor para todas as pessoas do que ser santo. Senão as pessoas pensam que estar na moda, é viver no pecado, é viver no vício. Nós temos que espalhar isto: viver o evangelho e viver a Palavra de Deus é o que está mais actual. Nós não somos do passado, nós somos da frente, do futuro, da plenitude. Então, por isso, Deus está na moda.

 
DEUS, RICO EM MISERICÓRDIA Imprimir e-mail

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Aqui está uma leitura espiritual que pode gerar muitos frutos na tua vida. Foi tirada da encíclica de João Paulo II sobre a misericórdia (número 8):

“A Cruz de Cristo sobre o Calvário é também testemunha da força do mal em relação ao próprio Filho de Deus: em relação Àquele que, único dentre todos os filhos dos homens, era por sua natureza absolutamente inocente e livre do pecado, e cuja vinda ao mundo foi isenta da desobediência de Adão e da herança do pecado original. E eis que precisamente nEle, em Cristo, é feita justiça sobre o pecado à custa do Seu sacrifício, da Sua obediência até à morte. Aquele que era sem pecado, Deus O tratou, por nós, como pecador.

É feita justiça também sobre a morte, que, desde o início da história do homem, se tinha aliado ao pecado. E esse fazer-se justiça sobre a morte realiza-se à custa da morte daquele que era sem pecado e o único que podia, mediante a própria morte, infligir a morte à morte. Deste modo, a Cruz de Cristo, na qual o Filho consubstancial ao Pai presta plena justiça a Deus, é também revelação radical da misericórdia, ou seja, do amor que se opõe àquilo que constitui a própria raiz do mal na história do homem: opõe-se ao pecado e à morte.

A Cruz é o modo mais profundo de a divindade se debruçar sobre a humanidade e sobre tudo aquilo que o homem, especialmente nos momentos difíceis e dolorosos, considera seu infeliz destino. A Cruz é como que um toque do amor eterno nas feridas mais dolorosas da existência terrena do homem, é o cumprir-se cabalmente o programa messiânico, que Cristo um dia tinha formulado na sinagoga de Nazaré e que repetiu depois diante dos enviados de João Batista. Segundo as palavras da profecia de Isaías, tal programa consistia na revelação do amor misericordioso para com os pobres, os que sofrem, os prisioneiros, os cegos, os oprimidos e os pecadores. No mistério pascal são superadas as barreiras do mal multiforme de que o homem se torna participante durante a existência terrena.

Com efeito, a Cruz de Cristo faz-nos compreender as mais profundas raízes do mal que mergulham no pecado e na morte, e também ela se torna sinal escatológico. Será somente na realização escatológica e na definitiva renovação do mundo que o amor vencerá, em todos os eleitos, os germes mais profundos do mal, produzindo como fruto plenamente maduro o Reino da vida, da santidade e da imortalidade gloriosa. O fundamento dessa realização escatológica está já contido na Cruz de Cristo e em sua morte.

O facto de Cristo ter ressuscitado ao terceiro dia constitui o sinal que indica o arremate da missão messiânica, sinal que coroa toda a revelação do amor misericordioso no mundo, submetido ao mal. Tal facto constitui ao mesmo tempo o sinal que preanuncia um novo céu e uma nova terra, quando Deus enxugará todas as lágrimas de seus olhos; e não haverá mais morte, nem pranto, nem gemidos, nem dor, porque as coisas antigas terão passado. Na realização escatológica, a misericórdia se revelará como amor, ao passo que no tempo presente, na história humana, que é conjuntamente história de pecado e de morte, o amor deve revelar-se sobretudo como misericórdia e ser realizado também como tal. O programa messiânico de Cristo – programa tão impregnado de misericórdia – torna-se o programa do Seu povo da Igreja. Ao centro desse programa está sempre a Cruz, porque nela a revelação do amor misericordioso atinge o seu ponto culminante.

Enquanto não passarem as coisas antigas, a Cruz permanecerá como o lugar a que se poderiam aplicar estas palavras do Apocalipse de São João: ‘Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e me abrir, entrarei em sua casa e cearemos juntos, eu com ele e ele comigo’. Deus revela também de modo particular a sua misericórdia, quando solicita o homem, por assim dizer, a exercitar a misericórdia para com o Seu próprio Filho, para com o Crucificado.”

 

 

 
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Que tipos de jejum?

 

O jejum prepara-nos para viver as renúncias

 

Todos podemos fazer jejum, inclusive os que não têm a saúde tão boa. A Quaresma é o tempo de nos prepararmos para a ressurreição de Jesus Cristo, e também, nos ensina a prática do jejum, da oração e da caridade.

Escolha a forma de jejum e de penitência, e viva uma verdadeira conversão, mas, para isso, basta compreender os tipos de jejum que podem ser feitos. Escolha o melhor jejum para si e tenha uma ótima Quaresma!

 

Mortificação é o auto-sacrifício, abnegação e auto-disciplina.

 

Para isso, basta abraçar aquilo que é difícil à nossa natureza. Por exemplo, de manhã, levantar-se a uma hora fixa, entregando-se com pontualidade à oração; assistir o Santo Sacrifício da Missa; renunciar a um prazer proibido ou a uma leitura perigosa; obedecer prontamente às ordens dos pais ou superiores; cumprir principalmente com fidelidade os deveres e os trabalhos quotidianos; suportar com paciência tribulações e sofrimentos: são, estas coisas todas, mortificações que, praticadas com pura intenção, são muito agradáveis a Deus e muito meritórias para o Céu.

 

1. Mortificação da Vista

As primeiras setas que ferem uma alma casta e, às vezes, a matam, entram pelos olhos. Por meio dos olhos entram no espírito os maus pensamentos. "Não se deseja o que não se vê", diz São Francisco de Sales.

 

Não leias, por isso, nunca, livros proibidos ou perigosos. Renuncia, de vez em quando, ao prazer de ver coisas extraordinárias, ainda que sejam inteiramente decorosas.

 

Segundo São Jerónimo (Ep. ad Fur.), é o rosto o espelho da alma e os olhos castos dão testemunho da castidade do coração.

 

2. Mortificação do Ouvido

Evita ouvir conversas inconvenientes ou difamações, e mesmo conversas mundanas sem necessidade, pois estas enchem a cabeça com uma multidão de pensamentos e imaginações que nos distraem e perturbam mais tarde nas nossas orações e exercícios de piedade.

 

Se assistires a conversas inúteis, procura quanto possível dar-lhes outra direção, propondo, por exemplo, uma importante questão. Se isso não der resultado, procura retirar-te ou, ao menos, cala-te e baixa os olhos para mostrar que não achas gosto em tais conversas.

 

3. Mortificação do Olfato

Renuncia a todos os vãos perfumes, sejam quais forem; suporta, antes, de boa vontade, o mau cheiro que reina em geral nos quartos dos doentes. Imita o exemplo dos Santos que, animados pelo espírito de caridade e mortificação, sentiam tanto gosto no ar corrompido das enfermarias, como se estivessem em jardins de flores odoríferas.

 

4. Mortificação do Tato

Quanto ao tato, esforça-te por evitar qualquer falta, pois cada falta neste sentido contêm um perigo de morte eterna para a alma. Emprega toda a modéstia e cuidado não só a respeito dos outros, mas também de ti mesmo, para conservar a bela jóia da pureza. Procura, quanto possível, refrear pela mortificação este sentido.

 

São João da Cruz dizia que, se alguém ensinasse que a mortificação do tato não é necessária, não se lhe deveria dar crédito, ainda que operasse milagres. Jesus Cristo disse uma vez à Madre Maria de Jesus, carmelita: "O mundo precipitou-se no abismo por causa do prazer, e não da mortificação".

 

Se não temos coragem de crucificar a nossa carne com penitências, ao menos esforcemo-nos por suportar com paciência as pequenas contrariedades que Deus nos envia, como doenças, calor, frio, etc.

 

Digamos com S. Bernardo (Medit., c. 15): "O desprezador de Deus deve ser esmagado; merece a morte: deve ser crucificado". Sim, meu Deus, é justo que quem Vos desprezou seja castigado; eu mereço a morte eterna; seja eu, pois, crucificado neste mundo, para que não sofra eternamente no outro.

 

5. Mortificação do Paladar

Quanto à mortificação do paladar, será bom desenvolver mais a fundo a necessidade e a maneira de nos mortificarmos neste sentido.

 

§5.1- Santo André Avelino diz que quem deseja alcançar a perfeição, deve começar com uma séria mortificação do paladar. Antes dele já o afirmara São Gregório Magno (Mor., 1. 30, c. 26): "Para se poder dispor para o combate espiritual, deve-se reprimir a gula". O comer, porém, satisfaz necessariamente ao paladar: não nos será, pois, lícito, comer coisa alguma?

 

Sim, devemos comer: Deus quer que, por esse meio, conservemos a vida do corpo para O servirmos enquanto nos permite ficar no mundo.

 

Devemos, porém, cuidar do nosso corpo do mesmo modo, como o faria um rei poderoso com um animal que ele, com as próprias mãos, tivesse de tratar várias vezes durante o dia; seguramente cumpriria o seu dever; mas, como? Contrariado e desgostoso e o mais depressa possível. "Deve-se comer para viver, diz S. Francisco de Sales, e não viver para comer".

 
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