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Deus é Amor

Papa Bento XVI

 
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A SAGRADA EUCARISTIA Imprimir e-mail

 

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A PRESENÇA REAL DE CRISTO NA EUCARISTIA

Desde que Jesus instituiu a Eucaristia na Santa Ceia, a Igreja nunca cessou de a celebrar, crendo firmemente na presença do Senhor na Hóstia consagrada pelo sacerdote legitimamente ordenado pela Igreja. Nunca a Igreja duvidou da presença real do Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor na Eucaristia. Desde os primeiros séculos os Padres da Igreja ensinaram esta grande verdade recebida dos Apóstolos.


Santo Efrém Sírio (306-444) falava da Eucaristia como "Glória ao remédio da vida". Santo Agostinho (354-430) chamava-lhe " o pão de cada dia, que se torna como o remédio para a nossa fraqueza de cada dia." E ainda dizia: "Ó reverenda dignidade do sacerdote, em cujas mãos o Filho de Deus se encarna como no Seio da Virgem". "A virtude própria deste alimento divino é uma força de união que nos une ao Corpo do Salvador e nos faz seus membros a fim de que nos transformemos naquilo que recebemos".
São Cirilo de Alexandria (370-444) dizia que ao comungarmos o corpo de Cristo nos transformamos em "Cristóforos", portadores de Cristo.


Na sua "Profissão de Fé", o conhecido "Credo do Povo de Deus", o Papa Paulo VI afirmou: "Cremos que como o pão e o vinho consagrados pelo Senhor, na Última Ceia, foram mudados no seu Corpo e no seu Sangue, que iam ser oferecidos por nós na Cruz, assim também o pão e o vinho consagrados pelo sacerdote se mudam no Corpo e no Sangue de Cristo glorioso que está no céu, e cremos que a misteriosa presença do Senhor naquilo que misteriosamente continua a aparecer aos nossos sentidos do mesmo modo que antes, é uma presença verdadeira, real e substancial". (cf. Dz. Sch. 1651).
E Paulo VI deixa claro que se afastam da fé católica aqueles que não aceitam esta verdade.
"Toda a explicação teológica que procura alguma inteligência deste mistério deve, para estar de acordo com a fé católica, admitir que na própria realidade, independentemente do nosso espírito, o pão e o vinho cessaram de existir depois da consagração, de tal modo que estão realmente diante de nós o Corpo e o Sangue adoráveis do Senhor Jesus, sobre as espécies sacramentais do pão e do vinho, conforme Ele assim o quis, para se dar a nós em forma de alimento e para nos associar à unidade do seu Corpo Místico". (cf. S. Th., III, 73, 3).
Com estas palavras o Papa deixou muito claro que a Eucaristia não é apenas um "sinal", ou "símbolo", nem mesmo "lembrança", mas a presença real e substancial do Senhor. E acrescenta o seguinte: "A única e indivisível existência do Senhor glorioso que está no céu não é multiplicada, mas torna-se presente pelo Sacramento, em todos os lugares da terra onde a Missa é celebrada. E permanece presente, depois do sacrifício, no Santíssimo Sacramento, que está no Sacrário, coração vivo de cada uma das nossas igrejas. E é para nós um dulcíssimo dever honrar e adorar na sagrada Hóstia, que os nossos olhos vêem, o Verbo Encarnado, que eles não podem ver e que, sem deixar o céu, se tornou presente no meio de nós." (Credo do Povo de Deus, Ed. Cléofas, 1998).


Imagem vazia padrãoNa Última Ceia, Jesus foi muito claro: "Isto é o meu corpo". "Isto é o meu sangue" (Mt 26,26-28). Jesus não falou de "símbolo", nem de "sinal", nem de "lembrança".
São Paulo atesta a presença do Senhor na Eucaristia quando afirma:
"O cálice de bênção, que bebemos, não é a comunhão do Sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é a comunhão do Corpo de Cristo?" (1Cor 10,16).
E o Apóstolo, que não estava na Última Ceia, recebeu esta certeza por revelação especial do Senhor:
"O Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: Tomai e comei; isto é o meu corpo, que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Igualmente também, depois de ter ceado, tomou o cálice e disse: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto em memória de mim todas as vezes que o beberdes" (1Cor 11,23-29).
Sem dúvida a Eucaristia é o maior e o mais belo milagre que o Senhor realizou e quis que fosse
repetido em cada Missa, para que Ele pudesse estar entre nós, a fim de nos curar e alimentar.
"A Eucaristia é 'fonte e centro de toda a vida cristã' (LG, 11). Os restantes sacramentos, porém, assim como todos os ministérios eclesiásticos e obras de apostolado, estão vinculados com a Sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Com efeito, na santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, nossa Páscoa" (PO, 5 e CIC n.1324).
O Catecismo da Igreja garante-nos que "Os milagres da multiplicação dos pães... prefiguram a superabundância deste pão único da Eucaristia" (CIC, n.1335).


Tudo o que foi dito até aqui está baseado principalmente nas próprias palavras de Jesus, naquele memorável discurso sobre a Eucaristia, na sinagoga de Cafarnaum, que São João relatou com detalhes no capítulo 6 do seu Evangelho:
"Eu sou o Pão vivo que desceu do céu... Quem comer deste Pão viverá eternamente; e o Pão que eu darei é a minha carne para a salvação do mundo... O que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia... Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida."
Não há como interpretar de modo diferente estas palavras, senão admitindo a presença real e maravilhosa do Senhor na Hóstia sagrada.
Lamentavelmente a Cruz e a Eucaristia foram e continuam a ser "pedra de tropeço" para os que não crêem, mas Jesus exigiu até o fim esta fé. Aos próprios Apóstolos ele disse: "Também vós quereis ir embora?" (Jo 6,67). Ao que Pedro responde na fé, não pela inteligência: "Senhor, a quem iremos, só Tu tens palavras de vida eterna" (Jo 6,68). Nunca Jesus exigiu tanto a fé dos Apóstolos como neste momento. E, se exigiu tanto, sem dar maiores esclarecimentos como sempre fazia, é porque os discípulos tinham entendido muito bem do que se tratava, bem como o povo que o deixou dizendo: "Estas palavras são insuportáveis? Quem as pode escutar?" (Jo 6,60).


Também para cada um de nós a Eucaristia será sempre uma prova de fogo para a nossa fé; mas, crendo na palavra do Senhor e no ensinamento da Igreja, seremos felizes.
Quando Lutero (fundador do protestantismo) pôs em dúvida a presença real e permanente do Senhor na Eucaristia, o Concílio de Trento (1545-1563) assim se expressou:
"Porque Cristo, nosso Redentor, disse que o que Ele oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente o seu Corpo, sempre na Igreja se teve esta convicção que o sagrado Concílio de novo declara: pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue; e esta mudança, a Igreja católica chama-lhe com justeza e exactidão, transubstanciação" (DS, 1642; CIC n.1376).
Acima de tudo é preciso recordar que a Igreja recebeu do Senhor o carisma da infalibilidade em termos de fé e de moral, a fim
de não permitir que os seus filhos sejam enganados no caminho da salvação (cf. Jo 14,15.25; 16,12-13). Portanto, o que a Igreja garante há vinte séculos, jamais podemos duvidar, sob pena de estarmos a duvidar do próprio Jesus.

 

Jesus Cristo presença viva no sacrário 

O Sacrário à luz do Catecismo da Igreja Católica

"Pela consagração, opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, o próprio Cristo, vivo e glorioso, está presente de modo verdadeiro, real e substancial, com o seu Corpo e o seu Sangue, a sua alma e divindade.Uma vez que Cristo em pessoa está presente no Sacramento do Altar, devemos honrá-Lo com culto de adoração. «A visita ao Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão, um sinal de amor e um dever de adoração para com Cristo nosso Senhor». (Catecismo da Igreja Católica, 1413, 1418) 

Definições de Sacrário

 Sacrário é um pequeno cofre colocado sobre o altar para guardar a píxide ou a custódia. Caixa onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecido como TABERNÁCULO.

 Pequeno cofre sagrado onde é colocada a âmbula com as hóstias consagradas.

 Lugar onde se guarda o Corpo de Cristo depois da celebração da Eucaristia, para que se possa levar aos doentes quando seja necessário, e para que todos possam rezar diante dele;

 A palavra latina Sacrarium, significa o lugar onde se guardam as coisas sagradas. Chamado também Tabernáculo, o sacrário é o lugar onde se conservam as hóstias já consagradas na Missa.  

Gente de Fé 

Padre Pio:

- Diante de Deus ajoelhe-se sempre.- O santo silêncio permite-nos ouvir mais claramente a voz de Deus.- Quando te encontrares diante de Deus, na oração considera-te banhado na luz da verdade, fala-lhe se puderes, deixa simplesmente que te veja e não tenhas preocupação alguma.- Uma só coisa é necessária: estar perto de Jesus. 

O conselho de João Paulo II:

+ Permaneçamos longamente prostrados diante de Jesus presente na Eucaristia, reparando com a nossa fé e o nosso amor as negligências, esquecimentos e até ultrajes que o nosso Salvador Se vê obrigado a suportar em tantas partes do mundo. Aprofundemos na adoração a nossa contemplação pessoal e comunitária. (Mane Nobiscum Domine, 18)  

Santa Catarina de Génova:

+ O tempo passado diante do Sacrário é o tempo mais bem empregue da minha vida. 

Beata Madre Teresa de Calcutá:

+ Procurai Jesus no tabernáculo. Fixai os olhos n’Ele que é a luz. Colocai os vossos corações junto ao Seu Divino Coração. 

S. João Bosco:+

 Não omitais nunca a visita a cada dia ao Santíssimo Sacramento, ainda que seja muito breve, mas contanto que seja constante. Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes. 

S. Tomás de Aquino:

+ Ficai certos de que de todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do Divino Sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolação na hora da morte e durante a eternidade. 

Adoradores do Santíssimo Sacramento 

Beato Francisco Marto

Um dia, ao sair de casa, notei que o Francisco andava muito devagar.- Que tens? Perguntei-lhe. Parece que não podes andar!- Dói-me muito a cabeça e parece que vou a cair.- Então não venhas; fica em casa.- Não fico! Quero antes ficar na Igreja, com Jesus escondido, enquanto tu vais à escola. Depois que adoeceu, dizia-me, quando, a caminho da escola, passava por sua casa:- Olha: vai à Igreja e dá muitas saudades minhas a Jesus escondido. Do que tenho mais pena é de já não poder estar uns bocados com Jesus escondido. (In, Quarta Memória da Irmã Lúcia) 

Beata Alexandrina

No dia 10-12-1954, Jesus Eucaristia continua a revelar-Se-lhe. Eis a descrição da sua visão:Apareceu um altar. A porta do Sacrário estava aberta. As Hóstias, brancas, no cibório. Jesus sentou-Se ao lado do altar, e fez que do outro lado eu me sentasse também. Não vi os assentos em que nos sentámos. Jesus, sobre o altar, colocou a Sua mão e, sobre ela, a Sua sacrossanta cabeça. Ele fez que eu fizesse o mesmo. A minha mão direita ficou unida à Sua mão esquerda.

De dentro do Sacrário, daquelas Hóstias tão brancas, saíam raios dourados e mais brilhantes do que o sol, passaram por entre nós. Jesus, cheio de doçura, dizia-me: Minha filha, mimo eucarístico, estou ali [no Sacrário] naquela Hóstia pura, em corpo, alma e divindade, tal como estou aqui.

Confia, Minha filha e esposa querida! Fala ao mundo deste mistério. Diz aos homens que se abeirem de Mim. Quero dar-Me a eles, muitas vezes, todos os dias, se for possível. Que venham com os seus corações puros, muito puros e sequiosos.

Se vierem ao Sacrário com as devidas disposições e rezarem o Rosário ou uma parte do Rosário, todos os dias, nada mais é preciso para que se afaste a Justiça de Deus.

O Rosário, o Sacrário e as Minhas vítimas são suficientes, para que ao mundo seja dado o perdão e a paz.Quem vem ao Sacrário, vive puro. Quem vive à sombra da Minha bendita Mãe, vive da Sua Pureza. «Disse-me também que eu escolhi a melhor parte:

- Amar o meu coração, amar-me crucificado é bom. Mas amar-me nos meus sacrários, onde me podes contemplar não com os olhos do corpo mas com os olhos da alma e do espírito, onde estou em corpo, alma e divindade como no Céu, escolheste o que há de mais sublime». «Perguntei ao meu Jesus o que havia de fazer para O amar muito e Ele disse-me:

Anda para os meus sacrários consolar-Me, reparar. Não descanses em reparar; dá-me o teu corpo para o crucificar. Preciso de muitas vítimas para sustentar o braço da minha justiça e tenho tão poucas, anda substituí-las». 

Um Testemunho 

 O Cardeal vietnamita Van Thuan foi preso e perseguido pelo regime comunista e, mesmo no campo de reeducação, às escondidas, celebrou a Santa Missa todos os dias e improvisou um sacrário para a adoração ao Santíssimo.

Conta ele: às 21h30, era obrigatório apagar a luz, e todos devíamos dormir.Nesse momento, eu curvava-me sobre a cama para celebrar a Missa, recitando tudo de cor, e em seguida distribuía a comunhão passando a mão por baixo do mosquiteiro. Chegámos até a fabricar saquinhos com o papel dos pacotes de cigarros vazios, para guardar o Santíssimo Sacramento e levá-lo aos outros. Jesus Eucarístico estava sempre comigo no bolso da camisa.

(Van Thuan, Testemunhas da Esperança,14) 

 

 
O QUE É A EUCARISTIA? Imprimir e-mail

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Os hebreus, enquanto peregrinavam pelo deserto, foram sustentados por Deus com um alimento celeste: o maná. Era a "figura" do alimento verdadeiro, divino, com o qual o Redentor haveria de alimentar e sustentar os fiéis na fatigante viagem pelo deserto da vida: a EUCARISTIA.

"Eu sou o Pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Mas este é o pão que desceu do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desci do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente; e o pão que eu darei é a minha carne que será sacrificada para a salvação do mundo" . (João 6,48-52).

Na véspera de sua morte, enquanto os homens tramavam a traição, Jesus reuniu seus Apóstolos num último convívio de amor e instituiu o Sacramento que é o supremo Dom de seu Coração cheio de amor por nós.

"Tomai e comei, isto é o meu corpo; tomai e bebei, este é o cálice do meu sangue, que será derramado por vós e por muitos, em remissão dos pecados".

Está realizado o grande prodígio. Na Encarnação, Jesus escondeu a sua divindade, para q pudéssemos vê-lo como um de nós. Na Eucaristia esconde não só a sua divindade, mas também a sua humanidade, debaixo das aparências de pão e vinho, para assim poder ser nosso alimento.

QUANDO É QUE O PÃO E O VINHO SE TORNAM CORPO E SANGUE DE JESUS?

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Na Santa Missa, no momento da consagração, inclinado sobre o altar, o sacerdote repete as mesmas e misteriosas palavras que Jesus pronunciou na última Ceia: "Isto é o meu corpo, este é o cálice do meu sangue".
Assim como na última ceia e em virtude destas palavras, toda a substância do pão e toda a substância do vinho convertem-se no Corpo e no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Igreja chama a esta maravilhosa conversão de "transubstanciação", isto é, mudança total de substância. Antes da consagração, a hóstia e o vinho não eram mais que elementos naturais. Depois da Consagração, o pão tornou-se o Corpo do Senhor e o Vinho o Sangue preciosíssimo de Jesus. Todos os dias, inúmeras vezes e em todas as partes do mundo, renova-se o milagre da última Ceia, que antecipou o sacrifício da cruz: "Fazei isto em memória de mim", disse Jesus aos Apóstolos.
"Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mateus 28,30)

Depois da consagração, não fica nada do pão e do vinho, somente as "aparências". E quando, na hora da Sagrada Comunhão, se divide a hóstia em várias partes, não se divide o Corpo de Jesus Cristo, mas somente as espécies do pão e do vinho. O Sacramento da Eucaristia encerra o maior milagre de nossa fé.

Pelas divinas palavras da Consagração Jesus está sobre os Altares, está nos nossos Sacrários, está nas cândidas Hóstias. Mas como?!

 "Como é possível - perguntou um estudioso maometano a um Bispo - como é possível que o pão e vinho se tornem Carne e Sangue de Cristo?"

O Bispo respondeu: "Quando nascestes, tu eras pequeno; e, cresceste depois, porque o teu corpo foi transformando em carne e sangue os alimentos que ias tomando. Pois bem; se o corpo do homem é capaz de transformar em carne e sangue o pão e o vinho, com quanta maior facilidade Deus o poderá fazer!" O maometano tomou a perguntar-lhe: "

Como é possível que numa Hóstia tão pequena esteja presente Jesus Cristo todo inteiro?"

O Bispo respondeu: "Olha a paisagem que está na tua frente, e considera quanto o teu olho é pequeno em comparação com ela. Pois bem; se no teu olho tão pequeno cabe a figura de um campo tão vasto, por que é que Deus não haveria de poder fazer em realidade na sua Pessoa o que em nós existe em figura? O maometano, perguntou-lhe ainda: "Como é possível que o mesmo Corpo se ache, ao mesmo tempo, presente em todas as vossas igrejas, e em todas as Hóstias Consagradas?" E o Bispo disse: "Para Deus nada é impossível. Esta resposta já poderia bastar. Mas a própria natureza se encarrega de dar uma resposta a esta tua pergunta. Aqui está um espelho. Atira-o ao chão e quebra-o em muitos pedaços. Cada pedacinho pequeno vai-te mostrar a mesma imagem que te era mostrada pelo espelho, quando estava inteiro. Deste modo, é o mesmo e idêntico Jesus que se apresenta, não só em figura, mas na realidade, em todas as Hóstias Consagradas. Ele está verdadeiramente em todas elas".

O QUE É NECESSÁRIO PARA FAZER UMA COMUNHÃO BEM FEITA?

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São três as exigências básicas para se receber dignamente a Sagrada Eucaristia:

1º - Estar em estado de graça santificante: Não ter na alma pecado grave
2º - Saber a quem se vai receber, na Comunhão: É Jesus nosso alimento
3º - Guardar o jejum prescrito pela Igreja: 1 hora antes da Comunhão

A Comunhão aumenta na alma a graça santificante, purifica-a, une-a a Deus e se torna alimento que leva à vida eterna. Infeliz de quem recebesse a Sagrada Comunhão em pecado mortal! Não se pode esquecer as palavras do Apóstolo São Paulo, na 1 Carta aos Coríntios, 11,28-29: "...que cada um examine a si mesmo antes de comer desse pão e beber desse cálice, pois aquele q come e bebe, sem discernir o Corpo, come e bebe a própria condenação."

A Eucaristia é o mais augusto dos sacramentos.
Nos outros sacramentos, recebe-se a graça. Na Eucaristia recebe-se o autor da graça.
Pelo respeito devido à Eucaristia, a Igreja estabeleceu o jejum eucarístico de 1 hora antes da Comunhão.

Devemos comungar sempre, todos os domingos, todos os dias até, se possível, mas nunca indignamente!

 

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 COMUNGAR COM NOSSA SENHORA

Que consolação é para Jesus ser recebido por uma alma purificada e revestida pelo seu Divino Sangue! E que alegria de amor para Ele, quando se trata de uma alma virgem, porque “a Eucaristia veio do céu pela virgindade” (Santo Alberto Magno) e não encontra o seu céu senão na virgindade.

Ninguém como a virgem pode repetir com a esposa dos Cânticos a cada Comunhão: “O meu Dilecto é meu, e eu sou toda do meu Dilecto, que se apascenta entre os lírios e a mim dirige todo o seu amor” (Ct 2,16).

Um modo delicado de nos prepararmos para a Comunhão é invocando a Virgem Imaculada e entregando-nos a Ela para que nos faça receber a Jesus com a sua humildade, com a sua pureza, com o seu amor, e até que venha Ela mesma recebê-lo em nós. Esta piedosa prática foi recomendada por muitos Santos, especialmente por São Luís Grignion de Montfort, por São Pedro Julião Eymard, por Santo Afonso de Ligório e por São Maximiliano Maria Kolbe.

“A melhor preparação para a Santa Comunhão é a que se faz com Maria”, escreveu São Pedro Julião Eymard. Uma descrição muito graciosa é-nos oferecida por Santa Teresinha: ela imagina ver a sua alma como uma menina de três para quatro anos, com os cabelos e as vestes em desordem e com vergonha de se aproximar do altar para receber Jesus.

Mas ela recorre a Nossa Senhora e “de repente – escreve a Santa – a Virgem acerca-se de mim, e tira-me num instante o meu aventalzinho sujo, amarra de novo os meus cabelos com uma bela fita, ou põe neles simplesmente uma flor... E isto basta para me fazer aparecer mais graciosa e poder sentar-me, sem ficar envergonhada, á mesa do banquete dos Anjos”.

Experimentemos isso também nós. Não ficaremos decepcionados. Pelo contrário, poderemos, então, também nós exclamar com Santa Gema:
“Como é bela a Comunhão feita com a nossa Mãe do Céu!”

A ACÇÃO DE GRAÇAS DEPOIS DA COMUNHÃO

O tempo para Acção de Graças depois da Comunhão é o tempo mais real do amor mais íntimo com Jesus. Amor de direitos perfeitamente recíprocos: não dois, mas um só, na alma e no corpo. Amor de compenetração e de fusão: Ele em mim, e eu nele, para nos consumirmos na unidade e na unicidade do amor. “És a minha presa de amor, como eu sou a presa da tua imensa caridade” - dizia Santa Gema a Jesus, com ternura. “Felizes os convidados para a Ceia Nupcial do Cordeiro”, lê-se no Apocalipse (19, 9). Pois bem; na Comunhão Eucarística a alma realiza verdadeiramente, numa celeste e virginal união, o amor nupcial ao Esposo Jesus.

A Acção de Graças depois da Comunhão é uma pequena experiência do amor do céu nesta terra: no Céu, de facto, como é que vamos amar a Jesus? Não há-de ser sendo eternamente unidos a Ele?
Querido Jesus, doce Jesus, como devemos agradecer-te por toda a Comunhão que nos concedes! Não é que tinha mesmo razão Santa Gema, quando dizia que no Céu te iria agradecer pela Eucaristia, mais do que por qualquer outra coisa? Que milagre de amor, este de estar inteiramente e intimamente unido a ti, Jesus.

Água, fermento, cera

São Cirilo de Alexandria, um dos Padres da Igreja, serve-se de três imagens para ilustrar a nossa fusão de amor com Jesus na Santa Comunhão: “Quem comunga é santificado, divinizado no seu corpo e na sua alma de modo semelhante àquele pelo qual a água, ao ser colocada sobre o fogo, se põe a ferver...

A Comunhão opera como fermento colocado na farinha: fermenta toda a massa... Do mesmo modo que derretendo juntas duas velas de cera, a cera delas torna-se uma só, assim, penso eu, quem se alimenta da Carne e do Sangue de Jesus, funde-se com Ele por meio dessa participação, de modo tal, que a pessoa passa a estar em Cristo, e Cristo nela”. Por isso, Santa Gema Galgani falava com assombro da União Eucarística entre “Jesus tudo e Gema nada”, e exclamava: “Quanta doçura, Jesus, na Comunhão! Abraçada contigo, quero viver; contigo abraçada, quero morrer!” E o Beato Contardo Ferrini escrevia: “A Comunhão! Oh, doces amplexos do Criador com a sua criatura! Oh! elevação inefável do espírito humano! Que haverá no mundo que se possa comparar com estas puríssimas alegrias do céu, com estas amostras da glória eterna?” Pensemos também no valor trinitário da Santa Comunhão.

Um dia, Santa Maria Madalena de Pazzi, depois da Comunhão, ajoelhada no meio das noviças, com os braços em cruz, levantou os olhos para o céu e disse: “Irmãs, se compreendêssemos que, no tempo em que permanecem em nós as Espécies Eucarísticas, Jesus está presente e opera em nós, sem se separar do Pai e do Espírito Santo, e que em nós está toda a Santíssima Trindade...”, e não pôde acabar de falar, porque foi arrebatada em sublime êxtase.

Pelo menos um quarto de hora

Por isso os Santos, quando podiam, não punham limites ao tempo da Acção de Graças, que durava até mais de uma hora. Santa Teresa de Jesus recomendava às suas filhas: “Entretenhamo-nos amorosamente com Jesus, e não deixemos passar a hora que vem depois da Comunhão: é um tempo excelente para nos entretermos com Deus e para Lhe falar dos interesses da nossa alma... Pois sabemos que o bom Jesus fica em nós, enquanto o calor natural não consumir os acidentes do Pão. Devemos tomar muito cuidado para não perdermos tão bela ocasião de nos entretermos com Ele e Lhe apresentar as nossas necessidades.”


São Francisco de Assis, Santa Juliana Falconieri, Santa Catarina, São Pascoal, Santa Verónica, São José de Copertino, Santa Gema e muitos outros, logo depois da Comunhão entravam quase sempre em êxtase de amor; e o tempo, então, só mesmo os Anjos é que o podiam medir! Santa Teresa de Jesus quase sempre entrava em êxtase logo depois da Comunhão, e, às vezes, era preciso que a fossem tirar do pequeno genuflexório em que as freiras iam comungar! São João de Ávila, Santo Inácio de Loyola, São Luís Gonzaga davam Acções de Graças de joelhos, durante duas horas. Santa Maria Madalena de Pazzi nunca queria interromper as suas Acções de Graças, e era preciso obrigá-la a isso, para que pudesse alimentar-se um pouco.

São João de Ávila, Santo Inácio de Loyola, São Luís Gonzaga davam Acções de Graças de joelhos, durante duas horas. Santa Maria Madalena de Pazzi nunca queria interromper as suas Acções de Graças, e era preciso obrigá-la a isso, para que pudesse alimentar-se um pouco.

“Os minutos que vêm depois da Comunhão – dizia a Santa – são os mais preciosos que temos na nossa vida; os mais apropriados da nossa parte para nos entretermos com Deus, e da parte de Deus, para nos comunicar o seu amor”. São Luís Grignion de Montfort, depois da Missa, ficava pelo menos meia hora em Acção de Graças, e não havia ocupação ou trabalho que a pudesse fazê-lo omitir, pois, como ele dizia: “Eu não trocaria esta hora de Acção de Graças nem mesmo por uma hora de Céu!” Tomemos também nós um propósito: logo depois da Comunhão, devemos fazer o possível para que a Acção de Graças dure pelo menos um quarto de hora, e nada venha tomar o tempo dela. Estes minutos nos quais Jesus está fisicamente presente na nossa alma e no nosso corpo, são minutos do Céu, que não devemos desperdiçar de modo algum.

São Felipe e as velas

O Apóstolo escreveu: “Glorificai e trazei Deus no vosso corpo” (1 Cor 6,20). Ora, não há outro tempo em que estas palavras se realizem mais exactamente do que no tempo logo depois da Santa Comunhão. Que coisa mais feia, pois, o comportamento daquele que recebe a Comunhão e, em seguida, sai da igreja, não logo que acaba a Missa, mas imediatamente, logo depois de ter recebido a Comunhão! Lembremo-nos do exemplo de São Felipe Neri, que mandou a dois acólitos que saíssem com duas velas acesas acompanhando a alguém que estava a sair da igreja logo depois de ter comungado. Que bela lição! Quando recebemos um hóspede, pelo menos por educação, entretemo-nos com ele, interessamo-nos por ele! Mas, se esse hóspede é Jesus, então o que deveremos é somente lamentar-nos diante dEle de que a sua presença em nós não dure mais do que um quarto de hora, ou pouco mais.

A este propósito, São José Cottolengo vigiava pessoalmente a confecção das Hóstias para a Missa e para as Comunhões, e à irmã encarregada disso ele tinha dado esta ordem expressa:
“Para mim a Senhora faça Hóstias mais grossas, porque eu preciso de me entreter mais tempo com Jesus, e não quero que as Sagradas Espécies se consumam depressa!”
Santo Afonso de Ligório para que é que enchia de vinho o cálice? Somente para ter por mais tempo a Jesus no seu corpo.
Não seremos nós talvez o oposto dos Santos, nós quando achamos que a Acção de Graças é muito longa, e não vemos a hora em que ela acabe? Mas, cuidado e atenção! Porque, se é verdade que em cada Comunhão Jesus “dá em troca o cêntuplo pelo acolhimento que Lhe damos”, como diz Santa Teresa de Jesus, é também verdade que seremos responsáveis ao cêntuplo pelas nossas faltas de acolhimento. Um coirmão de São Pio de Pietrelcina contou que um dia se foi confessar com o Santo Frade, acusando-se, entre outras coisas, de algumas omissões da Acção de Graças, depois da Santa Missa, por motivos pastorais.

Ainda que benigno em julgar as outras faltas, São Pio, quando ouviu falar naquelas omissões, ficou sério, fechou o rosto, e disse com voz firme: “Tomemos cuidado para que o não-poder não se torne um não-querer. A Acção de Graças terás que fazê-la sempre, se não terás de a pagar caro!”Pensemos e reflictamos seriamente. Para uma coisa tão preciosa, como é a Acção de Graças, consideremos como feita a nós a advertência do Espírito Santo: “Não percas nem a mais pequena parte de um tão grande bem”. (Eclo 14,14). O Beato Contardo Femni entregava-se de tal modo à preparação e à Acção de Graças depois da Comunhão, que marcava cada dia os seus pontos para a reflexão, sobre os quais se ia deter todo absorto e feliz.

Acção de Graças com Nossa Senhora

Particularmente bela é a Acção de Graças feita em íntima união com Maria, na sua Anunciação. Logo depois da Comunhão, nós também trazemos Jesus nas nossas almas e no nosso corpo, de modo semelhante ao de Maria na sua Anunciação; e não poderemos adorar a Jesus, nem O amar melhor, do que unindo-nos à Divina Mãe, fazendo nossos os sentimentos de adoração e de amor que Ela nutriu para com Jesus, Deus encerrado no seu Seio Imaculado. Nossa Senhora é o celeste vínculo que une Jesus a nós; Ela é até mesmo o laço de amor entre Jesus e a criatura. Nossa Senhora, dizia o Santo Cura d’Ars, está sempre “entre o seu Filho e nós”.

Quando oramos a Jesus na companhia dEla, quando O adoramos e O amamos com o Coração de Maria, tornamos qualquer das nossas orações pura e preciosa, e puro todo o nosso acto de adoração e de amor. São Maximiliano Maria Kolbe dizia que, quando confiamos uma coisa à Imaculada, Ela, antes de a entregar a Jesus, a purifica de todos os defeitos, a torna Imaculada. O Santo Cura d’Ars afirmava: “Quando as nossas mãos tocaram em perfumes, vão depois perfumando tudo aquilo em que tocam; façamos passar as nossas orações pelas mãos de Nossa Senhora, e Ela as perfumará”.Façamos passar a nossa Acção de Graças depois da Comunhão pelo Coração da Imaculada: e Ela a transformará num cântico puríssimo de adoração e de amor.

Para tal fim pode ser útil a recitação meditada do Terço, especialmente dos mistérios gozosos, como nos ensinam vários Santos.
Pois quem, de facto, poderá conhecer perfeitamente a Divindade de Jesus, para a adorar, amar e deixar-se divinizar, como Nossa Senhora, quando lhe foi feita a Anunciação do Anjo?
Quem poderá trazer Jesus vivo dentro de si, e ficar profundamente unido a Ele em adoração e em amor, como Nossa Senhora no mistério da Visitação? Quem poderá estar cheio de Jesus, e gerá-lo e dá-lo aos outros, como Maria na gruta de Belém?
Experimentemos também nós. Só teremos a ganhar em estarmos unidos a Nossa Senhora para amar a Jesus com o seu coração no Céu.

“Âmbula cheia, sacos vazios!”

Não nos façamos rogados para fazer uma coisa tão santa como é a Comunhão diária, com a qual podemos alcançar todos os bens para a alma e para o corpo.

Para a alma. São Cirilo de Jerusalém, Padre e Doutor da Igreja, escreve: “Se o veneno do orgulho te está inchando, recorre à Eucaristia, e o Pão, sob cujas aparências se aniquilou o teu próprio Deus, te ensinará a humildade. Se em ti arde a febre da avareza, alimenta-te deste Pão, e aprenderás a ser generoso. Se o vento gelado da avareza é o que te entristece, recorre ao Pão dos Anjos, e no teu coração despontará viçosa a Caridade. Se te sentes impelido pela intemperança, alimenta-te com a Carne e o Sangue de Cristo, que nesta vida terrena praticou tanto a sobriedade, e te tornarás moderado e sóbrio. Se és preguiçoso e indolente nas coisas espirituais, procura adquirir força com este alimento celeste, e te tornarás fervoroso. Se, enfim, sentes o ardor da febre da impureza, aproxima-te do banquete dos Anjos, e a Carne Imaculada de Cristo te tornará puro e casto”.


Quando se quer saber como teria feito São Carlos Borromeu para se conservar puro e delicado entre os jovens dissipados e frívolos do seu tempo, descobriu-se o seu segredo: a Comunhão frequente. E foi o mesmo São Carlos que recomendou a Comunhão frequente ao jovem Luís Gonzaga que se tornou o Santo todo angélico e puro. Verdadeiramente a Eucaristia revela-se como o “Trigo dos eleitos e o Vinho que faz germinar as virgens” (Zc 9,17). E são Felipe Neri, conhecedor profundo dos jovens, dizia: “A devoção ao Santíssimo Sacramento e a devoção à SS.mª Virgem são, não o melhor, mas o único meio para se conservar a pureza. Somente a Comunhão é capaz de conservar puro um coração aos 20 anos. Não pode haver castidade sem a Eucaristia”. E é bem verdade.

Para o corpo. Quantas vezes, em Lurdes, já se tem repetido, por meio da Eucaristia, aquilo que o Evangelho diz de Jesus: “Saía dele uma virtude que curava a todos” (Lc 8,46)?Quantos corpos já foram curados pelo doce Senhor que está envolvido em cândidos véus? Quantos pobres e sofredores não receberam, com o Pão Eucarístico, também o Pão da saúde, do sustento, o Pão da Providência? São José Cottolengo um dia percebeu que muitos dos abrigados na “Casa da Providência” não tinham ido receber a Santa Comunhão. A âmbula tinha ficado cheia. Justamente naquele dia faltava o pão em casa. Então o Santo pôs a âmbula sobre o altar, virou-se para eles, e disse estas palavras bem significativas:

Para o corpo. Quantas vezes, em Lurdes, já se tem repetido, por meio da Eucaristia, aquilo que o Evangelho diz de Jesus: “Saía dele uma virtude que curava a todos” (Lc 8,46)?Quantos corpos já foram curados pelo doce Senhor que está envolvido em cândidos véus? Quantos pobres e sofredores não receberam, com o Pão Eucarístico, também o Pão da saúde, do sustento, o Pão da Providência? São José Cottolengo um dia percebeu que muitos dos abrigados na “Casa da Providência” não tinham ido receber a Santa Comunhão. A âmbula tinha ficado cheia. Justamente naquele dia faltava o pão em casa. Então o Santo pôs a âmbula sobre o altar, virou-se para eles, e disse estas palavras bem significativas:

“Âmbula cheia, sacos vazios!”E é verdade. Jesus é a plenitude da vida e de amor pela minha alma. Sem Ele fico vazio e árido. Com Ele, ao contrário, possuo cada dia as reservas infinitas de todo o bem, pureza e alegria.

 

 
A EUCARISTIA: Resposta do Catecismo da Igreja Católica Imprimir e-mail

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O que é a Eucaristia? – É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar pelos séculos, até ao seu retorno, o sacrifício da cruz, confiando assim à sua Igreja o memorial da sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, no qual se recebe Cristo, a alma é coberta de graça e é dado o penhor da vida eterna.

Quando é que Cristo instituiu a Eucaristia? - Instituiu-a na Quinta-feira Santa, "na noite em que ia ser entregue" (1Cor 11,23), celebrando com os seus Apóstolos a Última Ceia.

O que representa a Eucaristia na vida da Igreja? - É fonte e ápice de toda a vida cristã. Na Eucaristia, atingem o seu clímax a acção santificante de Deus para connosco e o nosso culto para com Ele. Ele encerra todo o bem espiritual da Igreja: o mesmo Cristo, nossa Páscoa. A comunhão da vida divina e a unidade do Povo de Deus são expressas e realizadas pela Eucaristia. Mediante a celebração eucarística, já nos unimos à liturgia do Céu e antecipamos a vida eterna.

Como é que Jesus está presente na Eucaristia? - Jesus Cristo está presente na Eucaristia de modo único e incomparável. Está presente, com efeito, de modo verdadeiro, real, substancial: com o seu Corpo e o seu Sangue, com a sua Alma e a sua Divindade. Nela está, portanto, presente de modo sacramental, ou seja, sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho, Cristo todo inteiro: Deus e homem.

O que significa a transubstanciação? - Transubstanciação significa a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue. Esta conversão realiza-se na oração eucarística, mediante a eficácia da Palavra de Cristo e da acção do Espírito Santo. Todavia, as características sensíveis do pão e do vinho, ou seja, as “espécies eucarísticas”, permanecem inalteradas.

O que se requer para receber a santa comunhão? - Para receber a santa Comunhão, deve-se estar plenamente incorporado à Igreja católica e estar em estado de graça, ou seja, sem consciência de pecado mortal. Quem estiver consciente de ter cometido um pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de se aproximar da comunhão.
Importantes são também o espírito de recolhimento e de oração, a observância do jejum prescrito pela Igreja e a atitude do corpo (gestos, roupas), em sinal de respeito a Cristo.

"Na Eucaristia, nós partimos 'o único pão que é remédio de imortalidade, antídodo para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre' " (Santo Inácio de Antioquia)

 

 

 
OS SANTOS FALAM SOBRE A EUCARISTIA Imprimir e-mail

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São João Crisóstomo:

“Deu-se todo não reservando nada para si”.
“Não comungar seria o maior desprezo a Jesus que se sente “doente de amor” (Ct 2,4-5)”.

São Boaventura:

“Mesmo que friamente aproxime-se confiando na misericórdia de Deus”.

São Francisco de Sales:

“Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem à perfeição”.

Santa Teresa de Ávila:

“Não há meio melhor para se chegar à perfeição”.
“Não percamos tão grande oportunidade para negociar com Deus. Ele [Jesus] não costuma pagar mau a hospedagem se o recebemos bem”.
“Devemos estar na presença de Jesus Sacramentado, como os Santos no céu, diante da Essência Divina”.

São Bernardo:

“A comunhão reprime as nossas paixões: ira e sensualidade principalmente”.
“Quando Jesus está presente corporalmente em nós, ao redor de nós, montam guarda de amor os anjos”.

S. Vicente Ferrer:

“Há mais proveito na Eucaristia que numa semana de jejum a pão e água.

Santo Ambrósio:

“Eu que sempre peco, preciso sempre do remédio ao meu alcance.”

São Gregório Nazianzeno:

“Este pão do céu requer que se tenha fome. Ele quer ser desejado”.
“O Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando-o do altar, espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno.”

São Tomás de Aquino:

“A comunhão destrói a tentação do demónio.

Santo Afonso de Ligório:

“A comunhão diária não pode conviver com o desejo de aparecer, vaidade no vestir, prazeres da gula, comodidades, conversas frívolas e maldosas. Exige oração, mortificação, recolhimento.”
“Ficai certos de que todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do Divino Sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolação na hora da morte e durante a eternidade”.

S. Pio X:

“A devoção à eucaristia é a mais nobre de todas as devoções, porque tem o próprio Deus por objecto; é a mais salutar porque nos dá o próprio autor da graça; é a mais suave, pois suave é o Senhor”.
“Se os anjos pudessem sentir inveja, nos invejariam porque podemos comungar”.

Santo Agostinho:

“Não somos nós que transformamos Jesus Cristo em nós, como fazemos com os outros alimentos que tomamos, mas é Jesus Cristo que nos transforma nele.”
“Sendo Deus omnipotente, não pôde dar mais; sendo sapientíssimo, não soube dar mais; e sendo riquíssimo, não teve mais o que dar.”
“ A Eucaristia é o pão de cada dia que se toma como remédio para a nossa fraqueza de cada dia.”
“Na Eucaristia Maria perpetua e estende a sua maternidade.”

São Gregório de Nissa:

“Nosso corpo unido ao corpo de Cristo, adquire um princípio de imortalidade, porque se une ao Imortal”.

São João Maria Vianney:

“Cada hóstia consagrada é feita para se consumir de amor em um coração humano”.

Santa Teresinha:

“Não é para ficar numa âmbula de ouro, que Jesus desce cada dia do céu, mas para encontrar um outro céu, o da nossa alma, onde ele encontra as sua delícias”.
“Quando o demónio não pode entrar com o pecado no santuário de uma alma, quer pelo menos que ela fique vazia, sem dono e afastada da comunhão.”

Santa Margarida Maria Alacoque:

“Nós não saberíamos dar maior alegria ao nosso inimigo, o demónio, do que afastando-nos de Jesus, o qual lhe tira o poder que ele tem sobre nós.”

São Filipe Neri:

“A devoção ao Santíssimo Sacramento e a devoção à Santíssima Virgem são, não o melhor, mas o único meio para se conservar a pureza. Somente a comunhão é capaz de conservar um coração puro aos 20 anos. Não pode haver castidade sem a Eucaristia.”

Santa Catarina de Génova:

“O tempo passado diante do Sacrário é o tempo mais bem empregado da minha vida”.

São João Bosco:

“Não omitais nunca a visita a cada dia ao Santíssimo Sacramento, ainda que seja muito breve, mas contanto que seja constante.”
Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-o poucas vezes. Quereis que o demónio vos assalte? Visitai raramente a Jesus Sacramentado. Quereis que o demónio fuja de vós? Visitai a Jesus muitas vezes. Quereis vencer ao demónio? Refugiai-vos sempre aos pés de Jesus. Quereis ser vencidos? Deixai de visitar Jesus…”

Imitação de Cristo (Tomás de Kempis):

“Ao sacerdote na consagração é dado ao que aos anjos não foi concedido”.
“Não há oblação mais digna, nem maior satisfação para expiar os pecados, que oferecer-se a si mesmo a Deus, pura e inteiramente, unido à oblação do Corpo de Cristo, na missa e na comunhão”.
“A Eucaristia é a saúde da alma e do corpo, remédio de toda a enfermidade espiritual, cura os vícios, reprime as paixões, vence ou enfraquece as tentações, comunica maior graça, confirma a virtude nascente, confirma a fé, fortalece a esperança, inflama e dilata a caridade.

 

 

 
A SANTA MISSA NA VISÃO DE ALGUNS SANTOS Imprimir e-mail

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SANTO PADRE PIO – “Ao participar na Santa Missa, concentre-se completamente no tremendo mistério que acontece sob os seus olhos: a redenção da sua alma e a reconciliação com Deus”.
“Vou ao centro da Igreja, no Santo Altar, onde continuamente se destila o Vinho Sagrado do Sangue daquela Uva deliciosa e singular com a qual apenas a poucos afortunados é permitido inebriar-se”.

SANTA FAUSTINA – “Hoje o recolhimento Divino penetra a minha alma desde a manhã; durante a Missa pensei que veria o pequeno Jesus, como frequentemente O vejo; no entanto, hoje durante a Santa Missa vi Jesus Crucificado. Jesus estava pregado na Cruz e sofria grandes tormentos. A minha alma foi penetrada pelo sofrimento de Jesus, na minha alma e no meu corpo, embora de maneira invisível, mas igualmente dolorosa.
Oh, que terríveis mistérios ocorrem durante a Santa Missa. Um grande mistério se realiza durante a Missa. Com quanta devoção deveríamos ouvir e participar da morte de Jesus. Conheceremos um dia o que Deus faz por nós em cada Missa e o grande dom que nela nos prepara. Somente o Seu amor Divino pôde promover uma dádiva assim para nós”.

SÃO JERÓNIMO – “Cada Missa a que assistires, alcançar-te-á no céu maior grau de glória. Serás abençoado nos teus negócios pessoais e obterás as graças, que te são necessárias".

SÃO LOURENÇO – "Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa".

SANTO AGOSTINHO – "Na hora da morte, as Missas, às quais tiveres assistido, serão a tua maior consolação. Um dos fins da Santa Missa é alcançar para ti o perdão dos teus pecados. Em cada Missa, pois, podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados, pena essa que será diminuída na proporção do teu fervor. Será ratificada no céu a bênção, que do sacerdote receberes na Santa Missa. Assistindo-a com devoção, prestas a maior das honras à Santa Humanidade de Jesus Cristo".

SANTA MATILDE – "Todas as Missas têm um valor infinito, pois são celebradas pelo próprio Jesus Cristo com uma devoção e amor acima do entendimento dos Anjos e dos homens, constituindo o meio mais eficaz, que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo, para a salvação da humanidade".

SÃO TOMÁS DE AQUINO – "O Martírio não é nada em comparação com a Santa Missa. Pelo martírio, o homem oferece a Deus a sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens. Se o homem reconhecesse devidamente esse mistério, morreria de amor".

SANTO CURA D’ARS – "Agradeçamos, pois, ao Divino Salvador por ter-nos deixado este meio infalível de atrair sobre nós as ondas da Divina Misericórdia''.
"A Santa Missa é uma embaixada à Santíssima Trindade de inestimável valor; é o próprio Filho de Deus que a oferece".

SÃO FRANCISCO DE ASSIS – "Sinto-me abrasado de amor até ao mais íntimo do coração pelo santo e admirável Sacramento da Santa Missa e deslumbrado por essa clemência tão caridosa e tão misericordiosa de Nosso Senhor, a ponto de considerar grave falta, para quem, podendo assistir a uma missa, não o faz".

"A Santa Missa é o presente mais precioso e mais agradável
que podemos oferecer à Santíssima Trindade;
vale mais do que o céu e a terra; vale o próprio Deus".
(Ven. Martinho de Cochem).

 

 

 
O MILAGRE DA MISSA Imprimir e-mail

(Entrevista com o presidente do Instituto Pontifício Litúrgico de Roma)

Os católicos estão tão acostumados a viver o milagre da missa q podem deixar de se surpreender.

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O que é a Missa? - A Missa é a Ceia do Senhor. A Missa é a celebração do Mistério Pascal de Jesus Cristo. Cristo instituiu a Eucaristia na Quinta-Feira Santa no Cenáculo no marco da Páscoa hebreia, para deixar a todos os cristãos a nova Páscoa com a sua presença salvadora, até ao fim dos tempos.
A Ceia de Cristo vai unida à Cruz redentora, por isso a Ceia é a antecipação ritual do sacrifício da Cruz que chega a nós em forma de banquete e desta forma temos os três elementos que são fundamentais em toda a Missa ou Eucaristia: o sacrifício de Cristo, o memorial da sua morte e ressurreição e o banquete festivo onde comemos o Corpo de Cristo e bebemos o seu Sangue.
Deste modo manifesta-se com clareza como a Missa ou Ceia do Senhor é por sua vez inseparavelmente:
- Sacrifício no qual se perpetua o sacrifício da cruz
- Memorial da morte e ressurreição do Senhor
- Banquete sagrado no qual, pela comunhão no Corpo e no Sangue do Senhor, comemos o Corpo e bebemos o Sangue de Cristo.

Alguma destas dimensões (sacrifício, memorial, banquete) é mais importante do que outra?
Estas três dimensões da Eucaristia são inseparáveis. O sacrifício perpetua a morte sacrificial de Cristo na cruz.
O memorial transmite-nos e actualiza a morte de Cristo através dos séculos e o banquete transporta-nos ao cenáculo onde Cristo instituiu a Eucaristia antecipando ritual e sacramentalmente o sacrifício da cruz.
É necessário que o mistério eucarístico seja considerado na sua totalidade sob os seus diversos aspectos, de modo que brilhe perante os fiéis com o esplendor devido e se consiga aquela compreensão que o Concílio Vaticano II propôs à Igreja.
A constituição de liturgia, no número 47, diz com clareza e precisão: «O Nosso Salvador, na última Ceia, na noite em que ia ser entregue, instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue, com o qual ia perpetuar pelos séculos, até à sua volta, o sacrifício da cruz e a confiar assim à sua Esposa, a Igreja, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, no qual Cristo é nosso alimento, a alma enche-se de graça e nos é dada a prenda da glória futura».
Trata-se de um texto denso e sintético, uma magnífica síntese da fé eclesial no santíssimo Sacramento da Eucaristia. Certamente é digno de sublinhar a vontade específica que tem o citado texto de acentuar o carácter objectivo e concreto das palavras de Cristo: «fazei isto em memória de mim».
Trata-se de um memorial, ou seja, de um facto salvífico que se actualiza cada vez que se repete. Também a Eucaristia é confiada à Igreja, esposa de Cristo e perene depositária do memorial do Senhor. A Eucaristia é a garantia entregue à Igreja pelo seu Senhor.
A Eucaristia é o memorial da morte e ressurreição de Jesus. Nela se faz memória da “bem aventurada paixão, da ressurreição de entre os mortos e da gloriosa ascensão aos céus» de Cristo Jesus.

Que relação tem com a Páscoa judaica?
De tudo isto se deduz que a Eucaristia é o centro e a síntese do Mistério Pascal de Cristo e por isso o centro e o cume de toda vida cristã.
O texto do Vaticano II é herdeiro de outros textos do Concílio de Trento. Já Trento, seguindo a tradição apostólica e patrística, havia visto na morte de Cristo o cumprimento do facto pascal antigo e havia distinguido o rito pascal hebreu do facto memorial celebrativo de Jesus.
Mas, por sua vez, esta relação entre a Páscoa judaica e a morte de Cristo está presente nos mesmos relatos evangélicos, assim, em Mateus 26, 2: «já sabeis que dentro de dois dias se celebra a festa da Páscoa, e o Filho do homem será entregue para que O crucifiquem». E em João 13, 1: «Era a véspera da festa da Páscoa. Jesus sabia que havia chegado a hora de deixar este mundo para ir ao Pai».
Toda a força libertadora, salvífica e espiritual da antiga Páscoa judaica passou à Páscoa cristã que na Eucaristia encontra a sua plena reconciliação, mas com a novidade fundamental e o componente básico que dá o próprio Cristo, o qual lhe deu um novo significado, assumindo e continuando o anterior.
O rito pascal judeu prolongava no tempo a Páscoa do Êxodo que era a libertação de Israel e a sua eleição para povo santo. Agora Cristo vê no seu sacrifício pascal a plena e total libertação do homem, a sua redenção da escravidão, a sua elevação à santidade.
A Igreja, perpetuando no tempo esta Páscoa, antiga e nova, recolheu todo o seu potencial libertador, oferecendo-o a todo o homem. E como a Páscoa judaica havia passado a um rito, ou seja, havia-se ritualizado e cada ano se faz memorial dela, assim ocorrerá com a Páscoa-morte de Cristo, ritualizada sacramentalmente na nossa Eucaristia.
Para Cristo, a sua morte é a verdadeira Páscoa, a sua passagem do mundo ao Pai, uma passagem na qual vai incluída a redenção plena dos homens. Para os cristãos, esta Páscoa é a origem da sua existência, porque é a origem da Igreja, nascida do lado de Cristo.
A Eucaristia é a continuação do mistério de Cristo; o momento no qual o mesmo culto que Cristo deu ao Pai passa a ser nosso culto, participado agora por nós.
A Eucaristia como sacrifício pascal de Cristo, da sua morte e ressurreição, reflecte em si toda a realidade da Igreja, sintetiza-a, concretiza-a, representa-a, é a sua fonte e cume.

- «S. Francisco de Assis entendeu muito bem que ao redor da Eucaristia o homem se faz mais homem e o frei mais frei, e mais, diria que o homem se faz mais irmão. Ou seja, a Eucaristia ajuda-nos a ser mais homens e mais irmãos».
Ao convidar a discernir perante a Eucaristia, é como se São Francisco nos dissesse a cada um de nós: quando há momentos significativos da tua vida e tens de tomar decisões, detém-te perante a Eucaristia, e tenta raciocinar com a fé, pois a fé leva-nos a discernir e a ver no pedaço de pão e no vinho a presença de Cristo.
«Sublime humildade e sublimidade humilde! Que o Senhor do Universo, Deus, e o Filho de Deus Se humilhe a ponto de Se esconder por nossa salvação num pedaço de pão».



 
O ENLEVO DA EUCARISTIA – D. José Policarpo, em Fátima Imprimir e-mail

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«Queridos peregrinos, nesta missa de vigília, em Ano da Eucaristia, numa profunda união à memória do Santo Padre João Paulo II, que o proclamou, e do actual Papa, Sua Santidade Bento XVI, somos todos convidados, com fé, com o coração aberto ao Mistério, a meditar no maior dom que Jesus deixou à Sua Igreja: a Eucaristia.
A espiritualidade eucarística faz parte, desde o início, da mensagem de Fátima, e da espiritualidade de Fátima. Mesmo ainda antes das aparições de Nossa Senhora, na aparição do Anjo aos Três Pastorinhos, na Loca do Cabeço, o Anjo revelou-Ihes a Eucaristia, e a importância de a Adorar.
E, conhecemos, pelas Memórias da Irmã Lúcia, o amor que os Três Pastorinhos, mas sobretudo o Francisco, tinham à Eucaristia. Como ele se refugiava, sempre que podia, em silêncio, para adorar Aquele a quem aprendeu a chamar o Jesus Escondido.
E, na pedagogia deste Santuário, sempre a Eucaristia. A Eucaristia-celebração, que se procura que seja cada vez mais solenemente vivida, mas também a Eucaristia-adoração, longa, por vezes sacrificada; sempre fizeram parte da pedagogia e da generosidade dos peregrinos, neste Santuário.
"Fica connosco Senhor!" - Foi o pedido, que ouvimos agora no Evangelho, que aqueles dois discípulos fizeram ao Ressuscitado, que ainda não conheciam, e Ele ficou.
"Fica connosco Senhor!" - Foi o último grito de um grande crente, João Paulo II, dirigido a Cristo Ressuscitado, Senhor da Igreja, neste ano que ele quis todo consagrado à Eucaristia. "Fica connosco Senhor!", e Ele ficou.

Maria - Mulher Eucarística
E nessa Carta Apostólica, já assumida pelo novo Papa, João Paulo II, chama a Nossa Senhora, a Maria, a "Mulher Eucarística". É uma expressão que pode surpreender, mas Ela é verdadeiramente o ícone da Igreja, e portanto a Igreja tem que poder ler no coração dessa Mulher Imaculada o segredo do Mistério mais precioso que Lhe foi legado pelos seus Senhores? "Mulher Eucarística" significa que nós podemos descobrir e contemplar em Maria aquelas atitudes fundamentais que a Igreja deve ter para viver de uma maneira cada vez mais santa, e descobrir de uma maneira cada vez mais profunda este dom precioso da Eucaristia.
Façamos isto, esta noite, contemplando Maria, e descobrindo no Seu olhar e no Seu Coração, essa atitude eucarística. Antes de mais, no Seu Coração Imaculado. A pureza sem mácula do coração da Virgem Maria é a Sua primeira atitude eucarística.
Já no Antigo Testamento era exigido que o cordeiro oferecido em sacrifico para glória de Deus fosse um cordeiro perfeito, sem defeito e sem mancha, e aos sacerdotes que o ofereciam era exigida uma purificação prévia, purificação dos seus pecados e dos pecados do povo, para que aquele sacrifício, que era apenas o símbolo anunciador do verdadeiro cordeiro pascal, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, fosse o mais puro possível, o mais santo, porque era um sacrifício oferecido ao Deus três vezes santo.
Essa pureza total do cordeiro e do oferente só é realizada de forma perfeita e definitiva em Nosso Senhor Jesus Cristo. É por isso que Ele pode oferecer-se e pode oferecer-nos a Deus Pai, num acto humano que tem a pureza e profundidade do amor trinitário das pessoas divinas.

Eucaristia – Exigência de conversão
A Eucaristia é, na vida de Igreja e na nossa vida de cristãos, a maior motivação e a maior exigência de conversão e de purificação do nosso coração. É por isso que ela anda sempre aliada ao Sacramento da Reconciliação. Nós chamamos-lhe o Santíssimo Sacramento.
Abeirar-se da Eucaristia é, de certo modo, abeirar-se do trono de Deus, através de Cristo Ressuscitado. Como poderíamos fazê-lo sem por todo o empenho do nosso desejo de conversão na purificação do nosso coração?
Um dia no Céu perceberemos como a Eucaristia foi o sacramento que construiu progressivamente em nós esse coração novo, esse desejo de mudança de vida, esse desejo de não manchar com os nossos sentimentos e com as nossas impurezas a Santíssima Glória de Deus.
O Coração Imaculado de Maria pode oferecer-se completamente, aliás só um coração imaculado é capaz de uma oferta total - "Pai faça-se a Tua vontade. Eis a serva do Senhor".
Enquanto estamos manchados pelo pecado, vamos tendo desejos de dom, vamos fazendo gestos e actos de oferta, vamos querendo disponibilizar-nos para a glória de Deus e para a construção do Seu Reino; mas, enquanto o pecado nos dividir, nunca seremos capazes desta disponibilidade sem limites, dessa oferta sem condições, desse dom sem reservas.
Maria, na sua disponibilidade convida-nos a progredirmos, a aprender progressivamente essa atitude do dom, essa graça da disponibilidade, essa ousadia da oferta, para a glória de Deus e para a construção do Seu Reino.
Maria. Mulher Eucarística, foi a primeira q fez a experiência silenciosa da intimidade com o Seu Senhor. Indescritível, eu diria mesmo inimaginável; passou pelo Seu amor materno, que deu forma a uma grande crente, e que se manifestou, já, na antecipação na glória eterna.
O que seria aquela intimidade, deste Coração Imaculado de mulher? Com um filho imaculado, porque divino. Longas horas silenciosas, algumas solicitudes, guardava tudo no Seu coração. Aprendeu a amar, aprendeu a alargar o horizonte do amor, percebeu uma coisa, que nós levamos a vida toda a tentar perceber: que é possível amar a Deus amando os homens, que é possível reconhecer o rosto de Deus no rosto dos homens. É na eucaristia que podemos aprender isso.
João Paulo II fala de um enlevo amoroso que a Eucaristia gera naqueles que longamente, silenciosamente, tomam a sério essa prece -"Fica connosco Senhor"; para quem a Eucaristia é esse convívio sagrado, essa intimidade desejada e construída. É talvez onde a Igreja se aproxima mais da atitude contemplativa de Maria quando trouxe Jesus no Seu seio; quando o viu nascer em Belém; quando fugiu com Ele para o Egipto; quando O acompanhou ao templo de Jerusalém; quando sofreu com Ele e se alegrou com Ele nas vicissitudes da Sua missão; quando, no Calvário, O acolheu amorosamente, como que oferecendo-O de novo, aceitando a Sua morte, e oferecendo-O pela salvação do mundo. Nunca, como na Eucaristia, a Igreja se aproxima dessa atitude adorante do Coração Imaculado de Maria.

Eucaristia – Desinquietação Missionária
"Fazei tudo o que ele vos disser". Ela guardava tudo no Seu Coração, disposta a tudo, a partir e a regressar. A Eucaristia é, para a Igreja toda e para cada Cristão, o ponto de partida de uma desinquietaçâo missionária. É aí que aprendemos a urgência do Reino, é aí que o amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, se torna qualquer coisa que queima o Coração, e que não permite ficarmos parados.
É a partir da Eucaristia que partimos, partimos a anunciar, partimos a viver no realismo do Reino, partimos a ser sementes vivas de um mundo novo.
Cheia de Graça. Será maior graça para nós do que sermos associados a Cristo Pascal, Sumo Sacerdote, Bom Pastor, vítima eterna e definitiva, para glória de Deus Pai.
Sermos associados a Ele, com a dignidade real do nosso sacerdócio, a oferecer, a oferecer e a oferecermo-nos. Pela Eucaristia passa, todos os dias, aquilo que a Igreja tem de mais nobre, de mais digno, onde se afirma verdadeiramente a dignidade real daqueles que Cristo resgatou pelo Seu sangue.
Na Eucaristia, toda a Igreja é, de certo modo, cheia de graça.
Meus irmãos e irmãs, queridos peregrinos: olhemos silenciosamente, com muito amor, Maria Mãe de Jesus, Mulher Eucarística, e aprendamos com Ela, a não banalizar, a não desperdiçar, a não esquecer o maior dom q Deus deixou à Sua Igreja: Cristo Eucarístico, o bom Jesus Escondido”.

 

 

 
PORQUÊ IR À MISSA AOS DOMINGOS? Imprimir e-mail

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Será mesmo importante ir à Missa aos domingos?

Eis a resposta.
S. Lucas, nos Actos dos Apóstolos, conta: «No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para partir o pão, Paulo, q devia partir no dia seguinte, começou a falar à multidão...» Isto passou-se em Tróade, na Páscoa do ano 58. Portanto, há vinte séculos que os cristãos conservam o costume de se reunir «no primeiro dia da semana»: é o dia em que Jesus ressuscitou. Fizeram dele «o dia do Senhor».
Ir à Missa nesse dia é não apenas encontrar os outros cristãos, a quem chamamos irmãos, mas é sobretudo alimentar-se da Palavra de Deus, nas leituras que são feitas, e da vida de Cristo, comungando o seu Corpo.
Evidentemente que a Missa é vital para um cristão. Alguém põe a questão se é preciso comer ou lavar-se todos os dias, ou se basta fazê-lo de tempos a tempos?
Mas eu não entendo nada e isso aborrece-me…
Neste caso, pede a alguém que te explique os gestos e as palavras.
Além disso, há Missas que são especialmente preparadas para a gente nova. Vai a elas e oferece-te para participar. Se és bom leitor, poderás ler alguma leitura, a Oração Universal. Podes ir levar o pão e o vinho ao altar. Se és bom cantor, esperam por ti no grupo coral que se ensaia para a que a Missa seja uma festa.
Que bom se fores sentindo a Missa como um encontro festivo com os outros cristãos e com Jesus ressuscitado. É Ele quem te convida. É tudo uma questão de amor.

 

 VAI À MISSA… POR AMOR DE DEUS
Decálogo Eucarístico

1. Amo a Deus, que me dá a Vida. Estou vivo, graças a Deus.
Vou à Missa, para Lhe dizer, “Obrigado, Senhor, pela Vida”.
2. Amo a Deus, que me conhece e chama pelo meu nome.
Vou à Missa, para Lhe dizer: «Aqui estou».
3. Amo a Deus, que gosta de estar comigo e me convida a ir a entrar em sua Casa.
Vou à Missa, para dizer «conta comigo em tua casa e à tua mesa, no dia da tua festa».
4. Amo a Deus, que me dá uma grande família.
Vou à Missa, com o Pai e a Mãe, para me encontrar com todos os filhos de Deus, que são também meus irmãos.
5. Amo a Deus, que por Mim morreu e deu a Vida.
Vou à Missa para receber dEle o Pão da Vida.
6. Amo a Deus, que me fala ao coração e fez por mim maravilhas.
Vou à Missa, para O escutar com mais atenção e para depois Lhe obedecer, com alegria.
7. Amo a Deus, que tem para mim todo o tempo do mundo.
Vou à Missa para não perder o meu tempo e ganhar a Vida.
8. Amo a Deus, que me diz e mostra a Verdade. Vou à Missa, todos os domingos, para descobrir, o que afinal Deus quer de mim.
9. Amo a Deus, que sempre, e desde sempre, pensa em Mim e me quer feliz.
Vou à Missa, porque penso tanto nEle que desejo tanto encontrar-Me com Ele.
10. Amo a Deus, de Quem recebo todas as coisas.
Vou à Missa, para poder ser, dar e fazer tudo pelos outros.

 

 
O astronauta que levou o Santíssimo para o espaço Imprimir e-mail

Mike Hopkins, o astronauta que levou o Santíssimo para o espaço

 

Ele não queria ficar sem comungar – e conseguiu, mesmo fora da Terra!

 

Existe um local da Estação Espacial Internacional em que os astronautas gostam especialmente de ficar – apesar de estar cheio de equipamentos robóticos. Trata-se da “Cúpula”, um pequeno módulo com sete janelas, de onde os membros da tripulação podem apreciar espectaculares vistas panorâmicas do nosso planeta.

Em sua primeira e até agora única missão espacial, iniciada em Setembro de 2013, o astronauta Michael Hopkins, ou Mike para os mais próximos, desejava ansiosamente estar na Cúpula.

O que ele via de lá o deixava maravilhado.

Quando você vê a Terra daquela perspectiva e observa toda a beleza natural que existe, é difícil não querer ficar lá e concluir que tem que haver uma força suprema que criou tudo isso“, declarou o católico Mike.

A conversão logo antes de partir

Era na Cúpula que Mike rezava e… comungava! Pois é: graças a um acordo especial com a arquidiocese de Galveston-Houston e com a ajuda do Pe. James H. Kuczynski, pároco da igreja de Santa Maria Rainha em Friendswood, Texas, o astronauta novato, que é fiel daquela paróquia, pôde levar consigo uma píxide com seis hóstias consagradas, cada uma, partida em quatro pedaços. Era o suficiente para que ele pudesse comungar uma vez em cada uma das 24 semanas da sua permanência a bordo da Estação Espacial Internacional.

“Era extremamente, extremamente importante para mim”, enfatiza Mike, hoje com 47 anos de idade.

O astronauta cresceu em uma área rural nos arredores de Richland, Missouri, filho de pais metodistas. Depois de passar pela catequese do Rito de Iniciação Cristã de Adultos, Mike se tornou católico pouco antes de viajar para o espaço. A conversão, conta ele, foi motivada não só porque sua esposa e duas filhas adolescentes são católicas, mas porque “eu sentia que faltava algo na minha vida”.

Com Jesus no vazio do espaço: Mike fez duas caminhadas espaciais para trocar uma bomba do módulo, junto com o colega astronauta Rick Mastracchio.

Antes de sair da estação, ele comungou.

“O nível de estresse nessas atividades pode ser muito alto”, continua ele, em conversa com a agência Catholic News Service. “Saber que Jesus estava lá comigo, no vazio do espaço, era importante para mim”.

Mike relata que as práticas de fé na estação espacial são comuns, especialmente entre os astronautas católicos, e que existe respeito por elas.

“Meus colegas sabiam que eu tinha a Eucaristia comigo”, reforça ele.

“Eu me coordenava com meu comandante russo. Ele sabia o que era. Todos sabiam, mas eu não fazia alarde. Eles respeitavam a minha fé e o meu desejo de vivê-la, mesmo lá, em órbita espacial”.

Artigo publicado originalmente por Portaluz

 
A EUCARISTIA CONTÉM TUDO Imprimir e-mail

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É-nos difícil aceder à inteligência íntima do sacramento da Eucaristia. Regressemos ao interior de nós mesmos e coloquemo-nos perante o mistério da nossa própria vida. Este mistério a que nos esquivamos tantas vezes para nos atirarmos ao corre-corre da vida quotidiana ou aos calmantes dos nossos prazeres. Deixemos elevar do fundo de nós mesmos, sem lhe impor silêncio, a aspiração infinita do nosso coração. Demos atenção à voz secreta da morte que ressoa no interior de nós mesmos.
Perguntemo-nos mais uma vez e da maneira mais séria do mundo, se a nossa insensibilidade em relação a Deus, na qual nós seriamos tentados a ver uma ocasião de O acusar, até mesmo uma prova já meia aceita da sua não-existência, não encontra um cúmplice na parte mais secreta de nós mesmos, tanto medo que temos de ser homens do amor infinito, homens da eternidade, homens que aceitam que sua felicidade está em Deus lhe pedir cada vez mais.
Se tivermos coragem de nos encontrarmos lealmente com nós mesmos, tal como somos, receberemos como paga uma melhor compreensão da Eucaristia.
É então, com efeito, que o ensinamento da Fé nos aparece bruscamente como sendo a resposta à questão que surgiu em nós, a questão de saber quem somos nós, aos nossos próprios olhos.
O afastamento de Deus atormenta-nos. Mas a Eucaristia dá-nos Aquele que envolvido pelas trevas absolutas da morte, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito; e ele está lá com a sua morte. Nós ficamos desolados de não podermos amar. Mas a Eucaristia dá-nos Aquele, que na noite em que foi entregue - entregue por nós - amou os seus até ao fim.
Queremos ser fiéis à terra, não ver escoar-se a obra das nossas mãos? Mas a Eucaristia mostra-nos na carne glorificada do Ressuscitado o mundo já transfigurado e ela inaugura a economia definitiva das coisas desta terra, a economia da glória.
Vai minha alma, toma e come o penhor da salvação e da glória de toda a carne.
Somos atormentados pela ambiguidade, a fragilidade a vacuidade da nossa própria natureza, pela sua condição pecadora, as suas falhas, a sua pavorosa mediocridade? Mas a Eucaristia dá-nos Aquele que, sendo sem pecado, pôde tomar dolorosamente sobre Si a realidade abissal das nossas faltas, fazendo-se maldição por nós; a Eucaristia dá-nos Aquele, que nos conhecendo até ao mais profundo de nós mesmos, nos acolheu, amou e curou.

O medo de ver desabar de maneira absurda o que edificamos causa-nos um verdadeiro martírio? Mas a Eucaristia dá-nos Aquele que precedeu todas as ruínas, que as resgatou e que nos dá mesmo no seio da impotência mais total, força para as aceitar.
Na verdade, a Eucaristia contém tudo: o sentido da nossa existência, o seu lado doloroso e a sua beatitude. Tudo isto de maneira escondida, acessível apenas à Fé. Mas sempre verdadeira e realmente. Karl Rahner

 

 

 
Os frutos da Eucaristia Imprimir e-mail

Os frutos da Eucaristia

 

Como a sagrada Eucaristia nos põe em comunhão íntima e profunda com o Senhor, os seus frutos são abundantes quando ela é recebida com as “disposições necessárias”: estado de graça, desejo de santidade, fervor apostólico, acção de graças, etc.

 

O Senhor diz: “Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6,56). “Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que de mim se alimenta viverá por mim” (Jo 6,57).

 

O que o alimento produz na nossa vida corporal, a comunhão realiza-o de maneira admirável na nossa vida espiritual. A comunhão da Carne de Cristo ressuscitado, “vivificado pelo Espírito Santo e vivificante” (PO 5), conserva, aumenta e renova a vida da graça recebida no Batismo. Este crescimento da vida cristã precisa de ser alimentado pela comunhão eucarística, pão da nossa peregrinação, até ao momento da morte, quando nos será dado como viático.

 

A comunhão livra-nos do pecado

 

O Corpo de Cristo que recebemos na comunhão é “entregue por nós”, e o Sangue que bebemos é “derramado por muitos para remissão dos pecados”. Por isso a Eucaristia purifica-nos ao mesmo tempo dos pecados cometidos e preserva-nos dos pecados futuros. Santo Ambrósio dizia:

 

“Se anunciamos a morte do Senhor, anunciamos a remissão dos pecados. Se, cada vez que o Sangue é derramado, o é para a remissão dos pecados, devo recebê-lo sempre, para que perdoe sempre os meus pecados. Eu que sempre peco, devo ter sempre um remédio” (Sacr. 4,28).

 

O Concílio de Trento ensinou que como o alimento corporal serve para restaurar a perda das forças, a Eucaristia fortalece a caridade que, na vida diária, tende a arrefecer; e esta caridade vivificada apaga os pecados veniais (DS 2638). Ao dar-se a nós, Cristo reactiva o nosso amor e torna-nos capazes de romper as amarras desordenadas com as criaturas e de nos enraizar nele. É por isso que muitos vícios (bebida, jogo, cigarro, drogas, masturbação, etc.) são deixados quando a pessoa comunga com frequência.

 

Acima de tudo a Eucaristia preserva-nos dos pecados mortais futuros; isto é da perda da graça santificante e da amizade de Deus. Quanto mais participarmos da vida de Cristo e quanto mais progredirmos na sua amizade, tanto mais difícil é separar-nos dele pelo pecado mortal.

 

A comunhão renova, fortalece e aprofunda a nossa incorporação à Igreja, realizada já pelo Batismo. No Batismo fomos chamados a construir um só Corpo (1 Cor 12,13). A Eucaristia realiza isto.

 

“O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o Sangue de Cristo? Já que há um único pão, nós embora muitos, somos um só Corpo, visto que todos participamos deste único pão” (1 Cor 10,16-17).

 

A Eucaristia compromete-se com os pobres

 

S. João Crisóstomo dizia: “Degustaste o Sangue do Senhor e não reconheces sequer o teu irmão. Desonras esta própria mesa, não julgando digno de partilhar do teu alimento aquele que foi julgado digno de participar desta mesa. Deus te libertou de todos pecados e te convidou para esta mesa. E tu, nem mesmo assim, não te tornaste mais misericordioso” (Hom. In 1Cor 27,5).

 

Para receber, na verdade, o Corpo e o Sangue de Cristo entregues por nós, devemos reconhecer Cristo nos mais pobres, seus irmãos; especialmente os famintos, os nus, os presos e os enfermos (Mt 25,40). A madre Teresa de Calcutá ensinava às suas irmãs a adorarem Cristo no Sacrário antes de o socorrerem nas ruas na presença do pobre necessitado.

 

Ensinamentos dos SANTOS sobre a Eucaristia

 

São João Crisóstomo: “Deu-se todo, não reservando nada para si”. “Não comungar seria o maior desprezo a Jesus que se sente doente de amor” (Ct 2,4-5).

 

São Boaventura: “Ainda que friamente, aproxima-te [para comungar] confiando na misericórdia de Deus”.

 

São Francisco de Sales: “Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem à perfeição”.

 

Santa Teresa de Ávila: “Não há meio melhor para se chegar à perfeição”. “Não percamos tão grande oportunidade para negociar com Deus. Ele [Jesus] não costuma pagar mal a hospedagem se O recebermos bem”.

 “Devemos estar na presença de Jesus Sacramentado, como os Santos no céu, diante da Essência Divina”.

 

São Bernardo: “A comunhão reprime as nossas paixões: ira e sensualidade principalmente”. “Quando Jesus está presente corporalmente em nós, ao redor de nós, montam guarda de amor os anjos”.

 

Santo Ambrósio: “Eu que sempre peco, preciso sempre do remédio ao meu alcance”.

 

São Gregório Nazianzeno: “Este pão do céu requer que se tenha fome. Ele quer ser desejado”. “O Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando-O do altar, espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno”.

 

São Tomás de Aquino: “A comunhão destrói a tentação do demónio”.

 

Santo Afonso de Ligório: “Ficai certos de que todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do Divino Sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolação na hora da morte e durante a eternidade”.

 

São Pio X: “A devoção à Eucaristia é a mais nobre de todas as devoções, porque tem o próprio Deus por objecto; é a mais salutar porque nos dá o próprio autor da graça; é a mais suave, pois suave é o Senhor”.

 “Se os anjos pudessem sentir inveja, nos invejariam porque podemos comungar”.

 

Santo Agostinho: “Não somos nós que transformamos Jesus Cristo em nós, como fazemos com os outros alimentos que tomamos, mas é Jesus Cristo que nos transforma nele”.

 “Sendo Deus omnipotente, não pôde dar mais; sendo sapientíssimo, não soube dar mais; e sendo riquíssimo, não teve mais que dar”.

 “A Eucaristia é o pão de cada dia que se toma como remédio para a nossa fraqueza de cada dia”.

 “Na Eucaristia, Maria perpetua e estende a sua maternidade”.

 

São Gregório de Nissa: “O nosso corpo, unido ao Corpo de Cristo, adquire um princípio de imortalidade, porque se une ao Imortal”.

 

São João Maria Vianney: “Cada hóstia consagrada é feita para se consumir de amor num coração humano.

 

Santa Teresinha: “Não é para ficar numa âmbula de ouro, que Jesus desce cada dia do céu, mas para encontrar um outro céu, o da nossa alma, onde Ele encontra as suas delícias”.

 “Quando o demónio não pode entrar com o pecado no santuário de uma alma, quer pelo menos que ela fique vazia, sem dono e afastada da comunhão”.

 

Santa Margarida Maia Alacoque: “Nós não saberíamos dar maior alegria ao nosso inimigo, o demónio, do que afastando-nos de Jesus, que lhe tira o poder que ele tem sobre nós”.

 

São Felipe Néri: “A devoção ao Santíssimo Sacramento e a devoção à Santíssima Virgem são, não o melhor, mas o único meio para se conservar a pureza. Somente a comunhão é capaz de conservar um coração puro aos 20 anos. Não pode haver castidade sem a Eucaristia”.

 

Santa Catarina de Génova: “O tempo passado diante do Sacrário é o tempo mais bem empregue da minha vida”.

 

São João Bosco: “Não omitais nunca a visita em cada dia ao Santíssimo Sacramento, ainda que seja muito breve, mas contanto que seja constante”.

 “Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visita-o poucas vezes. Quereis que o demónio vos assalte? Visitai raramente Jesus Sacramentado. Quereis que o demónio fuja de vós? Visitai Jesus muitas vezes. Querei vencer o demónio? Refugiai-vos sempre aos pés de Jesus. Quereis ser vencidos? Deixai de visitar Jesus…”.

 
Para fazer uma Santa Comunhão Imprimir e-mail
 Para fazer uma Santa Comunhão 

Para fazer uma fervorosa comunhão três coisas se requerem, a saber: preparação remota, preparação próxima e ação de graças. 

I. A Preparação Remota 

Consiste:1.° Na isenção de pecado mortal, sem o que seria a comunhão um horrível sacrilégio. Examine-se cada um a si mesmo em antes de se aproximar da santa mesa, mas isto sem turbação e escrúpulos. Não esqueças que, se por um impossível, se achasse na tua consciência um pecado mortal sem que o soubesses, não cometerias sacrilégio algum recebendo a Santa Eucaristia (1), mas que o sacramento produziria na tua alma a graça santificante. 

Mas, meu padre, tremo todas as vezes que comungo, porque temo não estar em estado de graça, e não ter recebido o perdão dos meus pecados. 

Meu caro Teótimo, escuta esta resposta do sábio e piedoso Gerson, e segue os sábios conselhos que te vai dar: Quando um cristão resolveu receber a santa Eucaristia, e cai na perturbação e temor por imaginar que não fez uma confissão bem feita, deve ver este temor como uma tentação do demónio que desejaria privá-lo do grande bem da comunhão, e seguiu este meio. Deve, pois, pensar que quando mesmo se aplicasse cem anos a tornar-se digno de receber Jesus Cristo não poderia aproximar-se devidamente, sem um especial socorro de Deus; mas lembre-se que Deus pode conceder-lhe esta graça agora tão bem como depois de cem anos. Além disso, considere que ninguém na presente vida, pode, sem uma particular revelação, conhecer com perfeita certeza se está em estado de graça; mas que há uma certeza humana e moral que é necessária, e que basta na matéria que tratamos. Para a ter, deves-te recolher, examinar a consciência e fazer o que a descrição e os que nos conduzem nos ordenam. Quando depois deste exame, nenhum pecado mortal reconhecemos, podemos comungar sem temor de cometer algum novo pecado. Se ainda depois nos sobrevieram às vezes dúvidas ligeiras, como por vezes acontece, desprezemo-las e passemos por cima”.  

2.° A preparação remota consiste na isenção, não de todas as faltas veniais, dada a nossa extrema fragilidade, mas da afeição às faltas veniais; o que não é possível alcançar-se sem a prática habitual da oração e sem a fuga do mundo, tanto quanto o decoro do nosso estado o permite. Os pecados veniais, não apagam em nós, verdade se diga, o fogo da caridade, nem da graça e amizade de Deus nos privam; mas afrouxam o fervor da devoção, e privam-nos da abundância de graças que fruem os que com grande pureza da alma se aproximam da sagrada mesa. 

3.° Consiste também esta preparação remota num ardente desejo de receber Jesus Cristo, visto como este alimento só aos que têm fome é proveitoso. Deus quer ser desejado, mas principalmente dos que comungam. 

4.° Deves ter também pureza de intenção. Nunca vás comungar por amor próprio, por vaidade ou respeito humano: Ai! O orgulho em tudo se insinua. Deus não permita que tu sejas dessas pessoas que querem comungar frequentemente, não tanto para se tornarem melhores, mais recolhidas, mais mortificadas, mas para parecer que têm mais piedade do que a que realmente tem! Seja sempre pura, sempre reta a tua intenção; tenha sempre por fim a glória de Deus, a tua própria salvação, a extirpação de algum vício, o fortalecimento na prática de tal ou tal virtude, o livramento de tal ou tal tentação, se é do bom grado de nosso Senhor, ou enfim a petição de alguma outra graça para ti, a tua família, os teus filhos, os teus conhecidos, etc., o livramento das almas do purgatório. 

Há ainda uma outra sorte de preparação remota; consiste nas seguintes práticas: Alguns dias antes de comungar, e o mais tardar na véspera, faz as tuas orações e preces com vista de obter as graças necessárias para bem comungar; junta a isto mais algumas boas obras, alguma esmola, alguma mortificação, etc. Empenha-te por te conservares no maior recolhimento, pensando amiúde na felicidade que terás de receber o teu Deus. Neste santo pensamento adormece, e seja o primeiro quando despertares. Diz então: Que belo dia! brevemente vem Jesus tomar posse do meu coração! Ó meu bom Mestre! vinde, vinde tomar posse do coração desta vossa pobre criatura… etc. 

II. A Preparação Próxima 

Consiste esta em recitar do fundo do coração os diferentes atos antes da comunhão. Encontrarás os modelos depois desta instrução; mas como é de temer que à força de os repetir não acabes de cair na rotina, vou, segundo Luiz de Granada e o Padre Afonso Rodrigues, indicar-te a maneira de os tirares de ti mesmo. Dizem os santos e mestres da vida espiritual que para da santa comunhão se recolherem abundantes frutos é preciso aproximarmo-nos dela: 1.° Com muita humildade e respeito; 2.° Com muito amor e confiança; 3.° Com muito ardor e desejo de comer deste pão celeste. 1º - É precioso aproximarmo-nos deste adorável Sacramento com um extremo Respeito e Humildade 

Para em teu coração excitares este sentimento, podes primeiro representar-te a suprema grandeza e majestade infinita do Deus que está realmente na Eucaristia: considerar que é Aquele que criou o céu e a terra por um só ato da sua vontade, e que por um só ato da sua mesma vontade os pode aniquilar; e pensa enfim que os anjos tremem de respeito diante dEle, e que ao menor sinal que dá, abalam-se e tremem de terror as colunas do céu. Depois do que deves voltar os olhos sobre si mesmo, para considerar a tua miséria e baixeza. Ora entrarás nos sentimentos do publicano do Evangelho, que não ousava aproximar-se do altar nem levantar os olhos ao céu, mas que, conservando-se a um canto do templo, batia no seu peito, dizendo: Senhor, tende piedade de mim que sou um pecador” 

Ora servir-te-ás das palavras do filho pródigo:  Senhor, pequei contra o céu e contra vós; não mereço ser chamado vosso filho; recebei-me somente como um dos servos da vossa casa” 

Outras vezes repete amiúde as palavras de Santa Izabel à Virgem: E de onde me vem esta graça, de onde me vem este excesso de felicidade, que o Senhor dos anjos e toda a glória do céu venha a mim?… Ó meu Pai! Ó meu Pastor! Meu Senhor, meu Deus, e meu tudo! Não! Não Vos contentastes com me ter criado à Vossa imagem e remido com o Vosso sangue; mas ainda quereis por um incomparável prodígio de amor vir fazer em mim morada, transformar-me em Vós, e fazer-Vos uma e mesma coisa comigo, como se de mim dependêsseis e não eu de Vós!… De onde me vem esta felicidade, ó meu Deus? É dos meus méritos, ou antes tirais algum proveito de estar comigo? Não, certamente: é um efeito só da Vossa bondade e misericórdia, que faz com que Vós estejais mais contente de estar comigo do que eu de estar conVosco. Eu não Vos desejo, senão porque sou um miserável e tenho necessidade do Vosso socorro; e Vós, Vós quereis-me por misericórdia, etc., etc. Ser-te-ia utilíssimo, fazer uma grande reflexão sobre as palavras de que se serve a Igreja para o tempo da comunhão e que são tiradas do Evangelho: “Senhor, não sou digno que entreis em minha morada; mas dizei uma só palavra e a minha alma ficará sã”. Senhor, não sou digno de Vos receber; mas aproximo-me de Vós afim de que me torneis digno. Senhor, sou fraco e doente e aproximo-me de Vós para ser curado e fortificado por Vós, etc. 

2.° Devemos aproximar-nos deste Sacramento com muito Amor e Confiança 

Ah! Meu Deus! A quem amaremos nós, se não amamos a Jesus no momento em que se dá todo a nós? Para em ti excitares tão apetecíveis desejos de amor e confiança pensa em tudo o que este bom Pastor das nossas almas fez desde o presépio de Belém até ao Calvário; segue-O passo a passo em todos os mistérios da sua vida, e imagina que a cada ação que faz lança sobre ti um olhar cheio de bondade e misericórdia e te diz:  

Meu filho, por teu amor é que Eu faço isto; para ganhar o teu coração é que eu sofro tantos opróbrios, que estou encerrado no Sacramento dos altares… Podias com razão recusar-me o coração?…” 

Que lhe responderás? 

3.° A terceira coisa que Deus pede de ti neste augusto Sacramento, é que te aproximes dEle com um Grande Desejo 

Este pai, diz Santo Agostinho, quer ser comido com uma grande fome do homem interior; e assim como as coisas que se comem com o apetite de ordinário fazem bem ao corpo, assim este pão celeste fará um maravilhoso bem à tua alma, se ela o comer com uma grande fome, com uma impaciência extrema de a Deus se unir, e com ardente desejo de obter dele graças particulares. Esforça-te, pois, em fazer com que em ti nasça esta fome tão necessária para tirar proveito do sacramento e para isto considera de uma parte a tua extrema miséria e pobreza e a última necessidade em que te achas de que Jesus te venha enriquecer das suas graças; por outra, os admiráveis efeitos que produz este sacramento na alma bem disposta e que certamente também há de produzir em ti, se lhe não opuseres obstáculo. És fraco? Tornar-te-á forte e cheio de coragem. Serves a Deus com uma certa tibieza? Dar-te-á um ardente fervor. A tua alma está acabrunhada sob o peso da cruz? Tornar-te-á leve e fácil de suportar... etc., etc. Que razões para excitar em ti este vivo desejo da Santa Comunhão! Pede a nosso Senhor que te dê este desejo, e não permitas que nunca neste ato se intrometa nada de humano e indigno dele. 

O desejo que tiveres de comungar será a medida das graças que receberás comungando. Abre o teu coração, diz Jesus Cristo, e eu o encherei; dilata-o, porque receberás à proporção que o abrires. Assim, se queres receber Jesus Cristo e a abundância das suas graças, tem-lhes um ardente desejo. A medida das graças que pela santa Eucaristia tens de receber, de ti depende. Quando se não sente desejo algum de comungar, é sinal de morte, ao menos de uma profunda letargia. Com que ardor, com que perseverança não deves pois, pedir a Deus para a santa comunhão essa sede espiritual que tantas almas fiéis tiveram! Ah! Não sejas do número desses frouxos e indignos cristãos que olham como uma bagatela o serem privados da felicidade de receber Jesus Cristo no Sacramento do seu Amor, ou que o recebem com uma sorte de desgosto e repugnância. Ai! Não sentem fome alguma da santa comunhão; aproximam-se dela com indiferença e como que por costume: e deste modo não tiram dela lucro algum. Seja ardente o teu desejo de receber Jesus Cristo, seja a tua mais predileta satisfação preenchê-lo aproximando-te frequentemente do sagrado banquete, e seja a tua maior dor ver-te privado da dita de receber Jesus Cristo pela santa comunhão. Quando em ti não sentires esta devoção fervente, estes desejos ardentes que era mister, e bem racionável tivesses para receber tão grande Senhor, não creias tudo perdido. Eis uma prática que te poderá ser utilíssima. Exercita-te a desejar esta devoção e estes desejos, e por isto suprirás ao que te falta: porque Deus, que vê o coração, receberá a tua boa vontade, segundo estas palavras do profeta: O Senhor ouviu os desejos dos pobres; o teu ouvido, Senhor, ouviu a preparação do coração. Refere Luiz do Blois que nosso Senhor ensinou, ele mesmo, esta devoção e preparação a Santa Mectilde, e que lhe disse:  

 Quando tens de receber o meu corpo e o meu sangue, deseja, para glória do meu nome, ter todo o fervor e todo o zelo que o mais inflamado coração jamais teve, e então poderás aproximar-te de mim confiadamente e com preparação; porque eu atenderei ao fervor que desejavas ter e tê-lo-ei no mesmo preço que se realmente o tiveras” 

De Santa Gertrudes se conta coisa semelhante. Um dia que ela ia receber o Santíssimo Sacramento, e que estava numa ansiedade extrema por não estar para isso preparada, pediu à santa Virgem e a todos os santos que oferecessem por ela a Deus tudo o que jamais fizeram de mais meritório para se prepararem a recebê-lo, e então o Senhor, aparecendo-lhe, lhe diz: 

 Agora é que tu pareces aos olhos dos cidadãos do céu preparada como desejavas. De sorte que é uma excelente maneira de nos dispormos para a santa comunhão, desejarmos aproximar-nos dela com o fervor com que o desejavam os grandes santos, e pedir a Deus que haja por bem suprir pelos méritos do seu Filho as disposições que nos faltam”. 

III. Ação de graças 

Nada há mais importante que a ação de graças depois da comunhão. É o melhor momento para de nosso Senhor obtermos tudo o que temos necessidade. Empenha-te pois, em bem a fazer, para o que, depois de haveres recebido a Santa Hóstia, retira-te ao teu lugar, toma uma postura que indique o teu respeito profundo, fecha os olhos e esquece todas as criaturas para não pensar senão nAquele que no teu coração possuis. Multiplica então os atos de amor, de contrição, de ação de graças e de firme propósito de ser todo de Deus; dá-lhe cem e cem vezes o teu coração, conjura-o que to aceite, que te faça melhor, que te tire tudo o que Lhe desagradar. Imagina que como Maria Madalena estás de joelhos aos pés de Jesus, que Ele te fala e te pede tal ou tal sacrifício; por tua parte fala-Lhe também com toda a confiança, expõe-Lhe as tuas necessidades e misérias; mostra-Lhe as chagas da tua alma; diz-Lhe com uma simplicidade de menino tudo o que dentro em ti se passa de bem ou mal e pede-Lhe o Seu socorro, graça, amor, fervor, a perseverança final, e o perdão dos pecados, etc., etc. Pede-Lhe também a conversão dos pecadores, o livramento das pobres almas do purgatório, pede pelo teu marido, tua esposa, teus filhos, etc., etc. 

Uma outra maneira excelente de fazer a ação de graças é oferecer a Deus depois da comunhão, o sacrifício de um defeito ou imperfeição. Aqui te vou brevemente expor o modo de o fazeres. Depois de haveres feito todos os atos de amor, petição, etc., de que acabo de te falar, volta sobre ti mesmo e vê que faltas são as que mais vezes cometes, as imperfeições a que estás mais sujeito; procura sacrificar alguma a Deus em cada comunhão, e oferece-lha em ação de graças. Não estou a deter-te com mais minudências sobre esta matéria; porque facílimo te será suprir a tudo o que aqui não digo para não ser muito longo. Aliás, por ti mesmo vês quão útil seja esta sorte de ação de graças, e que lucro poderás tirar em pouco tempo de tuas comunhões, se, todas as vezes que tiveres a dita de a fazer, tiveres o cuidado de te mortificar em alguma coisa e de te corrigir já de uma falta, já de outra. 

Da Comunhão Frequente 

Aqui naturalmente apresenta-se uma questão. De onde vem, dir-me-ás, que tendo a ventura de tantas vezes receber a Santa Eucaristia, não reconheço tornar-me melhor? De onde nasce o eu não fazer, ao que me parece, progresso algum na virtude e fico sempre a mesmo? Temo fazer comunhões tíbias; temo comungar vezes de mais, etc. 

1.° De primeiro respondo que, quando comungues com permissão do confessor e por obediência, deves estar tranquilo sobre o número das tuas comunhões; se preciso fora diminuir este número a ele competiria fazê-lo, como juiz que é do teu progresso na virtude. Digo em seguida com o Padre Rodrigues que se o frequente uso da comunhão nem sempre opera em nós o fruto que era de esperar operasse, provém isto de falta nossa. É que algumas vezes não nos preparamos como é mister, e nos aproximamos do altar quase só por costume e como que por demais. Comunga-se porque os outros também comungam e se está no costume de comungar; não se pensa em antes no que se vai fazer, ou não se põe nisso suficiente atenção, e é isto o que faz com que tiremos tão pouco fruto. 

2.° Também nasce muitas vezes o mal de nos deixarmos ir voluntariamente aos pecados veniais, porque duas sortes há de pecados veniais; uns, em que inadvertidamente e por negligência caímos, outros que cometemos voluntariamente e de propósito deliberado. Os pecados de advertência nenhum impedimento trazem à graça do sacramento; mas os veniais voluntários são-lhe um grandíssimo obstáculo. 

3.° Digo que muitas vezes pode acontecer não sentirmos em nós os efeitos admiráveis da santa comunhão sem que nisso haja falta da nossa parte e sem que deixemos de colher o seu fruto na nossa alma. Aqui é o mesmo que na oração, sobre a qual muitos fazem semelhante questão; porquanto, posto que não sintamos as doçuras e consolações que desejáramos e que muitas vezes podem ser sentidas, isso não impede que sempre venhamos a tirar dela um grande fruto. Um doente, nenhum gosto acha ao alimento que toma; contudo, este, não deixa de o sustentar e fazer-lhe bem. Estas doçuras e consolações sensíveis são graças que Deus dá como lhe apraz; e quando dela priva os seus servos, é para os provar, para os humilhar e por este modo tirar outras vantagens e outros bens, cujo conhecimento só lhe toca. 

4.° Enfim também deve ser por lucro contado não somente o fazer progresso, mas ainda o não cair nem recuar. Não são menos de estimar os remédios que impedem as doenças que os que fortificam a saúde; e note-se bem isto porque é um grande motivo de consolação para os que não experimentam tão sensivelmente o fruto que deste divino sacramento auferem. Ordinariamente se vê que os que dele com frequência se aproximam vivem no temor de Deus, e passam anos inteiros, alguns toda a sua vida sem caírem em pecado mortal. 

É este dos efeitos do Santíssimo Sacramento, impedir que caiamos em pecado mortal… De sorte que, embora recebendo-o não sintamos esse fervor de devoção nem essas inefáveis doçuras que talvez outrora experimentamos, e em seguida em vez desse ardor e prontidão que alguns têm para o bem, nós só encontremos securas e tibieza, nem por isso deixamos de tirar o nosso fruto. Se, com comungar frequentemente, caímos em algumas faltas, em muito maiores cairemos se da comunhão nos apartamos, etc., etc. 

Dir-me-ás tu agora: Então as almas imperfeitas podem comungar frequentemente? 

Eis, a resposta que te dá um autor tão piedoso como o sábio, o Padre Vaubert, da Companhia de Jesus. Dois grupos de cristãos imperfeitos cumpre distinguir; os que querem viver nas suas imperfeições, e os que anseiam sair delas. Ouso dizer que aqueles se expõem a ser punidos da sua frouxidão; porque, segundo Taulero, o desejo de agradar a Deus, e no sentir de São Francisco de Sales, o desejo de o amar, de virem a ser melhores, de tender eficazmente à perfeição deve ser o principal motivo de todas as nossas comunhões. E para que é recorrer ao médico quando se não quer ser curado? Mas os que sinceramente querem sair das suas imperfeições e que por isso fazem tudo o que está em seu poder, nunca poderiam comungar vezes demais, com tanto que todas as vezes vão com as disposições atuais de que são capazes, e que requer estes sacramentos. A razão é evidente, porque, segundo os Padres da Igreja, tantas vezes se pode comungar, quantas a comunhão nos pode ser útil. Toma todos os dias, nos dizem, o que todos os dias te pode ser útil. Ora um cristão que está em estado de graça e se prepara segundo as suas posses, sem que este frequente uso da Eucaristia em nada diminua o respeito e a devoção com que dele se deve aproximar; um cristão, digo, deste caráter tira proveito da comunhão e é de todos o mais infalível meio para chegar à perfeição a que supomos aspirar. Deve pois comungar amiúde, e ainda todos os dias se o seu confessor o permite. 

Escuta sobre este ponto São Francisco de Sales: Se te perguntarem os mundanos porque é que tantas vezes andas a comungar diz-lhes que duas sortes de pessoas devem comungar frequentemente: os perfeitos porque estando bem dispostos grande mal fariam em não se aproximarem do manancial e fonte da perfeição: e os imperfeitos para justamente aspirarem à perfeição; os fortes para que não venham a enfraquecer, os fracos para se tornarem fortes; os doentes para que sejam curados, os sãos para não caírem doentes; e tu como imperfeito, fraco e doente, tu tens necessidade de comungar muitas vezes, com a tua perfeição, a tua força e o teu médico. Diz-lhes que os que não têm muitos negócios mundanos a tratar devem comungar muitos vezes, pois têm comodidade para o fazer: que os que estão cheios de trabalhos mundanos também devem, porque disso têm necessidade, que para quem mais trabalha mais sólidas e frequentes devem ser as comidas. Diz-lhes que recebes o Santíssimo Sacramento para aprender a bem o receberes, porque nunca se chega a fazer uma coisa sem a exercitar muitas vezes. Comunga muitas vezes, e as mais vezes que puderes, com consentimento do teu pai espiritual; e acredita-me, de inverno as lebres tornam-se brancas nas nossas montanhas, à força de só verem e comerem neve, e à força de adorar e comer a beleza, a bondade e a pureza mesma neste divino sacramento, tornar-te-ás toda bela, toda boa, e toda pura”. 

Poder-se-á dizer algo mais consolador às almas ainda imperfeitas, mas que têm um grande desejo da sua perfeição? Poder-se-á dizer algo mais estimulante para as excitar a comungar muitas vezes com uma humilde confiança?

 

 
Impressionante atitude de uma menina Imprimir e-mail

 

IMPRESSIONANTE ATITUDE DE UMA MENINA

 

Joei era uma menina que as Irmãs de Caridade encontraram abandonada pelos pais nas margens do Rio Amarelo, da Grande China.

Estava esta criancinha a morrer de fome e de frio, quando as Irmãs a levaram para o hospital. Logo que a vestiram e alimentaram, dando-lhe leite quente, começou a pequenina a recobrar a vida e a saúde.

Foi batizada e começou a conhecer a Deus e a aprender as coisas do céu.

Andava já pelos oito anos e gostava de assistir à catequese com as crianças que se preparavam para a primeira comunhão.

Mas a sua memória não acompanhava o seu coração e quando o missionário foi examiná-la, disse-lhe de que não seria admitida à primeira comunhão enquanto não soubesse melhor a doutrina.

Mas esta ordem não deixou a menina indiferente. Pelo contrário, daquele dia em diante notou-se uma mudança extraordinária no comportamento da menina: em vez de brincar, como antes, com as crianças da sua idade, Joei começou a passar os tempos de recreio na capela, aos pés de Jesus.

Um dia, estando Joei diante do Santíssimo, o Padre aproximou-se dela, devagarinho, e ouviu que ela repetia com frequência o nome de Jesus.

— Que é que fazes aí?

— Estou a visitar o Santíssimo Sacramento.

— A visitar o Santíssimo?  Tu nem sabes quem é o Santíssimo…

— É o meu Jesus, respondeu Joei.

— E que pedes tu a Jesus?

Então, com as mãos postas e sem levantar a cabeça, com lágrimas nos olhos, respondeu com indizível doçura:

Peço a Jesus que me dê Jesus.

E o missionário, comovido, deu à pequena Joei licença para fazer a sua primeira comunhão.

 
Com Deus não se brinca Imprimir e-mail

Com Deus não se brinca.

 

O que pode acontecer àqueles que recebem a Santíssima Eucaristia estando em pecado

 

Deus é Misericórdia, mas é também Justiça. Ele pune com severidade os pecadores obstinados.

Conta a História Sagrada no I Livro dos Reis de como os Filisteus, atemorizados por tremendos castigos, resolveram devolver a Arca Santa aos Judeus.

Durante o regresso a Arca ficou por algum tempo entre os Betsamitas que fizeram grande festa por tão insigne acontecimento; mas alguns mais curiosos, desejando conhecer o que havia dentro da Arca, abriram-na.

Esta falta de respeito, para nós tão insignificante, custou a vida a mais de cinquenta mil pessoas, fulminadas repentinamente pela ira divina enquanto o povo gritava:

Quão terrível é a presença de um Deus tão poderoso e santo!

D. — Pelo que vejo, Padre, com Deus não se brinca.

M. — De facto, é como vês.

E se tivéssemos verdadeira fé quando vamos comungar, deveríamos proclamar as mesmas exclamações diante de Jesus realmente presente na Santíssima Eucaristia; mas, ao contrário, quantos betsamitas existem ainda hoje que se dizem cristãos, e vão alegres e desejosos de ver e receber Jesus Cristo, mas não fazem o que devem para honrá-Lo dignamente.

Não conseguem ver as purulentas feridas da própria alma, por estarem atolados na matéria, no sensualismo, no egoísmo.

Não advertem que, cometendo sempre as mesmas faltas e permanecendo sempre nos mesmos defeitos sem vontade de se corrigir; aproximando-se temerariamente daquele insondável Mistério do qual a Arca era uma simples imagem, convertem o remédio em veneno, e vão buscar a morte à fonte da vida.

No segundo livro dos Reis encontramos o seguinte episódio:

O rei David mandou transladar a Arca para a cidade onde ele residia no meio de grandes e jubilosos festejos do povo.

Para isso colocaram-na num carro de bois, ricamente adornado para tal fim.

Sucedeu, porém, que os bois a certo ponto pararam e aos coices fizeram a Arca tombar de um lado.

Um levita, que ia ao lado do carro, levantou a mão para sustê-la. Imediatamente a ira divina fulminou-o e o levita caiu morto no mesmo lugar.

D. — Coitado! Então, o que é que havia na Arca?

M. — Na Arca Santa, além das tábuas da Lei e a vara de Arão, havia um vaso com Maná, símbolo da Eucaristia.

Isto serve para nos advertir que não devemos consentir que almas indignas recebam o adorável Sacramento da Eucaristia.

São Paulo recorda esta semelhança da Eucaristia com a Arca santa, quando diz que nos primeiros tempos da igreja eram castigados muitos cristãos com enfermidades e até com a morte por se terem atrevido a comungar indignamente.

D. — Atualmente não temos exemplos de semelhantes castigos?

M. — Temos muitíssimos.

Ouça o seguinte: Uma menina de dezasseis anos tinha passado a noite a dançar. Na manhã seguinte foi atrevidamente comungar para encobrir a sua falta perante o pároco e as suas colegas.

Pobrezinha! Apenas voltou ao banco, sentiu um calafrio e um desarranjo interno seguidos de vómitos que a fizeram lançar fora a sagrada Partícula e tudo quanto tinha ingerido e por fim até as próprias entranhas.

Só se pode servir a um Senhor

D. — Coisa horrível! Com Deus verdadeiramente não se brinca. Por isso procurarei comungar sempre dignamente, com o maior respeito e reverência a tão grande Sacramento.

M. — Muito bem! Esse é o propósito que todos deveriam fazer. Comungar sempre com as devidas disposições possíveis, com os melhores sentimentos de piedade e devoção de que é capaz.

D. — E que hão de fazer os que mesmo querendo não conseguem ter essa piedade e devoção?

M. — Para muitos será suficiente a fé interna e os esforços que fazem para manter-se em graça; outros suprem essa falha com o cuidado em evitar as faltas veniais.

O que Jesus detesta são os desgraçados maliciosos, os indiferentes, tíbios e, sobretudo, os que pretendem servir a dois senhores, ser cristãos ou  pagãos, crentes e liberais, bons e maus, castos e desonestos.

D. — Aqueles enfim, que cantam para espantar os próprios males, não é, Padre?

M. — Isso mesmo: Mas chegará o dia da Justiça Divina.

Dia em que lhes será tolhida a venda dos olhos e aparecerão claros todos os sacrilégios cometidos.

Que confusão e vergonha não experimentarão todos os que profanaram a Pessoa adorável de Jesus Cristo na Eucaristia.

Agora Jesus oculta-se e permanece caladinho, mas naquele dia aparecerá em todo o seu poder e majestade como um Juiz rigoroso.

D. — Basta, basta, Padre, já estou com medo…

M. — Oxalá ficassem com medo todos os indignos, os traidores, os miseráveis sacrílegos… Jesus na sua infinita bondade lhes conceda conhecimento, temor e conversão.

Fonte: Retirado do livro “Comungai bem” do Rev. Pe. Luiz Chiavarino.

 
Por que é que Jesus se esconde na Eucaristia? Imprimir e-mail
 Por que é que Jesus se esconde na Eucaristia?    

Jesus ama-nos tão radicalmente, na Eucaristia, que se submete a nós em tudo 

Muitos ficam angustiados, porque Jesus esconde a Sua glória na Eucaristia, mas Ele precisa de fazer isso para que o brilho da Sua majestade, como o rosto brilhante de Moisés, não ofusque a nossa vista, impedindo-nos de chegar a Ele. 

Ele esconde também as Suas virtudes, porque, se a víssemos, ficaríamos humilhados e, quem sabe, desesperados por nunca poder atingir tal perfeição. Tudo para nos podermos achegar a Ele sem medo.

 Jesus desce até ao nada, na hóstia consagrada, para que desçamos com Ele e sintamos profundamente o que Ele disse: “Vinde a mim. Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. 

Amor de Deus revelado na Eucaristia por nós 

Por isso, podemos chegar a Jesus com toda a confiança, porque Ele já retirou todos os obstáculos para chegarmos a Ele; e espera que não sejamos nós a colocar esses empecilhos com os nossos medos e escrúpulos. 

Jesus ama-nos tão radicalmente, na Eucaristia, que se submete a nós em tudo. Ele desce do Céu logo que o sacerdote pronuncia as palavras da consagração. Ele obedeceu silencioso aos Seus carrascos e está pronto novamente para receber o beijo dos novos Judas por amor a nós. 

Na Eucaristia, perpetua-se a Paixão do Senhor. Ali, Ele a vê renovada diariamente. Por vezes, Ele é traído pela apostasia, crucificado pelo vício, flagelado pelas ingratidões e pecados; e, muitas vezes, Jesus renova o Seu Calvário nos corações que O recebem em pecado mortal ou com indiferença. 

Escondido no sacrário, Ele continua a dar combate ao velho orgulho com as armas da humildade. O sacrário é a nossa escola. Dali, Jesus diz: “Aprendei a esconder as boas obras, as virtudes e sofrimentos como eu”. O Rei da Glória rebaixa-se ao mais baixo grau da humildade para nos deixar o Seu exemplo. 

Este estado humilde e escondido de Jesus anima a nossa fraqueza, dá-nos coragem de Lhe falar sem receio e contemplá-Lo. Se nem mesmo conseguimos olhar para o sol do meio-dia, quanto mais poderíamos contemplar a Glória do Rei do Universo! “Deus é um fogo consumidor”, disse Moisés. Não é possível contemplar a Sua glória e continuar vivo. A nossa natureza humana não está preparada para a ver. Os apóstolos não puderam suportar o brilho de apenas um raio da Sua glória na transfiguração do Monte Tabor. E tem mais, não foi o Tabor que converteu o mundo, foi o Calvário. O amor manifesta-se e opera não pela glória, mas na bondade e humildade. 

O véu eucarístico foi colocado também para fortalecer a nossa fé. Crer no Senhor, ali presente, é um ato do espírito desprendido dos sentidos. 

O escondimento de Jesus sob o véu eucarístico é um bom incentivo para penetrarmos na Verdade escondida e descobrir os tesouros ali escondidos. Assim, neste exercício espiritual, dilatam-se os desejos da nossa alma, que vão descobrindo, sem se cansar, uma beleza sempre antiga e sempre nova. E Jesus vai se manifestando gradualmente à nossa alma, na medida da nossa fé e do amor para com Ele. 

A Eucaristia é um verdadeiro Céu escondido, um Céu Eucarístico 

Ao subir ao Céu, na Ascensão, Jesus tomou posse da Sua glória e foi preparar-nos um lugar. Mas para nos ajudar a esperar com paciência e perseverança o Céu da glória, Ele deixou entre nós esse Céu antecipado. Ora, o Céu é onde está Deus, e Ele está na Eucaristia; com Ele todos os anjos e santos. Assim, Ele baixou o Céu à Terra. Ao comungar, recebemos não só Jesus na alma, mas também o Reino de Deus. Somos os súbditos que têm a honra de hospedar a Sua Majestade e toda a Sua corte. 

O amor manifesta-se em bondade e humilhação, escondendo-se, aniquilando-se; rejeita a glória e os aplausos, oculta-se e desce. Assim fez Jesus ao encarnar; assim Ele fez na gruta de Belém, no silêncio de Nazaré, na tentação do deserto, no Calvário; e, por fim, na Eucaristia. 

Na verdade, o Sacrário é um novo Tabor, no qual Jesus se transfigura, não diante dos olhos do corpo, mas aos olhos da fé. Nesta montanha, não devemos procurar a felicidade sensível, mas as lições de santidade que Ele nos dá pelo seu aniquilamento.
 
Condições espirituais para receber a Eucaristia Imprimir e-mail
 Condições espirituais necessárias para receber a Eucaristia     

 Muitos, antes de receberem a Eucaristia, já se perguntaram: “Tenho eu as condições espirituais necessárias para receber a Eucaristia?” Ao nos aproximarmos para receber a Sagrada Comunhão, é necessário que haja, na nossa alma, uma pré-disposição interior para tal graça a ser acolhida no nosso interior. O Concílio Ecuménico de Trento prescreve que a Eucaristia seja proposta aos fiéis “como antídoto, que nos liberta das culpas diárias e nos preserva dos pecados mortais”.  Todo o antídoto tem por finalidade combater algum tipo de veneno mortal. Na vida cristã, o veneno que nos pode fazer morrer espiritualmente é o pecado. Portanto, cada um deve examinar-se a si mesmo, a sua vida e consciência, acerca dos pecados cometidos e verificar se não há pecados graves que necessitem de ser confessados. Caso não haja a oportunidade de se confessar, desde que haja um motivo grave para tal, deve-se fazer um ato de contrição, que inclua o propósito de se confessar quanto antes.  Ao se aproximar da sagrada mesa eucarística, é necessário que o fiel tenha consciência e discernimento pleno do seu ato. Não é raro pessoas comungarem sem as devidas condições espirituais. Em todo o caso, que cada um se examine a si mesmo.  A comunhão eucarística é para os pecadores, já que os santos não precisam de comungar por estarem na plenitude da graça. No entanto, mesmo a Eucaristia tendo como destinatário pessoas pecadoras, é preciso que haja o discernimento necessário para a receber ativa, consciente e frutuosamente.  Hoje, vivemos numa sociedade religiosa dos extremos! Para algumas pessoas, nada é pecado. Tudo é livre! Tudo é permitido! Há ainda um outro grupo de pessoas que consideram tudo pecado. São dois extremos perigosos. É preciso o justo equilíbrio.  Uma das maneiras de demonstrarmos reverência à Sagrada Eucaristia é aproximarmo-nos para a receber em estado de graça, livres de todos os pecados mortais.  Dentre as inúmeras condições espirituais necessárias para receber a Eucaristia, a nossa reverência e como nos aproximamos da sagrada comunhão também se revestem de outras atitudes, como o modo como nos vestimos, o nosso caminhar, a nossa participação ativa e consciente nos ritos litúrgicos do Sacrifício da Missa. 

I

mportante também é o fiel, após comungar, fazer a sua ação de graças no momento propício. Aquele momento não é apenas um espaço isolado dentro da liturgia eucarística, mas sim um tempo oportuno que convida à intimidade com o Senhor Jesus Cristo, que em nós faz a sua morada.  Ao celebrarmos bem cada momento da liturgia do Santo Sacrifício da Missa, estaremos, desde o seu início, a preparar-nos adequadamente para receber a comunhão eucarística com todos os frutos espirituais que desejamos que em nós se realizem plenamente.

 

 
ACÇÃO DE GRAÇAS DEPOIS DA MISSA E DA COMUNHÃO Imprimir e-mail

 

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Conversando com Jesus

1. Obrigado, Jesus, pela Santa Missa e pela Comunhão.
Que bom que és e quanto me amas!
Eu Te adoro e Te amo. Quero amar-Te mais, muito mais.
Ajuda-me, porque, às vezes, me esqueço de Ti,
e outras vezes, sou vencido pela tentação e pela maldade.

2. Na Santa Missa renovaste o Teu Sacrifício do Calvário.
Outra vez, do mesmo modo que quando morrias cravado na Cruz,
ofereceste-Te ao Pai do Céu pela minha salvação e pela de toda a gente.
És o meu Redentor e continuas a querer salvar-me.
Obrigado, Jesus. Quero que Tu me salves.
Não permitas que me afaste de Ti pelo pecado.
Jesus, sê o meu Salvador.

3. O pão e o vinho, pelas palavras da Consagração,
converteram-se – a transubstanciação –,
no Teu próprio Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Isto quer dizer que,
na Sagrada Hóstia e no Cálice, estás vivo e és Deus e Homem de verdade,
ainda que os meus olhos Te não vejam.
Creio Senhor, neste Mistério de Fé.
Adoro-Te; amo-Te.
Quando comungo, posso dizer com alegria: Deus está comigo; e eu estou com Deus.

4. Quero estar sempre conTigo, Jesus; porque Tu me amas e eu quero amar-Te.
Quero trazer-Te sempre no meu coração para ter a Tua força
e conseguir ser-Te fiel em tudo.
Necessito especialmente da Tua força para viver com delicadeza e fortaleza
a virtude da santa pureza que tanto Te agrada.
Dá-me a fortaleza dos mártires, para ser valente perante a tentação impura,
para vencer as minhas más inclinações.
Antes morrer do que pecar. Se Tu estás comigo, ser-Te-ei fiel.

5. Falar-Te-ei agora de pessoas que muito estimo, para que Tu as abençoes
e lhes dês aquilo de que necessitam.
Jesus, Tu sabes melhor do que eu aquilo que hoje e agora, mais convém a cada um.
Dir-Te-ei os seus nomes: os meus parentes...; amigos...; benfeitores...;de modo especial...;
Lembro-Te também os doentes...

6. Tenho, além disso de Te falar de mim mesmo e do que vai enchendo a minha jornada diária: do meu trabalho, do meu estudo, um projecto, a minha atenção e dedicação ao próximo: talvez um sofrimento, uma preocupação, um desgosto; ou uma alegria, uma boa notícia, uma vitória; ainda de um propósito que devo cumprir hoje; de uma inspiração sobre o que Deus me pede. Diz-me, Senhor, que queres de mim?
Dir-Te-ei com a Santíssima Virgem: "Que se faça" - que se vá fazendo - em mim a Tua Vontade.

 

Louvores

Meus Deus, como és Santo, e admirável e bom!
És o Senhor de todo o Universo.
Os Teus pensamentos estão acima dos pensamentos dos homens.
O Teu poder é maior do que todos os poderes da terra.
O Teu amor é mais forte e mais profundo do que o que pode compreender o meu coração.
Admiro-Te, submeto-me a Ti. Adoro-Te com profunda reverência.
Dou-Te graças por tudo.
Quero amar-Te mais e mais, a Ti, meu soberano Deus e Senhor.
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal. Livra-nos, Senhor, de todo o mal.

 

Invocações

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro das vossas Chagas, escondei-me.
Não permitais que de Vós me separe.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
E mandai-me ir para Vós,
para que Vos louve com os Vossos Santos,
por todos os séculos. Ámen.

 

Adoro Te Devote

Adoro-Te com amor, Deus escondido,
Que sob estas espécies és presente,
Dou-Te o meu coração inteiramente
Em Tua contemplação desfalecido.

A vista, o tacto, o gosto nada sabem.
Só no que o ouvido sabe se há-de crer.
Creio em tudo o que o Filho de Deus veio dizer.
Nada mais verdadeiro pode ser
Do que a própria Palavra da Verdade.

Na Cruz estava oculta a divindade,
Aqui também o está a humanidade.
E contudo, eu creio e o confesso,
Que ambas aqui estão na realidade,
E o que pedia o bom ladrão, eu peço.

Não vejo as chagas, como Tomé.
Mas confesso-Te, meu Deus e meu Senhor,
Faz-me ter cada vez em Ti mais fé,
Uma esperança maior e mais amor.

Ó memorial da morte do Senhor!
Ó vivo pão que ao homem dás a vida!
Que a minha alma sempre de Ti viva!
Que sempre lhe seja doce o Teu sabor!

Ó doce pelicano! Ó bom Jesus!
Lava-me com o Teu sangue, a mim, imundo,
Com esse sangue do qual uma só gota
Pode salvar do pecado todo o mundo.

Jesus, a Quem contemplo oculto agora,
Dá-me o que eu desejo ansiosamente:
Ver-Te, face a face, na Tua glória
E na glória contemplar-Te eternamente. Ámen.

 

 

 
São Domingos e a Eucaristia Imprimir e-mail

 

São Domingos e a Eucaristia

 

S. Domingos levantava-se cedo, ou antes, descansava pouquíssimo, depois de passar o dia em duros trabalhos. A pé, de cidade em cidade, percorria o país, pregando e confessando. Ao fim dum dia trabalhoso, aproveitava a noite para receber a recompensa do seu trabalho. Passava-o junto do altar, em doce intimidade com Jesus, conversando com Ele, e enchendo o coração com o amor de Jesus. Eis o segredo da força prodigiosa que usava nos seus trabalhos.

Às vezes o corpo exausto não podia resistir mais e, como S. João reclinou a cabeça no peito de Jesus, assim S. Domingos encostava a cabeça ao altar, àquele altar que encerrava o seu Senhor, no mais tranquilo repouso, como a criança que descansa reclinada no seio materno. Pouco descanso lhe era necessário ao corpo. A alma de Domingos, insaciável sempre das delícias do amor divino, continuava a conversa interrompida com o seu Senhor. Passava horas encantadoras na Sua presença.

No dia seguinte rezava Missa e muitas vezes o seu espírito absorto na contemplação de Deus Sacramentado, levantava-o no ar, extático, à vista de todos os presentes.

 

E nós?

Está ao nosso alcance poder gozar da mais profunda consolação ao pé do altar.

Lá está Deus, lá está Jesus. Ele espera-nos. Vê-nos, ouve-nos, quer dar-nos tudo e dar-se-nos. Para que está lá? Para nos receber e consolar.

S. Afonso de Ligório diz que Deus nos ouve em toda a parte, mas que ao pé do altar infunde nos nossos corações graças especialíssimas de luz, consolação, coragem, paz, esperança.

Poucos momentos ali, valem horas noutra parte.

 
Benefícios da Eucaristia para a vida interior Imprimir e-mail

Os benefícios da Eucaristia, para a vida interior  

Incontáveis são os benefícios da Sagrada Eucaristia para uma vida interior em Deus. Identificar esses favores, nos tornam pessoas melhores e mais comprometidas com o Evangelho.

O Catecismo da Igreja diz que “a Eucaristia é o memorial da Páscoa de Cristo, isto é, da obra da salvação realizada pela Vida, Morte e Ressurreição de Cristo, obra tornada presente pela acção litúrgica” (CIC 1409).

Na Eucaristia, somos convidados a participar da graça que esse sacramento nos confere: a salvação em Jesus Cristo pelo Mistério Pascal, que também nos conduz para outros benefícios no nosso interior.

Alguns benefícios da Eucaristia, para uma vida interior:

Eucaristia e silêncio

O Papa Francisco afirmou que é preciso “guardar um pouco de silêncio para escutar a Deus, que nos fala com a ternura de um Pai e de uma Mãe”. Pois, para ouvir essa voz terna, é imprescindível um caminho de vida interior.

Diante de um mundo informatizado, com avanços tecnológicos e de rápidas transformações, constata-se que o homem se tem perdido, muitas vezes, no activismo, na busca frenética por status, posição, poder e tantas outras realidades, que o faz olhar mais para o exterior do que para o seu interior. Assim, percebe-se o descuido com o silêncio que nos leva à interioridade, que não é simplesmente parar de falar ou evitar ruídos, mas uma postura profunda de quem quer ouvir Aquele que muito nos tem a falar.

Na Eucaristia, somos provocados a ouvir o Senhor no silêncio do nosso coração, porque Ele quis fazer morada em nós. Com isso, na vida interior, vale recordar o que dizia Santo Agostinho, que “Deus está acima do que em mim há de mais elevado, e é mais interior do que aquilo que eu tenho de mais íntimo”. Imaginemos, portanto, a intimidade que temos ao entrarmos em comunhão com o Corpo e Sangue de Jesus, pois, o íntimo do nosso interior acolhe Aquele que nos é mais íntimo do que nós somos de nós mesmos.

“A seguir, tomou o pão, deu graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: ‘Isto é o meu corpo, que é dado por vós’” (Lucas 22,19). Jesus, na Última Ceia com os seus discípulos, dá-nos o Seu próprio Corpo e Sangue.

Eucaristia e oração

Jesus mostrou sempre o caminho da oração. Por várias vezes, Ele retirou-se para estar com o Pai, como é narrado no Evangelho, que, logo após a primeira multiplicação dos pães, Ele “subiu à montanha, a sós, para orar. Anoiteceu, e Jesus continuava lá sozinho” (Mateus 14, 23). Assim, na vida interior em Deus, é importante compreendermos que a oração é “a elevação da alma a Deus ou o pedido a Deus dos bens convenientes” (CIC 2559). Ou seja, orar é colocar-se na presença do Senhor, é estar, ouvir, falar e deixar-se envolver por Ele.

Assim, a participação na Eucaristia beneficia-nos na vivência interior da oração, pois a alma eleva-se diante de um Deus que é próximo. Esta experiência acontece num espaço concreto e real, que é na Igreja, pois “a Eucaristia é o coração e o cume da vida da Igreja, porque nela Cristo associa a sua Igreja e todos os seus membros ao seu sacrifício de louvor e de acção de graças, oferecido ao Pai uma vez por todas na cruz; por este sacrifício, Ele derrama as graças da salvação sobre o seu corpo, que é a Igreja” (CIC 1407).

Assim, na Eucaristia, somos beneficiados com o melhor lugar para nos encontrarmos com Deus, o nosso coração. Que bom será quando todos tiverem a clareza de Santa Teresinha do Menino Jesus, que diz: “A oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria” (CIC 2558). Pois oração na vida interior tem como reflexo: o amor e a alegria.

Eucaristia e a santificação

São João Paulo II, na sua Encíclica “A Igreja vive da Eucaristia”, diz: sendo assim, os que vivem na Eucaristia caminham na Igreja num processo de santificação e de profunda vida interior, porque, a Eucaristia é fonte de santidade e vida.

A Bíblia ensina em I João 2,6 que “aquele que afirma permanecer n’Ele deve viver como Ele viveu”, porque viver como Jesus, pensar como Jesus, falar como Jesus é buscar ser semelhante a Ele. Assim, seguir os passos de Cristo só é possível por Sua graça, já que “tudo o que Cristo viveu foi para que pudéssemos viver n’Ele e para que Ele vivesse em nós. Nós somos chamados a ser uma só coisa com Ele; Ele faz-nos partilhar (comungar), como membros do seu corpo, de tudo o que Ele, por nós e como nosso modelo, viveu na sua carne” (CIC 521). Portanto, façamos a nossa parte e estejamos unidos a Cristo na Eucaristia, em comunhão com o Seu Corpo e Sangue que nos santifica.

Os benefícios de santificação pela Eucaristia são diários, já que, “tendo Cristo passado deste mundo ao Pai, dá-nos na Eucaristia o penhor da glória junto dele: a participação no Santo Sacrifício nos identifica com o seu coração, sustenta as nossas forças ao longo da peregrinação desta vida, faz-nos desejar a vida eterna e une-nos já à Igreja do céu, à Santíssima Virgem e a todos os santos” (CIC 1419).

Portanto, Jesus, pela Sua Paixão, Morte e Ressurreição deu-nos a salvação para que possamos, assim, alcançar todos os benefícios que a Eucaristia nos concede diariamente ao participarmos de tão grande mistério de doação total de Deus ao homem, para vivermos uma verdadeira vida interior que dê frutos de santidade.

 
Como rezar na elevação da Hóstia e do Cálice Imprimir e-mail

A CONSAGRAÇÃO DO PÃO E DO VINHO

COMO REZAR DURANTE A ELEVAÇÃO DA HÓSTIA E DO CÁLICE

NA SANTA MISSA.

Imediatamente depois da consagração, o sacerdote procede à elevação das santas espécies, cerimónia sublime, prescrita pela santa Igreja, para que o povo possa gozar e aproveitar, mais perfeitamente, da presença real do divino Salvador.

Oh! que júbilo para o céu! Que fonte de salvação para a terra! Que refrigério para as almas do purgatório! Que terror para o inferno! Nesta elevação, se oferece o dom mais precioso que possa ser apresentado ao Altíssimo! Sabes sob que forma a santa humanidade de Jesus é oferecida ao seu Pai, pelas mãos do sacerdote? Esta humanidade que é a imagem, muito perfeita, da Santíssima Trindade, jóia única dos tesouros celestes e terrestres.

É oferecida debaixo de várias formas, porque entre as mãos do sacerdote, o Verbo encarna-se novamente, nasce de novo e sofre a Paixão; o suor de sangue, a flagelação, a coroação de espinhos, a crucificação, a morte... oh, que emoção para o coração do Pai eterno, durante esta elevação de seu Filho predilecto!

Entretanto, o sacerdote não é o único a expor Jesus Cristo aos olhos de seu Pai, o próprio Salvador se expõe: "À elevação, vi Jesus Cristo apresentar-se a seu Pai e oferecer-se de uma maneira que ultrapassa toda a compreensão", refere Santa Gertrudes no seu "Livro das Revelações". Mas, se não podemos fazer ideia deste encontro do Pai com o Filho, a fé deve nos levar a uma oração muito mais fervorosa no momento em que se realiza".

São Boaventura convida o sacerdote e os fiéis a dizerem então, ao Pai celeste: "Vede, ó Pai eterno, vede o vosso Filho, que o mundo inteiro não pode conter e tornou-se nosso prisioneiro. Não o deixaremos ir sem que nos tenhais concedido o que Vos pedimos em seu nome: o perdão dos nossos pecados, o aumento da graça, a riqueza das virtudes e alegria da vida eterna".

O sacerdote, ao mostrar a sagrada Hóstia, poderia ainda dizer ao povo:
"Eis cristãos, o vosso divino Salvador, o vosso Redentor. Olhai-o com fé viva e derramai os vossos corações diante dele em ardentes súplicas. Bem-aventurados os olhos que vêem o que contemplais! Bem-aventurados os que crêem, firmemente, na presença de Jesus Cristo, nesta santa Hóstia!" Se adoras assim, asseguras a salvação da tua alma, e poderás repetir com o patriarca Jacob: "Vi a Deus face a face, a minha alma foi salva" (Gen. 32, 30).

À elevação, toda gente deve levantar os olhos para o altar e olhar, com piedade, para o Santíssimo Sacramento. Jesus Cristo revelou a Santa Gertrudes quanto é útil à alma esta prática. "Cada vez, escreve ela, que olharmos para o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, oculto no Sacramento do Altar, aumentamos o grau do nosso mérito para o céu, o prazer, o gozo da vida eterna".


Não te inclines muito, à elevação, para que não te seja impossível ver a sagrada Hóstia.

A santa Igreja também não o deseja; ela prescreve ao sacerdote levantar as santas espécies, alguns instantes, acima da cabeça, a fim de que o povo possa vê-las e adorá-las. A eficácia deste olhar para o divino Salvador foi figurada no antigo Testamento: "Ao povo de Israel, que tinha murmurado contra o Senhor e contra Moisés, mandou o Senhor cobras, cujas mordeduras queimavam como fogo. Muitos, tendo sido feridos, foram ter com Moisés, dizendo: "Pecámos; roga ao Senhor para que nos livre destas serpentes". Moisés fez uma serpente de bronze, colocou-a como sinal, e os que, sendo feridos, olhavam para ela, ficaram curados" (Num. 21, 8).

O santo Evangelho vê, neste facto, um símbolo tocante de Cristo, porque diz: "Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim o Filho do homem deve ser levantado sobre a cruz" (Jo. 3, 14). Se a imagem da serpente de bronze tinha a virtude de curar os israelitas e de os preservar da morte, com maior de razão, a piedosa contemplação do próprio Jesus curará as almas feridas, aflitas e desanimadas.

A fim de tornar muito eficaz este olhar para o divino Salvador, faz actos de fé na sua presença real e no Sacrifício que ele oferece ao seu Pai celeste, por nós, pobres pecadores. Estes actos de fé valer-te-ão uma insigne recompensa. "Bem-aventurados os que não viram e creram" (Jo. 20, 29). Estas palavras podem bem aplicar-se àqueles que têm uma fé viva na presença real de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.

Tendo adorado a Santa Hóstia, faz dela oferta ao Rei celeste. Já expusemos a virtude deste acto; acrescentamos somente a seguinte palavra da Santa Gertrudes:
"A oblação da sagrada Hóstia é a mais eficaz satisfação pelas nossas culpas".

Com isto quer dizer que, pobres pecadores como somos, devemos concentrar todas as forças da nossa alma, para oferecer a Deus a Hóstia santa, a fim de lhe obter o perdão e a misericórdia.

À elevação da santa Hóstia, sucede a do Cálice sagrado, cerimónia igualmente significativa. É então que o precioso Sangue corre, de maneira mística, sobre os circunstantes, como se vê das palavras do missal:
"Isto é o Cálice do meu Sangue, do novo e eterno Testamento: mistério da fé que será derramado por vós e por muitos, para o perdão dos pecados".

Neste momento, recebes a mesma graça como se estivesses, cheio de arrependimento, debaixo da Cruz no Calvário e o precioso Sangue te inundasse. Deus disse, no Antigo Testamento, ao povo de Israel: "Imolai um cordeiro e marcai, com o seu sangue, as portas e os portais; e o Anjo exterminador passará a porta da vossa casa, quando vir este sangue" (Ex. 12, 22). Se o sangue do cordeiro pascal preservou os israelitas dos golpes do Anjo exterminador, mais poderosamente, o Sangue do Cordeiro sem mancha nos protegerá contra a raiva do anjo das trevas que, como um leão rugidor, anda em redor de nós, procurando a quem possa devorar.

Vejamos ainda o que devemos fazer depois da elevação do Cálice.

Seria bom fazer o que faz o sacerdote; pois, o Sacrifício pertence-nos tanto como a ele. Apesar das ofertas reiteradas antes da elevação, o sacerdote continua a oferecer depois.
Nada aliás poderíamos fazer mais agradável a Deus. É por isso que o sacerdote diz, depois de ter posto o Cálice sobre o altar:
Por esta razão, Senhor, nós, vossos servos, mas também o vosso povo santo... oferecemos a vossa augusta Majestade dos vossos dons e dádivas, a Hóstia pura, a Hóstia santa, a Hóstia imaculada, o Pão santo da vida eterna e o Cálice da salvação perpétua".

Sanchez diz destas palavras: "Em toda a Missa, o sacerdote não pronuncia palavras mais consoladoras; pois, nem ele nem o povo poderiam fazer coisa melhor do que oferecer a Deus o augusto Sacrifício". Compreende, portanto, como prejudicas os teus interesses, substituindo esta preciosa oferta pelas tuas pobres e tíbias orações.

Criaturas indigentes que somos, desprovidos de méritos e virtudes, como não nos apoderaríamos, avidamente, de imenso tesouro que podemos apresentar, como sucesso, ao Pai celestial? E este tesouro, Deus no-lo dá em cada Missa, e, com ele, nos entrega todas as suas riquezas, para que as empreguemos em saldar as nossas dívidas. Oferece, pois, a santa Missa, oferece-a ainda, oferece-a sempre.

As pessoas que não sabem ler os excelentes métodos de oferecer o santo Sacrifício, contido nos formulários de orações, podem decorar a oração seguinte:
Meu Deus, eu vos ofereço esta Santa Missa; ofereço-vos o vosso caro Filho, a sua encarnação, o seu nascimento, a sua dolorosa paixão; ofereço-vos o seu suor de sangue, a sua flagelação, a sua coroação de espinhos, a sua via-sacra, a sua crucificação, a sua morte, o seu precioso Sangue. Ofereço-vos, para vossa maior glória e a salvação da minha alma, tudo quanto o vosso caro Filho fez, padeceu, mereceu, e todos os Mistérios que ele renova nesta santa Missa.
Amém.

 
"Novos Judas" Imprimir e-mail
“Novos Judas” – foi assim que Jesus os chamou…A quem?  Um dia uma religiosa da Visitação, em Turim (na Itália), teve uma visão tremenda e impressionante: estava em oração fervorosa diante de Jesus Sacramentado e apareceu-lhe a Sagrada Hóstia deitando gotas de sangue fresco.A visão repentinamente desapareceu, e a freira, encontrou-se no átrio das duas igrejas situadas no começo da praça S. Carlos, e começou a ouvir uma algazarra de vozes dissonantes, blasfêmias e gritos que vinham das ruas laterais… O barulho ia aumentando cada vez mais, por fim uma enorme multidão invade a praça.Ali representavam uma comédia horrorosa e logo a seguir saem precipitadamente em direção ao rio Pó; imediatamente uma grande enxurrada de sangue inunda toda a praça e depois escorre pelas mesmas ruas até se perder no rio, juntamente com aquela gentalha horrível, verdadeiros demónios.A irmã, horrorizada, volta-se para Jesus e exclama: “Ó Jesus, salvai-nos!” E Jesus responde-lhe: “Não tenhas medo, pois a enxurrada já passou. Mas fica a saber que todos esses são os profanadores do meu Sangue Eucarístico. São todos os que nesta cidade eucarística, calcam aos pés a Sagrada Eucaristia, comungando sacrilegamente. São novos Judas que aparecem sempre. Vai e conta a todos o que te mostrei”.Discípulo. — Estou a tremer de medo, Padre, mas… será que isto é verdade?Mestre. — Sim, é um acto autêntico! Há documentos comprobatórios nos arquivos da Igreja e na Cúria de Turim.D. — Será possível que haja tantos Judas?M. — Sim e em todas as classes sociais.D. — E por que é que Jesus Cristo, sendo Deus não previu estes abusos?M. — Ele previu, mas instituiu a Comunhão e o Sacerdócio, pois sabia também que muitos comungariam digna e santamente, prestando-lhe grande honra e grande amor, e sabia também que sem a comunhão muitos cristãos não conseguiriam manter-se fiéis e constantes na fé.D. — Então Jesus Cristo, ao instituir a Santíssima Eucaristia, preferiu o nosso proveito, à custa de ser desprezado?M. — Sim, Jesus preferiu o nosso proveito à custa de Ele ser desprezado. Jesus é a infinita bondade e misericórdia. Faz como a mãe que se deixa arranhar pelo filhinho e depois quase o come com tantos beijos; ou como a outra que, apesar de ser desprezada pelo filho, continua amá-lo e a atendê-lo em tudo. Jesus é sempre o Divino Mestre, amante, paciente, resignado, indulgente.D. — Mesmo assim, acho que Jesus não deveria permitir tantos sacrilégios.M. — A tua opinião e juízo são demasiado curtos e terrenos; o de Jesus é muito diferente. Mais alegria e felicidade experimenta Ele quando uma alma comunga bem, do que a amargura que lhe podem causar todos os sacrilégios de todos os tempos. É como o sol, que espalha os seus raios sobre todas as imundícies da terra, e a enche de luz, vida e calor. É como aquela mãe que se sente feliz e contente com os carinhos de um bom filho, e triste com os desgostos que lhe dão os maus filhos.D. — Oh! Jesus é tão bondoso e é tão mal correspondido.M. — Jesus é infinitamente bom. Por isso tantos abusam da sua bondade. Mas, ai dos ingratos e dos traidores!D. — Serão terríveis os seus castigos?M. — Sim, terríveis, e bem merecidos. Não haverá desculpas para eles; as palavras de Jesus são eternas e infalíveis: “Quem come indignamente a minha carne, come a própria condenação”.D. — Então, ai dos que fazem sacrilégios! M. — Sim, esses são mesmo muito infelizes…
 
A Minha Carne é verdadeira comida Imprimir e-mail

A MINHA CARNE É VERDADEIRA COMIDA…

 

Muitas pessoas encontraram o Senhor Vivo nas suas vidas através da Sagrada Eucaristia. Se olharmos para a história, podemos ver pessoas notáveis que viveram apenas da Eucaristia como o seu pão diário.

Alguns nomes:

 

S. Nicolau de Flue da Suíça (1417-1487)

Nasceu no seio de uma boa família católica na Suíça. Era casado com Dorothy e tinham dez filhos. Aos cinquenta anos de idade ouviu uma voz interior que lhe disse: "Deixa tudo e segue-me. Deus cuidará de ti". Ele deixou tudo e todos, descalço, vestido com um roupão comprido de fabrico grosseiro, sem dinheiro nem provisões, segurando um terço na mão. Viveu num lugar solitário como um eremita. DURANTE DEZANOVE ANOS apenas comeu  A SAGRADA EUCARISTIA que um sacerdote idoso lhe costumava dar diariamente durante a Missa.

As notícias espalharam-se por toda a parte e muitas pessoas corriam para ver este santo eremita. Surpreendidos pelo facto, as autoridades civis e eclesiáticas, revistaram a sua casa para verificarem se ele comia mais alguma coisa, mas não conseguiam encontrar nada de comestível no local onde ele vivia. É o padroeiro da Suíça. O Papa Pio XII canonizou-o em 1947.

 

Marta Robin de França 1902-1981

Marta Robin era uma simples camponesa francesa, nascida a 13 de Março de 1902, em Chateauneuf de Galaure, em França.

Enquanto participava num retiro em 1930, a Bem-Aventurada Virgem Maria apareceu-lhe e deu-lhe muitas mensagens e, a seguir às aparições recebeu os dons dos sofrimentos de Jesus: estigmas, insónias, perca de fome e sede. De dia e de noite sofria de dores por todo o corpo e sangrava de cinco chagas, mas sempre sofria isto com alegria no coração e um sorriso nos lábios.

Recebia centenas de visitantes no seu quarto todos os dias, a quem dava conselhos, encorajamentos e palavras de paz. As ofertas e presentes que lhe traziam, mandava-os distribuir pelos pobres. Durante CINQUENTA E UM ANOS viveu apenas DA SAGRADA EUCARISTA – SEM COMIDA, ÁGUA E SONO.

A sua vida era um milagre para muitas pessoas. Era uma mística e  uma contemplativa. A última paixão ocorreu na sexta-feira de 6 de Fevereiro de 1981, quando Marta morreu. O seu funeral foi assistido por cinco Bispos, duzentos padres e milhares de pessoas, tendo a maior parte sido convertida por Marta. É a fundadora dos Lares de Caridade ("Foyer de Charité") em todo o mundo, para pregação e evangelização.

 

Catarina de Siena (1347-1380)

Catarina de Siena, viveu no século XIV, foi canonizada em 1641 e tornada doutora da Igreja em 1970. Viveu apenas com a Sagrada Eucaristia durante oito anos, sem comer e beber. Além disso, costumava ter êxtases do Sagrado Coração de Jesus, de onde ela costumava beber o Precioso Sangue de Cristo a jorrar com abundância do Seu lado. Embora não comesse nem bebesse nada a não ser o Corpo e Sangue de Cristo durante oito anos, era forte e activa na sua vida.

 

Alexandrina da Costa, de Portugal (1904-1955)

Era uma mística que teve inúmeros êxtases de toda a Paixão de Jesus. Um dia ouviu a voz do Senhor, dizer-lhe: "Não voltarás a comer, na terra. A tua comida será o Meu corpo, a tua bebida será o Meu sangue e a tua vida será a Minha vida... eu quero demonstrar ao mundo inteiro o poder da Eucaristia e o poder da Minha vida nas almas". A partir dessa altura, durante treze anos da sua vida, viveu apenas da Sagrada Eucaristia. Pouco antes da sua morte, olhando para o tabernáculo na Igreja, disse: "durante a minha vida, o meu desejo era estar em união com Jesus no Santíssimo Sacramento, e olhar para o tabernáculo tantas vezes quanto possível. Depois da minha morte, quero continuar a olhar para Ele, para olhar sempre fixamente para nosso Senhor, presente na Eucaristia”.

 

Louise Lateau da Bélgica (1850-1883)

Louise amou tão fervorosamente o Senhor na Eucaristia que teve vários êxtases e várias experiências místicas do amor de Deus. Durante a vida realizou muitos milagres. Tinha o estigma de Jesus Crucificado. A partir de Abril de 1871, deixou de comer, comia apenas a Sagrada Eucaristia. Além disso, não dormiu durante doze anos. Apesar do completo jejum, da insónia e da perda de sangue através das chagas, Louise era saudável e forte; gastava todo o seu tempo a cuidar dos doentes, dos pobres e dos fracos.

 

Therese Neumann da Alemanha (1898-1962)

Era uma mulher santa que estava acamada com paralisia, devido a músculos inchados e, desde 1926, só ingeria líquidos e não sentia qualquer sensação de fome. Lentamente, a sua fome e sede diminuíram e a partir do Natal de 1926, não comeu nem bebeu nada, viveu apenas da Eucaristia durante trinta e cinco anos. Manteve sempre o seu peso apesar de não comer e não beber; a Sagrada Comunhão diária era a causa básica da sua sobrevivência. Muitas autoridades eclesiásticas, como bispos e cardeais tinham dúvidas quanto à sua autenticidade, mas ao visitá-la, todos testemunharam o amor heróico de Therese por Jesus na Eucaristia e o facto dela não comer comida alguma. Médicos clínicos e professores universitários de Eichstãtt e de outros sítios da Alemanha testemunharam esta vida miraculosa de Therese, que vivia apenas da Eucaristia.

 

Audrwy Santo, Worcester, Massachusetts, EUA

É uma experiência contemporânea de uma rapariga que vive apenas da Eucaristia. Audrey, de doze anos, teve uma lesão cerebral num acidente numa piscina e ficou sem poder andar nem  falar. Há nove anos que vive apenas da Sagrada Comunhão, que recebe diariamente; não consegue comer qualquer comida sólida. O bispo local permitiu que o Santíssimo Sacramento ficasse guardado num tabernáculo no seu quarto. Audrey tem muitas aparições de Nossa Senhora, êxtases miraculosos e experiências da Sagrada Eucaristia. Por três ocasiões, uma hóstia consagrada, tirada do tabernáculo, pingou um líquido avermelhado que foi examinado independentemente por muitos médicos e que se verificou que era sangue humano. Uma vez, o próprio tabernáculo estava a sangrar. A Audrey tem estigmas. Muitas conversões ocorrem no seu quarto.

 

As seguintes pessoas também viveram apenas com a Sagrada Eucaristia, durante anos. A Sagrada Eucaristia não é apenas alimento espiritual para a alma, mas é também um substituto para a comida natural; as palavras do Senhor não deixam dúvidas:

"Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu, mas é o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do Céu... Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu... o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo... a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, uma verdadeira bebida" (Jo 6: 32, 35, 51, 55).

As pessoas referidas e a lista de pessoas abaixo mencionadas são verdadeiros testemunhos de que Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia é verdadeira comida e verdadeira bebida.

 

Santa Ângela de Foligno (1245-1305) doze anos.

Santa Lidwina de Schiedam (Holanda -1380-1433) durante 38 anos.

Santa Catarina de Génova (1447-1510) durante vinte e três anos.

Bem-Aventurada Catarina de Racconigi (1486-1547), dez anos.

Domenica Narducci da Paradiso (1473-1553) durante 20 anos.

Cattherine Emmerich (Alemanha 1774-1824) doze anos.

Maria Furtner (Bayern-Alemanha-1819-1884), quarenta anos.

Domenica Lazzeri (Tyrol -1815-1848) durante catorze anos.

Juliana Engelbrecht (Alemanha -1835-1853) durante oito anos.

Marie-Julie Jahenny (Le Fraudais 1850-1941) durante 5 anos.

 

Hóstia: O que esta palavra sugere

Os cristãos adotaram a palavra hóstia para se referir ao Cordeiro

Fala-se em adorar a hóstia, ajoelhar-se diante da hóstia, levar a hóstia em procissão (na festa do Corpo de Deus), guardar a hóstia... As crianças às vezes perguntam à catequista: "Quanto tempo falta para eu tomar a hóstia?" (Referem-se à primeira comunhão).

A palavra “hóstia” vem do latim. E em latim, "hóstia" é praticamente sinónimo de "vítima". Ao animal sacrificado em honra dos deuses, à vítima oferecida em sacrifício à divindade, os romanos (que falavam latim) chamavam "hóstia". Ao soldado tombado na guerra vítima da agressão inimiga, defendendo o imperador e a pátria, chamavam "hóstia". Ligada à palavra "hóstia" está a palavra latina "hóstis", que significa: "o inimigo". Daí vem a palavra "hostil" (agressivo, ameaçador, inimigo), "hostilizar" (agredir, provocar, ameaçar). E a vítima fatal de uma agressão, por conseguinte, é uma "hóstia".

Então, aconteceu o seguinte: O cristianismo, ao entrar em contacto com a cultura latina, agregou no seu linguajar teológico e litúrgico a palavra "hóstia", exactamente para se referir à maior "vítima" fatal da agressão humana: Cristo morto e ressuscitado.

Os cristãos adotaram a palavra "hóstia" para se referirem ao Cordeiro imolado (vitimado) e, ao mesmo tempo ressuscitado, presente no memorial eucarístico.

A palavra "hóstia" passa, pois, a significar a realidade que Cristo mostrou na última ceia: "Isto é o meu corpo entregue... o meu sangue derramado". O pão consagrado, portanto, é uma "hóstia", aliás, a "hóstia" verdadeira, isto é, o próprio Corpo do ressuscitado, uma vez mortalmente agredido pela maldade humana, e agora vivo entre nós feito pão e vinho, entregue para ser comida e bebida: Tomai e comei..., tomai e bebei...

Infelizmente, com o correr dos tempos, perdeu-se muito este sentido profundamente teológico e espiritual que assumiu a palavra "hóstia" na liturgia do cristianismo romano primitivo, e se fixou quase que só na materialidade da "partícula circular de massa de pão ázimo que é consagrada na missa". A tal ponto de acabamos por chamar "hóstia" até mesmo às partículas ainda não consagradas!

Hóstia, é isto: a morte do Senhor e a sua ressurreição, a sua total entrega por nós, presente no pão e no vinho consagrados. Por isso que, após a invocação do Espírito Santo sobre o pão e o vinho e a narração da última ceia do Senhor, na missa, toda a assembleia canta: "Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus".

Diante desta "hóstia", isto é, diante deste mistério, a gente inclina-se em profunda reverência, ajoelha-se e mergulha em profunda contemplação, assumindo o compromisso de ser também assim: corpo oferecido "como hóstia viva, santa, agradável a Deus" (Rm 12,1). Adorar a "hóstia" significa render-se ao seu mistério para o viver no dia-a-dia. E comungar a "hóstia" significa assimilar o seu mistério na totalidade do nosso ser para se tornar o que Cristo é: entrega de si ao serviço dos irmãos, hóstia.

Por isso o Concílio Vaticano II exortava à participação consciente, piedosa e activa no "sacrossanto mistério da eucaristia", completa: "E aprendam a oferecer-se a si próprios, oferecendo a hóstia imaculada, não só pelas mãos do sacerdote, mas também juntamente com ele e, assim, tendo a Cristo como Mediador, dia a dia se aperfeiçoem na união com Deus e entre si, para que, finalmente, Deus seja tudo em todos" (SC 48).

 
O mundo precisa da Santa Missa Imprimir e-mail

 

O mundo precisa do Sacrifício da Santa Missa!

 

O Sacrifício diário de Nosso Senhor na Santa Missa evita os castigos de Deus pelos horrendos pecados da Humanidade...

Se não houvesse o Sol, que seria da Terra? Oh! Tudo seria trevas, horror, esterilidade e desolação.

E se o Mundo não tivesse a Santa Missa, que seria de nós? Infelizes! Ficaríamos privados de todos os bens sobrecarregados de todos os males. Estaríamos expostos a todos os raios da cólera de Deus.

Alguns há que se admiram, e acham que, de certo modo Deus mudou a sua maneira de governar. Antigamente Ele chamava-se Deus dos exércitos, e falava ao povo do meio das nuvens, manejando o trovão; e de facto, era com todo o rigor da justiça que castigava os pecados.

Por um único adultério, mandou passar a fio de espada vinte e cinco mil homens da tribo de Benjamim. (Juiz 20,46).

Por um leve pecado de orgulho de David em computar o povo, enviou Ele uma peste tão terrível que, em poucas horas morreram setenta mil pessoas (II Sam. 24,15).

Por um só olhar curioso e desrespeitoso dos betsamitas, fez que cinquenta mil deles morressem. (I Sam. 6, 19).

E agora suporta, com paciência, não só vaidades e irreverências, mas adultérios, os mais vergonhosos, escândalos gravíssimos, e tantas blasfêmias horríveis que muitos cristãos vomitam contra o Seu Nome Santíssimo.

Porque acontece assim?

Por quê tão grande mudança de conduta? Serão as ingratidões dos homens mais escusáveis hoje do que outrora? Pelo contrário, são muito mais culpáveis, já que os imensos benefícios de Deus se multiplicam cada dia.

A verdadeira razão desta clemência espantosa é a Santa Missa, pela qual esta grande Vítima, que se chama Jesus, se oferece ao Eterno Pai. Eis aí o sol da santa Igreja que dissipa as nuvens e torna sereno o céu.

Eis aí o arco-íris que detém os raios da Divina Justiça. Se não fosse a Santa Missa, o Mundo estaria já no abismo, incapaz de suportar o imenso fardo das suas iniquidades.

A Santa Missa é o poderoso sustentáculo que lhe permite continuar a existir.

Concluí, de tudo isto, como este divino Sacrifício é necessário; e então, sabei aproveitá-lo o máximo que for possível.

Para isto, quando participamos na Santa Missa, devemos imitar Afonso de Albuquerque.

Achando-se ele, com a sua frota, em perigo de naufragar numa horrível tempestade, teve uma inspiração: tomou nos braços uma criança que viajava na sua nau, e, elevando-a ao alto, exclamou:

 “Se todos somos pecadores, esta criaturinha é certamente sem mancha, Ah! Senhor por amor deste inocente compadecei-vos dos culpados!”

A vista desta criança inocente agradou tanto a Deus, que Ele acalmou o mar e devolveu a alegria àqueles infelizes, gelados já pelo terror da morte certa.

Qual será a atitude do Eterno Pai, quando o sacerdote, levantando a Santa Hóstia, lhe apresenta o Divino Filho? Ah! O seu amor não pode resistir à vista do inocente Jesus; Ele sente-se forçado a acalmar as nossas tormentas, e a acudir a todas as nossas necessidades.

Sem esta santa vítima, portanto, sem Jesus sacrificado por nós, primeiro sobre a Cruz, e todos os dias sobre os nossos altares, estaríamos perdidos, e poderia cada um dizer ao seu companheiro: “Até à vista, no inferno! Sim, sim, no inferno, no inferno! Até à vista, no inferno!”

Mas, com este tesouro da Santa Missa ao nosso alcance, a nossa esperança renasce; e se não opusermos obstáculos, teremos assegurado o Paraíso.

Deveríamos, portanto, beijar os nossos altares, perfumá-los de incenso, e sobretudo honrá-los com o nosso máximo respeito, pois que deles nos vêm tantos bens.

Juntai as mãos e agradecei a Deus Pai que nos deu o mandamento tão doce de oferecer-Lhe muitas vezes a Vítima celeste.

Agradecei-Lhe, sobretudo, pelo imenso proveito que dela recebeis, se sois fiéis não somente em oferecê-la, mas de fazê-lo para os fins a que nos foi concedido este dom tão precioso.

 
O significado das velas na Santa Missa Imprimir e-mail

O significado das Velas na Santa Missa

A importância das velas na Santa Missa

Cada vela compõe-se de: cera, pavio e fogo, simbolizando as três Pessoas da Santíssima Trindade.

A cera simboliza o Pai; o pavio, o Filho; e o fogo, o Espírito Santo.

A vela sozinha, acesa, simboliza Cristo Nosso Senhor, porque a cera significa a sua Carne; o fogo simboliza a Divindade.

As duas velas colocadas no altar, mandadas pelo ritual romano, têm origem no Antigo Testamento, quando o Rei Salomão fez dois castiçais de ouro e os pôs no altar do templo, um de cada lado (Êxodo, 25).

Desde então foi sombra (ou figura) para a Lei da Graça, porque Cristo, na noite da Ceia, também dispôs as luzes para este sacrifício.

Os dois candelabros representam o povo gentio e o povo judeu.

O fogo simboliza a Fé. Simboliza também a alegria dos povos no nascimento do Senhor. Também simboliza Cristo, que disse: “Eu sou a luz do mundo”.

A Missa é para iluminar, e os ministros (sacerdotes) são iluminados.

A luz dos castiçais simboliza a fé do povo. Foi o Papa Melquíades quem mandou usar dois castiçais.

Ele governou a Igreja de 311 a 314. Muitas velas na Missa simbolizam a Fé dos assistentes.

Acendem-se velas — diz Santo Agostinho, em seus sermões:

 “Para Cristo acender, em nossos corações, o fogo da sua ardente caridade e amor, porque, por nos amar tanto, padeceu até morrer na cruz”.

É tradição apostólica não celebrar missa sem o crucifixo. Coloca-se a cruz no meio do altar entre dois castiçais, porque significam o povo gentio e o judeu, dos quais Ele foi mediador.

 
Jesus dá-se todo na Eucaristia Imprimir e-mail

Jesus dá-se todo na Eucaristia

 

Para um corpo ressuscitado não há barreiras nem empecilhos. O Corpo de Jesus é assim, o de Maria também, e o nosso ainda o será.
Cristo apareceu diversas vezes aos apóstolos [após a Morte]. De maneira repentina, fazia-se visível e, logo depois, tornava-se invisível, para mostrar que já estava ali com eles. Não conseguiam vê-Lo, pois os nossos sentidos não têm a capacidade de captar um corpo ressuscitado.
Não se tratava de um espírito – era o Corpo d'Ele. Tanto assim que tinha os sinais das chagas. Jesus mostrava-lhes as mãos e os pés com as Suas chagas, para que não tivessem dúvida, e até comeu entre eles para que percebessem que era Ele mesmo e não “um espírito”, como fez questão de explicar:
“Vede as minhas mãos e os meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um espírito não tem carne, nem ossos, como estais a ver que eu tenho”
(Lc 24,39).
É com este Corpo que Jesus Cristo está na Eucaristia. É Jesus por inteiro: um Corpo que tem carne, sangue e ossos; mais ainda: um Corpo humano de alguém que sente, ama e perdoa.
Jesus quis concretizar a Sua presença entre nós na hóstia, sob a forma de pão e vinho, assim compreenderíamos que, quando recebemos a Eucaristia, estamos a receber o Seu Corpo, que vem ser presença, remédio, cura, alimento e força para nós.

 
Curados pela Eucaristia Imprimir e-mail

Curados pela Eucaristia

 

Nunca compreenderemos como o Senhor dá o seu corpo e sangue na forma de pão e vinho. Isto será sempre um mistério da fé, mas o Senhor, sabendo disto, veio em auxílio da nossa fraqueza, da nossa incredulidade. Por isso Ele realizou prodígios; para que pudéssemos aceitar com mais facilidade o mistério da eucaristia. Por isso Jesus andou sobre as águas, multiplicou os pães, apareceu aos apóstolos após a sua ressurreição; tudo para que soubéssemos que Ele tem o poder de realizar o que realizou na Eucaristia.
Jesus quis concretizar a sua presença na hóstia, sob as espécies de pão e vinho, para que compreendêssemos que a Eucaristia que recebemos é o seu corpo, que vem ser presença, remédio, cura, alimento e força para nós.
Quando comungamos, é a pessoa inteira de Jesus que recebemos. É Jesus Ressuscitado, com o seu corpo glorioso. Entramos em comunhão com as suas chagas, que foram abertas por nós, para curar as nossas feridas e as marcas deixadas pelo pecado em nós. Comungamos o coração do Senhor, que amou e que ainda ama a cada um de nós; o mesmo coração que foi perfurado pela lança.
A Eucaristia é como um remédio que devemos tomar constantemente até nos curarmos, principalmente quando a nossa luta é contra um determinado pecado que não conseguimos vencer.

 
O Menino Jesus atendeu o pedido de uma criança Imprimir e-mail

O Menino Jesus atendeu o pedido de uma criança

 

 

 

 O Pai do Joãozinho estava gravemente doente

 

 

Os médicos tinham-no desenganado: nenhum remédio do mundo poderia curá-lo.

Coitado do Joãozinho e coitada daquela família! O que farão sem o pai, seu único arrimo? Mas Joãozinho é bom, ele ama muito, muito a Jesus, e é amado por Ele com a mesma intensidade e Jesus virá certamente em seu auxílio. Se os médicos são incapazes de curar o pai, Jesus é Deus e Ele pode tudo.

O menino corre para a Igreja e, vendo-se sozinho, aproxima-se, trepa para o altar, e lá, de joelhos, cheio de fé e confiança, começa a bater na portinhola dourada do tabernáculo, e vai repetindo:– Jesus, estás aí? Abre, eu preciso de uma grande graça. O papá está gravemente enfermo. Tu deves curá-lo.

Não obtendo resposta, continua a bater, duas, três, cinco vezes repete a humilde e insistente súplica: – Abre, Jesus. Abre, Jesus!É que Jesus disse: “Batei e vos será aberto”, não é surdo.

Eis que de repente  a portinhola dourada escancara-se, e ali, no limiar, aparece uma encantadora criança, vestida com uma roupa alva como a neve, os olhos que parecem estrelas: a criança olha para o menino tão aflito, sorri para ele e diz: – O que queres, meu Joãozinho? E Joãozinho responde:– O papá está doente, os médicos não podem curá-lo. Ele morre e todos ficaremos sem arrimo e sem pão, mas Tu podes… Tu deves curá-!o.– Pois bem, acrescenta Jesus, tem coragem, Joãozinho; volta para casa e diz à mamã e aos teus irmãozinhos que o papá ficará bom, mas tu e os outros continuem sempre a querer-me muito bem.

Acariciou-o, beijou-o na testa e tornou a trancar-se na casinha de ouro.Joãozinho corre para casa. Louco de alegria, relata o facto e a promessa obtida. A princípio todos duvidam do que o pequeno diz, mas a febre do doente diminui e desaparece.

O papá sara de verdade e fica mais forte do que antes. Joãozinho, desde aquele dia, amou a Jesus cada vez mais: amou-O tanto que ficou santo e é São João Bechmans, protetor dos jovens.

Oh! Meninos, Jesus é realmente bom, muito bom! Vamos então, vamos a Ele com fé e com amor!
 
Este caso passou-se na Rússia Imprimir e-mail

Este caso passou-se na Rússia...

 

Numa vila, perto de Petrogrado, havia um asilo de órfãos com uma capela católica.

Os comunistas fecharam a casa alegando que não havia recursos para a sustentar e expulsaram o capelão.

Os soldados tiveram a sinistra ideia de converter a capela em salão de baile e, como a mesma estava fechada, resolveram arrombar a porta e profanar o que havia dentro.

Tomaram esta resolução numa cantina, onde casualmente três meninos católicos ouviram a conversa.

Compreenderam que se tratava de profanar a casa de Deus e tomaram a resolução de a defender do melhor modo que pudessem.

À noite, os três meninos e mais alguns colegas penetraram na igreja por uma janela e montaram guarda junto do altar.

Os soldados, tendo arrombado a porta e penetrado na capela, mandaram que os meninos saíssem imediatamente. Nenhum, porém, se moveu nem se arredou do seu lugar.

Os perversos comunistas atiraram, então, e mataram dois meninos.

Quiseram, em seguida, arrastar os outros para fora, mas os meninos preferiram morrer a deixar de “proteger com os seus corpos a casa de Deus”.

Os comunistas, ainda mais furiosos, dispararam de novo e o sangue daqueles inocentes correu pelos degraus do altar.

A mãe de um deles, tomando nos braços o filho agonizante, perguntou-lhe:

- Meu filho, que fizeste?

- Defendemos Jesus - respondeu - e os maus não se atreveram a tocar n’Ele.

 
Encontrar Jesus na Eucaristia Imprimir e-mail

Encontrar Jesus na Eucaristia

 

A Eucaristia está no coração da Missão Cristã. E revela as chaves para viver com espírito eucarístico a dimensão missionária.
«A Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia, observando como a missão da Igreja se encontra em continuidade com a de Cristo (cf. Jo 20, 21) e obtém força espiritual da comunhão com seu Corpo e com seu Sangue. O fim da Eucaristia é precisamente a comunhão dos homens com Cristo e, n’Ele, com o Pai e com o Espírito Santo.(Ecclesia de Eucharistia, 22
)
Quando se participa do Sacrifício eucarístico, percebe-se com mais profundidade a universalidade da redenção e, consequentemente, a urgência da missão da Igreja. O programa desta missão «centraliza-se, em última análise, no próprio Cristo, que deve ser conhecido, amado, imitado, para se viver Nele a vida trinitária, e transformar com Ele a história até a sua realização na Jerusalém celeste» (ibid.)
.
Para viver da Eucaristia é necessário também «gastar tempo em adoração diante do Santíssimo Sacramento, experiência que eu mesmo faço todos os dias tirando daí força, consolação e sustento» (cf.Ecclesia de Eucharistia, 25
), dizia João Paulo II.
Como João Paulo II também posso dizer que a Eucaristia é o meu sustento e daí tiro forças, e daí me vem consolo nas tribulações, respostas para muitas interrogações. A Eucaristia adorada é para mim direcção para todo o meu dia.
Faz da Eucaristia o teu alimento diário, o sustento para a tua alma. Vive intensamente este encontro com Aquele que é o alimento da vida eterna.

 
A nossa atitude perante a presença eucarística de Jesus Imprimir e-mail

 

A nossa atitude perante a presença eucarística de Jesus

 

A experiência prova que frequentemente a esquecemos.

A presença eucarística não exerce em nossas vidas o poder de atração que deveria originar; não é o ímã que deveria atrair nossos corações e uni-los indissoluvelmente à pessoa de Cristo Jesus. O comportamento de muitos cristãos aí está para provar que não nos guia aqui uma visão pessimista das coisas, mas o reconhecimento de dolorosa constatação. “Vinde a mim todos os que estais afadigados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11,28). Os termos de que se serve Jesus são prenhes de significação. “Vinde” exprime um convite instante e alegre; os “afadigados” são os que trabalham duramente e sentem fraquejarem-lhes as forças; os “sobrecarregados” evocam esses animais de carga que carregamos até não suportarem mais. O que equivale a dizer: “Quando não puderdes mais, vinde. Não busqueis as consolações humanas frequentemente insípidas e inoperantes; não disperseis as forças que vos restam em confidências sem fim, em justificações que só acabam por ainda mais vos azedar, revolvendo lembranças amargas, reabrindo feridas que não chegam a cicatrizar-se. Vinde então a mim; tenho o que é preciso para vos tranquilizar. Tende a coragem de tomar minhas palavras ao pé da letra”. Quantos cristãos têm a lucidez de enveredar por esse caminho, austero, mas o único vivificante, do recurso a Cristo? São pouco numerosos; pois, para eles, o que chamam “sustento”, “reconforto”, limita-se ao humano necessariamente frágil e limitado. Mas para as almas de fé, é este o incomparável benefício da presença eucarística.

Cristo nos espera para ocupar-se de nós. As almas que tentaram a experiência sabem o valor do auxílio então recebido; guardam com amor o seu segredo e aprenderam, para sua alegria, que o recurso ao Cristo da Eucaristia, em todas as circunstâncias da vida, sobretudo em meio às dificuldades, não é vão convite; proclamam, na confiança que lhe votaram, que Cristo disse a verdade. Quando vamos com fé, recebemos.

Não somente esquecemos a presença eucarística, mas dela não tiramos suficiente proveito. Eis uma afirmação que pode surpreender. Não é diminuir a Eucaristia, dirão, ou reduzi-la a um fim utilitário, a um proveito qualquer que dela pudéssemos tirar? Temos o direito de empregar tal linguagem quando se trata de uma presença tão preciosa?

Que responder a esta surpresa?

Há um princípio que dirige toda a ação providencial de Deus no mundo das almas; ei-lo: todos os dons de Deus são para a utilidade daqueles a quem são concedidos. Cristo eucarístico quer que nos sirvamos dele. Não o sabemos suficientemente. Para muitos cristãos, não é a Eucaristia livro de que se conhece apenas o título? Lembrai-vos de que Cristo encerrou em sua presença eucarística todas as riquezas de seu coração. Elas são para vós: não tendes senão que vos apropriardes delas. Será a própria Eucaristia que vos esclarecerá sobre o seu sentido. É quando se vive dela que se compreende que ela é a Vida. Onde, pois, quereis aprender a conhecer a Deus senão lá, onde ele se pôs inteiramente?

Onde quereis aprender a amá-lo senão lá, onde pôs todo o seu amor? Presença preciosa, certamente, mas sobretudo presença necessária.

Ide, pois, à Eucaristia com a fome que é preciso ter quando se quer responder às exigências da vida. Ter fome da Eucaristia é ter fome de Deus. E em troca desta sua misericordiosa disposição de habitar entre nós, Cristo não pede senão uma coisa: que nos aproximemos dele para nos podermos conformar sempre mais a ele e prosseguir a sua obra. Quanto mais nos aplicarmos nisto, mais será necessário irmos a ele.

É no seu contacto que obteremos a força de fazer o que sem ele não se pode fazer.

Quando contemplamos este mistério da presença de Cristo no meio de nós, quando nos inclinamos sobre este abismo de misericórdia como nos inclinamos sobre uma caixa, vemos resplandecer um diamante. Mas, para que o vejamos assim, cumpre colocarmo-nos na luz da fé; senão seríamos como uma criança a brincar com diamantes sem lhes conhecer o valor, pensando serem pedaços de vidro: se perdesse alguns, isso não teria quase nenhuma importância para ela. Da mesma maneira, como é preciso um raio de sol para que o diamante mostre todo o seu resplendor, é preciso um raio do Espírito Santo para evidenciar a beleza do tesouro contido no sacrário que é a Eucaristia. Como, então, esta presença nos aparece grande, e como se mostra magnífica! Quanto mais ela for vista nessa luz, mais sereis levados a admirá-la e mais ireis a ela com as disposições que lhe permitirão realizar o seu trabalho em vós.

 
ORAÇÃO A JESUS CRUCIFICADO Imprimir e-mail

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Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus; prostrado de joelhos diante da vossa divina presença, Vos peço e suplico com o mais ardente fervor, que imprimais no meu coração vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, e um verdadeiro arrependimento dos meus pecados, com vontade firmíssima de os emendar; enquanto eu, com grande afecto e dor de alma, considero e medito nas vossas cinco chagas, tendo diante dos olhos o que já o Santo Profeta David dizia por Vós, ó bom Jesus: "Trespassaram as minhas mãos e os meus pés, e contaram todos os meus ossos".
(Rezar um Pai-Nosso pelas intenções do Santo Padre).
Concede-se indulgência plenária a quem, depois de se ter devidamente confessado e comungado, reze esta oração diante de alguma imagem de Jesus Crucificado, nas Sextas-feiras do tempo da Quaresma; nos outros dias do ano concede-se indulgência parcial.

 

 

 
O amor de Deus por nós Imprimir e-mail

O AMOR DE DEUS POR NÓS.
O nosso corpo é um vaso de corrupção; é para a morte e para os vermes, tão só…

E, entretanto nós tudo fazemos para o satisfazer antes que enriquecer a nossa alma, que é tão grande que nada se pode imaginar de maior, não, nada, nada.

Porquanto vemos que Deus, premido pelo ardor de sua caridade, não nos quis criar semelhantes aos animais; criou-nos à sua imagem e semelhança, vedes! Oh! Como o homem é grande!

O homem criado por amor não pode viver sem amor: ou ama a Deus, ou se ama e ama o mundo. Vede, meus filhos é a fé que falta. Quando o homem não tem fé, é cego.

Aquele que não vê não conhece; o que não conhece não ama; o que não ama a Deus ama-se a si próprio e ao mesmo tempo ama os seus prazeres. Apega o coração a coisas que passam como fumo.

Não pode conhecer nem a verdade nem bem algum; só pode conhecer a mentira porque não tem a luz; está na névoa.

Se tivesse a luz, veria bem que tudo o que ele ama só lhe pode dar a morte eterna; é um antegozo do inferno.

Fora de Deus, como vedes, meus filhos, nada é sólido, nada, nada! Se é a vida, passa; se é a fortuna, desmorona-se; se é a família, é destruída; se é a reputação, é atacada.

Nós vamos como o vento. Tudo passa com velocidade, tudo se precipita. Ah! Meu Deus, meu Deus! Como são, pois, para lastimar esses que põem o seu afeto em todas essas coisas!…

Põem-no, porque se amam demasiado; mas não se amam com amor razoável; amam-se com o amor de si mesmos e do mundo, procurando-se e procurando as criaturas mais do que a Deus.

É por isso que nunca estão contentes,  tranquilos; estão sempre transtornados.

Vedes, meus filhos, o bom cristão percorre o caminho deste mundo montado num belo carro de triunfo; esse carro é puxado pelos anjos, e é Nosso Senhor quem o conduz;

ao passo que o pobre pecador é atrelado ao carro da vida, e o demônio, que está na boleia, o força a avançar a largas chicotadas.

Meus filhos, os três atos de fé, de esperança e de caridade encerram toda a felicidade do homem na terra.

Pela fé nós cremos aquilo que Deus nos prometeu, cremos que o havemos de ver um dia, que o possuiremos que estaremos eternamente com ele no Céu.

Pela esperança guardamos o efeito dessas promessas: esperamos que seremos recompensados de todas as nossas boas ações, de todos os nossos bons pensamentos, de todos os nossos bons desejos; pois Deus leva em conta mesmo os bons desejos.

Que mais é preciso para ser feliz?

No Céu, a fé e a esperança não existirão mais; pois as névoas que nos obscurecem a razão serão dissipadas. O nosso espírito terá a inteligência das coisas que lhe são ocultas neste mundo.

Não esperaremos mais nada, visto que teremos tudo. Ninguém espera adquirir um tesouro que possui…

Mas o amor! Oh! Seremos inebriados dele, seremos afogados, perdidos neste oceano de amor divino, aniquilados nesta imensa caridade do Coração de Jesus!… Por isso a caridade é um antegozo do Céu.

Se soubéssemos compreendê-la, senti-la, saboreá-la, oh! como seríamos felizes! O que faz que sejamos infelizes é não amarmos a Deus.

Quando dizemos: “Meu Deus, creio! Creio firmemente, isto é, sem a menor dúvida, sem a menor hesitação…”

Oh! Se nos compenetrássemos destas palavras: “Creio firmemente que estais presente em toda a parte, que me vedes, que estou debaixo dos Vossos olhos, que um dia Vos verei claramente eu próprio, que gozarei de todos os bens que me tendes prometido!..

Meu Deus, espero que me recompenseis de tudo o que eu tiver feito para Vos agradar! Meu Deus, eu Vos amo! Tenho um coração para vos amar!…”

Oh! Como este ato de fé, que é também um ato de amor, bastaria para tudo!… Se compreendes a ventura que temos de poder amar a Deus, ficaríamos imóveis no êxtase…

Se um príncipe, um imperador, fizesse comparecer perante si um de seus súditos e lhe dissesse: “Quero fazer a tua felicidade; fica comigo, goza de todos os meus bens;

Mas cuida de não me desagradares em tudo o que for justo”; que cuidado, que ardor este súbdito não poria em satisfazer o seu príncipe! Pois bem! Deus faz-nos os mesmos oferecimentos…

E nós não nos preocupamos com a Sua amizade; não fazemos nenhum caso das Suas promessas… Que pena!

 
A Santa Missa é uma oferta digna a Deus Imprimir e-mail

 

A Santa Missa é uma oferta digna a Deus

 

A Santa Missa é a perfeita oferenda a Deus, porque nela se oferece o próprio Deus como Sacrifício!

A nossa primeira obrigação para com Deus é adorá-Lo e honrá-Lo.

É preceito da própria lei natural que todo o inferior deve homenagem ao seu superior.

E quanto maior a dignidade deste, tanto maiores devem ser as honras que se lhes prestam. Daí resulta que, sendo Deus de majestade infinita, homenagens infinitas Lhe devemos.

Infelizes que somos! Onde encontraremos oferenda digna do nosso Criador? Passai em revista todas as criaturas do Universo: coisa alguma encontrareis digna d’Ele.

É que uma oferenda digna de Deus não pode ser senão o próprio Deus.

Necessário é que Aquele, que está sentado no trono de Sua Majestade, desça para se oferecer como vítima sobre os nossos altares, para que a homenagem corresponda perfeitamente à Excelência da sua grandeza infinita.

Isto é o que se realiza na Santa Missa, pela qual Deus é adorado na medida que merece, porque é adorado por Deus mesmo, isto é, por Jesus que, pondo-se sobre o altar em estado de vítima, adora a Santíssima Trindade por um ato de inefável dependência e tanto quanto Ela merece.

E de tal modo que todas as outras homenagens que Lhe possam prestar as criaturas, comparadas a esta humilhação de Jesus, desaparecem como as estrelas na presença do sol.

Conta-se de uma santa alma que, totalmente abrasada de amor a Deus, traduzia em mil desejos o ardor da sua ternura: “Ah! meu Deus, dizia ela, quisera ter tantos corações e tantas línguas como há de folhas nas árvores, de átomos no ar e de gotas d´água, para vos amar e louvar como mereceis.

Oh! Se todas se consumissem de amor por vós, contanto que eu vos amasse mais que todas juntas, mais que todos os Anjos, os Santos e todo o Paraíso!” Certo dia em que tal desejo repetia com mais fervor do que nunca, ouviu o Senhor responder-lhe:

 “Consola-te, minha filha, pois com uma só Missa que participas com devoção, dás-me toda esta glória que me desejas, e ainda mais infinitamente.”

Admirai-vos talvez esta afirmação?

Não tendes motivo, pois visto o nosso bondosíssimo Jesus ser não somente Homem, mas Deus verdadeiro e Todo-Poderoso, quando Ele se aniquila sobre o altar, dá com este ato homenagem e adoração infinitas à Santíssima Trindade.

Deste modo que nós, que concorremos com Ele no oferecimento deste grande Sacrifício, damos também da nossa parte, a Deus, honra e homenagem infinitas. Oh! Que coisa sublime! Digamos uma vez ainda, pois importantíssimo é sabê-lo: sim, assistindo à Santa Missa, prestamos a Deus adoração, honra e homenagem infinitas.

Deixai, aqui, empolgar-vos de admiração, e reconhecei que é absolutamente verdade dizer que, ao assistirmos com devoção à Santa Missa, damos a Deus mais glória, do que lhe dão, com as suas adorações, todos os Anjos e todos os Santos juntos: pois, definitivamente, eles são apenas simples criaturas e, portanto, as suas homenagens são limitadas e curtas.

Na Santa Missa, porém, Jesus aniquila-se e esta humilhação é de valor e mérito infinitos.

Por conseguinte, a homenagem e a honra que por meio d´Ele prestamos a Deus na Santa Missa, são homenagem e amor infinitos.

Sendo assim, como pagaremos bem a nossa primeira dívida com Deus, assistindo à Santa Missa!

Ó mundo obcecado, quando abrirás os olhos para compreender verdade tão importante.

E vós cristãos negligentes, tereis ainda coragem de dizer: “Uma missa a mais, uma missa a menos, pouco importa”? Que triste cegueira!

 
Não deixes Jesus sozinho Imprimir e-mail

 

Não deixe Jesus sozinho!

 

Uma das nossas maiores ingratidões para com Jesus é o abandono em que o deixamos em muitos dos nossos sacrários.

A Igreja o chama de “prisioneiro dos sacrários”.

Jesus eucarístico é o “amor dos amores”. Ele faz continuamente este milagre para poder cumprir a sua promessa:

“Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 20,20).

Do sacrário Ele nos chama continuamente:

“Vinde a mim vós todos que estais cansados e Eu vos aliviarei” (Mt 11,28).

Ali Ele está, como no Céu, com os braços abertos e as mãos repletas de graças para aqueles que forem buscá-las com o coração aberto. São João Bosco dizia:

“Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-o raramente. Quereis que o demônio vos assalte? Visitai raramente a Jesus Sacramentado. Quereis que o demônio fuja de vós ? Visitai a Jesus muitas vezes. Não omitais nunca a visita ao Santíssimo Sacramento, ainda que seja muito breve, mas contanto que seja constante”.

Santo Afonso de Ligorio disse:

“Os soberanos desta terra nem sempre, nem com facilidade concedem audiência; mas o Rei do céu, ao contrário, escondido debaixo dos véus eucarísticos, está pronto a receber qualquer um… Ficai certos de que de todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do Divino Sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolação na hora da morte e durante a eternidade”.

Diante do Senhor no Sacrário podemos repetir aquela oração reparadora que o Anjo, em pessoa, ensinou às crianças em Fátima, nas aparições de Nossa Senhora, em 1917:

“Ó Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos adoro profundamente e vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido; e pelos méritos infinitos do seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores.

Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam. Amém!”

Não deixe Jesus sozinho no Sacrário da igreja de sua comunidade ou paróquia. Organize uma adoração, a mais constante possível, ao Santíssimo. Chame as pessoas, faça uma escala, divida o tempo para cada um: meia hora, uma hora, o quanto for possível.Podemos ter certeza que as chuvas de bênçãos descerão sobre a comunidade! Os jovens serão preservados do mau caminho, os pecadores serão convertidos, o demônio afastado, as calamidades afugentadas. Não é disto que estamos precisando?

A Igreja, desde o seu início, quis manter Jesus nos Sacrários da terra para alí ele ser amado, louvado e derramar sobre nós as suas bênçãos, e poder ser levado aos doentes.

Sempre foi ao pé do Sacrário que os homens e mulheres de Deus buscaram forças e luzes para a sua caminhada. Foi ali que São João Vianney, conquistou o coração dos seus fiéis e se tornou o grande “Cura D’Ars”. Quando, recém ordenado padre, ele chegou a Ars, e encontrou alí uma paróquia sem padre há muitos anos, e as pessoas longe de Deus; a primeira coisa que fez foi ajoelhar-se diante do Santíssimo durante horas, rezando o rosário. Assim ele revolucionou aquele pequeno lugar e fez tantos prodígios.

No livro das suas Confissões, Santo Agostinho dá um testemunho marcante. Ele afirma que se converteu porque a sua mãe, Santa Mônica, entrava na igreja, três vezes por dia, e pedia a sua conversão a Jesus sacramentado.

Não há problema, qualquer que seja, que não possa ser resolvido diante do sacrário. Deus está ali. O que mais desejar?

Chiara Lubich disse certa vez que, enquanto houver a Eucaristia, o homem não caminhará sozinho, e enquanto houver um sacrário, não haverá solidão.

Que grande riqueza a nossa, de podermos viver em um país católico, onde se pode encontrar com facilidade uma igreja, com as suas portas abertas, guardando no seu interior o Rei da Glória, que nos espera com as mãos cheias de graças!…

 
PERMANECEI, SENHOR, SEMPRE COMIGO Imprimir e-mail

Oração do Santo Padre Pio, após a comunhão

Permanecei, Senhor, comigo, porque é necessária a vossa presença para não Vos esquecer. Sabeis quão facilmente Vos abandono.
Permanecei, Senhor, comigo, pois sou fraco e preciso da vossa força para não cair tantas vezes.
Permanecei, Senhor, comigo, porque Vós sois a minha luz e sem Vós estou nas trevas.
Permanecei, Senhor, comigo, pois Vós sois a minha vida e sem Vós esmoreço no fervor.
Permanecei, Senhor, comigo, para me dares a conhecer a vossa vontade.
Permanecei, Senhor, comigo, para que ouça a vossa voz e Vos siga.
Permanecei, Senhor, comigo, pois desejo amar-Vos muito e estar sempre na vossa companhia.
Permanecei, Senhor, comigo, se quereis que Vos seja fiel.
Permanecei, Senhor, comigo, porque, por mais pobre que seja minha alma, deseja ser para Vós um lugar de consolação e um ninho de amor.
Permanecei, Jesus, comigo, pois é tarde e o dia declina... Isto é, a vida passa, a morte, o juízo, a eternidade se aproximam e é preciso refazer minhas forças para não me demorar no caminho, e para isso tenho necessidade de Vós.
Já é tarde e a morte se aproxima. Temo as trevas, as tentações, a aridez, a cruz, os sofrimentos, e quanta necessidade tenho de Vós, meu Jesus, nesta noite de exílio.
Permanecei, Jesus, comigo, porque nesta noite da vida, de perigos, preciso de Vós. Fazei que, como vossos discípulos, Vos reconheça na fracção do pão, isto é, que a comunhão eucarística seja a luz que dissipe as trevas, a força que me sustente e a única alegria do meu coração.
Permanecei, Senhor, comigo, porque na hora da morte quero ficar unido a Vós, senão pela comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.
Permanecei, Jesus, comigo, não Vos peço consolações divinas porque não as mereço, mas o dom da vossa presença, ah! Sim, vo-lo peço.
Permanecei, Senhor, comigo, é só a Vós que procuro, o vosso amor, a vossa graça, a vossa vontade, o vosso Coração, o vosso Espírito, porque Vos amo e não peço outra recompensa senão amar-Vos mais. Com um amor firme, prático, amar-Vos de todo o meu coração na terra para continuar a Vos amar perfeitamente por toda a eternidade.

 

 

 
ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO Imprimir e-mail

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A adoração é o primeiro acto da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Mestre de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. "Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele prestarás culto" (Lc, 4,8), diz Jesus, citando o Deuteronómio (6,13)

"Adorar a Deus é, no respeito e na submissão absoluta, reconhecer 'o nada da criatura', que não existe a não ser por Deus. Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-lo, exaltá-lo e humilhar-se a si mesmo, confessando com gratidão que ele fez grandes coisas e que seu nome é santo. Adoração do Deus único liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo." (CIC 2096, 2097).

Quando o Anjo do Senhor apareceu em Fátima aos três pastorinhos, trazendo na mão um cálice com a Sagrada Eucaristia, prostrou-se de joelhos com o rosto em terra e convidou as crianças a repetir com ele esta oração:

"Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam" (3 vezes)

O anjo ainda lhes ensinou:

"Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos adoro profundamente e Vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido e pelos merecimentos infinitos de Seu Santíssimo Coração e pela intercessão do Imaculado Coração de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores."

Depois, levantando-se, tomando o cálice, disse:

"Tomai e comei o corpo de Jesus horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai seus delitos e consolai o Coração de Vosso Deus."

Procuremos atender às queixas do Anjo, feitas com tanta ternura e insistência, recebendo Jesus frequentemente com a alma pura, visitando-O e fazendo-Lhe companhia, pois Jesus sacramentado encontra-se em muitas Igrejas sozinho e abandonado como no horto das Oliveiras.

 

A Adoração Eucarística na vida da Igreja

A celebração da Eucaristia é o centro de toda a vida cristã. Mas as formas de piedade eucarística não se esgotam na celebração.

De entre essas formas destaca-se a adoração eucarística como uma das mais importantes e significativas. Nos primeiros séculos da Igreja, a “reserva eucarística” destinava-se a guardar de maneira digna a Eucaristia, para ser levada aos doentes e aos moribundos. Contudo, no decurso dos séculos, “pelo aprofundamento da fé na presença real de Cristo na sua Eucaristia, a Igreja tomou consciência do sentido da adoração silenciosa do Senhor, presente sob as espécies eucarísticas” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1379).
O Papa João Paulo II, na Encíclica «A Igreja vive da Eucaristia», diz-nos que “o culto prestado à Eucaristia fora da Missa é um valor inestimável na vida da Igreja”. E convida-nos a demorar-nos com Cristo presente na Eucaristia, inclinando a cabeça sobre o seu peito, como o discípulo amado na última ceia, deixando-nos tocar pelo amor infinito do seu coração (n. 25).

Também o Papa Bento XVI, na Exortação pós-sinodal «Sacramento da Caridade”, alerta para o significado e importância da adoração eucarística: “Na Eucaristia, o Filho de Deus vem ao nosso encontro e deseja unir-Se connosco; a adoração eucarística é apenas o prolongamento visível da celebração eucarística, a qual, em si mesma, é o maior acto de adoração da Igreja: receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração d’Aquele que comungamos. Precisamente assim, e apenas assim, é que nos tornamos um só com Ele e, de algum modo, saboreamos antecipadamente a beleza da liturgia celeste. O acto de adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica aquilo que se fez na própria celebração litúrgica” (n.° 66).

A mensagem de Fátima tem uma dimensão profundamente eucarística. Se as aparições do Anjo, em 1916, foram o “prelúdio eucarístico» da mensagem de Fátima, a aparição de Tuy em 1929, constitui o seu «epílogo eucarístico»: «As aparições do Anjo e a última aparição em Tuy constituem, respectivamente, o pórtico de entrada e a chave de abóbada, à luz das quais deve ser enquadrada e perspectivada toda a mensagem» (D. António Marto).

A esta luz, as atitudes de adoração e reparação aparecem-nos como as mais típicas de uma espiritualidade eucarística da mensagem de Fátima, como testemunhou sobretudo o pequeno Francisco, com o seu amor e devoção a “Jesus Escondido”.
A mensagem de Fátima recorda-nos constantemente o apelo do Papa João Paulo II: “A Igreja e o mundo têm grande necessidade do culto eucarístico... Não cesse nunca a nossa adoração” (Carta Dominicae Cenae’, n. 3).

A quem tens adorado?

Jesus convida-nos para sermos adoradores e também nos cumula de muitas graças com isso. Ele quer convencer-nos de que a transformação das nossas vidas acontece também pela adoração Eucarística. É projecto de esperança e felicidade que Ele tem para nós.

Parece até impossível, mas é por meio da adoração que seremos transformados e curados. Cristo quer transformar pela adoração o teu temperamento, as tuas fraquezas, o teu comportamento doentio gerado por traumas. O Senhor chama-nos mas vai-nos preparando enquanto caminhamos, pelo caminho, assim como fez com os discípulos e tantos outros.

Lembremos: Ele chamou os pecadores como Maria Madalena, a samaritana, Zaqueu... A adoração é o primeiro acto da virtude da religião.
Adorar ao Senhor é reconhecê-Lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Mestre de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. "Adorarás o Senhor teu Deus, e só a Ele prestarás culto" (Lc 4,8), afirma o Messias citando o livro do Deuteronómio, capítulo 6, capítulo 13.

Adorar a Deus no respeito e na submissão absoluta, reconhecendo os direitos soberanos que Ele tem sobre nós, reconhecer "o nada da criatura", que não existe a não ser por Ele. Adorar ao Todo-poderoso reconhecendo o Seu senhorio sobre as nossas vidas, louvá-Lo, exaltá-Lo, humilhando-se a si mesmo e confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e santo é o Seu nome.

O Senhor chama-te para seres um adorador. Quando começamos a adorar, as curas começam a acontecer. A transformação do teu temperamento está na adoração.

Rezemos como o anjo ensinou aos Pastorinhos em Fátima:

"Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam".


 

 

 
LOUVORES AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO Imprimir e-mail

- Bendito e Louvado seja o Santíssimo Sacramento da Eucaristia,
Fruto do Ventre Sagrado da Virgem Puríssima Santa Maria.
Bendito seja Deus
Bendito o seu Santo Nome.
Bendito Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Bendito o Nome de Jesus.
Bendito o seu sacratíssimo Coração.
Bendito o seu Preciosíssimo Sangue.
Bendito Jesus no Santíssimo Sacramento do Altar.
Bendito o Espírito Santo Paráclito.
Bendita a excelsa Mãe de Deus, Maria Santíssima.
Bendita a sua santa e Imaculada Conceição.
Bendita a sua gloriosa Assunção.
Bendito o nome de Maria Virgem e Mãe.
Bendito S. José, seu castíssimo Esposo.
Bendito Deus, nos seus Anjos e nos seus Santos.

Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais,
Fazei que eu Vos ame cada vez mais.

Graças e louvores se dêem em cada momento
Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.

Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, rogai por nós.

Mãe da Divina Eucaristia, rogai por nós.

 

 

 
Orações Imprimir e-mail

Oração Reparadora ao Santíssimo Sacramento
Divino Salvador Jesus, dignai-Vos baixar um olhar de misericórdia sobre os vossos filhos que, reunidos num mesmo pensamento de fé, reparação e amor, vêm chorar a vossos pés as suas infidelidades e as dos seus irmãos, os pobres pecadores.
Possamos nós, pelas promessas unânimes e solenes que vamos fazer, tocar o vosso divino Coração e d’Ele alcançar misericórdia para o mundo infeliz e criminoso e para todos aqueles que não têm a felicidade de Vos amar!
Daqui por diante, sim, todos nós Vo-lo prometemos:

Do esquecimento e da ingratidão dos homens, …
Nós Vos consolaremos Senhor! (Repetir após cada verso).
Do abandono em que sois deixado no santo tabernáculo, …
Dos crimes dos pecadores, …
Do ódio dos ímpios,…
Das blasfémias que se proferem contra Vós, …
Das injúrias feitas à vossa divindade, …
Dos sacrilégios com que se profana o vosso Sacramento do amor, …
Das imodéstias e irreverências cometidas na vossa presença adorável, …
Da tibieza do maior número dos vossos filhos, …
Do desprezo que se faz aos vossos convites cheios de amor, …
Das infidelidades daqueles que se dizem vossos amigos, …
Do abuso das vossas graças, …
Das nossas próprias infidelidades, …
Da incompreensível dureza do nosso coração, …
Da nossa longa demora em Vos amar, …
Da amarga tristeza em que sois abismado pela perda das almas, …
Do vosso longo bater às portas do nosso coração, …
Das amargas repulsas de que sois saciado, …
Dos vossos suspiros de amor, …
Das vossas lágrimas de amor, …
Do vosso cativeiro de amor, …
Do vosso martírio de amor, …

ORAÇÃO: Divino Salvador Jesus, que do vosso Coração deixastes escapar esta queixa dolorosa: “Eu procurei consoladores e não os achei”, dignai-vos aceitar o pequeno tributo das nossas consolações e assistir-nos tão poderosamente com o socorro da vossa graça que para o futuro, fugindo cada vez mais de tudo o que Vos poderia desagradar, nos mostremos em tudo, por toda a parte e sempre, vossos filhos, os mais fiéis e devotados. Nós Vo-Lo pedimos por Vós mesmo que, sendo Deus, com o Pai e o Espírito Santo, viveis e reinais nos séculos dos séculos Amém.

 

Dulcíssimo Jesus

Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é por eles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados na vossa presença, para Vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é, de toda parte, alvejado o vosso amorosíssimo coração.
Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar, imploramos, a vossa misericórdia, prontos a expiar não só as próprias culpas, senão também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade, não Vos querendo como pastor e guia, ou, calcando as promessas do baptismo, sacudiram o suavíssimo julgo da vossa santa lei.
De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-Vos, mas, particularmente, da licença dos costumes e imodéstia do vestido, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfémias contra Vós e vossos Santos, dos insultos ao vosso Vigário e a todo o vosso clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino amor, e, enfim, dos atentados e rebeldias das nações contra os direitos e o magistério da vossa Igreja.
Oh! Se pudéssemos lavar, com o próprio sangue, tantas iniquidades!
Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, Vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação, que Vós oferecestes ao eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar, todos os dias, sobre nossos altares.
Ajudai-nos Senhor, com o auxílio da vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a vivência da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e por nosso próximo, impedir, por todos os meios, novas injúrias de vossa divina Majestade e atrair ao vosso serviço o maior número de almas possíveis.
Recebei, ó benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria Santíssima reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes, até à morte, no fiel cumprimento dos nossos deveres e no vosso santo serviço, para que possamos chegar à pátria bem-aventurada, onde Vós com o Pai e o Espírito Santo viveis e renais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Amém.
(Acto de Reparação do “Papa Pio XI” - Para ser rezado na festa do Coração de Jesus e nas primeiras sextas-feiras)

 

As Doze Promessas

Eis aqui o Coração que a tal ponto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir, para lhes testemunhar o seu amor; e, entretanto só recebo da maior parte deles ingratidões, pelas irreverências, sacrilégios, desprezo e tibieza com que me tratam no meu Sacramento de amor. O que me é ainda mais sensível, é serem corações que me foram consagrados, os que assim me tratam. Por isso te peço que se dedique a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento a uma festa particular com o fim de venerar o meu Coração, fazendo-lhe actos de reparação, comungando nesse dia em desagravo pelas indignidades recebidas durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares.

As outras promessas do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque:

1- Darei às almas dedicadas ao meu Coração todas as graças necessárias ao seu estado.
2- Farei reinar a paz nas suas famílias.
3- Eu as consolarei nas suas penas.
4- Serei o seu refúgio seguro durante a vida e, sobretudo na hora da morte.
5- Derramarei copiosas bênçãos sobre todas as suas empresas.
6- Os pecadores acharão no Meu Coração a fonte e o oceano infinito da misericórdia.
7- As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.
8- As almas fervorosas elevar-se-ão rapidamente a uma grande perfeição.
9- Abençoarei as casas em que se achar exposta e for venerada a imagem do Meu Coração.
10- Darei aos sacerdotes o dom de tocar os corações mais endurecidos.
11- As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos indelevelmente no Meu Coração.
12- O amor todo-poderoso do Meu Coração concederá a todos os que, durante nove meses seguidos, se confessarem e comungarem na primeira sexta-feira, a graça da perseverança final.



 
Acto de Reparação ao Sacratíssimo Coração de Jesus Imprimir e-mail

 Image

Sacratíssimo Coração de Jesus, humildemente prostrados aos vossos pés, prometemos, agora e sempre, oferecer humilde reparação pelas ofensas que, infelizmente, Vos são infligidas da parte dos homens.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, santificação das nossas almas, quanto mais forem os vossos mistérios ultrajados pelos ímpios, tanto mais queremos oferecer a estes mesmos mistérios o tributo da nossa fé.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, única esperança dos homens, quanto mais a incredulidade se empenhar em roubar-nos a esperança nas coisas do céu, tanto mais havemos de pôr em Vós toda a nossa esperança.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, infinitamente amável, quanto mais os pecadores resistirem aos impulsos da vossa graça e aos afagos do vosso divino Coração, tanto mais Vos havemos de amar.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Divino Coração de Jesus, quanto mais os homens se esforçarem em negar a vossa divindade, tanto mais havemos nós de adorá-la com profundo respeito.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, fonte de toda a Santidade, quanto mais forem infringidos e olvidados os vossos divinos mandamentos, tanto mais os havemos de cumprir e observar.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Liberalíssimo Coração de Jesus, quanto mais os homens desprezarem os vossos sacramentos, com tanto mais amor e reverência havemos de os receber.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus modelo de todas as perfeições, quanto mais desconhecidas forem as vossas admiráveis perfeições, tanto mais queremos esforçar-nos para que em nós resplandeçam.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, salvador das almas, quanto mais o inferno se esforçar por perverte as almas, tanto mais havemos de empenhar-nos na sua salvação.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, saturado de opróbrios, quanto mais o sensualismo e o orgulho conduzirem os homens ao esquecimento dos seus mortais destinos, tanto mais havemos de imolar-nos como vítimas de mortificação.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Dulcíssimo Coração de Jesus, quanto mais os homens combaterem a vossa santa Igreja, tanto mais nos esforçaremos por mostrar-nos seus filhos dedicados.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.
Coração de Jesus, atravessado pela lança, quanto mais perseguido for o vosso representante na terra, o Santo Papa Bento XVI, tanto mais havemos de o cercar de honra e de amor como chefe infalível da Igreja.
Assim o prometemos, ó Sacratíssimo Coração.

Oração:
Divino Coração de Jesus, concedei-nos a graça, de sermos agora e sempre filhos dedicados da vossa Igreja, vossos apóstolos neste mundo e depois vossos escolhidos na bem-aventurança eterna. Assim seja.

 

 

 
Participar na Santa Missa Imprimir e-mail

Participar na Santa Missa

Devemos julgar-nos muito felizes sempre que se nos oferece a possibilidade de participar numa SANTA MISSA!

Pensemos em Santa Maria Goretti que, para ir à Santa Missa aos domingos, tinha que andar a pé 24 quilómetros para ir e voltar! Pensemos em São Maximiliano Maria Kolbe, que celebrava a Santa Missa, mesmo quando se achava em condições tão precárias de saúde, que um seu coirmão tinha que sustentá-lo no Altar para que não caísse. E, quantas vezes o Pe. Pio de Pietrelcina, estando febril e sangrando, celebrou a Missa?

Com maior razão devemos preferir a Santa Missa aos divertimentos nos quais se gasta o tempo sem nenhuma vantagem para a alma. São Luís IX, Rei da França, participava em várias Santas Missas cada dia. Um dos seus ministros queixou-se disso, dizendo que o rei podia ocupar aquele tempo nos trabalhos do reino. Mas o santo rei disse-lhe: “Se eu empregasse o dobro do tempo que levo para participar das Santas Missas, nos divertimentos, ou na caça, ninguém iria dizer nada!”

Quando chegarmos a compreender que a Santa Missa tem um valor infinito, já não nos causarão admiração o amor e o cuidado dos Santos em procurar nela participar cada dia e o mais que pudessem.

O Pe. Pio de Pietrelcina disse um dia a um penitente: “Se os homens compreendessem o valor da SANTA MISSA, para cada Missa seria necessário chamar os carabineiros, a fim de manterem em ordem as multidões de gente nas Igrejas”.

Sejamos generosos, e procuremos fazer todo o esforço possível até mesmo algum sacrifício de boa vontade para não perdermos um bem tão grande - especialmente nos dias de preceito (domingos e festas) e, portanto, quem deixa de ir comete pecado grave.

Santo Agostinho dizia aos cristãos do seu tempo: “Todos os passos que alguém dá para participar na Santa Missa são contados por um Anjo e por eles Deus lhe concederá um prémio muito grande nesta vida e na eternidade”. E o Santo Cura d’Ars acrescenta: “Como fica feliz o Anjo da Guarda, quando acompanha uma alma que vai à Santa Missa!”.

 

 
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