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Imagem Activa “Não temais, pois anuncio-vos
uma grande alegria
que o será para todo o povo:
Hoje, na cidade de David,
nasceu-vos um Salvador,
que é o Messias Senhor.
Isto vos servirá de sinal:
encontrareis um menino
envolto em panos e deitado
numa manjedoura”
(Lc 2,10-12).


Silêncio...
Ele está a dormir.
Pode entrar,
Mas caminhe devagarinho...
Olhe que paz,
Que ternura,
Que carinho...

Não precisa dizer nada,
Ele entende o seu pedido!

Apenas ore...
Ore mais com o coração...
Ore baixinho,
Para não despertar o Pequenino.

Feliz Natal!
Com muita paz...
E a bênção do Deus-Menino!

“Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob o domínio da Lei, para resgatar os que se encontravam sob o domínio da Lei, a fim de recebermos a adopção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: “Abba! – Pai!”. Deste modo, já não és escravo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro, por graça de Deus”. (Gl 4,4-7)

 

 

"Disseram-me que o Natal deu à luz o direito de nascer,
mas eu vejo tantos que dão às trevas o direito de matar.
Disseram-me que o Natal era uma criança,
mas eu vejo que para muitos, é um velho: o pai Natal dos brinquedos.
Disseram-me que o Natal fez aliança entre dois mundos: O mundo de Deus e o mundo dos homens,
Mas eu vejo ao meu lado um "terceiro mundo", sem Deus e quase sem homens.
Disseram-me que o Natal era a festa da família,
mas eu vejo muitas pessoas sem família e tantas famílias sem natal.
Disseram-me que o Natal era a paz entre os homens de boa vontade,
mas eu vejo que da boa vontade só resta "se queres a paz, prepara a guerra".
Disseram-me que o Natal era o dia mais feliz das crianças,
Mas eu vejo muitas crianças com fome no dia de Natal.
Disseram-me que o Natal era o dia da fraternidade universal,
Mas eu vejo pessoas a odiarem-se no dia de Natal.
Disseram-me que o Natal proibiu o sol de se apagar,
mas eu vejo homens que proíbem a noite de amanhecer."

Disseram-me muito sobre o Natal, a verdade pede de vós gestos mais do que palavras.
E a chave para a verdade nunca deixou de ser o amor.
Por alguma razão, no Natal de cada ano aparece-me Deus de palmo e meio.
Deus que nos diz: "procurai-me entre O que é pequeno e simples, e aí me achareis."

 

 

 
O PRESÉPIO, LIÇÃO DE VIDA, DE AMOR E DE PAZ Imprimir e-mail

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O Natal é o nascimento de Jesus Cristo no Presépio de Belém acontecido há dois mil anos. Um nascimento datado e situado com coordenadas históricas bem definidas, pois deu-se quando César Augusto era imperador Romano e a Província Romana da Síria, a que pertencia a Palestina então, era governada por Quirino (Lc 2, 1-2).
A festa de Natal celebra, portanto, este acontecimento e a sua decisiva importância de Salvação para toda a Humanidade, marcando o centro da História que, por isso, passou a ficar dividida entre o antes e o depois do nascimento de Cristo.
O Natal convida-nos hoje, de novo e antes de mais, a parar diante do Presépio, que é a Sua representação mais real e mais fiel. E diante do Presépio nós contemplamos uma lição de vida, uma lição de amor e uma lição de paz.
O Presépio diz-nos antes de mais o que é a vida, plasmada na simplicidade daquela criança, o Menino Jesus. A vida que nasce pequenina, frágil, com necessidade absoluta de ser generosamente acolhida e protegida, mesmo quando parece complicar planos particulares da mãe ou do pai ou de outras pessoas ou mesmo de sociedade como tal. Também para os pais desta criança do Presépio de Belém não foi fácil fazer uma viagem longa, com a mãe prestes a dar à luz e depois com o grave incómodo de terem de procurar um curral de animais para pernoitar e nele uma manjedoira para reclinar o seu Filho recém-nascido. Isto porque para eles não houve lugar nas casas e hospedarias da cidade. Toda a vida que começa, como a deste menino de Belém, já desde o seio materno, é um mistério de maravilha.
Neste Menino, frágil como todas as crianças, pobre entre os pobres, nós contemplamos o Salvador do Mundo. Também em cada criança, sejam quais forem as circunstâncias em que o seu percurso se iniciou, nós queremos ver sempre o sorriso de Deus e a Sua bênção para toda a Humanidade, mesmo que haja dificuldades e contra-tempos a superar, como aqueles que corajosamente souberam enfrentar José e Maria na cidade de Belém.
O Presépio é também uma lição de amor. Amor de uma família que se alegra com o nascimento do seu Filho e tudo faz para o receber bem, criando-lhe todas as condições necessários para que Ele possa viver e crescer e assim cumprir a sua vocação e missão no mundo.
Amor de uma Mãe que fica feliz com a chegada do Filho e de um Pai que deseja cumprir as suas responsabilidades sociais, neste caso o recenseamento mas sem descurar as responsabilidades para com a Família, Amor do próprio Deus voluntariamente feito criança pobre e humilde, despojado de toda a Sua grandeza e riqueza para ajudar a que todos a começar pelos pobres e mais fracos, possam percorrer, com dignidade, os caminhos da sua realização pessoal. O presépio ensina-nos também o q é a Paz, e como é que ela se constrói. A paz só é verdadeira quando centrada na pessoa, na defesa e na promoção dos seus direitos e da sua dignidade, em todas as suas circunstâncias. É por isso que a Paz nunca pode ser o resultado de um equilíbrio de forças e muito menos da imposição da lei do mais forte.

 

 

 
A TERNURA DO NATAL Imprimir e-mail

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"Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo o Senhor" (Salmo 95)
A Igreja quer que celebres o Natal hoje, como és. Deus quer que o Natal comece na tua família, na situação real que viveis hoje.
Jesus veio como uma criancinha, com uma imagem frágil. Não deixou de ser Deus, mas assumiu toda a nossa fragilidade. Da segunda vez, Ele virá com toda a sua glória e será um júbilo só, uma alegria só.
No Evangelho, ouvimos que os pastores foram os primeiros a receber esta grande notícia. Eles eram nómadas e procuravam sempre locais onde houvesse água para as ovelhas. A ovelha é muito sensível e precisa de ser defendida, pois se escuta algum barulho, fica com medo e não dorme de noite. Por tudo isso, os pastores precisam de dormir com as ovelhas.
Justamente para os pastores, cansados como estavam, Deus enviou anjos para anunciar esta notícia. É para ti que o Senhor anuncia hoje: “Não tenhais medo!
Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu para vós um Salvador, que é Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: Encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura” (Lucas 2,10-12)
Tudo é presente para Deus e Ele faz questão de que as celebrações durante os tempos litúrgicos na Igreja se tornem realidade. Toda a dureza da Semana Santa, assim como a alegria da Páscoa, o fervor de Pentecostes. Jesus quer nascer no nosso coração, na nossa casa e isto não é só poesia.
Quantos andam inquietos por falta de dinheiro, por não poder dar no Natal o que a sua família gostaria de viver. Também para ti que hoje sofres dores da alma, o próprio Senhor anuncia esta grande notícia: “Hoje nasceu para ti um Salvador, que é Cristo Senhor”
Numa celebração de Natal, o próprio clima muda. Não somente pela decoração da cidade ou por causa das luzes. Mas o clima é realmente diferente, cria nos nossos corações uma situação nova. O nosso coração “amolece”, enternece-se.
Quanta gente cheia de ódio, sentimentos de vingança e de ódio. Mas, pelo poder da Palavra de Deus, podes notar que o teu coração está a mudar.
Tu conheces muito a oração de São Francisco. Tudo o que é mal, que partiu do ódio transforma-se em amor, em verdade. Procura viver na graça própria do Natal.
Hoje é Natal, abre os pulmões e respira esta graça de Natal. Deus quer conceder-te a graça própria deste tempo, para te tirar da situação em que estás. Tudo começa pelo coração.
Faz como o filho pródigo, não esperes antes mudar a tua vida para voltar.
Nicodemos foi buscar a Jesus durante a noite, pois era um dos grandes em Israel. Mas quando todos queriam matar Jesus, ele percebeu que Jesus era diferente.
Muita gente diz: “se eu pudesse começar de novo”. E isto é possível! É o nascer de novo que Jesus disse a Nicodemos.
Não deixes para amanhã, nem mesmo para daqui a pouco. Faz isto agora, abre o teu coração à graça do Natal que é o Salvador.
Volta, volta já. Tu és filho e Ele quer devolver-te tudo.

 

 

 
O NASCIMENTO DE JESUS SEGUNDO OS EVANGELHOS Imprimir e-mail

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Jesus nasceu a 25 de Dezembro, foi dado à luz numa gruta, havia burros ou vacas a assistir, os magos eram reis e eram três, houve pastores a adorá-lo, fugiu para o Egipto?

As respostas são dadas pelo especialista em Sagrada Escritura, Pe. Joaquim Carreira das Neves:

Todos os anos, ao celebrarmos o Natal de Jesus, nos encontramos com figuras e factos que evocam a memória desse Natal de há dois mil anos. Vivemos de memórias e somos uma memória viva. Não há história sem memória nem memória sem história. Ao lermos o Evangelho de S. Mateus, nos dois primeiros capítulos, cheios de encanto e significado, passam por nós os reis magos, a estrela, o encontro dos magos com Herodes, a adoração do Menino, a fuga para o Egipto, o massacre dos inocentes, o regresso do Egipto e a vinda para Nazaré, dois anos e tal depois de se refugiarem no Egipto.
Porém, ao lermos o Evangelho de S. Lucas, também nos dois primeiros capítulos, deparamos com figuras e factos completamente distintos dos de S. Mateus: o anúncio do nascimento de S. João Baptista a seu pai Zacarias, o anúncio do nascimento e Jesus a sua mãe, através do arcanjo S. Gabriel, a visita de Maria a Santa Isabel, o nascimento e circuncisão de Jesus no Templo de Jerusalém, juntamente com Simeão e Ana, o regresso da Sagrada Família a Nazaré, apenas uns quinze dias depois do nascimento, e, finalmente, o encontro de Jesus no Templo.
A apresentação destas figuras e factos tem um objectivo: fazer com que o leitor perceba que as figuras e factos narrados em S. Mateus não são os mesmos que em S. Lucas. De comum, os dois evangelistas só têm a conceição virginal de Jesus e o nascimento em Belém. Não seria mais normal que ambos apresentassem as mesmas figuras e factos?
Não podemos, de modo algum, estabelecer uma concordância entre os dois evangelistas, pois o concordismo bíblico é mau conselheiro. Assim sendo, temos de concluir que o evangelista S. Mateus não conhecia S. Lucas e vice-versa. Por outro lado, partindo do princípio que S. Marcos foi o primeiro a escrever um Evangelho, onde não aparece o "evangelho da infância", significa que nas primeiras comunidades cristãs o problema não era abordado.
S. Paulo é o primeiro a escrever, cerca de quinze anos antes de S. Marcos, e deixa-nos apenas dois breves apontamentos sobre o nascimento de Jesus. Na carta aos Romanos 1,3 escreve que Jesus "nasceu da descendência de David segundo a carne, constituído Filho de Deus em poder, segundo o Espírito santificador pela ressurreição de entre os mortos", e na carta aos Gálatas 4,4 escreve que "Deus enviou o seu filho, nascido de uma mulher, nascido sob o domínio da Lei, a fim de recebermos a adopção de filhos".
Para S. Paulo só interessava a pessoa de Jesus como Salvador, mas nascido de uma mulher, sob o domínio da Lei, para acentuar que Jesus não é nenhum herói divino (aner theos), que caiu do céu, rodeado de esplendor e mistério. Ele é filho de uma mulher judia que vive na economia da "Lei de Moisés" e veio à terra para estabelecer a "economia do Espírito" em oposição à da Lei dos judeus. Só a economia do Espírito pode estabelecer a Fraternidade nova e a nova criação, rompendo com todas as culturas baseadas no sangue, família, pátria, circuncisão de Abraão.
É natural que os cristãos, sobretudo depois da derrocada de Jerusalém no ano 70, tenham começado a pensar seriamente sobre o nascimento do seu Salvador e tenham nascido muitas histórias divergentes. Nada do que está escrito nos Evangelhos é em directo, mas em diferido. S. Mateus e S. Lucas fornecem-nos narrativas vivas e coloridas, mas todas iluminadas pelo programa narrativo da salvação, segundo as promessas do Antigo Testamento e respectivas profecias.
S. Mateus é bem explícito nesse programa narrativo ao apresentar quatro encenações arrancadas às Profecias: Mt 2,22: "Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho..."; Mt 5: "Eles responderam: Em Belém da Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta..."; Mt 2, 15: "Assim se cumpriu o que o Senhor anunciou pelo profeta...; Mt 2, 23: "Assim se cumpriu o que foi anunciado pelos profetas...".
Não há contradição entre S. Mateus e S. Lucas porque o objectivo de ambos não é narrar cenas de história factual, mas cenas de história de salvação, a que os exegetas bíblicos classificam de midrache bíblico. O Antigo Testamento está cheio destas cenas. À luz da história da salvação, estas cenas valem tanto como se fossem narrativas de história factual. E no meio de todas elas há duas comuns a ambos os evangelistas: nascimento de Jesus de uma mulher virgem e nascimento em Belém. É verdade que alguns exegetas modernos, católicos e protestantes, colocam no mesmo pé de história "midráchica" todas as cenas "construídas" a partir das profecias. Mas se assim for como compreender as demais cenas, ao longo da vida "histórica" de Jesus, como é o caso da pregação na Galileia (Mt 4, 14) e dos milagres (Mt 8, 17). No entanto, o que mais interessa nestas cenas da infância é a realidade do seu simbolismo messiânico.
Deixemos que os nossos presépios contenham a estrela, magos, pastores, anjos, mas não façamos disso a centralidade da mensagem. Não é verdade que quando somos invadidos por sentimento de um grande amor, ou medo, ou opção de vida, sobretudo de ordem espiritual, dizemos: "Não tenho palavras para descrever"? Foi o que aconteceu com Mateus e Lucas diante do "mistério" da incarnação de Jesus como Emanuel, Deus-connosco.
Para serem compreendidos, apresentaram o "mistério" através de cenas catequéticas, criadas e construídas de acordo com a sua mensagem de fé em Jesus Cristo. Escreveram em diferido, muitos anos depois do "mistério" da paixão, morte e ressurreição do Menino nascido em Belém, duma virgem mãe. Pe. Joaquim Carreira das Neves, OFM

 

 

 
COLÓQUIO COM O MENINO JESUS Imprimir e-mail

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Ó FILHO DE DEUS, porque Vos tornastes criança?
- Para ser homem como vós!
Ó FILHO DE DEUS, porque Vos tornastes criança?
- Para vos redimir dos pecados e da morte eterna!
Ó FILHO DE DEUS, porque Vos tornastes criança?
- Para que também vos torneis filhos de DEUS!
Ó FILHO DE DEUS, porque Vos tornastes criança?
- Para vos revelar o Amor do Meu e vosso PAI!
Ó FILHO DE DEUS, porque Vos tornastes criança?
- Para que ninguém tenha medo, mas sim confiança em DEUS!
Ó FILHO DE DEUS, porque Vos tornastes criança?
- Para ter MARIA como Mãe, que é também a vossa Mãe!
Ó FILHO DE DEUS, porque Vos tornastes criança?
- Para vos ensinar pelo Meu exemplo a humildade e a dependência!
Ó FILHO DE DEUS, porque Vos tornastes criança?
- Para que, à Minha imitação, vos torneis criança de todo o coração!
Ó FILHO DE DEUS, porque Vos tornastes criança?
- Para vos trazer do Céu a felicidade e a vida eterna!

 

 

 
NO PALÁCIO DE HERODES Imprimir e-mail

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Auto de Natal: encontro de Herodes com os Reis Magos

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Sala do trono do palácio do rei Herodes que está sentado no trono, dormindo. Entra um conselheiro, que se ajoelha diante do trono.

CONSELHEIRO - Senhor, «porque dormis?»
HERODES {acordando) - Que queres?
CONSELHEIRO - Senhor, «chegaram a Jerusalém uns magos vindos do Oriente».
HERODES - Uns magos? Que é isso? Que querem eles?
CONSELHEIRO - Senhor, não sabemos bem. São três homens com uma grande comitiva. Dizem que procuram o rei dos judeus que acaba de nascer.
HERODES - Que acaba de nascer? Que significa isso?
CONSELHEIRO - Ninguém sabe. Toda a Jerusalém está perturbada. Senhor, falei com o sumo-sacerdote, que veio ao palácio por causa disto e espera na antecâmara. Ele pensa que os magos falam do Messias. Ainda recentemente houve um tumulto no Templo, com um velho que disse ter visto o Messias.
HERODES (depois de pensar um pouco) - Chamai cá o sumo-sacerdote e ide buscar os tais magos. Mas fazei-o em segredo.
CONSELHEIRO - Sim, meu Senhor.

Sai o Conselheiro. Depois entra o sumo-sacerdote, acompanhado por 2 sacerdotes e 1 escriba.

HERODES - Sumo-sacerdote, sacerdotes, escriba. Bem vindos. Dizem-me que temos um problema. Mais uma vez, parece que o Messias quer assombrar o meu reino. Essa velha profecia agora até consta que interessa ao longínquo Oriente.
SUMO-SACERDOTE - Este assunto não pode ser considerado ligeiramente. O Messias virá um dia. Mas, até lá, temos de combater todos os falsos messias que continuam a aparecer. HERODES - Muito bem. Então, que devo fazer?
SUMO-SACERDOTE - «Se libertas estes homens, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei declara-se contra César.»
HERODES - Não me é permitido dar a morte a ninguém. Onde se espera que nasça o Messias?
SUMO-SACERDOTE - «Em Belém da Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: "E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades da Judeia; porque de ti vai sair o Príncipe que há-de apascentar o meu povo de Israel».

Entra o conselheiro.

CONSELHEIRO – Senhor, os magos esperam a vossa benevolência.
HERODES – Manda-os entrar.

Sai o conselheiro e volta pouco depois com Gaspar, Baltasar e Melchior.

CONSELHEIRO – Eis os homens!
HERODES – “Quem procurais?”
GASPAR – “Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo.
HERODES – o REI DOS JUDEUS? Meus senhores, sou eu o rei dos judeus. Não há mais nenhum rei dos judeus para além de mim. Mas eu, como vedes, não só nasci há muito, como não tenho nada a ver com estrelas.
MELCHIOR – Não é a ti que buscamos. O rei que procuramos acaba de nascer.
HERODES – É esse o Rei dos Judeus? Tendes a certeza de que este que procurais é mesmo o rei dos judeus?
GASPAR – Tu perguntas isso por ti mesmo, ou porque outros to disseram d’Ele?
HORODES – Sereis vós, porventura, judeus? A minha gente e os sumos-sacerdotes é que o devem procurar! Que fazeis? Este menino é rei?
BALTAZAR - «É como dizes: Ele é rei! Para isto nasceu, para isto veio ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a Sua voz.»
HERODES - «Que é a verdade?». «Donde é Ele?»
GASPAR - «A Sua realeza não é deste mundo; se a Sua realeza fosse deste mundo, os Seus guardas teriam lutado para que Ele não fosse entregue às autoridades judaicas; mas o Seu reino não é daqui.»
HERODES - «Logo, Ele é rei!» (cf. Jo 18,37)
GASPAR, BALTAZAR e MELCHIOR
- «Tu o dizes; Ele é rei»
HERODES - Segundo a profecia, o Messias deve nascer em Belém da Judeia. É uma pequena aldeia, a pouca distância, para sul, de Jerusalém. «Ide e informai-vos cuidadosamente acerca do menino; e, depois de o encontrardes, vinde comunicar-mo para eu ir também prestar-lhe homenagem.»
GASPAR, BALTAZAR e MELCHIOR - «Ele é realmente o Senhor!»

 

 

 
BÊNÇÃO DA MESA NA NOITE DE NATAL Imprimir e-mail

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- Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
- Quando em todo o Universo,
na mais alta noite da História,
se fazia um grave e profundo Silêncio,
chegada a plenitude dos tempos,
a Palavra de Deus fez-se ouvir, em balbucios de Menino.
O Verbo fez-se Carne, no seio da Virgem Maria.
E José, calado e vergado, diante do Mistério admirável,
chamou ao Presépio a criação inteira,
em adoração aos pés do Filho de Deus:
a árvore da vida, erguida e colorida,
o boi e o burro, em repasto sereno,
o lobo e o cordeiro, a comer e a dormir juntos.
E, num beijo doce de ternura,
disse, ainda sem falar, o pobre Menino:
Amo-te Homem. Amo-te Mundo.

- E naquela manjedoura,
estava Aquele que nos havia de alimentar com o Pão dos Anjos.
E era o Pão da nossa Vida.
O Pão da Vida de Deus,
desfeito em pedaços de ternura,
em migalhas de amor,
que sobravam e caíam
em abundância sobre a Terra fria
do chão de Belém.

- E Belém era a Casa do Pão:
Do Pão da Paz e do Perdão.
Abrigo seguro da Família,
Templo Santo, do Amor divino.
- Oh Meu Menino Jesus,
abençoa este Pão sobre a Mesa,
pão já bendito em Belém
e consagrado por ti em Corpo da Vida
na cidade santa de Jerusalém.
E dá-nos a graça da alegria,
pelo dom deste vinho,
transformado em Caná,
em fonte de alegria,
que dura para a vida eterna.

- Reunimo-nos, em teu nome, Menino Jesus.
Parabéns à tua Mãe, pela fé desta noite.
E Paz a José pelo silêncio desta Hora.
Sagrada Família, fora de Casa, em Belém,
dá-nos a graça da tua visita.
Já não é sem tempo.
E chegou a hora de vires a nossa Casa. Vem.
A mesa está pronta para todos vós. Ámen.

PAI NOSSO. AVE MARIA. GLÓRIA

 

 

 
QUERIDO HOMEM Imprimir e-mail

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É com muita alegria que te comunico
a chegada tão suspirada do meu Filho.
Exulta, porque hoje se unem o céu e a terra.
Diz a toda a gente, anuncia por toda a parte,
proclama onde houver desespero e medo:
“O filho de Deus pôs a sua morada no meio de vós”.
O meu Filho leva-te uma mensagem
de paz e alegria.
Nos seus lábios está a palavra
que os aflitos esperavam;
Nas suas mãos a bênção e a ajuda
que muitos aguardavam;
No seu olhar a profundidade do meu rosto.
A partir de agora, a terra é também
a “casa da Deus” porque nela
habita o meu Filho, que te envio.
Não temas a sua presença, mas alegra-te
e canta, pois o Filho que te mando
é o salvador!
Vai para te libertar e salvar
retira-te de tudo o que te impede
de seres homem, plenamente humano, feliz.
Já Me podes contemplar sem medo.
Podes iniciar um novo diálogo comigo.
Quando quiseres saber algo de mim,
vai ter com Jesus,
Porque Ele é Deus contigo, Emanuel.
Vai ter com Ele e abre os teus olhos,
O teu coração, a tua esperança.
Deixa-te inundar por esta novidade,
Homem de todos os povos.
Faz um esforço de fé.
Na simplicidade de um presépio, na solidão e no silêncio da noite,
está contigo o teu Deus:
O menino que vai nascer é o meu Filho único.
Finalmente, quero que saibas que Eu,
o teu Deus, amo-te muito.
Paz a ti, Homem de toda a terra!

 

 

 
O Papa Francisco e o Natal Imprimir e-mail

 

O Natal é tempo de acender a luz no seu coração 

 

O Papa Francisco ensina-nos a importância de acender a nossa luz neste Natal

 

O Papa Francisco ensina que Natal sem luz não é Natal. Não se trata, obviamente, de referência às luzes dos centros comerciais. Nem mesmo se refere às lâmpadas que integram o cenário dos presépios e ornamentam as árvores, indicando o genuíno sentido do Natal, a chegada do Salvador do mundo. O Santo Padre faz, na verdade, um interpelante convite a cada pessoa: acenda a sua luz.

Oportuno é fazer um exercício de imaginação usando a imagem simbólica das luzes nas árvores de Natal, nos enfeites das casas, edifícios, tantas outras decorações que provocam alegria e emoção. Todas estas luzes poderiam ser a multidão – a humanidade da cidade da gente, do bairro, da rua, da sua casa, do seu prédio, do ambiente de trabalho, das escolas, das instâncias de governos e dos segmentos todos da sociedade. Assim seria possível formar uma grande procissão da humanidade com a luz que dissipa a escuridão. Não haveria mais as sombras que embaçam a vista, confundem entendimentos, induzem a escolhas equivocadas, geram indiferença e as muitas formas de violência – como o aborto e o “descarte das pessoas”. Se houvesse uma luz nas mãos de cada indivíduo, uma grande tocha se formaria, fazendo brilhar os olhos da esperança. Surgiriam novos caminhos a serem percorridos e os rostos de cada pessoa revelariam encantamento pelos rumos reencontrados. Haveria um verdadeiro fenómeno de luz, que faz raiar um novo dia.

A festa da luz

O Papa Francisco diz que o Natal é a festa da luz – muito mais do que um efémero espetáculo produzido com impacto visual, mas sem efeitos duradouros. A falta de saídas para as crises e a carência de entendimentos humanitários que podem devolver ao ser humano a sua mais nobre condição indicam que o mundo atual, com suas tantas outras “luzes”, nunca esteve tão obscurecido. A humanidade sofre com percalços dolorosos, potencializados pelas brutalidades, ganâncias, ódio e desejo de vingança. Por tudo isto, a convocação é urgente: acenda a sua luz interior. O verdadeiro Natal é luz. É o evento da luz que brilha nas trevas. Lembremos a narrativa de São João na introdução do seu Evangelho: “E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. Veio um homem, enviado por Deus, e o seu nome era João. Ele veio como testemunha, a fim de dar testemunho da luz, para que todos pudessem crer, por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Esta era a luz verdadeira, que vindo ao mundo a todos ilumina”. A Palavra de Deus possibilita essa compreensão a respeito da luz verdadeira que, se recebida, faz crescer um brilho interior. Quem a acolhe e cultiva a sua luminosidade passa a orientar-se nos parâmetros da verdade e do amor.

Acender a luz, a nossa luminosidade interior, antes e acima de tudo é, deliberada e amorosamente, receber a Cristo, a luz que vem ao mundo. A luz que pode brilhar no interior de cada pessoa depende dessa luz, fonte inesgotável de luminosidade, que é o amor infinito de Jesus. Acender a própria luz é acolher Cristo Luz dos Povos e conseguir caminhar nas trilhas do bem, da verdade e da justiça. Diante das muitas incertezas vividas por toda a sociedade, só há uma saída possível: empreender o acendimento da própria luz.

Resgate valores

Este grave momento da história, quando a sociedade se submerge nas escuridões produzidas por desmandos e relativizações dos parâmetros ético-morais, torna-se urgente um gesto humilde e simples, mas significativo: reunir os restos e os cacos da própria lamparina interior e acendê-la, de novo, com a acolhida de Cristo que vem, a luz que todos ilumina. Este compromisso exige resgatar valores na interioridade, assumir novos propósitos, arcar com o peso indispensável de recomeçar, abrir mão de privilégios. Assim torna-se forte a luz da esperança de um novo tempo, com a escuta de Cristo, o messias Salvador. O que está quebrado pode ser reparado. Os erros, corrigidos. E o que foi retirado indevidamente pode ser reposto.

Reacendam os corações para iluminar um caminho diferente e, assim, com esperança, que possa ser vista no horizonte a realização da profecia de Isaías quando diz que “o Povo que andava nas trevas viu uma grande luz, para os que habitavam as sombras da morte uma luz resplandeceu”. Sem esperar milagres dos “salvadores da pátria”, a única saída é o gesto pessoal capaz de provocar efeito revolucionário sobre a sociedade, um convite interpelante e transformador: acenda a nossa luz!

 
COMO É QUE SÃO NICOLAU SE CONVERTEU EM PAI NATAL Imprimir e-mail

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A figura moderna de Pai Natal é um pálido reflexo da pessoa que a inspirou: São Nicolau, bispo de Mira, antiga cidade da costa meridional da actual Turquia.
Como se produziu a transformação de santo caritativo em ícone do consumo natalino?
O escritor Jeremy Seal empreendeu uma pesquisa internacional para dar resposta a esta pergunta, e comunicou suas conclusões no livro “Nicolau: a viagem épica do santo a Santa Claus”.
Numa entrevista Seal relata que encontrou sinais do culto à Pai Natal (Santa Claus) em todo o mundo e os motivos que explicam por que São Nicolau, com seu carisma de caridade, persiste ainda hoje, apesar da comercialização das festas de Natal.
- Quem era São Nicolau de Mira?
- Sabe-se muito pouco dele. Era bispo de Mira e viveu no século IV, em uma cidade da Turquia meridional, hoje conhecida como Demre. Não há ali actualmente nenhuma referência a sua vida, salvo uma referência material, em um manuscrito do século VI.
Temos então que nos basear quase exclusivamente em elementos póstumos referentes a São Nicolau. Mas, dada a grande difusão de seu culto, é lícito deduzir que houve algo excepcional em sua vida. Não sabemos muito dele, mas intuímos uma pessoa especial.
Nicolau parece ser uma pessoa sensível que se fez famosa por dedicar-se à ajuda material e concreta. Este aspecto manifestou-se firme no curso dos séculos, porque a ajuda material é algo de que todos têm necessidade, e que todos sabem apreciar.
- Quais foram seus aspectos especiais?
- Existe uma série de histórias, também porque foi especialmente longevo. Na época em que viveu, a maior parte dos santos cristãos eram mártires, mas sobre Nicolau se contaram muitas histórias porque viveu uma vida longa, e morreu em sua cama. Os relatos são muitos, mas a maior parte deles coincide em sua dedicação a ajudar os demais.
Um infinito número de histórias conta que salvou alguns marinheiros, em meio a uma tempestade ante a costa de Mira. Outra vez, convenceu um capitão a que levasse em seu barco uma carga de trigo a Mira, onde as pessoas estavam morrendo de fome.
Alguns militares, condenados injustamente, tiveram uma visão de Nicolau que os confortava e procurava para eles a libertação.
Quando o culto de Nicolau chegou à Rússia, no séc XI, nasceu uma nova série de histórias. Os russos o chamaram em sua língua “o que ajuda”. Na Rússia, sua ajuda assume formas diversas: ajuda aos pastores a proteger o rebanho dos lobos, protege as casas do fogo, etc.
– Como evoluiu a figura actual do Pai Natal?
- O amor a Nicolau manteve vivo seu culto até finais do século XVIII, quando em Manhattan produziu-se uma revisão de sua imagem.
O nome “Santa Claus” (Pai Natal) deriva da pronunciação americana da palavra holandesa “Sinterklass”. São Nicolau e Pai Natal são portanto a mesma pessoa, ainda que muitos não saibam. Por outra parte, são representados de modo diverso porque o representam em lugares e tempos diversos, próprios de sua evolução póstuma.
Não sabemos quando chegou seu culto a Nova Amsterdã, hoje Manhattan. Mas é provável que tenha sido levado ali pelas primeiras comunidades que se assentaram, e tenha ficado como uma vaga memória na América do Norte, latente até finais do século XVIII.
Logo, a tradição dos presentes que até então era uma celebração local e estacional, na qual se intercambiaram objectos feitos em casa, estourou em algo muito maior. Iniciava a produção em massa, difundia-se o comércio, chegaram os jogos do Norte da Europa, e tudo se podia comprar: livros, instrumentos musicais, tecidos, etc.
Por conseguinte, o uso dos presentes se transformou em algo irreconhecível, e isto fez nascer a exigência de encontrar ao espírito da entrega de presentes. São Nicolau era quem, nas tradições holandesas e inglesa do velho mundo, representava o doador; e não era necessário buscar muito para recordá-lo.
As pessoas, ao final do século XVIII, popularizaram a imagem de Santa Claus, ainda que não imediatamente com fins comerciais.
Nos anos vinte, do século XX, começou a adquirir suas características actuais: as renas, o trenó, os sinos. Elementos que são simplesmente característicos do mundo no qual emergiu: naquela época, os trenós eram o meio principal de transporte, no inverno, em Manhattan.
A poesia “Uma visita de São Nicolau”, conhecida também como “Era a Visita de Natal”, de 1822, descreve-o com todos os detalhes. Era muito similar à figura que conhecemos hoje.
Enquanto estas características tomavam forma, foi associado cada vez mais ao âmbito comercial. Uma instrumentalização compreensível, mas depois de tudo sempre um desvio de seu significado original. Na Idade Média, era símbolo e ícone da caridade. Não me parece que possa ser definido do mesmo modo hoje. Actualmente parece mais uma estranha mescla de caridade e de consumismo que o invade todo.
- Em sua opinião, o que é que  os pais cristãos deveriam contar aos  filhos sobre o Pai Natal ? - O que quis fazer ao remontar-me às origens do Pai Natal é recordar a mim mesmo que há um válido motivo moral para dar presentes. A ideia de São Nicolau era a de ajudar quem passava dificuldades.
É o ensinamento que podemos extrair. Dar presentes, pelo gosto apenas de dá-los, a pessoas queridas que têm em abundância, poderia não reflectir a essência da intenção de São Nicolau.

 

 

 
Queremos, Senhor, neste Natal... Imprimir e-mail

Queremos


Senhor,


neste Natal,


armar uma árvore
dentro dos nossos corações
e nela pendurar, em
vez de presentes, os nomes
de todos os nossos Amigos. Os antigos
e os mais recentes. Os amigos de longe
e de perto. Os que vemos cada dia e os que
raramente encontramos. Os sempre Iembrados
e os que às vezes ficam esquecidos. Os das
horas difíceis e os das horas alegres. Os que, sem
querer, magoamos, ou sem querer nos magoaram. Aqueles
que pouco nos devem e aqueles a quem muito devemos. Os nossos amigos
humildes e os nossos amigos importantes. Os nomes de todos os que já passaram

pelas nossas vidas. Muito especialmente aqueles que já partiram e que lembramos com

tanta saudade. Que o Natal esteja

vivo em cada dia do Novo Ano e que a nossa
amizade seja um momento de repouso nas lutas
da vida, para assim vivermos o AMOR juntos.

Inclinemo-nos perante o santo Presépio, implorando ao Deus Menino, à Santíssima Virgem e a São José, seu castíssimo Esposo, que nos concedam e a quantos nos são caros, todas as graças necessárias para nos tornarmos fiéis instrumentos do Espírito Santo para a implantação do Reino de Maria sobre a Terra.

 
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Como ser luz no Natal?  

 

Aprender a ser luz no Natal e iluminar todos os dias do novo ano

 

Com a chegada do fim de mais um ano, muitos renovam no coração gestos de solidariedade e paz. O clima deste tempo transforma até mesmo os corações mais duros. Celebrar o Natal é renovar o nosso amor no Senhor. Aquele que veio um dia trazer-nos a salvação continua vindo ao nosso encontro todos os dias do ano, nas mais diversas pessoas e situações.

Síndrome do Pai Natal

Muitos assumem, no tempo natalino, a síndrome do Pai Natal. Do dia para a noite, fazem um processo de conversão relâmpago. Abraçam a todos e distribuem presentes. Mas, terminado o Natal, voltam a praticar os mesmos atos de maldade. Tais pessoas não se converteram de facto; têm apenas um impulso emocional para desencargo de consciência.

Jesus Cristo ensinou-nos que não existe dia específico para a prática do bem e do amor. Cada dia, é dia de amar. O irmão necessitado não sente fome somente no tempo do Natal, mas também todos os outros meses do ano.

Qual o melhor presente?

Não adianta dar o melhor presente aos pais, se passas os outros onze meses do ano ausente da vida deles. O melhor presente a ser oferecido é a mudança de atitudes e a conversão permanente do teu coração. Os gestos de amor brilham na eternidade.

Neste tempo em que nos preparamos para celebrar o nascimento do Senhor, somos convidados a ser luz. A cada semana, vamo-nos aproximando da Luz Maior, que é o próprio Jesus Cristo. No meio de tantas situações de trevas, devemos levar a luz da paz, do amor, da misericórdia, da solidariedade e da esperança às pessoas. Brilha para que muitos se aqueçam com o teu testemunho e façam o retorno ao coração amoroso do Pai.

Tu não és uma luz pisca-pisca usada nas árvores de Natal e decorações natalinas. Não! A tua luz é permanente, porque a fonte que te faz brilhar nasce do coração de Deus. O amor do Senhor é a máquina que gera a luz e faz o Seu brilho resplandecer frente à escuridão do mundo. Tu és luz, porque és gerado no amor de Deus.

Não podemos encaixotar o nosso brilho

Ao terminar as festas de fim de ano, as luzes usadas na decoração serão retiradas da tomada e encaixotadas para que, no outro ano, voltem a ser utilizadas. Não podemos encaixotar o nosso brilho, a nossa misericórdia e o nosso amor. Somos gerados para amar. A memória do nascimento de Cristo renova no nosso coração a esperança na vida. A Luz Maior deixa sempre um rasto luminoso na nossa alma. Somente quem foi iluminado pelo Senhor pode brilhar na vida de outras pessoas.

Na esperança de um novo tempo de misericórdia e paz, renova a tua confiança no Senhor. Brilha com Seu testemunho de vida, para que as trevas do mundo se afastem, para dar lugar ao alvorecer de um novo tempo gerado no amor de Deus.

 
Oração ao Menino Jesus Imprimir e-mail

Oração ao Menino Jesus

Menino Deus,
Eis-nos aqui diante de Tua manjedoura.
Como os reis magos, apresentamos os nossos presentes.
Obrigado por teres encarnado para nos salvar.
Pedimos pelas famílias que hoje se encontram divididas,
Pais separados e filhos mergulhados na droga e no pecado.
Olha para os Teus filhos, ouve nossa prece.
Criança abençoada, pedimos por outras crianças,
Que também como Tu não têm onde nascer.

Menino Jesus, no Teu aniversário, refaz o
milagre da distribuição do pão do amor.
Porque os homens esquecem-se que também
são capazes de realizar o que Tu ensinaste.

Príncipe da paz, devolve ao mundo a Tua paz.
Reavive, Menino, no coração dos homens,
a compaixão, o amor e a misericórdia,
para que eles cuidem das crianças do mundo.
Que sejam alimentadas, não sofram nem chorem.

Menino Jesus, toma em Tuas mãos as crianças.
Livra-as da guerra, da fome, da morte antecipada,
da morte em vida e da dor que não podem
compreender nem deveriam sentir.

Cuida das mulheres grávidas e daquelas que querem engravidar.
Que os homens sejam como São José e as mulheres como Maria.
Livra o nosso mundo do trauma do aborto, Tu que és a Vida.
Devolve o sentido de viver àqueles que perderam a felicidade.

Menino que és, coloca no rosto das outras crianças
o sorriso, o amor e a segurança.
Na boca, coloca a comida e a Tua Palavra.

Obrigada, Menino Deus!

Oremos: “Senhor nosso Deus, ao celebrarmos com alegria o Natal do nosso Salvador, dá-nos a graça de alcançar, por uma vida santa, o Teu eterno convívio. Por Cristo nosso Senhor. Amém”.

 
Símbolos e Tradições Imprimir e-mail

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Presépio: Organizado por São Francisco de Assis para visualizar, sensibilizar e facilitar a meditação da mensagem evangélica, do conteúdo, do mistério de Jesus Cristo que nasce na pobreza e na simplicidade. 

 Estrela de Belém: A estrela guiou os três reis magros Baltazar, Gaspar, Melchior desde o oriente até o local onde nasceu Jesus. Ali o presentearam com ouro, incenso e mirra. A estrela é lembrada hoje pelo enfeite colocado no topo da árvore de Natal.

 Estrela de Belém: A estrela guiou os três reis magros Baltazar, Gaspar, Melchior desde o oriente até o local onde nasceu Jesus. Ali o presentearam com ouro, incenso e mirra. A estrela é lembrada hoje pelo enfeite colocado no topo da árvore de Natal.

Troca de presentes: Eles significam o presente que Deus nos deu, Jesus Cristo. Quando damos presentes aos outros, significa um sinal de amizade.
 

Meias: A tradição de pendurar meias na Lareira se originou de uma de muitas histórias que envolvem São Nicolau, o Santo que inspirou a figura do Pai Natal. E, naquela época, era indispensável um dote para se casar. São Nicolau soube da triste situação e, secretamente, atirou três pequenos sacos com moedas de ouro pela chaminé da casa da família. Os sacos caíram dentro das meias das moças, que estavam penduradas na lareira para secar.
 

Cartão: O sadio costume de enviar cartões de Boas Festas por ocasião do Natal deve ter muito a ver com estas três realidades: o homem (comunicação); a Bíblia (Palavra de Deus escrita); Jesus Cristo (Verbo de Deus encarnado).
 

Pinheiro: é a única árvore que não perde suas folhas durante o ano todo. Permanece sempre viva e verde. O verde constante do pinheiro, a vida permanente e plena que Cristo aparece. Foi usado pela primeira vez pela rainha da Inglaterra Elizabete e por ocasião do dia 25 de Dezembro, quando oferecia uma grande festa e recebia muitos presentes. Não podendo recebê-los todos pessoalmente pediu que fossem depositados em baixo de uma árvore no jardim. Daí o costume de depositar os presentes em baixo da árvore.

Velas
As velas simbolizam a presença de Cristo como luz do mundo. Ele próprio disse: "Eu sou a luz do mundo". Acendendo velas no Natal queremos alimentar a nossa fé e nos desafiar mutuamente a sermos também luz para o mundo. Cristo, a luz do mundo, convida-nos a nos tornarmos luz, alegria e felicidade para as outras pessoas. Isto exige a doação de si mesmo, como a vela se consome ao iluminar.

Sino
O sino é sinal de alegria. Um grande acontecimento é anunciado com o toque festivo dos sinos. O sino lança mensagens no ar. O nascimento de Jesus é a grande mensagem que precisa ser anunciada para a libertação do ser humano.

Ceia de Natal
é festa de aniversário, comemoração da vida! Fez parte da libertação do Egito a celebração da ceia pascal. Na Santa Ceia da quinta-feira santa, Jesus instituiu a Eucaristia. A Santa Missa é a renovação dessa Ceia sagrada. Por isso, a ceia do Natal é símbolo de festa, de alegria, do partilhar a salvação que entrou em nossa casa. Ao mesmo tempo, é compromisso de cada um por esforçar-se que o pão da vida alimente todos os corações. "Eu sou o pão da vida! Quem vem a mim, nunca mais terá fome!" (Jo. 6,35)

Bolas Coloridas
as bolinhas e enfeites coloridos colocados na árvore de Natall simbolizam a diversidade das boas acções que somos capazes de fazer, a fim de permanecermos unidos a Cristo. Cada enfeite deveria ser a expressão de um bom acto que fazemos na preparação de nosso coração para o Natal. "É pelo fruto que se conhece a árvore." (Mt 12, 33)

 

Ó Virgem gloriosa, Mãe de Deus,
Ó filha predilecta do Altíssimo,
Habitou em teu seio virginal
Aquele que o mundo todo não contém,
Ó Virgem, que à luz deste a luz do mundo,
Senhora, Mãe de Cristo e nossa Mãe!

Menino tão rico,
Que pobre que estais,
Deitado no feno
E entre animais!

 

 

 
Natal, tempo de se capacitar para o novo Imprimir e-mail

 

Natal, tempo de se capacitar para o novo

  

 

A vivência do Natal pode e deve ser a inteligente oportunidade para escrever um capítulo novo na história da sociedade, da vida pessoal e familiar

 

Dúvidas, com tons de aridez e desânimo, podem brotar no coração humano nas festas natalícias. De novo, é tempo do Natal e onde está a novidade? Ao avaliar os últimos anos, ou mesmo a década que passou, o que mudou para melhor? Talvez, as análises sejam marcadas pelo pessimismo, concluídas com uma afirmação melancólica: de novo, é tempo do Natal. Os votos natalícios, que ocupam os MCS, os cumprimentos entre pessoas e os cartões enviados, podem parecer mera repetição. Isto porque, dias depois, tudo parece voltar a uma rotina que tem o seu peso próprio. Os votos de Natal podem tornar-se apenas “palavras pronunciadas ao vento”, sem nenhuma força de transformação e mudança. Em vez disso, cada pessoa deve aproveitar o tempo do Natal como oportunidade para se capacitar para o novo, para ter um desejo forte de mudança: deste Natal em diante vou ser diferente nisto e naquilo...mas vou mesmo.

Natal, tempo de se capacitar para o novo

 A novidade que se experimenta não se esgota nas indispensáveis invenções do comércio ou na criatividade de estrategistas para alcançar ganhos, sair de crises, conseguir novas respostas económicas, inclusive para superar os cenários excludentes que envergonham a sociedade. O novo do tempo do Natal está na fonte plantada bem no centro da história, perto de cada homem e mulher, no mistério insondável e inesgotável da encarnação do Verbo, Jesus Cristo, o Filho de Deus. A fonte do novo que não envelhece está entre nós é o cântico do tempo do Natal. Está aí a novidade procurada pelo coração humano, como necessidade amorosa que alimenta o sentido da vida.

A liturgia na Igreja Católica constrói este caminho experiencial com singularidade e riqueza preciosas, além de uma incontestável força pedagógica. Esta força é transformadora, com incidência na vida de quem percorre o caminho rumo ao mistério do Natal do Senhor. Indispensável é livrar-se das exterioridades que ancoram os corações na superficialidade. São pesados fardos que não permitem avanços na experiência do encantamento que o mistério do Natal opera na história da humanidade e na vida de cada pessoa. Santo Agostinho, tocado no mais íntimo do seu ser por este mistério expressa, de maneira admirável, a sua profundidade e o seu alcance quando diz: “Celebremos este dia de festa, em que o grande e eterno Dia, gerado pelo Dia grande e eterno, veio a este nosso dia temporal e tão breve”. Esta reflexão permite compreender melhor a novidade, sempre atual, que deve acompanhar os votos de feliz Natal. Ao alcançar este entendimento, de modo profundo, supera-se a rotina que promove esterilidade, são superados desencantos que deprimem e fazem tantos caírem, não se deixa exaurir a força dos que combatem em muitas frentes, especialmente as que buscam a paz, a solidariedade e a justiça.

Santa Terezinha do Menino Jesus, sempre muito tocada pelas festas do Natal, em diálogo com Maria, a Mãe do Salvador, pergunta, em meditação profunda: “Terei inveja dos anjos que cantam o nascimento do Salvador? Não, porque o Senhor deles é meu irmão!” Esta verdade é a fonte da esperança que garante a novidade tão almejada pelo coração humano. Não há outra realidade comparável ao encontro do novo que está sempre guardado no coração de Deus. Tudo o que está fora desta fonte é repetição, não raramente enfadonha, sem força de modular os corações no amor que alimenta lógicas transformadoras, corrige os descompassos das arbitrariedades, elimina as amarguras que comprometem a fraternidade, supera as indiferenças que retardam o remédio urgente da solidariedade entre pessoas, culturas, povos e nações.

A vivência do Natal pode e deve ser a inteligente oportunidade para escrever um capítulo novo na história da sociedade, da vida pessoal e familiar. Esta tarefa é urgente, pois existe uma lista de intermináveis desafios a serem superados – da corrupção na sociedade, passando pelas lutas e manipulações que encobrem malfeitos e arrogâncias de todo tipo até a perda lamentável do encantamento e da ternura, que sustentam o respeito ao outro, em todas as circunstâncias. Os votos de Natal produzem efeitos, particularmente, quando o coração humano os traduz em propósitos a serem verdadeiramente assumidos, especialmente aqueles que corrigem os descompassos que fragilizam instituições, conturbam a família, desfiguram a vivência da fé na Igreja e perpetuam os tons de selvageria nas relações interpessoais.

Na especialidade deste tempo, de tamanha densidade, que os votos de Natal criem a oportunidade para a a reconciliação entre pessoas, classes e povos; inspirem a lista dos propósitos pessoais para qualificar a vivência do Ano Novo, fecundem o encantamento por Deus e o respeito ao semelhante, principalmente ao mais pobre. Estes são os votos de Natal.

 
Era a hora do Amor Imprimir e-mail
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Para o Natal...
já pouco faltava: uma meia dúzia de dias.
E o homem da Clarinha, emigrante em França, sem escrever, a dizer, se vinha ou não passar alguns dias com a família!
A vida dele devia correr mal... A mulher não fazia senão chorar, e os filhos estavam constantemente a perguntar
— Mãe! O pai quando vem?
— Rezai por ele, meus filhos, porque só Deus e a Santíssima Virgem o podem trazer.
E todos rezavam, até o mais pequenino. Erguia as mãozinhas e suplicava:
— Jesus! trazei, trazei o paizinho para casa para a mãezinha não chorar!
O que animava a Clarinha era a promessa que Jesus fez aos devotos ‘do Seu Coração, e que ela recorda muitas vezes:
— «Eu abençoarei as casas onde estiver exposta e venerada a. Minha Imagem... «Consolarei os seus moradores em todos os seus desgostos...
«Dar-lhes-ei paz nas suas famílias».
E ali estava exposta e venerada uma linda Imagem do Coração de Jesus.
Ali faziam oração, ao erguer e ao deitar, e tudo tinha corrido bem, até que o senhor Joaquim emigrou.
Companhias... falta da Santa Missa... da confissão e da oração... foram-lhe abalando a Fé; mas Nossa Senhora velava...
Chegou a véspera do Natal. Em todas as casas da aldeia há alegria. Quanta gente veio de fora!
E a festa da alegria, da Paz, do Amor.
Só no lar da Clarinha há tristeza. O pai, não teve sequer duas letras para os filhos e para a mulher.
Dez da noite...
Naquela casa, reza-se e chora-se de dor...
Eis senão quando batem à porta:
— Quem é?
— Abri, que sou eu!
— Oh, mãe, é o paizinho! É ele! Era sim! E era a hora do Amor.





 
LENDA DO NATAL Imprimir e-mail
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Era desempregado e com família numerosa. Aproximava-se o santo Natal e os filhinhos diziam-lhe muita vez: - Paizinho, nós queríamos do Menino Jesus... tu já sabes o quê. O que não quereria ele fazer para a alegria dos seus miúdos? Chegou a tarde das vésperas da festa e saiu. Vagueou pela cidade. Nas montras, brilhavam mil e mil coisas lindas e boas. Mas não tinha dinheiro para comprar sequer uma coisita. Pela rua, só encontrava pessoas carregadas com embrulhos de todo o feitio, radiantes de alegrias risonhas. Parecia que nessa tarde o céu envolvia a terra. “E aos meus pequenos — pensava — nada poderei dar!» Este pensamento apertava-lhe o coração e arrancava-lhe lágrimas. Já alta noite entrou numa Igreja. Quantas luzes! Quanta gente! De cima do altar sorria-lhe um lindo Menino Jesus. Em Belém, quando nascera, não achara presentes mas estava contente na mesma. Viera Ele mesmo como dádiva para a humanidade. Isto parecia ser o que lhe dizia o Menino Jesus. Não tinha nada, mas estava Ele aí para dar tudo. Muita gente se apinhava à volta do confessionário. Também o homenzinho quis confessar-se para receber no seu coração o Menino Deus. De regresso a casa, os filhos correram ao seu encontro: «Paizinho, que nos trazes?» À volta da mesa, estavam ansiosos para ver o que o pai tirasse debaixo da capa que o envolvia. «Filhinhos, trago-vos um presente só... mas um presente muito grande. E todo para vós: olhai!»
Abriu a capa e viu-se o prodígio, admirável, incrível: do peito do pai, resplandecente saiu Jesus Menino, a sorrir para as crianças extasiadas à frente desse milagre de amor.

É uma lenda. Mas ela lembra-nos que o Natal não é só guloseimas e presentes.
É algo de maior. É Jesus que vem ao nosso coração: é Jesus connosco, na nossa vida para a tornar divina através da bondade, do amor, da dedicação pelos outros, de auxílio ao próximo, como foi a vida d’Ele, para nós em plena doação de Si mesmo, até a sacrificar-se por cada um.

A alegria do Natal está neste dom que Deus nos oferece no seu Filho e nos presentes que os homens oferecem a Deus, amando-O: a Ele e aos irmãos que nos rodeiam.




 
Bendito Seja Jesus Imprimir e-mail

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Era a véspera de Natal...
Pela estrada que levava a Corinaldo, na Itália, seguia à tardinha um homem, que tinha na cara a marca do sofrimento. Vinha da cadeia, onde estivera preso 28 anos!
Era o Alexandre Sereneili, que tinha dado a morte à pequena, sua vizinha, que hoje é Santa Maria Goretti.
Informado da residência... da Senhora Assunção, a mãe da Martirizada menina, para lá se dirige.
Ao vê-la, toda rugosa e envelhecida – quanto ela sofrera com a morte da filha querida! - cai de joelhos e diz:
- Perdão! Senhora... – Mas os soluços embargaram-lhe a voz.
- Levante-se. A minha filha perdoou-lhe ao morrer, e eu perdoo-lhe também. - Responde aquela santa mãe.
E naquela Noite, na Missa da meia-noite, toda a povoação os pôde ver juntos comungar.
Bendito seja Jesus, que leva os homens a perdoar, ainda na maior dor, e que a todos procura abraçar no mais doce amor.

 

 

 

 
Carta do Coração de Jesus sobre as festas natalícias Imprimir e-mail

Carta do Coração de Jesus sobre as festas natalícias

 

Querido Amigo,

O meu aniversário aproxima-se novamente.

No ano passado fizeram-me uma grande festa e tenho a impressão que este ano, poderá ser maior ainda.

Afinal de contas, são compras que há meses estão a fazer e espero poder ver todas as famílias reunidas, inclusive a tua.

Apesar de todo o sofrimento que passo durante o ano é agradável saber que nesta data, as pessoas pensam em mim e as famílias estão em paz.

Outrora, todos compreendiam e agradeciam tudo o que eu fiz por toda a humanidade, mas hoje em dia, tenho a impressão de que a maioria das pessoas quase não sabem por que celebram o “Natal”, não achas?

Todos os anos o meu Sagrado Coração bate fortemente devido a todas as festividades, mas podes acreditar, poucas famílias realmente me convidam. A grande parte esqueceram-se completamente de mim!

Mas tu lembraste-te de mim, não é?

Mesmo assim, eu resolvi entrar em cada lar, achar um canto e ali ficar estagnado. E vi todos se divertiam, conversavam e aproveitavam bastante.

De repente chegou um homem vestido de vermelho, com uma barba branca.

Quando as crianças o viram, aproximaram-se emocionadíssimas dizendo: ” Pai Natal!” Como se ele fosse o homenageado e toda a festa seria para vós.

Não pude aguentar, fui-me embora.

Ao caminhar pela rua senti-me triste. O que fere o meu Coração é ver que poucas famílias se lembram de me presentar ou de me agradecer.

Tu não acharias estranho que ao chegar o teu aniversário os teus amigos e familiares dessem presentes aos outros e não a ti? Acontece comigo todos os anos.

E quando digo ”presente“, não me refiro a um bem material, mas sim aos vossos corações.

Eu ficaria feliz de nascer todos os dias no coração dos meus amigos e ali fazer morada. Para ajudá-los em cada dia, somente assim saberiam o que sinto por todos.

Chegando esta data, as pessoas só pensam em compras, festas e férias e Eu de forma alguma participo disto.

A grande maioria gasta fortunas para agradar aos outros e nada fazem para me agradar.

Por isso, peço que me deixes entrar no teu coração.

Durante vários anos estou a tentar entrar, mas até hoje não me deixaste.

“Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos juntos.”

Confia em mim, abandona-te em mim.

Este será o melhor presente que me poderás dar.

Obrigado.

Teu amigo,

Sagrado Coração de Jesus

 

 
O Natal dos primeiros cristãos Imprimir e-mail


O Natal dos primeiros cristãos, segundo os Padres da Igreja

 

Chamamos “Padres da Igreja” ou “Pais da Igreja” aos homens que, entre os séculos II e VII, contribuíram, com a sua ação, pregação e obras escritas, para a transmissão, aprofundamento e consolidação da fé e da Igreja de Cristo que vem dos Apóstolos até aos nossos dias. Alguns destes mestres da palavra e da doutrina eram cristãos leigos, mas a maioria foram pastores das comunidades cristãs com as quais partilhavam e nutriam a fé através da palavra pregada ou escrita. Nem tudo ficou escrito, e muito do que escreveram perdeu-se no percurso dos séculos. Mesmo assim, chegou até nós uma significativa amostra do que foi a vida e a reflexão destes primeiros séculos cristãos. Nomeadamente, no que concerne ao Natal de Jesus, dispomos de um vasto conjunto de textos que nos introduzem no verdadeiro espírito da Natividade. Vale, pois, a pena, hoje que nos queixamos de um progressivo esvaziamento do verdadeiro “espírito do Natal”, escutar a voz daqueles que continuam a ser nossos “Pais” na fé e na cultura cristã.

Embora a máxima atenção dos primeiros cristãos se tenha concentrado na celebração do mistério da Páscoa de Cristo, eles sabem que esta solenidade é indissociável do Natal e de todo o acontecimento da Encarnação de Jesus. Para os cristãos de ontem e de hoje, o Natal assinala o apogeu da história de Deus com os homens. S. Leão Magno, papa entre 440 e 460 que, num dos seus numerosos sermões sobre o Natal, recorda-nos que «a bondade divina sempre olhou de vários modos e de muitas maneiras pelo bem do género humano, e são muitos os dons da sua providência, que na sua clemência concedeu nos séculos passados. Porém, nos últimos tempos superou os limites da sua habitual generosidade, quando, em Cristo, a própria Misericórdia desceu aos pecadores, a própria Verdade veio aos extraviados, e aos mortos veio a Vida. O Verbo, coeterno e igual ao Pai, assumiu a humildade da nossa natureza humana para nos unir à sua divindade, e Deus nascido de Deus, também nasceu de homem fazendo-se homem».

«A Palavra fez-se Carne»

O Deus dos cristãos não é um mito nem um livro, mas Palavra encarnada, uma presença interpelante na história dos homens. «Quando um profundo silêncio tudo envolvia e a noite ia a meio do seu curso, a vossa Palavra Omnipotente desceu dos céus, do seu trono real», lemos no Livro da Sabedoria (18, 14-15). E foi assim, em Belém, quando o vagir de um recém-nascido quebrou o silêncio do universo. Deus que, ao longo dos séculos tinha falado de muitos modos e a muitos povos, em Belém fez-se Pessoa. S. Inácio, bispo e mártir de Antioquia, pelos ano 100, fala desses “mistérios clamorosos que se realizaram no silêncio de Deus: a virgindade de Maria, o seu parto e a morte do Senhor». E logo explica como se revelaram tais mistérios ao mundo:

«No firmamento brilhou uma estrela maior do que todas as outras! A sua luz era indescritível. A sua novidade causou estranheza. Mas todos os demais astros, incluindo o Sol e a Lua, fizeram coro à Estrela. Esta, porém, ia arremessando a sua luz por sobre todos os demais. Houve, por isso, agitação. Donde lhes viria tão estranha novidade? Desde então, desfez-se toda a magia; suprimiram-se todas as algemas do mal. Dissipou-se toda a ignorância; o primitivo reino corrompeu-se, quando Deus se manifestou humanamente para a novidade de uma vida eterna».

O Natal assinala o triunfo de Cristo e a libertação de todas as formas de opressão, engano, alienação ou superstição. S. Efrém, teólogo e poeta sírio do século IV que nos deixou um vasto conjunto de poemas e textos sobre o Natal, retoma esta convicção de S. Inácio quando vê no «menino que se encontra na manjedoura … aquele que rompeu o jugo que a todos oprimia». Como operou tal libertação? «fazendo-se Ele mesmo – continua S. Efrém - servo para nos chamar à liberdade». Santo Agostinho refere-se frequentemente em seus sermões natalícios ao silêncio eloquente do bebé de Belém, patente na voz das criaturas que exteriorizam a alegria da sua libertação.

Belém é, pois, para nós, uma lição eloquente. Com o seu nascimento na silente noite de Belém, o Menino divino, diz S. Agostinho, «mesmo sem dizer nada, deu-nos uma lição, como se irrompesse num forte grito: que aprendamos a tornar-nos ricos nele que se fez pobre por nós; que busquemos nele a liberdade, tendo Ele mesmo assumido por nós a condição de servo; que entremos na posse do céu, tendo Ele por nós surgido da terra».

Nasceu o Sol de Justiça

O nascimento de Jesus em Belém marca erupção de uma nova era para toda a humanidade, mas também para todo o cosmo criado. Não admira, pois, que os cristãos tenham intencionalmente associado o Natal de Jesus ao destino da humanidade e do mundo que os antigos consideravam “estar escrito nos astros”. Se é verdade que estão por provar as razões e circunstâncias pelas quais os cristãos escolheram a data de 25 de dezembro para celebrar o Natal do Salvador, facto é que tirarão bom partido da coincidência desta data com as celebrações pagãs e as ocorrências cósmicas. É frequente encontrar nos escritos patrísticos exortações como esta de S. Agostinho: «Alegremo-nos, irmãos, rejubilem e alegrem-se os povos. Este dia tornou-se para nós santo não devido ao astro solar que vemos, mas devido ao seu Criador invisível, quando se tornou visível para nós, quando o deu à luz a Virgem Mãe». Prudêncio, poeta hispânico do século IV, exprime essa alegria universal num extenso hino composto para o dia 25 de dezembro. Neste dia, Cristo é apresentado como o verdadeiro “Sol invictus”: «Com crescente alegria brilhe o céu/ e dê-se parabéns a si a gozosa terra:/ de novo, passo a passo, sobre o astro/ do dia aos seus caminhos anteriores…/ Oh! Santo berço do teu presépio,/ eterno Rei, para sempre sagrado/ para todos os povos e pelos próprios/ animais sem voz reconhecida».

Cientes de que a vinda de Cristo não veio negar mas responder às ânsias ancestrais da humanidade, os pregadores identificam Cristo, que «por nosso amor nasceu no tempo», com a luz libertadora das trevas do erro e da tirania dos astros:

«Reconheçamos o verdadeiro dia e tornemo-nos dia! Éramos, na verdade, noite quando vivíamos sem a fé em Cristo. E uma vez que a falta de fé envolvia, como uma noite, o mundo inteiro, aumentando a fé a noite veio a diminuir. Por isso, com o dia de Natal de Jesus nosso Senhor a noite começa a diminuir e o dia cresce. Por isso, irmãos, festejemos solenemente este dia; mas não como os pagãos que o festejam por causa do astro solar; mas festejemo-lo por causa daquele que criou este sol. Aquele que é o Verbo feito carne, para poder viver, em nosso benefício, sob este sol: sob este sol com o corpo, porque o seu poder continua a dominar o universo inteiro do qual criou também o sol. Por outro lado, Cristo com o seu corpo está acima deste sol que é adorado, pelos cegos de inteligência, no lugar de Deus que não conseguem ver o verdadeiro sol de justiça» (S. Agostinho).

Segundo S. Máximo, bispo de Turim no século IV, «Jesus é o novo sol que atravessa as paredes, invade os infernos, perscruta os corações. Ele é o novo sol que com os seus espíritos faz reviver o que está morto, restaura o que está velho, levanta o que está decadente e purifica ainda, com o seu calor, aquilo que é impuro, aquece o que está frio e consome o que o que não presta».

Como vemos, na pregação dos primeiros cristãos, o presépio está profundamente associado à natureza que, como livro de catequese escrito pelo Criador, nos ensina a celebrar e a viver o Natal do Salvador. Neste sentido, vale a pena continuarmos a ouvir as palavras sempre atuais de S. Máximo turinense:

«Preparemo-nos pois, irmãos, para acolher o Natal do Senhor, adornemo-nos com vestes puras e elegantes! Falo, claro está, das vestes da alma, não do corpo… Adornemo-nos não com seda, mas com obras boas! Pois as vestes elegantes ornam o corpo, mas não podem adornar a consciência; pois seria muito vergonhoso trazer sob elegantes vestes elegantes, uma consciência contaminada. Procuremos acima de tudo embelezar os nossos afetos íntimos, e poderemos então vestir belas roupas; lavemos as manchas da alma para usarmos dignamente roupas elegantes! Não adianta dar nas vistas pelas vestes se estamos sujos em pecados, porque quanto a consciência está escura, todo o corpo fica nas trevas. Temos, porém, com que lavar as manchas da nossa consciência. Pois está escrito: Dai esmola e tudo será puro em vós (Lc 11,41). É importante este mandamento da esmola: graças a ele, ao operarmos com as mãos ficamos lavados no coração».

Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens

Cristo nasceu homem para restituir à humanidade e a toda a criação a sua beleza e dignidade. É neste sentido que os Padres interpretam a mensagem dos anjos na noite santa. Essa voz é a expressão da alegria pelo facto de céu e terra, Deus e humanidade se abraçaram para sempre. A partir de agora, anjos e homens podem cantar juntamente a beleza do cosmo que se exprime num único hino de louvor: glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade. A alegria foi, segundo S. Efrém, muito maior no nascimento do que na conceção, pois «só um anjo anunciou a sua conceção, enquanto que para o seu nascimento uma multidão de anjos O anunciaram». Ao lembrar esse grande acontecimento, o poeta siríaco do século VI, Romano Melode, exorta: «Terra e céu rejubilem juntamente, diante do Emanuel que os profetas anunciaram, tornado criança visível, que dorme num presépio». E, num outro poema, continua: «A alegria acaba de nascer numa gruta. Hoje o coro os coros dos anjos unem-se a todas as nações para celebrar a virgem imaculada que neste dia deu à luz o Salvador. Hoje toda a humanidade, desde Adão, dança. Bendito seja Deus, recém-nascido».

O Natal é a grande festa de toda a humanidade, em que ninguém se deve sentir à margem ou indiferente, como no-lo recordam os sermões natalícios da S. Leão Magno:

«Nasceu hoje, irmãos, o nosso Salvador. Alegremo-nos! Não pode haver tristeza quando nasce a vida; a qual, destruindo o temor da morte, nos enche com a alegria da eternidade prometida. Ninguém está excluído da participação nesta alegria; a causa desta alegria é comum a todos, porque nosso Senhor, aquele que destrói o pecado e a morte, não tendo encontrado ninguém isento de pecado, a todos veio libertar. Exulte o santo porque está próxima a vitória; rejubile o pecador, porque é convidado ao perdão; reanime-se o pagão, porque é chamado à vida… Por isso é que, quando o Senhor nasceu, os anjos cantaram em alegria ‘glória a Deus nas alturas’ e anunciaram ‘paz na terra aos homens de boa vontade’. Porque veem a Jerusalém celeste ser formada de todas as nações do mundo, obra inexprimível do amor divino, que, se dá tanto gozo aos anjos nas alturas do céu, que alegria não deverá dar aos homens cá na terra?».

Deus fez-se homem para que o homem venha a ser divino

Nesta sentença recorrente nos escritores cristãos antigos está sintetizado o significado profundo do Natal. Voltemos a dar a voz a S. Agostinho: «Hoje nasceu para nós o Salvador. Nasceu, portanto, para todo o mundo o verdadeiro sol. Deus Fez-se homem para que o homem se fizesse Deus. Para que o escravo se tornasse senhor, Deus assumiu a condição de servo. Habitou na terra o morador do céu para que o homem, habitante da terra, pudesse encontrar morada nos céus». E, num outro sermão de Natal, o bispo de Hipona volta a recordar que Deus, em Belém, se fez pobre para nos enriquecer com os seus dons:

«Ele está deitado numa manjedoura, mas contém o universo inteiro; mama num seio materno, mas é o pão dos anjos; veio em pobres panos, mas reveste-nos de imortalidade; é amamentado, mas é também adorado; não encontrou lugar na estalagem, mas constrói para si um templo no coração dos seus fiéis. Tudo isto para que a fraqueza se tornasse forte e a prepotência se tornasse fraqueza. Por isso, não só não menosprezamos, mas mais admiramos o seu nascimento corporal e reconhecemos neste acontecimento quanto a sua imensa dignidade se humilhou por nós».

A Verdade brotou da terra

A Palavra vinda do Céu fecundou a terra e desta brotou a verdade e a justiça. Uma das preocupações constantes dos Padres da Igreja vai ser a de afirmar que o Filho de Deus é também filho de Maria, isto é, o Menino de Belém é todo Deus e todo homem: «Aquele que estava deitado na manjedoura fez-se frágil, mas não renunciou à sua condição divina; assumiu aquilo que não era, mas permaneceu aquilo que era. Eis que temos diante de nós Cristo menino: cresçamos juntamente com Ele», diz S. Agostinho. O bispo hiponense, num outro sermão, dirige-se ao seu povo nestes termos:

«Chama-se dia do Natal do Senhor a data em que a Sabedoria de Deus se manifestou como criança e a Palavra de Deus, sem palavras, imitou a voz da carne. A divindade oculta foi anunciada aos pastores pela voz dos anjos e indicada aos magos pelo testemunho do firmamento. Com esta festividade anual celebramos, pois, o dia em que se realizou a profecia: A verdade brotou da terra e a justiça desceu do céu (Sl 84,12)».

Esta afirmação retomada do salmo 84 servirá de mote a vários dos sermões natalícios de Agostinho. Num outro sermão, o bispo de Hipona explica o significado profundo de tal expressão:

«Neste dia, o Verbo de Deus revestiu-se de carne e nasceu de Maria virgem. Nasceu de modo admirável... Donde veio Maria? De Adão. Donde veio Adão? Da terra. Se Adão veio da terra e Maria de Adão, também Maria é terra. E se Maria é terra, entendemos quando cantamos: a verdade brotou da terra».

Contra os negadores da dignidade da carne e das criaturas (docetas, Gnósticos, marcionitas, maniqueus…) não se cansam de salientar a realidade humana de Jesus, sublinhando os detalhes do seu nascimento. S. Efrém compôs vários poemas natalícios em que coloca na boca de Maria belíssimos solilóquios que se inspiram nas cantigas de embalar à moda antiga. Eis algumas das suas expressões: «Santa Maria, tua mãe, tua irmã, tua esposa e tua serva, logo te acaricia, te abraça e beija, canta, reza e agradece. Depois dá-te o peito, te aconchega e embala e sorri para ti e tu ris e mamas no seu peito». Maria, fez tudo o que faria qualquer mãe encantada com seu filho para o fazer feliz. Assim, contemplando a criança divina entre seus braços, exclama: «Como abrirei a fonte do leite, para ti que és a origem e termo de todas as coisas? E como te darei alimento, a ti que nutres tudo? Ou como tocarei os panos que te envolvem, Tu que te revestiste de esplendor? Filho do homem não és, para que eu te cante louvores à moda habitual». Entretanto o menino desperta e, com o seu choro infantil, interrompe estas meditações de Maria que continua a «acariciá-lo, a embalá-lo, beijando-o e afagando-o contra si. Ele olha para ela e baloiça como menino já nascido no presépio envolto em panos. E quando começa a chorar, ela dá-lhe o peito, acaricia-o, embala-o, baloiça-o sobre os joelhos e Ele acalma-se».

Os melhores preparativos para o Natal

Ontem, como hoje, os homens facilmente caíram na tentação do valorizar as aparências, os enfeites exteriores e até a tirar vantagens materiais das festas natalícias. Contra esta desvirtuação tão evidente nos nossos dias já advertiam os antigos pregadores.

«Esta é a nossa festa», proclama S. Gregório de Nazianzo, «isto celebramos hoje: a vinda de Deus ao meio dos homens, para que, também nós cheguemos a Deus… celebremos, pois, a festa: não uma festa popular, mas uma festa de Deus, não como o mundo quer, mas como Deus quer; não celebremos as nossas coisas mas as coisas daquele que é nosso Senhor…».

Como fazê-lo? Pergunta este bispo de Constantinopla do século IV. E responde sem hesitar:

«Não embelezemos as portas das casas, não organizemos festas, nem adornemos as estradas, não dêmos banquetes em nosso proveito nem concertos para mero agrado dos ouvidos, não exageremos nos adornos nem nas comidas… e tudo isto enquanto outros padecem fome e necessidades, esses que nasceram do mesmo barro que nós».

Fr. Isidro Lamelas, OFM

 
Viver o Natal em Família Imprimir e-mail

VIVER O NATAL EM  FAMÍLIA

 

A - ANTES DA CEIA DE NATAL

 

Pouca Luz, Vela Grande acesa na Mesa, ao redor, toda a Família reunida:

Pai: Esta noite de alegria é uma noite maravilhosa, pois nesta noite bendita, Deus manifestou o seu Amor a todos, vindo até nós. Nós vos agradecemos, Senhor, estar aqui reunidos para celebrar nesta Ceia a vossa vinda ao mundo.

Todos:               Ó Luz de Deus, ó doce luz, que brilhas nas alturas!

                            Vem com teu brilho e teu fulgor

                            Trazer ao mundo o teu calor

                            Ó Luz de Deus, ó doce Luz, que brilhas nas alturas!

Leitor: Do Evangelho de S. Lucas 2, 11-14

«Hoje na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoira. De repente, juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, louvando a Deus e dizendo: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado”».

Todos:               O mundo viu o Salvador nascer humilde e pobre.

                            Ouviu os anjos proclamar

                            a Paz que os homens vem salvar.

                            O mundo viu o Salvador nascer humilde e pobre!

Mãe:  «Que maravilha! Neste dia Deus veio viver e habitar connosco!

que o nascimento do Salvador, revelado pela estrela, renove nossos corações e a vida da nossa família.   E dá o MENINO A BEIJAR / Cântico Natal.

 

B - NA DISTRIBUIÇÃO DAS PRENDAS

Um dos pais: «Esta é a noite mais bela do ano porque Deus nos deu o Seu próprio Filho, Jesus. Haverá, para nós, prenda mais bela do que esta? Com Jesus Menino, Deus oferece-nos Seu amor, totalmente e sem reserva. Obrigado, Senhor, pelo Natal.

Mãe: As prendas que vamos partilhar exprimem o esforço que todos fazemos em casa para nos sentirmos amados e acolhidos. Ao mesmo tempo, estas prendas recordam-nos o gesto de Deus, que nos deu Jesus feito Menino, o Supremo Dom para todos.

O filho mais novo, ou outra pessoa, distribui as prendas.

Todos:  Erguem em mãos os presentes e rezam:

«Deus seja louvado pelo Seu filho, que enviou ao meio dos homens como sinal de Amor, que quis fazer de todos nós uma família unida.»

 

Para terminar pode-se cantar:

                            Hoje na terra nasce o amor! Deus para os Homens, Salvador!

 

C - NO DIA DE NATAL

Pai:  Na aurora da salvação, é proclamado como Feliz notícia, o nascimento de um Menino: «Anuncio-vos uma grande alegria, que será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias, Senhor».

Todos:               Um Menino nasceu para nós.

Será chamado Príncipe da Paz!

Mãe: O motivo imediato que faz irradiar esta «grande alegria»  é, sem dúvida, o nascimento do Salvador. Mas, no Natal, celebra-se também o sentido de toda a vida humana e, portanto, o sentido da vida de cada um de nós.

Todos:  Neste Natal, fazei-nos, Senhor, renascer para uma VIDA que Vos dê mais glória e construa mais Paz no mundo. Santifica todas as Famílias.

 

D - ANO NOVO/SAGRADA FAMÍLIA

Pai:  Leitura da carta de S. Paulo aos Gálatas: «Ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, nascido de uma Mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sob o jugo da Lei e nos tornar Seus filhos adoptivos».

Mãe:   Cristo, que nasceste de Maria, Deus admirável e Príncipe da Paz, dai a paz  ao mundo e ao nosso lar!

Todos:  Queremos, ao longo deste ano, construir a Paz!

Filho(a):   Dá-nos, Senhor, a delicadeza de Maria para guardar a Palavra como Ela a guardou! Dá-nos, Senhor, olhos de surpresa para contemplar e perceber todo o mistério de um Deus, na debilidade do Menino de Belém.

Todos: Dá-nos, Senhor, mãos para Te cuidar e acolher, ao longo deste ano, com a ternura de Tua Mãe! Ave Maria!                                      

 Cântico Natal.

 

 
O Primeiro Presépio do Mundo Imprimir e-mail

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Dezembro de 1223.
Francisco de Assis acaba de chegar a Gréccio, cidadezinha das cercanias de Roma. Vem roto, cansado, encharcado dos pés à cabeça. Entra em casa de João Vellita que depois de distribuir toda a sua grande fortuna pelos pobres era agora mais rico do que nunca, precisamente porque trocara o dinheiro pelo AMOR.
- A paz do Senhor esteja na vossa casa, João.
- Bendito seja Ele que vos trouxe a esta morada.
E enquanto se apreciam e comiam umas sopas de pão e leite, foi dizendo o Pobrezinho de Assis:
- Sabeis, João, queria pedir-vos uma coisa.
- Estais em vossa casa; mandai, Irmão Francisco.
- Precisava de um burrinho...
- Para alguma longa viagem?!...
- Não. Pensei em celebrar com esta boa gente a Santa Noite de Natal. Queria representar ao vivo o Nascimento do Grande Rei e Senhor que se fez pobre por nosso Amor...

24 de Dezembro de 1223...
Para um bosque das cercanias de Gréccio converge uma multidão imensa de gente de todas as condições sociais, vindas de todas as terras vizinhas, atraídas pela novidade insólita, que rapidamente se propagara.
Meia-noite. No céu, sereno e diáfano, miríades de estrelas tremeluzem, como naquela maravilhosa noite de Belém...
Debaixo de duas frondosas árvores cujos troncos carcomidos se abraçam lá está o presépio. João Vellita
fez tudo como o Mestre recomendara.
Lá está a burrinha e a vaquinha, e no meio, o berço onde jaz uma loira criança, de barro... Ao lado ergue-se o altar onde será celebrado o Santo Sacrifício da Missa...
No silêncio religioso da noite ressoam os cânticos...
Parece que do céu desceram, como outrora, os anjos, fazer coro com os frades que, em torno do altar estão extasiados.
Depois do canto do Evangelho, Francisco, Diácono da Igreja, fala à multidão... Fala do Verbo Eterno que deixou a glória do Pai e veio fazer-se criança, habitar no meio dos homens; fala do seu Amor Infinito por nós a ponto de deixar a riqueza do céu para vir mendigar o amor dos homens, suas criaturas... E falava tão simples, tão sublime e tão singularmente ao coração que em muitos olhos se vêem
lágrimas de ternura umas, de arrependimento e remorsos outras...
Terminada a pregação Francisco vai ao Presépio, toma a doce Imagem do Deus-Menino nas suas mãos para o
dar a beijar aos circunstantes e... oh milagre!... Aquele barro começa a animar-se, a ter vida; e então todos,
estupefactos, puderam ver o que os Reis e Pastores viram em Belém naquela noite Santa… O Deus-Infante renascera nas mãos de Francisco de Assis…Jorge Picheler

 

 
A Mulher do Natal Imprimir e-mail

A Mulher do Natal

 

 “Maria é aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura”. (EG,286)

Na Encíclica “Evangelli Gaudium” (Evangelho da alegria), o Papa Francisco deixou-nos uma profunda reflexão sobre a Virgem Maria, que mostra um pouco mais da sua grandeza. Com palavras profundas ensina-nos que:

 “Maria é aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura. Ela é a serva humilde do Pai, que transborda de alegria no louvor. É a amiga sempre solícita para que não falte o vinho na nossa vida. É aquela que tem o coração trespassado pela espada, que compreende todas as penas. Como Mãe de todos, é sinal de esperança para os povos que sofrem as dores do parto até que germine a justiça. Ela é a missionária que Se aproxima de nós, para nos acompanhar ao longo da vida, abrindo os corações à fé com o seu afecto materno. Como uma verdadeira mãe, caminha connosco, luta connosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus. Através dos diferentes títulos marianos, geralmente ligados aos santuários, compartilha as vicissitudes de cada povo que recebeu o Evangelho e entra a formar parte da sua identidade histórica. Muitos pais cristãos pedem o Batismo para os filhos num santuário mariano, manifestando assim a fé na acção materna de Maria que gera novos filhos para Deus. É lá, nos santuários, que se pode observar como Maria reúne ao seu redor os filhos que, com grandes sacrifícios, vêm peregrinos para A ver e deixar-se olhar por Ela. Lá encontram a força de Deus para suportar os sofrimentos e as fadigas da vida. Como a São João Diego, Maria oferece-lhes a carícia da sua consolação materna e diz-lhes: «Não se perturbe o teu coração. (…) Não estou aqui eu, que sou tua Mãe?» (n. 286).

Neste tempo de Natal, nada melhor do que meditar nas grandes virtudes da Virgem de Nazaré, Aquela que Deus escolheu para Mãe do seu Filho. O padre jesuíta, Alexandre Joseph Herouville, nascido em 1716, massacrado na Revolução Francesa, escreveu um belo livro “Imitação de Maria”, a exemplo da Imitação de Cristo, de Tomás de Kemphis. Ele mostra-nos as virtudes daquela que é Mãe de Deus: “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe do meu Senhor?” (Lc 1, 43).

Nenhum de nós pôde escolher a sua mãe, mas Jesus pôde, então, é claro, “escolheu a melhor”: a mais humilde, a mais desapegada de si e das criaturas, a mais pura, a mais singela e doce criatura, aquela que é “cheia de graça”. Deus encantou-se com a sua pequenez: “Ele olhou para a humildade da sua serva”. “Por isso todas as gerações a proclamarão bem-aventurada” (Lc 1,48). Quem se humilha será exaltado.

O Papa recorda-nos que ela soube transformar a gruta fria de Belém, onde os animais se refugiavam do frio, numa quente “maternidade” do Filho de Deus.

Ela antecipou o primeiro milagre do Divino Redentor para que a festa de Caná não acabasse.

Ela aceitou, sem reclamar, que a Espada de Simeão trespassasse aos poucos o seu sagrado coração, desde a fuga para o Egipto até ao Calvário. “E uma espada trespassará a tua alma” (Lc 2, 35).

Ela é a “Estrela da evangelização” (Paulo VI) e “a mulher eucarística” (João Paulo II), o “primeiro sacrário de Jesus na Terra”.

Ela caminha connosco adoçando as nossas cruzes; fazendo como a mãe que coloca açúcar no remédio amargo para o filho beber.

Nos seus Santuários pelo mundo todo, o Papa lembra que ela distribuiu copiosamente as suas bênçãos; e os seus filhos experimentam o seu amor e recebem as suas graças.

Ela é a discípula perfeita que “conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração” (Lc 2, 19.51) Meditava e guardava-as!

Ela é a mãe espiritual de cada irmão de Jesus, para formar a Sua imagem em cada um de nós. “Eis aí a tua mãe” (Jo 19, 26-27)”. “Apenas o filho insensato despreza a sua mãe” (Pr 15, 20).

Ela recebeu de Deus, desde os primórdios, o poder e a missão de vencer o Dragão vermelho. “O Dragão vendo que fora precipitado na terra, perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino” (Ap 12, 13).

Os seus filhos amam-na; e por isso lhe dão centenas de títulos, inumeráveis: Imaculada, Porta do Céu, Augusta rainha do céu, Virgem do Perpétuo Socorro, Refúgio dos pecadores, Consoladora dos aflitos, Auxílio dos cristãos, Rainha dos Anjos, dos Santos, dos patriarcas, dos profetas, dos mártires, dos apóstolos…

E a grande mensagem que Ela nos deixa é esta: “Fazei o que ele vos disser” (Jo 2, 5).

São todas estas glórias a Virgem Maria, nossa Mãe, Mãe de Jesus e da Igreja, que nós devemos meditar no silêncio diante do Presépio. Que as luzes e as bênçãos do Menino Deus penetre a nossa alma pelo coração daquela que o gerou para nós.

 
Dizer "Feliz Natal" em 30 idiomas Imprimir e-mail

Dizer “FELIZ NATAL” em 30 idiomas

 

Neste Natal, surpreenda os seus familiares e amigos com a sua cultura geral. Certamente que irá fazer sucesso ao desejar um Feliz Natal em variadíssimas línguas. Aqui fica uma lista com 30 idiomas:

  • Albanês - Gezur Krislinjden

  • Alemão - Frohe Weihnachten

  • Búlgaro - Весела Коледа

  • Catalão - Bon Nadal

  • Checo - Veselé vánoce

  • Coreano - Chuk Sung Tan

  • Croata - Sretan Božić

  • Dinamarquês - Glædelig jul

  • Eslovaco - Veselé Vianoce

  • Esloveno - Vesel božič

  • Espanhol - Feliz Navidad

  • Esperanto - Gajan Kristnaskon

  • Filipino - Maligayang Pasko

  • Finlandês - Hyvää joulua

  • Francês - Joyeux Noël

  • Grego - Καλά Χριστούγεννα

  • Holandês - Vrolijk kerstfeest

  • Indonésio - Selamat Hari Natal

  • Inglês - Merry Christmas

  • Italiano - Buon Natale

  • Letão - Priecīgus Ziemassvētkus

  • Lituano - Linksmų Kalėdų

  • Norueguês - God jul

  • Polaco - Wesołych Świąt

  • Romeno - Crăciun fericit

  • Russo - С Рождеством

  • Sérvio - Сретан Божић

  • Sueco - God jul

  • Ucraniano - З Різдвом

  • Vietnamita - Giáng sinh Vui vẻ


    Certamente que alguns destes idiomas não vai conseguir pronunciar, mas irá conseguir escrevê-los pelo menos. Divirta-se e Feliz Natal!

 
Como abençoar o presépio Imprimir e-mail

Como abençoar o presépio

 

Uma breve oração, que pode ser feita por qualquer membro da família

 

O presépio é uma forma de nos lembrar que estamos prestes a celebrar uma data especial e de nos aproximar de Cristo na manjedoura. É uma das mais amadas tradições da época natalina e uma ferramenta de ensino perfeita para crianças.

 

Outra maneira de aumentar o significado espiritual do presépio é abençoá-lo com uma oração fornecida pela Igreja. Aqui, apresentamos a tradução de uma linda oração retirada do site da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos:

 

Deus de todas as nações e povos,

desde o início da criação

manifestaste  o teu amor

e, quando a nossa necessidade de um Salvador era grande,

enviaste o teu Filho para nascer da Virgem Maria.

Para as nossas vidas, ele traz alegria e paz,

justiça, misericórdia e amor.

 

Senhor,

abençoa todos os que olham para esta manjedoura;

que isto nos lembre do humilde nascimento de Jesus.

Eleva os nossos pensamentos até Ele,

que é Deus e Salvador de todos,

e que vive e reina para sempre.

Amém.

 
O Presépio cheira mal Imprimir e-mail

O PRESÉPIO CHEIRA MAL

 

Quando viciamos as nossas crianças nos presépios fofinhos, perfeitinhos e perfumados, estamos a negar-lhes a grande lição da manjedoura e do estábulo: Deus vem ao mundo num local miserável.

Quando estamos no campo e por acaso passamos junto de estábulos ou currais, faço sempre questão de alertar para uma evidência bíblica que é difícil de entender na bolha asséptica da cidade: “Jesus nasce num sítio assim, com este cheiro e tudo”. Convém sempre recordar que o presépio não é um arranjo floral, é um curral que cheira mal. Jesus nasce no meio do esterco nauseabundo de animais. Quando viciamos as nossas crianças nos presépios fofinhos, perfeitinhos e perfumados, estamos a negar-lhes a grande lição da manjedoura e do estábulo: Deus vem ao mundo num local miserável. É esta a sua radical humildade. Quando permite o cruzamento entre a sua trajectória eterna e a nossa trajectória histórica, Deus escolhe para intersecção destas duas linhas temporais um local que é a negação das nossas lógicas de poder. Deus todo-poderoso recusa nascer como príncipe num palácio, como mercador numa mansão ou como general num castelo. Ao nascer na periferia da periferia, entre os clandestinos dos clandestinos, Ele diz-nos logo à partida que o Reino não se rege pelas lógicas óbvias do poder e da natureza. O Reino não tem a gramática da natureza, até porque o homem não é um mero animal.

Esta revolução moral ainda hoje não é compreendida em absoluto até por nós, cristãos, tal é a magnitude da revelação. Mas então Deus nasce num estábulo? Que jeito é que isso tem? Então Ele nasce junto de pastores, num curral feito de madeira não trabalhada, rude, com lascas e farpas nada acolhedoras e com um chão composto por uma pasta de lama, palha, esterco e urina? E aparece sozinho? Onde é que estão os exércitos celestiais de serafins e querubins que poderiam facilmente vencer as quadrigas dos corruptos e tiranos? Então o berço do Deus omnipresente e omnisciente é uma manjedoira onde os animais comem? A verdade é que Deus não quer saber do nosso escândalo incrédulo. Ela entra na história no mais absoluto desprezo pelas regras da nossa verosimilhança. É um Deus inverosímil. A fonte da nossa fé é esta radical, bela e verdadeira inverosimilhança.

O desafio às nossas grelhas de leitura continua no perfil que Ele escolhe para si mesmo. Deus não vem ao mundo já formado, qual titã, qual Adamastor ou Golias; vem ao mundo na forma de um bebé indefeso. O Deus que criou as leis da física que sustentam os anéis de Saturno e que movimentam os gases de Andrómeda é o Deus que escolhe ser a criatura mais frágil e desprotegida de todo o universo, uma criatura que nasce sem garras ou carapaças e que demora anos até atingir um módico de independência, uma criatura que pode ser destruída pelos homens, por um homem, por mim, por si, caro leitor. Mas que Deus omnipotente é este? O que está Ele a dizer? Está a dizer-nos que a gramática certa não é a acumulação vertical de poder, mas sim a partilha horizontal de misericórdia. Não há senhores e súbditos, só irmãos. A salvação não depende da acumulação de dinheiro (poder material) ou de honrarias ou hierarquias snobes (poder social). Não vale a pena ter uma lógica snobe ou arrivista, porque a salvação não se joga na conquista vertical da pirâmide social. Logo no presépio, e mais tarde no lava pés, Jesus representa a suspensão das leis físicas, objetivas e mensuráveis do poder. Ou seja, Jesus é a suspensão das leis da natureza, a começar na predação. “Então o lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito; o novilho e o leão comerão juntos, e um menino os conduzirá” (Is 11, 6). É uma ironia de Deus – mais uma - que esta suspensão das leis da natureza no seio dos homens seja consumada num local tão empestado pelos cheiros naturais.

 
NATAL és tu Imprimir e-mail
 No Natal costuma haver muito barulho… …Mas é necessário fazer silêncio para ouvir a voz do AMOR!

NATAL és tu, quando te dispões, todos os dias, a nascer de novo deixando Deus entrar no teu coração!

O PINHEIRO DE NATAL és tu, quando com a tua força e coragem resistes aos ventos e dificuldades da vida!

AS DECORAÇÕES DE NATAL és tu, quando as tuas virtudes são cores que enfeitam a tua vida!

A LUZ DE NATAL és tu, quando a tua vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz que ilumina o caminho dos outros!

O ANJO DE NATAL és tu, quando consegues entoar e cantar a mensagem de paz, justiça e amor para todo o mundo!

A ESTRÊLA DE NATAL és tu, quando consegues guiar alguém até à alegria do encontro com Jesus! 

OS REIS MAGOS és tu, quando consegues dar o melhor de ti mesmo a todos sem distinção!

A MÚSICA DE NATAL és tu, quando vives em harmonia interior e espalhas harmonia à tua volta!

O PRESENTE DE NATAL és tu, quando consegues comportar-te como verdadeiro amigo e irmão ou irmã de qualquer outro ser humano!

O CARTÃO DE NATAL és tu, quando a tua bondade está escrita no gesto de amor que ofereces ao outro! 

“VOTOS DE FELIZ NATAL” és tu, quando perdoas, restabelecendo de novo a paz e concórdia, mesmo a custo do teu próprio sacrifício!

A CEIA DE NATAL és tu, quando sacias com o pão da esperança qualquer pessoa necessitada a teu lado!

A NOITE DE NATAL és tu, quando consciente, humilde e silenciosamente, recebes o Salvador do Mundo no teu ser.

UM MUITO FELIZ NATAL para ti e a todos e todas aqueles e aquelas que desejam e procuram assemelhar-se a este NATAL!
 
Qual o serviço da estrela que conduziu os Magos a Belém? Imprimir e-mail

 

Qual o serviço da estrela que conduziu os Magos a Belém? 

 

A estrela presta o seu serviço quando as pessoas que assim se respeitam são capazes de compartilhar a luta por valores que dignificam a pessoa humana

 

O Presépio atraiu-nos durante algumas semanas e só agora se completa, com o Dia de Reis e a recordação de outras manifestações do Senhor, no Baptismo no Rio Jordão e nas Bodas de Caná, as três chamadas “Teofanias”. Depois dos pastores, nos quais se fizeram presentes os mais pobres e humildes, o Evangelho e a Igreja apresentam os que foram chamados magos, sábios ou reis, imaginados em três por causa do ouro, incenso e mirra que levaram a Belém. Foram-lhes atribuídos nomes e a responsabilidade de representar as diversas raças do mundo e a imaginação criativa das sucessivas gerações enfeitou de mil formas as suas figuras.

 

Qual o serviço da estrela que conduziu os Magos a Belém?

 

O Espírito Santo suscitou nos séculos passados preciosas tradições, a maior parte transmitida por tradição oral, com as quais os episódios da História da Salvação continuam a ser apresentados “ao vivo e a cores” em todos os recantos da nossa terra. Nos Magos chegados a Belém, estão presentes as multidões procedentes das periferias geográficas ou existenciais da humanidade.

 

Companheira fiel dos que das terras mais distantes acorreram a Belém foi uma estrela. Muito já se escreveu a seu respeito e os que estudam os astros podem oferecer detalhes que não ocorrem aqui, pois vale ressaltar o serviço religioso oferecido por ela, inclusive para dar sentido às muitas estrelas iluminadas dos dias que correm.

 

Estrela que faz o caminho de Belém, para que muitos encontrem o Salvador, o Rei nascido. A sua missão envolve os muitos homens e mulheres que nunca ouviram o nome de Jesus, e ainda uma imensa multidão sem qualquer referência religiosa. No coração humano, foi posta por Deus uma pergunta decisiva a respeito do sentido da vida, com questões que se desdobram em várias direcções, com a adesão a uma escola de fé, outras vezes a indiferença e outras tantas até reacções amargas.

A estrela respeita tal situação e quer oferecer com humildade o serviço de apenas sinalizar que existe rumo, há metas dignas da grandeza do coração humano. Penso em pessoas com as quais convivemos e que hão de ser respeitadas nas suas diferenças. Com muitas delas tive ocasião de dialogar. E o diálogo é sempre fecundo quando mutuamente se respeita o valor do outro! A estrela-guia conduziu a Belém de Judá homens das diversas raças que habitam esta terra, apontando para a fonte da fraternidade e da superação de todos os preconceitos, o próprio Deus feito homem.

 

A estrela presta o seu serviço quando as pessoas que assim se respeitam são capazes de compartilhar a luta por valores que dignificam a pessoa humana. Podemos pensar no serviço oferecido ao mundo pelo Papa Francisco, quando, na mensagem para o Dia Mundial da Paz, celebrado há poucos dias, pôs o dedo na ferida da escravidão ainda existente, alertando as forças sociais a se unirem na luta contra esta chaga, propondo que todos sejam acolhidos, não como escravos, mas como irmãos. Sabemos quanto este grito anima muitas pessoas e, graças a Deus, incomoda tantas outras! A estrela e a sua mística não são cadentes nem decadentes! Elas permanecem acesas no serviço ao bem comum oferecido pela Igreja.

 

Estrelas que apontam para o mistério de Deus foram tantas pessoas que nos mostraram o caminho do bem, como catequistas, professores e professoras, bons amigos e boas companhias que foram verdadeiros luzeiros na nossa vida. Estrelas foram os inúmeros exemplos de rectidão e lisura que nos foram oferecidos, em tempo de tanta lama, nas quais as pessoas se arriscam a chafurdarem-se. Deus seja louvado por nos ter indicado o caminho do bem, e é importante começar o novo ano com os sinais sadios e optimismo nascido da fé, que ilumina a nossa compreensão da vida, qual estrela guia para os novos dias.

 

São parecidas com a estrela de Belém as pessoas que ajudam os outros a discernir na vida, amadurecendo as escolhas a serem feitas. Penso nos jovens que durante o ano que se inicia definirão os rumos da sua vida e eu sonho, olhando para as estrelas, com famílias que os orientem numa perspectiva vocacional, fazendo-lhes a pergunta sobre a vontade de Deus. E esta vontade existe para cada pessoa, pois expressa o olhar de amor do Senhor para cada um dos seus filhos e filhas.

 

A estrela conduz a Belém e de lá faz os seus seguidores partirem por outras estradas, ao voltarem para a sua terra, com a sabedoria necessária para não entregar justamente o tesouro mais precioso, a quem quer matar o Menino Deus. Iluminados pelo mistério do Natal e da Epifania, vislumbro os novos caminhos a serem percorridos, no exercício da criatividade e na docilidade ao Espírito Santo, pedindo ao Senhor as luzes necessárias. Desafios novos se apresentarão aos cristãos e a todos os homens e mulheres de boa vontade. A beleza do ano que começa estará nas surpresas, pelo que renunciamos a qualquer método de adivinhação ou pretensa previsão mágica. Interessante será viver um dia de cada vez, recolhendo as lições do quotidiano.

 

Enfim, a estrela renunciou ao defeito do estrelismo! A sua cauda iluminada é feita para mostrar o caminho. Sabe desaparecer na hora certa, depois exercer com fidelidade a sua missão. Esperamos que o ano de 2019 seja como um céu estrelado, com estrelas que não têm receio de piscar, num acende e apaga, jogo de amor, para o encanto dos olhos de Deus e da humanidade.

 

Rezemos com a Igreja: Ó Deus, que revelastes o vosso Filho às nações, guiando-as pela estrela, concedei aos vossos servos e servas, que já vos conhecem pela fé, contemplar-vos um dia face a face no céu. Amém!

 
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Tempo de Natal: nasceu para nós o Salvador! 

 

No Natal, o amor de Deus invisível faz-se visível. Está aqui, junto de nós, no presépio

O que vamos fazer nestes dias do tempo de Natal,  já desde a noite em que Jesus nasceu? Voltar os olhos e o coração inteiramente para a figura do Menino envolto nos paninhos que a Mãe trouxe de Nazaré e reclinado sobre as palhas do presépio.  Não sentimos desejos de olhar para Ele e Lhe dizer: Meu Senhor e meu Deus!? Porque esse Menino, que vemos na manjedoura, é Deus feito homem, que vem ao nosso encontro para nos salvar. Tanto amou Deus o mundo dizia Jesus a Nicodemos que lhe deu o Seu Filho único. O Senhor não enviou o Filho ao mundo para condená-Lo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele (Jo 3,16).Contemplando este mistério da Encarnação do Verbo, estamos no coração da nossa fé cristã. É um mistério que nos dá a certeza de que Deus é amor e nos quer com loucura. Esta é, precisamente, a certeza que fazia o apóstolo São João exclamar: Deus é amor! Nisto se manifestou o amor de Deus para connosco: em nos ter enviado o Seu Filho único para que vivamos por Ele (cf. 1 Jo 4,8-9).

Sim, no Natal, o amor de Deus invisível faz-se visível. Está aqui, junto de nós, no presépio. São João extasiava-se com esta maravilha da bondade de Deus, que é a vinda do Verbo encarnado, e dizia: Ninguém jamais viu a Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou (Jo 1,18). E, cheio de júbilo por tê-Lo conhecido, por ter convivido com Ele durante três anos e ter experimentado o Seu carinho, exclamava: Nós o vimos com os nossos olhos, nós o contemplámos, nós o ouvimos, nós o tocámos com as mãos! (cf. 1 Jo 1,1-3) Por experiência própria, podia afirmar: Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é Amor (1 Jo 4,8).

Jesus é Deus feito homem, que nos ama com toda a força do seu amor divino e humano. O Seu amor é grande e verdadeiro, tem os dois sinais claros da autenticidade. Primeiro, é uma doação plena. Amor que não se dá não é amor. Mas não é um dar-se qualquer, é uma doação que visa o nosso bem. E aí está o segundo sinal de autenticidade: todo o verdadeiro amor, ao dar-se, quer bem, ou seja, dá-se procurando o bem da pessoa amada.

E qual é o bem, quais são os bens que Jesus nos traz? Todos os bens! A vida verdadeira, a vida eterna! A felicidade que não poderá morrer! Nessa infinita riqueza de bens divinos, podemos distinguir especialmente três grandes tesouros. O tesouro da verdade, que Ele nos ensina; o tesouro do caminho do Céu, que Ele abre e nos mostra; e o tesouro da vida nova dos filhos de Deus, que Ele ganha para nós na cruz.

Tudo isto resumiu-o Jesus numa só frase: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6). Será que captamos a importância destas palavras? Tentemos arrancar, do fundo delas, a grande luz que encerram, meditando um pouco sobre o seu significado. Jesus traz-nos, primeiro, a luz da verdade. Vem-me à cabeça agora o pai de São João Batista, Zacarias o marido de Santa Isabel , que profetizou o nascimento de Jesus de uma maneira muito significativa. Dizia que a ternura e a misericórdia do nosso Deus nos vai trazer do alto a visita do Sol nascente, que há de iluminar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz (Lc 1,78-79). Desde antes de nascer, Jesus já é anunciado como o Sol, como a Luz, a Luz da Verdade, que nos guiará para o bem e para a paz, para a paz terrena e eterna.

Isto é o que também diz São João no prólogo do seu Evangelho. Ele era a verdadeira Luz, que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. A luz resplandece nas trevas e estas não a compreenderam (cf. Jo 1,9-11). Que pena se nós não a recebêssemos! Que pena se nós não a compreendêssemos! Porque a verdade que Ele nos traz não é uma verdade qualquer, mas a única verdade-verdadeira, a única verdade que salva: a verdade sobre Deus, sobre o mundo e sobre o homem. Só ela pode dar sentido à nossa vida.

Utilizando-nos de uma comparação do próprio Cristo, podemos dizer que a verdade ensinada por Ele é como a semente na mão do semeador. Pode cair nas pedras ou entre espinhos e morrer; ou pode cair numa boa terra e dar fruto (cf. Mt 13, 4 ss.). Depende de nós. Se procurássemos acolher esta verdade com carinho, seria uma maravilha, seríamos no empenho por edificar a nossa vida como o construtor de que Jesus falava: Aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha (Mt 7,24). Nem a chuva, nem o vento, nem as tormentas conseguiriam derrubá-la. Porque esta verdade nos daria como diz a Bíblia um amor forte como a morte’ (cf. Cânticos 8,6).

Se continuarmos a olhar para Jesus Menino, veremos que Ele nos diz também, como já mencionávamos, Eu sou o Caminho. Toda a vida dEle é exemplo e caminho para nós, é como a sinalização luminosa da estrada que conduz a Deus, o roteiro que devemos seguir para nos realizarmos nesta terra e na eternidade.

É por isso que Jesus diz, muitas vezes: Segue-me! Compara-nos às ovelhas que Ele, o Bom Pastor, conduz entre brumas e perigos até o pasto que alimenta e o refúgio seguro. Ele é o Bom Pastor que caminha adiante delas, adiante de nós, indicando-nos o caminho; mais: sendo, com o Seu exemplo, Ele próprio o caminho. Acontece que o caminho de Cristo é, essencialmente, o caminho do amor. Caminhai no amor escrevia São Paulo , segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou (Ef 5,2).

O amor que é caminho é o amor autêntico, com maiúscula, o Amor que vem de Deus (1 Jo 4,7). Não é fumaça cor de rosa, nem é uma teoria ou só uma paixão que arde e se evapora; é um amor vivo, sincero e realista, que se manifesta, no dia a dia, na prática das virtudes que são como o selo de garantia do amor.

Por isso, aquele que ama esforça-se por ser com a graça de Deus generoso, compreensivo, dedicado, paciente; e também por ser constante, por ser forte na adversidade, por ser sóbrio e moderado nos prazeres; por ser caridoso, gentil, prestativo; por ser justo, discreto; por dar a Deus cada dia mais amor, e aos irmãos também. Em suma, por levar a sério a prática das virtudes humanas e cristãs.

Nunca percamos de vista: aquele que ama faz, age, não fica só pensando e sentindo. É exactamente isto o que nos diz São João, o grande intérprete do amor de Cristo: Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por actos e em verdade (1 Jo 3,18). E é claro que isto se aplica tanto ao amor a Deus como ao amor ao próximo. Como diz o mesmo São João: Temos de Deus este mandamento: quem ama a Deus, ame também a seu irmão (1 Jo 4,21).

 
Falta pouco para o Natal! Imprimir e-mail

 Falta pouco para o Natal!

Meditemos sobre o nascimento de Deus menino

 

Natal do Menino Jesus

Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo

Vendo-se repelidos por toda a gente, São José e a Bem Aventurada Virgem saem da cidade para achar, fora dela, ao menos algum abrigo.

Os pobres viajantes caminham na escuridão, errando e espreitando;

Afinal depara-se-lhes ao pé dos muros de Belém uma rocha escavada em forma de gruta que servia de estábulo para os animais.

Disse então Maria: José, meu esposo, não precisamos de ir mais longe; entremos nesta gruta e deixemo-nos ficar aqui.

– Mas como? Responde São José; não vês, minha esposa, que esta gruta é tão fria e húmida que a água escorre por toda parte?

Não vês que não é uma morada para homens, mas uma estribaria para animais? Como queres passar aqui a noite e dar à luz?

– Contudo, é verdade, tornou Maria, que este estábulo é o paço real onde quer nascer na terra o Filho eterno de Deus.

Ah! Que terão dito os Anjos vendo a divina Mãe entrar naquela gruta para dar à luz!

Os filhos dos príncipes nascem em quartos adornados de ouro; preparam-se-lhes berços incrustados com pedras preciosas, e mantilhas preciosas; e fazem-lhe cortejo os primeiros senhores do reino. E ao Rei do céu prepara-se uma gruta fria e sem lume para nela nascer, uns pobres paninhos para cobri-lo; um pouco de palha para o leito e uma vil manjedoura para o colocar?

Ubi aula, ubi thronus? Meu Deus, assim pergunta São Bernardo, onde está a corte, onde está o trono real deste Rei do céu;

É que não vejo senão dois animais para lhe fazerem companhia, e uma manjedoura de irracionais, na qual deve ser posto?

Ó gruta ditosa, que tiveste a ventura de ver o Verbo divino nascido dentro de ti! Ó presépio ditoso, que tiveste a honra de receber em ti o Senhor do céu!

Ó palha ditosa, que serviste de leito àquele cujo trono é sustentado pelos serafins!

Sim, fostes ditosos, ó gruta, ó presépio, ó palha; mais ditosos, porém, são os corações que terna e fervorosamente amam este amabilíssimo Senhor, e que abrasados em amor o recebem na santa Comunhão.

Ó, com que alegria e satisfação vai Jesus Cristo pousar no coração que o ama!

Um Deus que quer começar a sua infância num estábulo, confunde o nosso orgulho; e, segundo a reflexão de São Bernardo, já prega com o exemplo o que mais tarde havia de pregar de viva voz: Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração.

Eis porque ao contemplarmos o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo e ao ouvirmos falar em gruta, manjedoura, em palha, em leite, em vagidos; estas palavras deveriam ser para nós como que chamas de amor, e como que setas que nos fizessem amantes da santa humildade.

É verdade, ó meu Jesus, Vós, tão desprezado por nosso amor, com o vosso exemplo fizestes os desprezos excessivamente caros e amáveis aos que Vos amam.

Mas, como é então possível que eu, em vez de os abraçar, como Vós os abraçastes, ao receber algum desprezo por parte dos homens, me tenha mostrado tão orgulhoso; e tenha ainda chegado a ofender-Vos, ó Majestade infinita? Pecador e orgulhoso!

Ah Senhor, já o compreendo: não soube aceitar com paciência as humilhações e as afrontas, porque não Vos soube amar. Se Vos tivesse amor, ter-me-iam sido doces e amáveis. Mas visto que prometeis o perdão a quem se arrepende, de toda a minha alma arrependo-me de toda minha vida desordenada, tão diferente da vossa.

Quero emendar-me, e por isso Vos prometo que para o futuro aceitarei com paz todos os desprezos que me vierem, e que os sofrerei por vosso amor, ó Jesus meu, que por meu amor tendes sido tão desprezado.

Compreendo que as humilhações são as minas preciosas por meio das quais quereis enriquecer as almas com tesouros eternos. Já sou digno de outras humilhações e de outros desprezos, porque desprezei a vossa graça. Mereço ser pisado aos pés do demónio.

Mas os vossos merecimentos são a minha esperança. Quero mudar de vida; não quer mais causar-Vos desgosto; para o futuro não quero buscar senão a vossa vontade, e por isso vos dou todo o meu coração. Possui-o, e possui-o para sempre, para que eu seja sempre vosso e todo vosso. “E Vós, ó Pai eterno, que cada ano nos alegrais com a esperança da nossa Redenção, concedei-me que com confiança possa esperar a vinda do vosso Filho unigénito como Juiz, a quem agora recebo alegremente como Salvador”.

Fazei-o pelo amor do mesmo Jesus Cristo e de Maria Santíssima.

Jesus nasceu! Vinde, ó reis, príncipes e todos os homens da terra, vinde adorar o vosso Rei.

Mas quem é que se apresenta? …Ah, o Filho de Deus veio ao mundo, e o mundo não o quis conhecer.

Mas, se não vêm os homens, vêm ao menos os Anjos adorar o seu Senhor, e cantam jubilosos: “Glória a Deus nas alturas, e na terra paz aos homens de boa vontade”.

Glória à divina Misericórdia, que, em vez de castigar os homens rebeldes, fez o próprio Deus tomar o castigo sobre si, e assim os salvou.

Glória à divina Sabedoria, que achou meio de satisfazer à Justiça, e ao mesmo tempo, de livrar os homens da morte merecida.

Glória ao divino Poder, que de um modo tão admirável venceu as forças do inferno.

Glória finalmente ao divino Amor, que induziu um Deus a fazer-se homem e a levar uma vida tão pobre, humilde e penosa.

– Meu irmão, unamos as nossas adorações às dos Anjos e digamos com a nossa Santa Madre Igreja:

Glória a Deus nas alturas, e na terra paz aos homens de boa vontade.

Nós Vos louvamos, Vos bendizemos, Vos adoramos, Vos glorificamos. Graças Vos damos pela vossa grande glória, Senhor Deus, Rei do Céu, Deus Pai todo-poderoso.

Ó Senhor, Filho unigénito de Deus, Jesus Cristo, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho do Pai: Vós, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

Vós, que tirais o pecado do mundo, aceitai as nossas súplicas. Vós, que estais sentado à direita do Pai, tende piedade de nós.

Porque só Vós, ó Jesus Cristo, sois Santo, só Vós o Senhor, só Vós o Altíssimo, com o Santo Espírito, na glória de Deus Pai. Assim seja”. Um Santo Natal!

 
O Natal é tempo de acender a luz no seu coração Imprimir e-mail

 

O Natal é tempo de acender a luz no seu coração 

 

O Papa Francisco ensina a importância de acender a sua luz neste Natal

O Papa Francisco ensina que Natal sem luz não é Natal. Não se trata, obviamente, de referência às luzes dos centros comerciais. Nem mesmo se refere às lâmpadas que integram o cenário dos presépios e ornamentam as árvores, indicando o genuíno sentido do Natal, a chegada do Salvador do mundo. O Santo Padre faz, na verdade, um interpelante convite a cada pessoa: acenda a sua luz.

Oportuno é fazer um exercício de imaginação usando a imagem simbólica das luzes nas árvores de Natal, nos enfeites das casas, edifícios, tantas outras decorações que provocam alegria e emoção. Todas essas luzes poderiam ser a multidão – a humanidade da cidade da gente, do bairro, da rua, de sua casa, do seu prédio, do ambiente de trabalho, das escolas, das instâncias de governos e dos segmentos todos da sociedade. Assim seria possível formar uma grande procissão da humanidade com a luz que dissipa a escuridão. Não haveria mais as sombras que embaçam a vista, confundem entendimentos, induzem a escolhas equivocadas, geram indiferença e as muitas formas de violência – como o aborto e o “descarte das pessoas”.

Se houvesse uma luz nas mãos de cada indivíduo, uma grande tocha se formaria, fazendo brilhar os olhos da esperança. Surgiriam novos caminhos a serem percorridos e os rostos de cada pessoa revelariam encantamento pelos rumos reencontrados. Haveria um verdadeiro fenómeno de luz, que faz raiar um novo dia.

A festa da luz

O Papa Francisco diz que o Natal é a festa da luz – muito mais do que um efémero espectáculo produzido com impacto visual, mas sem efeitos duradouros. A falta de saídas para as crises e a carência de entendimentos humanitários que podem devolver ao ser humano a sua mais nobre condição, indicam que o mundo actual, com as suas tantas outras “luzes”, nunca esteve tão obscurecido. A humanidade sofre com percalços dolorosos, potencializados pelas brutalidades, ganâncias, ódio e desejo de vingança. Por tudo isto, a convocação é urgente: acenda a sua luz interior. O verdadeiro Natal é luz. É o evento da luz que brilha nas trevas. Vale guardar a narrativa de São João na introdução do seu Evangelho: “E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. Veio um homem, enviado por Deus, o seu nome era João. Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos pudessem crer, por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Esta era a luz verdadeira, que vindo ao mundo a todos ilumina”. A Palavra de Deus possibilita esta compreensão a respeito da luz verdadeira que, se recebida, faz crescer um brilho interior. Quem a acolhe e cultiva a sua luminosidade passa a orientar-se nos parâmetros da verdade e do amor.

Acender a luz, a sua luminosidade interior, antes e acima de tudo é, deliberada e amorosamente, receber a Cristo, a luz que vem ao mundo. A luz que pode brilhar no interior de cada pessoa depende dessa luz, fonte inesgotável de luminosidade, que é o amor infinito de Jesus. Acender a própria luz é acolher Cristo Luz dos Povos e conseguir caminhar nas trilhas do bem, da verdade e da justiça. Diante das muitas incertezas vividas por toda a sociedade, só há uma saída possível: empreender o acendimento da própria luz.

Resgate valores

Este grave momento da história, quando a sociedade se submerge nas escuridões produzidas por desmandos e relativizações dos parâmetros ético-morais, torna-se urgente um gesto humilde e simples, mas significativo: reunir os restos e os cacos da própria lamparina interior e acendê-la, de novo, com o acolhimento de Cristo que vem, a luz que todos ilumina. Este compromisso exige resgatar valores na interioridade, assumir novos propósitos, arcar com o peso indispensável de recomeçar, abrir mão de privilégios. Assim torna-se forte a luz da esperança de um novo tempo, com a escuta de Cristo, o messias Salvador. O que está quebrado pode ser reparado. Os erros, corrigidos. E o que foi retirado indevidamente pode ser reposto.

Reacendam os corações para iluminar um caminho diferente e, assim, com esperança, que possa ser vista no horizonte a realização da profecia de Isaías quando diz que “o Povo que andava nas trevas viu uma grande luz, para os que habitavam as sombras da morte uma luz resplandeceu”. Sem esperar milagres dos “salvadores da pátria”, a única saída é o gesto pessoal capaz de provocar efeito revolucionário sobre a sociedade, um convite interpelante e transformador: acenda sua luz!

 
Celebração de Natal em Família Imprimir e-mail

CELEBRAÇÃO DE NATAL EM FAMÍLIA

 

Todos de pé

 

Leitor 1:

Na escuridão dos nossos medos e das nossas infelicidades, surge um clarão de esperança...  Na sombra da solidão e da miséria, surge um fogo de ternura... nas trevas da violência e da morte, brilha uma alegre notícia...

Hoje, a Luz de Deus resplandeceu na noite do mundo: é Natal! Hoje a noite é mais clara que o dia! Deus fez-se criança. É Natal! É a noite da Luz!

 

Criança 1

Vimos anunciar-vos a Luz.  Que vem da ternura de Deus que se faz Menino,

Que faz de nós homens e mulheres de coração bondoso.

 

Criança 2

Vimos anunciar-vos a Luz. Que vem  da presença de Cristo no meio de nós.

Se vos abrirdes a essa presença a noite jamais será pesada para vós e nunca mais vos sentireis sós e abandonados.

 

Cântico que fale de luz (P.ex. A luz de Cristo)....

 

Criança 1

Vimos anunciar-vos a Luz. Que vem da alegria de estarmos juntos, reunidos para celebrar o nosso Deus.

Se permanecerdes unidos neste Deus que é amor, as obras das trevas nunca mais poderão vencer.

 

Criança 2

Vimos anunciar-vos a Luz

Que vem de nos sentirmos amados por Deus. Ele é o centro das nossas vidas!

 

A luz de Cristo...

 

Orientador:

Rezemos com humildade e confiança a oração que o Senhor Jesus nos ensinou...

 

Todos: Pai Nosso...

 

Orientador:

Hoje é a festa da unidade. O Natal é o tempo em que todos se reconciliam, em que cessam as guerras, em que o perdão tem lugar. Com este espírito e pensando que o Senhor Deus Altíssimo abraçou a nossa condição humana, saudemo-nos na paz que vem do Presépio.

 

Leitor 2:

Alegremo-nos!

Veio a luz para iluminar a noite!

Acabou a noite do egoísmo: Deus vem para se dar a todos.

Acabou a noite do medo: Deus vem para ficar connosco.

Acabou a noite do ódio:  Deus vem para semear a paz.

Acabou a noite da solidão:  Deus vem para nos congregar junto à lareira do seu amor.

Não temais a noite acabou.

É Natal: Jesus Cristo nasceu na noite a sua luz venceu as trevas!

 

Orientador:

Oremos

Senhor que nos dais a alegria de celebrar o nascimento de Jesus Cristo nosso Redentor, dai-nos também a graça de merecermos, por uma vida digna, participar da sua glória.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho na unidade do Espírito Santo.

 
Os cinco beijos de amor no Menino Jesus Imprimir e-mail
  Os cinco beijos de amor no Menino Jesus

Oração a ser feita especialmente no Tempo do Natal

Beijando a mãozinha direita:
“Ó meu Jesus, o que Tu quiseres eu também quero, e o quero porque o queres, ó meu Jesus.”

Beijando a mãozinha esquerda:
“Jesus, o que Tu quiseres eu também quero, e o quero como o queres, ó meu Jesus.”

Beijando o pezinho direito:
“Jesus, o que Tu quiseres eu também quero, e o quero quando o queres, ó meu Jesus.”

Beijando o pezinho esquerdo:
“Jesus, o que Tu quiseres eu também quero, e o quero enquanto o queres, ó meu Jesus.”

Beijando o coração do Santo Menino:
“Jesus, o que Tu quiseres eu também quero, e o quero porque tudo vem de Ti
,
E tudo é para glória tua e bem meu, seja o que for, ó meu Jesus.”

“Ó meu Jesus, ó doce meu Senhor,
Dá-me o que vejo no teu coração:
Dor, para que não falte em mim o amor.
Amor, para que não falte na dor.
Dor que suporta toda a dor.
Amor a desprezar todo o outro amor.”

Amém!

 
Os três reis magos e as nossas ofertas ao Jesus Imprimir e-mail

A exemplo dos três reis magos, o que podemos oferecer a Jesus neste Natal? 

  

Os reis magos vieram da Pérsia, iluminados por uma estrela no céu e por uma luz interior que os guiava e os dirigia para Cristo, o Messias que eles sabiam que os judeus esperavam. A tradição diz que eram reis de pequenos reinos, entendidos em ler as estrelas.

  Enquanto em Jerusalém ninguém esperava e acreditava, eles, na fé, procuravam o esperado Menino, sua Mãe e seu Pai em Belém. “Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo” (Mt 2,1-2). São Mateus diz que o rei Herodes ficou perturbado e com ele toda a Jerusalém.E a misteriosa estrela os guiava até chegarem onde estava o Menino. Encontrando-O, prostraram-se diante Dele, “abrindo os seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso em mirra.” O ouro é dado ao Rei, o incenso a Deus, e a mirra à vítima a ser imolada um dia no Calvário. Que mistério!  

A epifania, é esta manifestação de Jesus como Messias, Filho de Deus e Salvador do mundo. Estes “magos”, representantes das religiões pagãs, representam as primeiras nações que acolhem a Boa Nova da salvação pela Encarnação do Verbo. A vinda deles a Jerusalém para “adorar ao Rei dos Judeus” mostra que eles procuram em Israel, à luz do Messias da estrela de David, aquele que será o Rei das nações. Isto significa que “a plenitude dos pagãos entra na família dos patriarcas” e adquire a mesma dignidade dos judeus.

  Os reis magos, que eram pagãos, souberam ver no Menino, o Deus salvador, por isso o adoraram e lhe deram presentes. E nós, o que devemos dar a Jesus? Antes de tudo precisamos seguir a sua Luz, a sua Estrela.  São João da Cruz disse que “amor só se paga com amor.” Jesus só nos deu amor: a sua vida, a sua morte, a sua ressurreição. “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim” (Jo 13,1). Ele é o amor! Os nossos presentes ao grande Menino devem ser presentes de amor.  Ele disse na Santa Ceia: “Se me amais guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,15). Então, a nossa primeira disposição  deve ser de renovar o desejo de ouvir a sua voz e obedecer-lhe. São Jerónimo disse que “quem não conhece os Evangelhos não conhece Jesus”. O primeiro passo é conhecer o que Ele ensinou; o segundo é viver o que Ele manda.  Jesus veio para “tirar o pecado do mundo” (Jo 1,29); Ele é o Cordeiro imolado pelos nossos pecados. Então, o melhor presente que você pode colocar na Sua manjedoura é o propósito firme de lutar, sem tréguas, sem desanimar, sem se cansar, contra os seus pecados; pois é a única ação que pode afastá-Lo do seu coração, onde Ele quer sempre estar.  Olhe para si mesmo diante do Presépio, e pergunte ao divino Menino o que Ele quer que você mude na sua vida. Peça-lhe a sua graça, para ouvir a sua voz e ter a graça de lhe obedecer. Ofereça este propósito como o seu ouro, incenso e mirra. Ele vai gostar!  Mais do que os presentes e as micro lâmpadas a piscar, Ele quer o seu coração; todo, inteiro, sem divisões. Então, o melhor presente é entregar-lhe o coração, determinado a amá-Lo.
 
Noite Feliz Imprimir e-mail

Noite Feliz

 A canção Noite Feliz, uma das mais famosas do mundo, foi escrita em 1818, em Oberndorf, uma cidade muito próxima a Salzburgo. Em Oberndorf, encontra-se o Museu Noite Feliz e uma capela comemorativa.

O autor do texto de "Noite Feliz", o padre Joseph Mohr, nasceu em Salzburgo. Na Missa do Galo de Salzburgo sempre escutaremos a canção na sua versão original.

No mês de Dezembro de 1818, na pequena aldeia de Obemdorf, na Alemanha, o jovem padre Joseph Morh, que possui uma biografia que evoca a pobreza, estava preocupado, pois o órgão da sua paróquia tinha os foles roídos pelos ratos. Para ele era importante que o instrumento estivesse a funcionar para acompanhar as canções da véspera do Natal. Mohr, angustiado com a falta de um instrumento, teria inspirado a sua letra no humilde Natal de Jesus em Belém, não tendo outra alternativa senão usar o seu violão. O padre Joseph Mohr, então, foi ter com o seu amigo músico Franz Gruber para que transformasse em melodia o poema que ele tinha escrito. Este poema teria vindo de um convite, numa noite, para abençoar um menino que tinha nascido de um casal muito pobre. O padre foi à residência do casal, abençoou a criança, e percebeu naquele nascimento, semelhante às condições do nascimento de Jesus, a inspiração necessária para produzir o texto da canção. Após isto, na manhã de 24 de Dezembro, Joseph Mohr escreveu os versos e foi a casa de Franz Gruber para que ele fizesse os arranjos, advertindo-o que tudo deveria estar pronto para a Missa de Natal. Gruber aceitou a incumbência, nada cobrando para isto. Composta originalmente para violão e flauta, a música difundiu-se rapidamente.

Em 1900, a canção já era conhecida em todo o mundo. "Stille Nacht", em alemão, na verdade significa "Noite silenciosa". O nome foi mantido pelo inglês "Silent Night", mas noutros idiomas foi adaptado, como no francês "Douce Nuit" e no português: "Noite Feliz" de Pedro Sinzig. A música é cantada hoje em mais de 140 línguas.

O Padre Joseph Mohr faleceu em 1848. Passou a vida a trabalhar pelos pobres e necessitados da Alemanha, tendo sofrido, até mesmo, perseguição pelo seu superior. Morreu vivendo a sua pobreza no interior, como a sua canção Noite Feliz. 

Noite feliz! Noite feliz! O Senhor, Deus de amor, pobrezinho nasceu em Belém. Eis, na lapa, Jesus, nosso bem! Dorme em paz, ó Jesus! Dorme em paz, ó Jesus! 

 Noite feliz! Noite feliz! Oh! Jesus, Deus da luz, quão afável é teu coração que quiseste nascer nosso irmão e a nós todos salvar! e a nós todos salvar! 

  Noite feliz! Noite feliz! Eis que, no ar, vêm cantar aos pastores os anjos dos céus, anunciando a chegada de Deus, de Jesus Salvador! de Jesus Salvador!
 
A Paz que procuras pode estar mais perto do que imaginas Imprimir e-mail

A PAZ que procuras pode estar mais perto do que imaginas.

 

Um homem era proprietário de uma rede internacional de hotéis. Vivia cercado de secretárias e telefones.

 

Era depositário de somas fabulosas em muitos bancos e membro de numerosos grupos económicos.

 

Tinha muito dinheiro, mas não tinha paz. Sentia-se exausto, estressado, emaranhado em mil preocupações. Precisava de viajar para se distrair.

 

Entregou os numerosos encargos a um sócio de confiança e saiu pelo mundo, à procura da paz.

 

Empreendeu numerosas viagens pelos cinco continentes, visitou os maiores centros turísticos, mas continuava insatisfeito e frustrado.

 

Uma noite, ouvindo o badalar dos sinos de uma igreja, resolveu entrar, mais movido pela curiosidade do que pela fé. Entrou devagar, como que apalpando o ambiente.

 

Um silêncio religioso pairava. A igreja estava repleta de fiéis. Sentiu-se atraído por um grupo de pessoas ajoelhadas diante de um presépio.

 

Pastores contemplavam o Menino Jesus reclinado na manjedoura. Junto dele, José e Maria em atitude de profunda oração.

 

Quanta paz se desprendia daquele cenário. Tanta paz, que invadiu o coração do homem.

 Foi ali, aos pés de uma humilde e pobre manjedoura, que ele encontrou o que não tinha conseguido na sua louca procura no meio das vaidades e distrações mundanas.
 
Como viver o Natal em família Imprimir e-mail

Como viver o Natal em família

 

O Natal de Jesus é uma grande festa também de cada família, pois naquele Nascimento divino formava-se a Sagrada Família de Nazaré. A Igreja ensina que “os filhos são o dom mais excelente do matrimónio” (CIC,§ 2378). Sobretudo esta alegria é insuperável quando nasce como homem o próprio Deus.

Por isso, toda a família cristã precisa de celebrar com júbilo o Natal do nosso divino Redentor e Salvador. Naquela criança pobre, humilde, desprovida de toda a honra e glórias humanas, estava o Rei do Universo, o Senhor dos Senhores.

Ele quis nascer e viver trinta anos numa família para nos mostrar que nada é mais importante para a humanidade do que esta instituição divina, hoje tão ameaçada. Ali naquela pobre casinha de Nazaré Ele cresceu, aprendeu a ler as Escrituras que falavam Dele, foi obediente aos pais que Ele mesmo criou; trabalhou com mãos humanas na carpintaria de São José e abençoou todo o tipo de trabalho honesto; e manteve o Lar sagrado após a morte do Seu pai adotivo.

O Nascimento de Jesus tem tudo a ver com a família; “o Senhor quis entrar na nossa história pela família”, disse um dia o Papa São João Paulo II. Então, cada família deve se preparar com zelo e carinho para a celebração do Natal e vivê-lo com devoção.

Antes de tudo é preciso focar as atenções no grande Aniversariante. Ele veio para nos salvar. Que Ele não seja esquecido, renegado, escondido. “Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1,19). Como disse o salmista, é preciso dizer: “Que os céus e a terra glorifiquem o Senhor com o mar e todo o ser que neles vive!” (Sl 68,35); porque “o Seu Nome é admirável Conselheiro, Deus forte, Pai do século futuro e Príncipe da paz será chamado” (Is 9,6).

Toda a alegria da família deve estar lastreada no júbilo que brota nos nossos corações por saber que agora temos um Irmão divino, que nos ama, que nos acompanha, e que vive na nossa alma. Deus fez-Se homem, veio armar a Sua tenda entre nós. Ele é o Emanuel, o Deus connosco, que, ressuscitado caminha connosco para que não tenhamos medo das lutas da vida. Ele não se orgulhou de ser Deus, fez-Se pequeno, fez-Se criança; como disse São Paulo fez-Se pobre para nos enriquecer com as suas graças.

Cada família cristã precisa de armar o Presépio, e contemplar diante dele as grandezas deste Menino que deixou a glória celeste para nos socorrer nas nossas misérias.

Contemplando também os personagens do Presépio, podemos meditar profundamente nas lições do Natal, e preparar a alma para construir nela o verdadeiro presépio; a melhor manjedoura no coração para receber o Rei dos reis.José e Maria, os pais do Menino Deus encarnado feito homem que quis ter uma família humana. Aí vemos toda a importância do pai, da mãe e da família; é uma consagração do quarto mandamento. A família é sagrada; e a mais sagrada é a família de Nazaré.

O Presépio ensina-nos a beleza e a importância da família. Em José e Maria vemos também o exemplo daqueles que vivem conforme a vontade de Deus: dóceis, meigos, disponíveis a Deus de maneira absoluta; simples, puros, santos.

Ali estão os Anjos – anunciaram com júbilo aos pastores o nascimento do Menino Deus: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”. Os Anjos acompanharam Jesus em toda a sua vida, da manjedoura à Ascensão ao céu.

Ali está aquele pequeno burrinho – era o humilde animal dos pobres e humildes do povo que aguardavam o Messias, que viria para salvar o povo. Foi nele que Jesus entrou em Jerusalém para consumar a Sua obra e viver a Sua paixão. No Presépio ele representa a criação dócil de Deus que acolhe o seu Deus e lhe presta o devido culto de serviço e de louvor.

O boi também está ali – era o animal sacrificado nos holocaustos dos judeus, no Templo, em oferenda pelos pecados do povo. Jesus, com o Seu Sacrifício na cruz, levou à plenitude os sacrifícios da Antiga Aliança, que era celebrada no sangue dos novilhos. O boi no Presépio acolhe a Grande Vítima que será um dia imolada no Calvário, no seu lugar, pelo pecado do mundo.

A ovelha – dócil animal que representa o Cordeiro que os judeus sacrificavam diariamente no “holocausto perpétuo”, ao cair da tarde, para a purificação dos pecados do povo judeu. É uma imagem de Jesus, que como disse Isaias, foi conduzido ao Calvário como uma ovelha muda, sem resistir, sem blasfemar, sem se arrepender de fazer a vontade de Deus.

Ali estão também os pobres pastores de Belém – são os representantes humildes do povo judeu, para quem Jesus veio em primeiro lugar. Os céus se lhes abriram e eram viram os Anjos cantando o Glória a Deus. São eles as testemunhas de que Deus cumpriu para com o povo judeu a Promessa de enviar o Redentor, anunciada pelos profetas.

Os reis Magos chegaram também – são os representantes dos gentios; daqueles que não eram judeus; muitos deles já conheciam o Deus de Israel e lhes prestavam culto. Os Magos no Presépio indicam que Jesus veio não só para os judeus (representados nos pastores), mas para todos os povos do mundo. Eles oferecem ao Menino Deus, o incenso; ao Menino Rei, o ouro; ao Menino Cordeiro, a mirra do sepulcro. É a representação de todos os povos que veem adorar “Aquele que vem em Nome do Senhor”.

É ai, diante do Presépio que os pais podem aprender a amar como José e Maria; e os filhos podem aprender com o Deus Menino a beleza da obediência aos pais, e a virtude do trabalho. É diante do Presépio que a família deve rezar o Terço meditando cada mistério da vida de Jesus, desde o Anúncio do Anjo a Maria até à consumação da Sua glória.

Que cada presente dado seja a expressão da alegria do nascimento do nosso Redentor. Que a ceia do Natal seja a expressão da confraternização da família que se modela no exemplo da Sagrada Família. Que o desejo de “um feliz Natal”, seja também um compromisso de amar cada pessoa da família, suportando os defeitos de cada um, comprometendo-se a ajudá-los nas suas dificuldades.

Enfim, que a celebração do Natal em cada lar seja o advento, a chegada, Daquele que é o Príncipe da Paz, e que vem trazer a paz à família, neste mundo de tantas aflições e tribulações.

Santo Afonso de Ligório
 
Quais os teus propósitos de Natal? Imprimir e-mail

Quais são os teus propósitos de Natal?

 

 ‘O propósito de ouro é buscar o bem do outro como se fora o seu’

 

O Natal é uma preparação qualificada com reflexos no percurso dos dias do novo ano que se aproxima. Assumir propósitos é um exercício educativo e indispensável. São metas desenhadas no horizonte da existência, que precisa ser qualificada. Definir e planejar objetivos são tarefas que podem garantir as correções de rumos, o alcançar de entendimentos indispensáveis e o ajustamento de condutas nos contextos familiar, institucional e social. As metas não podem ser pensadas apenas nas engrenagens empresariais e institucionais, pois a vida não se constrói sem disciplina individual.

Indispensável é o propósito de cada um compreender-se como pessoa humana, coração da paz. Deve se tornar inegociável e compromisso determinante a atitude diária de respeitar o próximo. Um respeito testemunhado em cada gesto e palavras, no cuidado com aquilo que é público e está a serviço de todos. Há uma gramática própria no coração humano que precisa ser recuperada dos desgastes que o consumismo, a indiferença e a mesquinhez do egoísmo e da ganância produzem, desfigurando a humanidade, impulsionando corações ao ódio, à violência, à vingança, que matam a fraternidade como missão e propriedade do ser humano. Essa gramática do coração recompõe-se pela reconquista do sentido de transcendência, exercitado pela espiritualidade.
A vida vivida, construída e entendida apenas do lado de fora, conduzida por exterioridades, desgasta culturas e pessoas, produzindo cenários desoladores, da miséria à violência. A espiritualidade exercitada como competência no reconhecimento do lugar central de Deus na própria vida se desdobra em compromisso com a ecologia da paz, isto é, a igualdade da natureza de todas as pessoas. Esta compreensão produz sensibilidade na consideração da realidade social, aquela próxima de cada um de nós, deixando-se incomodar pelas insidiosas desigualdades no acesso a bens essenciais, como água, comida, saúde e moradia. Dessa consideração, surge a prática de pequenos e grandes gestos, o compromisso de cada cidadão no cuidado para com os pobres.

Não importa se o que cada um faz seja como uma gota d’água no oceano, pois o oceano é feito de gotas d’água. São indispensáveis todos os gestos de solidariedade de cada um. Esta tarefa educativa permanente dos corações deve ser assumida pela família. Se cada família for conduzida como comunidade de paz, se tornará uma permanente escola de solidariedade, capaz de modular, de modo humanístico e justo, a sociedade contemporânea. A família é o lugar primário das relações humanas e, consequentemente, da sociedade. Nela não se pode perder o sentido dos ritos, a aprendizagem dos limites e do respeito incondicional à vida. Se o sentido da paz não for aprendido na família, ficará comprometida a gramática do coração humano. Monstros nascerão, as arbitrariedades presidirão as dinâmicas da sociedade e traçada estará uma avalanche de relativizações.

Avançar na contramão das violências que desfiguram a sociedade supõe assumir o propósito de não se deixar vencer pelo mal. É preciso superá-lo com o bem. O mal tem o rosto de quem o escolhe. É praticado por quem se esquiva das exigências do amor. A competência para o bem moral nasce do amor, manifesta-se e é orientado por ele. E esse amor está plenamente manifestado em Cristo Jesus, o Salvador da humanidade. Celebrar o seu Natal é, antes e acima de tudo, compreender a lógica do amor, não permitindo, por nenhuma razão ou título, sua camuflagem com ilusórias escolhas e passageiras comemorações.

O grande propósito prático e incidente é vencer o mal com o bem, sempre e em todas as circunstâncias, dedicando particular atenção ao bem comum com suas vertentes sociais e políticas. O propósito de ouro é buscar o bem do outro como se fora o seu. Ainda mais precioso, com efeitos revolucionários, é a meta indicada por Jesus de não se fazer aos outros o que não se deseja a si mesmo. Que o caminho para a paz seja percorrido com a convicção de que a paz não pode ser alcançada sem justiça, e não há justiça sem perdão. Perdoar e fazer o bem devem ser sempre os propósitos de Natal.

 
Continuemos a meditar na história do nascimento de Jesus Cristo Imprimir e-mail

Continuemos a meditar na história do nascimento de Jesus Cristo.

Vendo-se regeitados de toda parte, São José e a Bemaventurada Virgem saem da cidade para achar, fora dela, ao menos algum abrigo.Os pobres viajantes caminham na escuridão, errando e espreitando; afinal depara-se-lhes ao pé dos muros de Belém uma rocha escavada em forma de gruta que servia de estábulo para os animais.Disse então Maria: José, meu esposo, não precisamos ir mais longe; entremos nesta gruta e deixemo-nos ficar aqui. – Mas como? Responde São José; não vês, minha esposa, que esta gruta é tão fria e úmida que a água escorre em toda parte? Não vês que não é uma morada para homens, senão uma estribaria para animais? Como queres passar aqui a noite e dar à luz? – Contudo, é verdade, tornou Maria, que este estábulo é o paço real onde quer nascer na terra o Filho eterno de Deus.Ah! Que terão dito os Anjos vendo a divina Mãe entrar naquela gruta para dar à luz! Os filhos dos príncipes nascem em quartos adornados  de ouro; preparam-se-lhes berços incrustados com pedras preciosas, e mantilhas preciosas; e fazem-lhe cortejo os primeiros senhores do reino.E ao Rei do céu prepara-se uma gruta fria e sem lume para nela nascer, uns pobres paninhos para cobri-lo, um pouco de palha para o leito e uma vil manjedoura para o colocar? Meu Deus, assim pergunta São Bernardo, onde está a corte, onde está o trono real deste Rei do céu, porquanto não vejo senão dois animais para lhe fazerem companhia, e uma manjedoura de irracionais, na qual deve ser posto?Ó gruta ditosa, que tiveste a ventura de ver o Verbo divino nascido dentro de ti!

Ó presépio ditoso, que tiveste a honra de receber em ti o Senhor do céu!

Ó palha ditosa, que serviste de leito àquele cujo trono é sustentado pelos serafins!Sim, fostes ditosos, ó gruta, ó presépio, ó palha; mais ditosos, porém, são os corações que tenra e fervorosamente amam este amabilíssimo Senhor, e que abrasados em amor o recebem na santa Comunhão.Ó, com que alegria e satisfação vai Jesus Cristo pousar no coração que o ama!
 
Advento: o Senhor já vem! Imprimir e-mail

COM MARIA, CONTEMPLAR O ROSTO DE CRISTO!

 

Advento: o Senhor já vem!

 

Estamos a viver um dos mais belos tempos litúrgicos do ano: o Advento, ou seja, as quatro semanas que antecedem o Natal. Originalmente, a palavra advento era utilizada pelos antigos romanos para anunciar a visita do seu soberano às províncias fora de Roma. Isto significava para o povo um tempo de preparação. Mais tarde, os cristãos começaram a aplicar 'Advento' às semanas que antecedem e preparam a festa do Nascimento de Jesus.

O primeiro 'advento cristão' refere-se aos milhares de anos de espera pelo Messias prometido, concluído pelo nascimento histórico de Jesus Cristo. Hoje, a humanidade vive um segundo advento, na expectativa da vinda definitiva de Cristo, no final dos tempos.

As quatro semanas que nos separam do Natal recordam-nos esta realidade: a nossa vida é um grande 'Advento', que nos prepara para o encontro com Deus. Deus-Menino - o Filho de Maria! Maria foi aquela que viveu mais intensamente a expectativa da primeira vinda de Cristo na gruta de Belém. Foi Ela a criatura humana que viveu mais intimamente unida a Ele durante os nove meses do Advento.

Para Maria, é sempre Advento, pois a sua missão, como Mãe, é preparar nas famílias e nos corações um lar para Jesus. É ajudar que muitos possam encontrar-se com Deus. Maria continua a peregrinar nas nossas ruas e nas nossas casas, como peregrinou com José de porta em porta para encontrar um abrigo para o Deus-Menino. Ela quer encontrar espaço para o seu Filho no nosso lar. Neste Advento temos uma oportunidade privilegiada de escutar o seu chamamento de amor. Qual será a nossa resposta?

 
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