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Deus é Amor

Papa Bento XVI

 
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O que vem a ser carisma? Imprimir e-mail

O que vem a ser carisma?

Tudo é dom, é presente, é graça de Deus, é “carisma”: a existência, a vida física e espiritual, o universo, a família, a comunidade, o saber, os sacramentos, a Igreja… Em tudo e em qualquer situação, uma coisa é evidente: Ninguém vive só para si. Tem sempre alguma relação com alguém. Porque os dons de Deus são concedidos a cada pessoa ou grupo, mas ao mesmo tempo destinam-se a favorecer outros grupos ou pessoas.
No entanto, há alguns dons de Deus que recebem o nome de carismas, com certa conotação especial: são dons espirituais que tornam a pessoa, ou grupo de pessoas, capaz de exercer uma actividade particular em favor do bem comum.
Do carisma nasce um serviço ou ministério eclesial, que tem sempre três qualidades inseparáveis:
a) é um serviço bem determinado, como a catequese, o ensino, a enfermagem, a coordenação pastoral;
b) é um serviço perpétuo ou de certa duração, e não apenas momentâneo;
c) é confiado pela comunidade a uma pessoa ou grupo.
Então, o verdadeiro ministério ou serviço eclesial é sempre exercido de maneira “carismática”. Quer dizer: o ministro ou servidor é movido pela graça ou carisma do Espírito Santo, e não pode nem deve agir como simples “funcionário religioso”.
Há somente carismas individuais?
Não. Além dos carismas pessoais, há alguns que se chamam “congregacionais”, porque são confiados a congregações ou ordens religiosas. É claro que o carisma congregacional atinge, em primeiro lugar, os membros da família religiosa, ajudando-os a tornarem-se “pessoas realizadas” na própria missão.
No entanto, quem cumpre o serviço congregacional é o grupo em bloco. Por isso é que se pode dizer, com muita razão: a família religiosa é a Igreja em miniatura. E quanto mais unidos trabalham os membros da congregação, maiores são os seus frutos.
Além disso, é preciso notar que há campos de actividade tão extensos e difíceis, que uma pessoa isolada quase nada poderia fazer. E este trabalho individual certamente não teria continuidade: acabaria quando faltasse a pessoa. Porque “a união faz a força”. E mesmo faltando alguém, o grupo continua.
Por exemplo, são tarefas muito extensas e abrangentes que exigem grupos de acção: o atendimento aos enfermos, o trabalho na educação, a comunicação social, o apostolado entre migrantes e menores abandonados…
E a pessoa que se sente chamada para alguns destes ministérios “colectivos” pode descobrir qual deles combina melhor com a sua vocação pessoal. Daí, então, escolhe a vida consagrada nalguma das numerosas congregações ou ordens.

 
A vocação é no dia-a-dia Imprimir e-mail

A vocação faz-se no dia-a-dia
 
Aprendi a viver a minha vocação a cada dia.
Comecei a sentir a vocação ao sacerdócio. Um dia perguntei a mim mesmo: "Será que eu conseguirei ser um bom padre?".

Olhando para as minhas limitações, eu sabia que não seria capaz. Este sentimento foi-me apavorando de tal forma que no meu coração não havia paz. Já quase não dormia nem comia.

Eu não poderia ser padre de qualquer maneira. Então resolvi conversar com o meu director espiritual. Ele escutou-me até ao fim e, sorrindo, disse:

"Toni, tu serás o futuro padre que tu precisas ser hoje. A única maneira de garantir a qualidade da tua vocação é vivendo o hoje da melhor forma possível". No mesmo instante compreendi tudo. A partir desse dia comecei a viver a minha vocação dia a dia.
Temos de viver a vontade de Deus no agora da nossa vida. O passado já é passado. O futuro não existe ainda. Só temos o momento presente. Reza já pedindo ao Senhor a graça de viveres bem a tua vocação cada dia:

Senhor, dá-me a graça de ser hoje tudo aquilo que eu devo ser. De fazer hoje tudo o que devo fazer. Amanhã será outro dia e eu serei aquilo que Tu queres que eu seja hoje.

Hoje serei fiel. Amanhã será amanhã. Cada dia terá as dificuldades próprias. Mas hoje eu comprometo-me a ser fiel em tudo que o Senhor me confia.

Dá-me a graça da fidelidade nas pequenas coisas, para que, diante das grandes dificuldades, eu não esmoreça.

Senhor, quero viver no hoje a minha vocação.

O padre que serei no dia de amanhã eu o realizo no dia de hoje. Tu serás a pessoa casada, pai ou mãe de família, que precisas de ser no futuro, vivendo o hoje cada dia. Deus deu-nos a grande graça de podermos dividir a nossa vida em dias.

"Não vos preocupeis com o dia de amanhã: o dia de amanhã ocupar-se-á consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal" (Mt 6,34).

Se os meus pais não tivessem vivido a sua vocação ao matrimónio, eu não seria padre. A vocação do matrimónio também deve ser vivida dia a dia. Cada dia é um dia de fidelidade.

Os solteiros que são chamados ao matrimónio serão pais e mães no futuro, porém, é preciso que a sua vocação seja construída no dia de hoje. Tu serás amanhã tudo aquilo, e somente aquilo, que viveres hoje.

Também para ti que já és pai e mãe, serás no teu dia-a-dia que a tua vocação acontecerá. Muitos pais e mães consomem-se mais do que o padre ou uma pessoa consagrada.

Muitas vezes, o nosso coração fica apertado, as lágrimas rolam dos nossos olhos, vamos dormir com um peso no coração, mas, se tu viveste a tua vocação naquele dia, tu podes dizer: "Hoje eu sou feliz assim, tenho-Te a Ti, meu Deus".

Problemas, dificuldades, tentações, sempre os teremos. A nossa grande alegria é poder começar tudo de novo, porque fazemos a nossa vida dia por dia. Se hoje não conseguimos, recomeçamos no dia seguinte.

 

 
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