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Quando um homem deixa de ser homem? 

 

A primeira pergunta é, na verdade, o que é ser homem?

 

Muitos homens vêem-se perdidos diante desta questão. Parece-nos que, na atualidade, esta resposta tem sido difícil para muitos deles, como se não existisse esta especificidade.

Segundo Griffa e Moreno, 2001, no livro “As chaves para a psicologia do desenvolvimento”, a maior diferença entre os seres humanos é a sexual, sendo que cada um de nós vive existencialmente como homem ou como mulher. A diversidade sexual é anterior ao tipo de personalidade ou traço caracterológico, sendo que esta diversidade constitui-se no momento da concepção com a formação dos pares de cromossomos, e assim, esse par, determina as características sexuais. No entanto, as diferenças não estão somente no orgânico ou físico, pois todo o nosso ser, ou seja, o nosso psiquismo, é sexuado. O sexo genético é gerado na concepção, mas a identidade sexual dos seres humanos vai sendo construída progressivamente a partir desta determinação.

O homem, segundo os mesmos autores, é um ser fecundante e a mulher é a matriz da vida.

Questionamento

Quando é que um homem deixa de ser homem? A resposta que percebemos é que o ser tem uma essência, e naturalmente o homem tem uma essência; ao distanciar-se desta, o homem poderá deixar de ser plenamente aquilo que é no seu fim último.

Certamente, o homem deixa de ser homem quando deixa de realizar aquilo para o qual foi chamado. Quando o homem não realiza a sua missão de ser homem, ele corre o risco de cair num vazio existencial, ele pode perceber que está doente e distante da sua forma de ser e estar no mundo.

 

O homem tem um perfil, uma forma de viver no mundo e não há como negar. Ele é uma pessoa e tem um papel na sociedade, nos seus relacionamentos como também na sua família, ele tem uma identidade.

Tanto o físico como o psicológico são diferentes nos sexos.

Homem X Mulher

Pensando no aspecto físico, o homem apresenta o sistema ósseo e muscular estriado mais robusto, diferente da mulher, o que lhe oferece maior capacidade de resistência e domínio do mundo. Existem características que são próprias da personalidade do homem. Ele é aquele que dá segurança e proteção diante dos perigos no mundo; o homem traz em si o predomínio de uma atitude racional, analítica e abstrata. Ele tende a uma abertura com o mundo exterior e intensa relação com o externo.

O homem só poderá ver o mundo como homem; a sua lente é diferente das mulheres. Portanto, o seu modo de ser no mundo é como um homem. A família, a sociedade e a cultura deveriam colaborar para que este ser homem pudesse vir para fora e vivesse como tal. É preciso entender que, para valorizar a mulher, não é preciso destituir o homem do seu valor e do seu lugar.

O papel do homem

As famílias, atualmente, têm vivido uma confusão, uma possível distorção dos papéis ou mesmo uma fuga desses papéis. Num tempo não tão distante, os homens exerciam o papel do cuidador, do provedor, daquele que optava por escolhas práticas para assegurar o bem-estar da família.

Assim, normalmente, era o homem quem consertava os aparelhos, os móveis. Para ele, era reservado o lugar dos consertos. Alguém estragou algo? O homem era chamado, ele era aquele que resolvia os problemas da vida diária, ele era o que oferecia as direções para resolver problemas. Era simples a compreensão do papel do homem, e este sabia das suas responsabilidades e lugar. Nesse sentido, existia uma definição clara dos papéis. Assumia o seu lugar e não considerava um peso essa posição, mas fazia o necessário para que a família caminhasse para o bem.

 

Era o homem quem trocava a lâmpada, consertava o ferro, desentupia a pia. Era ele o responsável pela maior renda e deveria prover o maior sustento da casa. Para o homem estava reservado a conversa com os filhos homens e, principalmente, com os adolescentes sobre namoro e sexualidade, era aquele que gostava de carro, do desporto, também ensinava o filho a andar de bicicleta, a descer num carrinho de rolimã, como também mostrava ao filho a maleta de ferramentas e como deveria pescar. O homem sentia-se sozinho para uma tomada de decisão ou diante de uma escolha difícil, mas não se entregava a essa solidão, ele enfrentava-a, porque isto faz parte da sua essência, daquilo que ele é.

O homem aprende a ser homem a partir de um homem. O autor John Eldredge, no livro ‘A grande aventura masculina’, 2007, escreveu que a masculinidade é concedida, é aprendida na convivência com homens. “Um menino tem muito que aprender na sua jornada para se tornar um homem, e ele torna-se um homem somente por meio da intervenção ativa de seu pai e da companhia de outros homens. O autor enfatiza que, para ser homem é preciso ter um guia. É preciso ter um pai para ensinar. Não se aprende a ser homem no mundo das mulheres. Não quer dizer que o homem deixa de ser homem, porque não faz alguns dos relatos acima, mas que se ele deixa de ser aquilo que o move para essas atitudes e fazeres práticos, provavelmente pode sentir-se como um “peixe fora d’água” e duvidar do seu ser homem ou até deixar de ser um.

 
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Quais as referências masculinas que temos hoje? 

 

Precisamos de mais homens que passem uma imagem positiva do ser masculino

 

A figura masculina é muito importante no desenvolvimento das crianças, tanto para os meninos como para as meninas.

O pai é a primeira imagem de homem que as crianças têm; para as meninas, ele será o modelo que elas terão como referência para todos os homens que passarem pela vida delas. Para os meninos, será aquele que os fará sair do mundo feminino da mãe para se tornarem homens. Contudo, não é apenas dentro dos nossos lares que precisamos de ter uma imagem positiva do masculino, mas na sociedade como um todo.

No processo de construção da sua personalidade, as nossas crianças, principalmente os jovens, são influenciados por pessoas que lhes são próximas e também por indivíduos dos MCS.

Como é que muitos pais agem dentro de casa?

Quais as referências masculinas que temos hoje em dia? Vejamos alguns exemplos, começando pelos pais. Podemos dizer que a maioria foi doutrinada, desde anos atrás, a serem ausentes:

– alguns, pelo trabalho que os consome, pois aprenderam que a grande necessidade de um filho é ter “do bom e do melhor materialmente”;

– outros, por se tornarem progenitores num momento de “prazer”; e quando surpreendidos pela notícia da paternidade, não se julgam preparados ou dizem que a mãe se deveria ter prevenido;

– outros são adeptos também da falta de tempo, porque praticam um hobby ou mesmo têm um vício, que os tira constantemente da responsabilidade de educar. Este último é o típico pai e marido que o personagem Homer Simpson ilustra. Às vezes, são glutões, beberrões, não sabem nem querem aprender a fazer nada dentro de casa, e ainda dão trabalho e envergonham a mulher e os filhos.

Afetividade Masculina

 Imagem do homem na sociedade e na mídia

Saindo do ambiente domiciliar temos:

– o “pegador”, que trata bem as mulheres só até conseguir o que quer, e não recorda o nome delas no dia seguinte. Faz questão de contar aos amigos o que elas fizeram na cama com ele;

– Há também os atletas, cantores, atores e outros “endinheirados”, que pensam que a fama lhes deu “passaporte livre” para escarnecer de toda a ética, não têm a mínima consideração com o mundo e as pessoas. Ostentam bens de luxo como se isso fosse a prova da sua superioridade.

– Os super-heróis, quando de máscaras, armas ou armaduras, enfrentam tudo, mas não lidam bem com questões existenciais, têm um passado sempre sombrio e cheio de traumas. A maioria não consegue resolver questões mais simples como se declarar e assumir a amada;

– Temos ainda o modelo de corpo “saradíssimo”, que borrifa um perfume da moda, veste um terno, sai por aí chamando à atenção para si e conquistando mulheres;

– Os bebedores de cerveja, que se gabam de quantas conseguem tomar e imitam os garotos-propaganda nos anúncios desta bebida – rostos de homem, atitudes de crianças.

– O metrossexual, que namoraria a si mesmo se pudesse.

– Não nos podemos esquecer daqueles que aderem a tudo quanto é “moda”, e assim parecem  antenados, como homens que beijam outro homem na boca como forma de protesto à violência contra as mulheres. Sinceramente! É isto que faz de um homem alguém sem preconceitos? Como se este gesto o fizesse mais homem!

Definitivamente, não são estes os exemplos de masculinidade, pois fazem de si mesmos, dos seus prazeres, dos próprios conceitos e questões interiores, o grande ideal de vida, e esta não é a verdadeira essência do ser masculino.

O que um homem verdadeiramente precisa e busca?

Qual é o protótipo de homem ideal? Onde encontrar a verdadeira essência do ser masculino?

A principal característica do homem é a luta, é entregar a vida para conquistar o que ele ainda não tem. O homem deve lutar sempre pelo amor de sua mulher, pelo seu reino – lar, harmonia, bem-estar psíquico e material daqueles que lhe são confiados – e por um ideal. Os homens vão sempre procurar uma luta, uma aventura, uma causa que esteja fora deles.

Podemos ver isto sempre, nos personagens masculinos dos filmes, mas também, desde crianças, nas brincadeiras entre meninos, os quais, na maioria das vezes, são de iniciação e competição, até os nossos pais e avós aposentados, como ficam inquietos dentro de casa, sempre mudando de conversa.

Só para entendermos melhor: “Para conhecer-se, uma mulher olha para dentro de si e encontra todo um universo. Ela lê o seu próprio coração (que é um mundo de sentimentos, percepções e sensibilidades) para entender o mundo que a cerca”.

Já o homem, “olha para dentro de si, intui o que tem e o que possui; então, busca autenticação do seu conteúdo no mundo exterior. Ele vai experimentar se esta intuição sobre si mesmo é verdadeira, no mundo e na prática.

O homem precisa de fazer o esforço de sair de si, e este esforço ajuda-o a compreender o que está no seu interior, os seus anseios e o sentido da sua vida”.

Quem pode ser o exemplo positivo do ser masculino?

Onde está o modelo de homem em quem nos podemos espelhar? Em Cristo Jesus. Ele é a referência de pessoa e masculinidade. É o homem perfeito (cf. Mt 5,48).

Jesus não foi marido de uma mulher, mas Esposo por excelência (cf. Ap 21,9). Ele é o Filho, mas que revela a mais perfeita paternidade: a celeste (cf. Jo 10 30). Jesus não renegou os que Lhe foram dados, mas assumiu-os (cf. Is 53, 5-6), era presença e ainda o é (cf. Mt 28, 20), incansável na solicitude com aqueles que precisam d’Ele (cf. Mc 6, 31). Cristo era gentil com as mulheres, não se aproveitava delas; pelo contrário, elevava-as (cf. Lc 8,2-3 e Mt 19,7), não ostentava, mas era humilde (cf. Mt 8,20), como um herói salvou a muitos, na vida, mas, principalmente, em curar feridas existenciais (cf. Lc 1, 41), atraia a atenção de todos, não pela sua aparência exterior, mas pela beleza que exalava da sua alma (cf. Mt 14,13-14).

Principalmente, ensinou a verdadeira essência masculina, na aspiração mais importante e latente no homem. “Cristo também amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef 5, 25). E sabemos como Ele amou a Igreja, foi se sacrificando.

A realização está nos atos de nobreza

É este o esforço, a luta que precisamos de enfrentar. É no sacrifício por algo, que é maior do que a nossa pessoa, que encontraremos a nossa missão no mundo. É tendo a coragem de sairmos de nós mesmos e nos sacrificar, entregando a vida por livre e espontânea vontade, que chegamos a ter um sentido de existir, que nos faremos homens mais completos, homens à imagem de Jesus. Coragem!

Não são as nossas vontades que nos vão preencher, mas sim os atos de nobreza.

Em tudo, perguntemo-nos: “O que é que de nobre eu posso e tenho que fazer agora?”

Na verdade, todos nós homens temos os nossos medos, traumas, egoísmos, conceitos próprios, descompromissos, infantilidades e um pouco de “narcisismo”. Muita atenção para as atitudes, as descritas acima, que nos fazem ser menos homens de verdade.

Precisamos, sim, de homens com “H maiúsculo”! Onde estão os homens que honram a sua palavra, que respeitam as mulheres, as filhas dos outros, que amam as suas famílias, protegem as suas esposas e as amam de verdade! (cf. Ef 5, 25-33). Onde estão os homens que brincam e se dedicam à saúde afetiva dos filhos, os trabalhadores, os virtuosos que não são arrastados pelos vícios, os que ensinam um ofício aos mais jovens, que introduzem valores cristãos no mundo, os pregadores da Palavra, os que conquistam e atraem pelo testemunho de vida?

Que no Dia do Homem possamos comemorar a real essência do masculino, à qual só Aquele que se sacrificou por todos nós nos pode ensinar e nos inspirar.

Se um homem se mede pelo seu caráter, honra e nobreza, saiba que é a capacidade de sacrificar-se que forja tudo isto.

 
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