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Abri as portas ao Redentor

João Paulo II

 
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O Homem                           

Ainda há homens de Deus? 

Mesmo que pareça raridade, existem sim homens tementes a Deus

Esta pergunta é geralmente feita por mulheres que desejam namorar e casar com um homem que seja diferente da maioria que se vê hoje. Entendamos “homens de Deus” aqueles que assumem compromissos e responsabilidades, que sejam cavalheiros. Resumindo: dons masculinos que estão intrínsecos no ser, por isso, são naturais (podemos até dizer que são obrigações do homem, já que todas estas qualidades são desdobramentos do amor). E se há a capacidade de amar, há a necessidade de eles serem assim. E realmente está difícil encontrá-los hoje em dia.

Se pensarmos em tudo o que é o natural, ainda acrescido de intimidade com Deus, amor às Suas Leis e desígnios, um rapaz que tenha a sensibilidade de perceber as realidades eternas, sobrepondo-se às suas circunstâncias e aos planos humanos, pode parecer ainda mais impossível.

Às vezes, tu menina, até achaste que estavas a pedir demais, não é? Contudo, este é o desejo do Altíssimo para ti, mulher de Deus. Não te deixes conformar com menos! Ainda há homens de Deus? É claro que há homens tementes ao Senhor! Mesmo que pareça raridade, não há dúvida de que há muitos rapazes por aí que são de Deus, que são homens de oração e levam uma vida coerente com o Evangelho. Alias, só pertencem mesmo ao Senhor os que demonstram estas características com atitudes e com a vida.

Então, tu podes pensar: “A resposta não parece ser simples assim! Se há homens de Deus, porque é tão difícil encontra-los?”

Realmente, não vemos muitos homens honrados, porque a mentalidade do mundo veio corromper toda a beleza do amor, tanto em homens como em mulheres. Mas olha que também é muito raro encontrar uma mulher de Deus.

O primeiro ponto que q ter em conta, quando o rapaz quer ser fiel ao Senhor e começa a namorar, é a castidade. Muitas vezes, e digo muitas mesmo, são as namoradas que não querem viver a castidade, são elas que provocam o rapaz. Mas não estamos aqui a discutir o que um sexo faz de errado e o outro também, nem para medir quem tem mais culpa. A principal mensagem que quero deixar é a seguinte: homens de Deus são atraídos por mulheres de Deus e vice-versa.

Pessoas convertidas de verdade não se deixam levar só por uma linda cara, um corpo bem feito, um sentimento de fogo de palha ou outra superficialidade. É aí que já filtramos muitos candidatos. Sim, é um processo racional, o qual tu tens de aprender a fazer ou vais-te deixar levar por qualquer um. Não diminuas as tuas chances, és tu quem deve escolher melhor. Em todo o início de relacionamento devemos encontrar afinidades na outra pessoa, e que essas afinidades sejam à volta das coisas do Senhor.

 Menina, sê de Deus; e, os homens que pertencem a Deus te encontrarão! Que a tua vida seja um testemunho do amor divino. O rapaz reconhecerá em ti uma beleza diferente, sem os apelos da sensualidade. Presta atenção à maneira como te vestes, de verdade! Quando nós homens nos encantamos com as curvas de uma mulher, os nossos instintos sexuais são provocados, e não o nosso interesse no que há na tua alma. Percebemos uma beleza que vem mais pela aparência do que pela doçura.

Depois, quando nos aproximarmos mais, a fidelidade nos sugestiona uma mulher forte. Então, somos impulsionados a ser ainda mais fiel e forte, não para competir, mas para fortalecer a nossa relação com o Senhor e connosco mesmos. Esta fidelidade e força relembra-nos e reafirma o nosso dom de proteger as mulheres. Sabemos que estes dons (protecção, fidelidade e força) só os encontraremos em Deus, e queremos buscá-los ainda mais. A mulher torna-se sustento ao homem por aquilo que ela é, sem forçar nada.

Por último, quando temos a certeza de que aquela mulher é de Deus, convencemo-nos de que não temos o direito de extrair nem tocar no que nela pertence exclusivamente ao Senhor. Nesse ponto, já nos comprometemos a respeitá-la e amá-la para sempre, porque enxergamos que ela porta algo sagrado.  Seu corpo, seus dons, suas aspirações, sua dignidade e alma, antes de serem nossos, são de Deus. O Senhor se antecipou nela para nos encontrar e, agora, Ele nos põe como guardião do nosso sagrado. O homem aprende a salvaguardar a sensibilidade, a feminilidade, a sexualidade das mulheres e até aquilo que não entendem em vocês. Assim, sentimo-nos homens ainda mais completos. Isso expressamos não só na castidade, mas, em grande parte, por meio dela, desde o namoro até no casamento (também na castidade própria de casados).

Não estou, com tudo isto, lançar a responsabilidade para as mulheres, apenas digo que vocês são um grande sinal da essência da verdadeira beleza, a qual é sustentada por uma fidelidade que gera força, uma força que vem daquilo que é sagrado: o amor. E os homens de Deus precisam desse amor.

 

O Homem                           

Masculinidade: entenda o que é ser um homem de verdade

É possível ser homem de verdade, que expressa coragem, emoção e responsabilidade

Muitos de nós homens temos tendência para sermos mais práticos, para buscarmos as soluções dos problemas em vez de nos envolvermos neles e falar deles. Às vezes, entramos na nossa ‘caixinha do nada’ para sobrevivermos. Sim, ‘caixa do nada’. Diz-me, o que estás a pensar?” “Nada”. “Fiz-te alguma coisa?” “Nada”. Nada é nada mesmo. Isto faz-nos viver a vida de maneira mais livre, mas que o nosso ‘segredo do nada’ não nos impeça de nos envolvermos no que vale a pena! O homem de verdade expressa poder e misericórdia. Coragem e emoção!

Fico impressionado com o modo de Jesus. Ele era amigo, encorajava e ensinava os discípulos, era um Pai para eles e para o povo. Jesus, às vezes, ria com eles, ia para as festas com a malta, mas também batia o pé em questões em que até mesmo os discípulos mais próximos discordavam. Era firme quando era preciso e sabia estar em cada uma das situações.

 

O homem é protector

Gostamos de proteger o que nos é sagrado e importante, especialmente as mulheres. Temos um desejo de doar a nossa vida a ponto de doer! Basta olhar para a maioria dos heróis que foram criados pela nossa imaginação, pela literatura e pelos filmes. Eles dão a vida por amor. Como fazemos para doar a nossa vida à nossa maneira? Lembro aqui o que o tio do Homem Aranha lhe disse, no primeiro filme, antes de ser assassinado: “Grandes poderes requerem grandes responsabilidades”. É isto mesmo! O “poder” que nos foi dado de sermos homens, tem como anexo, “de quebra”, grandes responsabilidades. És capaz de as assumir?

 

É preciso ser homem de verdade

Lá no fundo do coração, a mulher quer mesmo um homem que a faça feliz e cuide dela. O mundo vive a dizer-nos para viver a vida agora e nos preocuparmos com coisas sérias depois. Mas o nosso coração não funciona desta maneira. Cada pedacinho de masculinidade em nós protesta contra isto! Deus criou-nos para sermos guerreiros, para lutarmos pelo que é certo e pelo verdadeiro amor. Isto não é um sonho.

Lembro-me da cena do filme ‘Gigantes de Aço’, no qual o Charlie entrega o seu filho, Max, aos cuidados da cunhada por não ter condições nem disposição para o educar. Estava literalmente a fugir da luta! Fica bem claro que o garoto já o amava e queria ficar com ele. O pai (Charlie), então, indignado diz: “Sabes que não consigo cuidar de ti. Não sou o que tu mereces. O que quer que eu faça?” Nessa hora, com os olhos cheios de lágrimas, Max diz algo que me tirou o fôlego: “Eu só queria que você lutasse por mim”.

Somos homens livres, racionais, com um pé na terra e outro na eternidade; temos inteligência para influenciar, direccionar e formar este mundo, fazendo-o valer a pena. Qual a tua resposta diante desta proposta? Qual a tua luta? Por onde recomeçar?

A nossa masculinidade não está encerrada no nosso corpo sarado e viril, mas em todo o nosso ser. Não dá para pensar que o homem é aquele ‘medroso’ que não sabe ser corajoso e, ao mesmo tempo, acolhedor. Não é irónico que, um dia, o mundo tenha sido convidado a escolher a sua resposta a partir destas duas visões de homem?

No dia do julgamento de Jesus, diante de Pilatos, foram apresentados dois modelos de homem: Jesus, o revolucionário do amor, homem de coragem e emoção, leão e cordeiro; e Barrabás, um revolucionário e lutador que matou por uma causa pessoal.

Quem é que o povo escolheu?

Antes de o povo dar a resposta, Pilatos tentou mostrar quem, de facto, era homem verdadeiro: Eis o Homem! Disse ele. Mas não escolheram Jesus, pelo contrário, mataram-No!

Tentei mostrar o modelo de homem no qual precisamos de nos espelhar, mas a resposta é tua, homem! Então, que modelo vais seguir? Dentro de ti, quem ficará vivo? Jesus ou Barrabás?

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Ainda existem homens de Deus?

Mesmo que pareça raridade, existem sim homens tementes a Deus

Esta pergunta é geralmente feita por mulheres que desejam namorar e casar com um homem que seja diferente da maioria que se vê hoje. Entendamos “homens de Deus” como os que assumem compromissos e responsabilidades, que sejam cavalheiros. Resumindo: dons masculinos que estão intrínsecos no ser, por isso, são naturais (podemos até dizer que são obrigações do homem, já que todas estas qualidades são desdobramentos do amor). E se existe a capacidade de amar, existe a necessidade de eles serem assim. E realmente está difícil encontrá-los hoje em dia.

Se pensarmos em tudo isto que é o natural, ainda acrescido de intimidade com Deus, amor às Suas Leis e desígnios, um rapaz que tenha a sensibilidade de perceber as realidades eternas, sobrepondo-se às suas circunstâncias e aos planos humanos, pode parecer ainda mais impossível.

Às vezes, tu, menina, até achaste que estavas a pedir demais, não é? Contudo, este é o desejo do Altíssimo para ti, mulher de Deus. Não te deixes conformar com menos! Ainda existem homens de Deus? É claro que existem homens tementes ao Senhor! Mesmo que te pareça raridade, não há dúvidas de que há muitos rapazes por aí que são de Deus, que são homens de oração e levam uma vida coerente com o Evangelho. Alias, só pertencem mesmo ao Senhor os que demonstram estas características com atitudes e com a vida.

Então, pode pensar: “A resposta não parece ser tão simples assim! Se existem homens de Deus, porque é tão difícil encontra-los?”

Realmente, a mentalidade do mundo veio corromper toda a beleza do amor, tanto em homens como em mulheres. Mas, fica aqui um segredo: também não é fácil encontrar uma mulher de Deus.

O primeiro ponto que “pega”, quando o rapaz quer ser fiel ao Senhor e começa a namorar, é a castidade. Muitas vezes, e digo muitas mesmo, são as namoradas que não querem viver a castidade, são elas que provocam o rapaz. Mas não estamos aqui para discutir o que um sexo faz de errado e o outro também, nem para medir quem tem mais culpa. O importante é que homens de Deus são atraídos por mulheres de Deus e vice-versa.

Pessoas convertidas de verdade não se deixam levar só por um rosto, um corpo, um sentimento de fogo de palha ou outra superficialidade. É aí que já filtramos muitos candidatos. Sim, é um processo racional, o qual tens de aprender a fazer ou então te vais deixar levar por qualquer um. Não diminuas as tuas chances, és tu quem deve escolher melhor. Em todo o início de relacionamento devemos encontrar afinidades na outra pessoa, e que estas afinidades sejam à volta das coisas do Senhor.

Menina, sê de Deus; assim, os homens que Lhe pertencem te encontrarão! Que a tua vida seja um testemunho do amor divino. O rapaz reconhecerá em ti uma beleza diferente, sem os apelos da sensualidade. Presta atenção às tuas roupas, de verdade! Quando nós homens nos encantamos com as curvas de uma mulher, os nossos instintos sexuais são provocados, e não o nosso interesse no que há na sua alma. Percebemos uma beleza que vem mais pela aparência do que somente pela doçura.

Depois, quando nos aproximarmos mais, a sua fidelidade sugestiona-nos uma mulher forte. Então, somos impulsionados a ser ainda mais fiéis e fortes, não para competir, mas para fortalecer a nossa relação com o Senhor e com nós mesmos. Esta fidelidade e força relembra-nos e reafirma o nosso dom de vos proteger a vós mulheres. Sabemos que estes dons (protecção, fidelidade e força) só os encontraremos em Deus, e queremos buscá-los ainda mais. A mulher torna-se sustento do homem por aquilo que ela é, sem forçar nada.

Por último, quando temos a certeza de que aquela mulher é de Deus, convencemo-nos de que não temos o direito de extrair nem tocar no que nela pertence exclusivamente ao Senhor. Neste ponto, já nos comprometemos a respeitá-la e amá-la para sempre, porque vemos que ela tem algo sagrado.  O seu corpo, os seus dons, as suas aspirações, a sua dignidade e alma, antes de serem nossos, são de Deus. O Senhor antecipou-se nela para nos encontrar e, agora, Ele põe-nos como guardião do nosso sagrado. O homem aprende a salvaguardar a sensibilidade, a feminilidade, a sexualidade das mulheres e até aquilo que não entendem em vocês. Assim, sentimo-nos homens ainda mais completos. Isto expressamos não só na castidade, mas, em grande parte, por meio dela, desde o namoro até no casamento (também na castidade própria de casados).

Não estou, com tudo isto, a deitar a responsabilidade para as mulheres, apenas digo que vocês são um grande sinal da essência da verdadeira beleza, a qual é sustentada por uma fidelidade que gera força, uma força que vem daquilo que é sagrado: o amor. Os homens de Deus precisam deste amor.

                           

Como o homem deve lidar com a mulher na TPM 

Será assim tão difícil para os homens saber lidar com uma mulher no período da TPM?

A tensão pré-menstrual (TPM) é um conjunto de sintomas que a mulher manifesta um pouco antes da menstruação: ficar deprimida, irritada, chorosa, angustiada ou cansada são alguns dos sinais da TPM.

Muitos, é claro, não perdem tempo em pôr uma dose de humor no assunto e inventam outros significados para a sigla TPM: “Todos os Problemas Misturados”; “Tira as Patas de Mim”; “Tocou, Perguntou, Morreu” entre outros.

Entretanto, falando para os homens, será mesmo tão difícil assim saber lidar com uma mulher no período da TPM? Antes, vejamos algo sobre nós.

Quando criou o ser humano, Deus colocou-o num jardim. Interessante que não o introduziu numa cidadela nem numa oficina, ainda que pequena, artesanal ou rústica (como seria conveniente pensarmos em algo nos inícios) nem num campo.

O facto de o homem estar num jardim significa que ele estava inserido na natureza, a qual possui os seus ciclos, as suas estações e processos. E Deus fê-lo capaz de perceber isto, pois lhe deu como missão “cultivá-lo e guardá-lo” (Gn 2,15). O ser masculino, que tem a tendência de ser mais objetivo e racional, é capaz, sim, de perceber os tempos da natureza, observar como melhor se desenvolve cada uma das diversas árvores, plantar na época certa os vários tipos de frutos e grãos, saber com antecedência quando vai chover ou não. Nisto, ele aprende que tudo tem um tempo e que é essencial respeitá-lo, analisar e saber lidar com a gradualidade das coisas.

Mesmo com a correria da vida moderna, ainda encontramos homens que sabem ensinar aos mais jovens e impetuosos a paciência e a meditação nas adversidades. São homens que entendem a dinâmica da vida e sabem que nem tudo pode ser obtido às pressas.

Em qualquer outro ambiente que Deus introduzisse o homem, ele iria empreender ou construir e ter resultados um tanto mais imediatos; não iria observar os processos nem aprender como poderia ser íntimo e amigo dos ciclos da natureza. Imagina se Deus o colocasse num shopping com fast-food, escadas rolantes, pegue e pague, etc. Mas o que é que isto tem a ver com o ciclo e o humor feminino? O que tem a ver com a forma de nós homens buscarmos agir de uma maneira melhor? Tem tudo a ver! Já explico.

Um tempo depois de tudo aquilo que havia no jardim, quando a mulher lhe foi apresentada, o homem identificou-se com ela: “o osso dos meus ossos e a carne da minha carne” (Gn 2, 23). Mulher, tão próxima ao homem e ao mesmo tempo tão diferente. A mulher que, na sua natureza, tem também os seus ciclos hormonais, tudo ligado à geração de vida.

 

“Não teria o homem, na sua essência, os dons e a sabedoria para lidar com os ciclos da sua mulher?”

Por ser muito mais preciosa do que qualquer coisa neste mundo para o homem, a mulher deveria experimentar a sensibilidade masculina de poder respeitá-la e de se esforçar para compreender e ajudar a sua parceira. Talvez, não somente “naqueles dias”, mas em tudo o que ela vive; afinal, o amor se firmará pela doação de si e não só por sentimentos agradáveis pela outra pessoa. A nossa verdadeira vocação de amor está em nos doarmos.

Então, aí vão algumas dicas de como melhor tratar a sua namorada, noiva ou esposa na “TPM”.

– Acompanhe a amada, conheça o seu ciclo

É bom que ela se queira conhecer pelo Método Billings, uma forma de entender o seu corpo e a mais natural e saudável para, no futuro matrimónio, viver a sexualidade.

E quando o noivo ou namorado está a par de tudo isto, é uma maneira a mais de ele a conhecer e assim respeitá-la e amá-la.

– Procure ter paciência com a amada nos dias da chamada TPM

Os níveis dos hormônios no organismo masculino são mais constantes; portanto, não temos noção dos efeitos que a variação hormonal provoca nela todos os meses. Não a julgues segundo os teus conceitos!

Também será muito bom tu programares-te de antemão para os dias mais tensos, já sabendo que, nesse período, terás de ser mais paciente.

– Deixa os esclarecimentos e as justificativas para depois

Se ela quer falar, deixa-a falar. Se ela tem uma tendência a irritar-se com pouca coisa, deixa-a expressar-se e tenta não brigar. Olha aquela máxima que diz: “Quando um não quer, dois não fazem guerra”. Na hora da irritação de um, quando o outro revida, coisas pequenas e insignificantes tendem a tornar-se gigantes e motivos de outras discussões futuras. Depois de algum tempo, com ela mais calma, se tentares mostrar o teu ponto de vista, talvez ela veja que realmente não tinha motivos para tanto, e até lhe peças desculpas.

– Conscientiza-a

Chocolates e elogios podem funcionar no momento, mas o que vale mesmo é tu, com o passar dos meses, comentar e tentar conscientizá-la das suas reacções e o que podem, os dois, fazer para minimizar as manifestações da tensão. Busquem um modo acertado de viver esses dias. Um exemplo: se ela não quiser tocar em determinados assuntos nos dias de TPM, aceita.

– Percebe o que é próprio da TPM e o que não é

Com carinho e racionalidade, monstra que as manifestações fora deste contexto, quando usadas como pretexto para ela se acomodar em responder por seus ímpetos, vai desgastar a relação.

– Se for o caso, pede ajuda médica

 

Sabia que o homem sente medo?

Para alguns, dizer que homem tem medo é o mesmo que duvidar da sua masculinidade

Esta afirmação, ainda, assusta muitas pessoas. Para alguns, dizer que homem tem medo é o mesmo que duvidar da sua masculinidade. Para outros, é dizer que estes homens são fracos, incapazes. No entanto, afirmar que o homem também tem medo pode ser libertador, mais ainda, pode ajudar a muitos homens, que dizem não ter medo de nada, a descobrirem o seu verdadeiro papel no mundo: a missão dada a cada um pelo próprio Deus.

Para tanto, basta olharmos para São José, o pai adotivo de Jesus. Se lermos atentamente o Evangelho segundo São Mateus, na passagem sobre o Nascimento de Jesus, veremos que este grande santo sentiu medo em virtude de tudo o que estava a acontecer na sua vida naquele momento. Diz o texto que Maria estava prometida a José, mas, antes que coabitassem, ela engravidou por obra do Espírito Santo. José, por ser homem bom, resolveu rejeitá-la secretamente para não lhe causar mal (Cf. Mt 1,18-19). Ele já se tinha decidido a isso, até que, em sonho, um anjo do Senhor lhe apareceu e disse: “José, filho de Davi, não tenhas medo de acolher Maria como tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo” (Mt 1,20).

O pai adotivo de Jesus teve medo. Se isto não fosse verdade, o anjo não o teria tranquilizado e dito a frase: “Não tenhas medo”. Isto não diminui o heroísmo e as virtudes de tão grande santo. Pelo contrário, mostra que ele não somente teve medo, mas que também o enfrentou, confiando na Palavra do Senhor. Com este impulso divino, assumiu a missão que lhe fora confiada.

O que aconteceu foi algo que precisamos de analisar à luz do Antigo Testamento. São José sentiu-se perplexo e sem orientação diante de tão grande mistério que, ele sabia, não seria capaz de compreender. Esta reação de fuga diante da presença misteriosa de Deus e, ao mesmo tempo, de medo frente ao chamamento divino, nós a vemos, sobretudo, repetidas vezes na história de vários profetas e personagens do Antigo Testamento.

Este acto de José pode, então, significar o seu chamamento, a sua vocação, que, após o assombro frente a tão grande mistério e, consequente negativa diante de tão grande responsabilidade: assume a missão que lhe é confiada de proteger a vida do Menino Jesus, Aquele que salva, Deus connosco. Sendo assim, o texto apresenta-nos uma dinâmica que deseja chamar a nossa atenção, entre outras coisas, para o chamamento e missão do pai adotivo de Jesus.

É preciso transcender o medo

Tudo isto para nos dizer que é normal ter medo. Especialmente nós homens. Podemos ter medo diante das situações complexas que vivemos, ter medo frente às coisas novas que se nos apresentam, medo do chamamento de Deus, medo de assumirmos o nosso papel no meio em que vivemos.

Pelo exemplo de São José, não podemos parar no medo. É preciso transcender esse sentimento e captar nesses momentos a doce voz de Deus, que nos chama para a missão e nos conduz pelos Seus caminhos. Para que assim também levemos aos outros, e a nós mesmos, a salvação e a presença de Jesus, o Deus connosco, como o fez o nosso glorioso São José por meio do seu exemplo e, agora, pela sua intercessão.

Na hora da tribulação, o anjo não vos valeu? Valei-nos, São José!

 

Todo o homem é chamado por Deus a ser um guerreiro               

O homem traz em si a agressividade, o impulso por batalhar, o coração de guerreiro

O nosso Deus é um Deus guerreiro. Esta é uma característica forte, Nele e a sua morte de Cruz comprova isto. Para se entregar da forma como Cristo se entregou, só um verdadeiro herói poderia ir até ao fim. Somos imagem e semelhança desse Deus e, nós homens, de forma especial, somos chamados por Deus a assumir o papel de guerreiros na luta por causas justas.

No primeiro livro de Samuel, capítulo 17, é dado início à história de David. David era o oitavo filho de Jessé, mais novo e menos preparado para ir à guerra, menos ainda para reinar sobre Israel. Ao ir até ao acampamento do exército israelita, o jovem depara-se com o Filisteu Golias que anda a amedrontar as tropas do Rei Saul, pois ninguém tinha coragem de lutar contra ele.

Este trecho da história David mostra a sua força, a sua inteligência e disposição em lutar por aquilo que para ele é importante. David revela-se um guerreiro. Mas não um guerreiro qualquer, ele mostra que não basta a um homem ser forte, ele precisa usar a sua força em causas nobres. David não entra na batalha para ser reconhecido, mas luta pelo seu povo e pela honra do seu Deus.

 

Hora da batalha

Jesus sabia muito bem quando deveria entrar numa batalha e não temia usar a sua força, se necessário. Quando está no templo de Jerusalém e se depara com um comércio montado, a sua ação é expulsar todos e derrubar as mesas (Cf. Mt 21, 12). Jesus lutou pela casa de seu Pai, a sua intenção era ensinar-nos que há certas batalhas que o homem precisa de travar. Da mesma forma, no capítulo 4 do Evangelho de São Lucas 14 – 30, Jesus está na sinagoga de Nazaré, e no fim dessa leitura vemos que Jesus se retira do meio do povo que deseja lançá-Lo num precipício. Um guerreiro sabe também evitar batalhas desnecessárias.

O homem traz em si a agressividade, o impulso por batalhar, o coração de guerreiro. Isto não é algo ruim, porém hoje não temos referências com quem possamos aprender a usar esta potência de forma positiva. Vemos este dom perdendo o seu sentido e a nossa sociedade está cheia de homens que se confundem na sua identidade, deixando-se dominar por prazeres e conquistas pequenas. O Papa emérito Bento XVI diz: “Deus veio ao mundo para despertar em nós a sede pelas grandes coisas”.

Ele precisa de ter firme em sua mente que Deus deseja estar junto com ele nas batalhas. Mas, ensinam por aí que somos fracos, que não conseguimos. Como então encontrar um meio de usar a nossa força de forma boa? O Pai quer treinar-nos para isso, Ele quer dar-nos motivos fortes para usarmos esta força, motivos nobres. O Salmo 144, 1, diz: “Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que treina as minhas mãos para a batalha e os meus dedos para o combate”. Sim, Deus quer treinar-nos para usar a nossa força quando for preciso.

O homem tem desistido das suas batalhas e assim toda a humanidade perde. Um casamento, por exemplo, é um motivo pelo qual todo o homem precisa de estar disposto a batalhar e assim também pelos seus filhos, amigos, pela sua fé.

 

Legado de pai para filho

Na história da humanidade este legado era transmitido de pais para filhos. Era com o seu pai que um jovem aprendia como usar a sua força. Houve uma ruptura neste ciclo e os pais de hoje não sabem como ensinar os filhos a assumirem o seu papel de homem, pois também não aprenderam isso. A nós, cabe buscar em Deus a referência que precisamos. Deus é nosso Pai e Ele quer treinar-nos, quer fazer-nos homens com toda a potencialidade que Ele criou.

Para que possamos encontrar-nos na nossa identidade masculina é preciso que, antes, nos encontremos no coração do Pai, no coração de Deus. Se, primeiro, provarmos da experiência de que somos filhos amados de Deus, poderemos assumir a nossa identidade e com isso retomar o ciclo de pais, que são verdadeiramente pais, e filhos que se sentem filhos.

Somente no coração de Deus conseguiremos encontrar o caminho que nos restituirá ao que realmente somos, homens guerreiros.

       

Sete características que a mulher procura no homem

A lista pode ser extensa, mas existem sete características que a maioria das mulheres procuram num homem

A mulher, quando procura um homem para se relacionar, seja amizade, namoro ou casamento, ela tem consigo alguns valores essenciais nessa escolha. É semelhante à experiência de escolher uma roupa para o baile de formatura ou uma festa esperada. Gastam-se horas pesquisando modelos, cores e tipos de tecido, até encontrar o vestido ideal. Se fazemos essa selecção com vestuários, muito mais deveríamos fazer com as pessoas que entrarão na nossa intimidade e deixarão as suas marcas, sejam elas positivas ou negativas. Agora, quando o assunto é namoro, essa lista de prioridades fica ainda mais extensa.

Muitas vezes, por não encontrar esse “homem”, as mulheres vão diminuindo os itens prioritários que são essenciais num relacionamento saudável. Portanto, atenção homens, vou elencar sete características que a maioria das mulheres procuram em vocês.

1. Íntimo de Deus

O homem temente a Deus relaciona-se de maneira íntima com Ele e vive lutando para viver os Seus mandamentos. É um homem de oração, que coloca o Senhor no centro da sua vida e, como consequência, das suas escolhas. É o líder espiritual que nada contra a corrente das ideologias anticristãs. “Eu não me envergonho do evangelho, pois ele é a força salvadora de Deus para todo aquele que crê (…)” (Rm 1,16).

2. Esteriótipo físico

A mulher não se detém necessariamente ao estético, a questão é quando ela se sente “mexida” por algum rapaz. É a famosa frase: “Ele mexe comigo”, é algo químico, biológico, que não tem muita explicação. É aquele “Q”, do tipo: “Hum, ele é diferente, sinto-me atraída por ele!” A atracção física é um dos ingredientes que a mulher procura, mas não o único, como nos recorda o Papa emérito Bento XVI: “(…) a partir da atracção inicial e do ‘sentir-se’ bem com o outro, educai-vos a ‘amar’ o outro, a ‘querer o bem’ do outro”.

3. Trabalhador

Esta é uma característica fundamental, pois a mulher sente-se protegida ao lado de um homem que corre atrás do sustento do lar. “O trabalhador merece o seu salário” (1 Tm 5,18). Se quando solteiro o rapaz já busca a sua independência financeira e compra as suas coisas pessoais, é sinal de que quando se casar terá condições de permanecer sustentando a família. O homem, que é passivo, não luta por um emprego, não se quer estabelecer na vida, é preguiçoso.

4. Fiel

“Aquele que é fiel será muito louvado” (Pr 28,20a). A fidelidade é uma característica primordial, pois a confiança é algo que se conquista com o tempo e, uma vez perdida, é muito difícil ser reconquistada. A Teologia do Corpo, de São João Paulo II, diz que um dos maiores medos da mulher é ser abandonada ou trocada por outra. Portanto, namorados, sejam fiéis às suas namoradas, e caso vocês queiram romper com o relacionamento, façam isso antes de se envolverem com outras mulheres. Para os casados, a fidelidade é um compromisso assumido diante de Deus e dos homens. É mais sério ainda!

5. Honesto

O homem honesto é aquele que conquista tudo que pode sem o peso na consciência de ter passado as pessoas para trás. A honestidade no relacionamento é essencial para a construção de uma família cristã. O homem que mente à mulher não é digno de confiança. É preciso honestidade no sentir, no falar e no agir.

6. Cavalheiro/Romântico

A maioria das mulheres traz em si a fantasia do príncipe encantado ou do Don Juan. Na vida real, há homens normais, que podem ser cavalheiros e românticos. Alguns exemplos para ilustrar o que quero dizer: abrir a porta do carro, puxar a cadeira para a mulher se sentar, surpreendê-la com uma rosa e uma carta de amor, levá-la a passear, carregar as malas pesadas em seu lugar e usar, com frequência, as palavras “perdão”, “obrigado” e “com licença”. O bom humor acrescenta muito ao relacionamento e ajuda a surpreender a amada. O amor alimenta-se de admiração e gestos concretos de amor.

7. Autoconfiante

O homem autoconfiante é aquele que passa segurança, pois sabe usar a razão na hora de agir. Não é um “viajado”, que vive no mundo da lua e não tem metas na vida. É o homem proactivo, que tem iniciativas e não se deixa levar por qualquer ideologia e comentários. O homem autoconfiante é emocionalmente maduro e não tem crises de ciúmes exagerados. É seguro de si, pois sabe que quem o conduz é o próprio Deus!

Espero que essas sete características o ajudem, homem de Deus, a encontrar a sua Maria. Lembrando que para encontrá-la você deve ser um José. É como aquele que procura uma princesa para namorar e se casar. A pergunta que lhe faço é: “Você tem sido um príncipe?”

 

Quando um homem deixa de ser homem?

A primeira pergunta é, na verdade, o que é ser homem?

Muitos homens vêem-se perdidos diante desta questão. Parece-nos que, na atualidade, esta resposta tem sido difícil para muitos deles, como se não existisse esta especificidade.

Segundo Griffa e Moreno, 2001, no livro “As chaves para a psicologia do desenvolvimento”, a maior diferença entre os seres humanos é a sexual, sendo que cada um de nós vive existencialmente como homem ou como mulher. A diversidade sexual é anterior ao tipo de personalidade ou traço caracterológico, sendo que esta diversidade constitui-se no momento da concepção com a formação dos pares de cromossomos, e assim, esse par, determina as características sexuais. No entanto, as diferenças não estão somente no orgânico ou físico, pois todo o nosso ser, ou seja, o nosso psiquismo, é sexuado. O sexo genético é gerado na concepção, mas a identidade sexual dos seres humanos vai sendo construída progressivamente a partir desta determinação.

O homem, segundo os mesmos autores, é um ser fecundante e a mulher é a matriz da vida.

Questionamento

Quando é que um homem deixa de ser homem? A resposta que percebemos é que o ser tem uma essência, e naturalmente o homem tem uma essência; ao distanciar-se desta, o homem poderá deixar de ser plenamente aquilo que é no seu fim último.

Certamente, o homem deixa de ser homem quando deixa de realizar aquilo para o qual foi chamado. Quando o homem não realiza a sua missão de ser homem, ele corre o risco de cair num vazio existencial, ele pode perceber que está doente e distante da sua forma de ser e estar no mundo.

O homem tem um perfil, uma forma de viver no mundo e não há como negar. Ele é uma pessoa e tem um papel na sociedade, nos seus relacionamentos como também na sua família, ele tem uma identidade.

Tanto o físico como o psicológico são diferentes nos sexos.

 

Homem X Mulher

Pensando no aspecto físico, o homem apresenta o sistema ósseo e muscular estriado mais robusto, diferente da mulher, o que lhe oferece maior capacidade de resistência e domínio do mundo. Existem características que são próprias da personalidade do homem. Ele é aquele que dá segurança e proteção diante dos perigos no mundo; o homem traz em si o predomínio de uma atitude racional, analítica e abstrata. Ele tende a uma abertura com o mundo exterior e intensa relação com o externo.

O homem só poderá ver o mundo como homem; a sua lente é diferente das mulheres. Portanto, o seu modo de ser no mundo é como um homem. A família, a sociedade e a cultura deveriam colaborar para que este ser homem pudesse vir para fora e vivesse como tal. É preciso entender que, para valorizar a mulher, não é preciso destituir o homem do seu valor e do seu lugar.

O papel do homem

As famílias, atualmente, têm vivido uma confusão, uma possível distorção dos papéis ou mesmo uma fuga desses papéis. Num tempo não tão distante, os homens exerciam o papel do cuidador, do provedor, daquele que optava por escolhas práticas para assegurar o bem-estar da família.

Assim, normalmente, era o homem quem consertava os aparelhos, os móveis. Para ele, era reservado o lugar dos consertos. Alguém estragou algo? O homem era chamado, ele era aquele que resolvia os problemas da vida diária, ele era o que oferecia as direções para resolver problemas. Era simples a compreensão do papel do homem, e este sabia das suas responsabilidades e lugar. Nesse sentido, existia uma definição clara dos papéis. Assumia o seu lugar e não considerava um peso essa posição, mas fazia o necessário para que a família caminhasse para o bem.

Era o homem quem trocava a lâmpada, consertava o ferro, desentupia a pia. Era ele o responsável pela maior renda e deveria prover o maior sustento da casa. Para o homem estava reservado a conversa com os filhos homens e, principalmente, com os adolescentes sobre namoro e sexualidade, era aquele que gostava de carro, do desporto, também ensinava o filho a andar de bicicleta, a descer num carrinho de rolimã, como também mostrava ao filho a maleta de ferramentas e como deveria pescar. O homem sentia-se sozinho para uma tomada de decisão ou diante de uma escolha difícil, mas não se entregava a essa solidão, ele enfrentava-a, porque isto faz parte da sua essência, daquilo que ele é.

O homem aprende a ser homem a partir de um homem. O autor John Eldredge, no livro ‘A grande aventura masculina’, 2007, escreveu que a masculinidade é concedida, é aprendida na convivência com homens. “Um menino tem muito que aprender na sua jornada para se tornar um homem, e ele torna-se um homem somente por meio da intervenção ativa de seu pai e da companhia de outros homens. O autor enfatiza que, para ser homem é preciso ter um guia. É preciso ter um pai para ensinar. Não se aprende a ser homem no mundo das mulheres. Não quer dizer que o homem deixa de ser homem, porque não faz alguns dos relatos acima, mas que se ele deixa de ser aquilo que o move para essas atitudes e fazeres práticos, provavelmente pode sentir-se como um “peixe fora d’água” e duvidar do seu ser homem ou até deixar de ser um.

 

Quais as referências masculinas que temos hoje?

Precisamos de mais homens que passem uma imagem positiva do ser masculino

A figura masculina é muito importante no desenvolvimento das crianças, tanto para os meninos como para as meninas.

O pai é a primeira imagem de homem que as crianças têm; para as meninas, ele será o modelo que elas terão como referência para todos os homens que passarem pela vida delas. Para os meninos, será aquele que os fará sair do mundo feminino da mãe para se tornarem homens. Contudo, não é apenas dentro dos nossos lares que precisamos de ter uma imagem positiva do masculino, mas na sociedade como um todo.

No processo de construção da sua personalidade, as nossas crianças, principalmente os jovens, são influenciados por pessoas que lhes são próximas e também por indivíduos dos MCS.

Como é que muitos pais agem dentro de casa?

Quais as referências masculinas que temos hoje em dia? Vejamos alguns exemplos, começando pelos pais. Podemos dizer que a maioria foi doutrinada, desde anos atrás, a serem ausentes:

– alguns, pelo trabalho que os consome, pois aprenderam que a grande necessidade de um filho é ter “do bom e do melhor materialmente”;

– outros, por se tornarem progenitores num momento de “prazer”; e quando surpreendidos pela notícia da paternidade, não se julgam preparados ou dizem que a mãe se deveria ter prevenido;

– outros são adeptos também da falta de tempo, porque praticam um hobby ou mesmo têm um vício, que os tira constantemente da responsabilidade de educar. Este último é o típico pai e marido que o personagem Homer Simpson ilustra. Às vezes, são glutões, beberrões, não sabem nem querem aprender a fazer nada dentro de casa, e ainda dão trabalho e envergonham a mulher e os filhos.

 

Afetividade Masculina

Imagem do homem na sociedade e na mídia

Saindo do ambiente domiciliar temos:

– o “pegador”, que trata bem as mulheres só até conseguir o que quer, e não recorda o nome delas no dia seguinte. Faz questão de contar aos amigos o que elas fizeram na cama com ele;

– Há também os atletas, cantores, atores e outros “endinheirados”, que pensam que a fama lhes deu “passaporte livre” para escarnecer de toda a ética, não têm a mínima consideração com o mundo e as pessoas. Ostentam bens de luxo como se isso fosse a prova da sua superioridade.

– Os super-heróis, quando de máscaras, armas ou armaduras, enfrentam tudo, mas não lidam bem com questões existenciais, têm um passado sempre sombrio e cheio de traumas. A maioria não consegue resolver questões mais simples como se declarar e assumir a amada;

– Temos ainda o modelo de corpo “saradíssimo”, que borrifa um perfume da moda, veste um terno, sai por aí chamando à atenção para si e conquistando mulheres;

– Os bebedores de cerveja, que se gabam de quantas conseguem tomar e imitam os garotos-propaganda nos anúncios desta bebida – rostos de homem, atitudes de crianças.

– O metrossexual, que namoraria a si mesmo se pudesse.

– Não nos podemos esquecer daqueles que aderem a tudo quanto é “moda”, e assim parecem  antenados, como homens que beijam outro homem na boca como forma de protesto à violência contra as mulheres. Sinceramente! É isto que faz de um homem alguém sem preconceitos? Como se este gesto o fizesse mais homem!

Definitivamente, não são estes os exemplos de masculinidade, pois fazem de si mesmos, dos seus prazeres, dos próprios conceitos e questões interiores, o grande ideal de vida, e esta não é a verdadeira essência do ser masculino.

 

O que um homem verdadeiramente precisa e busca?

Qual é o protótipo de homem ideal? Onde encontrar a verdadeira essência do ser masculino?

A principal característica do homem é a luta, é entregar a vida para conquistar o que ele ainda não tem. O homem deve lutar sempre pelo amor de sua mulher, pelo seu reino – lar, harmonia, bem-estar psíquico e material daqueles que lhe são confiados – e por um ideal. Os homens vão sempre procurar uma luta, uma aventura, uma causa que esteja fora deles.

Podemos ver isto sempre, nos personagens masculinos dos filmes, mas também, desde crianças, nas brincadeiras entre meninos, os quais, na maioria das vezes, são de iniciação e competição, até os nossos pais e avós aposentados, como ficam inquietos dentro de casa, sempre mudando de conversa.

Só para entendermos melhor: “Para conhecer-se, uma mulher olha para dentro de si e encontra todo um universo. Ela lê o seu próprio coração (que é um mundo de sentimentos, percepções e sensibilidades) para entender o mundo que a cerca”.

Já o homem, “olha para dentro de si, intui o que tem e o que possui; então, busca autenticação do seu conteúdo no mundo exterior. Ele vai experimentar se esta intuição sobre si mesmo é verdadeira, no mundo e na prática.

O homem precisa de fazer o esforço de sair de si, e este esforço ajuda-o a compreender o que está no seu interior, os seus anseios e o sentido da sua vida”.

 

Quem pode ser o exemplo positivo do ser masculino?

Onde está o modelo de homem em quem nos podemos espelhar? Em Cristo Jesus. Ele é a referência de pessoa e masculinidade. É o homem perfeito (cf. Mt 5,48).

Jesus não foi marido de uma mulher, mas Esposo por excelência (cf. Ap 21,9). Ele é o Filho, mas que revela a mais perfeita paternidade: a celeste (cf. Jo 10 30). Jesus não renegou os que Lhe foram dados, mas assumiu-os (cf. Is 53, 5-6), era presença e ainda o é (cf. Mt 28, 20), incansável na solicitude com aqueles que precisam d’Ele (cf. Mc 6, 31). Cristo era gentil com as mulheres, não se aproveitava delas; pelo contrário, elevava-as (cf. Lc 8,2-3 e Mt 19,7), não ostentava, mas era humilde (cf. Mt 8,20), como um herói salvou a muitos, na vida, mas, principalmente, em curar feridas existenciais (cf. Lc 1, 41), atraia a atenção de todos, não pela sua aparência exterior, mas pela beleza que exalava da sua alma (cf. Mt 14,13-14).

Principalmente, ensinou a verdadeira essência masculina, na aspiração mais importante e latente no homem. “Cristo também amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef 5, 25). E sabemos como Ele amou a Igreja, foi se sacrificando.

 A realização está nos atos de nobreza

É este o esforço, a luta que precisamos de enfrentar. É no sacrifício por algo, que é maior do que a nossa pessoa, que encontraremos a nossa missão no mundo. É tendo a coragem de sairmos de nós mesmos e nos sacrificar, entregando a vida por livre e espontânea vontade, que chegamos a ter um sentido de existir, que nos faremos homens mais completos, homens à imagem de Jesus. Coragem!

Não são as nossas vontades que nos vão preencher, mas sim os atos de nobreza.

Em tudo, perguntemo-nos: “O que é que de nobre eu posso e tenho que fazer agora?”

 Na verdade, todos nós homens temos os nossos medos, traumas, egoísmos, conceitos próprios, descompromissos, infantilidades e um pouco de “narcisismo”. Muita atenção para as atitudes, as descritas acima, que nos fazem ser menos homens de verdade.

Precisamos, sim, de homens com “H maiúsculo”! Onde estão os homens que honram a sua palavra, que respeitam as mulheres, as filhas dos outros, que amam as suas famílias, protegem as suas esposas e as amam de verdade! (cf. Ef 5, 25-33). Onde estão os homens que brincam e se dedicam à saúde afetiva dos filhos, os trabalhadores, os virtuosos que não são arrastados pelos vícios, os que ensinam um ofício aos mais jovens, que introduzem valores cristãos no mundo, os pregadores da Palavra, os que conquistam e atraem pelo testemunho de vida?

Que no Dia do Homem possamos comemorar a real essência do masculino, à qual só Aquele que se sacrificou por todos nós nos pode ensinar e nos inspirar.

Se um homem se mede pelo seu caráter, honra e nobreza, saiba que é a capacidade de sacrificar-se que forja tudo isto.

 

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