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"Assim como Eu vos amei, amai-vos uns aos outros"

(Jo 13, 34)

 
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A virtude sem a qual não veremos Deus Imprimir e-mail
A virtude sem a qual não veremos Deus 

Jesus garante-nos: quem tem e vive esta virtude, verá Deus! 

Lemos no Evangelho que Jesus Cristo, querendo ensinar ao povo que vinha em massa para aprender dele o que era preciso para ter a vida eterna, senta-se e diz-lhes: 

 “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). 

Se nós tivéssemos um grande desejo de ver a Deus, será que estas palavras já não seriam suficientes para compreendermos quanto a pureza nos torna agradáveis a Ele e quanto precisamos dela? Afinal, segundo Jesus Cristo, sem ela nós nunca O veremos! “Bem-aventurados”, diz Jesus Cristo, “os puros de coração, porque verão o bom Deus”. 

Pode-se esperar maior recompensa do que esta que Jesus Cristo vincula a esta bela e amável virtude? A posse das Três Pessoas da Santíssima Trindade, por toda a eternidade! São Paulo, que conhecia bem o preço desta virtude, escreveu aos Coríntios: 

 “Glorificai a Deus, pois O trazeis no vosso corpo; e sede fiéis em conservá-lo em grande pureza. Lembrai-vos bem, meus filhos, de que os vossos membros são membros de Jesus Cristo e que o vosso coração é templo do Espírito Santo. Tomai cuidado de não os manchar pelo pecado, que é o adultério, a fornicação e tudo aquilo que pode desonrar o vosso corpo e o vosso coração aos olhos de Deus, que é a própria Pureza” (cf. I Cor, 6, 15-20). 

Ah, como esta virtude é bela e preciosa, não somente aos olhos dos homens e dos anjos, mas aos olhos do próprio Deus! Ele faz tanto caso dela que não cessa de louvá-la naqueles que são tão felizes por a conservar! Esta virtude inestimável constitui o mais belo adorno da Igreja e, por conseguinte, deveria ser a mais querida dos cristãos. Nós, que no Santo Batismo fomos banhados com o Sangue adorável de Jesus Cristo, que é a Pureza mesma; neste Sangue adorável que gerou tantas mulheres e homens castos; nós, a quem Jesus Cristo fez participantes da Sua pureza, tornando-nos seus membros, seu templo… 

Mas, neste século infeliz de corrupção em que vivemos, já não se conhece esta virtude, esta celeste virtude que nos torna semelhantes aos anjos! Sim, a pureza é uma virtude que é necessária a todos nós, pois, sem ela, ninguém verá o Bom Deus!  - São João Maria Vianney, Sermão sobre a Pureza

 

 
Como viver a pureza nos dias de hoje? Imprimir e-mail
 Como viver a pureza nos dias de hoje?     Viver a pureza nos dias de hoje é um grande desafio A atual sociedade vive uma mudança de valores e ideais que nos coloca num mundo desestabilizado, e a pureza perde-se nesse meio. O nosso próximo é visto mais como um objeto sexual do que como filho de Deus.

O que é que tu dizes ao ver uma mulher ou um homem atraente? É fundamental entendermos que a luxúria começa com o olhar e, depois, vai para o pensamento; por fim, cai no coração. “Ora, eu vos digo: todo aquele que olhar para uma mulher com o desejo de possuí-la já cometeu adultério com ela no seu coração” (Mt 5,28).

Portanto, o pecado não começa somente no ato em si, como a fornicação, mas também no olhar malicioso.  Três dicas para viveres a pureza nos dias de hoje:  1. Purificação no olhar: ao olhar para uma mulher ou para um homem que chame a tua atenção, não tapes os olhos, mas aprende a vê-la (o) como filha (o) de Deus. O pecado não está em olhar, mas em ficar a olhar ao ponto de desejá-la (o). Faz uma breve oração: “Senhor, eis uma obra admirável aos meus olhos! Eu Te louvo por tão grande beleza e peço que ela (e) seja santa (o). Amém”.  2. Purificação no pensar: como consequência de olhar sem a decisão de viver a pureza, os pensamentos começam a fantasiar e os desejos conscientes e inconscientes vão tomando conta da pessoa. Por isso, após olhar, procura não ficar a pensar naquela “bela imagem” com a qual te deparaste. Rompe os teus pensamentos quando ela ou ele voltar, pensa noutras coisas. Caso fiques a pensar, conversa com Deus e entrega-Lhe a tua luta em ser um autêntico cristão.  3. Purificação no coração: o Catecismo da Igreja Católica ensina que “a purificação do coração exige a oração, a prática da castidade, a pureza da intenção e do olhar” § 2532.

Ou seja, precisas de romper com a pornografia, com o sexo antes do casamento, com as orgias e tudo que fere a tua pureza. É questão de decisão e luta contra as más tendências e paixões da carne. Reza com o salmista: «Ó Deus, criai em mim um coração puro» (Sl 50[51], 12). Se desejas viver a pureza nos dias de hoje, assume estas três dicas como meta diária para a tua vida. É preciso treinar para alcançar esta virtude. “A pureza do coração permitirá ver a Deus e, desde já, ver todas as coisas segundo Ele” (cf. CIC 2531).

Eu quero viver a pureza e em pureza. E tu?
 
Como vencer as paixões da carne? Imprimir e-mail
Como vencer as paixões da carne?     Os cristãos precisam de lutar contra as paixões da carne  

 

Pode se perguntar: “Que diferença faz ser cristão?”

O cristão é cheio do Espírito Santo, por isso ele é diferente das outras pessoas; e só poderia ser assim. O cristão não é deste mundo, não porque quer, mas porque Jesus não é deste mundo. Tu, cristão, és destinado a este mundo, enviado como sal, como luz. Tu vives neste mundo, mas não és dele, assim como o sal não é massa, assim como a luz não é trevas. Tu não és deste mundo. E por ser diferente, as pessoas perseguem-te como Jesus e os apóstolos foram perseguidos. Esta é uma diferença.

“Que diferença faz ser cristão?” Só os que experimentaram podem saber. Os cristãos não vivem na carne, mas no Espírito. E porque vivem no Espírito, as obras da carne vão morrendo, e neles as obras do Espírito vão vivificando.

Lê o que diz São Paulo em Gálatas 5, 16-25 sobre isto.  Entende o termo carne  Esta é a diferença. O termo “carne” é equivalente à natureza humana. A tua natureza envenenada, corrompida por causa do pecado, que sozinha produz os frutos narrados no versículo 19 de Gálatas 5: libertinagem, impureza, devassidão, idolatria, magia, ódio, discórdia, ciúme, cólera, rivalidade, facções, inveja, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. É isto que a natureza humana produz, porque foi envenenada, corrompida pelo pecado.

O próprio Jesus afirma: “De facto, é do coração que provêm más intenções, homicídios, adultérios, devassidão, roubos, falsos testemunhos, injúrias” (Mt 15,19). É do coração do homem que provém tudo isto.  Por isso, tens de te convencer que a tua natureza humana foi corrompida pelo pecado. Ela, por si só, produz estes frutos.

É por isso que a Palavra de Deus diz: “(…) andai sob o impulso do Espírito e não façais o que a carne deseja. Pois a carne, nos seus desejos, opõe-se ao Espírito e o Espírito à carne; entre eles há antagonismo; por isso não fazeis o que quereis” (Gálatas 5,16-17). Cuidado com a ociosidade Não se pode deixar a natureza humana livre, fazendo o que se quer. Olha esta comparação: não é verdade que, num terreno, é muito fácil crescer mato? Tu tens de trabalhar muito para acabar com as ervas daninhas, para que possas fazer um canteiro e plantar verduras que te sejam úteis. Mas o mato nem é necessário ser plantado. Se não se tomar cuidado, ele cresce no meio das hortaliças que plantaste e acaba por as sufocar. O mesmo acontece com a nossa natureza humana. Livre, ela é como o mato. Por isso, precisamos de crucificar a nossa carne com as suas paixões e os seus desejos.

Há cristãos que pensam que isto é exagero, mas isto é libertar-se. Repara no versículo 24 de Gálatas: “Os que pertencem a Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e desejos”. Se tu não pegares na “enxada” hoje, amanhã e depois de amanhã, para cortar o ‘mato’ da tua vida, ele vai crescer e todos os frutos da carne vão florescer em ti: libertinagem, impureza, devassidão, idolatria, magia, ódios, discórdia, ciúme, cólera, rivalidades, dissensões, facções, inveja, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes.

Por isso, a vida cristã é um contínuo combate. Não apenas um combate exterior, mas principalmente interior. É preciso combater a nossa natureza humana, não a deixar livre; pelo contrário, devemos podá-la e crucificá-la.  Como vencer os impulsos da paixão? A Palavra de Deus diz, no versículo 16, da mesma passagem bíblica: “Andai sob o impulso do Espírito e não façais o que a carne deseja”. Devemos encher-nos do Espírito Santo, permanecer embriagados do Espírito e dar-Lhe livre curso, livre acesso, para que produza todos os Seus frutos em nós, que estão muito bem expressos no versículo 22: “Mas eis o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, benevolência, fé, doçura, domínio de si; contra tais coisas não há lei”. O fruto do Espírito Santo é a caridade, ou seja, o amor. Deste provêm todos os outros frutos: alegria, paz, paciência, bondade, benevolência (que também se diz delicadeza), fé, doçura (que também se diz mansidão), domínio de si.

Quanto mais deixarmos que o Espírito Santo produza os frutos dEle em nós, tanto mais os frutos da carne irão desaparecer. “Os que pertencem a Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e desejos”. Se tu vives pelo Espírito, anda também de acordo com o Espírito.

Esta é a diferença. Vale a pena ser cristão!
 
Virgindade para quê? Imprimir e-mail
Virgindade para quê?   

Por quê optar pela virgindade até ao matrimónio?   

 Optar pela virgindade até ao matrimónio é compensador  Virgem é aquilo que não foi violado ou que mantém a característica original. Comercialmente falando, lembramo-nos, dentre outros, dos equipamentos de informática, como os CDs e DVDs, também o óleo de azeite de primeira prensagem, isto é, sem mistura com outro produto já refinado.

Mas quanto ao ser humano, virgindade diz respeito a quem ainda não teve relação sexual. Infelizmente, algumas pessoas formam uma imagem pejorativa ao associarem a condição de pureza de homens e mulheres na sua sexualidade. Sexualidade humana  A sexualidade do ser humano faz parte das instâncias mais profundas e está interligada a todas as dimensões. Na física, o prazer carnal; no psíquico, bem-estar ou tensões durante e posteriores ao ato; no espiritual, o sentido de união e complemento com a outra pessoa.  Hoje em dia, há uma mentalidade (impulsionada pela mídia, pelos sistemas de saúde e governos) que divulga pensamentos erróneos sobre a sexualidade, não levando em conta o humano no seu todo. Incentiva-se, principalmente os jovens, à perda da virgindade e ao conhecimento do corpo pautado somente nas sensações de prazer proporcionadas pelo ato sexual, sem considerar o que existe além do físico.

Para isso, classificam virgindade e castidade como algo retrógrado, insuportável e impossível de ser vivenciado. Levam a maioria a questionar e a ridicularizar quem se declara ainda preservado na sua intimidade e desviam a atenção dos benefícios contidos em se guardar até um compromisso definitivo.  Virgindade  Perder a virgindade, motivado puramente pela busca de sensações carnais, pode acarretar consequências negativas no campo psicológico, gerando pressões, culpas e medos, sentimentos que a pessoa pode não estar pronta para administrar. No campo espiritual, a virgindade une fisicamente quem ainda não se identificou na alma como continuidade do outro, ou seja, o casal ainda não se assumiu nas qualidades e defeitos de ambos.

Ainda que homens e mulheres estejam sujeitos, em todas as suas dimensões, às consequências da iniciação sexual, no caso da mulher, com o rompimento do hímen, causa uma marca física, tornando a primeira relação muito mais impactante no seu emocional do que para o homem.

Além disso, ela põe a sua intimidade física à disposição de um parceiro que, posteriormente, pode não mais querer compartilhar a sua vida, desvalorizando a entrega que ela lhe fez. Somente dentro do matrimónio, gestado num namoro que trouxe a confiança na cumplicidade da pessoa ao lado, a vida sexual traz plenos benefícios para as três dimensões do ser.

O amor e a amizade, impressos na alma durante a etapa de conhecimento, fornece aos afetos a segurança necessária para posteriormente haver a doação física. É a preparação do espírito, da mente e do físico. Por meio desta entrega, homem e mulher não estão privados do que é bom e que dá prazer, somente que aprendem a respeitar o tempo e o propósito de tudo o que foi criado por Deus, enquanto aguardam estar prontos.  Castidade  O Senhor está em tudo o que é bom no ser humano. Como vimos, optar pela virgindade até ao matrimónio é compensador, pois assim vivencia-se o sentido corporal da pureza, é prova de amor a Deus e a quem se mostrou-se ser fidedigno de dividir o dom da sexualidade. Â“

Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas” (Mateus 7,6). Para aqueles que outrora, enganados pelos incentivos mundanos, romperam com este santo ideal, a proposta da castidade faz com que voltem a participar de todos os méritos da pureza. O Todo-poderoso acolhe e nunca condena ninguém; e mesmo que tenhamos vivido no erro, Ele vem a nós trazendo a Sua Graça.

Basta querermos participar do Seu Amor. Espere a pessoa especial que o Senhor tem para si e viva, na época certa, toda a bênção no corpo, nos sentimentos e na alma.
 
A orientação sexual na adolescência Imprimir e-mail
 

A orientação sexual na adolescência  

A orientação sexual na adolescência ganha cada vez mais importância. Mais do que transmitir que sexo por sexo é fuga, e sexo com consciência é amor, discutir as formas de relacionamento entre adolescentes é também uma das grandes preocupações da sociedade. Causa estranheza observar o descaso e o desrespeito com que o assunto ainda é tratado. Nem é preciso ser um especialista para perceber a discrepância das atitudes.

A sociedade preocupa-se em proporcionar segurança e liberdade sexual aos adolescentes, mas não consegue orientar adequadamente os representantes do futuro da nação sobre o assunto. Isto sem contar a forma com que o tema é tratado na mídia, principalmente em novelas, filmes nacionais e em programas de auditório. Sem contar que, associada à distribuição gratuita dos preservativos e da abortiva “pílula do dia seguinte”, a liberdade de atos sexuais entre adolescentes torna-se cada vez mais normal, como um incentivo à promiscuidade.

O ser humano não deve ser considerado apenas como um corpo. A sua alma necessita de afago. A simples promoção de sexo acintoso, sem responsabilidade e sem compromisso, também incita consequências trágicas como milhões de meninas a gerar filhos, sendo violentadas, prostituindo-se à beira das estradas, crianças abandonadas por pais e mães não preparados para formar uma família e postadas em faróis à procura do sustento de cada dia. É claro, quem semeia vento colhe tempestades.

A moral e a ética exigem que ensinemos aos jovens o autocontrole das suas paixões intensas. Que devem vencer a Sida e outras doenças sexualmente transmissíveis com atos responsáveis e não pelo uso da camisinha. São João Paulo II assim se expressou sobre a camisinha: “Além do uso de preservativos não ser 100% seguro, tornar livre o seu uso convida a um comportamento sexual incompatível com a dignidade humana […]. O uso da chamada camisinha acaba por estimular, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo […]. O preservativo oferece uma falsa ideia de segurança e não preserva o fundamental”.

Devemos incentivar a formação de famílias com conceitos, raízes e sentimentos puros e morais. Conservadora ou não, a família é o sustento do espírito e a fonte de conforto nos anseios individuais.

A sociedade, de maneira geral, deve ter mais cuidado com o que simplesmente “controla a transmissão de doenças e evita filhos indesejados”. Ela deve transmitir princípios e valores por intermédio da orientação, em busca do resgate das origens e do respeito à moral e à ética.

A satisfação do sexo não está restrita ao corpo, ela deve estar atrelada ao coração, espírito e mente.

 
Masculinidade. As consequências do "sexo-fraco" Imprimir e-mail

Masculinidade. As consequências do “sexo fraco” 

Quando a mulher se entrega “facilmente” pelo sexo ao homem, está a condicioná-lo a encarar este relacionamento como algo não essencial para a vida dele.

É claro para todos nós que os homens e as mulheres têm papéis distintos na procriação, também é sabido que por esta desigualdade, eles percebem o sexo de forma diferente.

Ao contrário do que muita gente imagina, a sexualidade não está só nos impulsos e órgãos reprodutores, mas também na forma como nos expressamos, como entendemos e olhamos o mundo, os nossos afetos, interesses e as nossas inclinações, a construção da nossa personalidade, até no modo de nos movimentarmos; tudo isto é perpassado pela nossa sexualidade.

 A sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana na unidade de corpo e alma. Ou seja, diz respeito à afetividade, à capacidade de amar e de procriar e, de uma maneira mais geral, à aptidão a criar vínculos de comunhão com os outros” (Catecismo da Igreja Católica, art. nº 2332).

Percebemos a nossa sexualidade no corpo, nos nossos impulsos, mas também como uma capacidade psíquica (fantasias, pensamentos), social (atitudes, criação de vínculos) e espiritual (vocação esponsal, paternal ou maternal). O ser masculino é mais inclinado ao ato sexual por um motivo bem simples de entender. A natureza deu ao homem o material genético responsável por fecundar, então o fez com características psicológicas, sociais e espirituais para tal. Para o homem o sexo é algo importantíssimo, latente nos seus sentidos quase que todo o tempo.

O homem precisa de lutar por algo em que acredita para encontrar sentido na sua existência. Ele necessita de se esforçar para autenticar a sua masculinidade. Por isso digo que, mesmo com instintos voltados para tanto interesse sexual, o melhor para o homem é guardar-se, de forma a lutar por aquela que será a sua mulher.

Quando a mulher se entrega “facilmente” ao homem pelo sexo, ela está a condicioná-lo a encarar este relacionamento como algo não essencial para a vida dele. Ele pensa: “Está lá, fácil e disponível quando quero, não preciso de me preocupar em manter”. E entendamos “entregar-se facilmente” como “sexo antes do casamento”, porque nisto não há comprometimento verdadeiro nem esforço da parte dele. Basta ver quanto os homens de hoje não querem muito saber de envolvimento afetivo, que lhes parece prisão. Pois, se eles podem lutar por outras preocupações adiante e ainda ter companhia com sexo, para que se amarrarem?

Mas quando um homem luta por uma mulher, quando ele tem registado na sua memória quanto se esforçou para se comprometer definitivamente com ela pelo sacramento do matrimónio, o ato conjugal terá para ele um valor amplamente significativo, uma parte integrante da validação da sua masculinidade. Além do prazer, será uma gratificante sensação na alma de se perceber bondoso o suficiente para ela, e o que atesta tudo isto será  perceber a sua esposa desejosa de si, o que será o mesmo que ela lhe dizer: “Valeu a pena tudo o que fizeste por mim, então me doo a ti”.

O ato sexual tem de ser a celebração de tudo o que eles viveram nas suas histórias e que se entrelaçou, e do que construíram juntos naquele dia, e não somente o prazer pelo prazer. O gozo, portanto, sem levar em conta as outras condições que o envolvem, pode gerar várias impressões negativas nas pessoas, como pensar que estão a ser usadas, que o gozo é apenas uma forma de descontar uma raiva ou uma recompensa.

O mundo mede a masculinidade de um homem pelas suas conquistas efémeras e, quem sabe, pela quantidade de relações sexuais. Mas Deus tem projetos muito maiores para ti. O Senhor quer proporcionar-te o máximo que tu podes ser, e levar-te à plenitude de corpo e alma por meio da tua vocação ao matrimónio. Alcançar esta bênção é o esforço que vale a pena!

Sandro Arquejada

 
A luta contra o vício da masturbação Imprimir e-mail

A luta contra o vício da masturbação  

É grande a luta do jovem cristão contra o vício da masturbação.

A sua prática é bastante comum entre os rapazes e as moças; é um dos principais problemas enfrentados pelos jovens cristãos.

A masturbação não é indício de distúrbio de personalidade ou de problema mental. É um problema muito antigo na humanidade.

Já o “Livro dos Mortos”, dos egípcios, condenava a masturbação por volta do ano 1550 antes de Cristo. Pelo código moral dos antigos judeus, era considerado pecado grave.

Há homens casados que continuam a masturbar-se, embora tenham uma vida sexual regular com a esposa. Isto mostra que o vício da juventude continua e prejudica o casal.

Embora as aulas de “educação sexual”, muitas vezes, ensinem que a masturbação é normal, e até necessária, na verdade são contra a natureza e a lei de Deus. Infelizmente, nessas aulas e livros sobre o assunto, os alunos são aconselhados a não terem sentimentos de culpa, angústia ou ansiedade, e ensinam que não é prejudicial à saúde.

Isto não é verdade! Muitos médicos afirmam que ela é prejudicial ao jovem física e psicologicamente.

A Igreja ensina que é um acto desordenado.

Embora defendida por muitos como “algo normal”, a Igreja ensina que não: “Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmam, sem hesitação, que a masturbação é um acto intrínseco e gravemente desordenado”. “Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz a sua finalidade” (Catecismo, §2352).

Para lutar contra a masturbação são necessárias várias atitudes:

1. Tem calma diante do problema.

Tu não és nenhum desequilibrado sexual, nem impuro ou uma prostituta em potencial. Tu não és uma aberração, porque te masturbas.

2. Corta todos os estimulantes do vício.

Deita fora todas as revistas pornográficas, livros e filmes eróticos que costumavas ver. E não fiques a olhar para o corpo das raparigas ou dos rapazes, alimentando a tua mente com desejos eróticos.

Deixa de assistir aos programas de TV que, cada vez mais, lançam pólvora no teu sangue. A TV é hoje um dos piores venenos para o jovem que luta contra a masturbação. E foge dos “sites” eróticos da internet.

3. Faz um bom uso das horas de folga.

Aproveita o tempo para ler um bom livro, praticar desporto, sair com os amigos, caminhar, etc. Não fiques sem fazer nada, especialmente na cama, pois “mente vazia é oficina do diabo”.

4. Não desanimes nem desesperes nunca.

Luta, diariamente, contra a masturbação, mas, se caíres, levanta-te imediatamente, pede perdão a Deus, de imediato, e retoma o propósito de não pecar. Não fiques a pisar na tua alma e condenando-te.

Diz: Está bem, errei, caí. Aceito a minha queda humildemente, porque sou fraco; vou conseguir com a ajuda de Deus superar isto. Vou continuar a lutar até me libertar definitivamente, mesmo que eu caia um milhão de vezes; não desistirei e não desesperarei.

Deus ama a nossa luta contra o pecado; a nossa vitória diante dele é mais a nossa perseverança na luta do que propriamente a vitória completa.

5. Alimenta a tua alma com a oração, a Palavra de Deus e os sacramentos da Igreja.

Há um ditado que diz: “Mosca não assenta em prato quente”.

Se mantiveres a tua alma aquecida com o calor do Espírito Santo, as moscas da tentação não te perturbarão. Mas se o prato esfriar…

Após uma queda no campo do sexo, sempre fica claro que faltou vigilância e oração para não pecar. Muitas vezes, abusamos da nossa fraqueza, expomo-nos diante do perigo e caímos.

Há um outro provérbio que diz: “A ocasião faz o ladrão”; ou ainda: “Quem ama o perigo nele perecerá”.

Na verdade, teremos de pedir mais perdão a Deus, porque não vigiamos e não oramos, do que por ter caído no pecado propriamente.

O transatlântico e as gaivotas.

Um grande transatlântico deixava, um dia, o porto de partida e, como todos os outros navios, era escoltado por uma nuvem de gaivotas prateadas. Depois de meia hora, o tempo ficou ameaçador e um vento violento soprava ondas imensas. Esboçava-se no céu uma tempestade tremenda. O possante navio, mesmo com os seus potentes motores, seguia com dificuldade.

– Pobres avezinhas – dizia um viajante que via as gaivotas.

– Como podeis vós, com as vossas asas fracas, lutar contra este tufão?

De repente, o homem, que tão compadecido estava das aves, ficou atónito. É que as pequeninas gaivotas, estendendo as asas que Deus lhes deu, abandonaram o navio na tempestade e passaram a voar numa região mais alta e serena no céu, onde havia bonança.

No mar, o grande transatlântico, continuava a gemer.

Pelas asas poderosas da oração e da graça de Deus o homem eleva-se acima das tempestades da vida e pode voar placidamente acima das paixões deste mundo.

Coragem. Com Deus, vencerás.

 
Por que somos tentados? Imprimir e-mail
  1. Por que somos tentados?

 

De onde vem a tentação? Qual o seu objectivo?

 

Jesus foi tentado pelo demónio; e Ele não tinha o pecado original; então, mesmo Ele e a Virgem Maria podiam ser tentados como Adão e Eva também foram, antes do pecado original. Quem foi criado livre, à imagem e semelhança de Deus, pode ser tentado, não só pelo demónio – o principal tentador – mas também pelo mau uso da liberdade e demais faculdades da alma, como aconteceu com os anjos no céu. Eles não foram tentados por alguém, mas caíram pelo mau uso da liberdade, não querendo servir a Deus, querendo ser “como Deus”. Foi o pecado de soberba, nascido dentro deles mesmos.

Sabemos que o pecado original desorganizou a nossa natureza e ela ficou sujeita à concupiscência; isto é, à atracção para o mal, sobretudo para a soberba e orgulho, ganância e ambição, luxúria e adultério. As nossas faculdades inferiores já não obedecem docilmente às inferiores; e por isso há um combate entre o bem e o mal nos nossos membros. Por isso, em vez do homem usar as criaturas para chegar a Deus, muitas vezes torna-se escravo delas. Elas exercem um fascínio sobre nós, e é ai que a tentação nos desvia de Deus. Nenhum de nós, enquanto estamos nesta vida, somos livres da tentação, por termos nascidos com inclinação ao pecado.

Por que é que o demónio nos tenta? Porque quer afastar-nos da amizade de Deus. Como ele perdeu esta amizade e experimenta definitivamente a frustração, então, tenta aliviar a sua dor fazendo-nos também rejeitar a Deus e participar da sua danação. Quem é revoltado como ele, não pode ver os outros em paz e feliz, porque se sente mal com isso.

O livro da Sabedoria explica algo muito importante: “Ora, Deus criou o homem para a imortalidade, e o fez à imagem da sua própria natureza. Foi por inveja do demónio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demónio prová-la-ão” (Sab 2,23-24). “Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma” (Sab 1,13).

O livro do Apocalipse revela uma triste realidade; “houve uma batalha no céu, Miguel e os seus anjos tiveram de combater o Dragão, Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos” (Ap 12,9). São Pedro chama ao demónio adversário contra quem devemos estar atentos: “Sede sóbrios e vigiai. O vosso adversário, o demónio, anda ao redor de vós como leão que ruge, buscando a quem possa devorar. Resisti-lhe fortes na fé” (1Pe 5,8).

O demónio é um revoltado contra Deus e contra o Seu Reino, por isso Jesus veio vencê-lo e destruir o seu reino, com a Sua morte na Cruz. A morte que o demónio faz entrar no mundo, pelo pecado, é a morte espiritual, da qual a morte física é um sinal. São Paulo explica tudo quando diz que “o salário do pecado é a morte” (Rom 6,23). Há duas mortes, diz São Tomás, uma é quando o corpo se separa da alma, mas a pior é a segunda, quando a alma se separa de Deus pelo pecado mortal.

São Leão Magno (†460), explica bem a ação do Mal: “O antigo inimigo, “disfarçando-se em anjo de luz” (2 Cor 11,14) não cessa de armar por toda parte as ciladas da mentira e de procurar de todo modo corromper a fé dos crentes. Sabe a quem incutir o ardor da cobiça, a quem oferecer os atrativos da gula, a quem inflamar com a luxúria, em quem infiltrar o veneno da inveja. Sabe a quem perturbar com a tristeza, a quem iludir com a alegria, a quem oprimir com o temor, a quem seduzir pela vaidade. Observa os costumes de todos, investiga as preocupações, perscruta os sentimentos; e procura meios de fazer mal onde vê alguém ocupar-se em algo com interesse. Entre os que acorrentou a si, dispõe de muitos peritos em suas artes, e serve-se de sua habilidade e sua língua para enganar os outros”.

São João disse que “o demónio peca desde o princípio. Eis porque o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demónio” (1 João 3,8). Foi a luta sangrenta do bom Pastor contra o lobo, para defender as ovelhas. O Pastor foi ferido mortalmente, mas ressuscitou, e o lobo foi vencido. São Agostinho falava do demónio como um cão acorrentado e na coleira, e que só morte quem lhe chega perto.

O Tentador atua, sobretudo, pela mentira. Jesus nos revelou sua farsa. “Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8,44-45). Toda tentação é uma sedução pela mentira; como foi com Eva no Paraíso, e também connosco.

 

O que fazer quando somos tentados?

 

Nas tentações é preciso ter paciência, confiança e abandono nas mãos de Deus.

Jesus ensinou-nos a enfrentar a tentação. Santo Agostinho disse que “Jesus poderia ter impedido o demónio de se aproximar dele; mas, se não fosse tentado, não te daria o exemplo de como vencer a tentação”.

Como Jesus venceu o Tentador?

 

Antes de tudo Ele jejuou; o jejum fortalece a nossa vontade, faz com o que o nosso espírito comande o nosso corpo, e não nos deixa ser dominado pelas paixões. A Igreja recomenda que nas sextas-feiras o cristão faça um pouco de penitência. Pode ser rezar mais, cortar um pouco nos alimentos, deixar uma diversão, fazer uma peregrinação a um santuário, participar na santa Missa; enfim, há muitas formas de fazer uma penitência.

Jesus orou no deserto; Ele estava acostumado a retirar-se nas montanhas, de madrugada, para rezar. No horto das Oliveiras, quando os Apóstolos não conseguiram velar com Ele nem uma hora, naquele momento da sua angústia mortal, Ele disse-lhes: “Vigiai e orai para não cair em tentação; o espírito é forte, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). E Jesus lançou no rosto do demónio, por três vezes, a Palavra de Deus; e ele recuava, não pode resistir à força da Palavra de Deus. Uma grande defesa nossa contra as tentações, é recitar o Salmo 90 e tantos outros.

É preciso rezar sempre; São Paulo recomenda “orai sem cessar” (1 Tes 5,16). O nosso espírito deve estar sempre em oração, conectado em Deus, mesmo durante o trabalho. Reze sempre que não tiver nada para fazer: nos transportes, no volante do carro, no metro, na fila do supermercado, na caminhada, na sala de espera do médico… Converse com Deus, espontaneamente, familiarmente; fale com Ele dos seus problemas, das suas fraquezas e tentações. Deus habita na nossa alma quando estamos em estado de graça. Muitas vezes nos esquecemos disto.

Na hora da tentação, reze mais ainda. Thomas de Kemphis, na “Imitação de Cristo”, recomenda: “vencer a tentação no seu início”; não deixar o Tentador atravessar a porta da alma. Resistir no início, desvie do mau pensamento e das fantasias da imaginação, voltando a sua mente para Deus, de imediato. Não deixe que o prazer o domine, e nem os movimentos desordenados; e não consinta no mal com a vontade.

 “Senhor ajudai-me e ajudai-me depressa! Só esta oração bastará para nos fazer vencer os assaltos de todos os demónios do inferno, porque Deus é infinitamente mais forte do que todos eles (Sl 144,18)”, dizia Santo Afonso. Ele disse que: “Se a tentação é tão forte que nos vemos em grande perigo de consentir, é preciso redobrar o fervor na oração, recorrer ao Santíssimo Sacramento, ajoelhar-se diante de um crucifixo ou de Nossa Senhora e rezar com ardor, gemer e chorar pedindo ajuda”.

Santo Agostinho recomenda: “Fecha a porta para que não entre o tentador. Ele não deixa de chamar, mas se vê que a porta está fechada vai em frente. Só entra quando te esqueces de fechá-la ou não a fechas com segurança”.

São Paulo diz que “Deus é fiel” e nos socorre na hora da tentação. “Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus não permitirá que sejais tentados além de vossas forças, mas, com a tentação Ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela”. (1 Cor 10,13). Temos de confiar nisto e lutar. Acima de tudo é o amor a Jesus que deve ser a motivação principal para não ceder à tentação. Lembre-se Dele na cruz, padecendo por você, derramando o Seu precioso sangue, para nos salvar.

Na hora da tentação, clame ao Senhor, peça a Sua ajuda. Santo Agostinho diz que “Adão caiu, porque não se recomendou a Deus na hora da tentação”.

É preciso também vigiar. As portas da alma são os nossos cinco sentidos, e são por eles que o Tentador penetra no coração. “O demónio não influência nem seduz ninguém se não encontra terreno propício. Quando o homem ambiciona uma coisa; a sua concupiscência legitima as sugestões do demónio. Quando um homem teme algo, o medo abre uma brecha na sua alma pela qual se infiltram as suas insinuações. Por estas duas portas, a concupiscência e o medo, o demónio apodera-se do homem”, diz Santo Agostinho.

Então, é preciso expulsar a busca do prazer e o medo, com oração. O Salmista diz: “Apenas clamaram os justos o Senhor atendeu e livrou-os de todas as suas angústias” (Sl 33,18). “Muitas são as provações do justo, mas de todas as livra o Senhor” (Sl 33,20).

Nas tentações é preciso ter paciência, confiança e abandono nas mãos de Deus. A tentação atinge muito o homem inconstante e que não se recomenda a Deus; pode ser comparado a um barco sem leme, que fica à deriva no meio das ondas do mar.

Mas o importante é também nunca desanimar; se houver uma queda, não ficar calcando na alma e condenando-se; isto é refinado orgulho de quem não aceita a sua miséria. Temos que levantar, pedir perdão a Deus, e retomar a caminhada.

Não é porque somos tentados que perdemos a graça de Deus. Sentir não é pecado, mas sim consentir. Não são os maus pensamentos que fazem perder a Deus, mas sim os maus consentimentos. “Mesmo carregado de grandes e molestas tentações, o homem pode ir a Deus, desde que a sua razão e vontade não consintam nelas”, disse São João da Cruz. Os santos sofreram muitas tentações, por isso podem-nos ensinar.

São Francisco de Sales dizia: “Não vos aflijais com as tentações de blasfêmias. Deixai que o demónio as maquine à vontade, mas conservai bem fechadas as portas da alma, pois que lhe virá o cansaço ou será ele afinal, obrigado por Deus a levantar o cerco”.

O grande São Bernardo, doutor da Igreja, pregador do Papa, dizia: “Quem somos nós, ou qual é a nossa força para resistirmos a tantas tentações? Certamente era isso que Deus queria: que nós, vendo a nossa insuficiência e a falta de auxílio recorrêssemos com toda humildade à sua misericórdia. Quantas vezes vencemos as tentações, tantas vezes somos coroados”.

 

O que os Santos Doutores ensinam sobre as tentações

 

São Leão Magno, papa e doutor da Igreja (400-460) explica bem como são as tentações e os seus vários tipos:

“O antigo inimigo, disfarçando-se em anjo de luz (2 Cor 11,14) não cessa de armar por toda parte as ciladas da mentira e de procurar de todo modo corromper a fé dos crentes. Sabe a quem incutir o ardor da cobiça, a quem oferecer os atrativos da gula, a quem inflamar com a luxúria, em quem infiltrar o veneno da inveja. Sabe a quem perturbar com a tristeza, a quem iludir com a alegria, a quem oprimir com o temor, a quem seduzir pela vaidade. Observa os costumes de todos, investiga as preocupações, perscruta os sentimentos; e procura meios de fazer mal onde vê alguém ocupar-se em algo com interesse. Entre os que acorrentou a si, dispõe de muitos peritos em suas artes, e serve-se de sua habilidade e sua língua para enganar os outros”.

 

Santo Agostinho mergulhou fundo no mistério das tentações. Ele ensina:“A nossa vida é uma peregrinação. E, como tal, está cheia de tentações. Porém, a nossa maturidade forja-se nas tentações. Ninguém conhece a si mesmo se não é tentado; nem pode ser coroado, se não vence; nem vencer, se não luta; nem lutar, se lhe faltam inimigos”.

“Toda tentação é uma forma de inquisição. Por meio dela o homem se conhece a si mesmo”.

“O demónio não influência nem seduz ninguém se não encontra terreno propício. Quando o homem ambiciona uma coisa; a sua concupiscência legítima as sugestões do demónio. Quando um homem teme algo, o medo abre uma brecha em sua alma pela qual se infiltram as suas insinuações. Por estas duas portas, a concupiscência e o medo, o demónio se apodera do homem”.

“Fecha a porta para que não entre o tentador. Ele não deixa de chamar, mas se vê que a porta está fechada vai em frente. Só entra quando te esqueces de fechá-la ou não a fechas com segurança”.

“Adão caiu, porque não se recomendou a Deus na hora da tentação”.

“Se rejeitas a tentação, rejeitas também o crescimento. Coloca-te, pois, nas mãos do Artífice, sem restrições. Ele te corrige, te lustra, te limpa. Para isso serve-se de vários instrumentos: são os escândalos e tentações do mundo. Não fujas das mãos do Artífice e não temas: Deus permite as tentações, não para te arruinar, mas para fazer-te mais forte”.

“O mundo combate contra os soldados de Cristo com duas armas e táticas diferentes. Uma arma é a sedução; sua tática, criar angústia. A outra é o medo; a sua tática, semear desânimo”.

“Imita a formiga. Sê formiga de Deus. Escuta a Palavra de Deus e guarda-a em teu coração. Abastece a tua dispensa interior durante os dias felizes do verão e assim poderás encarar os dias difíceis da tentação durante os invernos de tua alma”.

“Procurai preencher com deleites espirituais o vazio dos desejos da carne: leituras, orações, salmos, bons pensamentos, prática frequente de boas obras, esperança no mundo futuro e um coração inflamado no amor de Deus”.

 

Santo Afonso ensinou: “Não devemos recear de estar sem a graça de Deus pelo facto de sermos tentados; pelo contrário, então devemos esperar ser mais amados por Deus. Não são os maus pensamentos que fazem perder a Deus, mas sim os maus consentimentos. O meio mais necessário e mais seguro para vencer as tentações é recorrer logo a Deus com humildade e confiança (Sl 69,2). A experiência mostra de sobra que quem recorre a Deus nas tentações, não cai; quem não recorre, cai; especialmente nas tentações impuras (Sb 8,21).

“Se a tentação é tão forte que nos vemos em grande perigo de consentir, é preciso redobrar o fervor na oração, recorrer ao Santíssimo Sacramento, ajoelhar-se diante de um crucifixo ou de Nossa Senhora e rezar com ardor, gemer e chorar pedindo ajuda”.

“Ninguém pode resistir às tentações impuras da carne, se não se recomenda a Deus no momento da tentação. A castidade é uma virtude que não podemos praticar, se Deus no-la não concede. Deus, porém, só a concede aos que a pedem”.

 

São Francisco de Sales aconselhava: “Não vos aflijais com as tentações de blasfêmias. Deixai que o demónio as maquine à vontade, mas conservai bem fechadas as portas da alma, pois que lhe virá o cansaço ou será ele afinal, obrigado por Deus a levantar o cerco”.

 

São Bernardo disse que: “Quantas vezes vencemos as tentações, tantas vezes somos coroados”.

 

Como lidar com a tentação  

 

Quanto mais repletos do Espírito Santo estivermos e quanto mais trabalharmos para o Senhor, tanto mais atacados seremos pela tentação

O inimigo teve a “cara de pau” de tentar o próprio Jesus. Veja este facto no Evangelho de São Lucas:

 “Jesus, repleto do Espírito Santo, voltou do Jordão e estava no deserto, conduzido pelo Espírito, durante quarenta dias, e era tentado pelo diabo” (Lc 4, 1-2a).

Repare em que momento o diabo tentou Jesus: quando Ele estava repleto do Espírito Santo. Essa tentação aconteceu durante os quarenta dias que Cristo viveu no deserto. O Espírito Santo conduziu Jesus até lá para ser tentado pelo demónio, a fim de que todos soubéssemos: quanto mais escolhidos, tanto mais somos tentados pelo demónio. Quanto mais repletos do Espírito Santo estivermos e quanto mais trabalharmos para o Senhor, tanto mais atacados seremos pela tentação.

Depois de convertidos a Deus, podemos pensar que a tentação e o pecado não nos atingirão mais, pois o diabo já ficou para trás. Grande ilusão! Quanto mais crescermos espiritualmente, tanto mais a tentação nos atormentará, e mais subtil, enganadora, suja e covarde ela será.

A tentação pela qual Jesus passou é a mesma pela qual passam todos os guerreiros de Deus. Vamos analisar cada uma das tentações de Jesus:

“Não comeu nada durante aqueles quarenta dias e, decorrido esse tempo, sentiu fome. Ora, o diabo lhe disse: ‘Se tu és Filho de Deus, ordena a esta pedra que se transforme em pão’. Jesus lhe respondeu: ‘Está escrito: Não só de pão viverá o homem'” (Lc 4,2b-4).

A primeira tentação que Jesus sofreu foi na parte biológica; Ele estava com fome. O inimigo tem prazer em nos atacar pelos sentidos. Ele apanha-nos pela gula do comer e do beber, pega-nos pelos aromas, por todas as formas do sentir, principalmente pela sexualidade. Vivemos num ambiente repleto de sensualidade. É como se tivéssemos esquecido o gás aberto em casa. Para dissipá-lo, é preciso tomar muito cuidado. Não se pode produzir nenhuma faísca, muito menos riscar um fósforo no ambiente, senão explode tudo; e a primeira pessoa a ser atingida é você. Infelizmente, hoje, o ar em que vivemos está carregado desse “gás”.

Estamos cercados por um clima de sensualidade que nos atinge pelos olhos, ouvidos e por todos os nossos sentidos. O ambiente está formado, nossa natureza reage e o inimigo investe pesado nela. Na hora em que você “der bobeira” e “riscar o fósforo”, vai explodir tudo e pegar fogo. Nenhum de nós pode facilitar, homem ou mulher, jovem ou idoso. Todos somos vulneráveis.

Sobre nossos sentidos, devemos dar atenção especial aos olhos. Precisamos mortificar nossos olhos, porque pecamos muito por meio deles. O pecado entra pela visão, mas atinge em cadeia a fantasia, os sentimentos, a vontade e nossos actos. Ou os combatemos ou eles tomam conta de nosso ser!

Deus deu-nos os olhos para ver, mas deu-nos também as pálpebras para os fechar. Se não for possível fechá-los, pelo menos desviemos os olhos.

Quanta sensualidade entra também por nossos ouvidos por intermédio das músicas, piadas e conversas! Precisamos igualmente “fechar” nossos ouvidos. Ou mortificamos nosso homem velho na carne, ou nos arruinamos.

Em questão de sexualidade, o segredo é fugir da ocasião. É o que acontece com as bactérias: se há alimento e clima, elas se alastram, multiplicam-se rapidamente e acontece a infecção, a doença. Basta ter alimento e clima. Mas para que isso não aconteça, você precisa tirar uma coisa e outra. Da mesma forma, a única maneira de vencer nossa sexualidade é não a alimentar com vídeos, filmes, novelas, músicas, revistas, piadas etc.

A mortificação não é tão difícil quanto se pensa. Pode-se mortificar a gula, renunciando ao cafezinho, ao refrigerante, à bebida, aos doces e ao cigarro, por exemplo.

 “Não te deixes arrastar por teus desejos, e refreia a tuas concupiscências. Se concederes a satisfação de teus desejos, isto fará de ti o escárnio de teus inimigos. Não ponhas tua alegria numa vida de prazer, e não te obrigarás a pegar-lhe os custos” (Eclo 18,30-31).
 
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Sermão sobre a Pureza - S. João Maria Vianney

 

 “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus”. (Mt.5,8)

 

Lemos no Evangelho, que Jesus Cristo, querendo ensinar ao povo que vinha em massa, aprender dEle o que era preciso fazer para ter a vida eterna, senta-se e, abrindo a boca, lhes diz: “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus.” Se nós tivéssemos um grande desejo de ver a Deus, meus irmãos, só estas palavras não seriam acaso suficientes para nos fazer compreender quanto a pureza nos torna agradáveis a Ele, e quanto ele nos é necessária? Pois, segundo Jesus Cristo, sem ela, nós não o veremos jamais! “Bem-aventurados, nos diz Jesus Cristo, os puros de coração, porque eles verão o bom Deus”.

Pode-se acaso esperar maior recompensa que a que Jesus Cristo liga a esta bela e amável virtude, a saber, a posse das Três Pessoas da Santíssima Trindade, por toda a eternidade?... S. Paulo, que conhecia bem o preço desta virtude, escrevendo aos Coríntios, lhes diz: “Glorificai a Deus, pois vós o levais em vossos corpos; e sede fiéis em conservá-los em grande pureza. Lembrai-vos bem, meus filhos, de que vossos membros são membros de Jesus Cristo, e que vossos corações são templos do Espírito Santo. Tomai cuidado de não os manchar pelo pecado, que é o adultério, a fornicação, e tudo aquilo que pode desonrar vossos corpo e vosso coração aos olhos de Deus, que a pureza mesma”. (I Cor, 6, 15-20) Oh! Meus irmãos, como esta virtude é bela e preciosa, não somente aos olhos dos homens e dos anjos, mas aos olhos do próprio Deus. Ele faz tanto caso dela que não cessa de a louvar naqueles que são tão felizes de a conservar. Também, esta virtude inestimável constitui o mais belo adorno da Igreja, e, por conseguinte, deveria ser a mais querida dos cristãos.

Nós, meus irmãos, que no Santo Batismo fomos rociados com o Sangue adorável de Jesus Cristo, a pureza mesma; neste Sangue adorável que gerou tantas virgens de um e outro sexo; nós, a quem Jesus Cristo fez participantes de sua pureza, tornando-nos seus membros, seu templo... Mas, ai! Meus irmãos, neste infeliz século de corrupção em que vivemos, não se conhece mais esta virtude, esta celeste virtude que nos torna semelhantes aos anjos!... Sim, meus irmãos, a pureza é uma virtude que nos é necessária a todos, pois que, sem ela, ninguém verá o Bom Deus. Eu queria fazer vos conceber desta virtude uma ideia digna de Deus, e vos mostrar, 1º. quanto ela nos torna agradáveis a Seus olhos, dando um novo grau de santidade a todas as nossas ações, e 2º. o que nós devemos fazer para conservá-la.

I – Quanto a pureza nos torna agradáveis a Deus

Seria preciso, meus irmãos, para vos fazer compreender bem a estima que devemos ter desta incomparável virtude, para vos fazer a descrição de sua beleza, e vos fazer apreciar bem seu valor junto de Deus, seria preciso, não um homem mortal, mas um anjo do céu. Ouvindo-o, vós diríeis com admiração: Como todos os homens não estão dispostos a sacrificar tudo antes que perder uma virtude que nos une de uma maneira íntima com Deus? Procuremos, contudo, conceber dela alguma coisa, considerando que dita virtude vem do céu, que ela faz descer Jesus Cristo sobre a terra, e que eleva o homem até o céu, pela semelhança que ela dá com os anjos, e com o próprio Jesus Cristo. Dizei-me, meus irmãos, de acordo com isto, acaso não merece ela o título de preciosa virtude? Não é ela digna de toda nossa estima e de todos os sacrifícios necessários para conservá-la? Nos dizemos que a pureza vem do céu, porque só havia o próprio Jesus Cristo que fosse capaz de no-la ensinar e nos fazer sentir todo o seu valor. Ele nos deixou o exemplo prodigioso da estima que teve desta virtude. Tendo resolvido na grandeza de sua misericórdia, resgatar o mundo, Ele tomou um corpo mortal como o nosso; mas Ele quis escolher uma Virgem por Mãe.

Quem foi esta incomparável criatura, meus irmãos? Foi Maria, a mais pura entre todas e por uma graça que não foi concedida a ninguém mais, foi isenta do pecado original. Ela consagrou sua virgindade ao Bom Deus desde a idade de três anos, e oferecendo-lhe seu corpo, sua alma, ela lhe fez o sacrifício mais santo, o mais puro e o mais agradável que Deus jamais recebeu de uma criatura sobre a terra. Ela manteve este sacrifício por uma fidelidade inviolável em guardar sua pureza e em evitar tudo aquilo que pudesse mesmo de leve empanar seu brilho. Nós vemos que a Virgem Santa fazia tanto caso desta virtude, que Ela não queria consentir em ser Mãe de Deus antes que o anjo lhe tivesse assegurado que Ela não a perderia. Mas, tendo-lhe dito o anjo que, tornando-se Mãe de Deus, bem longe de perder ou empanar sua pureza de que Ela fazia tanta estima, Ela seria ainda mais pura e mais agradável a Deus, consentiu então de bom grado, a fim de dar um novo brilho a esta pureza virginal. Nós vemos ainda que Jesus Cristo escolhe um pai nutrício que era pobre, é verdade; mas ele quis que sua pureza estivesse por sobre a de todas as outras criaturas, exceto a Virgem Santa. Dentre seus discípulos, Ele distingue um, a quem Ele testemunhou uma amizade e uma confiança singulares, a quem Ele fez participante de seus maiores segredos, mas Ele toma o mais puro de todos, e que estava consagrado a Deus desde sua juventude. Santo Ambrósio nos diz que a pureza nos eleva até o céu e nos faz deixar a terra, enquanto é possível a uma criatura deixá-la. Ela nos eleva por sobre a criatura corrompida e, por seus sentimentos e seus desejos, ela nos faz viver da mesma vida dos anjos.

Segundo São João Crisóstomo, a castidade duma alma é de um preço aos olhos de Deus maior que a dos anjos, pois que os cristãos só podem adquirir esta virtude pelos combates, enquanto que os anjos a têm por natureza. Os anjos não têm nada a combater para conservá-la, enquanto que um cristão é obrigado a fazer uma guerra contínua a si mesmo. S. Cipriano acrescenta que, não somente a castidade nos torna semelhantes aos anjos, mas nos dá ainda um caráter de semelhança com o próprio Jesus Cristo. Sim, nos diz este grande santo, uma alma casta é uma imagem viva de Deus sobre a terra. Quanto mais uma alma se desapega de si mesma pela resistência às suas paixões, mais ela se une a Deus; e, por um feliz retorno, mais o bom Deus se une a ela; Ele a olha, Ele a considera como sua esposa, como sua bem-amada; faz dela o objeto de suas mais caras complacências, e fixa nela sua morada para sempre. “Bem aventurados, nos diz o Salvador, os puros de coração, porque eles verão ao bom Deus”. Segundo S. Basílio, se encontramos a castidade numa alma, encontramos aí todas as outras virtudes cristãs, ela as praticará com uma grande facilidade, “porque” - nos diz ele – “para ser casto é preciso se impor muitos sacrifícios e fazer se uma grande violência. Mas uma vez que alcançou tais vitórias sobre o demónio, a carne e o sangue, todo o resto lhe custa muito pouco, pois uma alma que subjuga com autoridade a este corpo sensual, vence facilmente todos os obstáculos que encontra no caminho da virtude”.

Vemos também, meus irmãos, que os cristãos castos são os mais perfeitos. Nós os vemos reservados em suas palavras, modestos em todos os seus passos, sóbrios em suas refeições, respeitosos no lugar santo e edificantes em toda sua conduta. Santo Agostinho compara aqueles que têm a grande alegria de conservar seu coração puro, aos lírios que se elevam diretamente ao céu e que difundem em seu redor um odor muito agradável; só a vista deles nos faz pensar naquela preciosa virtude. Assim a Virgem Santa inspirava a pureza a todos aqueles que a olhavam... Bem-aventurada virtude, meus irmãos, que nos põe entre os anjos, que parece mesmo elevar-nos por sobre eles!" (...)

 
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Luxúria e Castidade

 

A gravidade do pecado da impureza, também chamado de luxúria, é que mancha um membro de Cristo.

 

“Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros”. (1Cor 12,27)

 “…assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós somos membros uns dos outros”. (Rom 12,5)

É assim que Deus decidiu salvar a humanidade, formando o Corpo de Cristo, de modo a “restaurar todas as coisas em Cristo”. (Ef 1,10). É a bela realidade da Igreja e da comunhão dos santos. É o desígnio de Deus.

Quando eu cometo um pecado de impureza, não sujo apenas a mim mesmo, mas também ao Corpo de Cristo, do qual sou membro.

É neste sentido que São Paulo alertava os fiéis de Coríntios sobre a gravidade desse pecado: “Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?” (1 Cor 6,15)

Note que o Apóstolo enfatiza os “corpos”; isto é, a realidade do corpo místico de Cristo não é apenas espiritual, mas também corporal. Sem os nossos corpos não haveria a impureza.

 “Tomarei, então, os membros de Cristo, e os farei membros de uma prostituta? Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gen 2,24)”. (1 Cor 6,16)

Vemos que para o Apóstolo, entregar-se à prostituição é o mesmo que prostituir o corpo de Cristo. Esta é uma realidade religiosa da qual ainda, não tomamos ciência plena; isto é, toda a vez que eu peco, o meu pecado atinge todo o corpo de Cristo. Esta é uma das razões porque nos confessamos com o ministro da Igreja, para nos reconciliarmos com ela, que foi manchada pela nossa falta.

De forma especial isto ocorre no pecado de impureza; o que levava São Paulo a pedir aos coríntios, entre os quais havia este problema: “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo”. (1 Cor 6,18)

É preciso entender que nós não apenas “temos” um corpo, mas “somos” um corpo. A nossa identidade está ligada ao nosso corpo; ela é fixada pela nossa foto, impressão digital ou código genético (DNA).

Portanto, o pecado da impureza agrava-se na medida em que, mais do que nos outros casos, envolve toda a nossa pessoa, corpo e alma.

E o Apóstolo, mostra que o Espírito Santo não habita apenas a nossa alma, mas também o nosso corpo; e daí a gravidade da sua profanação.

 “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo que habita em vós, o qual recebestes de Deus, e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço”. (1 Cor 6,19)

Como disse São Pedro, não fomos resgatados a preço de bens perecíveis, prata e ouro, mas “pelo precioso sangue de Cristo” (1 Pe 1,18), para pertencermos a Deus, no corpo de Cristo.

É importante notar que São Paulo ensina que devemos dar glória a Deus com o nosso corpo. Ele diz: “O corpo, porém não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o Corpo: Deus que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder”. (1 Cor 6,13). “Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo”. (1 Cor 6,20)

O nosso corpo está destinado a ressuscitar no último dia, glorioso como o corpo de Cristo ressuscitado. São Paulo diz aos filipenses sobre isto: “Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso…” (Fil 3,20)

O nosso corpo glorificado dará glória a Deus para sempre, assim como os corpos de Jesus e Maria, já estão no céu.

Isto explica a importância do nosso corpo, que levava Paulo a dizer aos coríntios: “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado ”e isto sois vós”. (1 Cor 3,16″17)

Quantas pessoas se destruíram a si mesmas, porque destruíram os seus próprios corpos! O desrespeito ao corpo, seja pela impureza ou pelos vícios, compromete a integridade e a dignidade da pessoa toda, que é templo de Deus.

Jesus foi intransigente com o pecado da impureza. No Sermão da Montanha, marco dos seus ensinamentos, Ele disse: “Todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração”. (Mt 5,27-28)

Jesus quer assim destruir a impureza na sua raiz; isto é no coração dos nossos pensamentos: “Porque é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias”. (Mt 1519)

Para viver a pureza há, então, que estarmos em alerta o tempo todo, como recomendou o Senhor: “vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mt 26,41)

Todos nós já pudemos comprovar como é fraca a nossa carne, a nossa natureza humana, enfraquecida pelo pecado original. Portanto, não nos resta outra alternativa para prevenir a queda, senão, vigiar e orar.

Após o pecado de Adão não nos resta outro remédio: vigiar os nossos sentidos, pensamentos, olhares, gestos, palavras, atitudes, comportamentos, etc., e buscar na oração e nos sacramentos, o remédio e o alimento para vencer a nossa fraqueza.

Nunca, como em nossos dias, foi tão grande o pecado de impureza. De forma acintosa ele aparece nas músicas, nas TVs, nas revistas, jornais, filmes, cinemas, teatros, etc.

Estamos a ser invadidos por um verdadeiro mar de lama que traz a imoralidade para dentro dos nossos lares, sem respeitar nem mesmo crianças e velhos.

A exploração comercial do sexo atingiu níveis assustadores, e que põe o ser humano, especialmente a mulher, no mais baixo nível de indignidade.

Será que Deus pode ficar indiferente a uma situação destas? Será que a própria natureza humana pode deixar de reagir contra tanta bestialidade que hoje se pratica, sob as câmaras de TVs?

É difícil dizer não.

A terrível desvirtuação do sexo é de todo lamentável porque ele foi criado por Deus, para dar ao casal humano ” e só ao casal unido pelo matrimónio “ a unidade e os filhos.

O acto sexual é a “liturgia” do amor conjugal, a sua maior manifestação. No ápice da sua celebração o filho é gerado, como a verdadeira encarnação do amor dos pais; e por isso, a Igreja não aceita que o filho seja gerado sem a participação dos próprios pais, num acto sexual.

Sem amor e compromisso, o sexo torna-se vazio, perigoso e banal.

São Paulo ensinava aos coríntios: “A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa”. (1 Cor 7,4)

Note que o Apóstolo fala em “mulher e marido”, e não em namorados, noivos, ou amigados. O Catecismo diz que: “Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nesta provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus”. ( § 2350)

A união dos corpos só tem sentido quando existe a união prévia dos corações e das almas, de maneira sólida e permanente, como se dá no casamento.

O Catecismo da Igreja ensina que a vida sexual é legítima e adequada aos esposos: “Os actos com os quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, testemunham e desenvolvem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido” (CIC, 2362; GS, 49).

Em discurso proferido em 29/10/1951, o Papa Pio XII disse palavras esclarecedoras sobre a vida sexual dos casais: “O próprio Criador… estabeleceu que nesta função (isto é, de geração) os esposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Portanto, os esposos não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá-lo. Eles aceitam o que o Criador lhes destinou. Contudo, os esposos devem saber manter-se nos limites de uma moderação justa” (CIC, 2362).

Vemos que a Igreja reconhece a grandeza do sexo para o casal unido em matrimónio, mas fora dele o sexo será sempre perigoso.

Há esposas que se queixam dos maridos que as obrigam a fazer o que elas não querem e não aceitam no ato sexual. É uma violência obrigá-las a isto. Aquilo que cada um aceita, dentro das características psicológicas de cada um, não sendo uma violência à lei natural, pode ser vivido com liberdade pelo casal. É legítimo que o esposo prepare a esposa para que haja a harmonia sexual; isto é, ambos atingirem juntos, o orgasmo. No entanto, não tem sentido para o cristão, querer fazer estrepolias sexuais, como se “tudo fosse válido”, porque são casados.

A moral católica ensina que aquilo que não está de acordo com a lei natural, não está de acordo com a lei de Deus; isto é, é imoral. Será que é natural, por exemplo, o sexo anal ou oral? É claro que não. Nem os animais o fazem; será que é lícito ao homem fazê-lo? O casal não precisa disto; mesmo porque jamais um filho poderá ser gerado desta forma; e sabemos que a vivência sexual não se pode fechar à geração da vida, sob pena de desvirtuá-lo.

São terríveis as consequências da vida sexual antes ou fora do casamento: adolescentes grávidas, sem o mínimo de preparação para serem mães; pais solteiros; filhos abandonados e órfãos de pais vivos; abortos; adultérios, destruição familiar; doenças venéreas, AIDS, etc., etc., etc.

O sexo é belo, mas fora do plano de Deus é um desastre, explode como uma bomba atómica.

Desgraçadamente a nossa sociedade promove o sexo acintoso, sujo, sem responsabilidade e sem compromisso, e depois assusta-se com os milhões de meninas grávidas, estupros, separações, adultérios, etc. É claro, quem planta ventos, colhe tempestades.

Vemos hoje, por exemplo, esta triste campanha de prevenção à AIDS, através do uso da “camisinha”. De maneira clara se passa esta mensagem aos jovens: pratiquem sexo à vontade, mas usem o preservativo.

Isto é imoral e decadente.

Será que não temos algo melhor para oferecer, principalmente, aos jovens?

A moral e a ética exigem ensinar aos jovens o auto controle das suas paixões, vencer a AIDS pela castidade, e não pelo uso vergonhoso da “camisinha”, que incentiva ainda mais a imoralidade.

O Papa João Paulo II assim se expressou sobre a camisinha: “Além de que o uso de preservativos não é 100% seguro, liberar o seu uso convida a um comportamento sexual incompatível com a dignidade humana… O uso da chamada camisinha acaba por estimular, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo… O preservativo oferece uma falsa ideia de segurança e não preserva o fundamental” (PR, nº 429/1998, p.80).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já avisou que os preservativos não impedem totalmente a contaminação do vírus, uma vez que esses são muitíssimos menores que os poros do látex de que são feitas as camisinhas.

A revista Seleções (dezembro de 1991, pp.31-33), trouxe um artigo do Dr. Robert C. Noble, condensado de Newsweek de Nova Iorque (1/4/91), que mostra como é ilusória a crença no tal “sexo seguro” com a camisinha.

A pesquisadora Dra. Susan C. Weller, no artigo A Meta”Analysis of Condom Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted HIV, publicado na revista Social Science and Medicine, (1993, vol.36, issue 12, pp.1635″1644), afirma: “Presta mau serviço à população quem estimula a crença de que o condom (camisinha) evitará a transmissão sexual do HIV. O condom não elimina o risco da transmissão sexual; na verdade só pode diminuir um tanto o risco”.

 “As pesquisas indicam que o condom é 87% eficiente na prevenção da gravidez. Quanto aos estudos da transmissão do HIV, indicam que o condom diminui o risco de infecção pelo HIV aproximadamente em 69%, o que é bem menos do que o que normalmente se supõe” (PR, n° 409/1996, pp. 267″274).

Isto significa que, em média, três relações sexuais com camisinha têm o risco equivalente a uma relação sem camisinha. Convenhamos que é um alto risco, já que a AIDS não tem cura ainda. É como uma “roleta russa”.

Pesquisas realizadas pelo Dr. Richard Smith, um especialista americano na transmissão da AIDS, apresenta seis grandes falhas do preservativo, entre as quais a deterioração do látex devido às condições de transporte e embalagem. Afirma o Dr. Richard que: “O tamanho do vírus HIV da AIDS é 450 vezes menor que o espermatozóide. Estes pequenos vírus podem passar entre os poros do látex tão facilmente num bom preservativo como num defeituoso” (Richard Smith, The Condom: Is it really safe saxe?, Public Education Commitee, Seattle, EUA, junho de 1991, p.1″3)

O Dr. Leopoldo Salmaso, médico epidemiologista no Hospital de Pádua, na Itália, afirma que: “O preservativo pode retardar o contágio, mas não acabar com ele”(idem).

A Rubber Chemistry  Technology, Washington, D.C., junho de 1992, afirma que: “Todos os preservativos têm poros 50 a 500 vezes maiores que o vírus da AIDS”.

Vemos, portanto, que é irresponsável, cientificamente, dizer que a camisinha garante o “sexo seguro”. O pior, ainda, é que esta falsidade vem acompanhada de um estímulo ao sexo livre, sem responsabilidade e sem compromisso, o que o faz promíscuo e vulgar.

A Igreja não impede o combate à AIDS, pelo facto de não concordar com o uso da camisinha. Como disse o padre Lino Ciccone, professor de Teologia Moral e Bioética na Faculdade Teológica de Lugano, na Itália: “Não se faça caridade nunca à custa da verdade, nem se imponha a verdade voltando as costas à caridade”.

Estou convencido de que, mais do que em outros assuntos, em termos de educação sexual, o exemplo e a ação dos pais é fundamental. Nunca permitir as piadas sujas em casa, nunca permitir que revistas e filmes pornográficos entrem em casa, etc. Não tenho dúvida em dizer que neste assunto os pais cristãos devem ser firmes. Qualquer vacilada pode abrir as portas para um comportamento perigoso por parte dos filhos.

Infelizmente hoje a maioria das escolas apresenta aos nossos filhos uma “educação sexual”, que não passa de informações genitais, e liberação de todos os “tabus” da religião; por outras palavras, vamos dar vazão livre aos instintos sexuais. Ora, longe de ser isto educação sexual, é pura deseducação sexual.

Quando falou da educação sexual, assim se expressou o Papa João Paulo II: “A educação sexual, direito e dever fundamental dos pais, deve fazer-se sempre sob a sua solícita guia, quer em casa quer nos centros educativos escolhidos…

Neste contexto é absolutamente irrenunciável a ‘educação para a castidade’ como virtude que desenvolve a autêntica maturidade da pessoa e a torna capaz de respeitar e promover o ‘significado nupcial’ do corpo.”

“Por isso a Igreja opõe-se firmemente a uma certa forma de informação sexual, desligada dos princípios morais, tão difundida, que não é senão a introdução à experiência do prazer e um estímulo que leva à perda ” ainda nos anos da infância ” da serenidade, abrindo as portas ao vício” (FC, 37).

 “O conhecimento deve conduzir a educação para o autocontrole: daqui a absoluta necessidade da castidade e da permanente educação para ela. Segundo a visão cristã, a castidade não significa de modo algum nem a recusa nem a falta de estima pela sexualidade humana: ela significa antes a energia espiritual que sabe defender o amor dos perigos do egoísmo e da agressividade e sabe voltá-lo para a sua plena realização.” (FC, 33)

O mundo, por causa da AIDS, está a redescobrir o grande valor da castidade e da virgindade.

Para dar apenas um exemplo desta “contra-revolução sexual”, cito o caso de milhares de jovens americanas, de 13 a 21 anos, do movimento True Love Waits (O Verdadeiro Amor Espera), lançado em 1994 na cidade de Baltimore, capital do estado de Maryland, Estados Unidos, as quais prometeram, por escrito, manter-se virgens até ao dia do casamento. O pacto que assumiram diz o seguinte: “Acreditando que o verdadeiro amor espera, eu comprometo-me diante de Deus, de mim mesma, da minha família, do meu namorado, do meu futuro companheiro e dos meus futuros filhos a ser sexualmente pura até ao dia em que entrar numa relação de casamento” (Jornal do Brasil, Ana Maria Mandin, 12/03/94).

É relevante observar, o que disse Chip Alkford, um dos líderes do movimento: “Nunca pensámos que os jovens se interessariam tanto numa época em que a sociedade estimula a iniciação sexual cada vez mais cedo e quem não segue a onda é considerado esquisito”. (idem)

Este exemplo não é único, e mostra o renascer da castidade.

Quando o Papa João Paulo II esteve nas Filipinas, em Janeiro de 1995, houve uma concentração de 4 milhões de pessoas para participar na missa que ele celebrou em Manila; nesta ocasião um grupo de cinquenta mil jovens entregou ao Papa um abaixo assinado comprometendo-se a viver a castidade. O Papa ficou emocionado.

A castidade é a virtude que mais forma homens e mulheres de verdade, de acordo com o desejo de Deus, e os prepara para constituir famílias sólidas, indissolúveis e férteis. Mas infelizmente, também nós católicos, por terrível omissão, permitimos que fosse arriada a bela bandeira da castidade. Ficamos mudos e calados diante de uma sociedade hedonista que nos impôs, goela abaixo, os horrores de um “sexo-livre”, devasso e pervertido.

Certa vez disse o grande papa Leão XIII que “a audácia dos maus se alimenta da covardia dos bons.” Isto nunca foi tão verdadeiro quanto à nossa omissão na defesa da castidade e da virgindade. Os nossos jovens cresceram sem receber a menor informação sobre o “brilho” da virtude da pureza; e, por isso hoje, quase sem culpa, estão encharcados de sexo vazio.

É preciso portanto, que os pais cristãos, tenham coerência e coragem para transmitir aos filhos estes valores, que são divinos e eternos.

O remédio principal que a nossa sociedade doente precisa é de uma escala de valores condizente com a dignidade humana, sob pena de nos igualarmos aos animais.

O homem não é apenas um corpo; tem uma alma imortal, criada para viver para sempre na glória de Deus. Isto dá um novo sentido à vida.

Não fomos criados para nos contentarmos apenas com o prazer sexual passageiro. Fomos feitos para o Infinito, e só em Deus satisfaremos plenamente as nossas tendências naturais.

Já é hora de voltarmos a falar aos jovens, corajosamente, sobre a importância da castidade e da virgindade.

A família cristã, diante deste mundo paganizado, é chamada a dar testemunho destas verdades.

Também sobre o homossexualismo, infelizmente hoje tão defendido por muitos, a condenação da Bíblia e da Igreja é expressa: “Não te deitarás com um homem como se fosse uma mulher: isto é uma abominação” (Lev 18,22). “Se um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometeram uma coisa abominável” (Lev 20,13).

São palavras claras, pelas quais Deus classifica a prática do homossexualismo como uma abominação.

Deus ama o pecador, mas abomina o pecado. Deus ama o homossexual, mas não quer a homossexualidade.

Quando, em 1994, no Ano da Família, o Parlamento Europeu, tristemente, reconheceu a validade jurídica dos matrimónios entre homossexuais, até admitindo a adoção de crianças por eles, o Papa João Paulo II, tomou posição imediata: “Não é moralmente admissível a aprovação jurídica da prática homossexual. Ser compreensivos para com quem peca, e para com quem não é capaz de se libertar desta tendência, não significa abdicar das exigências da norma moral… Não há dúvida de que estamos diante de uma grande e terrível tentação” (20/02/94).

O Catecismo da Igreja, embora reconheça que a génese do homossexualismo é ainda um tanto desconhecida, no entanto é claro na condenação dos “atos de homossexualidade”: “Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (Gn 19,1″20; 1 Tm 1,10), a tradição sempre declarou que “os atos de homossexualidade” são intrinsecamente desordenados. São contrários à lei natural” (nº 2357).

Os atos de homossexualidade ofendem a castidade. Se por um lado, a sua origem é controvertida, por outro lado, a sua prática é condenada pela Igreja como “intrinsecamente desordenados” e “contrários à lei natural”. Diz o Catecismo que “em caso algum podem ser aprovados” (§ 2357).

Portanto, neste assunto, os pais precisam de tomar cuidado para que o filho se firme na sua sexualidade própria. Não permitir que o menino fique com procedimentos de menina e vice-versa. Nota-se que a falta de um bom pai ou de uma boa mãe, como padrões, pode gerar nos filhos distúrbios de sexualidade. O desmoronamento familiar também é a causa do aumento de jovens homossexuais.

Sobre a masturbação, também defendida por muitos como “algo normal”, ensina a Igreja que é um ato desordenado: “Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmam sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseco e gravemente desordenado” (nº 2352).

Enfim, diz o nosso indispensável Catecismo: “Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade” (idem).

Neste campo os pais precisam de ser cautelosos, especialmente com os meninos. Sabemos que, para muitos deles, a masturbação acaba por se tornar até um vício. Em segundo lugar, não fazer uma tempestade porque descobriu que o filho ou a filha tem este mau hábito.

Na maioria das vezes o jovem masturba-se porque a sua cabeça está cheia de fantasias sexuais. Portanto, há que se lhes mostrar que sem uma castidade de pensamentos, nunca haverá castidade de atos. É preciso mostrar-lhes que enquanto se derem ao mau hábito de ver revistas e filmes pornográficos e outras práticas dessa natureza, nunca serão castos.

A nossa sociedade é inconsequente; de um lado, atiram-se os jovens contra o sexo de todas as formas, mas depois fica desesperado porque se constata que já são mais de três milhões de adolescentes grávidas, com 13 a 15 anos, sem o menor preparação para serem mães e criarem os filhos. Como disse o Papa, serão crianças “órfãs de pais vivos”. Planta-se o “amor livre”, distribui-se a “camisinha”, colhe-se a gravidez precoce, o estupro, a imoralidade. Isto faz-nos lembrar daquelas palavras de Jesus: “geração adúltera!”

O filósofo católico Paul Claudel disse: “O jovem não foi feito para o prazer, mas para o desafio”.

Nada enobrece tanto a vida de um jovem como vencer um desafio, especialmente no campo da moral e do seu aprimoramento espiritual.

O remédio contra a impureza é a castidade. Para a nossa sociedade ela cheira a “bolor”; mas é preciso lembrar-lhe que foi do bolor que Alexandre Fleming descobriu a penicilina que salvou tantas vidas.

Nada tem sido tão prejudicial aos jovens, às famílias e à nação, como o propagado “sexo livre” ou “amor livre”. Por esta via, a família vai à destruição, os pais separam-se e os filhos tornam-se carentes do seu amor.

Sabemos, como dizia John Spalding, que “as civilizações não perecem por falta de cultura e de ciência, mas por falta de princípios morais”.

Um homem só é digno deste nome quando aprende a submeter o seu corpo e os seus instintos à sua vontade.

Muitos são os atos contra a pureza. O nosso Catecismo chama-lhes “ofensas à castidade” (CIC §2351): luxúria, masturbação, fornicação, pornografia, prostituição, estupro, adultério, etc.

A luxúria é definida como a busca do prazer sexual por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e de união do casal (§ 2351).

Toda a união carnal entre um homem e uma mulher livres, fora do casamento, é chamada fornicação (§ 2353).

O adultério acontece quando esta união envolve um homem ou uma mulher casados.

Toda a exibição sexual, fora da intimidade dos parceiros, real ou simulada, é pornografia. Ela acontece hoje através de todos os meios de comunicação, agora até mesmo pelo telefone e computador.

O Catecismo ensina que “ela ofende a castidade porque desfigura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si. Atenta gravemente contra a dignidade daqueles que a praticam (atores, comerciantes, público), porque cada um se torna para o outro objeto de um prazer rudimentar e de um proveito ilícito” (§ 2354).

A prostituição é hoje um verdadeiro “flagelo social” (cf. CIC, § 2355), que envolve crianças, jovens, homens, mulheres, muitas vezes levados a isto por causa da miséria, chantagens e pressões diversas.

O estupro ofende gravemente a castidade, já que é uma seríssima violência à intimidade sexual da pessoa estuprada. Mais grave ainda é o incesto, estupro cometido pelos pais, ou educadores.

O crescimento atual e absurdo do número de casos de incesto e estupro “que eram raros no passado” só se explica pela decadência moral da nossa época, principalmente, por causa das TVs e dos filmes eróticos.

Hoje os jovens são incitados ao sexo ao máximo e, como consequência temos os estupros e bestialidades.

Quando falamos dos pecados contra a castidade, que ferem o 6º e 9º mandamentos, é preciso dizer que, muito pior e muito mais grave do que o pecado daquele que cai por fraqueza, é o daquele que “explora o sexo” comercialmente. Este, mais do que o primeiro, comete um pecado gravíssimo, já que pratica uma ação imoral, que destrói a dignidade da pessoa, de maneira premeditada, querida, calcando aos pés, por causa do amor ao dinheiro, o próprio templo do Espírito Santo, que é a pessoa.

Lamentavelmente, estes casos são muitos, e bradam justiça aos céus: motéis, exploração da prostituição, tele-sexo, “casas de massagens”, filmes eróticos, exploração acintosa do sexo na TV, revistas e propagandas eróticas, etc.

Aqueles que promovem tais coisas terão contas pesadas a acertar com Deus, pois fazem isto, não por fraqueza humana, mas por amor ao dinheiro.

A luta cristã contra a impureza exige que se fuja de toda a ocasião de pecado. Sabemos que “a ocasião faz o ladrão”, e aquele que brinca com o perigo nele perece.

Especialmente o jovem que se quer manter puro e casto antes do casamento, terá que fugir de toda a ocasião que possa excitar a paixão: livros, revistas, filmes eróticos, bem como, no namoro, toda a ocasião que possa propiciar uma vivência sexual precoce.

O namoro não é o tempo de viver as carícias matrimoniais, pois elas são o prelúdio do ato sexual, que não deve ser realizado no namoro. O que precisa haver entre os namorados é carinho, não as carícias íntimas.

Além disso será preciso, para todos, solteiros e casados, o auxílio da graça de Deus; para os solteiros, a fim de que se não vivam o sexo antes do casamento; para os casados, a fim de serem fiéis um ao outro.

É grande a recompensa daquele que luta bravamente para manter a própria pureza. Jesus disse que esses são bem-aventurados (felizes) porque verão a Deus.

Um jovem casto é um jovem forte, cheio de energias para o descobrimento da sua vida profissional e moral. É na luta para manter a castidade que ele se prepara para ser fiel à sua esposa, amanhã.

É por isso que Monsenhor Thiamer Toth disse no seu velho livro, “O Brilho da Castidade”, que se tivesse que dar uma medalha de ouro a um general que venceu uma batalha, ou a um jovem casto, a daria a este último.

A grandeza de um homem não se mede pelo poder que possui de dominar os outros, mas pela capacidade de se dominar a si mesmo.

Esta sempre foi a coluna que manteve de pé as civilizações e os grandes homens, e hoje, também, precisa de ser resgatada e preservada, sob pena de vermos perecer a nossa civilização.

A nossa humanidade hedonista, amante do prazer, a qualquer custo, ri da castidade e da virgindade, e por isso paga um preço caro pela devassidão dos costumes. Para reerguer esta sociedade será preciso resgatar os valores que nunca envelhecem.

Vale a pena refletir um pouco no que dizia o Mahatma Gandhi, que libertou a Índia, e que não era cristão, mas amava Jesus: “A castidade não é uma cultura de estufa… A castidade é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária”.

Gandhi amou tanto a castidade que alterou até a sua vida conjugal: “Sei por experiência que, enquanto considerei a minha mulher carnalmente, não houve entre nós verdadeira compreensão. O nosso amor não atingiu o plano elevado… No momento em que disse adeus a uma vida de prazeres carnais, todas as nossas relações se tornaram espirituais”.

Embora este pensamento não esteja plenamente de acordo com a moral católica, no entanto, mostra o valor imenso da castidade para um homem que não era batizado. Ele ainda dizia: “A vida sem castidade parece-me vazia e animalesca”.

 “Um homem entregue aos prazeres perde o seu vigor, torna-se efeminado e vive cheio de medo. A mente daquele que segue as paixões baixas é incapaz de qualquer grande esforço”.

A castidade longe de ser uma prisão, ao contrário, abre cada vez mais as portas da verdadeira liberdade. Só compreende isto quem a vive.

Para haver a castidade nos nossos atos, é preciso que antes ela exista, em nossos pensamentos e palavras. Jamais será casto aquele que permitir que os seus pensamentos, olhos, ouvidos, vagueiem pelo mundo do erotismo. É por não observar esta regra que a maioria pensa ser impossível viver a castidade.

Gandhi valorizou até mesmo o celibato: “Não tenham receio de que o celibato leve à extinção da raça humana. O resultado mais lógico será a transferência da nossa humanidade para um plano mais alto…”

 “Vocês erram não reconhecendo o valor do celibato: eu penso que é exatamente graças ao celibato dos sacerdotes que a Igreja católica romana continua sempre vigorosa”.

Finalmente é preciso dizer, que não basta dominar apenas um órgão dos sentidos, e deixar os demais livres. É preciso uma vigilância simultânea sobre todos os sentidos, a fim de que o nosso esforço não seja em vão.

Assim, para dominar o sexo, será preciso também dominar a gula; pois a liberação de um instinto provoca a liberação dos outros.

 
Ainda há homens de Deus? Imprimir e-mail

Ainda há homens de Deus?  

Mesmo que pareça raridade, existem sim homens tementes a Deus

Esta pergunta é geralmente feita por mulheres que desejam namorar e casar com um homem que seja diferente da maioria que se vê hoje. Entendamos “homens de Deus”, como aqueles que assumem compromissos e responsabilidades, que sejam cavalheiros. Resumindo: dons masculinos que estão intrínsecos no ser, por isso, são naturais (podemos até dizer que são obrigações do homem, já que todas estas qualidades são desdobramentos do amor). E se existe a capacidade de amar, existe a necessidade de eles serem assim. E realmente está difícil encontrá-los hoje em dia.

Se pensarmos em tudo isto que é o natural, ainda acrescido de intimidade com Deus, amor às Suas Leis e desígnios, um rapaz que tenha a sensibilidade de perceber as realidades eternas, sobrepondo-se às suas circunstâncias e aos planos humanos, pode parecer ainda mais impossível.

Às vezes, tu, menina, até achaste que estavas a pedir demais, não é? Contudo, este é o desejo do Altíssimo para ti, mulher de Deus. Não te deixes conformar com menos! Ainda existem homens de Deus? É claro que existem homens tementes ao Senhor! Mesmo que te pareça raridade, não há dúvida de que há muitos rapazes por aí que são de Deus, que são homens de oração e levam uma vida coerente com o Evangelho. Alias, só pertencem mesmo ao Senhor aqueles que demonstram estas características com atitudes e com a vida.

Então, podes estar a pensar: “A resposta não parece ser assim tão simples! Se existem homens de Deus, porque é tão difícil encontrá-los?”

Realmente, a mentalidade do mundo veio corromper toda a beleza do amor, tanto em homens como em mulheres. Conto-te um segredo: também é muito raro encontrar uma mulher de Deus.

O primeiro ponto que “pega”, quando o rapaz quer ser fiel ao Senhor e começa a namorar, é a castidade. Muitas vezes, e digo muitas mesmo, são as namoradas que não querem viver a castidade, são elas que provocam o rapaz. Mas não estamos aqui para discutir o que um sexo faz de errado e o outro também, nem para medir quem tem mais culpa. A principal mensagem que quero deixar é a seguinte: homens de Deus são atraídos por mulheres de Deus e vice-versa.

Pessoas convertidas de verdade não se deixam levar só por uma cara linda, um corpo, um sentimento de fogo de palha ou outra superficialidade. É aí que já filtramos muitos candidatos. Sim, é um processo racional, o qual tu tens a aprender a fazer, ou então vais deixar-te levar por qualquer um. Não diminuas as tuas chances, és tu quem deve escolher melhor. Em todo o início de relacionamento devemos encontrar afinidades na outra pessoa, e que as afinidades sejam em torno das coisas do Senhor.

Menina, sê de Deus; assim, os homens que pertencem a Ele te encontrarão! Que a tua vida seja um testemunho do amor divino. O rapaz reconhecerá em ti uma beleza diferente, sem os apelos da sensualidade. Presta atenção às tuas roupas, de verdade! Quando nós homens nos encantamos com as curvas de uma mulher, os nossos instintos sexuais são provocados, e não o nosso interesse no que há na sua alma. Percebemos uma beleza que vem mais pela aparência do que somente pela doçura.

Depois, quando nos aproximarmos mais, a sua fidelidade sugestiona-nos uma mulher forte. Então, somos impulsionados a ser ainda mais fiel e forte, não para competir, mas para fortalecer a nossa relação com o Senhor e connosco mesmos. Essa tua fidelidade e força relembra e reafirma o nosso dom de vos proteger, mulheres. Sabemos que estes dons (proteção, fidelidade e força) só os encontraremos em Deus, e queremos buscá-los ainda mais. A mulher torna-se sustento do homem por aquilo que ela é, sem forçar nada.

Por último, quando temos a certeza de que aquela mulher é de Deus, convencemo-nos de que não temos o direito de extrair nem tocar no que nela pertence exclusivamente ao Senhor. Neste ponto, já nos comprometemos a respeitá-la e amá-la para sempre, porque descobrimos que ela tem algo sagrado. O seu corpo, os seus dons, as suas aspirações, a sua dignidade e alma, antes de serem nossos, são de Deus. O Senhor antecipou-se nela para nos encontrar e, agora, Ele põe-nos como guardião do nosso sagrado. O homem aprende a salvaguardar a sensibilidade, a feminilidade, a sexualidade das mulheres e até aquilo que não entendem em vós. Assim, sentimo-nos homens ainda mais completos. Isto expressamo-lo não só na castidade, mas, em grande parte, por meio dela, desde o namoro até no casamento (também na castidade própria de casados).

Não estou, com tudo isto, a lançar a responsabilidade para as mulheres, apenas digo que vós sois um grande sinal da essência da verdadeira beleza, a qual é sustentada por uma fidelidade que gera força, uma força que vem daquilo que é sagrado: o amor. Os homens de Deus precisam deste amor.

 
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O corpo e a luta espiritual

 

Se Deus criou o corpo e a união sexual com o objetivo de proclamar o seu próprio eterno mistério de amor, por que será que não os vemos simbolicamente desta maneira profunda? Ao ouvir a palavra “sexo”, por exemplo, que é que geralmente ela te sugere? Será que alguma vez te sugeriu o “grande mistério da união numa só carne” como imagem da união de Cristo com a Igreja, ou mesmo alguma coisa um pouco menos sagrada?

Reflita um momento sobre isto. Se o corpo e o sexo existem para proclamar a nossa união com Deus e, ao mesmo tempo, se existe um inimigo que luta para nos separar de Deus, em que ponto acha você que nos atacaria primeiro? Se quer saber o que há de mais sagrado no mundo, basta observar o que é que está sendo mais violentamente profanado.

O inimigo não é burro. Ele sabe muito bem que o corpo e o sexo têm por objetivo proclamar o mistério divino. A partir desta perspectiva, tal proclamação deve ser sufocada. Homens e mulheres devem ser impedidos de reconhecer o mistério de Deus em seus corpos. Como veremos com clareza mais adiante, esta foi precisamente a cegueira que o pecado original acarretou, por instigação da serpente. Mas não tenha medo: Cristo veio restituir a visão aos cegos! (cf. Lc 4,18).

Por enquanto, guarde isto na mente: a batalha pela alma do homem está a ser deflagrada no plano da verdade do seu corpo. Não é por nenhuma coincidência que o apóstolo Paulo, depois de apresentar o “grande mistério” da “união numa só carne”, na Carta aos Efésios, 5, continua, no capítulo seguinte, convocando-os a pegar em armas para a batalha cósmica do bem contra o mal. Enquanto origem da família e da vida em si, a união dos sexos” está no centro da grande batalha entre o bem e o mal, entre a vida e a morte, entre o amor e tudo o que a ele se opõe” (FC, n. 23). Se, portanto, queremos vencer a batalha espiritual, a primeira coisa, segundo São Paulo é “ter a verdade como cinturão” (Ef 6,14). A teologia do corpo é o toque de clarim de São João Paulo II a todos os homens e mulheres, convidando-os a fazer exatamente isto – vestir-se com a verdade que os libertará para amar.

Reivindicando a verdade sobre o sexo

Será que ficou clara, ou continua confusa, a conexão entre as nossas opções sexuais e a cultura da morte? Pergunte-se a si mesmo: por que é que, só nos Estados Unidos, se matam cada dia em torno de 4.000 bebés antes de nascerem? A resposta só pode ser uma: por estarmos a fazer mau uso e até a abusar do grande presente do sexo, que Deus nos deu. Queira-se ou não, o debate a respeito do aborto não deve girar sobre quando a vida começa, mas sobre o sentido do sexo. O que a maioria dos defensores do aborto visa não é tanto o “direito” de matar os descendentes, mas o de praticar sexo sem limites e sem consequências.

Foi por isto que João Paulo II escreveu na sua lapidar encíclica Evangelium Vitae (O Evangelho da vida): “Seria ilusão pensar que podemos construir uma cultura verdadeira da vida humana, se não ( … ) aceitamos e experimentamos a sexualidade, o amor e a totalidade da vida segundo o seu significado verdadeiro e a sua interconexão íntima” (n. 97).

Esta lógica está longe de ser um bom presságio para a nossa cultura. Não há nenhum exagero em dizer que a preocupação do século XX foi livrar-se da ética sexual cristã. Se queremos construir uma “cultura da vida”, a tarefa no século XXI deve ser a de recuperá-la. Infelizmente, porém, a abordagem muitas vezes repressiva de gerações cristãs anteriores – o costumeiro silêncio ou, na maioria das vezes, a norma incompleta “não faças isto” – é largamente responsável pela reação cultural ao ensinamento da Igreja acerca do sexo. Precisamos de uma “nova linguagem” para quebrar o silêncio e reverter a negatividade. Precisamos de uma nova teologia, capaz de explicar como a ética sexual cristã longe de ser uma lista ameaçadora de proibições, como tantas vezes é entendida corresponde perfeitamente aos mais profundos anseios de nossos corações pelo amor e a união.

Foi por isto que São João Paulo II dedicou o primeiro grande projeto doutrinal do seu pontificado ao desenvolvimento da teologia do corpo. Uma volta ao plano original de Deus para a união dos sexos é o único meio adequado para construir uma cultura que respeite o sentido e a dignidade da vida.

 
Virgindade? Para quê? Imprimir e-mail

 

Virgindade? Para quê?

Espera a pessoa especial que o Senhor tem para ti

Virgem é aquilo que não foi violado ou que mantém a sua característica original.

Comercialmente falando, lembramo-nos, dentre outros, dos equipamentos de informática, como CD's e DVD's, e do óleo de azeite sem mistura com outro produto já refinado. Mas quanto ao ser humano, virgindade diz respeito a quem ainda não teve relação sexual.

Infelizmente, algumas pessoas formam uma imagem pejorativa ao associarem a condição de pureza de homens e mulheres na sua sexualidade.

A sexualidade do ser humano faz parte das suas instâncias mais profundas e está interligada a todas as dimensões: na física: o prazer carnal; no psíquico: bem-estar ou tensões durante e posteriores ao ato; e no espiritual: sentido de união e complemento com a outra pessoa.

Hoje em dia há uma mentalidade (impulsionada pela mídia, pelos sistemas de saúde e governos) que divulga pensamentos erróneos sobre a sexualidade, não levando em conta o humano no seu todo. Incentivam-se, principalmente os jovens, à perda da virgindade e ao conhecimento do corpo pautado somente nas sensações de prazer proporcionadas pelo acto sexual, sem considerar o que há além do físico. Para isso estampam virgindade e castidade como algo retrógrado, insuportável e impossível de ser vivenciado. Levam a maioria a questionar e a ridicularizar quem se declara ainda preservado na sua intimidade e desviam a atenção dos benefícios contidos em se guardar até um compromisso definitivo.

Perder a virgindade, motivado puramente pela busca de sensações carnais, pode acarretar consequências negativas no campo psicológico, gerando pressões, culpas e medos, sentimentos que a pessoa pode não estar pronta para administrar. E no espiritual, une fisicamente quem ainda não se identificou na alma como continuidade do outro, ou seja, o casal ainda não se assumiu nas qualidades e defeitos de ambos. Ainda que homens e mulheres estejam sujeitos, em todas as suas dimensões, às consequências da iniciação sexual, no caso da mulher, o rompimento do hímen causa uma marca física, tornando a primeira relação com mais impacto no seu emocional do que para o homem. E, além disso, ela coloca a sua intimidade física à disposição de um parceiro que, posteriormente, pode não mais querer compartilhar da sua vida, desvalorizando a entrega que ela lhe fez.

Somente dentro do matrimónio, gerado num namoro que trouxe a confiança na cumplicidade da pessoa ao lado, a vida sexual traz plenos benefícios para as três dimensões do ser. O amor e a amizade, impressos na alma durante a etapa de conhecimento, fornece aos afectos a segurança necessária para posteriormente haver a doação física. É a preparação do espírito, da mente e do físico. Por meio desta entrega, homem e mulher não estão privados do que é bom e dá prazer, somente que aprendem a respeitar o tempo e o propósito de tudo o que foi criado por Deus, enquanto aguardam estar prontos.

O Senhor está em tudo o que é bom no ser humano! Como vimos, optar pela virgindade até o matrimónio é compensador, pois assim, vivencia-se o sentido corporal da pureza, é prova de amor a Deus e a quem se mostrou ser fidedigno de dividir o dom da sexualidade.

“Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas” (Mateus 7,6).

E para aqueles que outrora, enganados pelos incentivos mundanos, romperam com este santo ideal, a proposta da castidade faz com que voltem a participar de todos os méritos da pureza.

O Todo-poderoso acolhe e nunca condena ninguém; e mesmo que tenhamos vivido no erro, Ele vem a nós trazendo a Sua Graça. Basta querermos participar do Seu Amor.

Espera pela pessoa especial que o Senhor tem para ti e vive, na época certa, toda a bênção no corpo, nos sentimentos e na alma.

 
Perante a "cultura" de certos vícios Imprimir e-mail

 

Perante a “cultura” da fornicação, Arcebispo propõe o seguinte remédio

 

Buenos Aires, 25 Ago. 16 /- Dom Héctor Aguer, Arcebispo de La Plata (Argentina), denunciou que “o vício da fornicação se converteu em algo corriqueiro, comum, insubstancial” e, portanto, é necessário um remédio para enfrentar uma “cultura” que desumaniza as pessoas.

 

Num artigo publicado no dia 23 de agosto no jornal argentino ‘El Día’, o Prelado explicou que usa a palavra “vício” para se referir à fornicação, porque o dicionário define o “fornicador” como “aquele que tem o vício de fornicar. Ele ou ela em princípio, embora hoje em dia a ‘igualdade de género’ permite outras combinações antinaturais”.

 

Ante esta realidade, prossegue o Prelado, “o laborioso remédio de uma cultura fornicadora, do desenfreio, ‘akolasía’ como o chama Aristóteles, é a ‘sofrosyne’, a temperança”.

 

“Para nós, cristãos, a destemperança do incontinente é curada com uma espécie muito concreta da temperança chamada castidade”, explicou.

 

O também Académico de Número da Academia Nacional de Ciências Morais e Políticas criticou em seu artigo intitulado “A fornicação” que hoje em dia a sexualidade foi banalizada e citou como exemplo dois casos.

 

Em primeiro lugar se referiu às seções de celebridades onde falam das mulheres que trocam de “namorado” várias vezes por ano; e em segundo lugar, no caso das Olimpíadas Rio 2016, onde o Ministério de Saúde do Brasil enviou à cidade nove milhões de camisinhas, das quais 450 mil estavam destinadas à vila olímpica, onde estavam os desportistas.

 

 “A cultura fornicadora que se está a estender sem nenhum escrúpulo é um sinal de desumanização, não é própria de mulheres e homens segundo a sua condição pessoal. Algo de não humano, de animalidade apareceria neste comportamento”, assegurou o Arcebispo.

 

Além disso, afirmou que assumindo a realidade biológica e psicológica do ser humano, “é fácil compreender que o ato sexual tem um duplo sentido: é unitivo e procreativo. O gesto da união corporal acompanha, ratifica e incentiva a união das almas”.

 

Por conseguinte, advertiu que a fornicação converte a sexualidade “numa ginástica superficial e provisória, própria de casais desiguais, sem o compromisso de toda a vida que integra a expressão sexual no conjunto da convivência matrimonial, com a abertura aos filhos”.

 

“A banalização que assinalei implica assim uma confusão fatal acerca do amor: não é simplesmente uma efusão sentimental, nem apenas uma atração física, mas especial e essencialmente um ato eletivo da vontade”.

 

“O propriamente humano é que tal decisão eletiva seja para sempre, como sinal de maturidade, preparada numa educação para o respeito mútuo, a amizade sem fingimento, a disposição a enfrentar juntos – ele e ela – as dificuldades da vida tanto como as grandes alegrias. Assim, tem sentido a união sexual de um homem e uma mulher”, acrescentou.

 

Do mesmo modo, criticou as consequências pessoais e sociais do concubinato, ou seja, a relação conjugal entre um homem e uma mulher sem estar casados, entre as quais está a “orfandade afetiva de tantas crianças e adolescentes e a quantidade superior de abusos registados precisamente dentro destas formas de ‘união’, que não são verdadeiras famílias”.

 

O problema da generalização das relações sexuais entre os adolescentes, faz com que não possamos “esperar nada bom” porque cada vez “começa mais cedo a banalização do sexo”.

 

Por outro lado, Dom Aguer criticou o negócio dos anticoncepcionais, que oculta “a sábia disposição da natureza que ordena na mulher os ritmos de fertilidade”.

 

“Tudo foi bem feito pelo Criador e o capricho humano nega-se a utilizá-lo, brinca com o seu prazer”, ressaltou.

 

Em seguida, mencionou a existência da fornicação “contra natura” que atualmente é avalizada por leis “que destruíram a realidade natural do matrimónio” e que se fundam “na negação do conceito mesmo de natureza e da noção de lei natural”.

 

“A discriminação dos anti-discriminadores chegou a limites inconcebíveis, como por exemplo o de negar o direito das crianças a serem criadas e educadas por um pai e uma mãe; isto percebemos na adoção de crianças por ‘casamentos igualitários’”, denunciou.

 

Finalmente, expressou que “o propriamente humano é que a potência sexual e a sua atuação se integrem harmoniosamente à riqueza da personalidade e que este exercício se desenvolva na ordem familiar. Esta é a vitória da virtude”.

 
Como dominar os impulsos sexuais? Imprimir e-mail

Como dominar os impulsos sexuais?  

Controlar os impulsos não é uma tarefa fácil, mas também não é impossível

Novelas, músicas, propagandas, outdoors, um passeio no shopping… Cenas, factos, situações e momentos que, muitas vezes, estão recheados de um estímulo “mega-power-sexappeal”, ou seja, estímulo sexual para todos os gostos! Somos provocados a ver sexo em tudo!

Sobreviver a este cenário torna-se, de facto, uma “odisseia no espaço”, uma “guerra nas estrelas”, pois parece que, a todo o momento, somos chamados a uma espécie de sombra do mal, a nos transformarmos de Anakin para Darth Vader! Oh, meu Deus, como controlar tantos impulsos sexuais se, a todo momento, somos estimulados a colocá-los para fora?

Alguns passos para sobrevivermos a este cenário tão louco.

Primeiro passo: controlar e não dominar

A palavra “dominar”, soa como algo ruim, que precisa de ser contido, reprimido, e Deus não é tão injusto a ponto de colocar, dentro de nós, os impulsos sexuais e exigir de nós a repressão deles. Também não nos pede para os dominar como se fossem uma “força do mal” a ser exorcizada.

É melhor a palavra “controle”, ou seja, como controlar os impulsos sexuais? Controle é o mecanismo pelo qual medimos o resultado de um processo comparando-o a um valor desejado. Então, controlar os impulsos sexuais é ser capaz de viver os desejos, as vontades a partir do valor que temos e do valor que damos ao outro. Quando partimos da relação de valor, conseguimos controlar os impulsos e, assim, dar-lhes um destino mais pleno e prazeroso.

Segundo passo: canalizar os desejos

Somos homens e mulheres com desejos. Os impulsos sexuais não estão em nós como algo desconexo, mas dizem da nossa identidade. E eles até dizem da nossa identidade de filhos de Deus.

O Senhor criou-nos homens e mulheres. Não tem essa de “Deus, tira de mim os desejos sexuais!”. Não! Ele não os tirará! Eles estão aí para serem canalizados. São os desejos que levam um homem a encontrar-se com uma mulher, são impulsos, forças que nos levam a viver uma relação. O que precisamos de pedir, é: “Deus, ajuda-me a canalizar os desejos sexuais para uma vida mais plena e saudável. Ensina-me a canalizar o que sinto, baseando-nos no valor que temos e possuímos”. Se temos bem claro, na cabeça e no coração, que somos chamados a viver um amor total, fiel, livre e fecundo, daremos conta de canalizar os nossos impulsos para relações totais, fiéis, livres e fecundas. Quando vier o impulso sexual, de querer o outro para nós, podemos, nessa hora, usar essa força para termos o outro dentro de nós, como alguém que merece o nosso amor, o nosso valor!

Diante de uma linda mulher, que chame a tua atenção – sexualmente falando – tu podes:

a) olhar, desejar e trazer para a tua mente como uma possibilidade de tocar, manipular e obter prazer! Ou;

b) olhar, apreciar e trazer para a tua mente como uma realidade de amar, valorizar e promover.

Tu escolhes (a) ou (b), ou seja, ao ver uma mulher muito bonita, tiveste o impulso sexual, a atração, o desejo por ela, mas, nessa hora, escolhendo a alternativa (b), canalizaste esse impulso e enobreceste-o, não o reprimindo. Deste-lhe um lugar de nobreza! Há uma passagem da Bíblia que diz: “É do coração humano que saem coisas boas e ruins” Então, tu vê e, no coração, dá destino ao impulso que surgiu! Escolhe (a) ou (b).

Terceiro passo: Conhecer a força da força!

Todos temos impulsos sexuais. Isto é inerente ao nosso ser! Mas precisamos de conhecer esses impulsos, saber a força deles, ou seja, saber quando surgem, quando é mais ou menos intenso, o que faz dentro de nós, o que fazer quando eles vêm. Conhecê-los é a melhor maneira de os controlar, e identificá-los é o modo de melhor encontrar um destino para eles. As pessoas perdem a batalha quanto querem lutar contra algo que não conhecem. Não se trata de uma luta contra algo do mal, mas sim para integrar o que faz parte de ti. É uma luta para juntar: impulso sexual+valor+amor+Deus. Por aí vai! Sem autoconhecimento não há vitória.

Quarto passo: Fugir ou encarar?

Quando conhecemos os nossos impulsos sexuais, a força que eles têm, o lugar e as situações para onde nos querem levar, podemos ficar numa encruzilhada: encarar ou fugir? Na verdade, os dois. Encarar, tomar conhecimento ou fugir, ou seja, viver o processo que acontece depois do “encarar”, isto é, perceber e, depois, por saber que não daremos conta, fugir. Mas sabendo do que estás a fugir.

Muitas vezes, não escutamos o movimento que rola no nosso interior e ficamos mais presos às relações por medo de nós mesmos. Fugir, conhecendo e procurando compreender do que estamos a fugir, para ficar mais fortes para o próximo combate. Que virá! Nessa hora, é preciso perguntar: Quais os meus pontos fracos? Onde sou mais vulnerável? O que me desordena afetivamente? Mais uma vez, conhecer-se é a arte de se controlar!

Quinto passo: Recomeçar sempre

Às vezes deixamo-nos levar pela corrupção do mal. Às vezes, deixamo-nos levar pela corrupção da pornografia, do sexo fora do casamento; enfim, por uma vida sexual sem a marca do amor verdadeiro como Deus pensou; consequentemente, passamos a viver como escravos dos nossos impulsos e não senhores deles!

Então: sempre podemos recomeçar. Há, no nosso coração, um profundo desejo de amar de verdade e viver a plenitude do que somos. Os nossos afetos, desejos e vontades, ordenados para o amor verdadeiro, sempre nos fazem retornar ao que de melhor nós temos e somos.

O sacramento da confissão, a Eucaristia, uma vida de oração sincera e um bom diretor espiritual são as nossas armas para vencer. Mesmo quem ao ler este texto te sintas incapaz de dar uma resposta mais cristã perante uma vida de erros, quero dizer-te que restou dentro de ti a vontade de ser feliz e amar de verdade. Então, não percas tempo e recomeça!

 
A pureza e a castidade ainda importam nos dias de hoje? Imprimir e-mail

A pureza e a castidade ainda importam para nós nos dias de hoje?

 O que dizem os Santos.

 “Ninguém melhor do que o Espírito Santo saberá apreciar o valor da castidade.”

Ora, Ele diz: ”Tudo o que se estima não pode ser comparado com uma alma continente” (Ecli 26, 20), isto é, todas as riquezas da terra, todas as honras, todas as dignidades, não lhe são comparáveis.

Santo Efrém chama a castidade “a vida do espírito”; São Pedro Damião, “a rainha das virtudes”; e São Cipriano diz que, por meio dela, se alcançam os triunfos mais esplêndidos.

Quem supera o vício contrário à castidade, facilmente triunfará de todos os mais; quem, pelo contrário, se deixa dominar pela impureza, facilmente cairá em muitos outros vícios e far-se-á réu de ódio, injustiça, sacrilégio, etc.

A castidade faz do homem um anjo. “Ó castidade, exclama Santo Efrém (De cast.), tu fazes o homem semelhante aos anjos”.

Esta comparação é muito acertada, pois os anjos vivem isentos de todos os deleites carnais; eles são puros por natureza; as almas castas, por virtude.

 “Pelo mérito desta virtude, diz Cassiano (De Coen. Int., 1. 6, c. 6), assemelham-se os homens aos anjos”; e São Bernardo (De mor. et off., ep., c. 3): “O homem casto difere do anjo não em razão da virtude, mas da bem-aventurança; se a castidade do anjo é mais ditosa, a do homem é mais intrépida”.

 “A castidade torna o homem semelhante ao próprio Deus, que é um puro espírito”, afirma São Basílio (De ver. virg.).

O Verbo Eterno, vindo a este mundo, escolheu para Sua Mãe uma Virgem, para pai adotivo um virgem, para precursor um virgem;

E a São João Evangelista amou com predileção porque era virgem, e, por isso, confiou-lhe Sua santa Mãe, da mesma forma como entrega ao sacerdote, por causa da sua castidade, a santa Igreja e a Sua própria Pessoa.

Com toda a razão, pois, exclama o grande doutor da Igreja, Santo Atanásio (De virg.): ‘Ó santa pureza, és o templo do Espírito Santo, a vida dos Anjos e a coroa dos Santos!”.

Grande, portanto, é a excelência da castidade; mas também terrível é a guerra que a carne nos declara para no-la roubar.

A nossa carne é a arma mais poderosa que possui o demónio para nos escravizar; é, por isso, coisa muito rara sair-se ileso ou mesmo vencedor deste combate. Santo Agostinho diz (Serm. 293): “O combate pela castidade é o mais renhido de todos: ele repete-se quotidianamente, e a vitória é rara”.

“Quantos infelizes que passaram anos na solidão, exclama São Lourenço Justiniano, em orações, jejuns e mortificações, não se deixaram levar, finalmente, pela concupiscência da carne; abandonaram a vida devota da solidão e perderam, com a castidade, o próprio Deus!”

Por isso, todos os que desejam conservar a virtude da castidade devem ter suma cautela: “É impossível que te conserves casto, diz São Carlos Borromeu, se não vigiares continuamente sobre ti mesmo, pois a negligência traz consigo muito facilmente a perda da castidade”.

 
Presenteie o seu cônjuge com a castidade Imprimir e-mail

Presenteie o seu cônjuge com a castidade

 

Convido todos os rapazes e meninas, os que têm a graça de serem virgens, que se conservem assim por amor à sua família e ao seu casamento. Fazei este compromisso com o Senhor.

Nos dias de hoje, diante de todas as coisas e insinuações, realmente é difícil conservar-se virgem, mas estas pessoas têm a graça dos filhos dos santos. Conservem esta graça!

Muitos que vivem a sua sexualidade contam vantagens, mas isso pode fazer com que, aqueles que ainda são virgens, se sintam inferiores por não terem, ainda, vivido tal experiência.

Infelizmente, parece que o mundo virou as coisas de pernas para o ar. Temos a impressão que quem está correcto são os outros, o que parece ser a maioria. Mas as coisas não acontecem por maioria.

 

Puros como Sara e Tobias

 “Então Tobias encorajou a jovem com estas palavras: Levanta-te, Sara, e roguemos a Deus, hoje, amanhã e depois de amanhã. Estaremos unidos a Deus durante estas três noites. Depois da terceira noite consumaremos a nossa união; porque somos filhos dos santos, e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus”.Tb 8,4-5

Todo o livro de Tobias é fantástico para alimentar a espiritualidade do teu namoro, noivado ou casamento, mas esta frase do fim do capítulo 5 remete-nos ao paganismo, à cultura de morte que envolvem a afectividade e sexualidade hoje, especialmente na juventude.

A inversão de valores que encontramos hoje sobre a palavra “virgindade” é impressionante.

 

Rapazes e meninas que tendes a graça de ser virgens, conservai, fazei um compromisso com o Senhor de vos conservardes virgens até ao casamento.

A virgindade é uma graça! Muitos têm medo do que os outros dirão, e não sabem se está certo manter-se castos. Parece que quem está certo são os outros, os que se queimaram. Se fores a um rio, verás que ele tem mais cascalho do que ouro, parece ouro mas não é. Tu queres cascalho ou ouro?

Há muitos rapazes que se queimaram muito cedo, é francamente infeliz quem se queimou tão cedo.O mundo não entende os nossos valores! Mas é preciso no resto da vida tomar cuidado com aquela cicatriz, para que pela sensibilidade não sangre novamente.

Parabéns a quem se manteve virgem, estes estão certos! Os fracos caíram e contam vantagens…Mas, tu, não te deixes fracassar pelo apelo dos fracassados.
Para os rapazes era mais difícil, para as meninas mais fácil…hoje para as meninas também é um vexame conservar a virgindade.

Menina, não se trata de uma pele, uma membrana, física…é a tua virgindade, pureza, castidade, que Deus quer que tu dês de presente ao teu marido, aos teus filhos.

As meninas interrogam-se: será que estou certa? Tu não és menos do que as que se queimaram, tu és mais!

“Porque nós somos filhos dos santos, e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus”.Tb 8,5

Se eu choquei os que perderam a virgindade, perdão, mas é preciso dizer a verdade. Faz um voto ao Senhor de te conservar virgem até ao casamento e dar de presente ao teu cônjuge, aos teus filhos, família…não queiram queimar-se mais. Conservem-se virgens até ao casamento. Este é um compromisso para os fortes, os fracos deste mundo não são capazes disto.

O Senhor perdoa e mais ainda o Senhor cura. Por mais dolorosa que a tua história tenha sido, o Senhor é capaz de mudar o teu interior e também o teu físico. Há pessoas que se envergonham por causa das coisas de que foram vítimas, mas “todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho, eis que tudo se fez novo!

O Senhor tira toda a vergonha, sentimento de culpa, toda a acusação, ressentimento, mágoa pela pessoa (s) com quem tu te decepcionaste.
O Senhor limpa a mente, o pensamento, a fantasia, lembranças dolorosas, o corpo. O Senhor dá-vos a graça da fortaleza para vos manterdes castos, puros.
Mesmo os que se queimaram precisam de ser mais castos, mais firmes, mais puros.
Quando fazemos um voto com Deus, a graça vem por consequência!

Deus abençoe a tua luta, a vitória é certa!

 

Viver como Sara e Tobias

 A Bíblia conta que Tobit, pai de Tobias, pediu ao filho para que fizesse uma viagem a uma terra muito distante e, para isso, pediu que procurasse alguém para o acompanhar. Foi quando Deus, na sua bondade, providenciou um companheiro que, mais tarde, se iria revelar: era o próprio Arcanjo Rafael.

Foi Rafael quem conduziu Tobias até à casa de Raquel, pai de Sara, com quem Tobias se casou.
Na noite do casamento, levaram o jovem esposo aos aposentos de Sara que o esperava. Ela tinha todo o direito de se dar ao esposo que Deus mesmo havia escolhido para ela. Tobias, que se tinha conservado casto até àquele momento, levanta-se, volta-se para a esposa e diz: "Levanta-te, Sara, e roguemos a Deus, hoje, amanhã e depois de amanhã. Estaremos unidos a Deus durante estas três noites. Depois da terceira noite consumaremos a nossa união; porque somos filhos de santos e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus" (Tb 8,4-5 cf. tradução da Bíblia Ave-Maria).

Presta atenção: "Porque somos filhos de santos, e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus". Todos os rapazes e meninas que são virgens, saibam: manter-se castos é uma graça de Deus! Por amor ao seu casamento e à sua família, mantenham-se firmes! Façam um compromisso de castidade ao Senhor!

Por causa de "amigos" que contam vantagens e fazem mil insinuações, talvez sejas um daqueles que vive titubeando, sem saber o que é certo e errado. Fica a saber: é preciso querer a mesma graça de Tobias e Sara. Outros caíram e mancharam-se muito cedo. E tu não precisas de ser assim!

Quando eu era menino queimei o meu braço com água a ferver. Ainda tenho a cicatriz e tenho que tomar muito cuidado: pois qualquer queda o magoa, porque se tornou uma região muito frágil e sensível.

É incrível como o mundo e a tentação são cruéis com os homens! Muitos rapazes caíram e queimaram-se muito cedo. Sei que eles gostam de se exaltar contando aventuras! Mas francamente: infeliz de ti que te queimaste tão cedo! O certo era ter chegado virgem ao casamento! É que o mundo inverteu os valores. Mas, acredita, a verdade não se faz por maioria!

Se fosses a um rio e encontrasses lá muito cascalho e pouquíssimo ouro, em que pegarias: no cascalho ou no ouro? Claro que pegarias no ouro! Repito: a verdade não se faz pela maioria. Não é porque muitos caíram que tu precisas de cair.

O mesmo acontece com as meninas: antigamente conservavam a virgindade até ao casamento. Nos tempos atuais, infelizmente, o mundo, a televisão, as novelas têm mudado de tal maneira a cabeça das mulheres que elas acreditam, que chega a ser um vexame, conservar a virgindade.

O que está em jogo é a tua pureza!

Muitas meninas ficam com a cabeça confusa: "Será que estou certa? As minhas colegas constantemente falam na minha cabeça. Quase me empurram! Se recuso e não entro nessas aventuras, parece que sou menos que elas e sou fatalmente rejeitada..."

Não, tu não és menos: és mais! Se os rapazes "se queimam" quando têm relações antes do casamento, a "queimadura" para as mulheres é muito mais dolorosa.

Neste imenso desafio de viver pureza e castidade, é triste ver pai e mãe aconselhando os filhos a usar camisinha, porque, "afinal de contas, ninguém consegue segurar-se". É uma falsa prevenção!

Temos que voltar ao que Tobias disse a Sara: "Porque somos filhos dos santos, e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus".

Os que se queimam são vítimas! Eles não são superiores aos outros!

Assim como digo aos rapazes e meninas que conservaram a sua virgindade que façam um compromisso ao Senhor de se conservarem virgens até ao casamento, digo também àqueles que, por mil motivos, perderam a virgindade: façam, também, o mesmo compromisso com o Senhor: Daqui para frente, comprometo-me com o Senhor, a viver em perfeita castidade até ao casamento.

Assim como cuido do meu braço, que já foi queimado, para que não se queime mais, também te convido para, a partir de agora, te manteres "virgem" até ao casamento.

Seja qual for a tua história, por mais dolorosa que seja, Jesus é capaz de mudar o teu interior e o teu físico. Há muita gente com vergonha de si mesmo e até do próprio corpo por causa das situações de que já foram vítimas.

Assume o que a Palavra de Deus nos diz: "Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. O mundo antigo passou, eis que aí está uma realidade nova" (2 Cor 5,17).

Encantou-me o testemunho de uma menina que me disse: "Eu já não era virgem: já tinha tido dois filhos. Quando ouvi uma palestra sua, em que o senhor nos convidava a permanecer virgem de alma e de corpo até ao casamento, eu quis e decidi-me do fundo do coração. Mas, perguntei-me: Como se fará isto? Eu já não sou virgem... Mas, permaneci firme e pedi ao Senhor a graça da virgindade, também no meu corpo".

Casei-me. Fizemos como Sara e Tobias e na primeira relação tive a impressão de que era a minha "primeira relação". Tudo indicava que havia uma membrana oferecendo resistência e que, por fim, foi rompida. Agradeci a Deus, mas pensei que era impressão minha.

Mas aquilo não me saia da cabeça. Tive coragem e conversei abertamente com o meu esposo e ele disse que percebeu a mesma coisa, mas não teve coragem de dizer nada, porque ele tinha-se conservado "virgem" até ao casamento: aquela era a sua primeira relação. Por isso pensou que tinha sido impressão dele. Agora ele mesmo podia afirmar: uma coisa incomum havia acontecido.

Fiquei grávida. Toda a gravidez se passou como se fosse o primeiro filho. Mas isso poderia, com mais razão, ser uma impressão minha.

Tive parto normal. A parteira, toda feliz, disse: É o seu primeiro parto, não é? Eu tive que lhe dizer: Não, já é o terceiro! A parteira não se conteve: Não é possível. A sua musculatura e todas as suas reações foram de primeiro parto! Ela não entendeu. Eu mais uma vez agradeci a Deus.

Em seguida, tive um problema de retenção urinária, com muitas dores. A médica, quando examinou, disse: Mas isto só acontece como consequência de um primeiro parto! O que aconteceu consigo?

Daí não tive mais dúvida. Padre, eu não sei explicar, mas tudo indica: o meu pedido foi atendido. O Senhor fez-me virgem de alma e também de corpo!

Eu também não tinha explicação. Só pude dizer-lhe: Tudo indica: o seu pedido foi atendido!

Agradeçamos ao Senhor: Obrigado, Senhor, porque limpas a minha mente! O meu coração! Os meus pensamentos! As minhas fantasias e lembranças dolorosas!

Cobre-me com a Tua graça. Com o Teu amor. Concede-me a firmeza, a fortaleza dos santos, para que possa manter-me firme no propósito de viver a pureza e a castidade!

Obrigado, Senhor, pela graça de recomeçar! Amém!

 
Carta da esposa de um viciado em pornografia Imprimir e-mail

Carta da esposa de um viciado em pornografia: uma leitura obrigatória para todos os maridos

Esta carta foi enviada anonimamente a um sacerdote por uma das suas paroquianas

 “Caro padre,

Escrevo de forma anónima porque, se lhe dissesse quem eu sou, ficaria com vergonha de ir ao confessionário, à missa, ao lugar onde estou a ser nutrida espiritualmente, com tanta gratidão. Quero agradecer pelo sacerdote extraordinário que o senhor é e pelo grande trabalho de pastor que está a fazer por nós.

Anonimamente, nos bancos da sua igreja há mulheres que mantêm as famílias unidas lutando contra as forças destrutivas da pornografia, que seduzem maridos e filhos. Nós estamos a sofrer, envergonhadas, tolerando casamentos em vez de desfrutar deles, lidando com as nossas insuficiências e com a depressão. Pessoalmente, eu sinto que os 15 anos do meu casamento antes da minha descoberta foram uma grande mentira; que eu fui “enganada” por um marido que, por outro lado, era um fiel Cavaleiro de Colombo, envolvido com a igreja.

Nestes três anos, desde que descobri esta situação, cheguei a acreditar que um caso extraconjugal teria sido até mais fácil de tolerar, porque talvez eu pudesse competir com carne e ossos, mas não com isto: com o facto de que o prazer e a satisfação do meu marido possam vir de uma tela bidimensional. É uma coisa que me abala profundamente; a minha própria ideia de quem eu sou e do que eu valho ficou completamente destruída. O meu mundo virou de cabeça para baixo e, se não fosse pelos nossos filhos, eu já me teria separado. Aliás, muitas vezes penso no dia em que talvez eu faça isso.

Tenho a certeza de que o senhor está a ouvir estas coisas no confessionário, ditas pelos nossos maridos. O meu marido tem-se confessado frequentemente sobre este pecado, na luta com a pornografia. No começo, ele sentiu um grande alívio quando viu que eu já sabia: de alguma forma, ele achou que o meu conhecimento da situação lhe daria mais resistência contra a tentação. Mas, infelizmente, eu acho que isso só o fez enganar e esconder mais. Se isso não destruir o nosso casamento, eu temo que a minha reação acabe destruindo.

O outro lado é o lado da mulher: o nosso pecado é a profunda raiva e a incapacidade de perdoar, porque isto não acaba. Como é que vamos esperar que acabe? Alguns maridos lamentam a sua incapacidade de combater esta tentação; muitos outros nem sequer acham que isto é um problema. Só que este problema prende-os. Já ouvi outra mulher dizer que preferia que o marido usasse drogas, porque pelo menos há tratamento. Eu acredito que isto está a afectar o trabalho do meu marido e a ameaçar a segurança do emprego dele. Estou a ceder à raiva; a minha energia vai se consumindo na tentativa de manter a nossa casa livre das tentações que vêm com todas as tecnologias mais recentes; e vingo-me gastando mais. E isto não é o que Deus quer de mim. Eu repito o que Jesus disse na cruz: “Pai, perdoai-os, porque eles não sabem o que fazem”, mas também me respondo: “Só que ninguém prometeu a Jesus, no altar, que iria amá-lo e respeitá-lo todos os dias da sua vida; e o meu marido, no dia do nosso casamento, prometeu-me exatamente isso”.

Tenho filhos e temo pelo futuro deles e das suas futuras esposas. Tento ensinar-lhes a importância da pureza, o valor da sexualidade e a Teologia do Corpo, mas eles sabem das revistas e dos sites que o pai acessa e sabem que ele é um “homem bom”, que “recebe os sacramentos”: então, eu acabo por ser apenas a mãe antiquada. E sinto-me sob ataque constante e parece que este sofrimento não vai ter fim.

Gostaria que houvesse um grupo de apoio às mulheres que sofrem este drama, mas todas nós nos sentimos tão envergonhadas por não conseguir satisfazer os nossos maridos o suficiente e temos medo de tornar isto público e destruir a reputação dos nossos maridos. Por isso, nenhuma de nós frequentaria esse grupo. Nós simplesmente sofremos e morremos por dentro, sozinhas. Eu não lhe estou a dar nenhum conselho nem a pedir que o senhor padre faça alguma coisa a respeito disto tudo. Talvez o senhor possa simplesmente rezar pelas esposas da sua paróquia que tentam manter as suas famílias unidas. Obrigada pela paciência de ler este meu desabafo. Obrigada”.

 
Como deixar o vício da pornografia Imprimir e-mail

Como deixar o vício da pornografia?

Há muito quem pergunte como deixar o vício de estar na frente do computador a ver sites pornográficos. Sabemos que também há muitos filmes e revistas pornôs. Para muitos, isto já se tornou um vício, especialmente porque a Internet facilita muito esta actividade negativa.

Também muitas pessoas casadas têm também este vício. Muitas esposas já surpreenderam o esposo a ver sites pornográficos. Uma delas, apavorada, estava mesmo decidida a abandoná-lo; é claro que não deve fazer isto! Antes de tudo é preciso dizer que entregar-se ao deleite da pornografia é condenado pela moral cristã. O Catecismo da Igreja coloca-o como um dos pecados contra a castidade:

 “Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais.” (§2396)

Portanto, o cristão não se pode entregar a esta prática pecaminosa. É preciso lutar, com o auxílio da graça de Deus e da força de vontade, para combater este vício.

Mas também não desesperar diante do problema; deve ter calma, e não desanimar. O mais importante é lutar com perseverança até que se domine a situação. Jesus disse que quem perseverar até ao fim será salvo do pecado. Mesmo que se tenha uma recaída, é preciso levantar-se e retomar a luta.

O grande remédio que Jesus recomendou aos Apóstolos contra o pecado, foi “vigiar e orar” para não cair em tentação.

Duas coisas:

1. Rezar bastante! Pedir ajuda de Deus, da Virgem Maria, de São José castíssimo, dos anjos e santos. Comungar sempre que possível e pedir a Jesus eucarístico a graça dessa libertação.

Sempre que houver uma queda, confessar-se; ainda que isto se repita muito, pois a Confissão dá força para vencer o vício. Conversar com o Confessor sobre o assunto, sem medo. Ele está cansado de ouvir isto, e pode ajudar.

2. E vigiar! Isto significa fugir da ocasião de pecado; e esta é uma fuga heróica! Não abrir nenhum site pornográfico, nem a revista suja, nem o filme impuro, nem mesmo abrir o computador, se não puder se controlar diante dele. Suplicar a força de Deus, a intercessão dos santos, da Virgem Maria nessa hora.

 “Algumas vezes encontrei-me em perigo de morte, mas fui libertado pela graça de Deus.” (Eclo 34,13) É muito importante tomar a decisão de não acessar o site pornô, “por amor a Jesus” que por ti morreu na cruz. Oferece-Lhe esse “jejum de pecado” e suplica que o Seu preciosíssimo Sangue te ajude. Nosso Senhor vai gostar muito. E o mais importante: não desistir nunca! Não desanimar! E lutar… Sei que esta é uma luta de muitas pessoas.

Às vezes para ganhar uma guerra, é preciso vencer muitas batalhas, mas uma de cada vez. Uma destas batalhas a vencer é a de desintoxicar a alma do veneno do sexismo, hoje espalhado por toda a parte, especialmente na moda e nos meios de comunicação. Santo Agostinho gostava de lembrar que tudo o que invade a nossa alma entra pelas “janelas”, que são os sentidos: olhos, ouvidos, boca, mãos, nariz. Então, é preciso fechar as “janelas da alma” para que a tentação não entre por elas. Não permitas que a tua alma seja excitada sexualmente pela sujeira que entra por essas janelas. Fecha os teus olhos e os teus ouvidos a tudo que te possa excitar.

Mate o pecado na sua raiz!

A Bíblia ensina que quem abusa da ocasião, cai no pecado. E o povo diz que “a ocasião faz o ladrão”. Na verdade, “quem ama o perigo nele perecerá” (Eclo 3,27).Gostaria de dizer às esposas que surpreendem o esposo a ver filmes e sites pornográficos que não devem desesperar, mas ajudá-lo, com firmeza e carinho, a vencer o vício; e exigir a mudança para o bem dele e do casamento.

Esta tentação é muito forte para o homem e ele precisa de ser ajudado a vencer; ele precisa de ser ajudado pelo amor, pela oração da esposa. Não estou a justificar o seu erro. A esposa tem de exigir a sua mudança, mas precisa de ajudá-lo. Não é isso que deve abalar ou muito menos destruir um casamento. Juntos, marido e mulher devem conversar e vencer o problema. Será uma bela vitória de ambos, do casamento e da família!

Prof. Felipe Aquino

 
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Bem-aventurados os puros de coração

No Sermão da Montanha, Jesus Cristo fez-nos uma promessa extraordinária: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!” (Mt 5, 8).

Em tempos em que a impureza aumenta cada vez mais nos corações, é de suma importância meditarmos a sexta “Bem-aventurança”, na qual o nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo proclama: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!” (Mt 5, 8).

Muitas pessoas são o que são, agressivos, luxuriosos, gananciosos e ingratos, por que lhes foi tirado do coração a pureza e a inocência. Por isso, que bom se as crianças rezassem com frequência esta oração: Mãezinha do Céu, guarda a minha pureza e a minha inocência. Não permitas que o mal arranque do meu coração o amor que tenho por Ti e pelo Teu Filho Jesus. Abençoa os meus pais, os meus irmãos e os meus amigos. Obrigado por tudo o que eu tenho. Amém.

O que não é ser puro de coração?

Hoje em dia, os valores estão invertidos. Antes falava-se em “menina bem prendada”, que valoriza os afetos, usa roupas compostas, dotada de aptidão doméstica, provável boa dona do lar, que teria condições de cuidar dos filhos e da casa e no centro do seu coração está a família. Mas, actualmente aplaude-se a “rapariga bem transada” que valoriza as emoções, aberta a todos os assuntos, moderna, engraçada, divertida, que se preocupa com a aparência, roupas maneiras e sensuais. A sua preocupação está no exterior e no centro do seu coração estão os seus próprios interesses.

Ser puro de coração não é fazer as próprias vontades, burlar normas, preceitos divinos e ser independente das pessoas. O coração muitas vezes engana! Faz-nos pensar que os padrões morais são culturais! Como se a lei de Deus valesse apenas para uma parte do planeta. Alguém que conquista postos de liderança pode pensar que com as suas capacidades verá o “ser supremo”. Pode ser que, para esta pessoa, a “divindade” que é idolatrada não seja nosso Senhor Jesus Cristo.

Ser puro de coração não é cometer “adultério”. Não posso colocar: “Amar a Deus e ao dinheiro”, no lugar de “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças. E o segundo mandamento: Amarás o próximo como a ti mesmo” (Mc 12, 30-31). Esta alteração seria uma falsificação, para não se cumprir os preceitos já estabelecidos.

Quem disse que aparência indica pureza de coração? Jesus por acaso apreciava a hipocrisia dos fariseus que queriam exalar uma “santidade de fachada”, mas eram impuros por dentro? A ‘‘pureza exterior’’ é fácil, é possível! Deus vê não a aparência, mas o coração. Lembremos a comparação que Nosso Senhor fez com os fariseus: “Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, de cadáveres e de toda a espécie de podridão” (Mt 23, 27).

Exibicionismo e depravação não são sinónimos de pureza de coração. Se tens o costume de usar roupas sensuais, decotadas ou curtas para melhor mostrar o teu corpo, cuidado! A beleza do corpo humano é dom de Deus, mas pode ser que tenhas permitido a malícia entrar no teu coração e esteja corrompido, degenerado nos costumes, tendo pensamentos eróticos e fantasias comportamentais. Não podemos esquecer: “o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós” (1 Cor 6, 19). Deus quer fazer morada em nós. Em qual recanto da nossa humanidade damos espaço para Ele habitar?

Tu tens um coração puro?

O significado da palavra pureza vem de “puro”, sem mistura. Um vinho ou leite que foi adulterado mediante adição de água, é puro? Não sejamos presunçosos em achar que somos puros e, por isso, ter a certeza de ver a Deus. Lembremos o que disse São Luís Maria Grignion de Montfort a respeito: Os devotos presunçosos são pecadores abandonados às suas paixões, ou amantes do mundo, que, sob o belo nome de cristãos e devotos da Santíssima Virgem, escondem ou o orgulho, ou a avareza, ou a impureza, ou a embriaguez, ou a cólera, ou a blasfêmia, ou a maledicência, ou a injustiça, etc.; que dormem placidamente nos seus maus hábitos, sem se violentar muito para se corrigir, alegando que são devotos da Virgem; que prometem a si mesmos que Deus lhes perdoará, que não hão-de morrer sem confissão, e não serão condenados porque recitam o terço, jejuam, pertencem a uma confraria, etc..

Pureza lembra inocência e indica castidade, que afasta a luxúria. Uma pessoa pode viver o seu matrimónio, ter momentos sexuais com temperança e resguardar a pureza de coração. A grande questão da pureza está na intenção. O sexo é algo sagrado, necessário e lícito, para conservar a vida. Deus orienta-nos ao prazer comedido. Isto tanto vale para o alimento, como para o acto sexual. As pessoas casadas devem recorrer ao sexo, tendo intenção de propagar a espécie humana, estabelecer uma família, e obter maior intimidade.

Tu és casado? Costumas ter relações sexuais, mesmo não sendo casado, apenas buscando o prazer na relação? Há pessoas que cometem incesto. Sabes o que significa? São pessoas que mantêm relacionamentos sexuais com parentes próximos. Deus condena o incesto? O que é que a Igreja diz? No Catecismo encontramos: O incesto designa relações íntimas entre parentes ou pessoas afins, em grau que proíba entre eles o casamento. A este respeito, dizia São Paulo: ‘É preciso que, em nome Senhor Jesus… entreguemos tal homem a Satanás para a perda da sua carne…’ (1 Cor 5,1.3-5). O incesto corrompe as relações familiares e indica como que uma regressão à animalidade.

Não esqueças, pureza é sem mistura. Não há espaço para a divisão. O que pensas sobre comportamento Bissexual? Sentes atracção sexual por ambos os sexos? Para ti o que importa é o prazer? Há pessoas que chegam ao masoquismo e sentem prazer no sofrimento durante a relação afectiva e sexual!

Tu tens um coração puro? Podes desculpar-te dizendo que não tens parceiros e, para te aliviar, buscas “apenas a masturbação”. Olha lá, desde quando no momento deste acto não se buscam pensamentos de coisas que evocam obscenidade, indecência e erotismo? A masturbação faz-nos perder a pureza pois, estimular-se com pornografias é ilusão de um mundo artificial, e até podemos dizer que é egoísmo sexual!

Na epístola aos Gálatas, o Apóstolo Paulo classifica como lixo satânico os desvios da personalidade, as obras da carne: Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e coisas semelhantes. Destas coisas vos previno, como já antes vos preveni: os que as praticarem não herdarão o reino de Deus (Gl 5, 19-21).

Não adianta uma pessoa lamentar-se do distanciamento com Deus, se não for determinado a buscar a pureza. O filho pródigo disse: “Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lc 15, 21). Mas, o irmão mais velho, movido pela inveja, revelou o pecado do irmão: “este teu filho, que gastou os teus bens com as meretrizes” (Lc 15, 30). Em nome de uma suposta “liberdade”, o orgulho humano luta contra a pureza, para que não nos reconciliemos com o Pai. A nossa salvação e a nossa esperança eterna dependem de Deus e da nossa decisão de nos submeter a Ele. Só os que reconhecem que são pecadores e buscam o “não mais pecar” podem ter o coração puro. “Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para prazeres carnais. Pelo contrário, fazei-vos servos uns dos outros pela caridade, porque toda a lei se encerra num só preceito: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19,18).

O que fazer para ter um coração puro?

Deus tem um “coração” puro, a Virgem Santíssima também, inclusive os anjos e os santos. Estamos a falar de uma mesma pureza? Não, afinal as dignidades são diferentes, as missões são distintas.

Pode o homem, não pecar pela visão, mas sim pelo tacto? Um homem pode ter pureza nas mãos, mas não ter no olhar? O coração puro é o coração que não está dividido. Ter um puro coração, é ter harmonia em todos os órgãos. Os nossos sentidos, além de serem meios através dos quais reconhecemos o outro ou as coisas, eles podem também definir a nossa sentença de vida eterna ou condenação eterna, ou seja, podem determinar se veremos a Deus ou não.

Ter um coração puro, é renegar, renunciar a pensamentos provocados pela nossa carne, pelo mundo ou pelos demónios, tais como: erotismo é arte e não pornografia!

Há pessoas que são inconstantes e para não perderem “cargos e amigos”, passam a ser “Maria, vai com as outras”, pessoas cuja opinião ou ponto de vista muda com facilidade ou a todo o instante. No meio familiar, estudantil ou profissional temos que ter a mesma firmeza, o mesmo propósito, e entender que não veremos Deus se abortarmos a pureza dos nossos corações. Só há uma verdade que nos pode libertar, e esta verdade é a Palavra de Deus (cf. Jo 8, 32).

Ter um coração puro é uma meta comportamental. E assim, precisa de ser praticada. Esforça-te para ser puro! Está aberto e disponível às outras pessoas, sem violar os seus próprios preceitos e a sua crença católica. Sê livre e franco. Demonstra e expressa com sinceridade o desejo de permanecer na pureza. E se por isso alguém não quiser a sua amizade… Paciência! Acolhe este conselho: “Se o teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo todo seja lançado na geena” (Mc 5, 29).

Exercita ser acessível e compreensivo com as pessoas, e desvia-te de conflitos. Esforça-te para ser cândido, reservado, recatado e mantém-te distante de coisas que não são lícitas. Não faças o mal, sê simples, natural e espontâneo, sem pretensões. Foge de situações promíscuas. Para permanecer na pureza, é fundamental a compostura e a disciplina. A serenidade produz equilíbrio, a ponto da pessoa não mais se perturbar com facilidade. Sê honesto com as regras e tem um comportamento moralmente irrepreensível. ‘‘Os olhos são os espelhos da alma’’. Quem usa os olhos para explorar o corpo do outro com malícia, perde a pureza. Assim, coloca os teus olhos na contemplação de Deus, por exemplo, na Eucaristia, ou na meditação das Escrituras, e recebe a luz que santifica.

Os casados são chamados a uma castidade conjugal, que é um dever de todos os esposos cristãos. Nem tudo o que um casal pode fazer, convém! Satanás vai entrando nos lares, sem ser visto, através dos contraceptivos, dos abortos, das uniões instáveis, que se dizem estáveis, levando-as ao divórcio. “A pílula anticoncepcional vem do Inferno”, dizia o santo Pe. Pio: “e quem a usa, comete pecado mortal”. E acrescentava: “Para todo o bom casamento, o número dos filhos é estabelecido por Deus e não pela vontade dos esposos”. Dizia ainda mais, “quem está na estrada do divórcio, está na estrada no Inferno”. Pior é para quem cometer o crime do aborto! Que abram bem os olhos os esposos cristãos! Profanar o sacramento do Matrimónio nunca acontecerá sem sofrimento e maldições sobre as famílias. Lembrem-se bem que com Deus não se brinca!

Sim, é verdade! Todos nós somos impuros por causa da nossa natureza, corrompida pelo pecado original. Nascemos com um coração corrompido e os nossos desejos são inclinados para o mal.

Não nos podemos tornar puros por nós mesmos. Somente Deus nos pode purificar da imundície espiritual. O sangue de Jesus, derramado na cruz, tem o poder para nos lavar de toda a impureza, mas precisamos também de voltar a nossa vida à santidade, através da vivência da moral e dos bons conceitos.

O que há de melhor a fazer, para sermos conduzidos à pureza? Entregarmo-nos à Virgem Maria! A este respeito, São Luís Maria já nos dizia no seu Tratado: “Quando Maria lança as raízes numa alma, maravilhas de graça se produzem, que só ela pode produzir, pois é a única Virgem fecunda que não teve jamais, nem terá semelhante em pureza e fecundidade”.

A pureza do coração, presente na Virgem Maria

A natureza da Virgem Maria é marcada pela pureza. Nossa Senhora é afectiva. Sabia das ciladas que seriam armadas e partiu primeiro. Passou por este mundo sem nunca ter perdido o sentido da verdadeira pureza e da autêntica santidade. É gratificante verificar a ternura maternal de Maria, a sua beleza, a pureza e doçura, sem par, que atraem a muitos, qualquer que seja a sua origem cultural e religiosa!

Quando Jesus fala dos puros de coração, refere-se aos que têm um interior puro, isto é, os que têm pensamentos, sentimentos, desejos, motivos e atitudes puras e sinceras, no relacionamento com Deus e com o próximo. Esta preciosa virtude da pureza leva o homem até ao Céu, pela semelhança que ela tem com os anjos, e com o próprio Jesus Cristo.

O que significa a Assunção de Nossa Senhora? O esplendor da virgindade da Mãe de Deus fez dela a criatura mais radiosa que se pode imaginar. O dogma de fé da Virgindade Perpétua na alma e no corpo de Maria Santíssima envolve a concepção virginal de Jesus por obra do Espírito Santo, bem como sua maternidade virginal. Para resgatar o mundo, Cristo preservou o corpo e a alma de Maria de Nazaré da mancha do pecado original. Constatamos que a Virgem Santa fazia tanta questão da sua pureza, que ela não queria consentir ser Mãe de Deus antes que o anjo lhe tivesse assegurado que ela não perderia essa virtude, mas, tornando-se Mãe de Deus, ela seria ainda mais pura e mais agradável a Ele (cf. Lc 1, 35).

Na aparição de Fátima, Nossa Senhora disse que os pecados que mais mandam almas para o inferno são os pecados de impureza. Estes não são os mais graves, porém são os mais frequentes. Será que tu nunca pecaste contra a pureza? Tu és puro? Reflecte com Montfort: “Mas temos necessidade de um medianeiro junto do próprio medianeiro? Será a nossa pureza suficiente para que nos permita unir-nos directamente a ele, e por nós mesmos?”

A promessa da Bem-aventurança: ver Deus!

Uma das condições para possuir a Bem-aventurança é ter a pureza de coração. Os puros serão verdadeiramente felizes, porque eles verão Deus.

Todo o engano consiste em fazer parecer bom, aquilo que é ruim e mau, por isso o Inimigo insistiu em mostrar a Eva que o ‘‘fruto proibido’’ era bom, quando Deus disse ao homem e a mulher para deste não comer (cf. Gn 3, 1-5).

No momento em que Nosso Senhor ascendeu ao Céu, não esqueceu a sua trajectória de cumplicidade que teve com a sua Mãe. Tanto a natureza humana, como a divina, reconhecem na pessoa de Maria uma chama transbordante, aquela que mais soube cumprir a vontade de Deus, por ter a vida inteira respondido com “sim” (cf. Lc 1, 38). Mas, porventura Jesus poderosíssimo não teria primeiro estado com a sua fiel Escrava de Amor quando ressuscitou? Tu até podes dizer que isto não foi escrito, mas lê a seguir: “Nem tudo foi escrito neste Livro” (cf. Jo 21, 25).

Jesus, Luz dos Confessores, anunciava a ressurreição e este facto foi comentado e profetizado. Da mesma forma, a concepção do Salvador também era esperada, mas ninguém sabia qual seria a virgem escolhida. Na Anunciação, aquela Jovem de Nazaré teve a confirmação que seria ela a Mãe do Salvador (cf. Lc 1, 31-33), mas não divulgou a ninguém… Nem a seus pais, nem a José, que o Menino Deus já se encontrava no seu ventre. Soube guardar no seu coração este Mistério. Da mesma forma, ela sendo a primeira a ter encontrado Jesus após a ressurreição, poderia guardar este segredo que seria revelado em seguida, pois sempre acreditou que se realizaria.

Faz um exercício espiritual! Medita que Jesus, nosso Irmão, é justo. Assim sendo, Ele poderia ter aparecido antes mesmo que a Madalena, a Maria, sua Mãe! Ele teria prazer em partilhar com ela “o pisar na cabeça da Serpente” (cf. Gn 3, 15), já que através da ressurreição, a vida venceu a morte.

Se Jesus veio aliviar o nosso fardo, teria Ele a graça de livrar a sua Mãe da dor e do sofrimento decorrente da paixão, uma vez que Ele próprio a livrou e a preservou do pecado original. Sempre foram atribuídos privilégios singulares a Maria de Nazaré. Entre estes, foi ela, por inteira confiança, chamada à presença de Deus. Não é dogma de fé se ela morreu ou não, mas sim, que foi assunta ao Céu pelo poder do Altíssimo, em corpo e em alma. Ela entrou no mundo de forma sobrenatural, seria normal que saísse de forma sobrenatural. Nosso Senhor foi o melhor de todos os filhos. Jesus, Hóstia Santa que nos alimenta, é carne de sua Mãe, seu sangue é o sangue de sua Mãe. Como deixaria que a sua carne fosse corrompida pelos vermes da terra?

Se a Santíssima Trindade permitiu que vários santos não passassem pela podridão do túmulo, tornando os seus corpos incorruptos; muito mais faria pelo corpo que o revestiu na sua natureza humana. Pelos méritos alcançados e por ser Omnipotente, Cristo, Alegria dos Anjos, teria poder para fazê-la ressuscitar sem que o seu corpo passasse pela corrupção.

É preciso assimilar a importância de Maria Santíssima para a Trindade. Ela foi, no seu aniquilamento e humildade, nada menos que recebida e coroada na vida eterna, como Rainha do Céu, da Terra, de todas as Criaturas. Ou seja, ela vê, contempla e adora Deus face a face: No Céu, Maria impera aos anjos e aos bem-aventurados. Como recompensa da sua profunda humildade (cf. Lc 1, 48), deu-lhes Deus o poder e o encargo de encher de santos os tronos deixados vazios pela orgulhosa queda dos anjos apóstatas. É vontade do Altíssimo, que exalta os humildes (Lc 1, 52), que o céu, a terra e os infernos obedeçam, livre ou forçadamente, às ordens da humilde Maria. Fê-la soberana do céu e da terra, condutora dos seus exércitos, guarda dos seus tesouros, dispensadora das suas graças, obreira das suas grandes maravilhas, reparadora do género humano, medianeira dos homens, vencedora dos inimigos de Deus e fiel companheira das suas grandezas e triunfos.

O que a Mãe Santíssima pode querer para nós, seus filhos? Com certeza, que vejamos Deus nesta vida e na vida que está por vir. Agora vemos Deus pela fé, pela Palavra, pela Eucaristia, pelas obras da criação, na Providência, nos irmãos. Mas, então veremos como Ele é, face a face (1 Cor 13, 12). Que alegria, que Glória! “Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22, 20).

 
Deus pode perdoar-me se eu me masturbo? Imprimir e-mail

 

Deus pode perdoar-me se eu me masturbo?


Se existe um hábito adquirido, é preciso pedir ajuda profissional para superar

Devemo-nos reconhecer como seres sexuados. Isto implica ter necessidades biológicas muito importantes e saber que aprender a controlar-se é um processo que começa desde cedo. Algumas vezes a tentação da masturbação é muito grande, pode-se cair nela ou, com força heróica, com fé e oração, resistir. Alguns não poderão se abster por causa dos maus costumes adquiridos desde a infância, mas – atenção – isso não significa que este mau hábito nos condene e não possamos ser perdoados por Deus. Sua misericórdia é infinita e Ele vê os corações, negar Sua misericórdia seria atentar contra o Espírito Santo, o que seria o pecado mais grave que existe.
O CIC diz:
"Por masturbação deve-se entender a excitação voluntária dos órgãos genitais com a finalidade de obter um prazer venéreo. ‘Tanto o Magistério da Igreja, de acordo com uma tradição constante, como o sentido moral dos fiéis, têm afirmado, sem nenhuma dúvida, que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado’. ‘O uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade, seja qual for o motivo determinante’. Assim, o gozo sexual é procurado aqui à margem da ‘relação sexual exigida pela ordem moral; aquela relação que realiza o sentido íntegro da mútua entrega e da procriação humana no contexto de um amor verdadeiro’ (CDF, decl. “Pessoa humana” 9).
Para emitir um julgamento justo sobre a responsabilidade moral dos sujeitos e para orientar a acção pastoral, é preciso levar em conta a imaturidade afectiva, a força dos costumes adquiridos, o estado de angústia ou outros factores psíquicos ou sociais que reduzem, e até mesmo anulam, a culpabilidade moral" (nº 2352).

É importante tomar em consideração tudo isto, há factores que fazem com que a gravidade diminua ou desapareça, mas não devemos ficar nisso. Se se sabe que existe um hábito adquirido é preciso pedir ajuda profissional para superá-lo, mas isso não significa que estejamos tão afastados de Deus que Ele não nos possa perdoar. É preciso ter cuidado com o acto de duvidar da misericórdia divina, e de negar Sua compreensão e perdão, este seria um pecado muito grave, pois a Sua misericórdia é infinita. Devemos utilizar todos os meios ao nosso alcance para superar estas deficiências que nos podem levar a uma dependência do prazer através da masturbação.
Artigo extraído da Associacion de Laicos por la Madurez Afectiva e Sexualidad

 

  

Por que é que a masturbação é pecado?

 

A masturbação é um ato gravemente desordenado

Um assunto polémico devido à proliferação da promiscuidade, que vem através de todos os meios de comunicação incentivando os jovens e o povo em geral. Hoje tudo passa a ser normal, sem culpabilidade nenhuma e a perda da noção de pecado. Por outro lado, médicos e psicólogos – sem conhecimento de causa – dizem que é normal a prática da masturbação, sem sequer pensar nos danos morais, psicológicos causados na vida das pessoas.

Por masturbação se deve entender a excitação voluntária dos órgãos genitais a fim de conseguir um prazer venéreo. "Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmaram, sem hesitação, que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado". Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade. Aí o prazer sexual é buscado fora da "relação sexual exigida pela ordem moral, que realiza, no contexto de um amor verdadeiro, o sentido integral da doação mútua e da procriação humana. Para formar um justo juízo sobre a responsabilidade moral dos sujeitos e orientar a acção pastoral, dever-se-á levar em conta a imaturidade afectiva, a força dos hábitos contraídos, o estado de angústia ou outros factores psíquicos ou sociais que minoram ou deixam mesmo extremamente atenuada a culpabilidade moral” (Catecismo da Igreja Católica - CIC 2352).

Não podemos fechar os olhos que a masturbação muitas vezes pode causar danos psicológicos, patológicos ou de compulsão sexual. Levando a quem a pratica a fechar-se em si mesmo como fuga. Podendo assim usar esse meio como válvula de escape para fugir dos problemas e das tensões. Muitas vezes, os relacionamentos afectivos mal resolvidos podem levar à prática da masturbação pela falta de amor de pai, mãe, abusos sexuais, fobias, etc.. Isso quer dizer que em muitos casos é necessária a ajuda psicológica para que se consiga abandonar esse vício.

Os próprios psicólogos não deixam de apontar os perigos inerentes à masturbação, os quais se manifestam com relativa facilidade quando esta se converte em um hábito adquirido. O risco de permanecer em um estágio narcisista, com a excessiva genitalização do sexo, – com sua utilização como uma droga para escapar a outros compromissos ou convertê-lo em analgésico para encobrir outros problemas – essas são as consequências apontadas com maior frequência por esses profissionais, mesmo quando ela não se apresenta como sintoma de um desajuste mais profundo (fonte: www.cleofas.com.br).

Rapazes e moças, e pessoas de outras faixas etárias também, iniciam “ uma prática masturbatória, como tentativa de explorar o próprio corpo e suas reacções, ou então, para reagir a uma certa tensão, ou como fechamento auto-suficiente dentro de si, diante do esforço de algumas relações, ou como busca de gratificação, ou como tentativa de reagir a um insucesso, ou como expressão do seu poder sobre o próprio corpo. Como vemos, podem ser, e são realmente, muitas as motivações do gesto masturbatório, e nem mesmo tão ligadas à busca do prazer genital-sexual. Aliás, o ato é, muitas vezes, seguido de uma sensação desagradável e sofrida, e certamente não resolve nenhum problema. Não obstante isso, tal gesto pode tornar-se hábito e resistir muito à tentativa da pessoa de se libertar dele. Ao contrário, instaura-se nela uma tendência a se fechar em si mesma e a não buscar soluções mais adultas para os problemas dos quais nasce o impulso... Finalmente, não existe masturbação apenas física, mas também a intelectual e moral, ou até mesmo religiosa, como expressão de uma atitude egocêntrica ou narcisista, substancialmente, com um eu que gira perdidamente em torno de si mesmo, sem nunca se encontrar, porque a identidade nasce da relação e a positividade do eu vem do amor recebido” (Amadeo Cencini – “Quando a carne é fraca”).

“Orientações educativas para se vencer a masturbação segundo a Congregação para a Educação Católica:

É finalidade de uma autêntica educação sexual favorecer um progresso contínuo no domínio dos impulsos; para se abrir, no tempo oportuno, a um amor verdadeiro e oblativo. Um problema particularmente complexo e delicado que se pode apresentar, é o da masturbação e das suas repercussões no crescimento integral da pessoa.

A masturbação, conforme a doutrina católica constitui, uma grave desordem moral, principalmente porque é uso da faculdade sexual numa maneira que contradiz essencialmente a sua finalidade, não estando ao serviço do amor e da vida conforme o plano de Deus.

Um educador e conselheiro perspicaz deve esforçar-se por individuar as causas do desvio, para ajudar o adolescente a superar a imaturidade que está por baixo deste hábito. Do ponto de vista educativo, é preciso lembrar que a masturbação e outras formas de auto-erotismo, são sintomas de problemas muito mais profundos, os quais provocam uma tensão sexual que o sujeito procura superar recorrendo a tal comportamento.

Este fato exige também a necessidade de que a acção pedagógica seja orientada mais para as causas do que para a repressão directa do fenómeno. Mesmo tendo em consideração a gravidade objectiva da masturbação, use-se da cautela necessária na apreciação da responsabilidade subjectiva. Para ajudar o adolescente a sentir-se acolhido numa comunhão de caridade e arrancado da cela do próprio eu, o educador «deverá tirar todo o drama do fato da masturbação e não diminuir a sua estima e benevolência para com o sujeito»; deverá ajudá-lo a integrar-se socialmente, abrir-se e interessar-se pelos outros, para poder libertar-se desta forma de auto-erotismo, encaminhando-se para o amor oblativo, próprio de uma afectividade madura; ao mesmo tempo o estimulará a recorrer aos meios indicados pela ascese cristã, como sendo a oração e os sacramentos e a empenhar-se nas obras de justiça e de caridade” (98,99 e 100).

 

Masturbação - Encontra a saída para este vício tão comum

 

A grande luta do jovem cristão é contra o vício da masturbação. A sua prática é bastante comum entre os rapazes e raparigas, que é um dos principais problemas enfrentados por eles.
Antes de tudo a masturbação não é indício de distúrbio de personalidade ou de problema mental. É um problema muito antigo na humanidade. O "Livro dos Mortos", dos egípcios, já a condenava por volta do ano 1550 antes de Cristo. Também de acordo com o Código Moral dos antigos judeus era considerado pecado grave.
Há homens casados q continuavam a masturbar-se, embora tenham uma vida sexual regular com a esposa. Isto mostra q o vício da juventude continuou, e prejudica o casamento.
Embora as aulas de "educação sexual", muitas vezes, ensinem que a masturbação é normal, e até necessária, na verdade, é contra a natureza e contra a lei de Deus. Infelizmente, nessas aulas e cartilhas sobre o assunto, os alunos são aconselhados a não terem sentimentos de culpa, angústia ou ansiedade, e ensinam que não é prejudicial à saúde. Isso não é verdade, pois
muitos médicos afirmam que ela é prejudicial ao jovem tanto fisicamente como psicologicamente
.
A Igreja ensina que esta prática é um acto desordenado. Embora defendida por muitos como "algo normal", ela ensina que não: "Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmam sem hesitação que a masturbação é um acto intrínseco e gravemente desordenado. Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade" (CIC, §2352).
Para lutar contra a masturbação é preciso se tomar várias atitudes:
1 - Tem calma diante do problema.
Tu não és nenhum desequilibrado sexual, nem impuro e nem uma prostituta em potência. Assim
como não és uma aberração porque te masturbas. Enfrenta o problema com calma e com fé.
2 - Corta todos os estimulantes do vício.
Deita fora todas as revistas pornográficas, livros e filmes eróticos que costumavas ver. E não fiques a olhar para o corpo das raparigas ou dos rapazes, alimentando a tua mente com desejos eróticos. Deixa de assistir aos programas de TV que, cada vez mais, metem "pólvora" no teu sangue. A TV é, hoje, um dos piores venenos para o jovem que luta contra a masturbação. E foge dos "sites" eróticos da Internet.
3 - Faz um bom uso das tuas horas de folga.
Aproveita o tempo para ler um bom livro, praticar desporto, sair com os amigos, caminhar, etc. Não fiques sem fazer nada, especialmente na cama, pois "mente vazia é oficina do diabo".
4 - Não desanimes nem se desesperes nunca.
Lute diariamente contra a masturbação, mas se caíres, levante-se imediatamente, peça perdão a Deus de imediato, e retoma o propósito de não pecar. Não fiques a pisar na tua alma e se condenando. Diz: "Está bem, eu errei, eu caí, aceito a minha queda humildemente, porque sou fraco; vou conseguir com a ajuda de Deus superar isto. Vou continuar a lutar até me libertar definitivamente, mesmo que eu caia um milhão de vezes: não desistirei e não me desesperarei."
Deus ama a nossa luta contra o pecado; a nossa vitória diante dele é mais a nossa perseverança na luta do que propriamente a vitória completa
. Confessa-te; sempre que caíres não tenhas receio, o sacerdote te compreenderá, pois está cansado de ouvir isso.
5 - Alimente a sua alma com a oração
, a Palavra de Deus e os Sacramentos da Igreja.
Há um ditado que diz: "A mosca não assenta em prato quente". Se mantiveres a tua alma aquecida com o calor do Espírito Santo, as "moscas" da tentação não vão perturbar-te. Mas se o prato esfriar... Após uma queda no campo sexual, é claro que faltou "vigilância e oração" para não pecares. Muitas vezes, abusamos da nossa fraqueza e expomo-nos diante do perigo... e caímos.
Há um outro provérbio que diz: "A ocasião faz o ladrão", ou ainda: "Quem ama o perigo nele perecerá". Na verdade, teremos de pedir mais perdão a Deus porque não vigiamos e não oramos, do que por ter caído no pecado propriamente. E lembra-te: a luta é mais importante do que a vitória.

 

Masturbação: como enfrentar este problema

 

É grande a luta do jovem cristão contra o vício da masturbação.

A sua prática é bastante comum entre os rapazes e as moças; é um dos principais problemas enfrentados pelos jovens cristãos.

Saiba antes de tudo que a masturbação não é indício de distúrbio de personalidade ou de problema mental. É um problema muito antigo na humanidade; já o “Livro dos Mortos”, dos egípcios, a condenava por volta do ano 1550 antes de Cristo. Pelo código moral dos antigos judeus era considerado pecado grave.

Encontrei homens casados que continuavam a se masturbar, embora tivessem uma vida sexual regular com a esposa. Isso mostra que o vício da juventude continuou e prejudica o casamento.

Embora as aulas de “educação sexual”, muitas vezes, ensinem que essa prática é normal, e até necessária, na verdade, é contra a natureza e contra a lei de Deus. Infelizmente, nessas aulas e cartilhas sobre o assunto, os alunos são aconselhados a não terem sentimentos de culpa, angústia ou ansiedade ao fazê-lo, e ensinam que não é prejudicial à saúde. Isto não é verdade; muitos médicos afirmam que ela é prejudicial ao jovem tanto física como psicologicamente.

A Igreja ensina que é um acto desordenado. Embora defendida por muitos como “algo normal”, a Igreja ensina que não: “Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmam sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseco e gravemente desordenado”. “Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade” (Catecismo da Igreja Católica §2352).

Então, o jovem e a jovem, cristãos, devem lutar contra a masturbação, com calma, sem desespero e sem desânimo, sabendo que vão vencer esta luta com Deus, na hora certa. Para isso, algumas atitudes são importantes:

1 - Tenha calma diante do problema. Você não é nenhum desequilibrado sexual, nem impuro. Você não é uma aberração porque se masturba. Enfrente o problema com calma e com fé.

2 - Corte todos os estimulantes do vício. Jogue fora todas as revistas pornográficas, livros e filmes eróticos que você costumava ver. E não fique olhando para o corpo das moças ou dos rapazes alimentando a sua mente com desejos eróticos. Deixe de assistir aqueles programas de TV que cada vez mais jogam pólvora no seu sangue. A TV é hoje um dos piores venenos para o jovem que luta contra a masturbação. E fuja dos “sites” eróticos da Internet.

3 - Faça um bom uso de suas horas de folga. Aproveite o tempo para ler um bom livro, praticar desporto, sair com os amigos, caminhar, etc.. Não fique sem fazer nada, especialmente na cama, pois “mente vazia é oficina do diabo”.

4 - Não desanime nem se desespere. Luta diariamente contra a masturbação, mas se você cair, levante-se imediatamente, peça perdão a Deus de imediato e retome o propósito de não pecar. Não fique calcando na sua alma e condenando-se.

Diga: “Está bem, eu errei, eu caí, aceito a minha queda humildemente, porque sou fraco; vou conseguir com a ajuda de Deus superar isso. Vou continuar lutando até me libertar definitivamente, mesmo que eu caia um milhão de vezes; não desistirei e não me desesperarei.”

Deus ama, jovem, a nossa luta contra o pecado; a nossa vitória diante dele, é mais a nossa perseverança na luta do que propriamente a vitória completa. Confesse-se com o sacerdote; sempre que cair, não tenha receio, ele o compreenderá; está cansado de ouvir isso.

5 - Alimente a sua alma com a oração, a Palavra de Deus e os sacramentos da Igreja. Há um ditado que diz: “Mosca não assenta em prato quente”. Se você mantiver a sua alma aquecida com o calor do Espírito Santo, as moscas da tentação não o perturbarão. Mas se o prato esfriar... Após uma queda no campo do sexo, sempre fica claro que faltou “vigilância e oração” para não pecar. Muitas vezes, abusamos da nossa fraqueza e nos expomos diante do perigo... e caímos.

Há um outro provérbio que diz: “A ocasião faz o ladrão”, ou ainda: “Quem ama o perigo nele perecerá”. Na verdade, teremos de pedir mais perdão a Deus porque não vigiamos e não oramos do que por ter caído no pecado propriamente. E lembre-se: a luta é mais importante do que a vitória. Sobretudo, lute contra esse pecado por amor a Jesus que morreu por nós na Cruz; ofereça a Ele essa luta dura; peça a Sua graça e não deixe de se consagrar todos os dias a Nossa Senhora.  Felipe Aquino

 

A luta contra o vício da masturbação

 

Cinco atitudes importantes nesta luta

 

É grande a luta do jovem cristão contra o vício da masturbação.
A sua prática é bastante comum entre os rapazes e as moças; é um dos principais problemas enfrentados pelos jovens cristãos.
Sabe, antes de tudo, que a masturbação não é indício de distúrbio de personalidade ou de problema mental. É um problema muito antigo na humanidade.

Já o “Livro dos Mortos”, dos egípcios, condenava a masturbação por volta do ano 1550 antes de Cristo. Pelo código moral dos antigos judeus, era considerado pecado grave.
Conheço homens casados que continuam a masturbar-se, embora tenham uma vida sexual regular com a esposa. Isto mostra que o vício da juventude continuou e prejudica o casamento.

Embora as aulas de “educação sexual”, muitas vezes, ensinem que a masturbação é normal, e até necessária, na verdade são contra a natureza e a lei de Deus. Infelizmente, nestas aulas e manuais sobre o assunto, os alunos são aconselhados a não terem sentimentos de culpa, angústia ou ansiedade, e ensinam que não é prejudicial à saúde.

Isto não é verdade! Muitos médicos afirmam que ela é prejudicial ao jovem tanto fisicamente como psicologicamente.
A Igreja ensina que é um acto desordenado.
Embora defendida por muitos como “algo normal”, a Igreja ensina que não:
“Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmam, sem hesitação, que a masturbação é um acto intrínseco e gravemente desordenado”. “Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz a sua finalidade”
(Catecismo, §2352).

Para lutar contra a masturbação são necessárias várias atitudes:
1. Tem calma diante do problema.
Tu não és nenhum desequilibrado sexual, nem impuro ou uma prostituta em potencial. Tu não és uma aberração, porque te masturba.
2. Corta todos os estimulantes do vício.
Deita fora todas as revistas pornográficas, livros e filmes eróticos que costumavas ver. E não fiques a olhar para o corpo das moças ou dos rapazes, alimentando a tua mente com desejos eróticos.
Deixa de assistir aos programas de TV que, cada vez mais, deitam pólvora no teu sangue. A TV é hoje um dos piores venenos para o jovem que luta contra a masturbação. E foge dos “sites” eróticos da internet.
3. Faz um bom uso das tuas horas de folga.
Aproveita o tempo para ler um bom livro, praticar desporto, sair com os amigos, caminhar, etc. Não fiques sem fazer nada, especialmente na cama, pois “mente vazia é oficina do diabo”.
4. Não desanimes nem desesperes nunca.
Luta, diariamente, contra a masturbação, mas, se caíres, levanta-te imediatamente, pede perdão a Deus, de imediato, e retoma o propósito de não pecar. Não pises a tua alma e nem condenando-te.
Diz: “Está bem, errei, caí. Aceito a minha queda humildemente, porque sou fraco; vou conseguir com a ajuda de Deus superar isto. Vou continuar a lutar até me libertar definitivamente, mesmo que eu caia um milhão de vezes; não desistirei e não me desesperarei.”
Deus ama a nossa luta contra o pecado; a nossa vitória diante dele é mais a nossa perseverança na luta do que propriamente a vitória completa.
5. Alimenta a alma com a oração, a Palavra de Deus e os sacramentos da Igreja.

Há um ditado que diz: “Mosca não assenta em prato quente”.
Se mantiveres a tua alma aquecida com o calor do Espírito Santo, as moscas da tentação não o perturbarão. Mas se o prato esfriar...
Após uma queda no campo do sexo, sempre fica claro que faltou vigilância e oração para não pecar. Muitas vezes, abusamos da nossa fraqueza, expomo-nos diante do perigo e caímos.
Há outro provérbio que diz: “A ocasião faz o ladrão”; ou ainda: “Quem ama o perigo nele perecerá”.
Na verdade, teremos de pedir mais perdão a Deus, porque não vigiamos e não oramos, do que por ter caído no pecado propriamente.


O transatlântico e as gaivotas.
Um grande transatlântico deixava, um dia, o porto de partida e, como todos os outros navios, era escoltado por uma nuvem de gaivotas prateadas. Depois de meia hora, o tempo ficou ameaçador e um vento violento soprava ondas imensas. Esboçava-se no céu uma tempestade tremenda. O possante navio, mesmo com os seus potentes motores, seguia com dificuldade.
- Pobres avezinhas – dizia um viajante que olhava para as gaivotas.
- Como podeis vós, com as vossas asas fracas, lutar contra este tufão?
De repente, este homem, que tão compadecido estava das aves, ficou atónito. É que as pequeninas gaivotas, estendendo as asas que Deus lhes deu, abandonaram o navio na tempestade e passaram a voar numa região mais alta e serena no céu, onde havia bonança.


No mar, o grande transatlântico, continuava a gemer.
Pelas asas poderosas da oração e da graça de Deus o homem eleva-se acima das tempestades da vida e pode voar placidamente acima das paixões deste mundo.

 

 
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CASTIDADE? 

 

 

 Será que ainda tem sentido falar em castidade hoje? Não é coisa do passado, num tempo em que o sexo parece que se tornou tão necessário e, ao mesmo tempo, tão banal?

O que a castidade não é... Para começar, a castidade pode até incluir uma renúncia ao casamento, mas nem sempre. E, com toda a certeza, não é uma renúncia à sexualidade. Deus fez-nos homens e mulheres e nós somo-lo sempre e em tudo, sem a menor possibilidade de renúncia. Aliás, sem a menor necessidade de renunciarmos a nada disto.

Castidade não é ter uma visão negativa do sexo, muito pelo contrário. Como, por uma questão de preguiça mental, muitas vezes a gente prefere prender-se a fórmulas, já houve tempo em que muitas pessoas pensaram que viver a castidade consistia em se trancar num convento atrás das grades, usando roupas medievais que escondiam até o pescoço.

A virgindade corporal já foi divinizada como um tabu, isto é, como uma lei que toda a gente tem que cumprir mesmo sem saber porque ela existe. Porque se atribuía tudo isto à vontade de Deus. Já houve tempo, fora do mundo cristão, afirmou-se que o corpo só pode ter sido criado por um deus do mal. No mundo cristão, muitas vezes preferiram falar na acção do demónio.

O que a castidade é... A castidade é uma visão muito mais rica e aberta da sexualidade: é uma visão positiva do amor, que valoriza o corpo e o sexo. Aliás, mais do que isto, é uma visão criativa e libertadora da afectividade. E queremos mostrar que isto não é nenhuma novidade, pelo menos ara os que sempre souberam ler com a mente aberta a Palavra de Deus que está na Bíblia e que foi vivida, continua a ser vivida, por todas as pessoas que se abriram ao Deus do Amor. Viver a castidade é viver, pessoalmente como Igreja, a aventura do amor de Deus.

 

Uma nova proposta. Agora há uma nova maneira de falar sobre o amor, sobre a liberdade, sobre o uso do corpo, sobre as nossas amizades e relacionamentos. S. Francisco e S. Clara de Assis traduziram para a linguagem do século XIII a plenitude de vida que Jesus Cristo veio trazer ao mundo 2.000 anos atrás.

A proposta cristã foi renovada de uma maneira muito bonita pelo Concílio Vaticano II que, nos anos 60 do século XX começou por lembrar que nós todos somos um Povo amado por Deus e que caminha para Deus. E deixou claro que caminhar para Deus é caminhar para o Amor, porque, como lembrou S. João na sua primeira Carta, "Deus é Amor". Na visão do Vaticano II, um Povo q caminha para o Amor, está a aprender a amar, porque, na vida eterna, é isto que nós vamos fazer: Amar a Deus, amar a todas as pessoas, ser amados por Deus, ser amados por todas as pessoas. Foi dentro desta visão que o Concílio também renovou a sua maneira de entender as pessoas que vivem em castidade por voto.

Fazer um voto é comprometer-se a dar um presente a Deus, e dar um presente com imenso amor. E este presente não é a renúncia ao amor mas sim o testemunho do amor eterno.

Comprometer-se com a castidade, na proposta da Igreja do século XXI é ser, no meio do seu Povo, uma pessoa, ou um grupo de pessoas que provam, pelo seu exemplo e pela sua alegria, que o amor da eternidade existe mesmo. E já existe, para quem vive a Castidade.

 

Livres para amar - Por isso, castidade é liberdade para amar. Uma liberdade sem limites para um Amor sem limites. Todos sonhamos com a liberdade para amar, mas muito poucos conseguem vivê-la de facto.

Francisco e Clara de Assis quiseram viver com simplicidade o Evangelho. Aprenderam, e muita gente já aprendeu com eles, como é que nós podemos acompanhar Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, cantando o hino da imortalidade.

Educar-se para a castidade é possível...

A. “Deus criou o homem à sua imagem; à sua imagem o criou; homem e mulher os criou”. (Gn 1,27)
B. “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes os vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: este é o vosso culto espiritual”. (Rm12,1)
C. “O corpo não é para a devassidão, ele é para o Senhor e o Senhor é para o corpo”. (I Cor 6,13)
HOMEM E MULHER OS CRIOU:

Na Bíblia, o corpo do homem e o da mulher são criados à imagem e semelhança de Deus, também enquanto macho e fêmea. Isto é fundamental para entender o que é o corpo e como se torna ele mesmo.

“Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18.21-23). Quando o homem acorda, tem um grito de alegria e maravilha pela alteridade da mulher. O homem exulta na superação da solidão, na descoberta do outro.

O meu corpo tem uma palavra precisa inscrita em si: esta palavra é o outro. O corpo torna-se ele mesmo diante do outro, pondo-se em relação. Se eu quiser possuir o outro, não será mais “outro”, e eu permanecerei só, sem nenhum “outro”.

IMPLICAÇÕES DESTA VERDADE BÍBLICA:

“O outro diz o Outro”: A palavra inscrita no corpo fala de Deus, do santo, o “Outro”. Santo, significa “diverso”: Lv 11,44 e I Cor 6, 13.16. O meu corpo é chamado a ser templo de Deus, de um modo diverso, próprio de Deus.

“O selo de Deus”: O Homem e a Mulher são chamados a ser imagem e semelhança de Deus, a exprimir na alteridade sexual o vulto de Deus que é amor, colocando-se em relação de simpatia, comunhão e fecundidade. O corpo humano tem o selo de Deus, pelo que será chamado a viver um amor que não se fecha em si mesmo. É o amor divino que permite ao nosso corpo existir. O sexo contém uma palavra sublime de amor, que realiza a pessoa à imagem de Deus, cuja santidade é o amor. Uma sexualidade que não redescobre a palavra do corpo reduz o corpo à insensatez, desonrando-o e desprezando-o, esvaziando-o do seu significado.
“Sexualidade e liberdade”: A sexualidade é uma energia à disposição de cada um, mas depende de mim o seu uso. O corpo humano é uma conexão entre a liberdade e a necessidade, vai além do instinto. A liberdade do cristão é viver o corpo com a capacidade de servir-se dele para amar. Não é fazer o que agrada ou somente o que eu devo, mas fazer o que agrada a Deus, pois me alegra agradar a quem me ama e eu amo. A beleza e a harmonia da sexualidade vêm a ser aprendidos, para serem dirigidas com liberdade, segundo a inspiração do Senhor.
“O Corpo como limite”: A sexualidade é o limite que remete à outra pessoa, diversa de mim. É o lugar mais evidente para ser contra ou a favor do outro. O exercício da sexualidade diz respeito à outra pessoa. Cada um, masculino ou feminino, conhece a si mesmo através de uma reflexão sobre si mesmo. Mas há aspectos que só são conhecidos do homem pela mulher e vice-versa.

 “Complementaridade, não diferença”: Diferença significa um relacionamento desigual, onde um é maior ou menor do que o outro. Também a ideia de diversidade é insuficiente, pois sublinha características estranhas entre as pessoas. É melhor falar de integração ou complementaridade, que faz alegrar-se com o bem que o outro tem e se transforma justamente em princípio de comunhão no dom, no acolhimento e no serviço recíproco, impregnando de humildade, respeito, fidelidade e reverência o amor.

 “O homem transforma-se naquilo que ama”: Deus torna-se a vida do ser humano (Dt 6,4). O relacionamento entre homem e mulher é figura do relacionamento com Deus. O ser humano é feito para amar a Deus de modo absoluto, como sua única referência em sentido pleno.

O amor do homem e da mulher é um eco do amor de Deus, que o levou a unir-se ao ser humano, para ser com ele, em Jesus, uma só carne. Pode-se dizer também, reciprocamente: “Quem se une ao Senhor, forma com ele um só espírito” (I Cor 6,17).

 “Sexualidade e responsabilidade”: Quando a Igreja fala de sexualidade, fala sobre a sabedoria comum dos povos à luz do Evangelho, que compreende que sem restrições não haverá um sentido verdadeiro de alegria. A intenção da Igreja é educativa!

 

A. A regra clássica: A satisfação consequente da união amorosa das suas pessoas tem verdadeiro significado humano quando há fidelidade recíproca e abertura à fecundidade; tudo o que não entra nesta regra carece de sentido pleno;

B. O sentido do pecado vem quando há um gesto livre que perturba de modo grave o equilíbrio interior e relacional da sexualidade bem ordenada e o relacionamento de submissão ao desígnio de Deus para a felicidade humana.

C. Muito do que se desvia da regra fundamental é devido a uma sexualidade preguiçosa e desordenada. Ocorre um caminho de clareza e vitória sobre si mesmo. O conselho de uma pessoa madura e o sacramento da reconciliação serão sempre uma grande ajuda.
“O consumismo do sexo”: A sexualidade não pode ser degradada a coisa ou ídolo, ou imagem. Como a nossa cultura é de imagens e não do espírito, ela não consegue perceber a dimensão mais profunda e mais verdadeira do corpo.

 

A CASTIDADE: João Paulo II: “A castidade é a atitude transparente no relacionamento com a pessoa de outro sexo”. A castidade é ordem, equilíbrio, domínio, harmonia.

A castidade é bonita porque reconhece o senhorio de Jesus Cristo sobre o corpo (I Cor 6,13), faz viver no corpo a liberdade do Espírito com os frutos elencados por S. Paulo na Carta aos Gálatas (5,22): amor, alegria, paz, paciência, bondade, benevolência, fé, mansidão e domínio de si.

A Castidade tem significado e concretização diversa de acordo com os estados de vida.

Na adolescência e na juventude são postas as bases para o desenvolvimento da pessoa e acontece a formação da coerência e domínio de si que se reflectirá de modo benéfico em todas as fases da existência.
Educar-se para a castidade: não basta a razão! É necessária intuição espiritual que ajude a acolher as exigências decorrentes do facto de que o nosso corpo é do Senhor. Isto exige humildade, perseverança, oração.                          

 

Educação para a castidade:
- Castidade como superação de mentalidade de posse e de consumo, onde o prazer é mais um produto.

- Aprender a amar não é iniciar-se nas técnicas do acto sexual, mas a sair de si. Sem esta formação é quase impossível nascer uma vocação evangélica. Um jovem casto é capaz de dizer sim ao Senhor! Educar-se para a castidade é possível para quem busca o desígnio de Deus, quem se apaixonou pela sua vontade!

 
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A castidade ensina-nos a amar

O namoro atravessa, no decorrer dos anos, um caminho obscurecido pelo surgimento e fortalecimento de novos costumes. Atualmente, aceita-se um relacionamento mais liberal, no qual o casal se pode aprofundar na intimidade física e experimentá-la ainda antes do casamento. No entanto, temos outra opção: a castidade. Esta é a luz que o Senhor nos deu para controlar a nossa inclinação aos prazeres carnais. Tal virtude moral é capaz de proporcionar um relacionamento saudável, íntegro e, portanto, dentro daquilo que Deus deseja para nós. Portanto, há diversas razões para cultivar a castidade.

A abstinência sexual permite que o casal se concentre no conhecimento mútuo, em partilhar alegrias e tristezas, pontos de vista e experiências. Assim, são criados laços de amizade e, por consequência, o diálogo.

Não conhecer o outro profundamente pode levar ao desencantamento, ao desinteresse e até à procura de pessoas que possam trazer maior satisfação. Além disso, a busca pelo ato sexual, ou simplesmente por carícias, pode ofuscar gradativamente outras formas de comunicação entre os namorados, inviabilizando o desenvolvimento da relação.

Um aspecto afirmado por alguns jovens é o de que as relações sexuais podem prolongar um relacionamento que se tornou indesejável ao longo do tempo. A castidade facilita o rompimento de um vínculo afetivo, pois não houve demasiada intimidade física.

O facto de ser casto evita confusões, sentimentos de culpa e estresse, além do arrependimento por ter feito algo que não deveria.

Muitos são e/ou serão zombados por causa desta escolha difícil. Poderão ser caracterizados como frouxos, frágeis; no entanto, como Felipe Aquino escreveu no seu livro ‘Namoro’, “a grandeza de um homem não se mede pelo poder que possui de dominar os outros, mas pela capacidade de se dominar a si mesmo”.

Mahatma Ghandi, um célebre indiano, dizia: “A castidade não é uma cultura de estufa. Ela é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária”.

“A abstinência sexual permite que o casal se concentre no conhecimento mútuo” Thiago Thomaz

Um ponto crucial do namoro é aprender a amar. Mas como uma pessoa pode amar se não tem posse de si mesma? Por isso, o domínio de si é fundamental para alguém ser capaz de doar-se aos outros. A castidade, portanto, não é uma privação, é uma doação,  uma expressão nobre do amor. Para praticá-la, “vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Logicamente, é necessário evitar também situações oportunas, além de frequentar a comunhão e a confissão.

A Igreja Católica deixa clara a sua posição sobre o sexo antes do casamento: este ato é o instrumento da expressão do amor conjugal e da procriação. Portanto, somos convidados a viver a castidade. Somos livres, porque podemos fazer a melhor escolha.

Reflecte e opta por aquilo que desejas para a tua vida!

 
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A castidade
“Sede Santos, porque eu, o vosso Deus, sou santo...”


É originalmente, a pureza meramente, ritual, externa. Nas concepções primitivas, a castidade dá-se quando uma pessoa está livre de toda a impureza. Neste sentido, a castidade aparece como sinónimo de pureza. Esta inclusive é a concepção que se pode tirar da Sagrada Escritura, tanto do Antigo Testamento como do Novo Testamento (cf. 2Cor 11,2; Fl 4,8; 1Tm 4,12).
Os seres humanos, chamados à vida pelo amor e pela bondade de Deus, que nos amou primeiro, são também vocacionados à santidade, porque o Senhor diz: “Sede Santos, porque eu, o vosso Deus, sou santo” (Lv 19,2). E inscreve no coração do homem (e da mulher) o desejo de Deus (cf. Sl 62/63, 2-3) e, assim, a capacidade e a responsabilidade do amor e da comunhão, com o próprio Deus e com o semelhante. Por isso disse que não era bom o homem ficar sozinho (cf. Gn 2, 18). Deus fez-nos homem e mulher (cf. Gn 1,27), seres sexuados, possibilitando-nos reconhecer e aceitar a nossa identidade sexual.
A sexualidade humana influi em todos os aspectos da pessoa, que é uma unidade de corpo e de alma. De modo particular, diz respeito à afectividade, à capacidade de amar e de procriar. O mais bonito da sexualidade humana é a aptidão de criar vínculo de comunhão com os outros. A sexualidade humana, envolvendo diferentes, possibilita a complementaridade física, moral e espiritual.
Por isso, na vivência da sua sexualidade o homem (e a mulher) é chamado a viver a castidade como a integração correta de sexualidade na pessoa. Isto ajuda a manter a unidade interior do homem no seu aspecto corporal e espiritual. O Catecismo da Igreja Católica ensina: sexualidade, na qual se exprime a pertença do homem ao mundo corporal e biológico, torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando é integrada e temporalmente ilimitada, do homem e da mulher”. E acrescenta que “a castidade é uma virtude que comporta a integridade da pessoa e a integralidade da doação” nº 2337).
A castidade é uma tarefa eminentemente pessoal, que requer uma aprendizagem do domínio de si mesmo. Sobre o domínio de si mesmo, o livro do Eclesiástico nos diz: paixão do ímpio não poderá justificá-lo, porque o ímpeto da sua cólera é a sua ruína”. Eclo 1,22). Isto nos revela que a alternativa é bem clara: ou nós comandamos as nossas paixões e obteremos a paz, ou nos submetemos a elas e sempre um desejo insaciável de felicidade estará em nós.
Novamente o Catecismo nos ensina: castidade é uma virtude moral. E também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual. O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do batismo.”. 2345. Cf. também Gal 5,22-26).
Então vejamos: todo o baptizado é chamado à castidade, porque pelo baptismo se revestiu de Cristo (Gal 3, 27), modelo de toda a castidade. Todos são chamados a levar uma vida casta segundo o seu estado de vida. Assim, as pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os celibatários, no celibato; os noivos, na continência, etc. Constituem ofensas à castidade a masturbação, a luxúria, a fornicação, a pornografia, a prostituição, o estupro, o adultério...
Peçamos ao Senhor a graça de um frutuosa conversão, para que possamos viver com a dignidade de quem se revestiu de Cristo, aguardando o momento de possuirmos a vida em plenitude.

 
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Castidade: um belo desafio para o jovem


''A juventude foi feita para o desafio"


O filósofo francês, católico, Paul Claudel, disse certa vez: "a juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio".

Que frase linda! De facto, o que engrandece a vida de um jovem é ele ter um ideal na vida e saber enfrentar os desafios para realizá-lo. Se queres um dia construir uma família sólida, um casamento estável e uma felicidade duradoura, então precisas de plantar hoje, para colher amanhã. Ninguém colhe se não semear.
Na carta aos gálatas, São Paulo diz: "De Deus não se zomba. O que o homem semeia, isto mesmo colherá." (Gl 6,7)
No início da minha adolescência, foi "me colocado nas mãos, um grande livro, chamado O Brilho da Castidade, de Monsenhor Tiamer Toth. Nos meus 13 anos eu li aquelas páginas e me encontrei com a grandeza desta bela virtude.
E o que mais me atraía para ela era exactamente o "desafio que representava" para um jovem, que começa a viver nesta fase, o fogo das paixões. Não me esqueço daquela frase do Monsenhor, que dizia: "Se eu tivesse que dar uma medalha de ouro a um general que ganhou uma guerra, ou a um jovem que vive a castidade, eu a daria para este último".
Eu disse, para mim mesmo: "eu quero esta Medalha!" A tal ponto fiquei entusiasmado com a beleza e o desafio da castidade, que tomei a decisão de vivê-la; isto é, ter vida sexual apenas no casamento; "nem antes dele e nem fora dele". E não me arrependo, pelo contrário! Estou grato aos que me ensinaram a vivê-la.
Depois de mais de trinta anos, hoje casado e com cinco filhos, vejo quanto aquela decisão foi importante na minha vida. Nos Encontros de casais e de família, não me canso de repetir quanto isto foi fundamental para a felicidade do meu casamento, do meu lar e dos meus filhos. Entre as muitas vantagens que o livro apontava, ressaltava a importância do "auto-domínio" sobre as paixões e más inclinações do coração de um jovem, preparando-o, com têmpera de aço, para ser um verdadeiro homem, e não um frangalho humano que se verga ao sabor dos ventos das paixões.
Dizia o autor que
"ser homem não é dominar os outros, mas dominar-se a si mesmo".
E que, se o jovem não se exercitasse na castidade antes do casamento, depois de casado não teria forças para ser fiel à sua esposa ou a seu marido. Tudo aquilo me encantava e desafiava... Além disso, ensinava Tiamer Toth, que a castidade era garantia de saúde para o jovem, tónico para o seu pleno desenvolvimento físico e mental, dissipando todas as mentiras de q a vida sexual é necessária antes do casamento.
Não fomos criados para nos contentarmos apenas com o prazer sexual passageiro. Fomos feitos para o Infinito, e só em Deus satisfaremos plenamente as nossas tendências naturais. Desgraçadamente a nossa sociedade promove hoje o sexo acintoso, sem responsabilidade e sem compromisso, e depois assusta-se com tantas meninas adolescentes grávidas, estupros, separações, adultérios, etc. É claro, quem planta ventos, colhe tempestades. Vemos hoje, por exemplo, esta triste campanha de prevenção à AIDS, através do uso da "camisinha". De maneira clara se passa esta mensagem aos jovens: "pratiquem sexo à vontade, mas usem o preservativo." Isto é imoral e decadente.
Será que não temos algo melhor para oferecer, principalmente, aos jovens? A moral e a ética exigem ensinar aos jovens o auto-controle das suas paixões, vencer a AIDS pela castidade, e não pelo uso vergonhoso da "camisinha", que incentiva ainda mais a imoralidade. O Papa João Paulo II assim se expressou sobre a "camisinha": "Além de que o uso de preservativos não é 100% seguro, liberar o seu uso convida a um comportamento sexual incompatível com a dignidade humana...O uso da chamada camisinha acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo... O preservativo oferece uma falsa ideia de segurança e não preserva o fundamental" (PR, nº 429/1998, pág. 80).
O que precisa de haver entre os namorados é carinho, não as carícias íntimas. Além disso será preciso, para todos, solteiros e casados, o auxílio da graça de Deus; para os solteiros, a fim de que não vivam o sexo antes do casamento; para os casados, a fim de serem fiéis um ao outro. É grande a recompensa daquele que luta bravamente para manter a própria pureza. Jesus disse que estes são bem-aventurados (felizes) porque verão a Deus. (Mt 5,8)
Um jovem casto é um jovem forte
, cheio de energias para a vida profissional e moral. É na luta para manter a castidade que te preparas para ser fiel à tua esposa, amanhã.
Será preciso então, evitar todas as ocasiões que possam facilitar um relacionamento mais íntimo. O provérbio diz que "a ocasião faz o ladrão", e que, "quem brinca com o perigo nele perecerá". És tu quem decide o que queres. Se sabes que naquele lugar, naquele carro, naquela casa, etc., a tentação será maior do que as suas forças, então fuja destes lugares; esta é uma fuga justa e necessária. É preciso lembrar as raparigas, que o homem se excita principalmente pelos olhos. Então, cuidado com a roupa q usas; com os decotes, com o comprimento das saias... Não ponha pólvora no sangue do seu namorado se não queres vê-lo explodir. Muitas vezes as namoradas não se dão conta disto. Para a mulher a excitação se dá muito mais por palavras, gestos, fantasias, romances; mas para o homem, basta uma roupa curta, um decote, um cruzar de pernas aparentes, e muita adrenalina será injectada no seu sangue... Não provoque seu namorado. Além de tudo isso, se somos cristãos, temos q obedecer e viver o mandamento de Deus q manda "não pecar contra a castidade"; isto é, não viver a vida sexual nem antes do casamento (fornicação) e nem fora dele (adultério).

Somente com os auxílios da graça de Deus é que podemos vencer as misérias da nossa carne. Daí a importância de uma contínua vigilância sobre nós mesmos, ao mesmo tempo em que vivemos uma profunda e perseverante vida de oração e de participação nos Sacramentos da Reconciliação (Confissão) e Eucaristia. Nestes Sacramentos, Jesus nos lava com o seu próprio sangue redentor, nos alimenta e cura a alma, a fim de que sejamos fortes contra as tentações. Nossa Mãe Maria é a Rainha da pureza. Precisamos de recorrer a ela e de nos colocarmos continuamente debaixo da sua protecção materna.

 

Sem a Eucaristia e Maria, jovem, tu não conseguirás vencer este belo desafio da castidade, que dará um novo sentido à tua vida e te preparará um belo lar.

Para meditares: Não te incomodes se ficares por último, porque todo o que passar na tua frente, vai dizer "obrigado" e dar-te um grande sorriso... e quando, enfim, tu chegares, depois de todos, condecorado, iluminado de sorrisos recebidos, verás que os outros estarão à tua espera para que tu entres primeiro!

 
O brilho da Castidade Imprimir e-mail

 

O Brilho da Castidade


A única fuga heróica deste mundo é a do pecado

 

''É melhor o paciente que o valente; quem domina a si mesmo vale mais que o conquistador de cidades. ‘' (Prov 16,32)
Estou casado há trinta anos e, se nestes trinta anos eu fui, e sou, fiel à minha esposa com a graça de Deus, é porque, durante a minha juventude, fiz o exercício da castidade. Não foi fácil; tive de rezar muito, chorar muito, confessar-me muitas vezes.
Aos catorze anos, um padre salesiano deu-me um livro chamado ''O Brilho da Castidade''. O autor abordava o tema com muito entusiasmo, mostrava o valor da castidade com muita competência e dizia que, se tivesse de dar uma medalha de ouro a um jovem, que venceu com a castidade, ou a outro que ganhou uma grande batalha, ele preferiria dar ao que vencera na castidade. Ao ler aquele trecho eu disse: ''Quero esta medalha! Se vencer na castidade vale mais do que ganhar uma batalha, eu quero ganhar esta medalha de ouro''. E ganhei a medalha, com a graça de Deus.
Solteiros e casados são convidados a viver a castidade, não tendo vida sexual activa antes do matrimónio, nem fora dele, respectivamente.
Apresento dez razões para que tu queiras viver a castidade:
1- Para fazer a vontade de Deus;
2- Para não pecar e, por isso ser feliz;
3- Para não haver na tua vida uma gravidez indesejada. Tu não serás mãe e nem pai antes da hora; não terás vergonha dos teus pais;
4- Porque não haverá doenças venéreas na tua vida. Tu nunca transmitirás aos teus filhos uma doença contraída por via sexual. Nunca vais passar AIDS ou sífilis para eles;
5- Porque darás um exemplo muito importante ao mundo. Aqueles que criticam a castidade o fazem, porque não conseguem vivê-la. Santo Agostinho dizia que, aquele que não consegue viver a virtude, critica os que a vivem, exactamente porque não conseguem vivê-la;
6- Porque vivendo a castidade irás canalizar as tuas energias para o teu desenvolvimento, o teu trabalho, os teus estudos, o teu apostolado. A castidade faz o jovem ser canalizado no seu ser;
7- Para respeitar a pessoa do outro. Tu não és dono do corpo da tua namorada, assim como a tua namorada não é dona do teu corpo. Apenas o corpo da tua esposa te pertence, embora isto não signifique que possas fazer do corpo dela o que quiseres. Como cônjuges, tendes direito à vida sexual, porque, pela união diante de Deus, tornaram-se numa só carne;
8- Para não haver aborto na tua vida;
9- Porque tu construirás uma família forte e santa;
10- Porque aprenderás o domínio da vontade e o auto-controle. Muitos casais separam-se por causa da infidelidade um do outro, das traições. Por que é que homens se dobram diante de mulheres mais jovens, mais bonitas do que a deles? Por que é que as mulheres se encantam com rapazes mais novos? Por que é que o ser humano tem cedido aos impulsos carnais? Porque não aprendeu a treinar a própria vida, a própria vontade, a de se dominar, a de ter auto-controle.
É na vida de solteiro que se faz o exercício da castidade e, se treina o domínio de si mesmo. Talvez seja fácil construir uma cidade, mas é muito mais difícil dominar-se a si mesmo. O jovem que faz o exercício da castidade exercita o auto-controle. Será um pai e um esposo fiel à sua esposa. Acredita nisto! Prof. Felipe Aquino

 
Sou virgem, e dai? Imprimir e-mail

Sou virgem, e daí?

 

Diferença enorme quando se ama e se conhece o amor

 

"A castidade é promessa de imortalidade" (Catecismo da Igreja Católica – CIC § 2347).

Diante de tanto acesso aos meios de comunicação nos quais o sexo virou produto que se consome em prateleiras de casas nocturnas (ou em qualquer lugar), pronto para escolher com quem se passa esta noite e depois noutra, foi que se banalizou totalmente o afecto! Num país em que falta educação e afecto tudo vira produto, marketing, mídia... Consumismo! E os indivíduos vão se transformando em abismos! Vazios como nunca!

É triste analisar que também hoje a tão falada independência da mulher transformou em excepção o que antes era regra. Claro, sem qualquer julgamento de valor, venho explicitar tal contexto, afinal, cada pessoa tem uma história de vida e nela deixa suas marcas, seus relacionamentos, sofrimentos, motivos e suas carências. O facto é que afirmar hoje que se é virgem chega a ser assustador aos olhos da sociedade moderna (e que moderna!). Chega a ser cómico. Motivo de chacota. Diagnósticos e preconceito. Que tosco.

Ser independente é belo, tem os seus prós, mas não é algo que deve ser apenas próprio da mulher, afinal, temos, como todo e qualquer ser humano, as nossas liberdades – mesmo que condicionadas.

Virgindade também não se aplica apenas à mulher, pois há homens virgens. No entanto, a mulher destaca-se no cenário da independência por ter hoje o seu próprio emprego, o seu apartamento, ser sustento da casa, ter a sua profissão, entre outros. "Coisas de homem", diríamos na década de 70. Saudades dessa época, mas não da submissão. Saudades talvez do equilíbrio, se é que o houve algum dia.

Observando os homens actuais, nota-se que aquele que conquistava, convidava para sair, pedia a mulher em namoro, virou passado! A mulher tomou frente, ficou fácil (como se diz por aí)! Mas, onde ficam aqueles que são diferentes deste contexto todo? Que ainda esperam um namoro – à moda antiga –, em que se espera um convite, uma flor, um olhar puro... Expectativas? Será que são apenas expectativas? Será que isto é passado?

Parece que está tudo invertido! Liberdade sexual ou inversão de valores? Independência ou vazio? Que rumo vamos tomar se não tivermos coragem de ser nós mesmos?

Diante de tantas opções, a virgindade virou apenas um detalhe, uma membrana. Porém, que faz uma diferença enorme quando se ama e se conhece o amor, quando se espera a pessoa certa, quando se guarda para ser de um único ser e com ele (a) sermos um! Um contexto cristão que a nossa Igreja prega – "O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo" – Catecismo da Igreja Católica (CIC) § 2345. E entre os homens e mulheres o "respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança (...)" CIC § 2350.

A independência aqui aplica-se bem: sou virgem, e daí? Não é necessário fazer faixas de divulgação da pureza, pois somos humanos e temos desejos como qualquer outro ser humano. Com um mas: o de sonharmos com alguém que nos receba por inteiro, alguém que caminhe junto e connosco faça parte da eternidade! Alguém que, com ternura, faça parte do nosso interior, que toque com carinho a nossa história e nos convide para que juntos construamos a nossa!

Permanecer casta (o) na espera, até encontrar alguém além das teorias, além da obrigação de-ter-que-estar-com, ou até encontrar alguém com quem simplesmente viver a sinceridade da nossa alma, sem seguir padrões aplicados a outrem, mas não à nossa realidade. Um contexto de aprendizagem sobre nós mesmos e sobre a nossa liberdade de gente com desejos naturais, mas que esperam pelo momento mais adequado para se encontrar através de outro.

O que há de errado em ter a coragem de seres tu mesmo, sem precisar de seguir modismos ou o que a TV Guia aplica aos artistas? (Que, diga-se de passagem, tu nem os conhece). Eles são tão humanos quanto qualquer um de nós. Também têm os seus vazios, as suas sedes e por vezes bem diferentes do que está escrito nas manchetes. Sendo assim, acessa a tua verdade e descobre que tens sim a independência de ser quem és sem precisar de representar dentro da tua própria realidade!

Tu não precisas de te mascarar, Deus conhece-te por completo, e o teu corpo é templo do Espírito Santo, respeita cada membro dele! E verás uma maneira linda de te sentires amado(a), filho(a) deste Pai que nos criou para a felicidade! Karla Fioravante

 
O Resgate da Castidade - O Dia da Pureza Imprimir e-mail

O Resgate da Castidade – O Dia da Pureza

 

Cansados de uma exploração sexual que banaliza o sexo e degrada a pessoa humana, jovens dos Estados Unidos e outras partes do mundo celebram no dia 14 de Fevereiro o 4° Dia da Pureza, uma iniciativa de “Liberty Counsel” que procura promover a castidade e a pureza na cultura actual que estimula o hedonismo (o prazer como fim) e a libertinagem sexual.

O Dia da Pureza foi criado para tomar consciência sobre os perigos da conduta promíscua, uma vez que os jovens são “inundados na escola, na televisão e na Internet com mensagens eróticas que dizem que a luxúria e a exploração são normais e saudáveis e que os valores morais tradicionais devem ser desprezados para explorar sua sexualidade mais cedo e com maior frequência. Rena Lindevaldsen, coordenadora internacional do Dia da Pureza, explica que “as consequências da promiscuidade entre os jovens são devastadoras.

Mais de três milhões de adolescentes nos Estados Unidos são infectados cada ano com doenças sexualmente transmitidas. Os Estados Unidos têm a taxa mais alta de gravidez de adolescentes entre os países desenvolvidos e as jovens que abortam constituem 20% (cerca de 260 mil) de 1.300.000 de abortos realizados cada ano no país”. Lindevaldsen também destaca que “estes problemas são o resultado directo do fracasso da sociedade em oferecer uma direcção moral adequada.

 

Aconselhamos os adolescentes e os jovens a escolherem a pureza sexual para combater a persistente mensagem de promiscuidade sexual que se promove através da televisão, da Internet, dos filmes, dos jogos electrónicos e inclusive em alguns programas de educação sexual”.

O teatrólogo francês, Paul Claudel, disse: “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”. “Ser homem não é dominar os outros, mas dominar-se a si mesmo”. Cresce no mundo a importância da Castidade. Para dar um exemplo desta “contra-revolução sexual ” cito o caso de milhares de jovens americanas, de 13 a 21 anos, do movimento True Love Waits (O Verdadeiro Amor Espera), lançado em 1994 na cidade de Baltimore, capital do estado de Maryland, Estados Unidos, as quais prometeram, por escrito, manter-se virgens até ao dia do casamento. O pacto que assumiram diz o seguinte: “Acreditando que o verdadeiro amor espera, eu me comprometo diante de Deus, de mim mesma, da minha família, do meu namorado, do meu futuro companheiro e dos meus futuros filhos a viver a castidade até ao dia em que entrar numa relação de casamento”. Este exemplo não é único, e mostra o renascer da castidade.

Quando o Papa João Paulo II esteve nas Filipinas, em Janeiro de 1995, na “Jornada Mundial da Juventude”, houve uma concentração de 4 milhões de pessoas para participar na missa que ele celebrou em Manila. Nesta ocasião um grupo de cinquenta mil jovens entregou ao Papa um abaixo assinado comprometendo-se a viver a castidade.

 

O homem não é apenas um corpo; tem uma alma imortal, criada para viver para sempre na glória de Deus. Isto dá um novo sentido à vida. Não fomos criados para nos contentarmos apenas com o prazer sexual passageiro; não somos animais. Fomos feitos para o Infinito, e só em Deus satisfaremos plenamente as nossas tendências naturais. Desgraçadamente a nossa sociedade secularizada, e que vive “como se Deus não existisse” (João Paulo II), promove hoje o sexo acintoso, sem responsabilidade e sem compromisso, e depois assusta-se com os milhões de meninas grávidas, estupros, separações, adultérios, etc. É claro, quem semeia ventos, colhe tempestades. Vemos hoje, por exemplo, esta triste, vergonhosa e promíscua campanha de prevenção à AIDS através do uso do “preservativo”, patrocinada pelas autoridades. Sinto vergonha diante Deus e dos homens. De maneira clara se passa esta mensagem aos jovens: “pratiquem sexo à vontade, como bichos, mas usem o preservativo.”

 

Ora, o que nos distingue dos animais é o uso da inteligência e a vontade. Dizer aos jovens para viver o sexo de qualquer jeito, fora das exigências do casamento, é tratá-los como animais irracionais, é bestializá-los. Isto é imoral e decadente. Será que não temos algo melhor para oferecer aos jovens?

Outro exemplo de importância da castidade vem do México. A Secretaria de Saúde do governo mexicano reconheceu a eficácia da abstinência e a fidelidade como médios para evitar a AIDS, e anunciou que incluirá ambos os métodos na informação que dá aos jovens sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes em adolescentes. O subsecretário de Prevenção e Promoção da Saúde da dependência, Mauricio Hernández Ávila, declarou à imprensa que não têm contemplado promover nem distribuir massivamente preservativos porque consideram que esta estratégia, recomendada pela Organização Mundial da Saúde, não gera mudanças nas atitudes dos jovens. Hernández disse que “se tu praticares a abstinência é um bom método, o mais seguro, aí não há perda; praticar a fidelidade é um bom método”. (Fonte: ACI- 24/01/2007).

 

Também na África a castidade tem dado belos frutos. O Presidente de Uganda, Yoweri Museveni, perante os delegados de 17 países que participaram de uma cúpula sobre a AIDS na África, rejeitou a proposta de entregar preservativos nas escolas porque – afirma – “isto só causará mais contágio”. Com a autoridade de ser o protagonista da política mais bem-sucedida na luta contra a AIDS na África, Museveni afirmou que promovendo a abstinência o seu país reduziu a AIDS com melhores resultados que naquelas nações onde se privilegia o uso dos preservativos. “Para nós é inaceitável ir às escolas primárias ou secundárias e ensinar aos alunos como serem promíscuos e usar preservativos”, indicou Museveni. Na cúpula, o Presidente Museveni recebeu o “Prémio Elizabeth Glaser Pediatric Foundation Leadership” pelo seu compromisso com a saúde dos menores. Museveni assinalou que o preservativo é um “investimento perigoso” porque há indicadores que mostram que não podem bloquear certos vírus. “Deveríamos encontrar outras formas de ocupar as mentes das nossas crianças”. O Presidente indicou que as crianças devem ser educadas em como encontrar os seus companheiros de vida. (Fonte: ACI em 20/10/2004)

 

A Igreja ensina no Catecismo: “Todo o baptizado é chamado à castidade. O cristão “vestiu-se de Cristo” (Gal 3,27), modelo de toda a castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo o seu específico estado de vida. No momento do Baptismo o cristão comprometeu-se a viver a sua afectividade na castidade”. (§2348)

 

“Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais”. (§2396)
 
Como deixar o vício da pornografia? Imprimir e-mail

Como deixar o vício da pornografia?  

O vício da pornografia desfigura a vivência da castidade

Muitos jovens perguntam como deixar o vício de estar à frente do computador a ver sites pornográficos. Para muitos, isto já se tornou um vício, especialmente porque a internet facilita muito esta atividade negativa. Também muitas pessoas casadas têm também este vício. Quando uma esposa surpreende o esposo a ver sites pornográficos, fica apavorada, e pergunta-se se deve abandoná-lo. É claro que não! Elas sentem-se traídas.

Antes de tudo, é preciso dizer que é condenado pela moral cristã entregar-se ao deleite da pornografia. O Catecismo da Igreja coloca-a como um dos pecados contra a castidade:

 §2354 – “A pornografia consiste em retirar os atos sexuais, reais ou simulados, da intimidade dos parceiros para exibi-los a terceiros de maneira deliberada. Ela ofende a castidade porque desfigura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si. Atenta gravemente contra a dignidade daqueles que a praticam (atores, comerciantes, público), porque cada um torna-se para o outro objeto de um prazer rudimentar e de um proveito ilícito. Mergulha uns e outros na ilusão de um modo artificial. É uma falta grave. As autoridades civis devem impedir a produção e a distribuição de materiais pornográficos”.

§2396 – “Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais”.

Não desesperar diante do problema, ter calma e não desanimar

Portanto, o cristão não se pode entregar a esta prática pecaminosa; é preciso lutar com os auxílios da graça de Deus e da força de vontade para combater este vício moderno. Antes de tudo, é preciso não desesperar diante do problema, ter calma e não desanimar. O mais importante é lutar com perseverança contra isto, até que se domine a situação. Jesus disse que quem perseverar até ao fim será salvo do pecado. Mesmo que se tenha uma recaída, é preciso levantar e retomar a luta.

O grande remédio que Jesus recomendou aos apóstolos contra o pecado foi “vigiar e orar” para não cair em tentação.

Duas coisas: rezar bastante, pedir ajuda de Deus, da Virgem Maria, de São José castíssimo, dos anjos e santos. Comungar, sempre que possível, e pedir a Jesus Eucarístico a graça desta libertação. Sempre que houver uma queda, confessar-se, ainda que isto se repita, pois a confissão dá força para vencer o vício. Converse com o confessor sobre o assunto, sem medo, ele pode ajudá-lo.

Fugir da ocasião de pecado

E “vigiar”. Isto significa fugir da ocasião de pecado; e esta é uma fuga heróica; não abrir nenhum site pornográfico, a revista suja, nem o filme impuro; nem mesmo abrir o computador se não se puder controlar diante dele. Suplicar a força de Deus, a intercessão dos santos, da Virgem Maria nessa hora. “Algumas vezes, encontrei-me em perigo de morte, mas fui libertado pela graça de Deus” (Eclesiástico 34,13).

É muito importante tomar a decisão de não acessar o site porno, “por amor a Jesus” que morreu na cruz por ti. Oferece-Lhe este “jejum de pecado” e suplica que o Seu preciosíssimo Sangue te ajude. Ele vai gostar muito! E o mais importante é não desistir nunca, não desanimar, mas lutar. Às vezes, para ganhar uma guerra é preciso vencer muitas batalhas, uma de cada vez.

Fechar as janelas da alma

Uma dessas batalhas a vencer é desintoxicar a alma do veneno do sexismo, hoje espalhado por toda parte, especialmente na moda e nos meios de comunicação. Santo Agostinho gostava de lembrar que tudo o que invade a nossa alma entra pelas “janelas”, que são os sentidos: olhos, ouvidos, boca, mãos e nariz. Então, é preciso fechar as “janelas da alma” para que a tentação não entre por elas. Não permita que a sua alma seja excitada sexualmente pela sujeira que entra por essas janelas.

A Bíblia ensina que quem abusa da ocasião, cai no pecado. E o povo diz que “a ocasião faz o ladrão”, “Quem ama o perigo nele perecerá”. (Eclo 3,27)

As esposas ou maridos que surpreendem o outro a ver filmes e sites pornográficos, não devem desesperar, mas ajudá-lo, com firmeza e carinho, a vencer o vício; exigir a mudança para o bem dele e do casamento. Esta tentação é muito forte, e o “paciente” precisa de ser ajudado pelo amor, pela oração da (o) esposa (o). Não é isto que deve abalar ou muito menos destruir um casamento; juntos, marido e mulher devem conversar, ajudarem-se mutuamente e vencer o problema. Será uma bela vitória de ambos, do casamento e da família.

 
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Castidade: segredo de uma boa amizade


A presença fecunda da mulher edifica o homem


“A Castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual. O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Baptismo.” (CIC 2345)
A castidade hoje, é vista como o principal factor que falta nas amizades, pois cada vez mais o mundo tem sujado, estragado e distorcido esta maravilha criada pelo próprio Deus, que é a sadia convivência, seja ela entre pessoas do mesmo sexo, ou de sexos diferentes, pois o inimigo sabe que para se destruir uma obra, ele precisa atingir o alicerce principal, que, no caso da amizade, acaba sendo a castidade.
“A castidade expressa-se principalmente na amizade ao próximo. Desenvolvida entre pessoas do mesmo sexo ou de sexos diferentes, a amizade representa um grande bem para todos e conduz à comunhão espiritual.” (CIC 2347)
Sabemos o quanto a amizade é importante na nossa caminhada, a Palavra de Deus vai diz: “Um amigo fiel é uma poderosa protecção, quem o achou, descobriu um tesouro.”(Eclo 6,14), por isso devemos valorizar as nossas amizades, cultivá-las e santificá-las. “Quem teme ao Senhor, orienta bem a sua amizade, como ele é, tal será o seu amigo.” (Eclo 6,17).
Nós homens precisamos sempre de ter claro na nossa mente, que necessitamos da amizade pura e sincera das mulheres, isto porque Deus usa da presença feminina para nos fecundar, para tocar em muitas potencialidades masculinas que temos, mas que estão retidas e, que só a presença feminina na nossa vida, é capaz de trazê-las à luz. Com isto nos tornamos mais homens, homens de Deus. Assim também digo para as mulheres, pois elas também precisam da presença masculina na tua vida, para ser fecundado todo o potencial feminino que têm guardado dentro delas, e que precisa vir para fora para que se tornem mais mulheres, mulheres de Deus.
“O homem torna-se mais homem pela presença fecundante da mulher. Tu que és mulher tornas-te mais mulher pela presença fecundante do homem”.
Como, então, ter uma amizade casta e verdadeira?
Acredito que uma amizade casta acontece à medida que nós, em particular, sabendo das nossas impurezas, das nossas limitações e fraquezas, damos passos rumo ao nosso processo de cura interior, até para que sejamos mais felizes, tenhamos paz no nosso interior e, nos relacionemos melhor com o nosso próximo, pois muitos de nós precisamos de cura interior para podermos conseguir dominar os nossos actos, pois eles podem ser consequência de coisas mal resolvidas no nosso interior, como feridas não curadas ou mal cicatrizadas. “A castidade comporta uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara: ou o homem comanda as suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz” (CIC 2339).
Na medida em que vamos sendo sinceros connosco mesmos, reconhecendo onde precisamos de ser curados, a graça de Deus vem em nosso auxílio, pois a nossa convivência pode ser sadia pela graça de Deus, mas sabemos quanto nós ainda não o somos e por isso precisamos dar passos para a viver.
“A castidade tem leis de crescimento. Este crescimento passa por graus, marcados pela imperfeição e muitas vezes pelo pecado. Dia-a-dia o homem virtuoso e casto constrói-se por meio de opções numerosas e livres. Assim, ele conhece, ama e realiza o bem moral seguindo as etapas de um crescimento” (CIC 2343).
Por isso a castidade precisa de ser exercitada nos nossos relacionamentos, pois a graça de se ter uma vida casta, dá-se por um processo gradativo e, caminha em paralelo com os nossos passos e a nossa cura.
“A castidade representa uma tarefa eminentemente pessoal. Mas implica também um esforço cultural, porque o homem desenvolve-se em todas as suas qualidades mediante a comunicação com os outros” (CIC 2344).
“Castificando” as nossas intenções, as nossas conversas, os nossos olhares, os nossos abraços, enfim tudo o que envolve uma amizade, nós seremos mais livres, mais felizes e, com isso as nossas amizades terão mais “sabor”, pois as pessoas que convivem e que se relacionam connosco, poderão tocar nesta graça da pureza de Cristo que estará latente em nós.
Deus abençoe as nossas amizades e nos conceda a graça de sermos cada vez mais castos como Jesus foi e, que hoje, não só continua a ser modelo de castidade para nós, mas que também desde o nosso baptismo nos chama a vivê-la.
“Todo o baptizado é chamado à castidade. O cristão vestiu-se de Cristo, modelo de toda a castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta, segundo o seu específico estado de vida. No momento do baptismo, o cristão comprometeu-se a viver a sua afectividade na castidade.” (CIC 2348).

 
Posso tornar-me puro outra vez? Imprimir e-mail

Posso tornar-me puro outra vez?

 

Experimenta pegar numa fruta ainda verde e dar uma dentada. Ela vai-se estragar, não é? Se a tivéssemos guardado ainda verde, iria amadurecer. Mas quando damos uma dentada antes do tempo, ela apodrece sem ter amadurecido. Deus, porém, é capaz de mudar todas as coisas! Ele pode curar o lugar da 'dentada'; basta querer, pedir e comprometer-se com um novo comportamento. Tu podes não ter a virgindade, mas podes ter a castidade da alma, do espírito e do corpo.
Muitos casais separam-se antes de completar um ano, um ano e meio de casados. Dizem ao padre: "Perdi o gosto de tudo; acho que me casei com a pessoa errada". Não, tu não te casaste com a pessoa errada. As coisas é que aconteceram de forma errada: antes do tempo. É preciso, então, arrepender-se, confessar-se e colocar-se agora num rumo novo: buscar a graça de refazer em Deus o que estragaste.
Quanto a esta novidade de vida, São Paulo fala na segunda carta de Coríntios: "Por isso se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. O mundo antigo passou, eis que aí está uma realidade nova" (II Cor 5,17). A palavra de esperança que Deus nos dá é esta: "Deus não faria justiça aos seus eleitos? (cf. Lc 18,7a).
'Eleitos', é o mesmo que escolhidos. O Senhor amou-nos! Não tínhamos razão nenhuma para ser escolhidos. Pelo contrário: mesmo com os nossos deméritos, Ele escolheu-nos e a nossa resposta só pode ser o assumir uma vida de consagração.
Sem dúvida, este é o momento! Em pleno uso da tua liberdade, consagra-te ao Senhor, rejeitando todo o pecado e tudo o que o fazes ligado ao pecado.

 
Como vencer as paixões da carne? Imprimir e-mail

 

Como vencer as paixões da carne?  

 

Os cristãos precisam de lutar contra as paixões da carne

 

Mas, podemos perguntar: “Que diferença faz ser cristão?” O cristão é cheio do Espírito Santo. Por isso é diferente das outras pessoas; e só poderia ser assim. O cristão não é deste mundo, não porque quer, mas porque Jesus não é deste mundo; e, como Jesus,  tu também não o és.

Tu és destinado a este mundo, enviado como sal, como luz, mas não és dele, assim como o sal não é massa, assim como a luz não é trevas. Tu não és deste mundo. E por seres diferente te perseguem como Jesus e os apóstolos foram perseguidos. Perseguido, mas feliz, feliz justamente porque és perseguido.

 

Esta é uma diferença. “Que diferença faz ser cristão?” Só aqueles que experimentaram podem saber. Os cristãos não vivem na carne, mas no Espírito. E, porque vivem no Espírito, as obras da carne vão morrendo, e neles as obras do Espírito vão vivificando. A Palavra de Deus, em Gálatas 5, 16-25, diz sobre isto.

 

Entender o termo carne

 

O termo “carne” é equivalente à natureza humana. A sua natureza envenenada, corrompida por causa do pecado, que sozinha produz estes frutos narrados no versículo 19 de Gálatas 5: libertinagem, impureza, devassidão, idolatria, magia, ódios, discórdia, ciúmes, cólera, rivalidades, dissensões, facções, inveja, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. É o que a natureza humana produz porque foi envenenada, corrompida pelo pecado. O próprio Jesus afirma: “De facto, é do coração que provêm as más intenções, homicídio, adultérios, devassidão, roubos, falsos testemunhos, injúrias” (Mt 15,19). É do coração do homem que provém tudo isto.

Por isso, tens de te convencer: a tua natureza humana foi corrompida pelo pecado. E ela, por si só, produz estes frutos. É por isso que a Palavra de Deus te diz: “(…) anda sob o impulso do Espírito e não faças o que a carne deseja. Pois a carne, nos seus desejos, opõe-se ao Espírito e o Espírito à carne; entre eles há antagonismo; por isso não fazeis o que quereis” (Gálatas 5:16-17).

 

Cuidado com a ociosidade

 

Não se pode deixar a natureza humana livre, fazendo o que se quer. Vejamos esta comparação: não é verdade que num terreno é muito fácil crescer mato? Tens de lidar muito para acabar com as ervas daninhas, para que possas fazer um canteiro, e plantar verduras que te sejam úteis. O mato, porém, nem é necessário ser plantado. Se não se tomar cuidado, ele cresce no meio das hortaliças que plantaste, e acaba por sufocá-las. O mesmo acontece com a nossa natureza humana. Livre, ela é como o mato. Por isso, precisamos de crucificar a nossa carne com as suas paixões e os seus desejos. Há muitos cristãos que pensam que isto é exagero.

 

Mas, o versículo 24 de Gálatas, diz: “Os que pertencem o Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e desejos”.

Os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e os seus desejos. E… crucificar quer dizer crucificar. Pegar na “enxada” e hoje, amanhã e depois de amanhã cortar o “mato” da tua vida. Se não fizeres isto, ele vai crescer. E todos os frutos da carne vão florescer em ti: libertinagem, impureza, devassidão, idolatria, magia, ódio, discórdia, ciúme, cólera, rivalidades, dissensões, facções, inveja, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Por isso, a vida cristã é um contínuo combate. Não apenas um combate exterior, mas principalmente, interior. É preciso combater a nossa natureza humana, não deixá-la livre; ao contrário, devemos podá-la e crucificá-la.

 

Como vencer os impulsos da paixão?

 

A Palavra de Deus diz no versículo 16 dessa passagem bíblica: “Andai sob impulso do Espírito e não façais o que a carne deseja”. Devemos encher-nos do Espírito Santo, permanecer embriagados do Espírito e dar-lhe livre curso, livre acesso, para que produza todos os Seus frutos em nós, os quais estão muito bem expressos no versículo 22: “Eis o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, benevolência, fé, doçura, domínio de si; contra tais coisas não há lei”.

 

O fruto do Espírito Santo é a caridade, ou seja, o amor. E deste provêm todos os outros frutos: alegria, paz, paciência, bondade, benevolência (que também se diz delicadeza), fé, doçura (que também se diz mansidão), domínio de si. Quanto mais deixarmos que o Espírito Santo produza os frutos dEle em nós, tanto mais os frutos da carne irão desaparecer.

 

“Os que pertencem a Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e desejos”. Se tu vives pelo Espírito, anda também de acordo com o Espírito. Esta é a diferença! Vale a pena ser cristão!

 
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Sexo virtual: carências e consequências  

A internet tornou-se uma ferramenta fácil para proliferar o sexo virtual

O sexo virtual começou pelo uso do telefone há bastante tempo; algumas agências até se especializaram em oferecer este tipo de atividade com meninas e rapazes de programa contratados para isso.

É incrível a capacidade do ser humano para descobrir novas formas de satisfazer a sede de prazer dos seus mais baixos instintos. Seduzido pelo anjo das trevas ele deixa-se seduzir e põe os mais sofisticados recursos da inteligência e da técnica ao serviço do mal; isto é, daquilo que ofende a dignidade da criatura e atenta contra o Criador.

Sexto Mandamento violado

No entanto, a internet superou tudo isto! Primeiro, por causa da privacidade, comodidade e forma anónima com que oferece a fantasia; segundo, porque quase sempre é gratuita. Parece que nunca o Sexto Mandamento foi tão violado e Deus tão ofendido.

Parece que nunca tanta permissividade moral invadiu os nossos lares! Nunca foi tão avassaladora a onda de lama a atingir-nos. O Criador é ofendido e desprezado pela criatura mais bela que Ele criou à Sua imagem e semelhança, para ser a maior glória dEle na face da Terra.

A luxúria de Sodoma e Gomorra, e também da antiga Pompeia consumida pelo Vesúvio, globalizaram-se pela internet. Mas o que mais entristece e até revolta é constatar que tudo isto é promovido com a complacência e a conivência das autoridades públicas, que deveriam ser as primeiras a impedir tais absurdos.

Instrumentos de promiscuidade moral

Estes meios de comunicação tão úteis e práticos como o telefone e a internet jamais poderiam, por razões éticas e morais, ser transformados em instrumentos de promiscuidade moral. A nossa sociedade vive o neopaganismo; isto é, o Evangelho, que até alguns anos atrás era a referência para o comportamento da sociedade, não passa agora de letra morta para muitos.

Definitivamente, eliminou-se o temor de Deus no meio da sociedade, que, dessa forma, se torna mais individualista, narcisista, hedonista e pecadora. O ateísmo que se vive hoje é um ateísmo prático, selvagem, não mais filosófico. Não mais se pergunta se Deus existe; apenas se age como se Ele não existisse e pronto. Apesar disso, 95% dizem acreditar em Deus, mas ignoram as leis divinas.

O comércio imoral desenfreado pelo dinheiro

Pior do que o pecado cometido sob o peso da fraqueza da carne, é aquele cometido quando se explora comercialmente aquilo que é imoral, que atenta contra a dignidade do ser humano, transformando-o em um meio de lucro. Sem dúvida, estamos aqui diante de um pecado dobrado, praticado não pela fraqueza da natureza humana, mas pelo amor desenfreado pelo dinheiro, como disse São Paulo razão de todos os males (cf. 1Tm 6,10).

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) fala sobre o escândalo

Quem usa os poderes de que dispõe, de tal maneira que induzam ao mal, torna-se culpado de escândalo e responsável pelo mal que, direta ou indiretamente, favorece. ‘É inevitável que haja escândalos, mas ai daqueles que o causar (Lc 17,1) (CIC §2287).

É incrível constatar que há pessoas que consigam dormir em paz sabendo que faturaram às custas do pecado dos outros e da morte das suas almas. É incrível observar que a sede de dinheiro possa ser maior que o respeito à verdade, à pureza, ao amor ao próximo.

Casados em sites pornográficos

É incrível notar que Cristo continua a ser vendido por trinta moedas! Tenho acompanhado e orientado vários jovens mergulhados no vício de assistir à pornografia na web e que me pedem ajuda para sair dele. Tenho também recebido e-mails de esposas que se desesperam quando pegam seus maridos vendo sites pornográficos. A tentação é enorme e a facilidade é muito grande. Outros se enveredam pelos chats variados e acabam se complicando.

Tentei ajudar uma jovem e bela mãe que acabou deixando seus dois filhos pequenos e seu esposo para morar com outro homem que conheceu pela internet. É claro que essa moça trazia sérios problemas no casamento e carências que não foram resolvidas. Mas o pior é assim que complicou ainda mais as coisas.

Pessoas carentes são as mais envolvidas

Sem dúvida, esse tipo de relacionamento virtual atinge em cheio as pessoas mais carentes e que lutam contra uma afetividade não bem controlada nem bem equilibrada. Por outro lado, a carne é fraca e pode arrastar qualquer um, mesmo as pessoas espiritualizadas e que vivem um bom relacionamento com Deus. Muitas vezes, embaladas pela conversa virtual, muitas acabam se expondo a perigos de vários tipos, que não imaginam.

É preciso dizer também que a atividade sexual virtual diante da internet pode se transformar em vício; e o pior de tudo é que, muitas vezes, leva o cristão ao pecado da masturbação, fornicação, adultério ou mesmo a uma vivência sexual pervertida com a (o) esposa (o). Tudo isso prejudica a pessoa; em primeiro lugar, porque ofende a Deus e polui a alma e a mente com cenas eróticas que desvirtuam o sexo; em segundo lugar, essa pessoa fomenta em si mesma o sexismo; isso prejudica o namoro, o noivado e o casamento.

Nota-se hoje que práticas condenadas há muito tempo, e que antes não eram aceitas, como sexo anal e oral, começam a se tornar de certa forma aceitos por casais cristãos. Isso é fruto da pornografia que foi anestesiando suas mentes. Nem a pessoa solteira nem o casal cristão podem se entregar à perversidade da pornografia.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) é bem claro ao afirmar que:

A pornografia (…) ofende a castidade, porque desfigura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si. Atenta gravemente contra a dignidade daqueles que a praticam (atores, comerciantes e público), porque cada um se torna para o outro objeto de um prazer rudimentar e de um proveito ilícito. Mergulha uns e outros na ilusão de um modo artificial. É uma falta grave. As autoridades civis devem impedir a produção e a distribuição de materiais pornográficos (CIC § 2354).

Como vencer esse vício ou essa tentação?

Em primeiro lugar é preciso ter calma; não desanimar nem se desesperar diante dele; mas lutar com fé e perseverança, mesmo que se caia um milhão de vezes. Deus quer mais a nossa determinação de lutar contra o pecado, até o sangue se for preciso, como manda a Carta ao Hebreus (Hb 12,4): Ainda não resististe até ao sangue na luta contra o pecado.

Jesus deixou-nos a receita básica para vencer qualquer pecado: vigiai e orai. Estar sempre em estado de oração, com a alma sempre ligada a Deus, sempre suplicando ao Senhor o auxílio de Sua graça para não cair na tentação. Não nos deixeis cair em tentação… Ele nos manda pedir essa graça ao Pai na grande oração do Pai-Nosso. Mosca só assenta em prato frio; então, não deixe sua alma esfriar pela falta de oração, comunhão, meditação da Palavra, oração do terço etc.

Em segundo lugar, é preciso vigiar. Fugir das ocasiões de pecado é uma fuga heroica; se você não se controla diante da internet e do sexo virtual, então não tenha acesso à rede mundial de computadores em seu computador enquanto não aprender a se dominar. Ou então, diante do computador, reze e prometa a Deus NUNCA acessar um site de pornografia ou de relacionamento perigoso por amor a Jesus, que, para o salvar, morreu na cruz. Só por amor a Deus podemos deixar de vez o pecado, nunca por medo d’Ele. Escreva sob a tela do monitor do seu computador: Eu não vou pecar hoje por amor a Jesus; Ele merece isto. Sem dúvida, o Senhor ficará muito feliz.

E se eu cair?

Levante-se imediatamente; não fique nem um minuto na lama do pecado. Peça perdão a Deus e prometa se confessar tão logo seja possível. Sim, é importante a confissão para que a graça divina lhe dê o perdão e a força para não voltar a pecar. Por outro lado, uma orientação psicológica e uma terapia de oração podem ajudá-lo a vencer o vício do sexo virtual.

O cristão tem que viver a castidade, porque é lei de Deus; e isto só será possível se fechar as janelas da alma (olhos, ouvidos, boca, nariz e mãos) para tudo o que o excita e traz o pecado para seu interior. Com a graça de Deus e a força de vontade, isso é possível.

 
Como saber se tenho distúrbios na sexualidade? Imprimir e-mail

Como identificar se tenho distúrbios na sexualidade?  

Alguns distúrbios na sexualidade são facilmente detectados; outros não são tão óbvios

Ouve-se falar muito sobre os distúrbios sexuais! Muitas vezes, olhamos para este assunto com preconceito, achando que são distorções graves e bizarras, de pessoas com traumas intensos e claros desequilíbrios afetivos sexuais. Isto é parcialmente verdade.

Realmente alguns traumas sexuais são facilmente detectados quando se manifestam em vícios ou desejos por coisas que fogem dos padrões (animais, crianças, agressividade entre outros). Porém, algumas pessoas vivem guiadas pelos seus traumas, com distúrbios na sexualidade, sem perceberem isso claramente. Desenvolvem padrões de relacionamento destrutivos, mas não tão óbvios para a sociedade. Isso pode se manifestar em ciúme excessivo, dependência emocional, dificuldade de assumir compromisso, manutenção de vícios mesmo sendo casado (masturbação e pornografia), tendência à traição ou na escolha de namorados sempre com características semelhantes e ruins.

Estes padrões de relacionamentos, muitas vezes, só são percebidos por meio de erros repetitivos. Por exemplo: alguém que foi traído em todos os namoros que teve ou sempre perde o “encanto” pelo outro quando passa a paixão inicial; quando sente necessidade de estar com pessoas que controlem excessivamente a sua vida, sendo dependentes emocionais desse relacionamento.

Para avaliar um pouco se os teus relacionamentos são saudáveis ou se há algum tipo de distúrbio sexual, é interessante pensar em dois aspectos. Primeiro, o histórico. Olhando para todos os relacionamentos que tiveste, consegues perceber alguma repetição? Traição, término do relacionamento, quando começa a exigir compromisso; tendência à agressividade ou ao alcoolismo; perda da individualidade e dependência emocional? Isto pode ser um mau sinal de que os teus traumas familiares estão mal resolvidos dentro de ti, e, por causa deles, tens-te apaixonado por pessoas com o mesmo perfil. É como um quebra-cabeças. Nós acabamos por atrair pessoas que se encaixam no nosso padrão afetivo. Se não mudarmos a nossa forma de amar, podemos até mudar a peça, mas o encaixe será sempre o mesmo.

Outra pergunta importante é como é que esse relacionamento tem influenciado a tua personalidade. Tenho-me tornado uma pessoa melhor, mais madura, com autonomia e realizado? Estar com o outro me transformou numa versão melhor do meu eu? Ou anulei-me, escondi-me, fragilizei-me na minha auto-imagem, perdi características importantes da minha personalidade, fui afastado de outras pessoas importantes para mim (família, amigos)? Quando um relacionamento é saudável, ele potencializa o que temos de melhor, ajuda-nos a evoluir naquilo que é defeito e estimula-nos a desenvolver o que é bom.

O amor não aprisiona, não degrada, não exige exclusividade afetiva (exige fidelidade sexual). O amor verdadeiro aproxima-nos de quem realmente somos, dá-nos a oportunidade de ser o melhor que podemos ser em todas as áreas. Um bom relacionamento ajuda-nos a equilibrar todos os nossos laços afetivos – com amigos, família, trabalho, comida, comigo mesmo, com Deus…

Tem coragem de parar para avaliar um pouco a tua forma de amar e ser amado. Até que ponto os teus traumas ainda têm manipulado os teus relacionamentos? Será que é amor ou é um acumular das carências que tens direcionado para o outro? Amar é doar-se. Será que já te possuis o suficiente para te poderes relacionar de maneira verdadeira? Deixa Deus passear consigo pela tua intimidade e preencher os teus vazios. Só Ele pode entrar nesse lugar, só Ele tem amor suficiente para saciar traumas e assim podermos amar como precisamos.

 

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