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Oração de Libertação do Vício da Pornografia Imprimir e-mail
 Oração de Libertação do Vício da Pornografia

É preciso que por meio da Oração rompamos com o Vício da Pornografia!

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém!

Senhor Jesus, quero neste momento louvar-Te pelo dom da minha vida, por tudo aquilo que o Senhor já realizou em mim até agora; e por isso Te agradeço de coração porque caminhas ao meu lado sem nunca me abandonar! Muito obrigado, Jesus! Mas quero também pedir perdão a Ti Jesus! Sim, porque ainda que eu saiba que Tu caminhas , eu ainda não sou suficientemente forte para me livrar de determinados vícios que fui adquirindo ao longo da minha caminhada.

E aqui Te quero apresentar um vício que muito tem perturbado o meu coração e o meu caminho para a santidade; que é o vício da pornografia!

Quero pedir-Te que venhas livrar-me de tudo aquilo que me tem prendido à pornografia! A começar pelo prazer que busco através dela, pensando que estes tipos de prazeres me podem preencher, que podem preencher o vazio que trago dentro de mim e que nem mesmo sei de onde vem.

Quero renunciar à busca destes tipos de prazeres mentirosos que o Tentador coloca no meu caminho e que me engana com a sua mentira! Pois na verdade estes prazeres esvaziam-me e criam abismos dentro da minha alma, que me afastam de Ti, que és o ÚNICO e ABSOLUTO BEM que posso buscar! 

Quero ainda pedir-Te, Jesus, pela força do Teu Santo Nome, que quebres todos os tipos de pensamentos obsessivos em relação ao sexo, na minha vida. Pois estes pensamentos surgem com muita força dentro de mim e sempre me arrastam para o Mal, para o pecado! Atinge pela força do teu Sangue o momento que estes tipos de pensamentos se tornaram obsessivos em algum momento da minha vida! Quebra o círculo vicioso que estes pecados têm atingido os meus pensamentos!

Senhor, pela autoridade do Teu Nome que caia por terra agora todo o tipo de rotina que o pecado da pornografia criou na minha vida, quebra no poder do Teu Nome o hábito de olhar para as mulheres com desejos obscenos de possuí-las, quebra o hábito de olhar para os homens com desejos de possuí-los; quebra pela força do Teu nome o desejo descompensado de olhar a pornografia por meio da internet, de filmes, de revistas, fotografias, redes sociais e tudo o que me cerca! Eu renuncio a estes desejos obscenos que a pornografia me traz e que me incentivam a buscar. Eu renuncio e peço que pela força do Teu Nome vá aos pés da Tua cruz toda a carga genética, toda a carga hereditária que ainda possam estar a influenciar a minha vida na área da minha sexualidade!

Quebra toda a anormalidade sexual que trago da minha linhagem familiar, Senhor Jesus! Que caia sobre mim o poder do Teu Sangue jorrado na cruz e que Ele traga toda a Cura e Libertação que preciso na área da minha sexualidade! Não importando de onde tenham nascido estes distúrbios, não importando de onde tenham nascido estes vícios, seja do emocional, seja de carência afetiva, seja de violência sexual, seja até mesmo de hábitos adquiridos ao longo da minha vida; liberta – me de tudo isto e com a Tua libertação que venha sobre mim toda a cura necessária, Senhor Jesus! 

 

Liberta-me, Senhor Jesus, dos lugares que têm feito com que eu fique preso à pornografia e ao pecado na minha sexualidade! Liberta-me do pecado gerado no segredo do meu quarto, do meu banheiro, do meu ambiente de escola, do meu ambiente de trabalho, das minhas falsas amizades! 

Liberta-me do pecado da pornografia realizado dentro da minha casa, escondido da minha esposa, do meu marido, dos meus filhos, mas que nunca foi e nunca será escondido da Tua presença, Jesus! Purifica pela força do Espirito Santo os meus desejos, as minhas vontades, as minhas intenções; e rompe agora no poder do Teu Nome, Jesus, toda a força diabólica que me quer seduzir e me arrastar para a pornografia!

Lava-me por inteiro(a) no Teu Sangue Redentor! E assim que eu tiver a primeira oportunidade, Senhor Jesus, eu me comprometo a buscar a confissão de todos estes meus pecados, pois eu quero mudar de vida, e sei que pela força deste momento de oração eu posso mudar de vida! Eu assumo agora a minha mudança de vida no nome de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Obrigado por tudo o que o Senhor fez e continuará a fazer na minha vida! Que a Virgem Maria vá à frente de todo este meu novo propósito e me ensine a ser cada dia mais santo(a)!Amém!
 
Tu ainda te confessas? Imprimir e-mail
Tu ainda te confessas?    

Para a Igreja Católica, a confissão é vista como o sacramento da penitência e da reconciliação 

O pecado quebra ou, pelo menos, enfraquece a comunhão que liga o homem a Deus, ao próximo e à criação. Mesmo quando oculto, ele não prejudica apenas a quem o comete, mas a toda a humanidade. 

O seu conceito sofreu uma grande transformação na sociedade. Enquanto alguns cristãos pensam que nada mais seja pecado, outros o resumem ao campo da sexualidade. Esquecem que também a fofoca, a corrupção, a droga, a violência e as infrações no trânsito integram a lista das faltas a serem confessadas e corrigidas.

Como os demais sacramentos da Igreja, a confissão é um grande presente de Deus. Reconhecer o pecado já é meio caminho andado, uma atitude que leva à felicidade e à santidade. É o que reconhecem todas as pessoas que experimentam a misericórdia de Deus: «Feliz o homem que foi perdoado, a quem o Senhor não olha mais como culpado! Enquanto eu escondia o meu pecado, os meus ossos definhavam, as minhas forças fugiam e eu passava o dia a chorar e a gemer. Mas quando confessei o meu pecado, tu logo perdoaste a minha culpa» (Sl 32,1-5). 

Para a Igreja Católica, a confissão é vista como o sacramento da penitência e da reconciliação, instituído por Jesus no domingo da Páscoa: «Os pecados daqueles que vós perdoardes, serão perdoados; mas, se não os perdoardes, eles ficarão retidos» (Jo 20, 23).

Tal doutrina é assim apresentada pelo Concílio Vaticano II: «Os fiéis que se aproximam do sacramento da penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, mas que agora colabora para a sua conversão com caridade, exemplo e orações». 

A confissão não foi dada “apenas” para perdoar pecados. Deus não precisa dela para demonstrar a sua misericórdia a quem se arrepende. O grande milagre operado por ela é permitir que Deus penetre na nossa vida através das fraquezas que lhe entregamos. Ao recebermos a absolvição, o pecado perde a sua força e transforma-se em graça. Foi esta a descoberta que levou São Paulo a ter uma nova visão da perfeição cristã: «Se a força de Deus se realiza na fraqueza, prefiro gloriar-me dela, pois, quando sou fraco, então é que sou forte» (2Cor 12, 9-10). Descobrir a arte de aproveitar das próprias faltas para dar a Deus a alegria de ser amor e misericórdia: eis o paraíso já aqui na terra!
 
O principal "porquê" das confissões mal feitas Imprimir e-mail
 

O principal “porquê” das Confissões mal feitas? .

 

Discípulo. — Diga-me, Padre; qual será o primeiro “por quê” de tantas confissões mal feitas?

 Mestre. — Os “por quês” podem ser diversos, mas o principal é sem dúvida “o medo”, ou seja a maldita vergonha pela qual o demónio fecha a boca a muitos, fazendo-os calar ou confessar mal certos pecados ou o número deles.

Sabes como é que o demónio age quando quer induzir alguém ao pecado? Cerca o infeliz de mil maneiras, vai-lhe sugerindo:

 

“— Ora, cometa à vontade esse pecado… Afinal não é assim tão grave. Deus é bom… Ele não o quer castigar… Depois, com uma confissão Ele o perdoa e esta tudo acabado…”

 E assim, batendo hoje, batendo amanhã, e sempre na mesma tecla, o demónio acaba triunfando, ou seja, fazendo cometer e talvez até repetir os pecados.

Depois, então, quando o coitado, roído pelo remorso, resolve confessar-se, o demónio muda de tática.

 Novamente trata de impedir que Deus tome conta dessa alma, dizendo:

— “Como ousas confessar esse pecado? O confessor ficará surpreendido, há de ralhar contigo, levá-lo-á a mal e é provável que te negue a absolvição.

 

Ora, vamos, não temas, confessar-te-ás depois… Há tempo de sobra… Há sempre tempo para isso.

 — E assim o mais das vezes fecha a boca de quem estaria quase resolvido a falar e induz os pobres infelizes a se calarem e a cometerem sacrilégios.

M. — Certamente! Ele mesmo o confessou a Santo Antonino, arcebispo de Florença.

 Um dia, tendo o santo visto o demónio junto do confessionário, perguntou-lhe:

— O quê fazes aí?

 

— Estou esperando para fazer a restituição.

 

— Qual restituição? Fala, ou ai de ti.

 

— Venho restituir aos pecadores a vergonha e o medo que lhes roubei quando os fiz cometer os pecados…

 

Discípulo. - Se não me engano, parece-me que li que D. Bosco também viu o demónio em circunstâncias iguais.

 

Mestre. — Justamente! E ouça como foi:

 

Certa noite, estava o santo a confessar na Igreja de São Francisco de Sales, em Turim; era grande o número de jovens à espera que chegasse a sua vez.

 

Pelo confessionário passam dez, vinte, e chega finalmente um que, tendo já feito uma parte da confissão, pára de repente.

 

— Continue, diz-lhe D. Bosco, que por inspiração divina lia na consciência dos seus filhos. — Continue! E o resto?

 

— Não há mais nada, Padre, mais nada!

 

Não temas, meu filho, o Confessor não ralha, não castiga, perdoa sempre, perdoa sempre, perdoa tudo em nome de Deus; tem coragem… confessa-te bem…

 

— Não há mais nada! Nada mais!…

 

— Mas por que queres, com uma confissão sacrílega, dar prazer ao demónio… causar  tristeza a Jesus, fazê-lo chorar?

 

— Garanto-lhe Padre, que não tenho mais nada a dizer!

 

D. Bosco que vê o perigo que o infeliz jovem corre, inspirado por Deus, abandona a luta inútil e diz:

 

— Pois bem, olha quem está atrás de ti!

 

O rapaz vira-se de repente, solta um grito agudo e, agarrando-se ao pescoço de D. Bosco exclama:

 

— Sim, Padre, eu tenho mais este pecado…

 

E conta o pecado que não ousava confessar… Os companheiros que estavam na igreja ouviram o grito; assim que saíram, cercaram o rapaz, e, curiosos, queriam saber o que tinha acontecido.

 

E ele sorrindo, apesar de estar ainda um tanto assustado:

 Se vocês soubessem… Eu tinha cometido uma falta que não ousava confessar.

D. Bosco leu o meu coração… e eu vi o demónio que, sob a figura de um gorila de olhos de fogo e garras afiadas, estava pronto para me agarrar!

 

D. — D. Bosco era um Santo! Que sorte confessar-se com um Santo; não é, Padre?

 

M. — Todos os confessores representam Jesus Cristo e Jesus Cristo é sempre Santo; Ele tudo sabe, Ele vê tudo, tem pena de todos, perdoa tudo!

 

Discípulo. — Mas mesmo assim o demónio procura enganar e trair nas confissões?

 

Mestre. — Justamente; em todas as ocasiões.

 

Assim como o lobo agarra as ovelhas pela garganta para que não gritem, e as carrega e as devora, assim também faz o demónio com certas almas; agarra-as pela garganta para que não confessem os pecados e arrasta-as miseravelmente para o inferno.

 

D. — Que espertalhão malvado! Haverá quem, depois de enganado uma vez, se deixe levar por este impostor?

  

M. — Há muitos, muitíssimos, infelizmente!

 

Ai daquele que começa a seguir por este caminho! São geralmente os que cometem pecados contra a pureza que enveredam por tal caminho!

 

Geralmente não há dificuldade em confessar os pecados contra a fé, os pecados de blasfêmias, os de profanação dos dias festivos, os de desobediência, de vingança e mesmo os de furto;

 

Mas quando se trata de acusar pecados de impureza, ou ter que acrescentar certas circunstâncias que os acompanharam, ou ainda quando se trata de dizer o número bastante considerável dessas faltas, então uma maldita vergonha surge e fecha sacrilegamente a boca do penitente.

 

De mais a mais, a confissão sacrílega geralmente não fica sozinha.

 

Depois de uma vêm outras e assim estas almas infelizes continuam durante anos e anos, e além disso acrescentam às confissões mal feitas outras tantas Comunhões sacrílegas.

 E não raro, acontece que aqueles que, tendo começado a esconder pecados graves desde as primeiras confissões, chegam a uma idade avançada sem nunca fazerem uma boa confissão e sem nunca repararem a desordem das suas almas.

É inacreditável, é inacreditável como o medo e a vergonha são comuns principalmente entre os rapazes.

 

Daí vem o hábito de continuar a calar os pecados para não sofrer a humilhação, o sacrifício de os confessar.

  

S. Leonardo afirma ter tido a seus pés pessoas que, mesmo em perigo de morte não puderam vencer a vergonha que lhes fechava a boca. 

 

Ai daquele que começa…

 

Discípulo — Padre, se é assim tão fácil encontrar quem se deixe enganar pelo demónio e se cala, renovando o sacrilégio na confissão por quê é que os sacerdotes e os confessores não indagam, não interrogam os penitentes para impedir as confissões mal feitas?

 Mestre — Eles sabem e vêem que algumas almas deixam muito a desejar, mas em geral receiam ser indiscretos interrogando e esclarecendo certas coisas.

Até pelo contrário, com certas pessoas, não ousamos, parece-nos imprudência interrogar.

 

Um pai ou uma mãe gostam de fazer sempre bom juízo dos filhos, e ficam penalizados quando têm que duvidar da sua conduta, da sua sinceridade, da sua inocência.

 

Do mesmo modo sente o pobre sacerdote no que diz respeito aos próprios filhos espirituais e penitentes.

 

D. — E então?

 

M. — E então, continua-se em tal vida até que Deus intervenha com a sua mão providencial.

 

Eis porque por ocasião dos Exercícios Espirituais, das Missões, da Páscoa e de outras tantas festividades do mesmo género se encontram muitas almas, as quais, tendo tido a desgraça enorme de calar uma vez certos pecados na confissão e continuaram depois com sacrilégios durante anos e anos até ao dia em que, tocados por graça especial, podem finalmente abrir os olhos e tranquilizar a consciência por tanto tempo torturada pelo remorso.

 

D. — Mas a misericórdia infinita de Deus não vem em auxílio?

 

M. — Tu podes supor que Deus queira sempre, na hora da morte, usar de misericórdia com quem durante toda a vida abusando dessa misericórdia, O injuriou com sacrilégios?

 

E além disso na maioria dos casos, nem invocam essa misericórdia; pelo contrário, muitas vezes a desprezam.

 

Aqui também quero persuadir-te com factos.

 

O Padre dal Rio conta que uma jovem empregada se confessava frequentemente, porque a patroa exigia, mas por vergonha e teimosia calava os pecados desonestos.

 

Uma ocasião ela caiu gravemente enferma; sempre por causa da solicitude da patroa, confessou-se, e mais de uma vez, sacrilegamente.

 

Depois que a curaram com muitos cuidados, chegava até a caçoar com as amigas pondo em ridículo o zelo da patroa e do confessor para a induzir a fazer uma boa confissão.

  

Tendo adoecido pela segunda vez e mais gravemente do que da primeira, a patroa tornou a chamar o sacerdote o qual acudiu com presteza.

 Com toda a piedade e paciência que Deus concede em casos análogos, o padre procurou induzir a infeliz a uma sincera e dolorosa confissão. Mas tudo em vão!

Sempre teimosa, perseverou durante a longa agonia no propósito de se esquivar e de se calar, recusando-se até a repetir a jaculatória e as invocações sugeridas pelo confessor; mostrava-se aborrecida com tudo aquilo e com a presença do Padre.

 

E, quando por fim vendo que chegava o momento da morte, o sacerdote lhe pediu que beijasse o crucifixo, ela com um esforço supremo afastou-o com maus modos e olhando-o com desprezo disse:

 

— Tirem da minha frente este Cristo, não preciso dele!

 

— E voltou-se para o outro lado; assim com um suspiro horrível expirou aquela alma impenitente e sacrílega.

 

Ai daquele que começa!

 

Discípulo. — O Senhor conta coisas cada vez mais horripilantes!

 

Então não haverá mesmo saída para quem teve a infelicidade de enveredar por esse caminho?

 

Mestre. — Sim, há um modo de reconhecer as faltas e emendar-se e isto consiste em:

 

1.° — Uma vontade firme.

 

2.° — Eliminar e afugentar as ocasiões.

 

3.° — Praticar os Sacramentos.

 

É sobretudo numa vontade firme que isto consiste.

 

Santo Agostinho levou uma vida de libertino até aos trinta anos, mas quando abriu os olhos, sentiu tamanha vergonha que se converteu, abandonou os prazeres e as loucuras da mocidade, se tornou sacerdote, bispo, Santo, e célebre doutor da Igreja.

 

O mesmo aconteceu a Santo Inácio de Loiola, que com trinta anos se aborreceu da vida até então tida: e com uma vontade resoluta foi correndo bater à porta de um convento, onde fez duras penitências; lavou as culpas passadas, e fundou a Ordem dos Jesuítas, de quem é glória e orgulho.

 

São Camilo de Lelis, da nobre família dos “Abbruzzi” muito jovem também se entrega aos divertimentos e aos prazeres mundanos, mas aos vinte e cinco anos toma o hábito e consagra a Deus e a Maria Santíssima a sua vida, em favor dos doentes e dos moribundos.

 

O quê diremos então de uma Madalena Penitente? de uma Pelágia, de uma Santa Margarida de Cortona, que de vasos de corrupção e de escândalo, transformaram-se em lírios celestes? A vontade resoluta foi suficiente para salvá-las.

 

Em segundo lugar, eliminar e afugentar as ocasiões.

 Aqui também os Santos nos ensinam. Santo Tomás de Aquino, jovem elegante de família nobre, é fechado numa torre e ali é tentado por uma mulher infame.

Não tendo outro meio de se livrar dela, pega no fogão um tição ardente e brandindo-o grita: “Saia, saia, ou eu a queimo”, consegue assim a fuga da tentadora sem escrúpulos.

 
 
Em que condições a confissão comunitária é válida Imprimir e-mail

Em que condições a confissão comunitária é válida? 

   Em casos de grave necessidade, pode-se recorrer à celebração comunitária da reconciliação, com confissão geral e absolvição geral” (CIC 1483)

A Mãe Igreja, à semelhança do Seu Senhor, deseja que todos os homens se salvem. Por isso, guardando as necessárias disposições, procura facilitar ao máximo a recepção dos auxílios da graça aos seus filhos por meio dos sacramentos.

Com base neste princípio e motivada historicamente sobretudo pelas duas grandes guerras mundiais, a Igreja introduziu a disciplina que possibilita a administração do sacramento da penitência com a absolvição coletiva.

É provável que já tenhas ouvido falar – ou mesmo passado por esta experiência – de alguém que foi buscar a confissão nalguma paróquia e, para sua surpresa, não tenha encontrado a celebração ordinária do sacramento da penitência (com a confissão auricular e absolvição individual), senão uma celebração comunitária com absolvição coletiva. O que dizer sobre isto?A atual legislação canónica, mais precisamente o cânon 960 do Código de Direito Canónico, destaca expressa-mente que a confissão individual e íntegra, e a absolvição, são o único modo ordinário, com o qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja;

A absolvição dada, ao mesmo tempo, a vários penitentes sem a prévia confissão individual, é uma forma excepcional da administração do sacramento da Penitência que só pode ser empregada quando (cfr. c. 961):

1) Haja iminente perigo de morte e não haja tempo para que o sacerdote ou os sacerdotes ouçam a confissão de cada um dos penitentes;

2) Haja grave necessidade, isto é, quando, por causa do número de penitentes, não há número suficiente de confessores para ouvirem as confissões de cada um, dentro de um espaço de tempo razoável, de tal modo que os penitentes, sem culpa própria, seriam forçados a ficar muito tempo (mais de um mês) sem a graça sacramental ou sem a sagrada comunhão.

O juízo para saber se, em determinado caso concreto, ocorre o que está prescrito no segundo item citado acima, não compete ao confessor, mas ao bispo diocesano, que só pode permitir a absolvição geral em situações objetivamente extraordinárias (cf. Motu Proprio Misericordia Dei, 4), previamente e por escrito. Não se considera, porém, necessidade suficiente quando não é possível ter os confessores necessários só pelo facto de grande concurso de penitentes, como pode acontecer numa grande festividade ou numa peregrinação (cfr. c. 961 §1, 2º).

A absolvição geral coletiva, nos casos excepcionais previstos, deve ser precedida de uma adequada catequese que explique aos fiéis as condições para a sua validade, deixando claro que aqueles que recebem a absolvição coletiva deverão – para que o sacramento seja válido –, confessar, em tempo devido, individualmente, todos os pecados graves que, naquele momento, não puderam confessar e que devem receber a absolvição individual antes de receberem uma nova absolvição geral.

Todo aquele que, por razão do ofício, tem cura de almas (p. ex. o pároco) está obrigado a providenciar que sejam ouvidas as confissões dos fiéis que lhe estão confiados e que, de modo razoável, peçam para se confessar, a fim de que aos mesmos se ofereça a oportunidade de se confessarem individualmente em dias e horas que lhes sejam convenientes (cfr. c. 986 §1).
 
Para pensar...e aplicar Imprimir e-mail

Para pensar... e aplicar!

Durante a nossa vida causamos transtornos na vida de muitas pessoas, porque somos imperfeitos.
Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos.
Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente. mas agredimos.
Não respeitamos o
tempo do outro,
a história do outro.
Parece que o mundo gira
em torno dos nossos desejos e o outro é apenas
um detalhe.
E, assim, vamos causando transtornos.
Todos estes transtornos mostram que não estamos prontos, mas em construção.
Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma.
O outro também está em construção e também causa transtornos.
E, às vezes,
um tijolo cai e magoa-nos.
Outras vezes,
é a cal ou o cimento n
o nosso rosto.
E quando não é um,
é outro.
E nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os que convivem connosco
também têm de fazer
.
Os erros dos outros,
os meus erros.
Os meus erros,
os erros dos outros.
Esta é uma conclusão essencial: todas as pessoas erram.
A partir desta conclusão, chegamos a uma necessidade
humana e cristã: o perdão.
Perdoar é cuidar das feridas e asneiras.
É compreender que os
transtornos são muitas vezes involuntários.
Que os erros dos outros são
semelhantes aos meus erros e que, como caminhantes de uma jornada,
é preciso olhar adiante.
Se nos preocupamos com
o que passou, com a poeira, com o tijolo caído,
o horizonte deixará de ser contemplado.
E será um desperdício.
Experimente a beleza
do perdão.

É um banho na alma!
Deixa-nos leves!
Se errei,
se o magoei, se o julguei mal, desculpe-me por todos estes transtornos…
Estou em construção!
Papa Francisco
 
Exame de consciência Imprimir e-mail

Exame de consciência

 

Para fazer uma boa confissão é preciso examinar bem a consciência

 É preciso avaliar a consciência com coragem, segundo a luz do Espírito Santo. E nada esconder ao sacerdote, pois ali ele representa o próprio Jesus.

1 – Amo Deus mais do que as coisas, as pessoas e os meus programas? Ou será que tenho adorado deuses falsos, como o prazer do sexo antes ou fora do casamento, o prazer da gula, o orgulho de aparecer, a vaidade de me exibir, de querer ser “o bom” etc.?

2 – Tenho, contra a lei de Deus, buscado poder, conhecimento, riquezas, soluções para os meus problemas em coisas proibidas como horóscopos, mapa astral, leitura de cartas, búzios, tarôs, pirâmides, cristas, espiritismo, magia negra, invocação dos mortos, leitura das mãos etc.? Tenho cultivado superstições? Figas, amuletos, duendes, gnomos e coisas parecidas? Ouço músicas que me influenciam e provocam alienação, violência, desejo de sexo, rebeldia e depravação?

3 – Rezo, confio em Deus, procuro a Igreja, participo na Santa Missa aos domingos? Eu confesso-me bem? Comungo bem?

4 – Leio os Evangelhos, a Palavra viva de Jesus, ou será que o Senhor é um desconhecido para mim?

5 – Respeito, amo e defendo Deus, Nossa Senhora, os anjos e santos, as coisas sagradas ou será que sou um blasfemador que age como um inimigo de Jesus?

6 – Amo, honro, ajudo os meus pais ou meus irmãos, a minha família? Ou será que eu sou “um problema a mais” dentro da minha casa? Eu faço os meus pais chorarem? Eu sou um filho que só sabe exigir e exigir? Eu minto e sou fingido com eles? Vivo o mandamento: “Honrar pai e mãe”?

7 – Como vai o meu namoro? Faço da minha namorada um objeto de prazer para mim, como um cigarro que eu fumo e deito a “beata” fora? Ela é uma “pessoa” com a qual quero conviver ou é apenas uma “coisa” para me dar prazer?

8 – Vivo a vida sexual antes do casamento, fora do plano de Deus? Peco por pensamentos, palavras e atos com relação a assuntos como masturbação, revistas pornográficas, filmes, desfiles eróticos e roupas provocantes? Vivo o homossexualismo?

9 – Respeito o meu corpo e a minha saúde, que são dons de Deus? Ou será que eu destruo o meu corpo, que é o templo do Espírito Santo, com a prostituição, as drogas, as aventuras de alto risco, as brigas, violências, provocações, etc.?

10 – Sou honesto ou será que engano os outros? Engano os meus pais? Pego no dinheiro escondido deles? Será que roubei algo de alguém, mesmo que seja algo sem muito valor? Já devolvi?

11 – Fiz mal para alguém? Feri alguém com palavras, pensamentos, atitudes, tapas e armas? Neguei o meu perdão a alguém? Desejei vingança? Tenho ódio de alguém?

12 – Falo mal dos outros? Vivo criticando, destruindo a honra e o bom nome das pessoas? Sou caluniador e mexeriqueiro? Vivo julgando e condenando os outros? Sou compassivo, paciente e manso? Sei perdoar, como Jesus manda?

13 – Sou humilde, simples, prestativo e amigo de verdade?

14 – Vivo a caridade, sei sofrer para ajudar quem precisa de mim?
Partilho o que tenho com os irmãos ou sou egoísta?

15 – Sou desapegado das coisas materiais, do dinheiro?

16 – Sou guloso? Vivo só para comer ou como para viver?

17 – Bebo sem controle? Deixo que o álcool destrua a minha vida e desgrace a minha família?

18 – Sou preguiçoso? Não trabalho como deve ser? Deixo as minhas coisas pelo chão e mal-arrumadas, estragando-se?

19 – Sinto raiva de alguém e não perdoo o mal que me fizeram? Desejo vingança contra alguém? Sou maldoso?

20 – Sou invejoso? Ciumento? Vivo desejando o mal para os outros?
 
Por quê confessar-me? Imprimir e-mail

Por quê confessar-me?  

A confissão oferece uma nova possibilidade de se converter e recobrar a graça da justificação

O coração do homem apresenta-se pesado e endurecido; é preciso que Deus lhe dê um coração novo. A conversão é, antes de tudo, uma obra divina que reconduz o nosso coração ao Senhor: “Converte-nos a ti, Senhor, e nos converteremos” (Lm 5,21). Deus dá-nos a força de começar de novo.

É descobrindo a grandeza do amor de Deus que o nosso coração experimenta o horror e o peso do pecado, e começa a ter medo de ofender o Senhor pelo mesmo pecado e de ser separado d’Ele. O coração humano converte-se olhando para aquele que foi trespassado pelos nossos erros (CIC 1432). O pecado é uma palavra, um acto ou um desejo contrário à lei eterna. “É uma falta contra a razão, a verdade, a consciência recta; é uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana.” (cf. CIC 1849). Por este motivo, a conversão traz, ao mesmo tempo, o perdão de Deus e a reconciliação com a Igreja, e é isso que o Sacramento da Penitência e da Reconciliação exprime e realiza liturgicamente.

A confissão dos pecados graves e veniais

Cristo instituiu o sacramento da Penitência para todos os membros pecadores da sua Igreja; antes de tudo, para aqueles que, depois do batismo, cometeram pecado grave e, com isso, perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial. É a eles que o sacramento da penitência oferece uma nova possibilidade de se converter e de recobrar a graça da justificação (CIC, 1446).

Comete-se um pecado grave quando, mesmo conhecendo a lei de Deus, se pratica uma acção voluntariamente contra as normas prescritas nos dez mandamentos (cf. CIC 1857-1861). O pecado mortal destrói a caridade no coração do homem por uma infracção grave da lei de Deus; desvia o homem d’Ele, que é seu fim último e a sua bem-aventurança, preferindo um bem inferior. […]O pecado mortal, atacando em nós o princípio vital que é a caridade, exige uma nova iniciativa da misericórdia de Deus e uma conversão do coração, que se realiza normalmente no sacramento da reconciliação (CIC 1855, 1856).

Por que me confessar?

 A declaração dos pecados ao sacerdote constitui uma parte essencial do sacramento da penitência: “Os penitentes devem, na confissão, enumerar todos os pecados mortais de que têm consciência depois de se examinar seriamente, mesmo que os pecados sejam muito secretos e tenham sido cometidos somente contra os dois últimos preceitos do decálogo, pois, às vezes, os pecados ferem gravemente a alma e são mais prejudiciais do que os outros que foram cometidos à vista e conhecimento de todos” (CIC, 1456).

Todo o fiel, depois de ter chegado à idade da discrição, é obrigado a confessar fielmente os seus pecados graves. Aquele que tem consciência de ter cometido um pecado mortal não deve receber a Sagrada Comunhão, mesmo que esteja profundamente contrito, sem receber previamente a absolvição sacramental, a menos que tenha um motivo grave para comungar e lhe seja impossível chegar a um confessor (cf. CDC, 916; cf. CIC, 1457). “Procurai o Senhor enquanto é possível encontrá-lo, chamai por Ele, agora que está perto. Que o malvado abandone o mau caminho, que o perverso mude os planos, cada um se volte para o Senhor, que vai ter compaixão, retorne para o nosso Deus, imenso no perdoar. Pois os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, e os vossos caminhos não são os meus – oráculo do Senhor” (Is 55,6-8). “Lâmpada para os meus passos é a tua palavra e luz no meu caminho” (Sl 118,105). O pecado venial (pecado ou falta leve), mesmo não rompendo a comunhão com Deus, “enfraquece a caridade, traduz uma afeição desordenada pelos bens criados, impede o progresso da alma no exercício das virtudes e a prática do bem moral e merece penas temporais. O pecado venial deliberado e que fica sem arrependimento dispõe-nos pouco a pouco a cometer o pecado mortal” (CIC, 1863).

Por isso, a Igreja vivamente recomenda a confissão frequente destes pecados quotidianos (CDC 988). A confissão regular dos pecados veniais ajuda-nos a formar a nossa consciência, a lutar contra as nossas más inclinações, a deixar-nos curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito. Recebendo mais frequentemente, por meio deste sacramento, o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como Ele (cf. LG 40,42; CIC, 1458).

“Mesmo se a Igreja não nos obriga à confissão frequente, a negligência em recorrer a ela é pelo menos uma imperfeição e pode tornar-se até um pecado, pois a confissão frequente é o único meio para o cristão evitar o pecado grave” (Sto. Afonso de Liguori, Teol. Mor., VI, 437).

A recusa de se confessar frequentemente é considerada uma culpa grave. Permanecer nesta condição voluntariamente é uma culpa grave contra a prudência e contra a caridade devida a Deus e a si mesmo.
 
O que é a Confissão? Imprimir e-mail
O que é CONFISSÃO?
R:
Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados, e receberem a graça santificante. Também é chamado de sacramento da Reconciliação.

2. Quem instituiu o Sacramento da Confissão ou Penitência?
R:
O sacramento da Penitência foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos ensina o Evangelho de São João: "Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos " (Jo 20, 22-23)

3. A Igreja tem a autoridade para perdoar os pecados através do Sacramento da Penitência?
R:
Sim, a Igreja tem esta autoridade porque a recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu"( Mt 18,18 ).

4. Por que me confessar e pedir perdão para um homem igual a mim?
R:
Só Deus perdoa os pecados. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos, como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc.

5. Os padres e bispos também se confessam ?
R: Sim, obedientes aos ensinamentos de Cristo e da Igreja, todos os Padres, Bispos e mesmo o Papa se confessam com frequência, conforme o mandamento: "Confessai os vossos pecados uns aos outros " ( Tg 5,16 ).

6. O que é necessário para fazer uma boa Confissão?
R:
Para se fazer uma boa confissão são necessárias 5 condições: a) um bom e honesto exame de consciência diante de Deus; b) arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo; c) firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, se converter; d) confissão objetiva e clara a um sacerdote; e) cumprir a penitência que o mesmo nos indicar.

7. Como deve ser a Confissão?
R:
Diga o tempo transcorrido desde a última confissão. Acuse (diga) seus pecados com clareza, primeiro os mais graves, depois os mais leves. Fale resumidamente, mas sem omitir o necessário. Devemos confessar os nossos pecados e não os dos outros. Porém se participamos ou facilitamos de alguma forma o pecado alheio, também cometemos um pecado e devemos confessá-lo (por exemplo, se aconselhamos ou facilitamos alguém a praticar um aborto, somos tão culpados como quem cometeu o aborto).

8. O que pensar da confissão feita sem arrependimento ou sem propósito de conversão, ou seja, só para "descarregar" um pouco os pecados?
R:
Além de ser uma confissão totalmente sem valor, é uma grave ofensa à misericórdia Divina. Quem a pratica, comete um pecado grave de sacrilégio.

9. Que pecados somos obrigados a confessar?
R:
Somos obrigados a confessar todos os pecados graves (mortais). Mas é aconselhável também confessar os pecados leves (veniais) para exercitar a virtude da humildade.

10. O que são pecados graves(mortais) e suas consequências?
R: São ofensas graves à Deus ou ao próximo. Apagam a caridade no coração do homem; desviam o homem de Deus. Quem morre em pecado grave (mortal) sem arrependimento, merece a morte eterna, conforme diz a Escritura: "Há pecado que leva à morte" (I Jo 5,16b).

11. O que são pecados leves (veniais)?
R:
São ofensas leves a Deus e ao próximo. Embora ofendam a Deus, não destroem a amizade entre Ele e o homem. Quem morre em pecado leve não merece a morte eterna. "Toda iniquidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte" ( I Jo 5, 17 ).

12. Podeis dar alguns exemplos de pecados graves?
R:
São pecados graves por exemplo: O assassinato, o aborto provocado, assistir ou ler material pornográfico, destruir de forma grave e injusta a reputação do próximo, oprimir o pobre o órfão ou a viúva, fazer mau uso do dinheiro público, o adultério, a fornicação, entre outros.

13. Quer dizer que todo aquele que morre em pecado mortal está condenado?
R:
Merece a condenação eterna. Porém somente Deus que é justo e misericordioso e que conhece o coração de cada pessoa pode julgar.

14. E se tenho dúvidas se cometi pecado grave ou não?
R: Para que haja pecado grave (mortal) é necessário: a) conhecimento, ou seja a pessoa deve saber, estar informada que o ato a ser praticado é pecado; b) consentimento, ou seja a pessoa tem tempo para refletir, e escolhe (consente) cometer o pecado; c) liberdade, significa que somente comete pecado quem é livre para faze-lo; d) matéria, significa que o ato a ser praticado é uma ofensa grave aos mandamentos de Deus e da Igreja. Estas 4 condições também são aplicáveis aos pecados leves, com a diferença que neste caso a matéria é uma ofensa leve contra os mandamentos de Deus.

15. Se esqueci de confessar um pecado que julgo grave?
R:
Se esquecestes realmente, o Senhor te perdoou, mas é preciso acusá-lo ao sacerdote em uma próxima confissão.

16. E se não sinto remorso, cometi pecado?
R:
Não sentir peso na consciência (remorso) não significa que não tenhamos pecado. Se nós cometemos livremente uma falta contra um mandamento de Deus, de forma deliberada, nós cometemos um pecado. A falta de remorso pode ser um sinal de um coração duro, ou de uma consciência pouco educada para as coisas espirituais. ( por exemplo, um assassino pode não ter remorso por ter feito um crime, mas seu pecado é muito grave ).
17. A confissão é obrigatória?
R:
O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, ao menos para preparar-se para a Páscoa. Mas somos também obrigados toda vez que cometemos um pecado mortal.

18. Quais os frutos de se confessar constantemente?
R:
Toda confissão apaga completamente nossos pecados, até mesmo aqueles que tenhamos esquecido. Nos dá a graça santificante, tornando-nos naquele instante uma pessoa santa. Tranquilidade de consciência, consolo espiritual. Aumenta nossos méritos diante do Criador. Diminui a influência do demónio em nossa vida. Faz criar gosto pelas coisas do alto. Nos exercita na humildade e faz crescer todas as virtudes.

19. E se tenho dificuldade para confessar um determinado pecado?
R:
Se somos conhecidos de nosso pároco, devemos neste caso fazer a confissão com outro padre para nos sentirmos mais à vontade. Em todo caso antes de se confessar converse com o sacerdote sobre a sua dificuldade. Ele usará de caridade para que a sua confissão seja válida sem causar-lhe constrangimentos. Lembre-se, ele está no lugar de Jesus Cristo!

20. O que significa a penitência dada no final da confissão?
R:
A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.


 
 
Confissão Imprimir e-mail

 

Confissão

 

Confissão, Sacramento da Penitência ou Reconcilição é a aplicação imediata a cada cristão da copiosa Redenção que Jesus conquistou para toda a humanidade. É o momento em que o Seu Sagrado Coração se dilata de amor e misericórdia para com qualquer pecador arrependido que venha a Ele pedir perdão. No Sacramento o sacerdote perdoa-nos “em Nome de Cristo” e pela autoridade que Ele conferiu somente à Igreja Católica. A fórmula da absolvição que o Sacerdote da Igreja latina usa, exprime os elementos essenciais deste sacramento: o Pai das misericórdias é a fonte de todo o perdão. Ele opera a reconciliação dos pecadores pela páscoa de seu Filho e pelo dom do seu Espírito, através da oração e ministério da Igreja: “Deus, Pai de misericórdia, que, pela Morte e Ressurreição de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”

O Catecismo da Igreja ensina que: §1446 – “Cristo instituiu o sacramento da Penitência para todos os membros pecadores da sua Igreja, antes de tudo para aqueles que, depois do Baptismo, cometeram pecado grave e com isso perderam a graça baptismal e feriram a comunhão eclesial. É a eles que o sacramento da Penitência oferece uma nova possibilidade de se converter e de recobrar a graça da justificação. Os Padres da Igreja apresentam este sacramento como “a Segunda tábua (de salvação) depois do naufrágio que é a perda da graça”.

Os seus efeitos

1468 - `Toda a força da Penitência reside no facto de ela nos reconstituir na graça de Deus e de nos unir a Ele com a máxima amizade` (Cat. R. 2,5,18). Portanto, a finalidade e o efeito deste sacramento é a reconciliação com Deus. Os que recebem o sacramento da Penitência com coração contrito e disposição religiosa, `podem usufruir da paz e tranquilidade da consciência, que vem acompanhada de uma intensa consolação espiritual`(Conc. Trento, DS, 1674). Com efeito, o sacramento da Reconciliação com Deus traz consigo uma verdadeira `ressurreição espiritual`, uma restituição da dignidade e dos bens da vida dos filhos de Deus, entre os quais o mais precioso é a amizade de Deus (Lc 15,32).

 

Reconciliação com a Igreja

1469 - Este sacramento reconcilia-nos com a Igreja. O pecado rompe ou quebra a comunhão fraterna. O sacramento da Penitência repara ou restaura esta comunhão. Neste sentido, ele não cura apenas aquele que é restabelecido na comunhão eclesial, mas também um efeito vivificante sobre a vida da Igreja, que sofreu com o pecado de um dos seus membros (1Cor 12,26). Restabelecido ou confirmado na comunhão dos santos, o pecador sai fortalecido pela participação dos bens espirituais de todos os membros vivos do Corpo de Cristo, quer estejam ainda em estado de peregrinação ou já estejam na pátria celeste (LG 48-50):


Não devemos esquecer que a reconciliação com Deus tem como consequência, por assim dizer, outras reconciliações capazes de remediar outras rupturas ocasionadas pelo pecado: o penitente perdoado reconcilia-se consigo mesmo no íntimo mais profundo do seu ser, onde recupera a própria verdade interior; reconcilia-se com os irmãos que de alguma maneira ofendeu e feriu; reconcilia-se com a Igreja; e reconcilia-se com toda a criação (RP 31).

 

Juízo particular antecipado

1470 - Neste sacramento, o pecador, entregando-se ao julgamento misericordioso de Deus, antecipa de certa maneira o julgamento a que será sujeito no fim desta vida terrestre. Pois é agora, nesta vida, que nos é oferecida a escolha entre a vida e a morte, e só pelo caminho da conversão poderemos entrar no Reino do qual somos excluídos pelo pecado grave (1 Cor 5,11; Gl 5, 19-21; Ap 22,15). Convertendo-se a Cristo pela penitência e pela fé, o pecador passa da morte para a vida sem ser julgado (Jo 5,24).

 

O sigilo do sacramento

2490 - O sigilo do sacramento da Reconciliação é sagrado e não pode ser traído sob nenhum pretexto. O sigilo sacramental é inviolável; por isso, não é lícito ao confessor revelar o penitente, com palavras, ou de qualquer outro modo, por nenhuma causa (CDC, cân. 983,1).

 

Penitência - De Wiki Canção NovaIr para: navegação, pesquisaDefinição

A Penitência é a volta. Quase todo o dia a gente cai e se levanta. Pequenas quedas e grandes tombos. Ninguém quer ficar no chão. A gente pisa em falso porque não enxerga bem os passos e o caminho de Jesus. Erramos o caminho. Atrapalhamos a caminhada uns dos outros. Deus sempre dá a mão para a gente se deixar reconduzir. No sacramento da Penitência celebramos a coragem de pegar de novo na mão de Deus e voltar a andar no caminho dele, que é o caminho da irmandade.

Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja que feriram ao pecar, e a qual colabora para a sua conversão com caridade, exemplo e orações. A confissão consiste num sacramento instituído por Jesus Cristo no qual o sacerdote perdoa os pecados cometidos depois do baptismo.

Sobre o sacramento da Confissão, devemos analisar o seguinte:

 

Os homens pecam

Diz a Sagrada Escritura: "O justo cai sete vezes por dia" (Prov 24, 16). E se o próprio justo cai sete vezes, que será do pobre que não é justo?

"Não há homem que não peque" (Ecl 7, 21).

"Aquele que diz que não tem pecado faz Deus mentiroso" (1 Jo 1, 10).

O "Livre Arbítrio" humano permite ao homem realizar actos contrários ao seu criador.

É necessário obter o perdão desses pecados

"Nesta porta do Senhor, só o justo pode entrar" (Sl 117, 20).

"Não sabeis que os pecadores não possuirão o reino de Deus?" (1 Cor 6, 9).

Portanto, para entrar no Reino de Deus, é necessário obter o perdão dos pecados.

 

Nosso Senhor instituiu um sacramento

Qual é o meio que existe para alcançar o perdão dos pecados? Nos diz São João: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar-nos de toda a injustiça" (1 Jo 1, 8).

Todavia, "aquele que esconde os seus crimes não será purificado; aquele, ao contrário, que se confessar e deixar os seus crimes, alcançará a misericórdia" (Prov. 38, 13). "Não vos demoreis no erro dos ímpios, mas confessai-vos antes de morrer" (Ecl 17, 26).

A confissão não é nova, já existia no Antigo Testamento, mas foi elevada à dignidade de Sacramento por Nosso Senhor, que conhecia a fraqueza humana e desejava salvar os seus filhos.

No dia da ressurreição, como para significar que a confissão é uma espécie de ressurreição espiritual do pecador, "apareceu no meio dos apóstolos... e, mostrando-lhes as mãos e o seu lado... disse-lhes: A paz esteja convosco. Assim como meu Pai me enviou, eu vos envio a vós. ...soprando sobre eles: recebei o Espírito Santo... Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21-23). O mesmo texto encontra-se em S. Mateus (Mt 28, 20).

Como tudo é claro! Nosso Senhor tinha o poder de perdoar os pecados, como se despreende de S. Mateus (Mt 9, 2-7). Ele transmite esse poder aos seus Apóstolos dizendo: "assim como o Pai me enviou", isto é, com o poder de perdoar os pecados, "assim eu vos envio a vós", ou seja, dotados do mesmo poder. E para dissipar qualquer dúvida, continua: "soprando sobre eles: Recebei o Espírito Santo..." como se dissesse: Recebei um poder divino... só Deus pode perdoar pecados: pois bem... "Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21-23).

A conclusão é rigorosa: Cristo podia perdoar os pecados. Ele comunicou este poder aos Apóstolos e por eles aos sucessores dos Apóstolos: pois a Igreja é uma sociedade "que deve durar até ao fim do mundo" (Mt 28, 20).

O livro dos Actos dos Apóstolos refere que quem se convertia "vinha fazer a confissão das suas culpas" (Act 19, 18).

Aqui nós começamos a refutar uma argumentação dos protestantes: cada um se confessa directamente com Deus.

 

A confissão deve ser feita a um padre

Pelo próprio livro dos Actos dos Apóstolos, quando se afirma que o convertido "vinha fazer a confissão", fica claro que era necessário um deslocamento da pessoa para realizar a confissão junto dos Apóstolos, pois o verbo "vir" é usado por quem recebe a visita do penitente. Se a confissão fosse directa com Deus, bastaria pedir perdão dos seus pecados, sem precisar de ‘ir' até à Igreja.

Aliás, S. Tiago é explícito a este respeito: "confessai os vossos pecados uns aos outros, diz ele, e orai uns pelos outros, a fim de que sejais salvos" (Tgo 5, 16). Isto é, confessai os vossos pecados a um homem, que tenha recebido o poder de os perdoar. De qualquer forma, a instituição do Sacramento deixa claro o poder que Nosso Senhor conferiu à sua Igreja.

Sem a vontade de se confessar com um outro homem, o pecador demonstra que o seu arrependimento não é profundo, pois ele não se envergonha mais de ofender a Deus do que de expor a sua honra. No fundo, ama a si mesmo mais do que a Deus e pode estar a cometer um outro pecado, ainda mais grave, contra o primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas.

 

Contrição e Atrição

A Contrição consiste em pedir o perdão dos seus pecados por amor de Deus. A atrição, por sua vez, consiste em pedir o perdão dos pecados por temor do inferno.

A primeira, contrição (chamada contrição perfeita), apaga os pecados da pessoa antes mesmo da confissão. Todavia, só é verdadeira se há a disposição de se confessar com um padre. Foi desta forma que se salvaram os justos do Antigo Testamento. A atrição só é válida através do sacramento da confissão, o qual é eficaz mesmo se há apenas "medo do inferno".

Ninguém duvida de que o sincero arrependimento dos pecados, com firme propósito de não pecar mais, e satisfação feita a Deus e aos prejudicados, eram, no Antigo Testamento, condições necessárias e suficientes para obter o perdão de Deus. O mesmo vale ainda hoje para todos os que desconhecem Nosso Senhor Jesus Cristo e o seu Evangelho (desde que sigam a Lei Natural) e para os que não têm como se confessar (desde que tenham um acto de contrição perfeita). Mas quem, no seu orgulho, não acredita nas palavras de Cristo Ressuscitado, com as quais ele instituiu o sacramento da penitência, e por isso não se quer confessar, não receberá o perdão, pois não ama a Deus verdadeiramente.

Cada pecado é um acto de orgulho e desobediência contra Deus. Por isso "Cristo humilhou-se e tornou-se obediente até à morte, e morte na Cruz" (Flp 2, 8) para expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados, e nos merecer o perdão. Por isso ele exige de nós este acto de humildade e de obediência, na Confissão sacramental, na qual confessamos os nossos pecados diante do seu representante, legitimamente ordenado. E, conforme a sua promessa: "Quem se humilha, será exaltado, e quem se exalta, será humilhado" (Lc 18, 14).


Portanto, todos os homens necessitam da misericórdia divina; e os sinceros seguidores da Bíblia recebem-na, agradecidos, no sacramento da Confissão.

 

Acto de contrição

"Meu Deus, porque sois infinitamente bom e Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido e com o auxílio da vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.

O que é necessário para ser eficaz uma confissão?

  1. 1. Exame de consciência sobre as faltas cometidas desde a úiltima confissão

  1. 2. Ter arrependimento (atrição ou contrição);

  1. 3. Propósito de não recair no pecado e de evitar as circunstâncias que o favoreçam;

  1. 4. Confessar-se sem omitir nada;

  1. 5. Cumprir a penitência estabelecida pelo confessor.

  2.  

Perguntas e Respostas sobre Confissão

1. O que é o sacramento da Penitência?

O sacramento da Penitência, ou Reconciliação, ou Confissão, é o sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo para apagar os pecados cometidos depois do Baptismo. É, por conseguinte, o sacramento da nossa cura espiritual, chamado também sacramento da conversão, porque realiza sacramentalmente o nosso retorno aos braços do Pai depois que nos afastámos com o pecado.

2. É possível obter o perdão dos pecados mortais sem a confissão?

Depois do Baptismo não é possível obter o perdão dos pecados mortais sem a Confissão, embora seja possível antecipar o perdão com a contrição perfeita acompanhada do propósito de se confessar.

3. E se depois de feita a constrição a pessoa não se confessa?

Quem se comporta desta maneira comete uma falta grave. Pois todos os pecados mortais cometidos depois do baptismo devem ser acusados na Confissão.

4. O que se requer para fazer uma boa confissão?

Para fazer uma boa confissão é necessário: fazer um cuidadoso exame de consciência, arrepender-se dos pecados cometidos e o firme propósito de não os cometer mais (contrição), dizer os outros pecados ao sacerdote (confissão), e cumprir a penitência (satisfação).

5. O que é o exame de consciência?

O exame de consciência é a diligente procura dos pecados cometidos depois da última Confissão bem feita.

6. No exame de consciência é necessário ter exacto o número dos pecados?

Dos pecados graves ou mortais é preciso acusar também o número, porque cada pecado mortal deve ser dito na confissão.

7. O que é a dor dos pecados?

A dor dos pecados é o sincero pesar e a repulsa dos pecados cometidos.

8. De quantos tipos é a dor?

A dor é de dois tipos: dor perfeita (ou contrição) e dor imperfeita (ou atrição).

9. Quando se tem dor perfeita ou contrição?

Tem-se a dor perfeita ou contrição quando se arrepende dos próprios pecados porque se ofendeu a Deus, imensamente bom e digno de ser amado: quando a dor nasce do amor desinteressado a Deus, quer dizer, da caridade.

10. Quando se tem a dor imperfeita ou atrição?

Tem-se a dor imperfeita ou atrição quando o arrependimento, assim que inspirado pela fé, tem motivações menos nobres: por exemplo, quando nasce da consideração da desordem causada pelo pecado, ou pelo temor da condenação eterna (Inferno) e das penas que o pecador pode receber.

11. Pela dor dos pecados obtém-se imediatamente o perdão?

A dor perfeita unida ao propósito de se confessar obtém imediatamente o perdão; a dor imperfeita só se obtém, pelo contrário, na confissão sacramental. (Nota: o Catecismo ressalta que ainda que se ache estar em contrição perfeita, que já perdoaria o pecado, deve-se receber a eucaristia apenas após realizar a confissão)

12. É necessário arrepender-se de todos os pecados cometidos?

Para a validade da confissão é suficiente arrepender-se de todos os pecados mortais, mas para o progresso espiritual é necessário arrepender-se também dos pecados veniais.

13. Um verdadeiro arrependimento requer também o propósito de abandonar o pecado?

O arrependimento certamente olha para o passado, mas implica necessariamente um empenho para o futuro com a firme vontade de não cometer nunca mais o pecado.

14. Pode-se ter um verdadeiro arrependimento se a gente prevê que antes ou depois tornará a cair em pecado?

A previsão do pecado futuro não impede que se tenha o propósito sincero de não o cometer mais, porque o propósito depende só do conhecimento que nós temos da nossa fraqueza.

15. O que é a confissão?

A confissão é a manifestação humilde e sincera dos próprios pecados ao sacerdote confessor.

16. Quais pecados são obrigatórios confessar?

Estamos obrigados a confessar todos e cada um dos pecados graves, ou mortais, cometidos depois da última confissão bem feita.
17. Quais são os pecados mortais mais freqüentes?

As faltas objectivamente mortais mais frequentes são (seguindo a ordem dos mandamentos): praticar de qualquer modo a magia; blasfemar; perder a Missa dominical ou as festas de preceitos sem um motivo sério; tratar mal os próprios pais ou superiores; matar ou ferir gravemente uma pessoa inocente; procurar directamente o aborto; procurar o prazer sexual e solitário ou com outras pessoas que não sejam o próprio cônjuge; para os cônjuges, impedir a concepção no acto conjugal; roubar alguma soma relevante, inclusive desviando ou subtraindo no trabalho; murmurar gravemente sobre o próximo ou caluniá-lo; cultivar voluntariamente pensamentos ou desejos impuros; faltar gravemente com o próprio dever; aproximar-se da Sagrada Comunhão em estado de pecado mortal; omitir voluntariamente um pecado grave na confissão.

18. Se a pessoa esquece um pecado mortal, obtém igualmente o perdão na confissão?

Se a pessoa esquecer um pecado mortal, pode obter igualmente o perdão, mas na confissão seguinte deve confessar o pecado esquecido.                                                                                 
19. Se a pessoa omitir voluntariamente um pecado mortal obtém o perdão dos outros pecados?

Se uma pessoa, por vergonha ou por outros motivos, omite um pecado mortal, não só não obtém nenhum perdão, mas também comete um novo pecado de sacrilégio, o de profanação de uma coisa sagrada.

20. Há obrigação de confessar os pecados veniais?

A confissão dos pecados veniais não é necessária, mas é muito útil para o progresso da vida cristã.

21. O confessor deve dar sempre a absolvição?

O confessor deve dar sempre a absolvição se o penitente estiver bem disposto, quer dizer, se estiver sinceramente arrependido de todos os seus pecados mortais. Se pelo contrário, o penitente não está bem disposto, não tendo a dor ou o propósito de emenda, então o confessor não pode e não deve dar a absolvição.

22. O que deve fazer o penitente depois da absolvição?

O penitente depois da absolvição deve cumprir a penitência que lhe foi imposta e reparar os danos que os seus pecados eventualmente tiverem causado ao próximo (por exemplo, deve restituir o roubado).

23. Quais são os efeitos do sacramento da Penitência?

São a reconciliação com Deus e com a Igreja, a recuperação da graça santificante, o aumento das forças espirituais para caminhar para a perfeição, a paz e a serenidade da consciência com uma viva consolação do espírito.

24. Como se pode superar a dificuldade que se sente em se confessar?

Que tem dificuldades para se confessar deve considerar que o sacramento da Penitência é um dom maravilhosos q o Senhor nos deu. No “tribunal” da Penitência o culpado nunca é condena-do, mas sempre absolvido. Pois quem se confessa não se encontra com um simples homem, mas com Jesus, o qual, presente no seu ministro, como fez com o leproso do Evangelho (Mc 1, 40ss.) também hoje nos toca ou nos cura; e, como fez com a menina que jazia morta nos toma pela mão repetindo aquelas palavras: “Talita kumi, menina, eu te digo, levante-te!” (Mc 5, 41).

25. A confissão ajuda-nos também no caminho da virtude?

A confissão é um meio extraordinariamente eficaz para progredir no caminho da perfeição. Com efeito, além de nos dar a graça “medicinal” própria do sacramento, faz-nos exercitar as virtudes fundamentais da nossa vida cristã. A humildade acima de tudo, que é a base de todo o edifício espiritual, depois a fé em Jesus Salvador e nos seus méritos infinitos, a esperança do perdão e da vida eterna, o amor para Deus e para o próximo, a abertura do nosso coração à reconciliação com quem nos ofendeu. Enfim, a sinceridade, a separação do pecado e o desejo sincero de progredir espiritualmente.

 
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ORIGEM DA CONFISSÃO


 A origem ou instituição do sacramento da confissão remonta ao dia da Ressurreição, quando, aparecendo aos apóstolos no cenáculo, Jesus lhes diz: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.» (J0 20, 22).
Estas palavras de Jesus são tão claras que não permitem negar a instituição divina da confissão.
Por isso, a Igreja, tendo recebido de Cristo o poder de ligar e desligar (Mt 16,19; 18,18) definiu no concílio de Trento: “Se alguém negar que a confissão sacramental foi instituída por direito divino, seja anátema” (Sess.
14, can. 6).
As palavras já referidas com que Cristo transmite o poder de perdoar os pecados, levam a deduzir a necessidade de a confissão ser individual, ao sacerdote.
Doutro modo, não faria sentido dizer: “àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos”
(não ficarão perdoados).
Com efeito, o sacerdote só pode negar a absolvição, por uma avaliação das disposições manifestadas pelo penitente na declaração dos seus pecados.
O confessor tem que saber, por exemplo, se quem se confessa está disposto à restituição tratando-se de roubo ou danos materiais; à restituição da fama tirada a alguém; à deposição de qualquer ódio; ao abandono duma ocasião de pecado, etc. E isso só mediante a declaração pessoal dos pecados se pode saber.
Não basta, portanto, qualquer simples manifestação externa de arrependimento ou uma declaração genérica como: «perdoai-me porque pequei».
A declaração dos pecados, pelo penitente e a consequente absolvição, segundo declara o Código de Direito Canónico,
“constituem o único meio ordinário, pelo qual, o fiel consciente de pecado grave se reconcilia com Deus e com a Igreja” (Can 960).


EVOLUÇÃO DA CONFISSÃO


Não se pode falar de evolução do sacramento da penitência (como de nenhum outro) se por isso se entende que se foi alterando a essência deste sacramento.
Os sacramentos foram todos instituídos por Cristo, embora não explicitados em todos os seus pormenores acidentais.
Assim, Jesus instituiu o sacramento do baptismo sem determinar o modo de o administrar; instituiu a eucaristia sem determinar se devia ser com pão ázimo ou fermentado; instituiu a unção dos enfermos sem determinar quantas unções se deviam fazer, etc.
Esses pormenores não pertencem à essência dos sacramentos e podem, portanto, ser determinados pela autoridade eclesiástica, por aqueles a quem Jesus disse
“quem vos ouve, a Mim ouve’.


É certo que a Igreja, nos primeiros tempos, usou outros métodos para este sacramento e não se administrava com a frequência e facilidade de agora; mas há documentos de sobra que provam ter a declaração pessoal e individual coexistido com esses processos de obter o perdão dos pecados, muito antes do séc. XII.
O primeiro documento conhecido, após os escritos do Novo Testamento - a chamada «Didaké» ou «Doutrina dos Doze Apóstolos», - escrita nos anos 80 a 100 - diz: «Reunidos no dia do Senhor, parti o pão e dai graças, depois que tiverdes confessado os vossos pecados, a fim de que o vosso sacrifício seja puro»
(14, 1);
E ainda: «Na reunião farás a confissão dos teus pecados e não te dirigirás à oração em má consciência»
(4, 14).
S. Policarpo (68-156) discípulo de S. João, aconselha os sacerdotes: «Inclinem-se à misericórdia para todos os que voltam do pecado e não sejam severos no julgamento» (expressão que supõe a declaração pessoal dos pecados).


Santo Ireneu (177-202) discípulo de S. Policarpo e, portanto, possuidor ainda em primeira mão, da doutrina dos próprios Apóstolos, falando de umas mulheres prevaricadoras, diz em «Contra as Heresias»: «Umas, voltando à Igreja, confessavam-se da sua culpa; outras, não se contentando com esta confissão secreta, confessavam-se também publicamente; e outras, levadas pela vergonha, recusavam a confissão, e’ acabavam por cair no desespero e perder-se».


E, ainda não muito longe dos tempos apostólicos, Tertuliano (160-220) exortava:


«Sabendo que, perdendo a primeira graça recebida no baptismo, não tendes outro meio de escapar ao inferno, senão a confissão, porque desprezais este meio de salvação?...
Há-de o pecador desprezar a confissão instituída pelo Senhor para dar a saúde espiritual?».


Não poderemos concluir, destas afirmações por um uso normal da confissão auricular; mas será também difícil negá-la.
O primeiro a explicitá-la terá sido Orígenes (185-254) que ao falar do perdão no baptismo, diz:
«Há outro meio de perdão ainda que seja duro e penoso: é na penitência, quando o pecador... não tem medo de confessar o seu pecado ao sacerdote»
(Hom. 2 in Lev. 4).
«Quando o pecador se acusa e confessa, cospe o pecado e purifica-se de toda a infecção má. Considera portanto bem
a que sacerdote deves confessar os pecados.
Examina antes de tudo o médico a que deves expor a causa da tua fraqueza. Seja um médico que saiba ser doente com os doentes, chorar com os que choram...» (Hom. inPs. 37, n°6).


Logo a seguir a Orígenes, S. Cipriano (200-25 8) aconselha: «Rogo-vos, irmãos, que cada qual confesse suas culpas enquanto está vivo, enquanto pode confessar-se, enquanto a satisfação e o perdão do sacerdote são ainda aceites diante de Deus» (De Laps. 28).
E referindo-se aos pecados de apostasia: “Estes cristãos estão obrigados a confessar-se ao sacerdote do Senhor.., libertando-se assim dos seus pecados” (Epist. 16,2).


Santo Ambrósio (333-397) diz que se dedicava a ouvir muitas confissões (De Poen. 2,8).


Santo Agostinho, (3 54-430) pregava que os delitos públicos deviam ser repreendidos publicamente, mas que os pecados secretos fossem confessados secretamente (Sermo 82,7,10,).


No Oriente vigorava a mesma doutrina. S. Basilio (33 1-379) introduziu o uso da confissão frequente nos mosteiros por ele fundados, (Migne 32, 1233) e estabelece:
“A confissão deve fazer-se àqueles a quem foi confiada a administração dos ministérios de Deus” (Reg. Brev. 288).


Foi pois, apoiado na Tradição Apostólica, que o Concilio de Trento definiu como dogma de fé:


«Se alguém disser que o modo de se confessar secretamente somente ao sacerdote, como a Igreja católica sempre fez desde o princípio, é alheio à instituição e preceito de Cristo, e é invenção humana, seja excomungado» (s. 14, can. 6; D. 916; 2046-7).

 
Para levar a sério Imprimir e-mail

Sacramento da Confissão.

Era uma vez uma senhora muito piedosa que tinha visões de Nossa Senhora. Sempre que Maria lhe aparecia, a piedosa senhora ia contar com devoção ao padre da sua paróquia.

Mas o pároco não acreditava muito nela.

Cansado de ouvir as histórias da velhinha, quase todos os dias, o padre resolveu dizer-lhe: “Ok, já que Nossa Senhora conversa consigo todos os dias, então peça para lhe dizer quais foram os pecados de que eu me confessei na minha última confissão”.

No dia seguinte, antes de começar a missa, a velhinha acenava para o padre, indicando que queria falar com ele.

Quando a missa, terminou, ele não foi conversar com ela, mas entrou rapidamente na sacristia, tentando fugir. Mas a velhinha foi atrás dele.

 “Padre, o senhor lembra-se do que me pediu ontem? A Virgem apareceu-me e eu perguntei-lhe.

Ela olhou-me seriamente e contou-me algo que me dá até vergonha de dizer”, disse a senhora ao padre.

O sacerdote ficou pálido e, para evitar detalhes, disse que já acreditava nela e que ia informar o bispo sobre as aparições.

A mulher insistiu: “Nossa Senhora disse que o senhor é um mau sacerdote”.

O padre, já a transpirar, perguntou: “Mas por quê?”

E a velhinha respondeu: “Sim, Ela disse que o senhor é um mau sacerdote porque tinha de saber que, quando Jesus perdoa, ele esquece-se de todos os pecados!”

 
Quando se pode fazer a confissão comunitária? Imprimir e-mail

Quando se pode fazer a confissão comunitária?

 

Infelizmente há abuso no emprego da Confissão Comunitária, que está a ser empregada fora das normas da Igreja.

O Papa Bento XVI falou da Confissão Comunitária e pediu aos sacerdotes para observar rigorosamente as normas da Igreja sobre o sacramento da Penitência, em particular as que afetam a absolvição coletiva.

Ao constatar «a crise do sacramento da Reconciliação» o Papa convidou os Bispos «a relançar nas dioceses uma pastoral penitencial que estimule a confissão individual: «Pedi aos vossos sacerdotes que sejam confessores assíduos, oferecendo generosamente aos fiéis horários apropriados para a Confissão pessoal; estimulai-os para que eles mesmos se aproximem com frequência deste sacramento».

«Exortai os fiéis a aproximar-se regularmente do sacramento da Penitência, que permite descobrir o dom da misericórdia de Deus e que leva a ser misericordioso com os outros, como Ele.»

A Confissão «ajuda a formar a consciência, a lutar contra as más inclinações, a deixar-se curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito».

O Papa convidou os sacerdotes «a observar rigorosamente as normas da Igreja sobre a absolvição coletiva», «que exigem situações verdadeiramente excepcionais para recorrer a esta forma extraordinária do sacramento da Penitência».

Estas normas vêm no «Motu proprio» «Misericordia Dei», publicado por João Paulo II em 7 de Abril de 2002.

Segundo este documento, a «absolvição geral» ou «coletiva» tem um caráter de excepcionalidade» e não pode enviar-se com caráter geral, a não ser que se dêem duas condições. O Catecismo da Igreja explica quando se pode realizar a Confissão comunitária:

§1483 – “Em casos de necessidade grave, pode-se recorrer à celebração comunitária da reconciliação com confissão e absolvição gerais. Esta necessidade grave pode apresentar-se quando há um perigo iminente de morte sem que o ou os sacerdotes tenham tempo suficiente para ouvir a confissão de cada penitente. A necessidade grave pode também apresentar-se quando, tendo-se em vista o número dos penitentes, não havendo confessores suficientes para ouvir devidamente as confissões individuais num tempo razoável, de modo que os penitentes, sem culpa de sua parte, se veriam privados durante muito tempo da graça sacramental ou da sagrada Eucaristia. Nesse caso os fiéis devem ter, para a validade da absolvição, o propósito de confessar individualmente seus pecados no devido tempo (CDC, cân. 962,1). Cabe ao Bispo diocesano julgar-se os requisitos para a absolvição geral existem (CDC, cân. 961). Um grande concurso de fiéis por ocasião das grandes festas ou de peregrinação não constitui caso de tal necessidade grave (CDC, cân. 961,1)”.

É importante notar que a Igreja obriga a pessoa que realizou uma Confissão comunitária, a confessar-se com o sacerdote logo seja possível. Assim, a Confissão comunitária, embora válida, não substituiu a Confissão auricular.

Note também que o documento declara que «não se considera suficiente necessidade quando não se pode dispor de confessores por causa só de uma grande concorrência de penitentes, como pode suceder em uma grande festa ou peregrinação».

A primeira coisa que Jesus fez após a Ressurreição, no mesmo domingo, foi instituir o Sacramento da Confissão: “Dizendo isto soprou sobre eles e disse: Recebei o Espírito Santo; aqueles a quem perdoardes os pecados, os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,22-23).

O Catecismo da Igreja ensina: “O perdão dos pecados cometidos após o Batismo é concedido por um Sacramento próprio chamado sacramento da Conversão, da Confissão, da Penitência ou da Reconciliação”(§1486). E que “Aquele que quiser obter a reconciliação com Deus e com a Igreja deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda não confessou e que se lembra depois de examinar cuidadosamente sua consciência” (§1493).

No mínimo uma vez ao ano todo católico deve se confessar; é um dos mandamentos da Igreja: “Todo fiel, depois de ter chegado à idade da discrição, é obrigado a confessar fielmente seus pecados graves, pelo menos uma vez por ano” (CDC, cân. 989). Aquele que tem consciência de ter cometido um pecado mortal não deve receber a Sagrada Comunhão, mesmo que esteja profundamente contrito, sem receber previamente a absolvição sacramental (Conc. Trento, DS 1647,1661), a menos que tenha um motivo grave para comungar e lhe seja impossível chegar a um confessor (CDC, cân. 916; CCEO, cân.711). As crianças devem confessar-se antes de receber a Primeira Eucaristia” (CDC, cân. 914). (§1457).

O Catecismo da Igreja chama ao Sacramento da Confissão “Sacramento de cura”. O Papa João Paulo II disse que os consultórios dos psiquiatras estão cheios porque os Confessionários estão vazios.

 
Como fazer uma boa confissão? Imprimir e-mail

 

Como fazer uma boa confissão?  

A confissão é um sacramento de cura

Cada vez mais pessoas buscam a cura da alma, e têm também encurtado o tempo de uma confissão para outra. Mas é preciso estar atento, pois não basta confessar-se várias vezes, é preciso confessar-se bem.

Confessar-se é dizer a verdade, relatar algo que foi feito; confessar, significa assumir tal ato. No caso da confissão sacramental, significa dizer os pecados, os erros cometidos contra os mandamentos de Deus.

Podemos dizer que são necessários quatro passos.

No primeiro, a pessoa deve fazer oração, pedir a Deus a graça de uma sincera contrição; no segundo, fazer um bom exame de consciência ao rezar, lembrar como foi a caminhada da última confissão até ao presente; depois, ir ao sacerdote e confessar-se. Após a confissão, cumprir a penitência.

Então, o primeiro passo é rezar, orar a Deus pedindo um coração arrependido do mal realizado, pois nem sempre este se arrepende; muitas vezes, a consciência está laxa, ou seja, até sabe que errou, mas falta o arrependimento. A oração será o pedido a Deus para que se convença do mal e se arrependa.

Segundo passo: é importante fazer um bom exame de consciência, ou seja, fazer um balanço desde a última confissão sobre os males cometidos. É preciso dizer que pecado confessado, é pecado perdoado. Se um pecado foi confessado e não mais cometido, não se confessa novamente. Outra dica interessante: se tens dificuldade, medo ou vergonha de te confessar, faz o seguinte: toma nota dos teus pecados. Isto ajudará muito a ti e ao sacerdote.

O terceiro passo: buscar um sacerdote católico, ligado à Igreja Católica Apostólica Romana, pois ele recebeu o múnus, o serviço de celebrar este sacramento pela autoridade do bispo que o ordenou e do bispo local. É em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Igreja que o padre perdoa os pecados.

Não te preocupes: “O que é que o padre vai pensar de mim?” ou “O padre é pecador como eu!” O padre não vai ficar a pensar nisso. Se assim fosse, não iria conseguir viver só pensando nos males do ser humano. Ele recebe a graça de acolher, ouvir, dar uma direção. Pela imposição das mãos dos apóstolos, pela graça da sucessão apostólica, os sacerdotes são colaboradores dos bispos, dos primeiros apóstolos que deram este poder aos outros apóstolos até chegar aos de hoje.

Por que nos confessamos?

Porque acreditamos no perdão e na autoridade de perdoar pecados concedida por Jesus aos apóstolos (Jo 20,22-23). O padre é pecador, mas é um escolhido; e independente da sua santidade, quando ele ministra e perdoa os pecados, a pessoa fica perdoada.

O quarto passo: depois de confessar, o padre dá alguma orientação. Pede para o fiel rezar o ato de contrição; depois, dá a penitência. O padre, normalmente, dá alguma penitência para que o fiel repare o mal; pode ser uma oração, um gesto para que se retome à santidade perdida pelo pecado. E se o padre não deu penitência? Acalma-te! A confissão é válida. Faz tu uma oração e tem atitudes de um cristão, ou seja, retoma a vivência dos mandamentos, vive a vida perguntando-te como Jesus faria se estivesse no teu lugar.

A confissão é uma bênção, por isso não a banalizes, não a trates de qualquer forma. Examina a tua consciência, confessa-te e propõe não mais pecar. Sê firme contigo mesmo e tem atenção às brechas que deixas ao inimigo. Quando se deixa de rezar e vigiar, qualquer um se torna presa fácil.

Faz a tua oração pessoal, vai à Missa e reza o terço, se possível, em família. Vigia. Sobretudo, lembra-te que não basta confessar-se várias vezes, é preciso confessar-se e romper com o pecado, ir eliminando algum pecado. Com a graça de Deus, segue em frente e tem a santidade como meta.

 
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A Confissão

Confissão, Sacramento da Penitência ou Reconciliação, é a aplicação imediata a cada cristão da copiosa Redenção que Jesus conquistou para toda a humanidade. É o momento em que o Seu Sagrado Coração se dilata de amor e misericórdia para com qualquer pecador arrependido que venha a Ele pedir perdão. No Sacramento o sacerdote perdoa-nos “em Nome de Cristo” e pela autoridade que Ele conferiu somente à Igreja Católica.

A fórmula da absolvição que o Sacerdote da Igreja latina usa, exprime os elementos essenciais deste sacramento: o Pai das misericórdias é a fonte de todo o perdão. Ele opera a reconciliação dos pecadores pela páscoa de seu Filho e pelo dom do seu Espírito, através da oração e ministério da Igreja: “Deus, Pai de misericórdia, que, pela Morte e Ressurreição de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”

O Catecismo da Igreja ensina que: §1446 – “Cristo instituiu o sacramento da Penitência para todos os membros pecadores da sua Igreja, antes de tudo para aqueles que, depois do Baptismo, cometeram pecado grave e com isso perderam a graça baptismal e feriram a comunhão eclesial. É a eles que o sacramento da Penitência oferece uma nova possibilidade de se converter e de recobrar a graça da justificação. Os Padres da Igreja apresentam este sacramento como “a Segunda tábua (de salvação) depois do naufrágio que é a perda da graça”.

Os seus efeitos

1468 - Toda a força da Penitência reside no facto de ela nos reconstituir na graça de Deus e de nos unir a Ele com a máxima amizade` (Cat. R. 2,5,18). Portanto, a finalidade e o efeito deste sacramento é a reconciliação com Deus. Os que recebem o sacramento da Penitência com coração contrito e disposição religiosa, `podem usufruir da paz e tranquilidade da consciência, que vem acompanhada de uma intensa consolação espiritual`(Conc. Trento, DS, 1674). Com efeito, o sacramento da Reconciliação com Deus traz consigo uma verdadeira `ressurreição espiritual`, uma restituição da dignidade e dos bens da vida dos filhos de Deus, entre os quais o mais precioso é a amizade de Deus (Lc 15,32).

Reconciliação com a Igreja

1469 - Este sacramento reconcilia-nos com a Igreja. O pecado rompe ou quebra a comunhão fraterna. O sacramento da Penitência repara ou restaura esta comunhão. Neste sentido, ele não cura apenas aquele que é restabelecido na comunhão eclesial, mas também um efeito vivificante sobre a vida da Igreja, que sofreu com o pecado de um dos seus membros (1Cor 12,26). Restabelecido ou confirmado na comunhão dos santos, o pecador sai fortalecido pela participação dos bens espirituais de todos os membros vivos do Corpo de Cristo, quer estejam ainda em estado de peregrinação ou já estejam na pátria celeste (LG 48-50):

Não devemos esquecer que a reconciliação com Deus tem como consequência, por assim dizer, outras reconciliações capazes de remediar outras rupturas ocasionadas pelo pecado: o penitente perdoado reconcilia-se consigo mesmo no íntimo mais profundo do seu ser, onde recupera a própria verdade interior; reconcilia-se com os irmãos que de alguma maneira ofendeu e feriu; reconcilia-se com a Igreja; e reconcilia-se com toda a criação (RP 31).

Juízo particular antecipado

1470 - Neste sacramento, o pecador, entregando-se ao julgamento misericordioso de Deus, antecipa de certa maneira o julgamento a que será sujeito no fim desta vida terrestre. Pois é agora, nesta vida, que nos é oferecida a escolha entre a vida e a morte, e só pelo caminho da conversão poderemos entrar no Reino do qual somos excluídos pelo pecado grave (1 Cor 5,11; Gl 5, 19-21; Ap 22,15). Convertendo-se a Cristo pela penitência e pela fé, o pecador passa da morte para a vida sem ser julgado (Jo 5,24).

O sigilo do sacramento

2490 - O sigilo do sacramento da Reconciliação é sagrado e não pode ser traído sob nenhum pretexto. O sigilo sacramental é inviolável; por isso, não é lícito ao confessor revelar o penitente, com palavras, ou de qualquer outro modo, por nenhuma causa (CDC, cân. 983,1).

Penitência

Definição

A Penitência é a volta. Quase todo o dia a gente cai e se levanta. Pequenas quedas e grandes tombos. Ninguém quer ficar no chão. A gente pisa em falso porque não enxerga bem os passos e o caminho de Jesus. Erramos o caminho. Atrapalhamos a caminhada uns dos outros. Deus sempre dá a mão para a gente se deixar reconduzir. No sacramento da Penitência celebramos a coragem de pegar de novo na mão de Deus e voltar a andar no caminho dele, que é o caminho da irmandade.
Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja que feriram ao pecar, e a qual colabora para a sua conversão com caridade, exemplo e orações. A confissão consiste num sacramento instituído por Jesus Cristo no qual o sacerdote perdoa os pecados cometidos depois do baptismo.

Sobre o sacramento da Confissão, devemos analisar o seguinte:

Os homens pecam

Diz a Sagrada Escritura: "O justo cai sete vezes por dia" (Prov 24, 16). E se o próprio justo cai sete vezes, que será do pobre que não é justo?
"Não há homem que não peque" (Ecl 7, 21).
"Aquele que diz que não tem pecado faz Deus mentiroso" (1 Jo 1, 10).
O "Livre Arbítrio" humano permite ao homem realizar actos contrários ao seu criador.

É necessário obter o perdão dos pecados

"Nesta porta do Senhor, só o justo pode entrar" (Sl 117, 20).
"Não sabeis que os pecadores não possuirão o reino de Deus?" (1 Cor 6, 9).
Portanto, para entrar no Reino de Deus, é necessário obter o perdão dos pecados.

Jesus instituiu um sacramento

Qual é o meio que existe para alcançar o perdão dos pecados? Diz São João: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar-nos de toda a injustiça" (1 Jo 1, 8).
Todavia, "aquele que esconde os seus crimes não será purificado; aquele, ao contrário, que se confessar e deixar os seus crimes, alcançará a misericórdia" (Prov. 38, 13). "Não vos demoreis no erro dos ímpios, mas confessai-vos antes de morrer" (Ecl 17, 26).

A confissão não é nova, já existia no Antigo Testamento, mas foi elevada à dignidade de Sacramento por Jesus, que conhecia a fraqueza humana e desejava salvar os seus filhos.

No dia da ressurreição, como para significar que a confissão é uma espécie de ressurreição espiritual do pecador, "apareceu no meio dos apóstolos... e, mostrando-lhes as mãos e o seu lado... disse-lhes: A paz esteja convosco. Assim como meu Pai me enviou, eu vos envio a vós. ...soprando sobre eles: recebei o Espírito Santo... Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21-23). O mesmo texto encontra-se em S. Mateus (Mt 28, 20).

Como tudo é claro! Jesus tinha o poder de perdoar os pecados, como se despreende de S. Mateus (Mt 9, 2-7). Ele transmite esse poder aos seus Apóstolos dizendo: "assim como o Pai me enviou", isto é, com o poder de perdoar os pecados, "assim eu vos envio a vós", ou seja, dotados do mesmo poder. E para dissipar qualquer dúvida, continua: "soprando sobre eles: Recebei o Espírito Santo..." como se dissesse: Recebei um poder divino... só Deus pode perdoar pecados: pois bem... "Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21-23).

A conclusão é rigorosa: Cristo podia perdoar os pecados. Ele comunicou este poder aos Apóstolos e por eles aos sucessores dos Apóstolos: pois a Igreja é uma sociedade "que deve durar até ao fim do mundo" (Mt 28, 20).
O livro dos Actos dos Apóstolos refere que quem se convertia "vinha fazer a confissão das suas culpas" (Act 19, 18).

A confissão deve ser feita a um padre

Pelo próprio livro dos Actos dos Apóstolos, quando se afirma que o convertido "vinha fazer a confissão", fica claro que era necessário a pessoa deslocar-se para realizar a confissão junto dos Apóstolos, pois o verbo "vir" é usado por quem recebe a visita do penitente. Se a confissão fosse directa com Deus, bastaria pedir perdão dos seus pecados, sem precisar de ‘ir' até à Igreja.
Aliás, S. Tiago é explícito a este respeito: "confessai os vossos pecados uns aos outros, diz ele, e orai uns pelos outros, a fim de que sejais salvos" (Tgo 5, 16). Isto é, confessai os vossos pecados a um homem, que tenha recebido o poder de os perdoar. De qualquer forma, a instituição do Sacramento deixa claro o poder que Nosso Senhor conferiu à sua Igreja.
Sem a vontade de se confessar com um outro homem, o pecador demonstra que o seu arrependimento não é profundo, pois ele não se envergonha mais de ofender a Deus do que de expor a sua honra. No fundo, ama a si mesmo mais do que a Deus e pode estar a cometer um outro pecado, ainda mais grave, contra o primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas.

Contrição e Atrição

A Contrição consiste em pedir o perdão dos seus pecados por amor de Deus. A atrição, por sua vez, consiste em pedir o perdão dos pecados por temor do inferno.

A primeira, contrição (chamada contrição perfeita), apaga os pecados da pessoa antes mesmo da confissão. Todavia, só é verdadeira se há a disposição de se confessar com um padre. Foi desta forma que se salvaram os justos do Antigo Testamento. A atrição só é válida através do sacramento da confissão, o qual é eficaz mesmo se há apenas "medo do inferno".
Ninguém duvida de que o sincero arrependimento dos pecados, com firme propósito de não pecar mais, e satisfação feita a Deus e aos prejudicados, eram, no Antigo Testamento, condições necessárias e suficientes para obter o perdão de Deus. O mesmo vale ainda hoje para todos os que desconhecem Nosso Senhor Jesus Cristo e o seu Evangelho (desde que sigam a Lei Natural) e para os que não têm como se confessar (desde que tenham um acto de contrição perfeita). Mas quem, no seu orgulho, não acredita nas palavras de Cristo Ressuscitado, com as quais ele instituiu o sacramento da penitência, e por isso não se quer confessar, não receberá o perdão, pois não ama a Deus verdadeiramente.

Cada pecado é um acto de orgulho e desobediência contra Deus. Por isso "Cristo humilhou-se e tornou-se obediente até à morte, e morte na Cruz" (Flp 2, 8) para expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados, e nos merecer o perdão. Por isso ele exige de nós este acto de humildade e de obediência, na Confissão sacramental, na qual confessamos os nossos pecados diante do seu representante, legitimamente ordenado. E, conforme a sua promessa: "Quem se humilha, será exaltado, e quem se exalta, será humilhado" (Lc 18, 14).

Portanto, todos os homens necessitam da misericórdia divina; e os sinceros seguidores da Bíblia recebem-na, agradecidos, no sacramento da Confissão.

Acto de contrição

"Meu Deus, porque sois infinitamente bom e Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido e com o auxílio da vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.

O que é necessário para ser eficaz uma confissão? 

  1. Exame de consciência sobre as faltas cometidas desde a úiltima confissão
  2. Ter arrependimento (atrição ou contrição);
  3. Propósito de não recair no pecado e de evitar as circunstâncias que o favoreçam;
  4. Confessar-se sem omitir nada;
  5. Cumprir a penitência estabelecida pelo confessor.
  
Perguntas e Respostas sobre Confissão

1. O que é o sacramento da Penitência?

O sacramento da Penitência, ou Reconciliação, ou Confissão, é o sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo para apagar os pecados cometidos depois do Baptismo. É, por conseguinte, o sacramento da nossa cura espiritual, chamado também sacramento da conversão, porque realiza sacramentalmente o nosso retorno aos braços do Pai depois que nos afastámos com o pecado.

2. É possível obter o perdão dos pecados mortais sem a confissão?

Depois do Baptismo não é possível obter o perdão dos pecados mortais sem a Confissão, embora seja possível antecipar o perdão com a contrição perfeita acompanhada do propósito de se confessar.

3. E se depois de feita a constrição a pessoa não se confessa?

Quem se comporta desta maneira comete uma falta grave. Pois todos os pecados mortais cometidos depois do baptismo devem ser acusados na Confissão.

4. O que se requer para fazer uma boa confissão?

Para fazer uma boa confissão é necessário: fazer um cuidadoso exame de consciência, arrepender-se dos pecados cometidos e o firme propósito de não os cometer mais (contrição), dizer os outros pecados ao sacerdote (confissão), e cumprir a penitência (satisfação).

5. O que é o exame de consciência?

O exame de consciência é a diligente procura dos pecados cometidos depois da última Confissão bem feita.

6. No exame de consciência é necessário ter exacto o número dos pecados?

Dos pecados graves ou mortais é preciso acusar também o número, porque cada pecado mortal deve ser dito na confissão.

7. O que é a dor dos pecados?

A dor dos pecados é o sincero pesar e a repulsa dos pecados cometidos.

8. De quantos tipos é a dor?

A dor é de dois tipos: dor perfeita (ou contrição) e dor imperfeita (ou atrição).

9. Quando se tem dor perfeita ou contrição?

Tem-se a dor perfeita ou contrição quando se arrepende dos próprios pecados porque se ofendeu a Deus, imensamente bom e digno de ser amado: quando a dor nasce do amor desinteressado a Deus, quer dizer, da caridade.

10. Quando se tem a dor imperfeita ou atrição?

Tem-se a dor imperfeita ou atrição quando o arrependimento, assim que inspirado pela fé, tem motivações menos nobres: por exemplo, quando nasce da consideração da desordem causada pelo pecado, ou pelo temor da condenação eterna (Inferno) e das penas que o pecador pode receber.

11. Pela dor dos pecados obtém-se imediatamente o perdão?

A dor perfeita unida ao propósito de se confessar obtém imediatamente o perdão; a dor imperfeita só se obtém, pelo contrário, na confissão sacramental. (Nota: o Catecismo ressalta que ainda que se ache estar em contrição perfeita, que já perdoaria o pecado, deve-se receber a eucaristia apenas após realizar a confissão)

12. É necessário arrepender-se de todos os pecados cometidos?

Para a validade da confissão é suficiente arrepender-se de todos os pecados mortais, mas para o progresso espiritual é necessário arrepender-se também dos pecados veniais.

13. Um verdadeiro arrependimento requer também o propósito de abandonar o pecado?

O arrependimento certamente olha para o passado, mas implica necessariamente um empenho para o futuro com a firme vontade de não cometer nunca mais o pecado.

14. Pode-se ter um verdadeiro arrependimento se a gente prevê que antes ou depois tornará a cair em pecado?

A previsão do pecado futuro não impede que se tenha o propósito sincero de não o cometer mais, porque o propósito depende só do conhecimento que nós temos da nossa fraqueza.

15. O que é a confissão?

A confissão é a manifestação humilde e sincera dos próprios pecados ao sacerdote confessor.

16. Quais pecados são obrigatórios confessar?

Estamos obrigados a confessar todos e cada um dos pecados graves, ou mortais, cometidos depois da última confissão bem feita.

17. Quais são os pecados mortais mais freqüentes?

As faltas objectivamente mortais mais frequentes são (seguindo a ordem dos mandamentos): praticar de qualquer modo a magia; blasfemar; perder a Missa dominical ou nas festas de preceitos sem um motivo sério; tratar mal os próprios pais ou superiores; matar ou ferir gravemente uma pessoa inocente; procurar directamente o aborto; procurar o prazer sexual e solitário ou com outras pessoas que não sejam o próprio cônjuge; para os cônjuges, impedir a concepção no acto conjugal; roubar alguma soma relevante, inclusive desviando ou subtraindo no trabalho; murmurar gravemente sobre o próximo ou caluniá-lo; cultivar voluntariamente pensamentos ou desejos impuros; faltar gravemente com o próprio dever; aproximar-se da Sagrada Comunhão em estado de pecado mortal; omitir voluntariamente um pecado grave na confissão.

18. Se a pessoa esquece um pecado mortal, obtém igualmente o perdão na confissão?

Se a pessoa esquecer um pecado mortal, pode obter igualmente o perdão, mas na confissão seguinte deve confessar o pecado esquecido.

19. Se a pessoa omitir voluntariamente um pecado mortal obtém o perdão dos outros pecados?

Se uma pessoa, por vergonha ou por outros motivos, omite um pecado mortal, não só não obtém nenhum perdão, mas também comete um novo pecado de sacrilégio, o de profanação de uma coisa sagrada.

20. Há obrigação de confessar os pecados veniais?

A confissão dos pecados veniais não é necessária, mas é muito útil para o progresso da vida cristã.

21. O confessor deve dar sempre a absolvição?

O confessor deve dar sempre a absolvição se o penitente estiver bem disposto, quer dizer, se estiver sinceramente arrependido de todos os seus pecados mortais. Se pelo contrário, o penitente não está bem disposto, não tendo a dor ou o propósito de emenda, então o confessor não pode e não deve dar a absolvição.

22. O que deve fazer o penitente depois da absolvição?

O penitente depois da absolvição deve cumprir a penitência que lhe foi imposta e reparar os danos que os seus pecados eventualmente tiverem causado ao próximo (por exemplo, deve restituir o roubado).

23. Quais são os efeitos do sacramento da Penitência?

São a reconciliação com Deus e com a Igreja, a recuperação da graça santificante, o aumento das forças espirituais para caminhar para a perfeição, a paz e a serenidade da consciência com uma viva consolação do espírito.

24. Como se pode superar a dificuldade que se sente em se confessar?

Que tem dificuldades para se confessar deve considerar que o sacramento da Penitência é um dom maravilhosos que o Senhor nos deu. No “tribunal” da Penitência o culpado nunca é condenado, mas sempre absolvido. Pois quem se confessa não se encontra com um simples homem, mas com Jesus, o qual, presente no seu ministro, como fez com o leproso do Evangelho (Mc 1, 40ss.) também hoje nos toca ou nos cura; e, como fez com a menina que jazia morta nos toma pela mão repetindo as palavras: “Talita kumi, menina, eu te digo, levanta-te!” (Mc 5, 41).

25. A confissão ajuda-nos também no caminho da virtude?

A confissão é um meio extraordinariamente eficaz para progredir no caminho da perfeição. Com efeito, além de nos dar a graça própria do sacramento, faz-nos exercitar as virtudes fundamentais da nossa vida cristã.

A humildade acima de tudo, que é a base de todo o edifício espiritual, depois a fé em Jesus Salvador e nos seus méritos infinitos, a esperança do perdão e da vida eterna, o amor a Deus e ao próximo, a abertura do nosso coração à reconciliação com quem nos ofendeu. Enfim, a sinceridade, a separação do pecado e o desejo sincero de progredir espiritualmente.

O Santo Cura d’Ars, sobre a confissão dizia:

“O bom Deus sabe tudo. Ainda antes de vos confessardes, já sabe que voltareis a pecar e todavia perdoa-vos. O seu amor é tão grande que vai ao ponto de esquecer voluntariamente o futuro só para poder perdoar-vos agora!”

Por tudo isto, o Santo Cura d’Ars passava longas horas a confessar.   Até lhe chamavam “o grande hospital de almas”.

 
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Exame de consciência

Para pensares: A confissão é um sacramento e por isso é preciso preparares-te bem.
Evita conversar ou distrair-te. Coloca-te na presença de Deus e pede o auxílio do Espírito Santo para fazeres bem o teu exame de consciência.
Depois aproxima-te do confessor (que representa Cristo) com confiança e humildade. Sem rodeios confessa os teus pecados chamando-os pelo nome, sem citar nomes de pessoas ou entrando em detalhes desnecessários nem mesmo omitindo coisas importantes.

Há quanto tempo eu não me confesso?

Para com Deus:

Amei o Senhor procurando conhecê-lo e servi-lo? Duvidei de Deus, duvidei da minha fé? Deixei de esperar em Deus colocando a minha confiança somente nas minhas ideias, nas coisas ou nas pessoas? Quis salvar-me sozinho, esperando somente nas minhas capacidades ou virtudes? Fui indiferente e ingrato para com Deus? Hesitei em responder à vontade divina? Revoltei-me contra Deus? Passei a viver como se Ele não existisse, me amasse e cuidasse de mim? Prestei culto de adoração ao pecado e aos ídolos deste mundo?

Rezei com perseverança, assiduidade e devoção? Cumpri os votos e promessas que fiz ao Senhor? Fui supersticioso (acreditei em horóscopos, amuletos, etc.)? Pratiquei a adivinhação, o espiritismo e a magia? Coloquei Deus à prova? Pratiquei sacrilégio (profanei ou tratei indignamente os sacramentos ou lugares sagrados?) Invoquei o nome de Deus com desrespeito ou em vão? Disse blasfémias ou lancei pragas em nome de Deus? Fiz juramentos falsos? Respeitei o domingo como dia do Senhor (dia de descanso, de oração e de fraternidade?) Participei integralmente da celebração eucarística com atenção e devoção? Participei na Santa Missa nos dias santos?

Para com o próximo e para consigo mesmo:

Amei, honrei e respeitei os meus pais e todos aqueles que possuem autoridade sobre mim? Dialoguei, ajudei verdadeiramente estas pessoas de modo a não me tornar um peso para elas? Fui arrogante e desobediente? Amei, ajudei e busquei o bem dos meus filhos e dos que dependem de mim? Fui arrogante e autoritário com eles? Usei da minha autoridade para me promover ou para simplesmente os manipular? Procurei tomar consciência dos valores a serem vividos na política e na sociedade de modo a participar na transformação do mundo?

Matei alguém? Pratiquei o aborto, desejei a morte de alguém? Tentei o suicídio? Esqueci que a vida é dom de Deus e que eu sou administrador e não dono da minha vida? Dei escândalo, isto é, dei mau exemplo levando os outros a pecar (com as minhas palavras, as minhas atitudes, o meu jeito de vestir, de falar? Cuidei da minha saúde e da saúde dos outros? Fui vaidoso? Exagerei na comida ou estraguei a minha saúde com o álcool, com o fumo? Usei drogas (o que é falta grave)? Respeitei e amei os doentes, os mais fracos, os necessitados e pobres? Fiz distinção das pessoas?

Discriminei as pessoas por serem de outra cor, por serem de outra religião ou por pensarem de modo diferentes ou por serem pobres ou marginalizadas? Perdoei sinceramente a quem me ofendeu? Guardei mágoas, ressentimentos? Julguei os outros pela aparência? Cultivei antipatias? Desprezei alguém? Usei de agressividade e desrespeito com os outros? Fui agressivo, arrogante, intolerante, mal-educado? Cultivei a ira, o ódio? Falei mal das pessoas (especialmente das ausentes) em vez de conversar com a pessoa interessada? Caluniei alguém? Disse mentiras? Procurei dialogar em vez de discutir?

Procurei ouvir as pessoas? Aceitei as críticas construtivas? Exibi-me, quis aparecer? Procurei o aplauso ou o reconhecimento dos outros? Tentei ajudar os outros com o meu conselho, com as minhas atitudes concretas de ajudas (materiais e espirituais) possíveis? Fui apegado a coisas materiais? Idolatrei o dinheiro? Roubei, furtei ou desviei dinheiro ou bens materiais a que não tinha direito? Falei mal das pessoas, humilhei-as? Respeitei os bens do próximo (as suas coisas materiais, as suas virtudes e as capacidades, as pessoas que estão junto delas?), tive inveja, cobicei os bens do próximo?

Cumpri com responsabilidade e dedicação os meus deveres (profissionais, de estudante)? Fui preguiçoso, ocioso, acomodado? Respondi positivamente e vivi a minha vocação (o convite que Deus me fez)? Guardei a castidade do meu corpo e a pureza da minha alma? Cultivei deliberadamente pensamentos impuros e que desonram a sexualidade querida por Deus? Olhei de modo indecente ou cobiçoso as mulheres ou homens? Vi revistas ou assisti a programas pornográficos?

Pratiquei a masturbação? Tive namoros indecentes, com carícias exageradas ou intimidades que não são lícitas para namorados e noivos? Namorei sem compromisso só para me satisfazer com o outro? Pratiquei sexo usando crianças? Usei de métodos anti-conceptivos condenados pela Igreja? Fui fiel ao meu esposo (a) em olhares, atitudes, pensamentos, comportamentos? Acolhi com fé e amor os filhos que Deus me envia?

- Após fazeres o teu exame de consciência, procura um sacerdote, sem medo, e deixa-te ser acolhido, envolvido totalmente na misericórdia de Jesus que não te condena, mas que te acolhe e te levanta para recomeçares de novo a vida.
Depois da confissão: escuta atentamente os conselhos do confessor e responde com sinceridade as perguntas que ele eventualmente te fizer.

Reza em seguida o acto de contrição.

ACTO DE CONTRIÇÃO:

MEU DEUS, porque sois infinitamente bom e Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido e com o auxílio da vossa graça proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas pela vossa infinita misericórdia. Ámen.

Ou

- Meu Deus, porque sois tão bom; tenho muita pena de Vos ter ofendido; ajudai-me a não tornar a pecar.


Recebe a absolvição (o perdão que o sacerdote te dará em nome de Deus).

A seguir, não te distraias, nem vás conversar. Coloca-te em oração e cumpre a penitência mandada pelo sacerdote. Depois agradece a Deus porque Ele foi misericordioso e bondoso para contigo, perdoando mais uma vez os teus pecados.

DEIXAI-VOS RECONCILIAR COM DEUS

“Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”. (São João 20,23)

O Sacramento da Confissão ou penitência é realmente fonte de cura e libertação dos corpos e das almas. Através dos Sacramentos Jesus continua pela Igreja a ministrar o Seu poder salvador aos homens, pois a igreja é o grande sacramento no mundo, sinal da salvação, da cura e da libertação dos homens e mulheres, que através do pecado estão cativos, mas a misericórdia de Deus é eterna e não se deixa vencer em generosidade. O AMOR DE DEUS CURA E LIBERTA ATRAVÉS DO PERDÃO SACRAMENTAL!

O que diz a Igreja: Catecismo da Igreja Católica:

S.6.21.5 Sacramentos de cura

§1420 Pelos sacramentos da iniciação cristã, o homem recebe a vida nova de Cristo. Ora, esta vida nós a trazemos “em vasos de argila” (2Cor 4,7). Agora, ela ainda se encontra “escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,3). Estamos ainda na “nossa morada terrestre”, sujeitos ao sofrimento, à doença e à morte. Esta nova vida de filhos de Deus pode se tornar debilitada e até perdida pelo pecado.

§1421 O Senhor Jesus Cristo, médico das nossas almas e dos nossos corpos, que remiu os pecados do paralítico e lhe restituiu a saúde do corpo, quis que a sua Igreja continuasse, na força do Espírito Santo, a sua obra de cura e de salvação, também junto dos seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o sacramento da Penitência e o sacramento da Unção dos Enfermos.

S.6.21.9 Sacramentos que perdoam os pecados

§977 Nosso Senhor ligou o perdão dos pecados à fé e ao Baptismo: “Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda criatura. Aquele que crer e for baptizado será salvo”. (Mc 16,15.16).

§987 “Na remissão dos pecados, os presbíteros e os sacramentos são meros instrumentos dos quais nosso Senhor Jesus Cristo, único autor e dispensador da nossa salvação, se apraz em se servir para apagar as nossas iniquidades e dar-nos a graça da justificação”.

Uma senhora que há cinco anos estava escrava de uma situação, pois não tinha coragem de se confessar, até tentou, mas quando chegava diante do sacerdote não conseguia, pois tinha vergonha. Mas confessou-se e quando se confessava chorava e dizia: “Estou a experimentar a cura e a libertação que é algo muito diferente, é como se um  grande nó estivesse a descer na minha garganta e um peso fosse tirado das minhas costas!”. Se ela soubesse que seria tão bom e grande a libertação, ela teria enfrentado isto antes, pois pecado que não é perdoado é pecado que não é confessado.

Um jovem tinha um vício que conseguiu banir quando encontrou Jesus através do grupo de jovens e neste grupo descobriu também a graça da confissão: o seu director até de noite lhe atendia as suas confissões. Foi uma grande terapia de cura, confissão e aconselhamento. Hoje, embora vigilante sobre o assunto, está livre. Foram gotas de cura interior que recebia em cada confissão, sem falar da formação e do Dom da Fortaleza que recebia depois de assumir as próprias fraquezas.

Oração para invocar o Espírito Santo a pedir a graça de um coração contrito, arrependido

Vem Espírito Santo e ilumina a minha consciência e prepara o meu coração para fazer uma boa confissão, não quero esquecer nada e muito menos ficar com respeito humano ou com medo de Deus, vergonha dos meus pecados. Na confissão Jesus misericordioso está de braços abertos para me acolher como um filho pródigo e perdoar todos os meus pecados, lavar com o Seu sangue e curar as minhas feridas. Maria encaminha os meus passos para experimentar a cura e a libertação através da confissão. Amém.

Confissão:

Confesso a Deus todo-poderoso e a vós irmãos que eu pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, actos e omissões por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos e a vós irmãos, que rogueis por mim a Deus nosso Senhor.

Que pecado é mais difícil de combater?

"Se reconhecermos os nossos pecados, Deus está aí, fiel e justo para nos perdoar e para nos purificar de toda iniquidade" (I Jo 1,9). Superar o pecado é uma luta que travamos todos os dias. O mundo oferece-nos milhares de tentações desde que acordamos.

Qual o pecado mais difícil de combater no dia-a-dia?

"Filho, pecaste? Não o faças mais. Mas ora pelas tuas faltas passadas, para que te sejam perdoadas. Foge do pecado com se foge duma serpente; porque, se dela te aproximares, ela te morderá. Os seus dentes são dentes de leão, que matam as almas dos homens. Todo o pecado é como uma espada de dois gumes: a chaga que ele produz é incurável. O ultraje e a violência destroem as riquezas. A mais rica mansão arruína-se pelo orgulho; assim será desenraizada a riqueza do orgulhoso. A oração do pobre eleva-se da sua boca até aos ouvidos (de Deus), (e Deus) apressar-se-á em lhe fazer justiça. Aquele que odeia a correcção segue os passos do pecador, aquele que teme a Deus volta ao seu próprio coração. De longe é conhecido o poderoso de linguagem insolente, mas o homem sábio sabe como se descartar dele" (Eclo 21, 1-8).

Às vezes, durante a confissão, tentamos tirar uma das máscaras, mas acontece, em geral, que só conseguimos tirar parte dela. Assim lutamos connosco mesmos e, embora o confessor procure ajudar-nos, não pode substituir-se a nós. É o penitente quem tem de confessar-se e não o confessor. Este tem de respeitar a nossa liberdade. A luta interior, relacionada com o tirar da máscara, pode constituir uma prova difícil.
Há quem fracasse com frequência neste ponto. Um dia, porém, quando com confiança se abrirem à Misericórdia divina, desvendarão, já sem qualquer respeito humano, a verdade acerca de si mesmos e confessarão, abertamente, que são pecadores.
O Sacramento da Reconciliação tornar-se-á, então, para eles, um verdadeiro toque de Deus.
Não tenhas medo da confissão.
Não te esqueças que a melhor confissão é aquela em que desvendas com confiança o abismo da tua miséria.
Não tenhas medo: o sacerdote não vai fugir assustado com os teus pecados.
E mesmo que fugisse, Deus não ia deixar de amar-te. A Deus não deves temer.
Ele sabe muito bem o que guardas no teu íntimo. Aqui, trata-se apenas de quereres ser como o publicano e de, confiando na Misericórdia divina, quereres conhecer que espécie de vaso és.

 

Catequese sobre o Sacramento da Confissão

Para viver uma boa confissão

1. O QUE É A CONFISSÃO?
Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para que os cristãos possam ser perdoados dos seus pecados e receberem a graça santificante. Também é chamado de sacramento da Reconciliação.
 
2. QUEM INSTITUIU O SACRAMENTO DA CONFISSÃO OU PENITÊNCIA?
O sacramento da Penitência foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos ensina o Evangelho de São João: "Depois Jesus soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 22-23).
 
3. A IGREJA TEM A AUTORIDADE PARA PERDOAR OS PECADOS ATRAVÉS DO SACRAMENTO DA PENITÊNCIA?
Sim, a Igreja tem esta autoridade porque a recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu" (Mt 18,18). 
 
4. POR QUE ME CONFESSAR E PEDIR O PERDÃO A UM HOMEM IGUAL A MIM?  
Só Deus perdoa os pecados. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida aos seus filhos; e como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc. 
 
5. OS PADRES E BISPOS TAMBÉM SE CONFESSAM?  
Sim, obedientes aos ensinamentos de Cristo e da Igreja, todos os Padres, Bispos e mesmo o Papa se confessam com frequência, conforme o mandamento: "Confessai os vossos pecados uns aos outros" (Tg 5,16 ).
  
6. O QUE É NECESSÁRIO PARA FAZER UMA BOA CONFISSÃO?
Para se fazer uma boa confissão são necessárias 5 condições:
a) um bom e honesto exame de consciência diante de Deus;
b) arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo;
c) firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, converter-se;
d) confissão objectiva e clara a um sacerdote;
e) cumprir a penitência que o padre nos indicar.
 
7. COMO DEVE SER A CONFISSÃO?
Dizer o tempo transcorrido desde a última confissão. Acusar os seus pecados com clareza, primeiro os mais graves, depois os mais leves. Falar resumidamente, mas sem omitir o necessário. Devemos confessar os nossos pecados e não os dos outros. Porém, se participamos ou facilitamos de alguma forma o pecado alheio, também cometemos um pecado e devemos confessá-lo (por exemplo, se aconselhamos ou facilitamos alguém a praticar um aborto, somos tão culpados como quem cometeu o aborto). 
 
8. O QUE PENSAR DA CONFISSÃO FEITA SEM ARREPENDIMENTO OU SEM PROPÓSITO DE CONVERSÃO, OU SEJA, SÓ PARA "DESCARREGAR" UM POUCO OS PECADOS?
Além de ser uma confissão totalmente sem valor, é uma grave ofensa à Misericórdia Divina. Quem a pratica comete um pecado grave de sacrilégio.
 
9. QUE PECADOS SOMOS OBRIGADOS A CONFESSAR?
Somos obrigados a confessar todos os pecados graves (mortais). Mas é aconselhável também confessar os pecados leves (veniais) para exercitar a virtude da humildade.
  
10. O QUE SÃO PECADOS GRAVES (MORTAIS) E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS?
São ofensas graves a Deus ou ao próximo. Eles apagam a caridade no coração do homem e o desviam de Deus. Quem morre em pecado grave (mortal) sem arrependimento, merece a morte eterna, conforme diz a Escritura: "Há pecado que leva à morte" (1Jo 5,16b).
 
11. O QUE SÃO PECADOS LEVES (ou também chamados de VENIAIS)?
São ofensas leves a Deus e ao próximo. Embora ofendam a Deus, não destroem a amizade entre Ele e o homem. Quem morre em pecado leve não merece a morte eterna. "Toda a iniquidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte" (1Jo 5, 17).
 
12. ALGUNS EXEMPLOS DE PECADOS GRAVES
São pecados graves, por exemplo: O assassinato, o aborto provocado, assistir ou ler material pornográfico, destruir de forma grave e injusta a reputação do próximo, oprimir o pobre, o órfão ou a viúva, fazer mau uso do dinheiro público, o adultério, a fornicação, entre outros.
  
13. TODO AQUELE QUE MORRE EM PECADO MORTAL ESTÁ CONDENADO?
Merece a condenação eterna. Porém, somente Deus, que é justo e misericordioso e que conhece o coração de cada pessoa, pode julgar.
 
14. E SE TENHO DÚVIDAS SE COMETI PECADO GRAVE OU NÃO?
Para que haja pecado grave (mortal) é necessário:
a) conhecimento, ou seja, a pessoa deve saber, estar informada que o acto a ser praticado é pecado;
b) consentimento, ou seja, a pessoa tem tempo para reflectir, e escolhe (consente) cometer o pecado;
c) liberdade, isto é, significa que somente comete pecado quem é livre para fazê-lo;
d) matéria, ou seja, significa que o acto a ser praticado é uma ofensa grave aos Mandamentos de Deus e da Igreja.
Estas 4 condições também são aplicáveis aos pecados leves, com a diferença que neste caso a matéria é uma ofensa leve contra os Mandamentos de Deus.
15. SE ME ESQUECI DE CONFESSAR UM PECADO QUE JULGO GRAVE?
Se esquecestes realmente, o Senhor perdoou-te, mas é preciso acusá-lo ao sacerdote na próxima confissão.
 
16. E SE NÃO SINTO REMORSO, COMETI PECADO?
Não sentir peso na consciência (remorso) não significa que não tenhamos pecado. Se cometemos livremente uma falta contra um Mandamento de Deus, de forma deliberada, nós cometemos um pecado. A falta de remorso pode ser um sinal de um coração duro, ou de uma consciência pouco educada para as coisas espirituais (por exemplo, um assassino pode não ter remorso por ter feito um crime, mas o seu pecado é muito grave).
  
17. A CONFISSÃO É OBRIGATÓRIA?
O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, a fim de se preparar para a Páscoa. Mas somos também obrigados toda a vez que cometemos um pecado mortal.
 
18. QUAIS OS FRUTOS DE SE CONFESSAR CONSTANTEMENTE?
Toda a confissão apaga completamente os nossos pecados, até mesmo aqueles que tenhamos esquecido. E dá-nos a graça santificante, tornando-nos naquele instante uma pessoa santa. Tranquilidade de consciência, consolo espiritual. Aumenta os nossos méritos diante do Criador. Diminui a influência do demónio na nossa vida. Faz criar gosto pelas coisas do alto. Exercita-nos na humildade e faz-nos crescer em todas as virtudes.
 
19. E SE TENHO DIFICULDADE PARA CONFESSAR UM DETERMINADO PECADO?
Se somos conhecidos do nosso pároco, devemos neste caso fazer a confissão com outro padre para nos sentirmos mais à vontade. Em todo o caso, antes de te confessares conversa com o sacerdote sobre a tua dificuldade. Ele usará de caridade para que a tua confissão seja válida sem te causar constrangimentos. Lembra-te: o sacerdote está no lugar de Jesus Cristo!
 
20. O QUE SIGNIFICA A PENITÊNCIA DADA NO FIM DA CONFISSÃO?
A penitência proposta no fim da confissão é uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.

 
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O Sacramento da penitência e da reconciliação

O pecado arrasta ao pecado e a sua repetição gera o vício


A reconciliação torna-se necessária porque se deu a ruptura do pecado, da qual derivaram todas as outras formas de ruptura no íntimo do homem e à sua volta.
A reconciliação, portanto, para ser total exige necessariamente a libertação do pecado, rejeitado nas suas raízes mais profundas.
Por isso, há uma estreita ligação interna, que une conversão e reconciliação: é impossível dissociar as duas realidades, ou falar de uma sem falar da outra.
A nova vida da graça, recebida no Baptismo, não suprimiu a fragilidade da natureza humana nem a inclinação para o pecado (isto é, a concupiscência). O Senhor ressuscitado instituiu este sacramento, para a conversão dos baptizados que pelo pecado d’Ele se afastaram. Na tarde de Páscoa, o Senhor se mostrou aos Apóstolos e lhes disse: «Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoar os pecados serão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes serão retidos» (Jo 20, 22-23).
O pecado é uma ofensa a Deus, na desobediência ao seu amor. Fere a natureza do homem e atenta contra a solidariedade humana. O pecado arrasta ao pecado e a sua repetição gera o vício.
Podemos ainda distinguir entre pecado mortal e venial. Comete-se pecado mortal quando, ao mesmo tempo, há matéria grave, plena consciência e deliberado consentimento. Este pecado destrói a caridade, priva-nos da graça santificante e conduz-nos à morte eterna do inferno, se dele não nos arrependermos. É perdoado ordinariamente mediante os sacramentos do Baptismos e da Penitência ou Reconciliação.
O pecado venial, que difere essencialmente do pecado mortal, comete-se quando se trata de matéria leve, ou mesmo grave, mas sem pleno conhecimento ou sem total consentimento. Não quebra a aliança com Deus, mas enfraquece a caridade; manifesta um afecto desordenado pelos bens criados; impede o progresso da alma no exercício das virtudes e na prática do bem moral; merece penas purificadoras temporais.
Cristo confiou o ministério da reconciliação aos seus Apóstolos, aos Bispos seus sucessores e aos presbíteros seus colaboradores, os quais portanto se convertem em instrumentos da misericórdia e da justiça de Deus. Eles exercem o poder de perdoar os pecados no Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todo o fiel, obtida a idade da razão, é obrigado a confessar os seus pecados graves ao menos uma vez por ano e antes de receber a Sagrada Comunhão. Devem-se confessar todos os pecados ainda não confessados, dos quais nos recordamos depois dum diligente exame de consciência. A confissão dos pecados é o único modo ordinário para obter o perdão. 
Dada a delicadeza e a grandeza deste ministério e o respeito devido às pessoas, todo o confessor está obrigado a manter o sigilo sacramental, isto é, o absoluto segredo acerca dos pecados conhecidos em confissão, sem nenhuma excepção e sob penas severíssimas.

Os efeitos do sacramento da Penitência são:

- a reconciliação com Deus e portanto o perdão dos pecados;
- a reconciliação com a Igreja; a recuperação, se perdida, do estado de graça;
- a remissão da pena eterna merecida por causa dos pecados mortais e, ao menos em parte, das penas temporais que são consequência do pecado;
- a paz e a serenidade da consciência, e a consolação do espírito;
- o acréscimo das forças espirituais para o combate cristão
O apelo à conversão ressoa continuamente na vida dos baptizados os quais têm a necessidade da conversão. Esta conversão é um empenho contínuo para toda a Igreja.

Catecismo da Igreja Católica

 
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SANTO ANTÓNIO E A CONFISSÃO

No dia 13 de Junho celebramos a memória de um grande santo português Santo António. Todos nós o conhecemos como um grande pregador, como o “Santo dos Milagres”, o “Santo Casamenteiro”, o “Santo dos Objectos Perdidos”,

mas são poucos os que conhecem a sua faceta de grande confessor.

Na verdade, S. António tinha dias que confessava sem interrupção desde manhã cedo até ao pôr-do-sol, sem comer nem apanhar um pouco de ar, apesar de se encontrar com a saúde bastante debilitada. Ele foi um incansável pescador de almas e a felicidade que o inundava ao restituir a Luz da graça divina aos pecadores era tal, que nesses dias se esquecia do cansaço, do frio, do calor e da fome.

Foi ele que escreveu: “O sacramento da penitência é chamado “casa de Deus”, porque aí os pecadores reconciliam-se com Ele, assim como o filho pródigo se reconcilia com o pai, que o acolhe novamente em casa. É também chamado “porta do paraíso”, já que, através da confissão, o penitente é levado a beijar os pés, as mãos, o rosto do Pai Celeste. Oh casa de Deus! Oh confissão, porta do paraíso! Bem-aventurado quem habita em ti, bem-aventurado quem entra em ti! Humilhai-vos, meus irmãos e entrai por esta porta santa”.

Noutra altura escreveu: “Tal como te confessaste, assim deves emendar-te. Há muitos que confessam os seus pecados, mas nunca se emendam. O verdadeiro penitente, por onde quer que vá, deve sempre ter fixo na alma o propósito de não voltar a cair na culpa.
Há quem se confesse uma única vez por ano, mas seria bom confessar-se mais frequentemente. De facto, frágeis como somos e inclinados para o mal, todos os dias nos acontece contrair alguma mancha. A nossa memória, além disso, é tão escorregadia que tem dificuldade em recordar à noite aquilo que fez de manhã. Porquê então adiar para amanhã aquilo que seria urgente fazer hoje? Oh homem, hoje existes; mas amanhã, se calhar, não. Vive e comporta-te hoje como se amanhã tivesses que morrer. E sempre que absorveres o veneno da culpa, corre imediatamente a procurar o contra-veneno da sincera e dolorosa confissão”.

Meditemos nestas sábias palavras e conselhos de Santo António.

Ao longo dos vários anos de vida de confessor de Santo António, aconteceram episódios singulares. Fica aqui o mais conhecido:

“Um habitante de Pádua confessou uma vez que tinha agredido a sua mãe com um pontapé e, com tal violência que a fez cair por terra. O bem-aventurado Santo António, que ferozmente detestava a fúria, levado pelo zelo e quase com horror, exclamou: ‘O pé que bate no pai ou na mãe merecia, sem dúvida, ser cortado!’ O homem, não tendo compreendido bem tais palavras, voltou com toda a pressa para casa e imediatamente cortou o seu próprio pé. A notícia de tão atroz punição divulgou-se imediatamente por toda a cidade de Pádua e chegou aos ouvidos de Santo António. Ele dirigiu-se logo para junto daquele homem e depois de uma devota oração, juntou o pé cortado à perna, fez sobre ela o sinal da cruz e impôs por cima as suas santas mãos. Imediatamente o pé ficou ‘colado” à perna. O homem levantou-se com o seu pé intacto e são, louvando e exaltando o Senhor, e dando graças ao bem-aventurado Santo António, pela tão maravilhosa forma com que tinha sido curado pela sua intervenção”.
Vemos assim que Santo António, para além de ser grande na pregação, não era menor no confessionário. Isto vai de encontro aos seus pensamentos: “De que serve pregar no púlpito a uma multidão de ouvintes, se depois o confessionário ficar deserto? Seria como ir à caça e regressar com a bolsa vazia!”.

Peçamos a Deus que nos envie muitos e santos sacerdotes, com um espírito confessor como o de Santo António.

 
Um pecado grave não confessado Imprimir e-mail

Consequências de um pecado grave, não confessado

Exemplo de uma senhora que durante muitos anos calou na confissão um pecado desonesto. Conta Santo Afonso e mais particularmente o padre António Caroccio, que passaram pelo país em que vivia esta senhora dois religiosos, e ela, que sempre esperava confessor forasteiro, pediu a um deles que a ouvisse em confissão e confessou-se. Logo que partiram os padres, o companheiro disse ao confessor ter visto que, enquanto a senhora se confessava, saiam da sua boca muitas cobras e uma serpente enorme deixava ver fora a cabeça, mas voltava de novo para dentro, e após ela, todas as que antes saíram. Suspeitando o confessor o que aquilo poderia significar, voltou à cidade e a casa daquela senhora, onde lhe disseram que ela, no momento de entrar na sala, morrera repentinamente.

Durante três dias seguidos jejuaram e oraram por ela, suplicando ao senhor que lhes manifestasse aquele caso. Ao terceiro dia apareceu-lhes a infeliz senhora condenada e montada sobre um demónio, em figura de um dragão horrível com duas serpentes enroscadas ao pescoço, que a afogavam e lhe comiam os peitos, uma víbora na cabeça, dois sapos nos olhos, setas ardentes nas orelhas, chamas de fogo na boca e dois cães danados que lhe mordiam e lhe comiam as mãos; e dando um triste e espantoso gemido, disse: - Eu sou a desventurada Senhora que V. Rev.ma confessou.

Confessei-me há 3 dias, e conforme eu ia confessando, os meus pecados saíam da minha boca, e aquela serpente enorme, que o companheiro viu sair da minha cabeça e voltou depois para dentro, era figura dum pecado desonesto que calei sempre por vergonha; quis confessá-lo com V. Rev.ma, mas, também não me atrevi e por isso, voltou a entrar, e com ele todos os que tinham saído. Cansado já Deus de tanto me esperar, tirou-me repentinamente a vida e precipitou-me no inferno, onde sou atormentada pelos demónios em figura de horrendos animais. A víbora atormenta-me a cabeça pela minha soberba e excessivo cuidado em pentear os cabelos, os sapos cegam-me os olhos, pelos meus olhares lascivos; as flechas acesas atormentam-me os ouvidos, porque escutei murmurações, palavras e cantigas obscenas; o fogo abrasa-me a boca pelas murmurações e beijos torpes; tenho as serpentes enroscadas no pescoço e comem-me os peitos, porque os levei dum modo provocativo, pelo decote dos meus vestidos e pelos abraços desonestos; os cães comem-me as mãos, pelas más obras e tatos impuros, mas o que mais me atormenta é o horroroso dragão, em que vou montada, e que me abrasa as entranhas em castigo dos meus pecados impuros. Ai! Que não há remédio para mim, senão tormentos e pena eterna! Ai das mulheres, acrescentou; porque muitas delas se condenam por 4 géneros de pecados: por pecados de impureza, pelas galas e enfeites, por feitiçaria e por calar pecados nas confissões. Os homens condenam-se por toda a classe de pecados, mas as mulheres principalmente por estes quatro pecados. Disto isto, abriu-se a terra e por ela entrou esta infeliz mulher, até ao mais profundo do inferno, onde padece e padecerá por toda a eternidade!"

Fonte: (O Caminho Reto, de Santo António Maria Claret, pág. 99 e 100)

 
Nove maneiras de ser cúmplice de outrem Imprimir e-mail

Nove maneiras de ser cúmplice do pecado de outrem

 

Alguma vez fiz deliberadamente com que outros pecassem?

Alguma vez cooperei nos pecados de outrem:

  • Aconselhando?

  • Mandando? 

  • Consentindo? 

  • Provocando?

  • Lisonjeando? 

  • Ocultando? 

  • Compartilhando? 

  • Silenciando?

  • Defendendo o mal feito?

 

Os quatro pecados que bradam aos Céus

Homicídio voluntário. 

O pecado de sodomia ou lesbianismo.

Opressão dos pobres. 

Não pagar o salário justo a quem trabalha.

 

Os seis Mandamentos da Igreja

Ouvi Missa nos Domingos e Festas de guarda?

Cumpri o jejum e a abstinência nos dias prescritos, e guardei o jejum eucarístico?

Confessei-me pelo menos uma vez no ano?

Recebi a Sagrada Eucaristia pelo menos uma vez por ano?

Contribui, na medida do possível, para as despesas do culto?

 

As cinco blasfémias contra o Coração Imaculado de Maria

Blasfemei contra a Imaculada Conceição?

Blasfemei contra a Virgindade Perpétua de Nossa Senhora?

Blasfemei contra a Maternidade Divina de Nossa Senhora?

Deixei de reconhecer a Nossa Senhora como Mãe de todos os homens?

Tentei publicamente semear nos corações das crianças indiferença ou desprezo, ou mesmo ódio, em relação à sua Mãe Imaculada?

Ultrajei-a directamente nas Suas santas imagens?

Finalmente:

Recebi a Sagrada Comunhão em estado de pecado mortal? (Este é um sacrilégio muito grave).

 
Confessar-se ou receber o Sacramento da Penitência Imprimir e-mail

Confessar-se ou receber o Sacramento da Penitência

 

Se a confissão não existisse, seria preciso inventá-la...

O coração de todo homem está cheio de múltiplas paixões, e é receptáculo de inúmeras culpabilidades. E, quer queira quer não, ele é obrigado a dar-lhes atenção. Se ele nega a Deus, não pode por isso destruir o mal, e, se recusa ver nele um problema moral, corre o risco, mais dia, menos dia, de achar-se diante de um problema mental. Na medida em que ele recusar o sacerdote, terá necessidade do psiquiatra. Mas este não lhe dará a verdadeira paz, aquela que Jesus oferece: "Eu vos dou a paz, mas não como vo-la dá o mundo..."

No que se refere aos cristãos, dois obstáculos ameaçam a sua atitude em face da confissão: ou a seus olhos ela se desvalorizou e se reduziu a um rito obsoleto ao qual eles se submetem de vez em quando, premido por um resto de legalismo, ou então reconhecem sua necessidade, por um vago temor, e para recuperar uma paz de dimensões apenas humanas. Em ambos os casos, perderam o senso da confissão, rebaixando-se ao nível de uma realidade humana, em vez de haver nela - na fé e pelo sinal eficaz do Sacramento - o encontro com Cristo Redentor.

Quanto mais estiveres unido ao teu meio pela atenção, conhecimento e amor,
mais poderás, pelo sacramento da Penitência, levar a Cristo os pecados desse meio.
E mais poderás levar ao meio a redenção de Cristo.

Se lutas contra as faltas de justiça no trabalho, de amor nas famílias, de fraternidade entre os homens, de paz no mundo...
Se lutas contra os salários insuficientes, a fome no mundo, a pobreza, o analfabetismo...não se esqueça que todos esses males são frutos do pecado, que todo pecado, para ser destruído, tem necessidade da redenção.

Se te confessas sem lutar contra o pecado que está em ti e no mundo, não poderás vencer o mal. Se lutas contra o mal em ti e no mundo sem te confessar, não poderás triunfar.
Pois, o único meio infinitamente eficaz de vencer o pecado, é combater com todas as forças,

Tu não te confessas só a Deus, mas à "...Bem-aventurada Virgem Maria... a todos os santos, e a vós, padre...". O sacerdote, ministro de Jesus Cristo, é testemunha da comunidade.

Serias capaz de recusar um tesouro só porque não te agrada a mão que o oferece?
Então, que importa quem seja o padre; ele tem nas suas mãos a morte e a ressurreição de Cristo.

Tu tens o direito de escolher o teu confessor, mas não tens o direito de fugir a uma só confissão, só porque o padre não te agrada.

Na Igreja, o bem ou o mal que estão no coração de um dos seus membros, repercute em todo o corpo.
Recebendo o Sacramento da Penitência, ofereces a todos os teus irmãos um acréscimo de pureza e amor.

Aqueles que estão imediata e providencialmente perto de ti, beneficiam-se em primeiro lugar com o sacramento que tu recebes. Tu transmites-lhes Cristo Redentor.

A fealdade do pecado mede-se em face de Deus, e não em face de ti: "...

Somente a prática de uma verdadeira revisão de via permitir-lhe-á conhecer-se melhor. Descobrindo os convites de Cristo em sua vida, poderá ver claramente as recusas de que se tornou culpado.

Tu notas o que fizeste de mal, mas procura também ver o que não fizeste de bem.

Quanto mais você amar, mais descobrirá sua falta de amor.

O pecado é uma ruptura com Deus, mas também uma ruptura com os irmãos e a Igreja. A sua volta não pode ser secreta, no fundo do teu coração, mas 1 entrada pública, dentro da Igreja.

Os teus pecados devem passar diante dos olhos de tua consciência, serem reconhecidos e aceites a fim de serem autenticamente entregues a Cristo Redentor.

A confissão é um misterioso intercâmbio: dá todos os teus pecados a Cristo, e Ele dá-te toda a sua Redenção.

Se só verificas as tuas contas uma vez por ano, encontrarás muita dificuldade em encontrar os erros que fizeste.
E se só examinares a tua consciência uma vez por ano, não poderás achar todos os teus pecados.

Por falta de delicadeza, algumas pessoas magoam os outros mesmo sem o perceberem.
Se não percebes os teus pecados é porque não presta atenção suficiente a eles, mas principalmente, é porque seu amor não é bastante penetrante e profundo.
Se quiseres fazer um bom exame de consciência, põe-te primeiro na presença de Deus, e só depois, na presença de ti mesmo.

Deus precisa de ti para introduzir a sua redenção no teu coração e no Mundo.

Cada um recebe de amor aquilo que o seu coração pode conter.
Cada um recebe a graça que a sua alma pode encerrar.
A todos é oferecida a mesma redenção infinita; mas, os seus benefícios são dados segundo a "abertura" de quem os recebe.

Quanto mais te reconheceres pecador, quanto mais sofreres com a tua falta de amor, quanto mais tiveres fome de perdão, mais redenção receberás.

Como queres achar outra solução para o teu problema de matemática, se antes não perceberes que tinhas errado?
E como queres converter-te se não viste que erraste o caminho?

Sobre a Cruz, Cristo já assumiu todos os seus pecados. Mas, por ser livre, hoje você deve dá-los a Ele, livremente.

Para que te levantes cada dia, tens que renovar o teu esforço.
Para trabalhar, é preciso cada dia empunhar novamente a sua ferramenta.
Para amar, é preciso que cada dia saibas renunciar a ti.
Mas, infelizmente, a tua recusa ao pecado e a tua escolha de Cristo não são definitivas. Pelo Sacramento da Penitência, precisas muitas vezes de voltar às fontes do teu baptismo, para renovar a tua escolha.

Para que me confessar? Daqui a pouco vou recomeçar tudo de novo.
É justamente por isso que tu precisas de te confessar, pois, receber o Sacramento da Penitência é acolher toda a força triunfal da Ressurreição.
Mas, eu a tornarei a estragar!
Não, porque se caíres de novo, ao menos cairás enquanto sobes!

Pela morte de Cristo, o perdão dos teus pecados foi adquirido. Tu não tens mais que conquistá-lo, mas, recebê-lo livremente.

O Pai do filho pródigo esperava o filho para o perdoar. Mas, foi preciso que o filho voltasse.

Quando te vais confessar, pensas antes: "Que é que eu vou dizer?" e depois "Que é que ele vai pensar?" e depois ainda: "Que será que ele me vai dizer?"
Em vez disso, pensa antes: "Quem é que eu vou encontrar, e que é que eu vou receber?"

Tu dás muita importância aos pecados, e muito pouca ao Amor Redentor que se dá a ti.

Jesus Cristo veio à terra, sofreu, morreu e ressuscitou, essencialmente, para vencer o pecado.

Confessar-se é receber o sacramento da Penitência, e receber o sacramento da Penitência é encontrar Cristo e unir-se a Ele no mistério de Sua morte e de Sua Ressurreição.

Pelo pecado original, os homens se separaram de Deus e uns dos outros.
Pelo baptismo, escolhem unir-se a Jesus Redentor, e nele voltam a ser Filhos do mesmo Pai e irmãos uns dos outros.
Cada vez que você recebe o sacramento da Penitência, recebe novamente Jesus Cristo "mergulhando" de novo no baptismo, renovando ou reforçando os laços cortados ou afrouxados com o Pai e com todos os irmãos.

 
Tu conheces-me e sabes tudo de mim Imprimir e-mail

TU CONHECES-ME E SABES TUDO DE MIM. DEUS PERSEGUE-NOS E ENCONTRA...


Eu gostaria de pegar dois trechos da Palavra de Deus para que pudéssemos realmente entender porque nos cansamos. Cansamo-nos por causa de nós mesmos.
O primeiro ponto está em Génesis (3,9-10), quando Deus, diariamente, ia tomar o café ou o chá da tarde com Adão e Eva e, um dia, Ele chegou e fez esta pergunta: “Onde estás? Tu, que vinhas a correr todos os dias para me ver, para estar comigo, onde estás agora? Por que não corres?” Adão responde: “Ouvi o barulho dos teus passos, tive medo, porque estou nu e escondi-me”.
Aqui está a razão do nosso cansaço constante: “Tive medo do barulho dos Teus passos e, porque estou nu, escondi-me”. Aqui está todo o trabalho do autoconhecimento sob estes três aspectos: a malícia, a mentira e a insegurança. Isto traz a origem do desequilíbrio da nossa identidade.
O segundo ponto é o Salmo 138: “Tu me perscrutas, Senhor, e me conheces”. "Tu sabes tudo de mim: quando me sento, quando me levanto, quando a palavra ainda não me chegou à boca, tu já a conheces toda. Mesmo que eu quisesse fugir de ti e entrasse no mais profundo dos abismos ou no alto das montanhas, tu estarias lá”.
Aqui vêm duas coisas lindíssimas em relação ao autoconhecimento: “Tu me conheces e sabes tudo de mim”. Por isso, a chave está em lançar-se nos braços daquele que sabe tudo de mim e que me conhece. A eterna perseguição amorosa de Deus para connosco, dizendo: “Mesmo que tu chegues ao mais profundo das depressões, lá me encontrarás. Se tu quiseres fugir de mim, indo para as mais altas montanhas, eu lá te encontro e persigo”.
Aqui está a Paixão e o Amor de Deus para connosco, que nos leva a ter confiança:
“Tu me conheces e sabes tudo de mim”.

 
Tudo o que desligares na terra Imprimir e-mail

 

O sacramento da reconciliação: "Tudo o que tiveres desligado na terra será desligado nos céus"

 

A confissão é um acto magnífico, um acto de grande amor. Só ali nos podemos dirigir como pecadores, portadores do pecado; só dali podemos regressar como pecadores perdoados, sem pecado.
A confissão não é senão a humildade em acção. Chamávamos-lhe
outrora penitência, mas trata-se verdadeiramente de um sacramento de amor, do sacramento do perdão. Quando uma brecha se abre entre mim e Cristo, quando o meu amor cria fissuras, qualquer coisa pode vir ocupar esse interstício. A confissão é o momento em que permito a Cristo que retire de mim tudo o que divide, tudo o que destrói. A realidade dos meus pecados deve aparecer em primeiro lugar. À maior parte de nós, espreita o perigo de esquecer que somos pecadores e que devemos dirigir-nos à confissão enquanto tal. Devemos dirigir-nos a Deus para lhe dizer quanto estamos desolados por tudo o que pudemos ter feito e que o feriu.
O confessionário não é lugar para conversas banais ou tagarelices. O que aí importa é apenas um assunto – os meus pecados, o meu arrependimento, o meu perdão, como vencer as minhas tentações, como praticar a virtude, como crescer no amor de Deus.

Beata Teresa de Calcutá

Exame de consciência para uma boa confissão

 Oração para antes da Confissão: “Senhor, iluminai-me para me observar como Vós me observas, e dai-me a graça de me arrepender verdadeira e efectivamente dos meus pecados. O Virgem Santíssima, ajudai-me a fazer uma boa confissão.”

Como se Confessar: “Antes de mais, examine bem a sua consciência. Em seguida, diga ao sacerdote que pecados específicos cometeu, e, com a maior exactidão possível, quantas vezes os cometeu desde a sua última boa confissão. Só é obrigado a confessar os pecados mortais, visto que, pode obter o perdão dos seus pecados veniais através de sacrifícios e actos de caridade. Se estiver em dúvida sobre se um pecado é mortal ou venial, mencione ao confessor a sua dúvida. Recorde-se, também, que a confissão dos pecados veniais ajuda muito a evitar o pecado e a avançar na direcção do Céu.”

Condições necessárias para um pecado ser mortal:

·       Matéria séria 

·       Reflexão suficiente

·       Pleno consentimento da vontade

Considerações preliminares: Alguma vez deixei de confessar um pecado grave, ou conscientemente disfarcei ou escondi um tal pecado?

Nota: Esconder deliberadamente um pecado mortal invalida a confissão, e é igualmente pecado mortal. Lembre-se que a confissão é privada e sujeita ao Sigilo da Confissão, o que quer dizer que é pecado mortal um sacerdote revelar a quem quer que seja a matéria de uma confissão.

Alguma vez fui irreverente para com este Sacramento, não examinando a minha consciência com o devido cuidado?

Alguma vez deixei de cumprir a penitência que o sacerdote me impôs?

Tenho quaisquer hábitos de pecado grave que deva confessar logo no início (por exemplo, impureza, alcoolismo, etc.)?

 

Primeiro Mandamento: Eu sou o Senhor teu Deus, Não terás deuses estranhos perante Mim (incluindo pecados contra a Fé, Esperança e Caridade).

Descuidei o conhecimento da minha fé, tal como o Catecismo a ensina, tal como o Credo dos Apóstolos, os Dez Mandamentos, os Sete Sacramentos, o Pai Nosso, etc?

Alguma vez duvidei deliberadamente de algum ensinamento da Igreja, ou o neguei?

Tomei parte num ato de culto não católico?

Alguma vez li, com consciência do q fazia, alguma literatura herética, blasfema ou anti-católica?

Pratiquei alguma superstição (tal como horóscopos, adivinhação, etc.)?

Omiti algum dever ou prática religiosa por respeitos humanos?

Recomendo-me a Deus diariamente?

Tenho rezado fielmente as minhas orações diárias?

Abusei os Sacramentos de alguma maneira?

Recebi-os com irreverência?

Trocei de Deus, de Nossa Senhora, dos Santos, da Igreja, dos Sacramentos, ou de quaisquer coisas santas?

Fui culpado de grande irreverência na igreja, como, por exemplo, em conversas, comportamento ou modo como estava vestido?

Fui indiferente quanto à minha Fé Católica — acreditando que uma pessoa pode salvar-se em qualquer religião, ou que todas as religiões são iguais?

Presumi em qualquer altura que tinha garantida a misericórdia de Deus?

Desesperei da misericórdia de Deus?

Detestei a Deus?

Dei demasiada importância a alguma criatura, actividade, objecto ou opinião?

 

Segundo Mandamento: Não tomarás o Nome do Senhor teu Deus em vão.

Jurei pelo nome de Deus falsamente, impensadamente, ou em assuntos triviais e sem importância?

Murmurei ou queixei-me contra Deus (blasfémia)?

Amaldiçoei-me a mim próprio, ou a outra pessoa ou criatura?

Provoquei alguém à ira, para o fazer praguejar ou blasfemar a Deus?

Quebrei uma promessa feita a Deus?

Terceiro Mandamento: Recorda-te de santificar o Dia de Sábado.

Faltei à Missa nos Domingos ou Festas de guarda?

Cheguei atrasado à Missa nos Domingos e Dias Santos de guarda, ou saí mais cedo por minha culpa?

Fiz com que outras pessoas faltassem à Missa nos Domingos e Dias Santos de guarda, ou saíssem mais cedo, ou chegassem atrasados à Missa?

Estive distraído propositadamente durante a Missa?

Fiz ou mandei fazer trabalho servil desnecessário num Domingo ou Festa de guarda?

 

Quarto Mandamento: Honra o teu pai e a tua mãe.

Desobedeci aos meus pais, faltei-lhes ao respeito, descuidei-me em ajudá-los nas suas necessidades ou na compilação do seu testamento, ou recusei-me a fazê-lo?

Mostrei irreverência em relação a pessoas em posições de autoridade?

Insultei ou disse mal de sacerdotes ou de outras pessoas consagradas a Deus?

Tive menos reverência para com pessoas de idade?

Tratei mal a minha esposa ou os meus filhos?

Foi desobediente ao meu marido, ou faltei-lhe ao respeito?

Sobre os meus filhos:

Descuidei as suas necessidades materiais?

Não tratei de os fazer baptizar cedo? *(Veja-se em baixo.)

Descuidei a sua educação religiosa correcta?

Permiti que eles descuidassem os seus deveres religiosos?

Deixei de vigiar as companhias com quem andam?

Deixei de os disciplinar quando necessitassem de tal?

Dei-lhes mau exemplo?

Escandalizei-os, discutindo com o meu cônjuge em frente deles?

Escandalizei-os ao dizer obscenidades na sua frente?

Permiti-lhes que usassem roupa imodesta? Comprei tais roupas para eles?

Neguei-lhes a liberdade de casar ou seguir uma vocação religiosa?

* As crianças devem ser baptizadas o mais cedo possível.  Santo Afonso, seguindo a opinião geral da época, pensava que um atraso não justificado de mais de dez ou onze dias a seguir ao parto seria um pecado grave. Segundo o costume moderno, que é conhecido e não corrigido pelos Ordinários locais, um atraso de mais de um mês sem motivo seria um pecado grave. — H. Davis S.J., Moral and Pastoral Theology, Vol. III, pg. 65.

 

Quinto Mandamento: Não matarás.

Procurei, desejei ou apressei a morte ou o ferimento de alguém?

Alimentei ódio para com alguém?

Oprimi alguém?

Desejei vingar-me?

Provoquei a inimizade entre outras pessoas?

Discuti ou lutei com alguém?

Desejei mal a alguém?

Quis ferir ou maltratar alguém, ou tentei fazê-lo?

Recuso-me a falar com alguém, ou ressentimento de alguém?

Regozijei-me com a desgraça alheia?

Tive ciúmes ou inveja de alguém?

Fiz ou tentei fazer um aborto, ou aconselhei alguém a que o fizesse?

Mutilei o meu corpo desnecessariamente de alguma maneira?

Consenti em pensamentos de suicídio, desejei suicidar-me ou tentar suicidar-me?

Embriaguei-me ou usei drogas ilícitas?

Comi demais, ou não como o suficiente por descuido (isto é, alimentos nutritivos)?

Deixei de corrigir alguém dentro das normas da caridade?

Causei dano à alma de alguém, especialmente crianças, dando escândalo através de mau exemplo?

Fiz mal à minha alma, expondo-a intencionalmente e sem necessidade a tentações, como maus programas de TV, música reprovável, praias, etc.?

 

Sexto e Nono Mandamentos: Não cometerás adultério. Não cobiçarás a mulher do próximo.

Neguei ao meu cônjuge os seus direitos matrimoniais?

Pratiquei o controlo de natalidade (com pílulas, dispositivos, interrupção)?

Abusei dos meus direitos matrimoniais de algum outro modo?

Cometi adultério ou fornicação (sexo pré-marital)?

Cometi algum pecado impuro contra a natureza (homossexualidade ou lesbianismo, etc.)?

Toquei ou abracei outra pessoa de forma impura?

Pratiquei a troca prolongada de carícias?

Pequei impuramente contra mim próprio (masturbação)?

Consenti em pensamentos impuros, ou tive prazer neles?

Consenti em desejos impuros para com alguém, ou desejei conscientemente ver ou fazer alguma coisa impura?

Entreguei-me conscientemente a prazeres sexuais, completos ou incompletos?

Fui ocasião de pecado para os outros, por usar roupa justa, reveladora ou imodesta?

Fiz alguma coisa, deliberadamente ou por descuido, que provocasse pensamentos ou desejos impuros noutra pessoa?

Li livros indecentes ou vi figuras obscenas?

Vi filmes ou programas de televisão sugestivos, ou pornografia na Internet, ou permiti que os meus filhos os vissem?

Usei linguagem indecente ou contei histórias indecentes?

Ouvi tais histórias de boa vontade?

Gabei-me dos meus pecados, ou deleitei-me em recordar pecados antigos?

Estive com companhias indecentes?

Consenti em olhares impuros?

Deixei de controlar a minha imaginação?

Rezei imediatamente, para afastar maus pensamentos e tentações?

Evitei a preguiça, a gula, a ociosidade, e as ocasiões de impureza?

Fui a bailes imodestos ou peças de teatro indecentes?

Fiquei sozinho sem necessidade na companhia de alguém do sexo oposto?

Note bem: Não tenha receio de confessar ao sacerdote qualquer pecado impuro que tenha cometido. Não esconda ou tente disfarçá-lo. O sacerdote está ali para o ajudar e perdoar. Nada do q possa dizer o escandalizará; por isso, não tenha medo, por mais envergonhado que esteja.

 

Sétimo e Décimo Mandamentos: Não roubarás. Não cobiçarás os bens do teu próximo.

Roubei alguma coisa? O quê, quanto?

Danifiquei a propriedade dos outros?

Deixei estragar, por negligência, a propriedade dos outros?

Fui negligente na guarda do dinheiro ou bens dos outros?

Fiz batota ou defraudei alguém?

Joguei em excesso?

Recusei-me a pagar alguma dívida, ou descuidei-me no seu pagamento?

Adquiri alguma coisa que sabia ter sido roubada?

Deixei de restituir alguma coisa emprestada?

Lesei o meu patrão, não trabalhando como se esperava de mim?

Fui desonesto com o salário dos meus empregados?

Recusei-me a ajudar alguém que precisasse urgentemente de ajuda, ou descuidei-me a fazê-lo?

Deixei de restituir o que roubei, ou obtive por embuste ou fraude? (Pergunte ao sacerdote como poderá fazer a restituição, ou seja, devolver ao legítimo dono o que lhe tirou).

Tive inveja de alguém, por ter algo que eu não tenho?

Invejei os bens de alguém?

Tenho sido avarento?

Tenho sido cúpido e invejoso, dando demasiada importância aos bens e confortos materiais? O meu coração inclina-se para as posses terrenas ou para os verdadeiros tesouros do Céu?

 

Oitavo Mandamento: Não levantarás falsos testemunhos contra o teu próximo.

Menti a respeito de alguém (calúnia)?

As minhas mentiras causaram a alguém danos materiais ou espirituais?

Fiz julgamentos temerários a respeito de alguém (isto é, acreditei firmemente, sem provas suficientes, que eram culpados de algum defeito moral ou crime)?

Atingi o bom nome de alguém, revelando faltas autênticas mas ocultas (maledicência)?

Revelei os pecados de outra pessoa?

Fui culpado de fazer intrigas (isto é, de contar alguma coisa desfavorável que alguém disse de outra pessoa, para criar inimizade entre eles)?

Dei crédito ou apoio à divulgação de escândalos sobre o meu próximo?

Jurei falso ou assinei documentos falsos?

Sou crítico ou negativo sem necessidade ou falto à caridade nas minhas conversas?

Lisonjeei outras pessoas?

 
A Ti me confesso Imprimir e-mail

“A TI ME CONFESSO”

 

- Pai, pequei contra o Céu e contra Ti, já não mereço ser chamado Teu filho. (Lc 15,21)

1 – Era dia de festa, mas nem o fato limpo e branco me coibiu de brincar com a água que atravessada pelos rios de sol brilhava nas poças que encontrei.

- Fiquei suja e cheia de medo… E pensei, vou prometer à minha mãe:

- Eu nunca mais faço outra!

2 – Era pleno Verão, mas nem o calor me afastou da lareira onde cozinhava a ceia e o lume falava… dizia segredos misteriosos.

- Não resisti ao quentinho; queimei o cabelo e, vexada, prometi, enquanto o meu pai cortava o resto do cabelo a zero:

 - Eu nunca mais faço outra!

3 – Mas, quantas OUTRAS?

…Quantas feridas, quantos estragos!

- Só não quero perder a vontade de sempre e sempre dizer Àquele que me limpa e que me cura:

- EU NUNCA MAIS FAÇO OUTRA!...

 

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