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"Assim como Eu vos amei, amai-vos uns aos outros"

(Jo 13, 34)

 
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O Carnaval
A história do Carnaval Imprimir e-mail
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Esta festa profana (civil) teve origem no Egipto, onde a 4000 a.C., povos antigos celebravam a fertilidade e a colheita das primeiras lavouras. Os povos antigos cultuavam aos deuses, pois não conheciam o Único e Verdadeiro Deus, adorado pelos cristãos.
Portanto se explica a consagração das festas Carnavalescas à deusa Ísis no Egipto Antigo, e mais tarde, às Divindades Dionisus, Baco, Saturno e Pã do mundo greco-romano.
Com a evangelização dos povos, as festas pagãs não foram abolidas em seu carácter positivo marcado pelas músicas, danças, celebrações e outras manifestações culturais, mas purificadas dos excessos carnais que tinham reduzido as festas Carnavalescas em manifestações do sexo, bebidas e cultos idolátricos.
 
No Cristianismo o Carnaval foi-se tornando ao longo da história um festejo das vésperas da Quaresma e de autêntica alegria, tanto assim, que no séc XV o Papa Paulo II permitiu um Carnaval romano em frente do seu palácio, e outras manifestações populares que irradiavam uma verdadeira inculturação do Evangelho. Hoje muitos escolhem voltar ao modo pagão de viver o Carnaval, e estes são os mesmos que correm os riscos de colherem as desgraças próprias do pecado.
A Igreja não desistiu da festa do Carnaval, por isso se multiplicam os retiros e acampamentos que promovem a verdadeira e sadia alegria, nestes dias que antecedem a Quaresma e próprios para festejarmos com segurança nos caminhos de Jesus.
 
 

Dias de Misericórdia
 
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Do Diário de Santa Faustina, deixo aqui uma boa sugestão para aqueles que querem viver os dias de Carnaval de forma diferente.

“Nos últimos dias do Carnaval, quando rezei a hora santa, vi Nosso Senhor no momento da flagelação. – Oh, que suplício inconcebível – Como Jesus sofreu terrivelmente quando foi flagelado.
– Oh pobres pecadores, como será o vosso encontro no dia do julgamento com Jesus a quem agora martirizais?
– O Seu Sangue corria para o chão, e em alguns lugares o corpo começou a desprender-se. E vi nas costas alguns dos Seus ossos despidos de carne... Jesus, silencioso, gemia e suspirava.” (188)


9 de Fevereiro de 1937: “Nestes dois últimos dias conheci uma grande acumulação de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos neste dia. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista.
E o Senhor deu-me a conhecer quem sustenta a existência da humanidade: são as almas escolhidas. Quando se completar o número dos escolhidos, o mundo não existirá mais.
Nestes dois dias recebi a comunhão reparadora e disse ao Senhor: ‘Jesus, hoje ofereço tudo pelos pecadores, que os golpes da vossa Justiça me atinjam e um mar de misericórdia envolva os pobres pecadores’. E o Senhor atendeu o meu pedido; muitas almas voltaram-se para o Senhor, mas eu agonizava sob o peso da Justiça Divina; sentia que era objecto da ira do Deus Altíssimo.
À noite o meu sofrimento atingiu um tão grande abandono interior que gemidos saiam do meu peito, mesmo contra a minha vontade. Fechei-me à chave no meu quarto e comecei a adoração ou seja, a Hora Santa. O abandono interior e o sentimento da Justiça Divina, era a minha oração. Os gemidos e a dor que saíam da minha alma ocuparam o lugar do doce diálogo com o Senhor.”
“Então, de repente, vi o Senhor que me estreitou ao Seu Peito e disse: ‘Minha filha, não chores, porque não posso suportar as tuas lágrimas. Eu lhes darei tudo o que pedes, mas não chores mais.’
– E inundou-me uma grande alegria, e o meu espírito, como de costume, mergulhou n’Ele como o meu único tesouro.” (Diário, n°926-928).

27 de Fevereiro de 1938 - ÚLTIMOS DOIS DIAS DO CARNAVAL.
“Os meus sofrimentos físicos aumentaram. Procurei unir-me mais estreitamente com o Salvador, pedindo-Lhe misericórdia para o mundo todo, que enlouquece na sua maldade.
O dia todo senti a dor da coroa de espinhos.
Quando me fui deitar, não podia encostar a cabeça no travesseiro, porém às 10 horas desapareceram as dores e adormeci, sentindo contudo no dia seguinte, um grande aniquilamento.” (n°1619).
 
 
 

 
Estou a bater à tua porta: Deixa-me entrar Imprimir e-mail
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Que espécie de alegria procuras? Alguns procuram alegria para esquecer os problemas, outros para os resolver.
O povo judeu, como diz no Antigo Testamento, celebrava a Glória de Deus, o Amor de Deus, com muito entusiasmo, como a Bíblia diz, com muito regozijo.
Em Filipenses 4, 4 Paulo diz: ‘Alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai-vos’. A minha alegria e a nossa alegria está no Senhor, o criador de todas as coisas. Alegra-te Naquele que te criou, que te deu a vida, que criou este mundo maravilhoso.
A minha alegria está no Senhor, a minha alegria está Naquele que desceu do Céu para derramar o Sangue por ti e te dar uma nova vida. Eu sei que talvez, para aqueles que não acreditam, ao ver Jesus na cruz possam dizer: ‘Como é que a minha alegria vai estar num homem morto?’ Mas Ele não está morto. Este é só o modo que Ele morreu para nos dar a vida. Para nos dar a Salvação.
A nossa alegria está no Sangue Daquele que o Pai mandou para nos dar a vida nova. Os anjos disseram: ‘Não temais, eis que vos anuncio uma Boa Nova que será de grande alegria para todo povo. Na cidade de Belém nasceu hoje o Salvador do Mundo’.
É alegria para todos os povos, africanos, russos, chineses, americanos, europeus, para todos: ‘Eis que vos trago uma nova alegria’.
Alegria para os que estão tristes e os que não têm um sentido para a vida. Eis que nasceu o Salvador, o Deus Omnipotente. Nasceu na cidade de David, e isto não é história, é a grande verdade. E, de repente, juntou-se um coro de Anjos que cantavam: ‘Glória a Deus nas alturas e Paz na terra aos homens de boa vontade’.
Você está procurando Paz? Não precisa mais procurar, ela está dentro de você, porque ela já veio há muito tempo.
No livro de Samuel conta, que em uma época da história do povo de Deus, a Arca da Aliança foi roubada pelos filisteus e ficou com eles sete meses. O povo ficou sete meses sem a presença Daquele que deu sentido à vida deles.
Quando perdemos alguém, o namorado, pai, mãe, amigo, noivo nós ficamos tristes. Porque aquilo é valioso para nossa vida.
Imaginem eles, sete meses, sem Deus na presença deles. Até que David criou coragem e foi atrás da Arca, venceram os filisteus e trouxeram-na de volta. David voltou cantando, dançando, junto com todo povo, se alegrando por que Deus estava de volta.
Talvez fiques procures alegrar-te com tanta coisa, e quanto mais tu buscas aqui e ali, mais fica um vazio na tua vida. Mas quando a Arca chegou, todos se alegraram e dançaram com toda a força porque Deus estava de volta.
Eu acho que este foi o primeiro Carnaval que aconteceu na face da terra. David dançou diante do Senhor dos Exércitos, Daquele que vence. David dançou diante do Vencedor.
É diante do Senhor que a nossa alma se abre, a tristeza se vai embora, a alegria toma posse, a paz toma posse. Porque esta alegria e esta paz de que falo é o próprio Deus, a ponto de que não podemos fazer outra coisa se não alegrarmo-nos diante do Eterno.
O inferno cala-se quando nós celebramos a Glória de Deus. Queres fazer Satanás sair da tua vida? Celebra a Glória de Deus com toda a tua vida. Só o Céu nos traz alegria. É isto que fez David, cantando, dançando diante Daquele que o havia perdoado. Porque David adulterou. Mas Deus perdoou-o.
Celebrar a Glória de Deus é celebrar o grande perdão que Ele me deu. Ele criou-me, deu-me a vida, deu-me uma família, Ele deu-me tudo. O que precisamos fazer diante Dele é apenas uma coisa: celebrar a Sua Glória.
Ele expulsa o inferno da nossa vida e dá-nos alegria.
No Salmo 121 (122), 1 diz: ‘Que alegria me disseram vamos subir à Casa do Senhor’.
A verdadeira alegria é a alegria de ser de Deus. Somos filhos de Deus, e se somos filhos de Deus porque não nos alegramos na presença Dele? Porque quando Deus entra, Deus muda.
Se permitires e abrires o teu coração, esta alegria vai tomar conta de ti.
Em Apocalipse 3 está escrito: ‘Eis que estou à porta e bato’. Diz -te Jesus.
Ele está a bater à tua porta e continua a dizer: ‘se tu abrires, eu entrarei e farei uma grande festa contigo’. A festa que tu procuravas Se abrires, eu entro.
Hoje Jesus está a bater porque Ele quer fazer festa, e muita festa dentro do teu coração.
Então, diz comigo: ‘Entra, Senhor!’.





 
O Carnaval Imprimir e-mail
O cristão, que vive na esperança, não pode ser triste

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Em tempo de Carnaval é bom fazermos uma reflexão sobre a alegria, este dom maravilhoso de Deus que restaura as nossas forças, lembrando-nos da dignidade da nossa criação e da nossa redenção.
A tristeza leva-nos às profundezas da terra, a um lugar inóspito, como lamentava Job, onde não há ordem e habita o eterno horror. (Cf. Job 10,22)
O coração do homem, do cristão, deve transbordar sempre de alegria pelo reatamento da união entre a humanidade e Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança e pela salvação que nos foi dada em Cristo Jesus.
A alegria e a festa devem ser pessoal e colectiva. Pessoal, enquanto sabemos que Deus nos ama e sempre nos acolhe, mesmo quando deixamos de lhe ser fiéis. Mas também colectiva, enquanto povo santo pela redenção realizada por Cristo.
Já os profetas proclamavam para abrir o nosso coração ao júbilo. E mesmo para o povo que jazia na escravidão e fora deportado para longe da sua terra, apontavam a alegria do retorno, porque o Senhor vira a sua aflição e o alimentava na esperança. Isaías clamava: "Rejubila, Jerusalém, e vós todos que a amais. Uni-vos para partilhar do seu júbilo" (Cf. Is. 66,10).
O cristão, que vive na esperança, não pode ser triste. São Francisco de Sales dizia: "Um santo triste é um triste santo" condenando àqueles que não se alegravam com a graça.
São Paulo, igualmente, convidava os evangelizados à alegria: "Alegrai-vos sempre no Senhor, de novo vos digo alegrai-vos" (Cf. Fl. 4,4).
Os dias de Carnaval deveriam conduzir-nos à alegria do corpo e do espírito, pois se fomos criados do limo da terra, temos também em nós insuflado o Espírito de Deus e recebemos este mesmo Espírito pelo qual podemos chamar a Deus de Pai.
Quando o povo hebreu foi reconduzido do cativeiro da Babilónia, o sacerdote Esdras, depois de lhe ter exposto a lei, convida-o à festa: "Hoje é dia consagrado a Javé vosso Deus (...). Não vos entristeçais nem choreis... Ide e comei carnes gordas, tomai bebidas doces e mandai porções a quem não a preparou, porque hoje é um dia consagrado a nosso Senhor" (Cf. Neem.8,10).
Este é o espírito que nos deveria animar nos dias de Carnaval: a alegria que se traduz nas festas e danças a que todos são convidados, ricos e pobres, porque a nossa salvação está próxima, como confirma São Paulo na complementação do texto acima.
Estes dias não nos deveriam afastar de Deus, com excessos, que deturpam a nossa própria natureza e nos levam a extremos aos quais o mesmo Apóstolo Paulo se refere na sua Carta aos Romanos e que atraem a ira de Deus (Cf. Rm. 1,1 e ss).
Infelizmente, o Carnaval tornou-se uma festa pagã, na qual o que vale é o luxo e a luxúria, no incitamento ao pecado e no completo esquecimento da miséria que se abate sobre grande parte do povo, até mesmo daqueles que, à falta de opções, só lhes oferecem o "circo".
Os dias de Carnaval deveriam e poderiam ser dias de alegria, de dança e festa, mas também de partilha com os que nada têm, e com aqueles que têm o coração vazio. Repartir o pão sabendo conter os gastos excessivos e repartir a esperança para todos aqueles que, perdida a fé, se entregam aos excessos das bebidas e das drogas e à dissolução moral.
Por esta razão, voltamos a dizer com o Apóstolo: "Alegrai-vos. Mais uma vez vos digo, alegrai-vos". E que a vossa alegria seja completa, extravasando dos vossos corações, celebrando a nossa completa libertação.




 
Carnaval: O céu e o inferno querem-te Imprimir e-mail
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O céu e o inferno disputam-te neste tempo de Carnaval. A verdade é exactamente esta, não só no tempo de Carnaval, mas em todos os tempos. Onde a arte se confunde com o pecado e o pecado se confunde com a arte.
O diabo é um viciado em querer imitar o que Deus faz. Deus faz algo muito bonito e ele quer fazer caricatura daquilo, e faz tão bem parecido que muitas vezes nos engana.

Já tentaste ler um texto sem pontuação, sem acentuação, sem vírgulas, sem acentos, sem ponto final? Fica sem sentido, começamos a ler e não sabemos para onde o escritor foi, se ele afirma, exclama, interroga. Mas quando colocamos as vírgulas, os pontos, enfim a acentuação, nas palavras e nas frases, pronto, o texto começou logo a ter sentido. E assim é connosco, a nossa vida começa a ter sentido.

O texto da nossa vida passou a ter sentido. Óptimo. Porém, este texto que é a nossa vida também tem um contexto familiar, profissional e sentimental. E nestes dias de Carnaval corre-se um grande perigo de perder de novo o sentido da vida, porque nos encontramos num outro contexto, onde o inferno quer penetrar em ti misturando com a beleza plástica do Carnaval, com situações concretas de pecado. São os contextos ou o contexto onde a nossa vida passa a ser inserida por uns quatro ou cinco dias de Carnaval.

Quem está em Deus só ganha. Ganha graça sobre graça, apesar de todas as tribulações, agitações, as doenças, os desempregos, as dificuldades. Quem está em Deus só vai somando graças, somando experiências, realizações, pessoas, amizades, e vai somando gratidão, realizações comunitárias, e vamos somando e somando durante o ano. E quando chegamos a este período, corremos o grave risco de perder tudo o que juntamos e recebemos de Deus.

A Palavra de Deus traz-nos um versículo muito importante: Romanos 8,8 muito conhecido entre nós: ‘Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus’. E o que nós vemos no Carnaval são pessoas que vivem dias de carne. Sabias que o Carnaval era uma festa cristã? Onde ‘carnevale’ quer dizer ‘vale comer carne’?
Os primeiros cristãos que iriam entrar no período de 40 dias sem comer carne, relembrando os 40 anos no deserto, faziam uma festa, onde valia a pena porque ficariam 40 dias seguintes sem comer carne. Uma festa antiquíssima.

Os não cristãos, invejosos, começaram a criar uma nova festa. Não uma festa que precedia um período de penitência e sim uma festa qualquer onde o ‘Carnavale’ começou a ser secularizada.

Cabe a nós decidirmos para que lado vamos pender. A quem nós iremos ouvir: a Deus ou ao seu inimigo, o Diabo?
E para falar a verdade nós sabemos discernir o que é melhor para nós. Nós temos inteligência, sabedoria que é dom de Deus, temos a malícia, a esperteza para fazermos o bom discernimento do que é bom e ruim para nós, e às vezes a voz da consciência, que muitas vezes é a voz de Deus avisando para não fazer aquilo, ou isso.

Optamos por Deus, mas naquele momento ouvimos a voz de Deus e não damos atenção. Acabamos por fazer o que a carne nos pede, o décimo mandamento começa a ser infringido e a carne fica em evidência.

’Pudor, é manter secreto aquilo que é precioso’. E o que mais vemos nesta época são filhos e filhas de Deus nus, nas propagandas de TV, mulheres templos do Espírito Santo de Deus, exibindo a sua carne.
Nós que somos cristãos, conscientes, radicais, temos raízes, temos a Eucaristia, Corpo e Sangue de Cristo. Nós fazemos a opção de louvar e adorar, de ouvir a voz do Senhor. Alimentamo-nos de um Pão vivo, e para cada um de nós Deus tem um plano. E muitos não querem saber deste plano, que para alguns, ao longo destes dias se perdeu.

Quero partilhar esta Palavra que está em Romanos 8, 18 – 24: ‘Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita à vaidade - não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou - todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adopção, a redenção do nosso corpo. Porque pela esperança é que fomos salvos.’

A natureza, a criação anseia, espera ansiosamente pela revelação dos filhos de Deus, tu és filho (filha) de Deus! Chegou a nossa hora! Tu optaste por Jesus Cristo. E escolheste muito bem. Porém, lembra-te: haverá sempre confrontos entre o bem e o mal.

Acorda e dá um bom dia ao Espírito Santo e diz: Hoje vou fazer isto e isto.
Como o irei fazer?
Porque todos os dias são dias de escolha.
Que em cada dia sejas vencedor.


 
Os Santos e o Carnaval Imprimir e-mail

OS SANTOS E O CARNAVAL

OS PECADOS DO CARNAVAL - Nestes dias Jesus será crucificado centenas de milhares de vezes:
Santa Faustina Kowalska diz: “Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista” (Diário, 926).
 
Santa Margarida Maria Alacoque escreve: “Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-me, após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda a parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo, agora?” (Escritos Espirituais).
 
São Francisco de Sales dizia: “O carnaval: tempo de minhas dores e aflições”.  Naqueles dias,  este santo fazia o retiro espiritual para reparar as graves desordens e o procedimento licencioso de tantos cristãos.
 
São Vicente Ferrer dizia: “O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.
 
O Servo de Deus, João de Foligno, dava ao carnaval o nome de: “Colheita do diabo”.
 
Santa Catarina de Sena, referindo-se ao carnaval, exclamava entre soluços: “Oh! Que tempo diabólico!”
 
São Carlos Borromeu jamais podia compreender como os cristãos podiam conservar este perniciosíssimo costume do paganismo.
 
Santo Afonso Maria de Ligório escreve: “Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão do seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto, os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demónio. Eles o trairão já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação da sua traição! Eles o trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer e por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes estes mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus. Nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes” (Meditações).
 
Santa Teresa dos Andes escreve: “Nestes três dias de carnaval tivemos o Santíssimo exposto desde a 1h, mais ou menos, até pouco antes das 6 h. São dias de festa e ao mesmo tempo de tristeza. Podemos fazer tão pouco para reparar tanto pecado…” (Carta 162).
 
Savonarola e o protesto contra o carnaval
Conta-se que, em represália aos excessos do carnaval florentino, organizou Savonarola em 1496 uma procissão de 10.000 jovens, que desfilou pelas ruas principais da cidade cantando hinos religiosos de penitência. Chegando a uma praça, onde se erguera uma grande pirâmide de livros maus, recolhidos com antecedência, a um sinal dado, chegaram-lhes fogo. Ao mesmo tempo soavam as trombetas da “Signoria”, repicavam os sinos de São Marcos e a multidão prorrompia em aclamações. Encerrou-se a função com uma missa solene no meio da praça, onde foi erguido um grande Crucifixo.
 
São Pedro Claver e o carnaval
Um oficial espanhol viu um dia São Pedro Claver com um grande saco às costas.
— Padre, aonde vai com esse saco?
— Vou fazer carnaval; pois não é tempo de folgança?
O oficial quer ver o que acontece: acompanha-o.
O Santo entra num hospital. Os doentes alvoroçam-se e fazem-lhe festa; muitos o rodeiam, porque o Santo, passando com eles uma hora alegre, lhes reparte presentes e regalos até esvaziar completamente o saco.
— E agora? – pergunta o oficial.
— Agora venha comigo; vamos à igreja rezar por esses infelizes que, lá fora, julgam que têm o direito de ofender a Deus livremente por ser tempo de carnaval.
 
Santo Afonso Maria de Ligório e o carnaval
“Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender que é Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado como diz as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas.
É por isso que os santos, a fim de desagravarem o Senhor de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado. No tempo do carnaval, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e realizar exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas, que se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendiam-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente.
 
Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas.
O meio para adquirires um tesouro imenso de méritos e obteres do céu as graças mais assinaladas, é seres fiel a Jesus Cristo em sua pobreza e fazer-lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo. Como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias de carnaval lhe são oferecidos pelas suas almas prediletas!


 
TERÇO EM REPARAÇÃO DOS PECADOS DO CARNAVAL
 (mistérios dolorosos)
 
1) AGONIA DE JESUS
Jesus agoniza porque, sendo Ele o Filho de Deus, o Imaculado, sem qualquer mancha de pecado, ao assumir em Si os pecados de todos os homens, desde o início ao fim do mundo, torna-Se, por assim dizer, o pecador universal. E se um simples pecado O faz agonizar, o que mais O faz sofrer são os pecados de todos os cristãos que repetem ora a dormição dos três apóstolos preferidos no Jardim das Oliveiras, ora o beijo de Judas,ora a fuga dos apóstolos, ora as negações de S. Pedro. E tal acontece sobretudo nesta quadra, em que muitos se comportam como autênticos pagãos. E tanto assim é que há quem diga, já a gozar, que estes dias  são para se divertirem e a 4ª. feira de Cinzas é para fazer penitência destes dias de Carnaval.
 
2) FLAGELAÇÃO DE JESUS
Se neste mistério Jesus sofre pelos pecados com o corpo, quanto não sofrerá Ele pelos pecados sensuais cometidos durante os dias de Carnaval. Quantas aberrações corporais cometidas durante estes dias por qualquer um dos sexos.
 
3) COROAÇÃO DE ESPINHOS
Jesus repara o mau uso que os homens fazem da sua inteligência. E se Jesus sofre com a imaginação corrupta e depravada que provocam certas cenas de carnaval naqueles que apenas assistem a ele, quanto mais razão de queixa tem dos que passam o ano inteiro a aplicar a sua inteligência a preparar cenas licenciosas para o carnaval seguinte, cenas que sendo provocadoras terão como consequência levar os que assistem a deleitarem-se nessas cenas. Já dizia S. Tiago: "cada qual é tentado pelos desejos maus, que o arrastam e procuram atrair. Depois, os maus desejos concebem e dão origem ao pecado, e o pecado, uma vez consumado, gera a morte" (1, 14-15)
 
4) JESUS A CAMINHO DO CALVÁRIO COM A CRUZ AOS OMBROS
Disse Jesus à Irmã Lúcia: " A penitência que hoje peço e exijo é o cumprimento dos deveres, cada qual no seu estado". Ora, o cumprimento dos deveres implica levar a nossa cruz, pois muitas vezes eles são bem pesados. Também o carnaval deveria ser vivido cristãmente . Jesus pediu, em fins de 1940 por meio da Irmã Lúcia, a supressão destas festas e a sua substituição por oração e penitência, com preces públicas pelas ruas. Talvez por isso há hoje quem queira tornar estes dias mais cristão: divertimentos, sim, mas sem exageros, com tempos de oração. S. João Bosco dizia aos seus alunos: “Diverte-te, sim, mas não peques”
 
5) MORTE DE JESUS
Durante o ano, muitos cristãos são-no apenas de nome: crêem em tudo o que obriga a uma vida santa e inocente e procedem de um modo que desmente tudo o que crêem. Durante o Carnaval, a máscara cai e aproveita-se a licenciosidade destes dias para se praticar, à luz do dia, o que vai no coração. Vive-se segundo a carne, e não segundo o espírito. No fundo, a máscara do carnaval é um símbolo da contradição existente entre fé cristã e vida pagã. No Calvário, o Coração de Jesus foi trespassado pela lança de Longuinhos. Com quanta propriedade se pode dizer que a referida contradição estava presente naquela lançada.
Mas Jesus, Rei de Amor, pagou tal facto com um acto de amor: o Sangue e a Água que saíram do Seu Coração lavaram tais pecados. Rezemos para que os cristãos correspondam a tal acto de amor.

 
Os valores cristãos e o Carnaval Imprimir e-mail
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Os valores cristãos e o CarnavalO Carnaval é uma realidade. Ele aí está e entra pelos olhos. Todo o indivíduo sente necessidade de alegria. Sem ela, a existência torna-se insuportável. A própria saúde física se ressente. Diz a Sagrada Escritura, no livro Eclesiastes (9, 15): “Por isso louvei a alegria, visto não haver nada de melhor para o homem (...) é isto que o acompanha no seu trabalho, durante os dias que Deus lhe outorgar debaixo do sol”.

Os festejos carnavalescos têm remota e obscura origem eclesiástica. Tanto assim que dependem de uma data móvel do calendário litúrgico. Antecedem sempre o início da Quaresma. Terminam – quando terminam – com as cinzas da quarta-feira. E a Igreja, no seu ritual, recorda ao homem a fragilidade da sua condição: “Lembra-te, ó homem, que és pó e ao pó hás-de tornar”.

O Carnaval perde, aos poucos, o seu sentido original de diversão simples do próprio povo. Vem a ser mais um espectáculo para turistas, e oportunidade aos menos escrupulosos de extravasar baixos instintos, esperando contar com certa cumplicidade do meio ambiente. Aumentam os crimes, os atentados ao pudor, as violências e o excesso de álcool. Cresce o consumo das drogas, que geram os “dependentes”, porque usaram abusivamente a sua “independência”.
 
O corpo humano tem uma dignidade inalienável. Não pode ser profanado pelo exibicionismo desregrado. Aviltar desta maneira a beleza, é atingir o próprio Deus, de onde emana tudo o que temos de positivo. São Paulo ensina:
"Fugi da fornicação. Todo o pecado, que o homem comete, é exterior ao seu corpo; aquele, porém, que se entrega à fornicação, peca contra o próprio corpo! Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo?" (I Cor 6, 18-19). E o Apóstolo é incisivo: "Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá" (Idem 3,17).

Não pretendemos reviver padrões de comportamento de um passado que não volta. Mas há formas nobres, simples e sadias de lazer. Elas irradiam a alegria autêntica, que refaz as forças do corpo e aumenta as energias do espírito. Igualmente, não nego aspectos positivos nesses festejos. Contudo, tomados como um todo, merecem restrições ditadas pelo mais elementar bom senso.

Que fazer, então? Reflectir, durante esses dias, sobre as consequências que poderão advir. Isto conduz-nos a uma indispensável moderação, distinguindo, do que há de aceitável, aquilo que encerra condenáveis manifestações de baixos instintos. Afinal, somos seres racionais e não simples animais, destituídos de razão. Isto possibilita-nos seleccionar, o que é saudável, neste período que antecede a Quaresma e rejeitar o que fere uma consciência cristã. Assim evitamos desgraças irrecuperáveis.

Por uma submissão generosa, o homem prudente orienta o seu procedimento, discernindo o aceitável e repudiando tudo aquilo que contraria frontalmente a nossa qualidade de filhos de Deus. Temos que compreender a nossa época, inseridos que somos no mundo, mas é preciso coragem para reprovar o que se opõe à dignidade humana, fundamentada no Evangelho de Cristo. Muitos são severos nos julgamentos, aliás justos, da corrupção pública. Costumam, entretanto, omitir-se neste outro tipo de devassidão colectiva, igualmente consequência de uma sociedade impregnada de critérios materialistas.

O Carnaval constitui um desafio. Deve-nos impulsionar a alguma atitude positiva, distinguindo o direito ao lazer dos abusos oriundos dos desvios morais, os quais tentam obscurecer a nobreza do espírito. Os excessos – e aí está o que há de condenável nestes festejos – em vez de deixarem o ânimo abatido no cristão, estimulam a nossa confiança no Salvador, possibilidade de recuperação, sempre latente no íntimo dos nossos irmãos. Condenemos o mal, mas confiemos no poder de Deus.
 
 
 
 
 
Festa popular tradicional e histórica Imprimir e-mail
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Não se conhece ao certo a origem do Carnaval, assim como a origem do nome. Historicamente trata-se de uma festa popular colectiva, transmitida oralmente através dos séculos como herança das festas pagãs, realizadas entre 17 de Dezembro (Saturnais - em honra a deus Saturno, na mitologia grega) e 15 de Fevereiro (Lupercais - em honra a Deus Pã, na Roma Antiga).

Cada corrente de estudiosos adopta uma provável origem. Há os que afirmam que a comemoração do Carnaval tem as suas raízes nalguma festa primitiva, de carácter orgíaco, realizada em honra do ressurgimento da primavera.

Em certos rituais agrários da Antiguidade (10 mil anos AC), homens e mulheres pintavam os seus rostos e corpos, entregando-se à dança, à festa e à embriaguez. Outros autores acreditam que o Carnaval se tenha iniciado nas alegres festas do Egipto. Os egípcios festejavam o culto à Ísis (2 mil anos AC).
Um novo sentido à tradição
No início da Era Cristã, a Igreja deu uma nova orientação às festividades do Carnaval. O Catolicismo não adoptou o Carnaval, mas deu à festa popular um novo sentido, já que ela foi anexada ao calendário religioso antecedendo a Quaresma. É uma festa de características pagãs que termina em penitência, na dor de quarta-feira de Cinzas.

O papa Paulo II, no século XV, foi um dos mais tolerantes, permitindo que se realizassem comemorações na Via Lata, rua próxima ao seu palácio.
O baile de máscaras, introduzido pelo papa Paulo II, adquiriu força nos séculos XV e XVI, por influência da Commedia dell'Arte. Era sucesso na Corte de Carlos VI. As máscaras também eram confeccionadas para as festas religiosas como a Epifania (Dia de Reis).



Carnaval: dois caminhos, uma escolha

Uma escolha que cada um de nós deverá fazer 

Como passar o Carnaval? Para onde ir? Onde ficar? O que fazer?

 Normalmente, dois grupos tomam caminhos bem opostos. O primeiro dá vazão à carne e cai na folia, aproveita para passear, assiste aos desfiles, come, bebe, diverte-se segundo os desejos próprios da carne. O outro grupo costuma tomar um rumo bem oposto: deixa tudo e retira-se para encontros e retiros espirituais. Participa de retiros abertos ou fechados. Dedica-se a estar com o Senhor: ouvindo a Palavra, louvando-O e adorando-O.

Para este grupo, aplica-se e torna-se realidade esta Palavra de Neemias: “Não haja tristeza, porque a alegria do Senhor será a vossa força” (Ne 8,10). Trata-se, porém, de uma festa e de uma alegria bem diferentes daquelas que o mundo oferece. Nos retiros espirituais não há preocupações de maior. O único contágio que geralmente acontece com este grupo é o da alegria. Uma alegria que só o Senhor Deus pode oferecer.

Há dois caminhos totalmente opostos. Mas, tu podes escolher apenas um deles. Jesus lembrou: “Não podeis servir a dois senhores” (Mt 6, 24).

Uma escolha que cada um de nós deverá fazer, sabendo que: “Os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que queríeis” (Gl 5,17). Cada caminho leva a um destino e um final diferentes. Por isso, Jesus nos preveniu:

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram” (Mt 7,13-14).

Tu, qual dos dois caminhos escolherás?

Cristo disse e nos alertou sobre as festas que o mundo oferece: um dia, elas seriam parecidas com o que já aconteceu na face da terra, nos tempos de Noé: “Como ocorreu nos dias de Noé, acontecerá do mesmo modo nos dias do Filho do Homem. Comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca. Veio o dilúvio e matou a todos” (Lc 17, 26 – 27). É importante que estejamos bem atentos e procuremos fazer como Maria “que escolheu a melhor parte” (cf. Lc 10, 42): ficou aos pés de Jesus.

O efeito de cada uma das escolhas aparecerá claramente na Quarta-feira de Cinzas. Todos podem até estar cansados; mas, o estado de ânimo será bem diferente. Enquanto uns estarão curtindo a ressaca e o vazio; outros estarão com o coração exultante da alegria do Senhor. Sejamos espertos: escolhamos a melhor parte, como Jesus afirmou: “Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada” (Lc 10, 42).  

Carnaval: podes escolher!

E quando acabar o Carnaval, o que fica?

 

 Eu também já pulei e brinquei no Carnaval. Mas eu não fazia mal às pessoas, era só para me divertir, e acredito que exista muita gente assim. Em busca da verdadeira alegria.

Quando encontrei o Rei do meu Carnaval, Jesus de Nazaré, descobri qual era a verdadeira alegria. A verdadeira alegria é um fruto interior, fruto do Espírito Santo, que não precisa de condicionamentos externos para encher o meu coração, ela é constante e não depende de música, de bebidas, muito menos de usar pessoas para que ela aumente em mim. A verdadeira alegria em mim dá sentido ao que eu sou e ao que eu faço.

A alegria, não deixa peso, remorso ou dúvidas, muito menos se satisfaz com o que me destrói, é um estado de espírito, de alma, que extravasa para o corpo, para as pessoas e dá o verdadeiro sentido do que eu busco: A ETERNA ALEGRIA!   

Ela está em mim, mesmo nos momentos de dor e sofrimento, eu não preciso de me fantasiar, nem mover o mundo para experimentar a verdadeira alegria. Hoje deitei fora a mortalha e a máscara da euforia, para dar lugar a vestir-me do homem novo, renovado, pois o amor de Deus me conquistou e hoje sou feliz: “e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade”. (Efésios 4,24).

Nesta hora também eu te faço uma pergunta: euforia ou alegria, tu podes escolher! 

“Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos!” (Fil 4,4).  

Não te esqueças que Deus te ama e é sempre tempo de recomeçar!  

 

 

Quatro passos para viver bem o Carnaval  

O Carnaval é uma festa popular mas, para os cristãos, é um tempo de purificação e de preparação para a Quaresma.

O que significa o Carnaval para nós cristãos?


Carnaval é o tempo que antecede a Quaresma, que é um período de preparação para a Páscoa. É uma festa pagã, mas foi santificada pela graça de Cristo dentro da Igreja. É assumida como a preparação para a  Quaresma.

Para viver bem o período do Carnaval são necessários quatro passos:

Carnaval é o tempo que antecede a Quaresma, que é um período de preparação para a Páscoa. É uma festa pagã, mas foi santificada pela graça de Cristo dentro da Igreja. É assumida como a preparação para a  Quaresma.

Para viver bem o período do Carnaval são necessários quatro passos:

 - a alegria verdadeira, que vem do Espírito de Deus; - a prudência, pois "Tudo me é permitido, mas nem tudo me convêm" (I Coríntios 6, 12); - o saber fazer as escolhas certas, porque muita gente vai convidá-lo ao pecado no Carnaval; - e encher o tanque do carro e arrumar a mala, colocar o combustível certo, que é Deus. Arrumar as malas é colocar coisas boas dentro de nós como a alegria, amigos, a Bíblia... Isto é importante porque vamos entrar num combate espiritual – que é a Quaresma – e precisamos de estar preparados para receber bem Jesus Ressuscitado na Páscoa. 

Prazer é a satisfação da carne; alegria é a satisfação da alma

Ceder à tentação da carne ou aguentar firme em Jesus? É muito mais compensador para a alma ser firme e perseverante em Deus.
Há uma diferença entre o prazer e a alegria: prazer é a satisfação da carne; e alegria é a satisfação da alma.
O prazer, quando passa, deixa gosto de morte; e a alegria deixa o gosto de vida. Há prazeres que são bons desde que não desvirtues as coisas; é muito bom sentar-se à mesa e alimentar-se bem; conversar com os amigos também é um prazer lícito.
O mal é o abuso daquilo que é bom. Se nós abusamos do bem, se abusamos da comida, da bebida, tudo isso se torna um mal.
A Igreja ensina os sete pecados capitais: gula, avareza, luxúria, ira, melancolia, preguiça, vaidade, orgulho. São vícios que nos levam à morte. Por outro lado, há sete virtudes que podem combater estes pecados. Contra a soberba, a humildade; contra a ganância, o desprendimento; contra a luxúria, a castidade; contra a gula, o autocontrole; contra a preguiça, a vontade de trabalhar; contra a ira, a paciência. Nos pecados nós encontramos o caminho da morte; nas virtudes encontramos o caminho da paz”.


 
Na Quarta-feira de Cinzas começa um tempo de reflexão Imprimir e-mail

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Lembra-te ó homem que és pó e em pó te hás-de tornar

 

Com a imposição das cinzas na quarta-feira é marcado o início do tempo penitencial em preparação ao Mistério Pascal, ou seja, a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.
Este tempo do Ano Litúrgico é caracterizado pela mensagem bíblica que pode ser resumida numa palavra: "Convertei-vos". Ao traçar o sinal da cruz na fronte dos fiéis são pronunciadas as palavras "Convertei-vos e acreditai no Evangelho".
A cerimónia das cinzas eleva a mente dos fiéis à realidade eterna que nunca passa, a Deus; princípio e fim, alfa e ómega da existência. A conversão não é nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível da sua verdade.

Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa. Isto dava por resultado 36 dias de jejum. Como, tradicionalmente, aos domingos nunca se jejuou, foi necessário acrescentar quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum. Daí a antecipação do início da Quaresma para a Quarta-Feira de Cinzas.

 

Origem do nome
As raízes do termo que dá nome à festa de Carnaval têm sido objecto de discussão. Para uns, a palavra carnaval vem da expressão latina "carrum novalis" (carro naval), uma espécie de carro alegórico em forma de barco, com o qual os romanos inauguravam as suas comemorações.
Para outros, a palavra seria derivada da expressão do latim "carnem levare", modificada depois para "carne, vale!" (adeus, carne!), palavra originada entre os séculos XI e XII que designava a quarta-feira de cinzas e anunciava a supressão da carne devido à Quaresma que ia começar.

 

 
Carnaval, Cinzas e Quaresma Imprimir e-mail

Carnaval, Cinzas e Quaresma

 

Os próximos dias são marcados pelo início do tempo de preparação para a Páscoa, no calendário da Igreja Católica

 

O carnaval, que se celebra por estes dias em vários países, é uma festividade ligada à data da Páscoa, uma dimensão desde logo vincada pelo seu carácter móvel e pela origem da sua designação.

A Páscoa é celebrada no domingo após a primeira lua cheia que se siga ao equinócio da primavera, no hemisfério norte, pelo que o carnaval acontece entre 3 de Fevereiro e 9 de Março, sempre 47 dias antes.

A Igreja viria a alterar e adaptar práticas pré-cristãs, relacionando o período carnavalesco com a Quaresma: uma prática penitencial preparatória à Páscoa, com jejum começou a definir-se a partir de meados do século II; por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, por meio do jejum e da abstinência.

Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e o Papa Inocêncio II contestaram fortemente o carnaval, mas no ano 590 a Igreja Católica permite que se realizem festejos que consistiam em desfiles e espectáculos de carácter cómico.

No séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolução do Carnaval, imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras, quando permitiu que, em frente ao seu palácio, se realizasse o carnaval romano, com corridas de cavalos, carros alegóricos, corridas de corcundas, lançamento de ovos, água e farinha e outras manifestações populares.

Sobre a origem da palavra Carnaval não há unanimidade entre os estudiosos, mas as hipóteses “carne vale” (adeus carne) ou de “carne levamen” (supressão da carne) remetem para o início do período da Quaresma.

A própria designação de entrudo, ainda muito utilizada, vem do latim ‘introitus’ e apresenta o significado de dar entrada, começo, em relação a esse tempo litúrgico.

A Quaresma, que se inicia com a celebração de Quarta-feira de Cinzas, é um período de 40 dias, excetuando os domingos, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.

Nos primeiros séculos, apenas cumpriam o rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que queriam receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa.

A partir do século XI, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma.

 

Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do ‘Glória’ e do ‘Aleluia’ na celebração da Missa.

 
A alegria do CARNAVAL Imprimir e-mail

A alegria do Carnaval

 

Precisamos de viver com valores este tempo

 

Carnaval é tempo de alegria também para o cristão. Nem sempre esta festa foi sinónimo de desregramento, pois “Carnaval" vem de currus navalis, o que significa que entre os gregos e romanos era feito um desfile em torno de um enorme carro em forma de navio, o qual era dedicado ao deus Dionísio ou Baco. Depois dos gregos, entre os romanos e os antigos celtas e germanos havia solenidades pela entrada do ano civil.
Quando surgiu o Cristianismo, deparou-se com estas comemorações que tinham um caráter penitencial, ou seja, os pagãos queriam expiar faltas cometidas no ano anterior. A Igreja procurou dar uma nova mentalidade a tais festas, expurgando toda a mitologia e superstição, bem como a orgia que, muitas vezes, predominava.
A Igreja, então, colocou o Carnaval, no seu calendário, antes da
Quaresma para que, anterior ao tempo de penitência em que fazemos memória de Cristo, que peregrinou pelo deserto e se privou das necessidades do Seu corpo, os cristãos tenham um período de gozo e festa pelos dons da alegria e dos prazeres lícitos dados por Deus.

Assim, o grande problema das festas de Carnaval, de hoje, não está no anseio das pessoas pela alegria, mas nos excessos e na permissividade que se praticam.
A capacidade de sentir sabores, ter sensações, o riso, a dança, a celebração, a sociabilidade... Tudo isto é lícito perante a lei do Senhor e agrada-Lhe muito ver os Seus filhos desfrutar a felicidade desta maneira. Encontramos, na Sagrada Escritura, o incentivo do Altíssimo para todos estas atividades.
Contudo, o que acontece no Carnaval é quase sempre a desvirtuação dos valores e da moral, sem contar as ofensas a Deus.
Neste Carnaval, antes de decidir para onde vais ou o que vais fazer, interroga-te: “O ambiente onde pretendo ir promove, de alguma forma, a promiscuidade, o adultério e a dissolução da moral?”, “As outras pessoas que lá estarão, incluem Jesus Cristo nas suas atividades?”, “Serei tentado a desrespeitar os mandamentos do Senhor?”


Graças a Deus, há a opção de vários retiros espirituais pelo nosso país, nos quais encontramos, além de intimidade com Deus em orações, pregações, adorações, muita música de qualidade, bailes, diversão, amigos e, quem sabe, boa comida, cores e luzes.
O cristão não é um alienado no mundo, não vive recolhido em penitência como é a imagem que muitos têm de nós. Pelo contrário, somos pessoas que nos encontramos com a felicidade em Pessoa. Cristo é a personificação da felicidade.
O Carnaval é o tempo que a Igreja nos deu para celebrarmos o dom da alegria de forma virtuosa, encontrando toda a graça de sermos seres humanos por meio das coisas boas que trazem sabor à vida.
É bom celebrarmos agora para, depois, melhor entrarmos na Quaresma.
“Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus. Tempo para chorar e tempo para rir; tempo para gemer e tempo para dançar” (Ecl 3,1-4).


Deus abençoe o teu Carnaval!

 
Carnaval: Semana de FOLIA desenfreada Imprimir e-mail

 


CARNAVAL: Semana de FOLIA desenfreada


  No tempo do carnaval, Nosso Senhor Jesus Cristo renova a sua sangrenta Paixão; por isso, Ele repete com toda verdade as suas palavras dilaceradoras: “Troçarão de mim, cuspir-me-ão no rosto, matar-me-ão na cruz”.


Todos os pecados de gula não são, porventura, o cálice amargo renovado para Ele?

 


  Todas as imodéstias no vestir, os olhares impuros, as ações obscenas não repetem porventura o despimento das suas vestes e a sua bárbara flagelação?


  E as máscaras que escondem o rosto para não sentir o rubor de certas baixezas, não são semelhantes às vendas por dentro das quais os soldados escondem a cabeça majestosa de Deus, para ficarem mais livres de injuriá-lo?


  E toda a blasfêmia, e todo o grito imundo, e todo o riso malicioso, não assemelham às cuspidelas com que foi conspurcada a face do Senhor?


 Sim! Para Jesus a semana do carnaval é uma nova semana da Paixão; e os pecados do carnaval pesam-lhe nos ombros, como um dia lhe pesou a cruz na qual devia morrer.

 


  Por sorte, neste mundo não há apenas judeus, nem apenas soldados brutais cujo mau coração se alegra com martirizar um inocente, nem todos são como Pilatos, nem todos são como Herodes ou Caifás: há também almas boas, como Verónica, que enxugam o rosto do Salvador das lágrimas e do sangue; há também homens generosos, como Cireneu, que o ajudam a carregar a sua cruz.


  Nunca, como na semana do carnaval, Jesus é feito sinal de contradição: de um lado a loucura desenfreada, de outro o amor fiel.


  Terrível é a semana do carnaval. Nela as almas, como numa carruagem, voam ansiosas aos prazeres pecaminosos. Do fundo delas uma voz se levanta e protesta: “Pára: na estrada destes divertimentos há estendido o Corpo de Cristo, teu Rei, morto na cruz”. “Não importa! Respondem elas. – Contanto que eu possa desfrutar, avante...!” E passam adiante, e, com o calcanhar pisam as mãos chagadas, os pés chagados e o coração chagado do Crucificado.


  Mas é uma necessidade divertirmo-nos um pouco, antes de entrarmos nos dias severos da quaresma. Os que assim argumentam são, pois, aqueles que transgridem todos os jejuns, as penitências e as orações do tempo quaresmal. E, além disso, como podem chamar-se divertimentos as embriaguezes, as noitadas, os bailes e todas as desonestidades com e sem máscara? “Não divertimentos – clama São João Crisóstomo – mas sim, pecados e delitos”.


 Bem acertaram os Padres antigos quando disseram que a barafunda do carnaval é uma invenção do diabo. E que os que se chafurdam dentro dela são todos cristãos que, na prática ao menos, querem desbatizar-se. Quando eles foram levados à pia sagrada, o ministro de Deus lhes disse: “Renuncias ao demónio e às suas pompas?” “Renuncio”, foi respondido. Mas eis que nestes dias, muitíssimos arrancam do seu coração as renúncias e o batismo, e, tornados pagãos, lançam-se no culto dos sentidos e nas pompas demoníacas.


 Há outros que argumentam assim: “Não acho nada de mal em ir a certas representações, aos clubes dançantes ou cantantes, aos bailes de máscaras...”

 


 Pobres católicos! Mister faz realmente dizer que perderam o senso do bem e do mal.


 Tertuliano conta um episódio que pode nos ensinar muitíssimo, mesmo nos nossos dias. Uma senhora, apenas entrando em certo teatro, foi invadida pelo demónio. Arrastada perante o Bispo, este, exorcizando-a, forçou o Espírito maligno a dizer por que ousara molestar aquela mulher, que era boa e religiosa. “Se fiz isto – respondeu o demónio – tinha o direito de fazê-lo. Invadi-a porque a surpreendi no que é meu” (De Spect., cap. 26). 

 


 Pensai então, católicos, que pecado cometem os pais indignos que levam os filhos pequenos às reuniões carnavalescas, ou a elas deixam ir as filhas!


  Elas não têm tempo nem vontade de lavá-las aos Sacramentos de Deus, e, no entanto, permitem que elas vão – ou, pior, as acompanham – aos sacramentos do demónio. Assim chamava Santo Agostinho aos divertimentos carnavalescos, porque, em vez de nos fazerem amigos de Deus, eles nos fazem amigos do demônio; em vez de nos darem a graça, dão-nos a desgraça; em vez de nos abrirem a porta do Paraíso, escancaram-nos a porta do inferno.


  Quanto às máscaras, direi só uma coisa: “A primeira pessoa neste mundo a mascarar-se foi Satanás, quando se disfarçou sob a forma de serpente, para arruinar Eva e todos nós que viemos depois” (Pe. João Colombo).


 Santo Ambrósio exortava, no princípio do carnaval, aos católicos do seu tempo da seguinte maneira:

 


  O herói Ulisses, voltando de Tróia conquistada, devia passar pela ilha das sereias: dali elevava-se sempre uma canção fascinante, aliciadora e irresistível. Mas todo o nauta que cedia à lisonja daquela música ia à ruína; e o recife já estava todo branco de ossadas humanas. Para vencer a tentação, o astuto herói fez-se amarrar ao mastro da nau, e pediu aos companheiros que não o desamarrassem senão depois de passado o perigo. Só assim pôde salvar e rever Ítaca, o seu reino e o seu domicílio.

 

 Católicos, o carnaval pode ter para nós uma voz de sereia, irresistivelmente aliciadora: quem cede vai de encontro aos brancos escolhos da eterna ruína. Amarremos a nossa alma ao mastro da Cruz da qual pende Deus que morre pela nossa salvação; meditemos o seu gemido e também nós nos salvaremos de todo o perigo.


 

 

 

 
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A alegria do Carnaval

 

Precisamos de viver com valores este tempo

 

Carnaval é tempo de alegria também para o cristão. Nem sempre esta festa foi sinónimo de desregramento, pois “Carnaval" vem de currus navalis, o que significa que entre os gregos e romanos era feito um desfile em torno de um enorme carro em forma de navio, o qual era dedicado ao deus Dionísio ou Baco. Depois dos gregos, entre os romanos e os antigos celtas e germanos havia solenidades pela entrada do ano civil.
Quando apareceu o Cristianismo, encontrou estas comemorações que tinham um carácter penitencial, ou seja, os pagãos queriam expiar faltas cometidas no ano anterior. A Igreja procurou dar uma nova mentalidade a tais festas, expurgando toda a mitologia e superstição, bem como a orgia que, muitas vezes, predominava.
A Igreja, então, colocou o Carnaval, no seu calendário, antes da
Quaresma para que, antes da penitência em que fazemos memória de Cristo, que peregrinou pelo deserto e se privou das necessidades do Seu corpo, os cristãos tenham um período de gozo e festa pelos dons da alegria e dos prazeres lícitos, dados por Deus.

O grande problema das festas de Carnaval, de hoje, não está no anseio das pessoas pela alegria, mas nos excessos e na permissividade que se praticam.
A capacidade de sentir sabores, ter sensações, o riso, a dança, a celebração, a sociabilidade... Tudo isto é lícito perante a lei do Senhor e agrada-Lhe muito ver os Seus filhos desfrutar a felicidade desta maneira. Encontramos, na Sagrada Escritura, o incentivo do Altíssimo para todos estas atividades.
Mas, o que acontece no Carnaval é quase sempre a desvirtuação dos valores e da moral, sem contar as ofensas a Deus.
Neste Carnaval, antes de decidir para onde vais ou o que vais fazer, interroga-te: “O ambiente onde pretendo ir promove, de alguma forma, a promiscuidade, o adultério e a dissolução da moral?”, “As outras pessoas que lá estarão, incluem Jesus Cristo nas suas atividades?”, “Serei tentado a desrespeitar os mandamentos do Senhor?”


O Carnaval é o tempo que a Igreja nos deu para celebrarmos o dom da alegria de forma virtuosa, encontrando toda a graça de sermos seres humanos por meio das coisas boas que trazem sabor à vida.
É bom celebrarmos agora para, depois, melhor entrarmos na Quaresma.
“Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus. Tempo para chorar e tempo para rir; tempo para gemer e tempo para dançar” (Ecl 3,1-4).
Deus abençoe o teu Carnaval!

 
O verdadeiro Carnaval Imprimir e-mail

O verdadeiro Carnaval

 

 “Ninguém vos engane com argumentos vazios, porque estas coisas atraem a ira de Deus sobre os desobedientes. Não sejam cúmplices deles! Outrora vós éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Por isso, comportai-vos como filhos da luz. O fruto da luz consiste em toda a bondade, justiça e verdade. Sabei discernir o que é agradável ao Senhor. Não participeis nas obras estéreis das trevas; pelo contrário, denunciai tais obras” (Ef 5, 6-12).

A ordem que Deus nos deu é esta: denunciai as obras das trevas.

A palavra Carnaval vem do latim
carnis vallis
e significa "prazeres da carne". Nós vemos, neste tempo, dias de prazeres da carne, e o coração de Deus fica profundamente ofendido, pois já não há pudor. Os adultos são atingidos, os jovens, as crianças, todos são afectados.

Santa Faustina diz no seu diário:
"Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acumular de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista" (Diário, 926).

Santo Agostinho dizia que os dias de Carnaval são sacramentais de satanás, sinais visíveis daquilo que o demónio faz com os filhos da Luz.

A que grau de perversidade nós chegámos!

“Quando ouviram isto, todos ficaram de coração aflito e perguntaram a Pedro e aos outros discípulos: "Irmãos, o que devemos fazer?" Pedro respondeu: "Arrependam-se, e cada um de vós seja baptizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos pecados; depois recebereis do Pai o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é em vosso favor e dos vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar." Com muitas outras palavras, Pedro dava-lhes testemunho e exortava, dizendo: "Salvem-se desta gente corrompida" (Actos 2,37-40).

Este é o tempo! Não podemos viver de qualquer jeito, precisamos de ser verdadeiramente filhos da Luz. Tu não podes viver no mais ou menos, na vida dupla. Não podes concordar com as obras das trevas, pois o tempo exige que sejamos luz. Precisas de ser um sinal de Deus para esta geração, mesmo que ela te considere ridículo.

Deixa a luz do céu entrar e clarear todas as trevas que estão dentro de ti, sê sincero. Um católico que não vive com coerência a sua religião torna-se para o mundo um ridículo. Ou somos coerentes ou seremos um bando de ridículos! As pessoas vão olhar para nós e vão ver-nos com máscaras, um bando de ridículos. Se não vives com autenticidade o catolicismo, estás a viver com máscaras.

Nestes dias de Carnaval, as máscaras precisam de cair.

"Desperta, tu que dormes." Acordemos, pois os dias não são fáceis. Estamos a viver tempos difíceis, por isso procura a graça de Deus, não queiras ofender Nosso Senhor Jesus Cristo.
"Há pessoas que foram iluminadas uma vez, saborearam o dom do céu, participaram do Espírito Santo e experimentaram a boa palavra de Deus e as maravilhas do mundo futuro; no entanto, caíram. É impossível que eles sejam renovados outra vez e sejam trazidos à conversão, pois crucificaram novamente o Filho de Deus e o expuseram a injúrias"
(Heb 6,4-6).

Reza assim: Senhor, eu não quero comunhão com as trevas, porque sou filho da Luz. Não quero dar contra testemunho. Ó Deus, ajuda-me a ser coerente contigo e com a Tua Igreja. Dá-me esta graça, afasta-me das trevas. Embriaga-me, Senhor, com o Teu Espírito.

 
São Pedro Claver e o Carnaval Imprimir e-mail

 

 

São Pedro Claver e o carnaval

 

 Um oficial espanhol viu um dia São Pedro Claver com um grande saco às costas.

 

— Padre, aonde vai com esse saco?

 

— Vou fazer carnaval; pois não é tempo de folgança?

 

 O oficial quer ver o que acontece: acompanha-o.

 

 O Santo entra num hospital. Os doentes alvoroçam-se e fazem-lhe festa; muitos o rodeiam, porque o Santo, passando com eles uma hora alegre, lhes reparte presentes e regalos até esvaziar completamente o saco.

 

— E agora? – pergunta o oficial.

 

— Agora venha comigo; vamos à igreja rezar por esses infelizes que, lá fora, julgam que têm o direito de ofender a Deus livremente por ser tempo de carnaval.

 
O desejo de ser feliz Imprimir e-mail

O desejo de ser feliz


Pesquisadores americanos da Universidade de Harvard, foram pesquisar a razão da felicidade, e descobriram que a felicidade não está nas coisas, nas conquistas, mas dentro do coração. E para alcançá-la são necessários dois pontos: Fortes laços afectivos, e um sentido para a vida, ou seja, procurar Deus.

Nós, cristãos já entendemos isto há muito tempo. Jesus ensinou dois mandamentos que resumem toda a pesquisa dos cientistas: amar a Deus e ao próximo. Se vivemos isto, doando-nos a Deus e aos outros, seremos felizes.


Há um testemunho de um homem que perdeu tudo na vida após um acidente, uma queda, ficou cego por alguns dias, mudou de profissão, foi abandonado pelos amigos, preso por causa das suas novas ideias e valores, apanhou muito, e, como se não bastasse, o navio no qual ele viajava afundou-se, mas suportou tudo isto com alegria, e na cadeia escreveu uma carta aos amigos, dizendo o seguinte:

 “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças.”

Este homem foi São Paulo, a carta encontra-se em Filipenses 4, 4-6. O Apóstolo Paulo, mesmo no meio de muitos sofrimentos descobriu o segredo da felicidade na alegria de servir ao Senhor.
É a busca da felicidade que move o mundo, as indústrias já descobriram que o homem deseja mesmo ser feliz, por isso querem colocar nos produtos, nas coisas a felicidade, mas ela está dentro de nós, e de forma alguma podemos encontrá-la nas coisas, mas dentro do nosso coração.

Quando buscamos a felicidade fora caímos num abismo e nunca seremos saciados, por isso, não podemos projectar a nossa capacidade de sermos felizes nas coisas. Basta olhar para as multidões que enchem as ruas no carnaval, fantasiados. Vemos que eles andam à procura da felicidade nestas coisas, mas, nunca serão verdadeiramente saciados, porque procuram a felicidade fora de Deus, longe da voz do seu coração.

No carnaval cristão não há fantasias, máscaras, porque assumimos que somos filhos de Deus, e entendemos que a nossa felicidade está nele, e buscamo-Lo na sua morada dentro de nós.

Nestes dias iremos encontrar verdadeiramente a nossa felicidade, pois no nosso coração pulsa esta vontade, e aqui, independente de tudo o que vivemos até agora, inclusive os nossos pecados, hoje Deus dá-nos uma oportunidade única, no lugar certo, nos dias certos, para encontrarmos a felicidade que tem um nome: Jesus!

O CIC, no parágrafo 33 ensina que o desejo de felicidade foi colocado pelo próprio Deus no coração do homem. Esta felicidade tem um nome, tem um rosto, Jesus de Nazaré.

Agora é o momento de ser feliz, tu nasceste para ser feliz, neste carnaval, o maior evento és tu, o teu encontro com a verdadeira felicidade, Jesus. Por isso convido-te a que Lhe dês uma chance, e certamente Jesus te encontrará, e tu serás feliz. Mas, tu és livre, nas tuas mãos está a bela oportunidade de ser feliz.

A força do Senhor é a nossa alegria, Ele mesmo promete a plenitude da alegria. Tu nasceste para ter um sorriso largo, uma felicidade do céu, pois a força do Senhor é a tua alegria.

 
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Os ultrajes cometidos no Carnaval

 

Duas santas contam:

Santa Faustina Kowalska, diz:

“Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci uma grande acumulação de castigos e pecados.

O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias.

Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista” (Diário, 926).

 

 E Santa Margarida Maria Alacoque, escreve:

“No tempo de carnaval, Jesus apresentou-Se-me, após a santa comunhão, sob a forma de Eis o Homem, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos.

O Sangue adorável corria de toda a parte, dizendo com voz dolorosamente triste:

Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo, no tempo de carnaval?” (Escritos Espirituais).

 
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O distanciamento de Deus

Quando nos distanciamos de Deus passamos a viver um tempo de secura

O carnaval é um período no qual se cometem pecados que entristecem o coração de Deus, é um tempo em que a alegria carnal ofusca a visão das pessoas e as afastam d’Ele. Se meditarmos no salmo primeiro veremos que a diversão deste mundo é passageira, mas aqueles que procuram viver a verdadeira alegria: que é à vontade de Deus, são como árvores plantadas junto a um rio.

O sucesso e a alegria carnal são passageiros, mas quem quer ser realmente bem sucedido deve buscar a alegria em Deus. O carnaval é um período de seca, de falta de frutos e de êxito. Mas isto é vontade de Deus ou fruto das escolhas humanas?

Não podemos esperar de Deus que sejamos abençoados se somos infiéis. Se as nossas vidas têm sido uma realidade de secura, de falta da água do Espírito, é porque nós nos afastamos d’Ele. A graça do Senhor está sempre a ser derramada, quem impede de usufruirmos dela somos nós mesmos!

A parábola do filho pródigo conta a história de uma pessoa que optou por deixar de usufruir das graças do pai, mas também fala de arrependimento, de retorno e de mudança. Vamos hoje mudar, voltar para a vontade do Pai, deixar de fazer o que queremos e realizar o que Deus deseja!

 
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Carnaval é prazer e alegria?

 

O carnaval traz a busca frenética pelo prazer e pela alegria

 

A Bíblia afirma que a alegria do coração é a vida do homem, é um inesgotável tesouro de santidade. A alegria torna mais longa a vida dele (cf. Eclo 30,22-26). São Francisco de Sales dizia que um cristão triste é um triste cristão. A alegria verdadeira brota de um coração puro, que ama a Deus e ao próximo, tem a consciência tranquila e sabe que está nas mãos do Senhor.

Diferença entre satisfação do corpo e da alma

O mundo, no entanto, confunde alegria com prazer, quando, na verdade, não são a mesma coisa. Prazer é a satisfação do corpo; alegria é a satisfação da alma. Há prazeres justos e até necessários, como o sabor que Deus colocou nos alimentos, o prazer do acto sexual do casal unido pelo matrimónio. Mas há também prazeres injustos, por isso pecaminosos, quando se busca a satisfação do corpo apenas como um fim: a bebida, o sexo fora ou antes do casamento, as drogas, as aventuras que põem a vida em risco etc.

Isto acontece quando se abusa da liberdade e se usa mal as coisas boas. Isto tem nome: libertinagem. Por exemplo, pode ser um gesto de alegria beber um copo de vinho com os amigos, mas pode tornar-se um gesto de prazer desordenado se houver o abuso da bebida e se chegar à embriaguez. O mal quase sempre é o uso mau, o abuso das coisas boas. Quantos crimes e acidentes acontecem por causa destas libertinagens!

Está chegando mais um carnaval, tempo que para muitos se transformou em liberação de todos os instintos, busca frenética da alegria e do prazer. Mas o prazer ilícito, quando passa, deixa gosto de morte. A distorção da alegria nessa festa pode se transformar em sofrimento para a própria pessoa e para os outros, porque sabemos que “o salário do pecado é a morte” (cf. Rm 6,23).

Não penses que podes ser feliz no pecado, porque isso é ilusão. A tentação oferece-nos o pecado, assim como uma maçã avermelhada, mas envenenada. É mais ou menos como o terrível anzol que o peixe pica, porque está escondido dentro da isca. Depois de picar a isca, de sentir o prazer rápido que ela lhe dá, o peixe sente o gosto da morte no anzol que o fisga.

Vitimas dos prazeres do carnaval

O mesmo acontece com quem se entrega, no carnaval, aos prazeres da carne como o sexo a qualquer custo, a prática da homossexualidade, o uso das drogas, o abuso da bebida e os gestos de violência. O que tudo isso gera depois? Sabor de morte. Depois que rapidamente tudo isto passa, vem o vazio e a tristeza.

Temos visto um espectáculo deprimente nos últimos carnavais: as próprias autoridades, querendo impedir a Aids, acabam fomentando o pecado. Os governos da união e dos estados distribuem amplamente a famigerada camisinha” para que os foliões brinquem, gozem, mas sem o perigo de se contaminarem. Preserva-se o corpo, mas mata-se a alma; defende-se o prazer e a orgia, mas afunda-se a moral, lança-se o povo nos antigos bacanais gregos. Ora, o correto é ensinar os jovens a viver o sexo no lugar certo, no casamento, e não estimulá-los fora de hora.

Será que não temos algo melhor para dar aos jovens e ao povo? Quantas crianças são geradas nas relações sexuais que acontecem nos carnavais! O que acontece depois? Algumas dessas podem ser abortadas; outras tornam-se filhos de uma mãe que vai criar e educar o filho sozinha. Isto não é justo, porque toda a criança que vem a este mundo tem o direito de ter um pai, uma mãe, um lar, de ser amada e desejada; e não ser apenas o fruto de um acto tresloucado.

O mal é o abuso daquilo que é bom. Se nós abusamos do bem, da comida, da bebida, do sexo fora do casamento, tudo isso se tornará um mal e trará consequências negativas; isso não é uma alegria autêntica. O sexo é lindo dentro do plano de Deus, mas se o tirarmos de dentro do plano divino, ele poderá ser causa de tristeza, adultério e doenças.

Caminho da morte e da vida

No pecado, encontramos o caminho da morte; na virtude, encontramos o caminho da paz. Nossa vida é consequência de nossas escolhas e nossos actos. São Paulo disse claramente aos gálatas: “Não erreis, de Deus não se zomba; porque tudo o que o homem semear, isso também colherá. O que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (Gl 6,8).

Quem faz do período carnavalesco uma oportunidade de extravasar os baixos instintos, colherá, sem dúvida, a tristeza depois. Quem dele se aproveitar para fazer o bem, colherá a alegria. Há um ditado popular que diz assim: “Fazer o bem sem olhar a quem”. A verdadeira alegria nasce de fazer o bem. Quanto mais bem você o faz às pessoas, mais será feliz.

O pecado é perfumado e se apresenta a você na hora da sua fragilidade. Cuidado! Santo Agostinho afirmava: A sua tristeza são os seus pecados. Deixe que a santidade seja sua alegria. Eu lhe dou a receita: vigie e ore. Os pecados entram pelas janelas da alma, que são os sentidos. Então, feche seus olhos, sua boca e suas mãos se você sabe que, por meio deles, pode chegar ao pecado.

Os dias de carnaval oferecem-nos grandes oportunidades para pecar, tanto nas ruas como na televisão, na internet e nos clubes. Mas não é nisso que reside a verdadeira alegria, esta pode ser encontrada no convívio saudável do lar com os filhos, na igreja, na leitura de bons livros e da Palavra de Deus, num tempo mais dedicado à oração, no ouvir uma boa pregação, num gesto de caridade a uma pessoa que precisa de ti.

 
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Faz do Carnaval um espectáculo diferente na tua vida

 

Daremos um espectáculo diferente, mas transformador

 

O povo gosta de festas e de se divertir. Em muitos lugares, esta é uma ocasião para espalhar pelas ruas as críticas sociais, inclusive aos políticos que nós mesmos elegemos.

Para muitas pessoas, carnaval é tempo para desafogar as mágoas acumuladas, para “tudo acabar na quarta-feira”. Para muitas famílias, é ocasião para uma agradável viagem, cultivo do relacionamento, descanso sadio.

Há também uma porção considerável da população que se dedica à oração, escuta e meditação da Palavra de Deus, formação e um pouco de diversão, sem os excessos correntes.

Seja qual for a opção que fizermos, é bom pensar nas consequências, para que o último dia de carnaval não deixe o gosto amargo do pecado, pois o divertimento é legítimo e importante!

O sadio equilíbrio no uso do tempo indica que deveríamos dividir em três partes o tempo do dia que nos é dado pelo Senhor, a sabe:

8 horas para o trabalho, 8 horas para o sono e 8 horas para outras actividades.

Certa vez, um sábio Diretor Espiritual aconselhou dedicar pelo menos a décima parte das 24 horas do dia à oração, nas suas várias formas, como um dízimo diário a ser devolvido ao Senhor, para não acumular actividades que esgotem as capacidades humanas e não correspondam à grande dignidade com que Deus nos criou.

Certamente há outras propostas para a organização do tempo, a serem seguidas de acordo com os valores que norteiam a vida das pessoas. Homens e mulheres muito santos e equilibrados foram capazes de fazer muito e com competência, nas respectivas áreas de actividades e competência, aprendendo e ensinando, ao formar discípulos na arte do bem viver, a disciplina pessoal, o uso adequado das forças físicas, o sustento da mente que passa pelos bons pensamentos, boas leituras e bons ambientes. Por outro lado, quantas foram as vezes em que nos foi recomendado não perder tempo, fugir da ociosidade, que é mãe de tantos vícios, planear, rever, avaliar, reconhecer com humildade e realismo os erros e acertos, pedir perdão, recomeçar!

São atitudes humanas a serem fecundadas com a unção de uma vida cristã autêntica, que não cancela, mas revigora, tudo o que é “de gente”.

O Papa Francisco perguntou um dia, com sabedoria: “O problema nos nossos dias não parece ser tanto a presença invasiva dos pais, mas ao contrário a sua ausência, o seu afastamento. Por vezes os pais estão tão concentrados em si mesmos e no próprio trabalho ou então nas próprias realizações pessoais, que se esquecem até da família. E deixam as crianças e os jovens sozinhos. Às vezes perguntava aos pais se brincavam com os filhos, se tinham a coragem e o amor de perder tempo com os filhos. E a resposta era feia, na maioria dos casos: ‘Mas, não posso, porque tenho tanto trabalho’. E o pai estava ausente daquele filho que crescia, não brincava com ele, não, não perdia tempo com ele… Gostaria de dizer a todas as comunidades cristãs que devemos estar mais atentos: a ausência da figura paterna da vida das crianças e dos jovens causa lacunas e feridas que podem até ser muito graves.

Com efeito os desvios das crianças e dos adolescentes em grande parte podem estar relacionados com esta falta, com a carência de exemplos e de guias respeitáveis na sua vida de todos os dias, com a falta de proximidade, com a carência de amor por parte dos pais.

É mais profundo de quanto pensamos o sentido de orfandade que vivem tantos jovens. São órfãos na família, não dão aos filhos, com o seu exemplo acompanhado pelas palavras, aqueles princípios, aqueles valores, aquelas regras de vida das quais precisam como do pão…

É verdade que deves ser companheiro do teu filho, mas sem esquecer que és o pai! Se te comportas só como um companheiro igual ao teu filho, isto não será bom para ele…

E vemos este problema também na comunidade civil. Os jovens permanecem órfãos de caminhos seguros para percorrer, órfãos de mestres nos quais confiar, órfãos de ideais que aqueçam o coração, órfãos de valores e de esperanças que os amparem diariamente. Talvez sejam ídolos em abundância mas é-lhes roubado o coração; são estimulados a sonhar divertimentos e prazeres, mas não lhes é dado trabalho; são iludidos com o deus dinheiro, mas são-lhes negadas as verdadeiras riquezas” (Audiência Geral do dia 28 de Janeiro de 2015).

A resposta do Papa é uma luz impressionante, para que ninguém se lamente, como muitos pais e mães o fazem em nossos dias.

Parece um refrão repetido, mas não há outra estrada, senão começar em casa, de novo, a formar, educar para as escolhas a serem feitas, ensinar a rezar, amar de verdade.

E um caminho simples é o da vivência da Palavra de Deus, pouco a pouco, sem pressa. Daremos um espectáculo diferente, quem sabe, silencioso, mas transformador. Comece de novo em casa!

 

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