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Santa
Margarida Maria Alacoque
Nosso Senhor Jesus
Cristo apareceu a Santa Margarida Maria e revelou-lhe o Seu Sagrado Coração
para que transmitisse a sua mensagem de misericórdia e confiança, exactamente a
16 de Junho de 1675, quando Margarida estava com 28 anos de idade.
Foi esta a Sua
frase mais forte: «Este é o Coração que tanto ama a humanidade e que recebe, em
troca, ingratidão».
“Estando diante do
Santíssimo Sacramento um dia em que dispunha de pouco tempo, pois as ocupações
que me encomendavam não me deixavam quase nenhum momento livre, senti-me toda
penetrada por esta divina Presença com tanta força que me esqueci de mim mesma
e do lugar onde eu estava e abandonando-me a este Divino Espírito, entregando o
meu coração à força do Seu amor. Ele fez-me repousar durante muito tempo sobre o
Seu Divino peito, onde me fez descobrir as maravilhas do Seu amor e os segredos
inexplicáveis do Seu Sagrado Coração, que me tinha ocultado até então, quando
me abriu pela primeira vez, mas de uma forma tão sensível que não ficou lugar
para nenhuma dúvida, dados os efeitos que esta graça produziu em mim o qual
temo em me enganar em tudo o que digo que me acontece. Foi assim como
aconteceu:
Ele disse-me: “O Meu
Divino Coração está tão apaixonado pela humanidade e por ti em particular, que não
podendo por mais tempo reter em si as chamas da sua ardente caridade, necessita
de as comunicar por meio de ti, e manifestarem-nos para enriquecê-los com os
seus preciosos tesouros que te descubro, que contêm as graças santificantes e
salutares necessárias para os retirar do abismo da perdição. Eu escolhi-te como
um abismo de indignidade e de ignorância para a realização deste grande plano,
a fim de que tudo seja feito por Mim”.
E confiou a
Margarida doze mensagens, pela Sua imensa Misericórdia.
- Toda a vida
desta grande vidente do século XVII anda estreitamente unida às origens e
história da grande devoção moderna ao Sagrado Coração de Jesus. Foi o meio
humilde e diminuto que Deus utilizou para dar a conhecer uma das melhores e
mais eficazes de todas as devoções.
Desde menina de
quatro anos – conta ela no seu diário espiritual – Deus introduziu-a no segredo
da vida interior e comunicação com o céu.
No noviciado tinha
por norma o conselho de S. Francisco de Sales: “não ser extraordinário senão à
força de ser ordinário”.
Completava o ano
de noviciado a 25 de Agosto de 1672 e atrasaram-lhe a profissão até 6 de
Novembro. Nesses meses Cristo comunica-se-lhe e começa a levantar o véu que
encobre a missão para que a destina.
Numa sexta-feira do
ano de 1674, estando ela diante do Santíssimo exposto, Jesus mostra-se radiante
de glória com as cinco chagas que brilham como sóis. Queixou-se da ingratidão
dos homens e pediu-lhe que ela com o seu amor suprisse tanta frieza. Deverá fazer
a novena das nove primeiras sextas-feiras seguidas. Posteriormente o Sagrado Coração
de Jesus volta a queixar-se da ingratidão dos homens, e pede que, na
sexta-feira seguinte à oitava do Corpo de Deus, se estabeleça a festa do Seu
coração. Como auxiliar do seu apostolado indica-lhe o Padre Cláudio la Colombière.
Santa Margarida
faleceu a 17 de Outubro de 1690.
Foi canonizada em
1920 por Bento XV.
- A
mãe de Margarida – viúva – em dificuldade económica, empurra a filha para que
se case. Margarida começou então a conhecer o mundo e o desejo de agradar. Mas
Jesus disse-lhe: ”Não te basto Eu? De que tens medo?”
Ela
convenceu-se do amor de Jesus e sente-o, ao escrever: “Não é Nosso Senhor o
mais rico, o mais formoso, o mais poderoso e cumpridor de todos os que O amam?”
O amor de Jesus apoderou-se-lhe da alma e transformou-a. Renuncia ao prazer, à
vaidade e ao amor humano.
Entusiasma-se
com a mortificação: “Eu atava este miserável corpo com cordas e nós, que me
entravam profundamente na carne; dormia num colchão de varas pontiagudas”.
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