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Santa Teresa de Calcutá Imprimir e-mail

SANTA TERESA DE CALCUTÁ

 

Agnes Gonxha Bojaxhiu nome de baptismo da que ficou mundialmente conhecida por Madre Teresa de Calcutá, nasceu na Albânia (então Macedónia) e tornou-se cidadã indiana, em 1948. Prémio Nobel da Paz em 1979.

Oriunda de uma família católica, aos doze anos resolveu ser missionária. Fez votos na congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, aos 18 anos, na Irlanda, onde viveu. A sua vida na Índia começou como professora.

Ao fim de dez anos sentiu necessidade de criar a congregação das Irmãs da Caridade e dedicar a vida aos pobres abandonados e mais desprotegidos de Calcutá.

Entre as suas prioridades estava matar a fome e ensinar a ler aos "mais pobres entre os pobres", bem como a leprosos, portadores de SIDA e mulheres abandonadas.

Depois do Prémio Nobel, em 1979, passou a ser muito conhecida e as Irmãs da Caridade estão em centenas de países do Mundo.

O seu exemplo de dedicação sem temer contrair doenças contagiosas, a sua vida exemplar, sempre na sua fé católica deram-lhe, em vida, a certeza de que era santa.

Aquela frágil mulher tinha uma força inesgotável e punha em prática as palavras do Evangelho: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22, 39).

 

Recebia diariamente a Sagrada Comunhão. E se acontecesse celebrar-se segunda Missa na Casa em determinado dia, tentava sempre assistir a ela, mesmo que tivesse muito que fazer. Nessas ocasiões, costumava dizer: “Que bonito que é receber Jesus duas vezes por dia”. A profundíssima reverência que a Madre tinha pelo Santíssimo Sacramento era um sinal da fé profunda que tinha na Presença Real de Jesus sob as aparências de pão e de vinho. A atitude de adoração, gestos como genuflexões, com ambos os joelhos na presença do Santíssimo Sacramento exposto, mesmo quando já era bem entrada em anos, a postura que adoptava, de joelhos e de mãos postas, a preferência por receber a Sagrada Comunhão na boca, tudo isto são provas da fé que tinha na Eucaristia.

Às 9h30 da noite do dia 5 de Setembro de 1997, o coração de Madre Teresa de Calcutá deu o último suspiro, na Casa Geral. No dia 13 de Setembro teve um funeral de Estado e o seu corpo foi conduzido num longo cortejo através as estradas de Calcutá. Chefes de Estado e de Governo, Rainhas e enviados especiais chegaram para representar os países de todo o mundo.

Foi beatificada por São João Paulo II, a 19 de Outubro de 2003, depois de o Papa polaco ter dispensado o período de espera de 5 anos para a abertura da Causa de Canonização.

 

Mesmo assim...

 
As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas.
Ama-as, mesmo assim.

Se tens sucesso nas tuas realizações, ganharás falsos amigos e verdadeiros inimigos.
Tem sucesso, mesmo assim.

O bem que fazes será esquecido amanhã.
Faz o bem, mesmo assim.

A honestidade e a fraqueza tornam-te vulnerável.
Sê honesto, mesmo assim.

Aquilo que te levou anos a construir, pode ser destruído de um dia para o outro.
Constrói, mesmo assim.

Os pobres têm mesmo necessidade de ajuda, mas alguns podem atacar-te se os ajudas.
Ajuda-os, mesmo assim.

Se deres aos outros o melhor de ti mesmo, corres o risco de te cansar.
Dá o que tens de melhor, mesmo assim.

 

Madre Teresa de Calcutá.

 

 

QUEM É JESUS PARA MIM?

 
Jesus é o Verbo Encarnado.
Jesus é o Pão da Vida.
Jesus é a Vítima oferecida pelos nossos pecados na Cruz.
Jesus é o Sacrifício oferecido na Santa Missa
pelos pecados do mundo e pelos meus.
Jesus é a Palavra
a dizer.
Jesus é a Verdade
a revelar.
Jesus é o Caminho
a percorrer.
Jesus é a Luz
a acender.
Jesus é a Vida
a viver.
Jesus é o Amor
a ser amado.
Jesus é a Alegria
a ser partilhada.
Jesus é o Sacrifício
a ser oferecido.
Jesus é a Paz
a ser dada.
Jesus é o Pão da Vida
a ser comido.
Jesus é o Faminto
a ser alimentado.
Jesus é o Sedento
a ser saciado.
Jesus é o Despido
a ser vestido.
Jesus é o Desalojado
a ser recolhido.

Jesus é o Doente a ser curado.
Jesus é o Solitário
a ser amado.
Jesus é o Indesejado
a ser desejado.
Jesus é o Leproso
a quem limpar as chagas.
Jesus é o Pedinte
a quem dar um sorriso.
Jesus é o Bêbedo
a quem ouvir.
Jesus é o Atrasado Mental— a quem proteger.
Jesus é o Pequenino
a quem abraçar.
Jesus é o Cego
a quem conduzir.
Jesus é o Mudo — por quem falar.
Jesus é o Aleijado
com quem caminhar.
Jesus é o Dependente de Drogas
de quem ser amigo.
Jesus é a Prostituta
a quem afastar do perigo e de quem ser amigo.
Jesus é o Preso
a visitar.

Jesus é o Velho a servir.

 

PARA MIM,

 

Jesus é o meu Deus.

Jesus é o meu Esposo.

Jesus é a minha Vida.

Jesus é o meu único Amor.

Jesus é o meu Tudo em Todos.

Jesus é o meu Todas as Coisas.

Jesus, amo-Te com todo o coração, com todo o meu ser.

Dei-Lhe tudo, incluindo os meus pecados, e Ele apertou-me contra Si em ternura e amor.

Agora e por toda a minha vida sou a esposa do meu Esposo Crucificado. Ámen.

 

Vocação precoce

Em Skopje, capital da Macedónia, pequena cidade com cerca de vinte mil habitantes, nasceu, a 26 de Agosto de 1910, Agnes Gonxha Bojaxhiu. A sua família era católica e pertencia à minoria albanesa que vivia no Sul da antiga Iugoslávia. Um dia após o seu nascimento, Gonxha recebeu o Baptismo e a sua educação teve lugar numa escola estatal durante os tristes anos da Primeira Guerra Mundial. Com um timbre de voz muito suave e harmonioso, a pequena Gonxha tornou-se solista do coro da Igreja da sua aldeia e, mais tarde, chegou a dirigir esse mesmo coro paroquial.
Ainda criança, Gonxha entrou para a Congregação Mariana das Filhas de Maria que tinha uma filial na sua paróquia. Os mais pobres da região recorriam à Igreja para diminuírem as suas carências. Gonxha sentia a sua vocação crescendo ao assistir a esta actividade de assistência aos mais carentes.
"Aos pés da Virgem de Letnice escutei um dia o chamado que me apelava a servir Deus" - disse, posteriormente, Madre Teresa e confessou ainda que descobriu a intensidade do chamado "com uma grande alegria interior". Quando completou 18 anos, o apelo à vida religiosa tornou-se irresistível para a jovem e, a 25/12/1928, partiu de Skopje rumo a Rathfarnham, na Irlanda, onde se situa a Casa Geral do Instituto da Beata Virgem Maria.
Gonxha tinha como ideal ser missionária na Índia e um sacerdote jesuíta contribuiu para esta doação aos mais pobres devido à informação de que, na Índia, as freiras dessa congregação faziam um "excelente" trabalho.
Depois de uma longa viagem, a futura religiosa chegou à casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto. A estadia em Rathfarnham foi um porto intercalar já que embarcou rumo a Bengala. Durante a primeira semana esteve em Calcutá e daí viajou até Dajeerling, ao seminário da Congregação fundada pela missionária Mary Ward.
Feitos os estudos e chegada a hora de professar os votos temporários de Pobreza, Castidade e Obediência - 24 de Maio de 1931 - Gonxha escolheu o nome de Teresa. De acordo com as constituições da Congregação do Loreto devia mudar de nome. "Escolhi chamar-me Teresa" - contou anos depois, devido à figura inspiradora de Santa Teresa D'Ávila. No entanto "não foi pela grande Teresa que escolhi o nome, mas sim pela pequena: Santa Teresa de Lisieux".
Encarregada de dar formação espiritual às "Filhas de Santa Ana" - hoje formam uma congregação autónoma - Teresa absorveu o estilo de vida bengali e, posteriormente, transmitiu-o às suas freiras, quando criou as "Missionárias da Caridade".

Uma viagem luminosa
O momento da virada aconteceu de forma imprevista. Num dos seus relatos, Teresa conta que, a 10 de Setembro de 1946, numa viagem para o convento de Dajeerling, onde ia fazer os exercícios espirituais, enquanto rezava sentiu um "chamamento dentro do chamamento". A mensagem era clara: "devia deixar o convento do Loreto (em Calcutá) e entregar-se ao serviço dos mais pobres e viver entre eles". Com a "iluminação divina", Teresa sentiu uma hesitação: como realizá-la.

Este dia de Setembro ficou marcado na história das Missionárias da Caridade e, obviamente, no livro da vida de Madre Teresa como o "Dia da Inspiração".
Teresa de Calcutá pensava nos pobres da cidade que todas as noites morrem pelas ruas e, na manhã seguinte, são lançados para os carros de limpeza como se fossem lixo. Não se habituava a este "terrível espectáculo matinal". Queria fazer algo em prol daqueles esqueléticos a pedir esmola na rua e a esperar que o tempo os levasse.
A luz recebida no trajecto de Calcutá para Dajeerling foi motivo de meditação no retiro de Teresa. Que terminou numa pergunta muito concreta: "Que poderei fazer por estes infelizes?".
Abandonado o hábito da Congregação do Loreto, a Irmã Teresa comprou um sari branco, debruado de azul e colocou-lhe no ombro uma pequena cruz. Foi com esta nova indumentária – o vestido duma modesta mulher indiana – que passou a ser conhecida no mundo inteiro.
A vida da religiosa sofreu novos contornos e quando a Santa Sé reconheceu a Congregação – 7 de Outubro de 1950 pelo Papa Pio XII – a instituição da Madre Teresa de Calcutá contava com centenas de membros em todo o mundo. Primeiro, começou a levar os moribundos para um lar onde eles pudessem morrer em paz e com dignidade. Em seguida, abriu um orfanato. De forma gradual, outras mulheres se uniram a ela neste projecto.

Nasceu 1 nova Congregação religiosa – "Missionárias da Caridade" – para se dedicar aos mais pobres entre os pobres.
A luz do projecto ganhou raízes no solo fértil e as vocações começaram a surgir. Neste viveiro vocacional – muitas das mulheres que aderiram foram antigas alunas – Madre Teresa vê uma bênção de Deus. Sem operações de marketing, o trabalho da consagrada albanesa ganhava visibilidade e as vocações para "Missionárias da Caridade" surgiam a bom ritmo.
De abrigo em abrigo, Teresa de Calcutá dava – mais do que donativos – lições de higiene e moral, palavras amigas e as mãos sempre prontas para qualquer trabalho. Não foi preciso muito tempo para que todos a conhecessem. Quando ela passava, crianças famintas e sujas, deficientes, enfermos de toda a espécie, gritavam por ela com os olhos inundados de esperança: "Madre Teresa! Madre Teresa!"
Onze anos depois da morte de Madre Teresa de Calcutá, a Congregação das Missionárias da Caridade, que a religiosa fundou, continua a dar seguimento à sua obra, ajudando os mais desfavorecidos e estabelecendo centros de acolhimento para pessoas carentes.

 

LIVRA-ME, JESUS!

 

Livra-me, Jesus, do desejo de ser amado,

do desejo de ser glorificado,

do desejo de ser honrado,

do desejo de ser elogiado,

do desejo de ser preferido,

de desejo de ser consultado,

do desejo de ser famoso,

do temor de ser humilhado,

do temor de ser desprezado,

do temor de sofrer repreensões,

do temor de ser caluniado,

do temo de ser esquecido,

do temor de sofrer afrontas,

do temor de ser posto em ridículo,

do temor de ser julgado.

Madre Teresa de Calcutá

 

 

«Feliz o servo que o seu Senhor, ao regressar, encontrar a trabalhar»

Senhor muito amado, permite que eu possa ver-Te hoje e em cada dia, na pessoa dos teus doentes, e tratando-os, possa servir-Te. Se Te escondes debaixo da figura desagradável do colérico, do descontente, do arrogante, faz com que eu possa mesmo assim reconhecer-Te e dizer: «Jesus, a Ti, meu paciente, como é bom servir-Te.» Senhor, dá-me essa fé que vê claro e, então, a minha tarefa nunca será monótona, a alegria brotará sempre que eu atenda aos caprichos e responda aos desejos de todos os pobres em sofrimento.

Ó Deus, já que Tu és Jesus, o meu paciente, digna-Te ser também para mim um Jesus de paciência, indulgente para com as minhas faltas, levando em conta a intenção, pois que ela é amar-Te e servir-Te na pessoa de cada um dos teus doentes. Senhor, aumenta a minha fé, abençoa os meus esforços e a minha missão agora e para sempre.

 

 

A VIDA é…

 

A VIDA é uma oportunidade, agarra-a.

A VIDA é beleza, admira-a.

A VIDA é bem-aventurança, saboreia-a.

 

A VIDA é um sonho, faz dele uma realidade.

A VIDA é um desafio, enfrenta-o.

 A VIDA é um dever, cumpre-o.

 

A VIDA é um jogo, joga-o.

A VIDA é preciosa, cuida dela.

A VIDA é uma riqueza, conserva-a.

 

A VIDA é amor, aprecia-o.

A VIDA é um mistério, descobre-o.

A VIDA é uma promessa, cumpre-a.

 

A VIDA é tristeza, vence-a.

A VIDA é um hino, canta-o.

A VIDA é um combate, aceita-o.

 

A VIDA é uma aventura, arrisca-a.

A VIDA é felicidade, merece-a.

A VIDA é única, defende-a.

 

Madre Teresa de Calcutá

 

 

FRASES DA MADRE TERESA

 

- “Penso que hoje o mundo está de cabeça perdida, e está a sofrer tanto porque há muito pouco amor no lar e na vida de família. Não temos tempo para os nossos filhos, não temos tempo para o outro, não há tempo para poder gozar um com o outro.”

- “O amor começa em casa; o amor vive-se nos lares e essa é a razão pela qual há tanto sofrimento e tanta infelicidade no mundo de hoje…Todo o mundo, hoje em dia, parece estar com tanta pressa, ansioso por desenvolvimentos grandiosos e por grandes riquezas, de tal forma que os filhos têm muito pouco tempo para os seus pais e os pais têm muito pouco tempo para os filhos: assim, é no lar que começa o rompimento da paz no mundo.”

- “Vejo Deus em cada ser humano. Quando lavo as feridas dos leprosos, sinto que estou a curar o próprio Senhor. Não é uma experiência bonita?”

“Quando vejo a miséria, sinto ira no meu interior. Eu não aprovo o sentimento de cólera. Mas é algo que não se pode evitar depois de ver a Etiópia." .

-  “Hoje em dia, a maior doença não é nem a lepra, nem a tuberculose, mas o sentimento de não se ser reconhecido”

- “É maior hoje a fome de amor e a de não ser apreciado que a fome de pão.”

- “Nunca antes estive numa guerra, mas vi fome e morte. Perguntava-me a mim mesma: Que sentem eles quando fazem isto? Não entendo. Todos são filhos de Deus. Porque fazem isto? Não o entendo.”

- O Aborto “é um assassinato nas entranhas... Uma criança é um dom de Deus. Se tu não o queres, dá-mo a mim!"

- “O maior destruidor da paz é o aborto, porque, se uma mãe pode matar o seu próprio filho, que nos resta a nós outros: matar-te a ti e tu matares-me a mim? Não nos resta mais do que isso!”

“É algo muito triste decidir que um filho deve morrer para tu puderes viver como te apetece!”

- “Nós sentimos que o que estamos a fazer é apenas uma gota no oceano. Mas o oceano não estaria tão cheio se não existisse essa gota.”

- “Outro dia sonhei que estava às portas do céu. E S. Pedro disse-me: “Regressa à Terra. Aqui não há bairros de indigentes.”

-  “Se tu julgas as pessoas, não tens tempo para as amar.”

- “Procuro dar aos pobres amor, o que os ricos poderiam conseguir por dinheiro. Não, eu não trocaria um leproso por mil libras esterlinas; contudo, curá-lo-ia voluntariamente pelo amor de Deus.”

- “Descobri o paradoxo de que se tu amas até doer, pode não haver mais dor, só mais amor.”

-  “Não estou completamente segura de como será o céu, mas sei que, quando morrermos e chegar a hora de Deus nos julgar, Ele NÃO perguntará: quantas coisas boas fizeste na tua vida, mas perguntará: Quanto AMOR puseste no que fizeste?”

-  “Tem fé nas pequenas coisas, porque é nelas que reside a tua força.”

-  “Cada um deles é Jesus disfarçado.”

- “Sou um pequeno lápis na mão de um Deus que escreve e vai enviar uma carta de amor ao mundo.”

- “Eu não rezo para conseguir êxito. Peço fidelidade.”

-  “Sei que Deus não me dará nada que eu não possa manejar. Só desejo que Ele não confie demasiado em mim.”

 - “Muita gente confunde o nosso trabalho com a nossa vocação. A nossa vocação é o amor de Jesus.”

-  “Dulcíssimo Senhor, faz-me merecedora da dignidade da minha alta vocação, das suas muitas responsabilidades. Não permitas nunca que a desonre, propiciando a frieza, a falta de piedade ou a impaciência.”

 - “Deveria haver menos conversação; um lugar para discursar não é um lugar de encontro com o outro. Que vais fazer então? Agarra una escova e limpa a casa de alguém mais. Isso será suficiente.”

- “Nesta vida não podemos fazer grandes coisas. Só podemos fazer pequenas coisas com um grande carinho.”

- “As palavras que não dão a luz de Cristo, adensam a escuridão.”

- “Não nos sintamos satisfeitos só por dar dinheiro. O dinheiro não é suficiente. O dinheiro pode arranjar-se, porém eles precisam que vossos corações os amem. Portanto, derrama teu amor em todos os lugares por onde passares.”

- “Necessitamos de encontrar Deus e Ele não se encontra entre o ruído e a intranquilidade. Deus é amigo do silêncio. Olha como a natureza – as árvores, as flores, a relva crescem em silêncio; olha as estrelas, a lua e o sol, como se movem em silêncio… Necessitamos de silêncio para poder tocar as almas.”

 

“Há tanta contradição na minha alma, um profundo desejo de Deus, tão profundo que faz mal; um sofrimento contínuo e com isso o sentimento de não ser querida por Deus, vazia, sem fé, sem ânimo, sem zelo.” (Madre Teresa)

 

"Jesus te ama de uma forma muito especial. No meu caso, o silêncio e o vazio são tão grandes que olho e não vejo, escuto e não ouço", escreveu Madre Teresa a seu confidente, o reverendo Michael Van Der Peet, em 1979.

 

Em mais de 40 cartas que cobrem um período de 66 anos, a freira de origem albanesa que dedicou sua vida a trabalhar com os pobres nos subúrbios de Calcutá, na Índia, escreveu sobre a "escuridão", a "solidão" e a "tortura" em que vivia.

 

"Onde está a minha fé, aqui no mais profundo não há nada, Meus Deus, que dolorosa é esta pena desconhecida. Não tenho fé", escreveu numa carta.” (Madre Teresa)

 

”Se há um Deus, perdoa-me, por favor. Quando tento elevar as minhas preces ao Céu, há um vazio tão condenador...". (Madre Teresa)

 

"Peço, me agarro, quero, e não há Ninguém para contestar – Ninguém a quem me apegar, não, Ninguém. Sozinha". (Madre Teresa)

 

 "Se um dia eu for Santa, serei com certeza a santa da escuridão'. Estarei continuamente ausente do Paraíso", escreveu Madre Teresa

 

- “Todos os homens precisam de amar e ser amados”

 

- “Hoje é um dia belíssimo, é o momento de renovar o nosso desejo e o compromisso de caminhar no amor, levar a paz aos outros e viver em harmonia no mundo”

 

- “Ama a Jesus generosamente. Ama-O com confiança, sem olhar para trás, sem medo. Dá-te a Jesus completamente... Deseja amar muito, e amar o Amor que não é amado”.

 

- “Sei que o meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele, o oceano seria menor”.

 

-“O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso”.

 

- “O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá”.

 

- “Ontem foi embora. Amanhã ainda não veio. Temos somente hoje, comecemos”.

 

 

 

 “Jesus é meu Deus.

Jesus é meu Esposo.

Jesus é minha Vida.

Jesus é meu único Amor.

Jesus é o meu Tudo!”

 

Repete esta pequena oração:

 

“Querido Jesus, eu creio que tu és o Filho de Deus e o meu Salvador. Necessito do Teu amor para me limpar dos meus erros e maldades. Preciso da Tua luz para deixar para trás toda a obscuridade. Necessito da Tua paz para encher e satisfazer o meu coração. Agora abro a porta do meu coração e peço-Te, por favor, que venhas à minha vida e me dês o teu dom da vida eterna. Amen”

 

 “Se queremos que a nossa mensagem de amor seja escutada, temos de enviá-la. Para que uma lamparina continue acesa, temos que lhe ir deitando óleo”.

 

 

UM RESUMO - Agnes Gonxha Bojaxhiu, a futura madre Teresa, nasceu no dia 26 de Agosto de 1910 em Skopje, Macedónia, numa família de origem albanesa. Agnes deixou a sua casa em Setembro de 1928, entrando no convento de Loreto em Rathfarnam, (Dublim), Irlanda, onde foi acolhida como postulante no dia 12 de Outubro e recebeu o nome de Teresa, como a sua padroeira, Santa Teresa de Lisieux.

Foi enviada pela congregação do Loreto para a Índia e chegou a Calcutá no dia 6 de Janeiro de 1929. Tendo apenas chegado lá, entrou no noviciado de Loreto, em Darjeerling. Fez a profissão perpétua como irmã do Loreto no dia 24 de Maio de 1937, e daquele dia em diante foi chamada Madre Teresa.

No dia 10 de Setembro de 1946, no comboio que a conduzia de Calcutá para darjeeling, Madre Tereza recebeu aquilo que ela chamou “chamamento no chamamento”, que teria feito nascer a família dos Missionários da Caridade, Irmãs, Irmãos, Padres e Colaboradores.

Ao longo dos anos 50 e no início dos anos 60, Madre Teresa estendeu a obra das Missionárias da Caridade seja internamente dentro Calcutá, seja em toda a Índia. No dia 1 de Fevereiro de 1965, Paulo VI concedeu à Congregação o “Decretum Laudis”, elevando-a a direito pontifício. A primeira casa de missão aberta fora de Calcutá foi em Cocorote, na Venezuela em 1965. Do final dos anos 60 até 1980, as Missionárias da Caridade cresceram seja em número de casas de missão abertas em todo o mundo, seja no número dos seus membros.

Em 1979, Madre Teresa recebeu o Prémio Nobel da Paz, como reconhecimento pelo seu trabalho.

No final dos anos 80 e durante os anos 90, não obstante os crescentes problemas de saúde, Madre Teresa continuou a viajar pelo mundo para a profissão das noviças, para abrir novas casas de missão e para servir os pobres e aqueles que tinham sido atingidos por diversas calamidades.

Às 9h30 da noite do dia 5 de Setembro de 1997, ela morreu na Casa Geral. No dia 13 de Setembro teve um funeral de Estado e o seu corpo foi conduzido num longo cortejo através as estradas de Calcutá. Chefes de Estado e de Governo, Rainhas e enviados especiais chegaram para representar os países de todo o mundo.

Foi beatificada por João Paulo II a 19 de Outubro de 2003, após o Papa polaco ter dispensado o período de espera de 5 anos para a abertura da Causa de Canonização.

No dia 4 de Setembro de 2016 foi canonizada pelo Papa Francisco, em Roma, perante 100.000 pessoas.

 

 

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