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Basta-me saber que sois jovens para eu vos amar

São João Bosco

 
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Nós já terminámos o namoro uma vez... Imprimir e-mail

O Carlos e eu namoramos há 2 anos e meio e neste tempo, muitas coisas aconteceram. Chegamos até a romper e ficamos 10 meses separados.
Quero partilhar esta parte da nossa história, pois foi aí que descobrimos que o diferente é riqueza e, que quando nos decidimos a amar na diversidade, fazemos a experiência linda de nos completar mutuamente.
A nossa história começou com um encantamento e uma admiração recíproca. Passada esta fase, começámos a sentir-nos mais próximos e já víamos o quanto éramos diferentes um do outro.
Porém, vivíamos os nossos processos de cura e já nesse início de relacionamento, nesse cultivo de um sentimento mais forte, que existia em nós, eu já percebia no Carlos alguém profundamente acolhedor, paciente e compreensivo e isto me ajudou muito.
Venho de uma história familiar muito difícil, e por isso, as resistências, as confusões e toda a dificuldade de ser amada. Mas apesar disso tudo, ele sempre esteve ao meu lado, acolhendo-me, até mesmo quando eu nem imaginava que ele fosse capaz de me compreender, ele compreendia e me amava, mostrando-se sempre determinado em me ajudar a superar os meus traumas.
Sempre falamos das nossas diferenças, apesar de tantas coisas boas que alicerçaram o nosso relacionamento no início do namoro. Mas, não demorou muito e deparamo-nos com elas e acredito que, na época, não tínhamos estrutura para manter um relacionamento e administrá-las. De modo que as coisas foram se desgastando e rompemos.
Ficamos 10 meses separados, e nesse tempo, buscamos ajuda dos amigos e fomos compreendendo as coisas que fizeram com que o nosso namoro chegasse ao término.
Percebemos, juntos, que era preciso, sobretudo, mais gratuidade no amor – precisamos dar sem esperar nada em troca, acolher o outro, de verdade, como ele é e respeitá-lo. No início do término, não tínhamos intenção nenhuma de reatar o namoro, porém à medida que íamos percebendo, de maneira muito individual, as coisas em que precisávamos de crescer, o próprio Deus foi nos conduzindo à retomada do relacionamento.
Foi, de facto, um tempo de amadurecimento de cada um como pessoa e também do próprio sentimento.
Hoje, crescemos com nossas diferenças e percebemos o quanto as nossas semelhanças são grandes e o mais lindo: descobrimos que somos iguais nas coisas que são essenciais para nós.
O nosso relacionamento é regado com muito respeito e diálogo. Conversamos muito sobre as coisas que queremos, que esperamos um do outro. É uma grande riqueza dar oportunidade ao outro de nos fazer feliz naquilo que é importante tanto para um como para o outro, sem cobranças, mas no simples desejo de ser transparente e de fazer o outro feliz.
Fizemos a experiência de perder para ganhar, e hoje, seguimos aprofundando os laços de uma amizade sincera, conhecendo sempre mais Deus que é amor, que para o amor nos criou e nos quer felizes e realizados.

 

 

 
Uma novena para o Matrimónio Imprimir e-mail

Um par de namorados escreveu esta Novena para os noivos se prepararem para o Matrimónio. A Novena teve a aprovação do Pároco dos noivos.
“Senhor Deus de nossos pais, bendigam-vos os céus, a terra, o mar, as fontes e os rios, com todas as criaturas que neles existem. Vós fizestes Adão do limo da terra, e deste-lhe Eva por companheira. Vós sabeis ó Senhor, que não é para satisfazer a minha paixão que recebo a tua (o teu) filha (o) como esposa (o), mas, unicamente com o desejo de suscitar uma posteridade pela qual o vosso Nome seja eternamente bendito”. (Tb 8,7-10). Amém!

PRIMEIRO DIA
“Está connosco o Senhor dos Exércitos, o nosso protector é o Deus de Jacob”. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”. (Sl 45,7; Rom 8,31)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos pela intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que continues a derramar as vossas graças sobre nós e continues sendo o nosso protector. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora: Ó Senhora, nossa Mãe, nós nos oferecemos a Vós e em prova da nossa devoção para convosco, nós consagramos neste dia e para sempre, os nossos olhos, os nossos ouvidos, a nossa boca, o nosso coração e inteiramente todo o nosso ser. Por que assim somos Vosso, ó incomparável Mãe, guardai-nos e defendei-nos como filhos e propriedade vossa. Amém.

SEGUNDO DIA
“Dá ouvidos ao teu pai, aquele que te gerou, e não desprezes a tua mãe quando envelhecer”. (Pr 23,22)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que sejamos dóceis com os nossos pais na sua velhice, e que nunca desprezemos os seus conselhos. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

TERCEIRO DIA
“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem”. “É com sabedoria que se constrói a casa, pela prudência ela se consolida”. (Sl 126,1; Pr 24,3)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que sejas Tu o nosso construtor e concede-nos a sabedoria para distinguir-mos entre o bem e o mal. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

QUARTO DIA
“Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. (Js 24,15b)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, para que nós, os nossos filhos e toda a nossa descendência sejamos teus eternos adoradores. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

QUINTO DIA
“Vede, os filhos são dons de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”. (Sl 126,3)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que os filhos que de nós nascerem, se for da vossa vontade, sejam frutos do nosso amor e vossos servos. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

SEXTO DIA
“Afasta de mim a falsidade e a mentira, não me dê nem pobreza nem riqueza, concede-me o pão que me é necessário”. (Pr 30,8)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que o nosso sim seja sim, que o nosso não seja não, e que nunca nos falte o pão-nosso de cada dia. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

SÉTIMO DIA
“São os que se casam banindo Deus do seu coração e do seu pensamento, e se entregam à sua paixão como o cavalo e o burro, que não têm entendimento: sobre estes o demónio tem poder”. (Tb 6,17)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos pela intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que nunca abandonemos a vossa presença dentre nós e que o inimigo nunca tenha poder sobre nós. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

OITAVO DIA
“Somos filhos dos Santos (patriarcas) e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus. Tende piedade de nós, Senhor; tende piedade de nós e fazei que cheguemos juntos a uma ditosa velhice”. (Tb 8,5.10)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, para que nós casemos no Senhor e vivamos com Ele, até que a morte nos separe. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

NONO DIA
“Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher; e os dois formarão uma só carne. Assim, já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu”. (Mt 19,5-6)
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus Pai, nós Vos louvamos e bendizemos por tantas graças a nós concedidas. Pedimo-Vos por intercessão de Nossa Senhora das Graças, vossa Mãe e nossa Mãe, que nada, nem ninguém nos separe de Vós. Sejas Tu, Senhor, o nosso eterno amor. Amém!

Rezar: 1 Pai-Nosso; 1 Ave-Maria; 1 Glória ao Pai.

Consagração a Nossa Senhora…

Oração Final – O Senhor nos abençoe e nos guarde. Amém! O Senhor nos mostre a sua face e nos conceda a sua graça. Amém! O Senhor volte o seu rosto para nós e nos dê a sua paz! Amém! (Nm 6,24-26)

 

 

 
Oração dos Noivos Imprimir e-mail

Senhor, Vós que nos escolhestes para a fundação de um lar cristão, fazei que nos preparemos bem para receber-Vos dignamente no Sacramento do Matrimónio.
Ajudai-nos a compreender a nossa grande vocação.
Ajudai-nos no esforço de nos conhecermos um ao outro
e de corrigirmos os nossos defeitos para sermos mais felizes.
Ajudai-nos a preparar juntos um lar sólido, acolhedor,
onde todos encontrem amor e paz.
Ajudai-nos a cumprir a Vossa vontade, a aceitar igualmente as alegrias e as durezas da nossa vida futura.
Guardai as nossas promessas até que a Vossa bênção nos dê um ao outro para sempre. Amém.

 
Oração a São José para se obter a pureza Imprimir e-mail

Glorioso São José, pai e protector das virgens, guarda fiel, a quem Deus confiou Jesus, a perfeita inocência, e Maria, a Virgem das virgens. Eu vos peço, por Jesus e por Maria, este duplo tesouro a Vós tão caro, com o vosso eficaz auxílio, obtende-me conservar o meu corpo isento de toda a mancha, e que, puro e casto, sirva perpetuamente a Jesus e a Maria em perfeita castidade. Amém.

 
Oração dos Namorados a Santo António Imprimir e-mail

Santo António, que sois invocado como protector dos namorados, olhai por mim nesta fase importante da minha existência, para que eu não perturbe este tempo bonito da minha vida com futilidades e sonhos sem consistência, mas o aproveite para melhor e maior conhecimento daquele ser que Deus colocou ao meu lado e para que ele também melhor me conheça.
Assim, juntos preparemos o nosso futuro, em que nos aguarda uma família que, com a vossa protecção, queremos cheia de amor, de felicidade, mas sobretudo da bênção de Deus.
Santo António, abençoai o nosso namoro, para que transcorra no amor, na pureza, na compreensão, na sinceridade e na provação de Deus. Amém.

 

 

 
Transparência no namoro Imprimir e-mail

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Transparência no namoro 

“Ninguém te despreze por seres jovem. Muito pelo contrário, torna-te modelo para os fiéis, nas palavras, no comportamento, no amor, na fé, na pureza" (I Tm 4, 12)

Nestes tempos em que o egoísmo está em alta, precisamos de recorrer a fontes de sabedoria, que nos indiquem uma direcção. E por essa razão, até mesmo no namoro precisamos destas metas.
Uma vez perguntei-me: Como fazer para me comportar como um verdadeiro homem no meu relacionamento?
Graças a um amigo padre, tive o contacto com este simples, mas profundo versículo da Bíblia! Não me desprezar por ser jovem, mas ser um modelo para os outros. Assim, tive muitas respostas às minhas questões.

Como deve ser o papel do homem no namoro? Como ser fiel? Como dar exemplo de fidelidade?
Percebi que o meu papel era ser verdadeiramente amigo, companheiro. O meu diálogo cresceu, pois, eu buscava ser claro nas minhas conversas, mais transparente, posso dizer. Assim, veio ao meu coração esta frase "quanto mais transparente, mais puro", e é verdade! O meu papel de amigo verdadeiro era ser transparente: hoje "estou triste", "estou nervoso", "estou sensível", "estou excitado", assim a confiança da outra pessoa que estava comigo aumentava. Não tinha ali nenhuma máscara, não tinha como eu disfarçar um sentimento ou uma vontade. "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará", assim fui vendo a beleza de um relacionamento verdadeiro! Fui vendo que a minha futura esposa estava lá! Nascendo por vontade de Deus, com isso, fui vendo que estava a conhecer a Bia (minha esposa) verdadeiramente. Ela não tinha nenhuma chance de ter dúvidas de quem eu era, pois o Marquinhos, que estava do lado dela, era ele mesmo na alegria e nos limites.
Nos namoros de hoje, a transparência vai desaparecendo, o diálogo e a verdade também, de modo que resta somente a atracção, e a afinidade também está a ir embora.
Sempre escutamos frases como esta: "O casamento foi um namoro que deu certo", mas, hoje, às vezes, o casamento ocorre porque a jovem engravidou, ou porque se quis sair de casa, ou…achou-se que devia!
O nosso papel é ser verdadeiramente amigos, companheiros, ter o desejo de cuidar dele(a) para que ele (a) seja feliz. Mas, como conseguir isto? Uma pergunta certa! Ser modelo na partilha, no diálogo, nas palavras, nas acções, nos gestos…trazer os valores que temos para fora e assim ser testemunho para este mundo tão deturpado pelas seduções, pelo orgulho, cobiça. Para que sejamos aquilo que Deus quer! Testemunhos de Vida!
Como o nosso amado Papa João Paulo II, disse na Jornada Mundial da Juventude, em Roma, em 2000:
"No término desta Jornada Mundial, olhando para vós, para os vossos rostos jovens, para o vosso entusiasmo sincero, quero dizer, do fundo do coração, um obrigado a Deus pelo dom da juventude, que, graças a vós, perdura na Igreja e no mundo.
Tenho a certeza que vós, queridos amigos, estareis à altura de quantos vos precederam. Vós levareis o anúncio de Cristo ao novo milénio. Voltando a casa, não vos isoleis. Confirmai e aprofundai a vossa adesão à comunidade cristã a que pertenceis. Daqui de Roma, da Cidade de Pedro e Paulo, o Papa acompanha-vos com afecto e "Se fordes aquilo que deveis ser, pegareis fogo ao mundo inteiro!"

 

 

 
A luta pela castidade no namoro Imprimir e-mail

O que quero com um namoro? O que busco no outro?
O desejo da entrega é algo natural. Vem com o tempo, cresce na medida em que se conhece mais a outra pessoa. "É possível amar de forma inteligente".
O acto sexual em si, não exige grande esforço, está ligado a um instinto. Não é preciso ser inteligente para o praticar.
Agir com inteligência é, entre tantas formas, saber controlar os instintos naturais da carne. Fala-se tanto das consequências do sexo antes do casamento, mas fala-se pouco daqueles que lutam em permanecer castos.
A prática do sexo, uma vida sexual activa, pode fazer com que a pessoa o realize bem, mas não significa que será vencedor no amor. Olhemos para a nossa sociedade, percebamos quantos casamentos frustrados por pessoas "viris", experientes no assunto, mas pobres nas palavras e nos gestos concretos de amor.
Controlar os impulsos da carne, leva à maturidade, à disciplina e à afectividade e, por consequência, auxilia-nos para também na hora de dizer "não" a situações em que é preciso deixar o sentimentalismo de lado.
Relacionar-se sexualmente no namoro é perder a oportunidade de exercitar o autodomínio.
Por mais que tenhas certeza do amor, e que queiras ao teu namorado(a) para sempre, lembra-te: "o autodomínio consciente, de heroísmo voluntário, é forçosamente uma semente de vencedor".

 

 

 
Não sou virgem Imprimir e-mail

Não sou virgem, mas quero um namoro santo  

É possível namorar sem sexo, mesmo não sendo virgem.

O Evangelho tem uma força libertadora. Jesus provoca uma revolução na vida daqueles que se deixam atingir pelo Seu amor. Quem tem um encontro pessoal com Deus muda os conceitos, a mentalidade, muda a vivência, porque sente e experimenta como é ser amado e valorizado no coração do Altíssimo.

O ideal seria que todos conhecêssemos a grandiosidade do amor divino nos primeiros anos da nossa vida. Mas a maioria de nós só se deixará envolver pelo amor de Deus depois de adultos ou após a vida nos ter marcado negativamente em algum aspecto. Por isso, vemos muitas pessoas que, primeiramente, vivem a sexualidade do mundo e não como pede o Senhor. Mas quando se deparam com o amor de Deus, resolvem viver a castidade. Que bom que Deus os alcançou! No entanto, a virgindade, que caracteriza a não iniciação da pessoa na vida sexual, tanto no sentido do corpo como a sua experiência psíquica, já não existe.

Daí, muitos pensam: “Já não sou virgem, mas quero um namoro santo. Só que, agora, eu conheço o sexo e as carícias. Será que vou aguentar?” Ou: “Será que mereço isso?”. Até há aqueles que se perguntam: “Nesta minha condição, será que alguém vai querer namorar comigo?”

Sim, tu podes viver castamente! É possível namorar sem sexo, mesmo que isso se tenha tornado uma espécie de dependência para ti. Mais ainda: tu mereces namorar santamente e encontrarás quem te aceite como és e com o que já viveste.

Tu só precisas de ter em mente que será um desafio; afinal, foi inserido no contexto sexual e o tens registado na tua memória, de forma muito maior do que antes da perda da virgindade.

Cuidado! Foge das oportunidades de pecado sempre que elas estiverem à espreita. Toda a vez que um pequeno gesto começar a enfraquecer a tua decisão, não o deixes acontecer.

Apesar das marcas que tu podes ter em ti, sabe que para Deus o que importa é a pureza de coração. “O que o homem vê não é o que importa: o homem vê o que está diante dos olhos, mas o Senhor vê o coração” (I Sm 16,7).

Se, no teu coração, desejas atingir essa pureza, tens tudo para o conseguir. Ela é possível em qualquer estágio da vida. Diz o Catecismo da Igreja Católica que a Boa Nova de Cristo restaura constantemente a vida por dentro (interior do coração), restaura as qualidades do espírito e os dotes da pessoa (cf. CIC art. nº2527). Ou seja, a luta pela castidade fará de ti uma pessoa pura no corpo e na intenção.

Não importa o teu passado. Deus perdoa sempre. Se tu te arrependeste, e se te confessaste, Ele perdoou-te. “Vai e não tornes a pecar” (Jo 8, 11).

Se Deus te perdoa, quem são os homens para te condenar? Não importa o teu passado, porque tu és portador de um dom, e “o dom e o convite de Deus são irrevogáveis” (Rm 11, 29). Isto significa que o Senhor não tira as dádivas e as qualidades que Ele mesmo imprimiu nas criaturas, mesmo que elas errem.

Tu és uma bênção do Senhor, neste mundo, por tudo aquilo que o Altíssimo depositou na tua essência. Tu mereces alguém que valorize as belezas que existem em ti. Assume-te assim!

Talvez, seja difícil adquirir a pureza e libertares-te das marcas negativas de uma sexualidade mal vivida; portanto, tem paciência contigo mesmo. Se, por acaso, por infelicidade tua, tornares a errar, não desistas, procura a confissão e recomeça.

Se o acto sexual ou a masturbação se tornaram um vício, procura ajuda com um director espiritual, com um sacerdote. Tem sempre um confessor apenas, um sacerdote em que tu encontres misericórdia e confiança. Conta-lhe as tuas fraquezas para que ele entenda melhor o teu processo e identifique, na queda, as possíveis circunstâncias. Assim, ele te orientará melhor. Não desistas de ti, nunca pares de lutar!

A castidade parte de uma decisão em corresponder ao amor de Deus. Jesus entregou não somente o Seu corpo, mas esgotou-se, esvaziou-se de tudo o que Ele é, até de ser Deus, por causa de ti, para que tu também ames da forma correcta. Então, é olhando para Jesus, principalmente nas horas mais difíceis, que encontraremos força para não cair no pecado.

Para Deus actuar em nós basta a nossa decisão de deixá-Lo entrar na nossa vida. Tu queres mesmo ser casto? Então, toma com afinco esta decisão.

Sempre é possível recomeçar!

 
Durante o namoro, quais são os limites? Imprimir e-mail

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Durante o namoro, quais são os limites?
Amor, prazer ou necessidade de ternura?

A atracção que uma pessoa pode sentir por outra é uma experiência por vezes maravilhosa e embriagante. Descobrimos ao mesmo tempo a ternura, a emoção do coração e do corpo quando vemos o outro, no contacto com o outro.
Este prazer experimentado pela proximidade de alguém, dá o desejo de o viver ainda mais intensamente, de ir mais longe na relação.
Ora, dar-se as mãos, beijar-se, tocar-se já é bastante. Todos estes gestos de ternura, de amor comprometem-nos um com o outro. Nenhum é inofensivo, quaisquer que sejam os sentimentos que se vivam.
Eis porque é importante dar tempo para se perguntar se os gestos que fazemos têm o mesmo significado para cada um de nós os dois. É por amor, por simples prazer, por necessidade de ternura? Estas atitudes não nos comprometem mais do que aquilo que pensamos? Se vivemos todos os gestos do amor e nos damos um ao outro, será que ainda podemos discernir verdadeiramente com clareza quais são os nossos sentimentos?
Para viver da melhor forma esta relação de ternura diferente da que é vivida no casamento, pois o dom total do corpo se fará num compromisso definitivo, estejamos atentos às reacções e à sensibilidade do outro. É o momento de aprender o domínio de si mesmo.
Podemos ser tentados, sobretudo se já nos conhecemos há muito tempo, a ter gestos mais íntimos: perguntemo-nos se o que nos guia é exprimir a nossa ternura, ou o desejo pelo outro.
Se estamos verdadeiramente atraídos um pelo outro, não será o momento de colocarmos a questão do casamento? Quantos casamentos que acabaram mal, não teriam sequer acontecido se o homem e a mulher tivessem tido tempo para se conhecerem um ao outro em toda a liberdade.
Numa sociedade em que os slongans publicitários repetem sem cessar as palavras "instantâneo, imediatamente", e em que queremos ter "tudo e já", vejam bem que é preciso tempo para edificar a relação interpessoal de marido e mulher e que o teste do amor é o compromisso duradouro. João Paulo II aos jovens das Ilhas Maurícias

 

 

 
Quando é namoro ou amizade? Imprimir e-mail

Preparando-se para viver o início do amor

O homem não nasceu para viver isolado. Disso sabemos e inclusive estudamos na escola a importância dos nossos relacionamentos.
Poderíamos dizer que a amizade entre as pessoas fundamenta-se nos encontros das suas necessidades diversas e nas suas descobertas conjuntas baseadas na lealdade e no comprometimento de ambas as partes.
Ainda quando estávamos dentro do convívio familiar, os nossos abraços, beijos e outras manifestações de carinho tinham uma conotação fraterna. Num convívio social mais abrangente vivemos uma outra dimensão na qual continuamos a ser fraternos, mas com pessoas que não tínhamos convivido anteriormente.
Nas nossas amizades não procuramos subjugar o outro ou tirar proveito de alguma situação. Entretanto, na experiência com o sexo oposto podemos defrontar com algumas surpresas, como por exemplo, acreditar que um novo sentimento, além da amizade, pode estar aflorando.
Manifestamos a nossa lealdade por esta amizade através das mais variadas demonstrações de carinho: abraços, beijos, telefonemas... Contudo, já não estaremos a beijar os nossos irmãos, nem tampouco a abraçar os nossos pais. Mas, se um namoro começa a partir de uma amizade verdadeira, como podemos identificar se o nosso abraço está a ganhar um sabor diferenciado? Poderia aquele(a) amigo(a) ser um(a) futuro(a) namorado(a)?
Se realmente estivermos intencionados em fazer tal descoberta, o primeiro passo, que acredito ser interessante avaliar, seria buscar identificar nesta pessoa qualidades, destreza, o seu senso de responsabilidade diante dos factos e compromissos, etc.
Considerando a possibilidade de viver a mudança de uma amizade para um namoro, este será o momento propício para investir ainda mais na amizade no sentido de buscar respostas para os quesitos que consideramos relevantes para a nossa felicidade.
Sem atropelos, e na maturidade que Deus nos deseja conceder, devemos colocar-nos predispostos a viver este tempo de conhecimento recíproco e de "pesquisa", sem antecipar o momento de Deus, preparando-nos para viver o início do namoro.

 

 

 
Ave-Maria dos noivos Imprimir e-mail

A Ave-Maria cantada na festa do casamento tem uma profunda razão de ser.
Quem poderia melhor ensinar um lar a rezar do que a Mãe de Jesus?
Olhar para ela no dia do casamento é pedir ajuda a quem sabe ajudar.
Não foi ela quem ajudou aqueles noivos em Caná?
Maria, melhor do que ninguém, conhece Jesus.
Nós, católicos, gostamos de Maria por uma simples razão, Jesus gostava dela e chamava-lhe mãe. E atendia os seus pedidos.
Ela que se aliou aos noivos nas bodas de Caná, viva como está em Deus e junto ao seu Filho, ajudará aos que se amam e sonham formar a sua família.
Ave-Maria, Cheia de graça, Deus está contigo.
E bendita és entre as mulheres e bendito é quem te fez mulher
e em teu ventre quis nascer.
Santa Maria, mãe do nosso Deus, Santa Maria a quem Deus tanto amou,
roga por nós, que embora pecadores, também juramos, agora e sempre,
amar-nos uns aos outros
como Jesus teu Filho amou.
Amem!

 

 

 
Queridos Pais Imprimir e-mail

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      Queridos Pais 

É para vós a primeira carta que escrevo, depois de casada e de estar instalada no meu lar.
É para vós que dirijo todo o meu reconhecimento pela felicidade que hoje desfruto junto do meu marido.
Obrigada, meus Pais, por terem dispensado o vosso tempo, os vossos cuidados a esta filha que, graças a vós, cresceu forte e sã e se tornou capaz de lutar, trabalhar e amar.
Obrigada, meus Pais, pela formação do meu espírito e do meu coração. Obrigada pelos vossos exemplos e por me terem formado à vossa imagem.
Obrigada, meus Pais, pelo carinho, compreensão e interesse que demonstraram ter na altura em que iniciei o meu namoro e no decorrer dele. Muitos pais fingem ignorar que as filhas namoram, por comodismo e para não lhes darem confiança, mas a mim nunca me faltaram os vossos conselhos tão amigos, nunca me faltou a vossa companhia em passeios e divertimentos, onde não seria correcto ir sozinha. Nunca necessitei de andar a namorar pelas esquinas e jardins, porque a nossa casa sempre se abriu para o meu namoro tão sério e puro. Não esquecerei jamais as palavras que um dia me disseram: «A mais bela festa para os pais é a orientação dos filhos». Com que carinho vós procuráveis orientar-me! Como vós sabíeis observar, reflectir e pôr-vos no meu lugar, descer até mim, para julgardes os meus actos. A juventude é ardente e breve como a primavera, mas vós conseguistes transpor, suavemente, a porta da minha alma, ler nos seus cantos mais escondidos e refrear sempre os meus ímpetos; hoje posso dar graças a Deus por nunca ter havido no meu namoro qualquer palavra ou atitude menos dignas.
Obrigada, meus Pais, pela ajuda que me deram, em todos os sentidos, na preparação para o grande sacramento do matrimónio.
Obrigada, meus Pais, por me terem deixado casar com o rapaz que eu amava e de se terem, em seguida, apagado, apesar de ser duro, tremendamente duro dar uma filha sem nada pedir, nem sequer confidências.
Obrigada, meus Pais, por nos conservarem aberta a porta da vossa, querida casa que nunca poderei esquecer e onde, tenho a certeza acharei sempre refúgio e compreensão nas horas difíceis, que, talvez, o Senhor me envie.
Pela felicidade que me proporcionaram e pela formação que me deram sede benditos, meus Pais!
Um abraço da vossa filha
Maria

 

 

 
Com quem namorar Imprimir e-mail

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Com quem namorar 

Normalmente é no próprio ciclo de amizades e ambiente de convívio que os namoros começam. Sabemos que o ambiente molda de certa forma a pessoa; por isso deverás procurar alguém naquele ambiente que vive os valores que tu prezas. Se és cristão, então procura entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens, etc...a pessoa que procuras.
O namoro começa com uma amizade, que pode ser um pré-namoro que vai evoluindo. Não mergulhes de cabeça num namoro, só porque ficou "fisgado" pelo outro. Não vás com muita sede ao pote, porque podes quebrá-lo. Sente primeiro, através de uma pura amizade, quem é a pessoa que está à tua frente. Talvez já neste primeiro relacionamento amigo saberás que não é com esta pessoa que deves namorar. É o primeiro filtro, que tem a grande vantagem de não ter ainda qualquer compromisso com o outro, a não ser de amigos.
Nem sempre será fácil para ti começar e terminar um namoro. Especialmente hoje, com a maior abertura do país, logo as famílias são também envolvidas, e isto faz com que o namoro torne mais um compromisso. Se não explorares bem o aspecto saudável da amizade, pode ser que o teu namoro venha a terminar rápido porque logo te decepcionaste com o outro. Isto poderia ter sido evitado se antes vós tivésseis sido bons amigos. Não são poucas as vezes que o término de um namoro envolve também os pais, e isto nem sempre é fácil de ser harmonizado.
O namoro é o encontro de duas pessoas, naquilo que elas são, e não naquilo que elas têm. Se quiseres conquistar um rapaz só por causa da tua beleza ou do teu dinheiro, pode ser que amanhã não te satisfaças só com isto. Às vezes uma pessoa simpática, bem-humorada, feliz, supera muitos que oferecem mais beleza e perfeição física.
Infelizmente a nossa sociedade troca a "cultura da alma" pela "cultura do corpo". A prova disto é que nunca como hoje as cidades estão tão cheios de academias de ginástica, salões de beleza, cosméticos, cirurgias plásticas, etc... Investe-se ao máximo naquilo que é a dimensão mais inferior do ser humano – embora importante – o corpo. É claro que todas as jovens querem namorar um rapaz bonito, e também o contrário, mas nunca te esqueças que o mais importante é "invisível aos olhos".
O que é visível desaparece um dia, inexoravelmente ficará velho com o passar do tempo. Aquilo que tu não vês: o carácter da pessoa, a sua simpatia que se mostra sempre atrás de um sorriso fácil e gratuito, o seu bom coração, a sua tolerância com os erros dos outros, as suas boas atitudes, etc., isto não passa, isto o tempo não pode destruir. É o que vale.
Se comprares uma pedra preciosa só por causa do seu brilho, talvez compres uma "jóia" falsa. É preciso que conheças a sua constituição e o seu peso. O povo diz muito bem que "nem tudo o que reluz é ouro". Se te frustras no plano físico, poderás ainda realizar-te nos planos superiores da vida: o sensível, o racional e o espiritual. Mas, se te frustrares nos níveis superiores, não haverá compensação no nível físico, porque ele é o inferior, o mais baixo.
A tua felicidade não está na cor da pele, no tipo do teu cabelo e na altura do teu corpo, mas na grandeza da tua alma. Já reparaste quantos belos e belas artistas terminam de maneira trágica a vida? Nem a fama mundial, nem o dinheiro em abundância, nem os "amores" mil, foram suficientes para os fazer felizes. Faltou cultivar o que é essencial; o que é invisível aos olhos. Há muitas jovens frustradas porque não têm o corpo de manequim, ou o cabelo das jovens que fazem a propaganda dos "Shampoos"; mas isto não é o mais importante, porque acaba.
A vida é curta – mesmo que tu, jovem, não percebas – e, por isso, não podemos gastá-la com o que acaba com o tempo.
Os homens de todos os tempos sempre quiseram construir obras que vencessem os séculos. Ainda hoje podes ver as pirâmides de 4000 anos do Egipto, o Coliseu romano de 2000 anos, e tantas obras fantásticas. Mas a obra mais linda e mais duradoura é aquela que se constrói na alma, porque esta é imortal. Portanto, ao escolher o namorado, não te prendas nas aparências físicas, mas desce até às profundezas da tua alma. Procura lá os teus valores.

 

 

 
Namoro e sexo Imprimir e-mail

Por que é que o namoro não é o tempo de viver a vida sexual? Qual o sentido do sexo? O sexo tem duas dimensões, finalidades: unitiva e procriativa. Deus fez do casal humano "a nascente da vida", disse o Papa Paulo VI; e assim deu ao homem a missão de gerar e educar os filhos. Nenhuma outra é mais nobre do que esta. Se é belo construir casas, carros, aviões..., mais belo ainda é gerar,
é educar um ser humano, imagem e semelhança de Deus. Nada se compara à missão de ser pai e mãe. Um dia os computadores vão deixar de calcular, os carros de rodar, os aviões de voar... mas nunca o ser humano acabará, pois tem uma alma imortal. Na aurora da humanidade Deus disse ao casal: "multiplicai-vos". "A dualidade dos sexos foi querida por Deus, para que o homem e a mulher, juntos, fossem a imagem de Deus", disse o Papa Paulo VI. É através da actividade sexual que o casal se multiplica e se une profundamente; isto é um desígnio de Deus. O acto sexual é o acto em que se funda a geração do filho, porque é por ele que a doação amorosa do casal acontece.
É por isso que a Igreja não aceita outra maneira de gerar a vida humana. Por outro lado, a relação sexual une o casal mais fortemente. Há muitas maneiras de se manifestar o amor: um gesto atencioso, uma palavra carinhosa, um presente, uma flor, um telefonema..., mas a mais forte manifestação de amor entre o casal, é o acto sexual. Ali cada um não apenas dá presentes ao outro, nem só palavras, mas dá-se ao outro fisicamente e espiritualmente. Ora, tu só podes entregar a tua intimidade profunda a alguém que te ama e que tem um compromisso de vida contigo. Qual é a diferença entre o sexo no casamento, realizado com amor e por amor, e a prostituição? É o amor. Se tirares o amor, o sexo transforma-se em prostituição, comércio. Já chegaram até ao absurdo de querer legalizar a "profissão" de prostituta. Aquele que tem uma relação sexual com a prostituta está preocupado apenas com o prazer, e não tem qualquer compromisso com ela. Acabada a relação, paga e vai-se embora. Não importa se amanhã esta mulher está grávida, doente, ou a passar fome, não lhe interessa, ele pagou pelo "serviço". Isto é sexo sem amor, sem compromisso de vida, sem uma aliança. É o desvirtuamento do sexo, a prostituição. No plano de Deus o sexo é diferente, é manifestação do amor conjugal; é uma verdadeira liturgia do amor, cujo fruto será o filho do casal.
Na fusão dos corpos celebra-se profundamente o amor de um pelo outro: a compreensão recíproca, a paciência exercida, o perdão dado, o diálogo mantido, as lágrimas derramadas... é a festa do amor conjugal. Por isso é o acto em que se funda a vida. O acto sexual vai muito além de um mero acto físico; a união dos corpos sinaliza a união dos corações e dos espíritos pelo amor. Não deveriam unir-se fisicamente os casais que não tivessem os corações unidos. É por causa disto que há tanto desastre na vida sexual de certos casais; unem os corpos sem unir as almas. Nesta "festa" do amor conjugal, o casal une-se fortemente, e no ápice do seu prazer, Deus quis que o filho fosse gerado. Assim, ele não é apenas carne e sangue dos seus pais, mas amor do seu amor. É por isso que a Igreja ensina que o acto sexual, para não ser desvirtuado, deve sempre estar aberto à geração da vida, sem que isto seja impedido por meios artificiais. Ora, se o acto sexual gera a vida de um novo ser humano, ele precisa de ser acolhido num lar pelos seus pais. É um direito da criança que vem a este mundo. Nem o namoro, nem o noivado oferece ainda uma família sólida e estável ao filho. Não existe ainda um compromisso "até que a morte os separe". É por isso que o sexo não deve ser vivido no namoro e no noivado. Ao contrário do que acontece hoje comummente, a última entrega ao outro deveria ser a do próprio corpo, só depois que os corações e as vidas estivessem unidas e comprometidas por uma "aliança" definitiva.
Se apanhares e comeres uma maçã ainda verde, ela vai fazer-te mal, e se estragará. Se viveres a vida sexual antes do casamento, só terás problemas e não alegrias.
O sexo é belo e puro quando vivido segundo a lei de Deus; todos nós viemos ao mundo por ele. Se ele fosse sujo, a criança recém nascida não seria tão bela e inocente. O que deturpa o sexo é o seu uso antes ou fora do casamento. O livro do Génesis assegura que ao criar todas as coisas Deus "viu que tudo era bom" (Gen 1,25). Portanto, tudo o que Deus fez é belo, também o sexo. O mal, muitas vezes, consiste no uso mau das coisas boas. Por exemplo, uma faca é uma coisa boa; sem ela a cozinheira não faz o seu trabalho. Mas, se um criminoso usar a faca para tirar a vida a alguém, nem por isso a faca se torna má. Não. O mal é o uso errado que se fez dela. Da mesma forma o sexo é algo criado por Deus e maravilhoso. No plano de Deus a vida sexual só tem lugar no casamento. São Paulo há dois mil anos já ensinava aos Coríntios: "A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa" (1 Cor 7,4). O Apóstolo não diz que o corpo da namorada pertence ao namorado, e nem que o corpo da noiva pertence ao noivo. A união sexual só tem sentido no casamento, porque só ali existe um "comprometimento" de vida conjugal, vida a dois, onde cada um assumiu um compromisso de fidelidade com o outro para sempre. Cada um é "responsável pelo outro" até a morte, em todas as circunstâncias fáceis e difíceis da vida.
Sem este "compromisso de vida" o acto sexual não tem sentido, e torna-se vazio e perigoso. As consequências do sexo vivido fora do casamento são terríveis: mães e pais solteiros; filhos abandonados, ou criados pelos avós, ou em orfanatos. Muitos destes tornam-se os delinquentes que cada vez mais enchem as nossas ruas, procurando nas drogas e no crime a compensação das suas dores. Quantos abortos são cometidos porque se procura apenas egoisticamente o prazer do sexo, e depois elimina-se o fruto, a criança! Quantos milhões de crianças assassinadas pelos próprios pais! As doenças venéreas são outro flagelo do sexo fora do casamento. Ainda hoje convivemos com os horrores da sífilis, blenorragia, cancro, sem falar do flagelo moderno da AIDS. Por causa da desvalorização da vida sexual, e da sua vivência de modo irresponsável e sem compromisso, assistimos hoje ao triste espectáculo de milhões de adolescentes de 12 a 15 anos, grávidas.
A nossa sociedade é perversa e irresponsável. Incita o jovem a viver o sexo de maneira precoce e sem compromissos, e depois fica apavorada com a tristeza das adolescentes grávidas. Isto é fruto da destruição da família, do chamado "amor livre", e do comércio vergonhoso que se faz do sexo através da televisão, dos filmes eróticos, das revistas pornográficas e, agora, até através do telefone e da Internet. Como não acontecer que milhões de adolescentes fiquem grávidas? Quando se põe fogo na palha seca, é claro que ela queima... E o que será dessas crianças criadas por essas adolescentes, sem o pai ao lado, sem uma família que a acolha amanhã? Quanta tristeza causa o sexo fora e antes do casamento. Quantos lares foram também destruídos por causa dos adultérios! Quantos filhos abandonados e carentes porque os pais viveram aventuras sexuais fora do casamento e se separaram! Não há hoje como negar que o triste espectáculo dos jovens carentes, abandonados, drogados, metidos na violência, no álcool e no crime, é fruto da destruição familiar, que acontece porque se viveu o sexo fora do casamento. Quantos rapazes engravidaram a namorada, e tiveram de mudar totalmente o rumo das suas vidas! Às vezes são obrigados a deixar os estudos para trabalhar; vão morar na casa dos pais... sem poderem constituir uma família como convém.
Se tu quiseres formar uma família bem constituída, que te dê alegria e realização, então, "não passes o carro à frente dos bois". A tua futura família começa a ser bem edificada no teu namoro, não vivendo nele a vida sexual para não estragar os teus alicerces. É preciso dizer aqui que a parte que mais sofre com a vida sexual fora de lugar, é a mulher. A jovem, na sua psicologia feminina, não esquece os menores detalhes da sua vida amorosa. Ela guarda a data do primeiro encontro, o primeiro presente, etc...; será que ela vai esquecer a primeira relação sexual? É claro que não!
A vida sexual de um casal não pode ser começada de qualquer jeito, às vezes dentro de um carro numa rua escura. Além do mais, quando o namoro termina, as marcas que o sexo deixou ficam no corpo da mulher para sempre. Para o rapaz tudo é mais fácil. Então, como é que tu queres exigir da tua namorada o seu corpo, se tu não tens um compromisso de vida assumido com ela, para sempre. Não é justo nem lícito exigir o corpo de uma mulher antes de colocar uma aliança - prova de amor e de fidelidade - na tua mão esquerda. O namoro é o tempo de conhecer o coração do outro, e não o seu corpo; é o momento de explorar a sua alma, e não o seu físico. Para tudo há a hora certa, onde as coisas acontecem com equilíbrio e com as bênçãos de Deus. Espera a hora do casamento, e então poderás viver a vida sexual por muitos anos e com a consciência em paz, certo de que não vais complicar a tua vida, a da tua namorada, e nem mesmo a da criança inocente.
A melhor proposta para o namoro é uma vida de castidade, que é a melhor preparação para o casamento. Sem dúvida, um casal de namorados que souber aguardar a hora do casamento para viver a vida sexual, é um casal que exercitou o autocontrole das paixões e saberá ser fiel um ao outro na vida conjugal.
Também os noivos não estão aptos ainda para a vida sexual.
O Catecismo da Igreja Católica diz que: "Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus" (§ 2350). E ensina que a vida sexual é legítima e adequada aos esposos. "Os actos com os quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, testemunham e desenvolvem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido". (CIC, 2362; GS, 49).
Caro jovem, eu sei que esta proposta não é fácil, mas eu quero dizer-te que é muito bela. Eu sei que o mundo lhe diz exactamente o contrário, pois ele não quer "entrar pela porta estreita" (Mt 7,14), mas que conduz à vida. Peço-te que faças esta experiência: vê quais são as famílias bem constituídas, vê quais são os casamentos que estão estáveis, e verifica sob que bases eles foram construídos. Verás que nasceram de casais de namorados que se respeitaram e não brincaram com a vida do outro.

 

 

 
Desafio chamado Namoro! Imprimir e-mail

"Esta é a vontade de Deus a vossa santificação; que vos afasteis da impureza; que cada um de vós saiba usar do próprio corpo com santidade e respeito, sem se deixar levar pela paixão, como os pagãos que não conhecem a Deus."(I Tes 4,3-5)

Somos chamados por Deus a viver um grande desafio do AMOR, por Amor e pelo Amor.
Deus concede-nos no tempo de namoro, um grande momento de treino para a nossa formação na santidade individual e conjunta.
Neste tempo aprendemos a ser fiéis, exercitamos a PUREZA e a CASTIDADE, aprendemos a partilhar os segredos do nosso coração, a ser respeitados e a respeitar, aprendemos a colocar limites na nossa sexualidade e na nossa genitalidade.
Isto não é utopia, é uma linda verdade...é uma linda realidade.
Engana-se quem pensa que namoro é passatempo.
A nossa vida e a vida do outro é muito valiosa para gastá-la inutilmente, futilmente.
No namoro somos chamados a marcar SANTAMENTE a história daquele ou daquela com quem convivemos durante algum tempo mesmo que verifiquemos que não é esta pessoa a "minha metade", como diz o Gn 2,23a: "Desta vez, sim! É osso dos meus ossos e carne da minha carne".
Quem quer ter um Casamento Santo precisa viver um Namoro Santo.
A qualidade da nossa vida conjugal no futuro depende da qualidade do namoro vivido hoje.
Namoro é a semente que determina a qualidade dos frutos que colheremos no casamento.
Os jovens e o mundo de hoje precisam deste testemunho, precisam de acreditar que vale a pena viver a santidade olhando para o teu NAMORO.

 

 

 
Regras a ser observadas num relacionamento Imprimir e-mail

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Regras a ser observadas num relacionamento

Há algumas regras de ouro que sempre precisam ser observadas em qualquer relacionamento humano, de modo especial no namoro, que vai além de uma simples amizade:

1 - Fugir de todo o mau humor e irritação; pois isto azeda o relacionamento.
Como é triste e difícil conviver com uma pessoa que só sabe reclamar; que só sabe ser do contra; e que nunca está satisfeita!
Se tu és assim, precisas de uma psicoterapia e de uma cura interior que te ajude a conhecer-te e mudar de comportamento.
Se quiseres matar o teu namoro, e mesmo as tuas amizades, continua a cultivar a lamúria, o mau humor e a irritação.
Um casal irritado vive "em explosão”; e tu sabes quais são as consequências de uma explosão?
Quem ama mais irrita-se menos, reclama menos, é como a cana-de-açúcar, mesmo esmagada, transformada em bagaço, só sabe dar a doçura.
Quando um não quer dois não brigam, esta é a força daquele que ama.

2 - Corrigir o outro com carinho, se isto for inevitável. Mas isto deve ser feito sem que os outros percebam, e na hora certa, não quando a pessoa está magoada ou irritada.
É difícil fazer um curativo numa ferida aberta. Só podemos tocar nela para a curar, nunca para fazer a pessoa sofrer ainda amais.

3 - Nunca grites com o outro; pois gritar, além de não resolver nada, ainda causa ressentimento e humilhação na pessoa.
Se gritas numa discussão é porque os teus argumentos são fracos.
Não apeles para o direito da força, mas usa a "força do direito!".
Se gritares com o outro, ele fica com medo de ti, fica bloqueado, e terá medo de abrir o coração para tu entrares.

4 - Não atires à cara do outro os erros que ele cometeu no passado.
Isto acontece muitas vezes na hora de uma discussão acirrada.
Ora, ninguém gosta de ser lembrado pelos erros que cometeu no passado, e nem gosta de ser caracterizado pelos seus defeitos. Qualquer pessoa é sempre superior aos seus erros e defeitos.
Não desenterres o passado triste do teu namorado, que ele tanto se esforça para esquecer. Talvez fosse melhor até terminar o namoro do que partir para esta apelação dolorosa.

5 - Não sejas displicente com o outro.
Não o deixe, por exemplo, "ficar a falar sozinho", sem a tua devida atenção. Para o que estiveres a fazer para dar atenção ao outro quando ele falar contigo.
Talvez possas ser displicente com as outras pessoas, mas nunca com a que escolheste para começar a caminhar juntos.
Não deixes passar um dia sequer sem lhe dirigir uma palavra de carinho, de atenção, de elogio, etc.

6 - Sabe reconhecer o teu erro quando errares.
Sabe pedir perdão ao outro, e de imediato, faz o que for possível para reparar o teu erro. Não fiques a desculpar-te, disfarçando, não querendo dar o braço a torcer.
Sabe uma coisa: quando se erra, só há uma atitude honesta e madura a ser tomada; pedir perdão à pessoa ofendida e reparar o dano causado. Fora disso, é orgulho e arrogância.
Errar é humano, e todos nós temos o direito de errar; mas saber reconhecer o erro é divino.
Quanto bem faz a um casal esta palavra: "Meu bem, perdoa-me!"

7 - Nunca se separem zangados um com o outro.
Cheguem antes a um acordo.
Não se pode juntar problema sobre problema no relacionamento dos dois; é preciso aprender a resolvê-los. Até certo ponto eles são normais na nossa vida, mas precisam de ser resolvidos sem os adiar. Não deixes para amanhã o que precisais de resolver hoje.
Já pensaste se usasses a mesma cafeteira que usaste ontem, para ferver o leite, sem a lavar antes? O leite novo azedaria. O mesmo acontece com o casal que acumula problemas sem os resolver.

8 - Aprendam a combinar as coisas.
Muitos desentendimentos surgem entre os casais porque não aprenderam a combinar as coisas a fazer. O povo diz que "aquilo que é combinado não é caro".
Às vezes ficas zangado porque o mecânico do carro levou caro demais. Mas isto só aconteceu porque não combinaste o preço antes do conserto.
Um amigo dizia-me que tinha combinado com a esposa até "a hora da briga". Seria sempre antes de dormir.
Então, quando um se exaltava com o outro por qualquer motivo, o mais calmo dizia logo: "não é agora a hora da briga". Quando esta chegava, os nervos já se tinham acalmado, e nada de briga, acabava tudo numa boa conversa. Que tal?

9 - Não envolvas os familiares nos problemas do namoro.
A menos que, de comum acordo, queiram consultá-los.
O sangue grita muito alto nas nossas veias; e não são todos que têm maturidade suficiente para discernir as coisas quando se trata de parentes envolvidos na questão.
Se quiseres viver sempre bem com o teu namorado, então não fales mal dos seus pais e irmãos dele.
Não te intrometas nos problemas da família dela, a menos que sejas consultado; assim mesmo evita tomar partido para que não se divida a família.
Se de um lado é preciso amar a família do outro, e recebê-la na tua vida como se fosse a tua segunda família, no entanto, será preciso cuidado para não a criticar com o outro; isto o deixaria dividido entre o amor que ele te tem e o amor que tem aos teus.

10 - Quando for necessário estar pronto a sofrer pelo outro.
Mesmo já no namoro pode haver momentos de sofrimento.
Às vezes pode ser a perda de um ente querido do outro; uma doença triste; um acidente; uma notícia desagradável, etc. Nesta hora sabe estar ao lado do outro e fortalecê-lo com a fé em Deus, que "supera todo o entendimento humano".

 

 

 
Terminou o namoro: como é que o homem reage? Imprimir e-mail
 

Terminou o namoro: Como é que o homem reage?  

Homem e mulher reagem de forma diferente ao término de um relacionamento

Como é que a mulher pensa? Como se dá a resposta dele quando é a namorada que termina? Com certeza, é diferente da mulher.

1º Estágio: Inconformismo

 “Inconformado” significa fora da forma (da situação) ou destoante, diferente do molde. O rapaz sente-se incompreendido, não entende por que os seus esforços e as suas demonstrações de amor para com ela não tiveram efeito. Simplesmente, ele não consegue imaginar-se vivendo esta situação, não consegue ver-se dentro desta realidade. Alguns nem admitem que a ex-namorada é livre e pode não querer estar mais com ele.

Nós homens somos mais voltados às coisas práticas e pouco dados à subjetividade, então pensamos que quase tudo funciona no formato: ação e resultado. Portanto, se ele lutou para o relacionamento dar certo, a situação final deveria ser correspondente ao seu empenho”. Entretanto, as mulheres são subjetivas, ou seja, nem sempre para elas 2 + 2 = 4, mas tudo depende, para além do óbvio, do que se vê e do que se toca.

Ele não desacredita de ti, mas vê-se atordoado. Também é verdade que o homem é mais inclinado à agressividade e impulsividade; portanto, cuidado se te ocorrer um sentimento de raiva da “ex” e vontade de te vingares de forma, física, verbal ou com algumas torturas psicológicas como provocações ou retenção de coisas que pertencem a ela e que estão contigo. Nunca cedas a esses desejos, pois te arrependerás depois desses atos tão maus ou mesmo cometerás um crime.

Bom, já aprendeste que os teus esforços podem ser frustrados. A boa notícia é que isto vai passar! Sistematicamente (como gostamos de entender as coisas), se não ficares focado na dor e tocar a tua vida para a frente, uma hora a esquecerás. Tenta perguntar-te: “o que posso fazer agora?” e não: “como será a minha vida daqui para frente?”. A primeira pergunta denota reação; a segunda, prostração diante do facto.

2º Estágio: Querer mostrar-lhe que estás bem

Depois de algumas semanas do término do relacionamento, ele ainda a ama e está com o coração partido, mas num encontro casual com a “ex”, faz questão de rir junto aos amigos e, quem sabe, até demonstrar que está com uma nova companhia. Se a ex-namorada se aproxima e pergunta: “Como vais?”, o homem diz que está “Tudo ótimo!”, pode até continuar a conversar, mas não toca no assunto do rompimento e relata tudo o que está a fazer e como está feliz.

Até aí tudo bem. Não seria mesmo positivo “choramingar” para ela nem para as amigas dela. Mas precisas de ter um amigo com quem possas deitar fora aquilo que se passa dentro de ti; e é importante que seja um homem, para não acontecer de desabafares com uma amiga e um de vocês confundirem amizade com conveniência.

3º Estágio: Indiferença

Neste ponto, o homem quase já apagou tudo da “ex”, mas ainda não totalmente. Ele agirá com indiferença, sem querer saber o que ela está a fazer da sua vida, se ela está bem ou não, e até ficará distante do mundo dela. No fundo, não significa que ele não será solidário à antiga namorada, mas se esforçará em sobrepor pensamentos de desdém à frente do seu sentimento que ainda fumega. “O que ela faz é problema dela” e, se por acaso, ela aparecer com um novo namorado, o homem emenda: “Quem teve mais prejuízo foi ela; afinal, eu a faria mais feliz do que esse outro rapaz”.

Ok! Estás a progredir. Mas cuida de ficar apenas com aquilo que foi bom. Não te deixes levar pela tendência de menosprezar o relacionamento todo nem a pessoa toda. É justo que te afastes, porque precisas de um tempo para te “desapaixonar”, mas a indiferença é a antessala da falta de perdão, e esta última é capaz de matar a tua esperança e capacidade de amar.

4º Estágio: Perdão e fechamento do processo

Nesta fase, já voltaste a sorrir, consegues até encontrar a “ex” sem nada de ruim dentro de ti, mesmo que ela esteja acompanhada. Até pensas: “aprendi a ser melhor depois dela”.

É isto! Não há dor que perdure para sempre; e quando se confia no Senhor, não há mal que não possa ser revertido em algum bem.

 
Como escolher uma esposa Imprimir e-mail

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 Como escolher uma esposa

Trechos principais de uma homilia de São João Crisóstomo intitulada: “Como escolher uma esposa”, publicada na selecção On Marriage & Family Life (pág. 89-114).

1) Portanto, quando fordes escolher uma esposa, não examineis somente as leis do Estado, mas, antes, examinai as leis da Igreja. Deus não vos julgará no último dia segundo as leis do Estado, mas segundo as Suas leis. 

2) Não é mesmo uma tolice? Quando estamos sob ameaça de perder dinheiro, tomamos todos os cuidados possíveis, mas quando a nossa alma está sob risco de ser eternamente punida, não prestamos atenção. 

3) Tu sabes que tens duas escolhas. Se escolheres uma má esposa, terás de enfrentar aborrecimentos. Se não aceitares enfrentá-los, serás culpado de adultério por te divorciares dela. Se tivesses investigado as leis do Senhor e as conhecesse bem antes de te casares, terias tomado muito cuidado e escolhido uma esposa decente e compatível com o teu carácter desde o início. Se te tivesses casado com uma esposa assim, terias ganhado não apenas o benefício de não te divorciares dela, como o benefício de a amar intensamente, conforme Paulo ordenou. Pois quando ele diz: “Maridos, amai as vossas esposas”, ele não pára por aí, mas fornece a medida deste amor, “como Cristo amou a Igreja”. 

4) Vejamos, porém, se a beleza e a virtude da alma da noiva atraiu o Noivo. Não, ela não era atraente nem pura, conforme estas palavras de Paulo: Ele entregou-se a ela para a santificar, purificando-a com a lavagem da água (Efésios 5:25-26). […] Apesar disso, Ele não abominou a sua feiura, mas neutralizou a sua repulsividade, remoldando-a, reformando-a e remindo os seus pecados. Tu deves imitá-Lo. Mesmo que a tua esposa peque contra ti mais vezes do que podes contar, deves perdoá-la em tudo. 

5) Quando surge uma infecção nos nossos corpos, não cortamos o membro fora, mas tentamos curar a doença. Devemos fazer o mesmo com uma esposa. 

6) Mesmo que ela não apresente melhoras em função dos nossos ensinamentos, assim mesmo receberemos uma grande recompensa de Deus pela nossa paciência e por termos mostrado tanto auto-domínio por temor d’Ele. Nós conseguimos suportar as maldades dela com nobreza, sem cortar o membro fora. Pois uma esposa é como se fosse um membro nosso, e por causa disso devemos amá-la. É precisamente isto que ensina Paulo: Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos…Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também Cristo à Igreja; porque somos membros do Seu corpo, da Sua carne, e dos Seus ossos (Efésios 5:28-30). 

7) Devemos amar a nossa esposa também porque Deus estabeleceu uma lei a este respeito, quando disse: “Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher; e serão os dois uma só carne (Génesis 2:24; Efésios 5:31). 

8) Assim como o noivo deixa a casa de seu pai e se junta à noiva, assim também Cristo deixou o trono de Seu Pai e juntou-se à Sua noiva. 

9) De maneira geral, a vida é composta de duas esferas de actividade: a pública e a privada. Quando Deus a dividiu assim, Ele designou a administração da vida doméstica à mulher, mas ao homem designou todas as tarefas relativas à cidade, às questões comerciais, judiciais, políticas, militares e assim por diante. […] De facto, o que quer que o marido pense sobre questões domésticas, a esposa o saberá melhor que ele. Ela é incapaz de administrar as questões públicas competentemente, mas ela é capaz de cuidar bem dos filhos, que é o maior dos tesouros. […] Se Deus tivesse dotado o homem para administrar ambas as esferas de actividade, teria sido fácil aos homens dispensar o género feminino. […] Por isso Deus não concedeu ambas as esferas a um sexo, para que nenhum deles pareça supérfluo. Mas Deus não designou ambas as esferas igualmente a cada sexo, para que a igualdade de honra não engendre rixas e conflitos. Deus preservou a paz reservando a cada um a sua esfera adequada. Ele dividiu as nossas vidas em duas partes, e deu a mais necessária e importante ao homem e a parte menor e inferior à mulher. Assim, Ele organizou a vida de maneira a que admirássemos mais o homem do que a mulher, pois os seus serviços são mais necessários do que os dela, e para que a mulher tivesse uma forma mais humilde e, assim, não se rebelasse contra o marido. 

10) Assim sendo, eis o que tu deves buscar numa esposa: virtude de alma e nobreza de carácter, para que desfrutes de tranquilidade, para que luxuries em harmonia e amor duradouro. 

11) O homem que se casa com uma mulher rica, casa-se com um chefe, e não com uma esposa. Porém, o homem que se casa com uma esposa em iguais condições ou mais pobre, casa-se com uma ajudante e aliada, trazendo inúmeras bênçãos para dentro de casa. A sua pobreza obriga-a a cuidar do seu marido com muito cuidado, obedecendo-lhe em tudo. […] Portanto, o dinheiro é inútil quando se trata de encontrar um parceiro de boa alma. 

12) Assim sendo, deixemos de lado as riquezas da esposa, mas examinemos o seu carácter e a sua piedade e recato. A esposa recatada, gentil e moderada, mesmo que seja pobre, irá transformar a pobreza em algo muito melhor do que a riqueza. 

13) Antes de mais nada, tu deves aprender qual o propósito do casamento, e por que foi introduzido nas nossas vidas. Não te perguntes mais nada. Qual seria, então, o objectivo do casamento, e por que é que Deus o criou? S. Paulo diz: Mas, por causa da tentação à imoralidade, cada um tenha a sua própria mulher (I Coríntios 7:2). […] Portanto, não despreza o maior nem busca o menor. A riqueza é muitíssimo inferior ao recato. É somente por este motivo que devemos buscar uma esposa: para evitarmos o pecado, para nos libertarmos de toda imoralidade. 

14) A beleza do corpo, se não estiver aliada à virtude da alma, será capaz de atrair o marido somente por uns vinte ou trinta dias, mas não conseguirá ir além disto antes que a perversidade da esposa destrua toda a sua atracção. Quanto àquelas que irradiam beleza de alma, quanto mais o tempo passa e a sua nobreza se evidencia, tanto mais aquecido será o amor do marido e tanto mais ele sentirá afeição por ela. 

15) É por meio do recato que o marido conseguirá atrair à sua família a boa vontade e a protecção de Deus. É assim que os homens de bem dos velhos tempos se casavam: buscando nobreza de alma em vez de riqueza monetária. 

16) Quando te decidires por uma esposa, não corras atrás de ajuda humana. Volta-te para Deus, pois Ele não se envergonhará de ser vosso casamenteiro. Foi Ele mesmo quem prometeu: Buscai primeiro o Reino de Deus, e todas as coisas vos serão acrescentadas (Mateus 6:33). Não te perguntes: “Como posso ver a Deus? Afinal, Ele não falará nem conversará comigo de maneira explícita, e portanto não conseguirei fazer-Lhe perguntas”. Estas são palavras de uma alma de pouca fé. Deus pode facilmente organizar tudo da maneira que Ele quiser, sem o uso da voz. 

17) A castidade é algo maravilhoso, mas é mais maravilhoso ainda quando está aliada à beleza física. As Escrituras falam-nos sobre José e a sua castidade, mas antes mencionam a beleza do seu corpo: José era formoso de porte, e de semblante (Génesis 39:6).

Em seguida, as Escrituras versam sobre a sua castidade, deixando claro, assim, que a beleza não levou José à licenciosidade. Pois nem sempre a beleza causa imoralidade ou a feiura causa recato. Muitas mulheres que resplandecem em beleza física resplandecem ainda mais em recato. Outras que são feias em aparência, são ainda mais feias de alma, manchada por inúmeras imoralidades.

Não é a natureza do corpo, mas a inclinação da alma que produz recato ou imoralidade.  

 

As paixões

Do Catecismo da Igreja Católica

O termo "paixões" pertence ao património cristão. Os sentimentos ou paixões designam as emoções ou movimentos da sensibilidade que inclinam alguém a agir ou não agir em vista do que é experimentado ou imaginado como bom ou mau. As paixões são componentes naturais do psiquismo humano; constituem o lugar de passagem e garantem a ligação entre a vida sensível e a vida do espírito. Nosso Senhor indica o coração do homem como a fonte de onde brota o movimento das paixões.

As paixões são numerosas. A paixão mais fundamental é o amor provocado pela atracção do bem.
O amor causa o desejo do bem ausente e a esperança de consegui-lo. Este movimento completa-se no prazer e na alegria do bem possuído. A percepção do mal provoca ódio, aversão e medo do mal que está por chegar. Este movimento completa-se na tristeza do mal presente ou na cólera que a ele se opõe.

Amar é querer algo de bom para alguém.
Todos os demais afectos têm a sua fonte no movimento original do coração do homem para o bem. Só existe o bem que é amado. As paixões são más se o amor é mau, boas se o amor é bom. Em si mesmas, as paixões não são boas nem más. Só recebem qualificação moral na medida em que dependem efectivamente da razão e da vontade. As paixões são chamadas voluntárias ou porque são comandadas pela vontade ou porque a vontade não lhes opõe obstáculo. Faz parte da perfeição do bem moral ou humano que as paixões sejam reguladas pela razão.

Os grandes sentimentos não determinam a moralidade nem a santidade das pessoas; são reservatório inesgotável das imagens e afeições em que se exprime a vida moral. As paixões são moralmente boas quando contribuem para uma acção boa, e más quando se dá o contrário. Elas podem ser assumidas em virtudes ou pervertidas em vícios. A vontade recta ordena para o bem e para a bem-aventurança os movimentos sensíveis que ela assume; a vontade má sucumbe às paixões desordenadas e as exacerba. As emoções e sentimentos podem ser assumidos em virtudes ou pervertidos em vícios.

Na vida cristã, o próprio Espírito Santo realiza a sua obra mobilizando o ser inteiro, inclusive as suas dores, medos e tristezas, como aparece na Agonia e Paixão do Senhor. Em Cristo, os sentimentos humanos podem receber a sua consumação na caridade e na bem-aventurança divina.

A perfeição moral consiste em que o homem não seja movido ao bem exclusivamente pela sua vontade, mas também pelo seu apetite sensível, segundo a palavra do Salmo: "O meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo" (Sl 84,3). (CIC 1762-1770)



 

 
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Namoro na adolescência

A experiência de namoro, assim como os demais relacionamentos da adolescência, deve ser colocada dentro de um contexto mais amplo...

Isto porque há uma série de profundas mudanças que o adolescente começa a descobrir nesta fase e que, embora todas elas possam ser fascinantes e positivas, devem ocorrer dentro de um ritmo de normalidade e sem qualquer agressão ou violência sobre o seu processo de crescimento global, sob pena de graves e irremediáveis consequências.
O adolescente, por óbvio que possa parecer, não é ainda um adulto. Não tem os seus sentimentos e as suas emoções sujeitos a um saudável e necessário controle, mas pelo contrário, exactamente por estar a iniciar e a descobrir a sua trajectória de vida, é mais induzido a fantasias e impulsos que escapam da sua razão ou moderação.
E nestas fantasias e impulsos entra, sem sombra de dúvida, um factor muito forte que é o afecto. Afecto do qual todos os seres humanos sentem a falta, em maior ou menor escala, em qualquer etapa das suas vidas, mas que pode e deve ser administrado segundo um critério de oportunidade e conveniência. Por exemplo, se falta afecto a um homem casado em determinado momento da sua vida, ele deve procurar compensação fora da vida conjugal? Não é o caso. Ele deve acolher aquela fase como uma oportunidade de crescimento pessoal e do próprio casamento, esforçando-se, a começar por ele mesmo, a gerar e desenvolver o afecto do qual sente a ausência.
Situação semelhante é a da adolescência, ocasião em que a carga afectiva é ainda mais impetuosa e forte. Como administrá-la? Procurando, antes de mais nada, ter uma vida saudável, por exemplo com a prática de desporto que permita descarregar a energia naturalmente existente. Ao mesmo tempo, desenvolvendo ao seu redor um clima de harmonia, solidariedade e amor para com todos e para com tudo, a começar pela natureza.
O namoro entre um e uma adolescente com as suas características particulares de troca de afecto, pode e deve ser substituído por uma amizade especial entre os dois. Amizade que não deve ser oprimida ou reprimida, mas respeitada e inserida numa maior abertura e participação na convivência com os pais e na vida normal e quotidiana da sociedade, nunca num fechamento obsessivo a dois. Amizade que pressupõe a arte do verdadeiro diálogo, maiores oportunidades de encontros, de convivência e de relacionamento, mas que é, sobretudo uma ocasião de grandes descobertas. Seja na vida pessoal, como na vida do outro. Estas descobertas devem ser respeitadas, acolhidas e jamais banalizadas. Devem ser objecto de construção da verdadeira personalidade que se desenvolve em cada um e nunca motivo de vulgarização ou de humilhação. O outro nunca é um ser descartável. Ele ou ela tem sentimentos… afectos… é um ser humano. Esta atitude prepara o adolescente para um discernimento maduro sobre a sua futura vocação, sendo a melhor preparação para um namoro sadio e enriquecedor, em vista a um matrimónio com hipóteses de ser duradouro e feliz.
O namoro, quando chegado o momento, assim como toda a experiência na vida tanto do adolescente como do adulto, pode e deve ser uma ocasião de crescimento e desenvolvimento de toda a potencialidade existente e muitas vezes adormecida. A atenção e o cuidado, no entanto, devem estar voltados para o desvirtuamento das propostas, circunstância hoje tão difundida na sociedade e da qual os adolescentes são talvez os primeiros a sentir o peso. A sugestão é não se deixar manipular por instrumentos e/ou pessoas que têm interesses na difusão de certa mentalidade permissiva, mas lutar e agir para que prevaleça o amor verdadeiro. Amar ao próximo como a si mesmo.

 
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Gravidez no namoro

A vivência da intimidade sexual passou a ser normal para muitos casais de namorados. Talvez, por não entenderem a transcendência do acto sexual, muitas vezes, o sexo é nivelado por baixo. Uma vez minimizado na sua grandeza, erroneamente, este é também colocado como meio de sustentação do namoro. Para a maioria dos jovens casais, tal intimidade é justificada como sendo também uma fase do conhecimento daquele (a) a quem dizem amar.
A experiência sexual neste período ganha força quando o casal percebe que esta é uma prática comum também no relacionamento dos colegas. Na roda de amigos, muitos pensam que seria asneira não aproveitar a situação, sendo que o (a) namorado (a) deseja o mesmo. Julgando-se conhecedores de todas as coisas e muito seguros de si, acreditam que a possibilidade de uma gravidez só acontece para quem não souber evitá-la; até ao momento em que a namorada traz a notícia de que está grávida.
É sabido que algumas jovens têm más experiências ao comunicarem ao namorado a “consequência” ocorrida pela referida intimidade. Neste momento, alguns simplesmente desaparecem ou culpam-nas, como se elas fossem as únicas responsáveis pela gravidez. Os namorados esquecem-se de que a responsabilidade que hoje está sobre elas é também resultado do compromisso que, indirectamente, assumiram ao desejar viver a intimidade no namoro. As jovens mães percebem, então, que fizeram uma má escolha, reconhecendo que aqueles que, antes, lhes fizeram tantas promessas, foram apenas capazes de as engravidar. Mesmo sem querer, agora, o casal de namorados torna-se pais.
Para outros casais, ainda que a notícia da gravidez venha a abalar o dia, eles sabem que não poderão ocultar a situação por muito tempo. Em breve começarão a acontecer as mudanças no corpo da mulher. Então, a ela caberá a responsabilidade de enfrentar os pais e tentar justificar o óbvio; enquanto que a ele caberá a iniciativa de preparar condições de promover o conforto básico, tanto emocional como de bem-estar, que toda a mulher grávida necessita.
Se uma gravidez para uma pessoa casada já causa grandes mudanças e exige muitas adaptações, imaginemos para aqueles que ainda estão no começo da realização dos seus sonhos e planos... Para estes, a situação torna-se ainda mais exigente, pois, vivendo o novo papel, surgem – nas vidas dos então namorados – as dificuldades pertinentes ao convívio contínuo. O relacionamento vai exigir do casal o compromisso e o desprendimento de se moldar ao inusitado apresentado pela situação. Tudo será vivido de maneira intensa, em meio às preocupações, aos choros do bebé, às dificuldades para continuar os estudos, à busca de trabalho, à aceitação dos familiares, entre outros.
O tempo propiciado ao casal, durante o namoro, para avaliar o perfil do pretendente e se conhecer mutuamente é abreviado com a gestação da namorada. Com tantos desafios, os namorados perceberão que pouco conheciam o temperamento do outro e, muitas vezes, vêem-se impreparados para assumir as consequências do acto que os levaria para muito mais além do prazer experimentado.
Para não viver os mesmos atropelos de outros namorados que tiveram de provar das responsabilidades paternas antecipadamente, melhor será para os jovens casais aplicarem-se no crescimento, nas adaptações e no amadurecimento do namoro. Desta maneira, quando se decidirem pelo casamento, nenhum dos dois poderá alegar que não conheceu suficientemente a pessoa escolhida para compartilhar com ele (a) a vocação do matrimónio.
A prova de amor confirma-se no compromisso mútuo de fazer o outro feliz por aquilo que ele é e não por aquilo que ele faz.

 
Matrimónio, continuação do namoro Imprimir e-mail


O matrimónio é a continuação do namoro

O matrimónio é a continuação do namoro; então, tudo precisa começar bem cedo. Sem levar a sério o namoro não será possível construir um casamento sólido e uma família forte.
O namoro é o tempo do conhecimento entre 2 pessoas que buscam algo mais do que a amizade, e querem "construir uma vida em comum". É portanto, o tempo da "escolha"; e esta escolha deve ser feita de maneira adequada.
Quando vais comprar uns sapatos, não levas para casa o primeiro que experimentaste, ainda que te agrade o preço, a cor e o modelo. É preciso antes, saber se serve nos teus pés; caso contrário, experimentas outros, e outros... e, muitas vezes vais de loja em loja até achar o par de sapatos adequados ao teu bolso, ao teus olhos e aos teus pés.
Ora, se um par de sapatos que dura pouco tempo, é escolhido com tanto cuidado, para que não te aperte os pés ao ser usado, quanto mais não se deve escolher com carinho a pessoa com quem vamos construir uma família.
É claro que não escolhemos pessoas da mesma maneira que escolhemos sapatos; "com gente é diferente", já dizia o poeta.
Cuidado com o tal "amor à primeira vista", muitos foram mal sucedidos por causa dele. A mulher da tua vida não é a mulher de um só instante. Portanto, não existe "amor à primeira vista".
O namoro é o tempo da escolha da pessoa adequada para conviver contigo. Antes de tudo, não sejas perfeccionista; a mulher perfeita não existe.
Isto não quer dizer que vais escolher qualquer um e passar por cima de qualquer problema que o outro traz consigo.
É o coração que aproxima as pessoas, mas é a razão que deve decidir com quem se casar. Não basta que o sapato seja bonito e esteja na moda, é preciso servir nos teus pés. Já vi mulheres voltarem das festas trazendo os sapatos nas mãos porque não os aguentavam mais nos pés... Foram comprados só porque combinavam com a roupa, mas estavam apertados...
Deus é o mais interessado que o casamento seja harmonioso; logo, a fé diz-nos que Ele nos coloca no caminho da pessoa certa. Por isso, reza para encontrar a pessoa adequada para se casar contigo, se é isto que tu queres. Mais do que nós, Deus está interessado nisto; pede-Lhe com fé. Tenho visto muitos jovens de fé encontrarem a pessoa adequada para o casamento, porque pediram esta graça a Deus.
"Pedi e recebereis; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á" (Lc 11,09). Pedir é uma exigência de Deus, para receber algo.
Deus disse a Adão, no início da história: "Vou dar-te uma ajuda que te seja adequada" (Gen 02,18).
Da mesma forma, a cada um que deseja casar-se, "no Senhor" (1Cor 07,39), Ele dá a pessoa adequada. Isto não quer dizer que Ele te dará uma pessoa perfeita, pronta. Mas dará uma pessoa com quem poderás construir a vida a dois e formar uma família. O discernimento não será dispensado para se saber quem é esta pessoa, e o namoro é exactamente para isto.
O tempo do namoro é para que os dois se conheçam, "por dentro", e não por fora. É o momento de conhecer a história da vida do outro, os seus mistérios, os seus defeitos, as suas virtudes e qualidades, as suas aptidões e interesses, enfim, tudo o que é preciso conhecer no outro para se saber se o namoro deve continuar ou não.
Cada um de nós é um mistério, que só poderá ser conhecido se for revelado com sinceridade e verdade. A caixa deste mistério, que é cada um de nós, só tem chave por dentro, e só nós podemos abri-la. Portanto se não houver sinceridade nesta situação mútua, o namoro não poderá cumprir a sua missão.
Alguns casais passam o tempo do namoro enganando-se mutuamente, escondendo os defeitos e mostrando apenas as qualidades, permanecendo desconhecidos um para o outro.
Não se pode ter medo da verdade; pois como disse Jesus, é a verdade que nos liberta. A mentira tem pernas curtas. Quem mente, finge, engana, dissimula, logo será desmascarado e desacreditado.
Portanto, assume no teu namoro aquilo que tu és. Não tenhas medo de mostrar a realidade da tua vida, dos teus pais, dos teus irmãos, etc., para que ele não seja iludido. Não tenhas vergonha daquilo que és.
Alguns receiam mostrar a dura realidade de uma vida sofrida ao outro, e ser abandonado por isso. Mas antes assim; pois é desta forma que se prova o amor, nas horas difíceis. Se ele te aceitar como és, já é um bom indício de que te ama. É melhor um namoro terminado, do que um casamento mais tarde frustrado. Portanto, não cedas na autenticidade.
É claro que a revelação de certos problemas exige um certo cuidado e preparação da outra pessoa, antes de lhe contar o desejado. Não é no primeiro encontro, que uma rapariga vai revelar ao namorado que não é virgem, por exemplo. Um caso como este exige um cuidado para se saber qual a hora exacta de se revelar o problema, já que ele não deve ser indefinidamente oculto.
Quando tiveres de contar algo difícil da tua vida ao outro, começa antes a rezar por ele, para que Deus prepare a sua mente e o seu coração para te ouvir. Toda a nossa vida deve ser confiada a Deus, também os detalhes do namoro.
Algumas raparigas, para não perderem o namorado, preferem ceder na parte sexual, mesmo contra a convicção e vontade. Fica sabendo que nenhum rapaz pode ser preso a ti pelo sexo. Talvez fique por algum tempo, até que apareça outra que o satisfaça melhor do que tu.
 "Não faças do teu corpo uma arma, a vítima podes ser tu".
Não tentes conquistar o teu namorado com o teu corpo nem com chantagens, pois esta conquista seria muito frágil para sustentar um verdadeiro relacionamento. É preciso sim, conquistar o outro, mas com aquilo que tu és, a tua formação, o teu carácter, a tua bondade, o teu desenvolvimento pessoal, as tuas atitudes coerentes, etc., isto sim permanece e convence.
O tempo do namoro não é o tempo adequado para a vida sexual. A doação do corpo a alguém é a última que deve ser feita, só depois que toda a vida for entregue e só depois que se assumiu um compromisso, para sempre, de viver juntos na fidelidade e no amor. Antes disto sem isto, o sexo fica vazio, apenas prazer.
O sexo é a manifestação mais profunda do amor do casal. Aí cada um não doa ao outro presentes, flores, palavras apenas, mas não e nunca o próprio corpo, a mais profunda intimidade. Por isso, não pode haver relações sexuais sem que a entrega das vidas tenha sido definitiva. E isto só acontece no casamento. Daí nascerá a vida, os filhos do casal.
A diferença entre o sexo legítimo e a prostituição, é que nesta última não existe o compromisso de vida e de amor. Pouco importa se amanhã esta mulher estará grávida, doente, ou com fome... Não há o amor.
A Igreja, como Mãe e mestra verdadeira, que ama os seus filhos, e que é a "Luz de Cristo”, ensina que o sexo só deve ser vivido pelos casais, em legítimo matrimónio, porque fora daí a vida sexual não pode trazer felicidade. Pelo contrário, só vai gerar problemas: mães e pais solteiros, filhos órfãos de pais vivos, crianças abandonadas, raparigas decepcionadas, abortos, doenças venéreas, destruição de lares, etc.
A luta pela manutenção da castidade e da virgindade na juventude e durante o namoro e noivado, é um exercício de fidelidade futura no casamento.
Não tenho dúvida em afirmar que o jovem casto na juventude será fiel no matrimónio, e certamente construirá um lar feliz.
O jovem e a jovem cristãos terão que lutar muito para não permitir que o relacionamento sexual os envolva e abafe o namoro. Alguns querem se permitir um grau de intimidade "seguro", isto é, até que o "sinal vermelho seja aceso"; aí está um grave engano. Quase sempre o sinal vermelho é ultrapassado, e muitas vezes acontece a gravidez e outras coisas.
Um namoro puro só será possível com a graça de Deus, com a oração, com a vigilância e, sobretudo quando os dois a querem-se preservar um para o outro. Será preciso então, evitar todas as ocasiões que possam facilitar um relacionamento mais íntimo. O provérbio diz: "a ocasião faz o ladrão", e "quem brinca com o perigo nele perecerá".
No namoro é preciso carinho e não carícias; estas levam o casal a ultrapassar os limites.
Se tu sabes que naquele lugar, naquele carro, naquela casa, etc., a tentação será maior que as tuas forças, então, foge desses lugares; esta é uma fuga justa e necessária.
O casal de namorados cristão pode ter um orientador espiritual, um padre, ou um casal leigo que os ajude a vencer as dificuldades próprias do namoro. O ideal seria que os próprios pais os orientassem; mas, como isto nem sempre acontece, os jovens podem buscar ajuda em alguém de confiança, que já viveu esta realidade e poderá ajudá-los.
Quando se apanha da árvore uma maçã, ainda verde, ela não servirá para nada e se estragará. Assim é uma relação sexual fora da hora; estraga uma bela obra.
Tudo na vida tem a hora certa. Após o casamento, o casal terá a vida toda para o relacionamento sexual, seguro e legítimo. Não permitas que a vivência sexual antecipada prejudique o teu namoro e o teu casamento.
Com relação à escolha adequada com quem se casar, é preciso saber se a outra pessoa atende às exigências mínimas que tens como fundamentais para a tua vida. O ideal é que cada um se case com uma pessoa do mesmo nível social, religioso, económico, etc. Quanto maior forem as diferenças, maiores serão as dificuldades para a busca da harmonia conjugal.
Será difícil, por exemplo, o namoro e o casamento de duas pessoas bastante religiosas, mas de religiões diferentes. Mesmo que eles, no amor, consigam relacionar-se bem, respeitando-se mutuamente, como ficará a situação religiosa dos filhos? A Igreja católica só aceita celebrar casamento mistos, se os cônjuges prometerem educar os filhos na fé católica. Portanto, eis aqui algo difícil de se conciliar e que se deve evitar.
O casal não pode subir ao altar para celebrar o matrimónio com dúvidas sobre o que o outro pensa em coisas fundamentais da futura vidas de casados: número de filhos, trabalho da mulher, actividades religiosas, etc... O namoro é exactamente para que tudo isto se esclareça.
O casamento não se pode transformar em fuga de nenhuma situação. Alguns acabam apressando a hora do casamento para ficar livres dos pais ou de outros problemas. Isto é um grande risco; pois pode transformar-se em mais um problema em vez de resolver o primeiro. O casamento é uma vocação, e não um meio de resolver problemas.
Diante do noivo ou da noiva, com os seus problemas, precisas de ter a coragem de perguntar para ti mesmo: os defeitos e problemas que ele (a) traz, podem ser resolvidos sem comprometer a vida conjugal? Caso contrário é melhor terminar, ainda que seja um noivado, do que se casar cheio de dúvidas.
Quando vejo um casal de noivos ou namorados, que passa o tempo todo a brigar, não tenho dúvida de lhes pedir que termine esse namoro; pois, se casarem assim, depois de casados vão brigar mais ainda. Se já brigam tanto durante o namoro e noivado, época em que os problemas de ambos são pequenos, pois ainda não existe a preocupação com os filhos, as contas a pagar, etc., imagine depois com os novos problemas da vida conjugal?
Há jovens que rumam cegos de paixão para o casamento e parecem que não querem ver os problemas que o outro traz, mesmo que os pais e amigos alertem para o perigo que se corre. É um grande risco não ouvir os pais e amigos sinceros, pois são pessoas que te amam e querem a tua felicidade.

 
Castidade até ao matrimónio Imprimir e-mail

Relação sexual pré-matrimonial

Vários são os factores que servem de estímulo para os casais

É um grande desafio para a juventude viver a castidade até ao matrimónio, a chamada "castidade da juventude".
Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a castidade "significa a integração da sexualidade na pessoa. Inclui a aprendizagem do domínio pessoal". É uma vivência que, aliada à ordenação dos desejos, torna-nos sempre mais semelhantes a Cristo, conduzindo-nos a uma busca pela santidade de maneira responsável.
Entretanto, a castidade é um grande desafio para os casais de noivos no tempo que antecede o matrimónio, pois vários são os factores que servem de estímulo à prática da relação sexual antes do casamento numa sociedade super-erotizada.
Neste contexto, no qual o jovem vive a sua sexualidade, eles são incentivados a todo o momento, e por diversos meios, à busca do prazer a qualquer preço, resultando na prática de relações sexuais pré-matrimoniais, também conhecida como fornicação.
Há os que buscam o sexo por "aventura" ou uma relação sexual "ocasional", tipo de envolvimento que ocorre quando o jovem, na busca pelo prazer, numa simples experiência pessoal e prazerosa, faz da outra pessoa um objecto de satisfação momentânea. Trata-se daqueles encontros que, de modo geral, acontecem em bailes, festas, na rua ou mesmo em casas de prostituição.
Há também a relação sexual entre namorados que ocorre quando o casal inicia um relacionamento heterossexual com algumas características singulares (conhecimento mútuo, amizade, respeito, carinho), mas, apesar disso, encontram-se num estágio de superficialidade, pois desconhecem a linguagem do amor. Como nos casos citados anteriormente, trata-se de um modo de satisfação momentânea, uma busca irresponsável pelo prazer, pois ainda não existe um compromisso amadurecido.
Outra forma de praticar o acto sexual que vai totalmente contra os preceitos da Igreja, está presente na relação sexual "extra-matrimonial": o adultério.
A relação sexual vivida num amor autêntico é entrega pessoal total e definitiva, por isso precisa de ser acompanhada do compromisso definitivo selado diante de Deus e da comunidade.
Qualquer que seja o propósito dos que se envolvem em relações sexuais prematuras, ainda que realizadas com sinceridade e fidelidade, por si só, não é o meio mais adequado para garantir a relação interpessoal verdadeiramente honesta entre um homem e uma mulher e para os proteger contra os devaneios, as fantasias e os caprichos das paixões. Portanto, a Igreja convida os noivos a viver a castidade na continência. "Nessa provação, eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus" (CIC 56).
Torna-se cada dia mais necessário e urgente que as famílias cristãs católicas dêem testemunho de respeito, de fidelidade, de amor, de carinho e do verdadeiro valor do matrimónio e da família. Assim, serão exemplos de um amor verdadeiro e honesto.
(Trecho do livro: "Sexualidade, o que os jovens sabem e pensam").

 
Castidade antes do casamento Imprimir e-mail

Castidade antes do casamento traz mais estabilidade e satisfação

O estudo realizado pela Universidade americana Brigham Young demonstrou que a restrição sexual antes do casamento está associada com melhores resultados no relacionamento conjugal. A satisfação com o casamento foi 20% maior entre os casais que esperaram, bem como a qualidade na vida sexual, 15% maior.

Nesta pesquisa, onde 2.035 indivíduos casados foram entrevistados, foi observado que o tempo para o início da actividade sexual na vida do casal está relacionado com a sua qualidade sexual actual, comunicação, a satisfação com o relacionamento e a estabilidade.

De acordo com o estudo “Compatibility or Restraint?: The Effects of Sexual Timing on Marriage Relationships" (Em tradução livre: “Compatibilidade ou restrição?: Os efeitos do tempo Sexual nos Relacionamentos Matrimoniais), a educação, o número de parceiros sexuais, a religiosidade e duração do relacionamento estão entre os aspectos mais importantes na vida conjugal. 

Os resultados mostram ainda que o tempo de atraso sexual está associado a um aumento na qualidade da comunicação e nas áreas do relacionamento sexual, bem como a estabilidade das relações percebidas são consistentes com essa teoria. A qualidade da comunicação é 12% melhor entre os casais que viveram a castidade antes do matrimónio.

Os relacionamentos que se baseiam mais em recompensas e prazeres sexuais precoces acabam por resultar em relações mais frágeis a longo prazo.

O estudo, publicado na revista científica Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia, também mostra que a ambiguidade da iniciação sexual precoce pode comprometer a capacidade de alguns casais para desenvolver uma compreensão clara e comum sobre a natureza das suas relações.

Em contraste, a sexualidade baseada no comprometimento é mais susceptível a criar uma sensação de segurança e sinceridade entre os parceiros dentro das suas redes sociais, trazendo também a ideia da exclusividade e planeamento futuro.

 
Sobre o preservativo Imprimir e-mail

Nota da Congregação para a Doutrina da Fé sobre o preservativo

Nota da Congregação para a Doutrina da Fé
Sobre a banalização da sexualidade

A propósito de algumas leituras de «Luz do mundo»

Por ocasião da publicação do livro-entrevista de Bento XVI, «Luz do Mundo», foram difundidas diversas interpretações não correctas, que geraram confusão sobre a posição da Igreja Católica quanto a algumas questões de moral sexual. Não raro, o pensamento do Papa foi instrumentalizado para fins e interesses alheios ao sentido das suas palavras, que aparece evidente se se lerem inteiramente os capítulos onde se alude à sexualidade humana. O interesse do Santo Padre é claro: reencontrar a grandeza do projecto de Deus sobre a sexualidade, evitando a banalização hoje generalizada da mesma.
Algumas interpretações apresentaram as palavras do Papa como afirmações em contraste com a tradição moral da Igreja; hipótese esta, que alguns saudaram como uma viragem positiva, e outros receberam com preocupação, como se se tratasse de uma ruptura com a doutrina sobre a contracepção e com a atitude eclesial na luta contra o HIV-SIDA. Na realidade, as palavras do Papa, que aludem de modo particular a um comportamento gravemente desordenado como é a prostituição (cf. «Luz do Mundo», 1.ª reimpressão, Novembro de 2010, p. 170-171), não constituem uma alteração da doutrina moral nem da praxis pastoral da Igreja.
Como resulta da leitura da página em questão, o Santo Padre não fala da moral conjugal, nem sequer da norma moral sobre a contracepção. Esta norma, tradicional na Igreja, foi retomada em termos bem precisos por Paulo VI no n.º 14 da Encíclica Humanae vitae, quando escreveu que «se exclui qualquer acção que, quer em previsão do acto conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação». A ideia de que se possa deduzir das palavras de Bento XVI que seja lícito, em alguns casos, recorrer ao uso do preservativo para evitar uma gravidez não desejada é totalmente arbitrária e não corresponde às suas palavras nem ao seu pensamento. Pelo contrário, a este respeito, o Papa propõe caminhos que se podem, humana e eticamente, percorrer e em favor dos quais os pastores são chamados a fazer «mais e melhor» («Luz do Mundo», p. 206), ou seja, aqueles que respeitam integralmente o nexo indivisível dos dois significados - união e procriação - inerentes a cada acto conjugal, por meio do eventual recurso aos métodos de regulação natural da fecundidade tendo em vista uma procriação responsável.
Passando à página em questão, nela o Santo Padre refere-se ao caso completamente diverso da prostituição, comportamento que a moral cristã desde sempre considerou gravemente imoral (cf. Concílio Vaticano II, Constituição pastoral Gaudium et spes, n.º 27; Catecismo da Igreja Católica, n.º 2355). A recomendação de toda a tradição cristã - e não só dela - relativamente à prostituição pode resumir-se nas palavras de São Paulo: «Fugi da imoralidade» (1 Cor 6, 18). Por isso a prostituição há-de ser combatida, e os entes assistenciais da Igreja, da sociedade civil e do Estado devem trabalhar por libertar as pessoas envolvidas.
A este respeito, é preciso assinalar que a situação que se criou por causa da actual difusão do HIV-SIDA em muitas áreas do mundo tornou o problema da prostituição ainda mais dramático. Quem sabe que está infectado pelo HIV e, por conseguinte, pode transmitir a infecção, para além do pecado grave contra o sexto mandamento comete um também contra o quinto, porque conscientemente põe em sério risco a vida de outra pessoa, com repercussões ainda na saúde pública. A propósito, o Santo Padre afirma claramente que os preservativos não constituem «a solução autêntica e moral» do problema do HIV-SIDA e afirma também que «concentrar-se só no preservativo significa banalizar a sexualidade», porque não se quer enfrentar o desregramento humano que está na base da transmissão da pandemia. Além disso é inegável que quem recorre ao preservativo para diminuir o risco na vida de outra pessoa pretende reduzir o mal inerente ao seu agir errado. Neste sentido, o Santo Padre assinala que o recurso ao preservativo, «com a intenção de diminuir o perigo de contágio, pode entretanto representar um primeiro passo na estrada que leva a uma sexualidade vivida diversamente, uma sexualidade mais humana». Trata-se de uma observação totalmente compatível com a outra afirmação do Papa: «Este não é o modo verdadeiro e próprio de enfrentar o mal do HIV».
Alguns interpretaram as palavras de Bento XVI, recorrendo à teoria do chamado «mal menor». Todavia esta teoria é susceptível de interpretações desorientadoras de matriz proporcionalista (cf. João Paulo II, Encíclica Veritatis splendor, nn.os 75-77). Toda a acção que pelo seu objecto seja um mal, ainda que um mal menor, não pode ser licitamente querida. O Santo Padre não disse que a prostituição valendo-se do preservativo pode ser licitamente escolhida como mal menor, como alguém sustentou. A Igreja ensina que a prostituição é imoral e deve ser combatida. Se alguém, apesar disso, pratica a prostituição mas, porque se encontra também infectado pelo HIV, esforça-se por diminuir o perigo de contágio inclusive mediante o recurso ao preservativo, isto pode constituir um primeiro passo no respeito pela vida dos outros, embora a malícia da prostituição permaneça em toda a sua gravidade. Estas ponderações estão na linha de quanto a tradição teológico-moral da Igreja defendeu mesmo no passado.
Em conclusão, na luta contra o HIV-SIDA, os membros e as instituições da Igreja Católica saibam que é preciso acompanhar as pessoas, curando os doentes e formando a todos para que possam viver a abstinência antes do matrimónio e a fidelidade dentro do pacto conjugal. A este respeito, é preciso também denunciar os comportamentos que banalizam a sexualidade, porque - como diz o Papa - são eles precisamente que representam a perigosa razão pela qual muitas pessoas deixaram de ver na sexualidade a expressão do seu amor. «Por isso, também a luta contra a banalização da sexualidade é parte do grande esforço a fazer para que a sexualidade seja avaliada positivamente e possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade» («Luz do Mundo», p. 170).

 
Sexualidade errada Imprimir e-mail

As consequências de uma sexualidade errada

A sexualidade é fonte de vida, é obra privilegiada das mãos de Deus

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) apresenta a castidade como um dom, uma graça, uma obrigação. Castidade tem tudo a ver com a capacidade de dar-se. A pessoa que consegue ter um autodomínio de si, consegue dar-se ao outro.

Todos nós pecamos muitas vezes contra a castidade por termos aprendido assim na escola, em casa ou na televisão. Eu acredito que mesmo por pensamento, por actos ou omissões já pecámos contra esta virtude [castidade].
O demónio não conseguiria fazer-nos pecar se ele não apresentasse o pecado com algo gostoso. Ele usa isto como isca; somos como peixes, o pescador coloca a isca no anzol, o peixe vê, vai comê-la e acaba por ser fisgado. Primeiro, o demónio seduz-nos, depois leva-nos a autocondenarmo-nos. Para eu cometer um assassinato, preciso de ter uma arma, mas para cometer o pecado da castidade, eu não preciso de nada, somente do corpo.
O Catecismo afirma que a sexualidade tem tudo a ver com a pessoa humana. A sexualidade no falar, no agir, no cortar o cabelo. O homem tem de mostrar que é homem na roupa que veste e vice-versa; mas, num capítulo, o Catecismo mostra as consequências de usarmos a nossa sexualidade de forma errada.
Um dia fui conhecer o quadro da Monalisa. Paga-se uma fortuna para isso.  Há vários seguranças a tomar conta da obra. Quando cheguei perto, foquei decepcionado, pois era um pequenino quadro. Por que será que havia tantos guardas a tomar conta daquela obra? Por causa do artista que a tinha feito.
Sabes por que é que a Igreja luta tanto por ti? Por causa do Artista que te criou, tu és uma obra de arte muito preciosa.
Para os casais e para os que estão prestes a casar, recomendo que devem descobrir a beleza da castidade e do seu corpo. O objectivo do demónio, quando nos quer seduzir, é fazer-nos perder o autodomínio, e perdendo o autodomínio tu não te valorizas.
O corpo de uma pessoa que se prostitui caminha muito rapidamente para a deformação. A sexualidade é boa, é fonte de vida, é obra privilegiada das mãos de Deus, por isso temos de ter cuidado quando vestimos uma roupa, para não despertar no outro um olhar malicioso.
Quando um homem e uma mulher se unem é o lugar mais parecido com o céu. A melhor e a mais bela reprodução da beleza da Santíssima Trindade dá-se quando casais consagrados a Deus se unem num acto sexual. E a marca registada do amor de Deus é o prazer e a alegria no corpo e na alma no acto sexual.
O Catecismo apresenta no plural: os actos próprios pelos quais o homem e a mulher se dão, a relação íntima da mulher e do homem. Quando esta relação é isolada é mais apropriado chamar-lhe prostituição.
Precisamos de cuidar do nosso corpo e do nosso órgão sexual. Precisas de amar o teu corpo, pois foi Deus quem o fez.
Nós precisamos de combater o inimigo, principalmente porque ele se instala na sexualidade. E tudo porque a sexualidade é linda.

 
Sexualidade equilibrada Imprimir e-mail

Purificar o coração é o remédio para a uma sexualidade equilibrada

No Evangelho de São Mateus 5,8 Jesus diz: 'Felizes os puros de coração, porque verão a Deus'. A restauração da sexualidade parte de dentro coração, a génese de todo o vício, impureza, pois é do coração que nascem o homicídio, o adultério e toda espécie de pornografia vem do coração.

Por isso, para viver a castidade é preciso passar pela purificação do coração com uma boa confissão, com o arrependimento dos pecados, e, de maneira especial, com a busca de equilíbrio dos nossos afectos, a temperança, o autodomínio diante dos desejos que temos em relação a esta área da nossa vida.

Então vamos pedir ao Espírito Santo que Ele venha tocar em nós: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém".

 
O sentido do sexo no plano de Deus Imprimir e-mail

O sentido do Sexo no plano de Deus

"Sereis uma só carne"

Vamos reflectir um pouco sobre o sentido do sexo no plano de Deus, na nossa vida. Deus e a Igreja olham para o sexo como algo muito importante. Deus quis que existissem dois sexos, então cada um de nós é parte daquilo que é o seu sexo. O sexo não é apenas um ingrediente da sua pessoa, é a sua pessoa. Deus quis que o casal fosse assim feliz: "sereis uma só carne".
O livro do Génesis diz que Deus os criou homem e mulher e disse: "crescei, multiplicai-vos e enchei a terra". E assim toda a riqueza do sexo masculino enriquece o sexo feminino e vice-versa. O sexo vai muito além do nível físico, ele vai ao nível do intelecto, do coração, por isso é muito importante que amemos o nosso sexo: se Deus me fez homem, devo gostar de mim como homem. Se Deus me fez mulher, devo gostar de mim como mulher. É importante que queiramos ser o que Deus quer. Ninguém é feliz se não aceita o plano, a vontade de Deus.
Qual o sentido do sexo no plano de Deus? O sentido unitivo e procriativo. Em relação ao procriativo vemos que Deus disse: "crescei, multiplicai, enchei a terra". Deus quer que tu geres o teu filho e não quer que nenhum filho venha a este mundo de outro jeito que não seja através da relação do pai e da mãe no acto de gerar esta criança - gerada no calor de amor de seu pai e da sua mãe.
Deus não quer sexo sem vida e não quer vida sem sexo, ou seja, vida gerada por fertilização, etc. A coisa mais bonita que podemos fazer neste mundo é sermos pais e mães: um dia os navios vão parar de navegar, as estrelas vão parar de brilhar, mas os nossos filhos nunca vão passar, pois são a imagem e semelhança de Deus. O casal é a fonte da vida através da vida sexual. Aqui está a alta dignidade do sexo.
A segunda dimensão é a da unidade do casal. Deus disse: "vós sereis uma só carne" - carne, na Bíblia, quer dizer natureza humana e esta união dá-se também no plano físico. Então o acto sexual é a celebração mais profunda do amor conjugal, o ápice - "o meu corpo é da minha mulher, pois fiz uma aliança com ela". Mas Deus deixa bem claro: o sexo é no casamento.
O sexo no lugar certo, no plano de Deus, na família, no casal é uma maravilha, mas, fora do casamento é uma desgraça. É preciso que os jovens entendam porque é que a Igreja diz que o sexo é só no casamento, é porque esta Mãe te ama muito. Quantas doenças venéreas espalhadas pelo mundo! Os Estados Unidos e a Inglaterra estão a incentivar os seus jovens à abstinência sexual, para que não vivam o sexo fora do casamento. Por quê? Porque ninguém é mais sábio do que Deus: se Deus nos propõe uma lei é porque Ele é bom para nós.
O sexo é para viver no casamento - fora dele há tragédia. Por isso a Igreja diz-te: "Vive a Lei de Deus e vais ser feliz!"
"O jovem não foi feito para o prazer, mas para o desafio". Aceita o desafio de viver a castidade.

 
A felicidade dos namorados Imprimir e-mail

A felicidade dos namorados está na grandeza da alma

Nem sempre será fácil para começar e terminar um namoro

Vai muito longe o tempo em que os pais arranjavam os casamentos para os seus filhos. Se queres encontrar alguém terás que procurá-lo. Normalmente, é no próprio ciclo de amizades e ambiente de convívio que os namoros começam. Sabemos que o ambiente molda, de certa forma, a pessoa; logo, deverás procurar alguém naquele ambiente que há os valores que prezas. Se és cristão, então, procura entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens, entre outros, a pessoa que procuras.
O namoro começa com uma amizade, que pode ser um pré-namoro que vai evoluindo. Não mergulhes de cabeça num namoro, só porque ficaste "fisgado" pelo outro. Não vás com muita sede ao pote, porque podes quebrá-lo. Sente primeiro, por intermédio de uma pura amizade, quem é a pessoa que está à tua frente. Talvez já neste primeiro relacionamento amigo saberás que não é com esta pessoa que deverás namorar. É o primeiro filtro, cuja grande vantagem é não ter ainda qualquer compromisso com o outro, a não ser de amigos.
Nem sempre será fácil para ti começar e terminar um namoro. Especialmente hoje, com a maior abertura do país, logo as famílias são também envolvidas, e isto faz o namoro tornar-se mais comprometido. Se não explorares bem o aspecto saudável da amizade, pode ser que o teu namoro venha a terminar rapidamente porque te decepcionaste com o outro. Isto poderia ter sido evitado se, antes, tivessem sido bons amigos. Não são poucas as vezes em que o término de um namoro envolve também os pais dos casais, e isto nem sempre é fácil de ser harmonizado.
O namoro é o encontro de duas pessoas, naquilo que elas são e não naquilo que elas possuem. Se quiseres conquistar um rapaz só por causa da sua beleza ou do seu dinheiro, pode ser que amanhã não te satisfaças só com isto. Às vezes uma pessoa simpática, bem humorada, feliz supera muitos que oferecem mais beleza e perfeição física que ela.
Infelizmente, a nossa sociedade troca a “cultura da alma” pela “cultura do corpo”. A prova disso é que nunca as cidades estiveram tão repletas de academias de ginástica, salões de beleza, cosméticos, cirurgias plásticas, etc., como hoje. Investe-se ao máximo naquilo que é a dimensão mais inferior do ser humano – embora importante – o corpo. É claro que todas as jovens querem namorar um rapaz bonito, e também o mesmo vale para os jovens, mas nunca te esqueças de que o mais importante é “invisível aos olhos”.
O que é visível desaparece um dia, inexoravelmente ficará velho com o passar do tempo. Aquilo que não vês: o caráter da pessoa, a sua simpatia que se mostra sempre atrás de um sorriso fácil e gratuito, o seu bom coração, a sua tolerância com os erros dos outros, as suas boas atitudes, etc., isto tudo não passará, isto o tempo não poderá destruir. É o que vale.
Se comprares uma pedra preciosa só por causa do seu brilho, talvez compres uma “jóia” falsa. É preciso que conheças a sua constituição e o seu peso. O povo diz muito bem que “nem tudo que reluz é ouro”. Se te frustras no plano físico, poderás ainda realizar-te nos planos superiores da vida: o sensível, o racional e o espiritual. Mas, se te frustrares nos níveis superiores, não haverá compensação no nível físico, porque ele é o inferior, o mais baixo.
A tua felicidade não está na cor da pele, no tipo do cabelo e na altura do corpo, mas na grandeza da alma. Já reparaste quantos belos e belas artistas terminam de maneira trágica a vida? Nem a fama mundial, nem o dinheiro em abundância, nem os “amores” mil, foram suficientes para fazê-los felizes. Faltou cultivar o que é essencial; aquilo que é invisível aos olhos. Tenho visto muitas jovens frustradas porque não têm aquele corpinho de manequim, ou aquele cabelo das jovens que fazem as propagandas dos “Shampoos”; mas isto não é o mais importante, porque acaba.
A vida é curta - mesmo que tu, jovem não percebas – e, por isso, não podemos gastá-la com aquilo que acaba com o tempo. Os homens de todos os tempos sempre quiseram construir obras que vencessem os séculos. Ainda hoje podes ver as pirâmides de 4000 anos do Egito, o Coliseu romano de 2000 anos, e tantas obras fantásticas. Mas a obra mais linda e mais duradoura é aquela que se constrói na alma, porque esta é imortal. Portanto, ao escolher o namorado, não te prenda nas aparências físicas, mas desce até às profundezas da tua alma. Procura lá os teus valores.
Felipe Aquino

 
Aos Noivos Cristãos Imprimir e-mail

Aos Noivos Cristãos

Vós quereis casar na Igreja porque valorizais o Sacramento do Matrimónio, e tendes razão. Somente Deus pode assegurar a permanência do vosso amor e a possibilidade de terdes uma família feliz.
Porém tendes que vos preparar bem, pois um Sacramento é algo sagrado e precisa de ser recebido com fé.
Ter uma esposa não é o mesmo que comprar uma bicicleta, nem se troca de marido como se troca de vestido. Não é certo?
Para se fazer a primeira comunhão pede-se um ou dois anos de catecismo. O mesmo para o Crisma. E para o Sacramento do Matrimónio, que compromete para toda a vida, também deveis ter um tempo suficiente de preparação.
O namoro é o início de um futuro...
O namoro é certamente uma das mais significativas experiências da vida humana. Trata-se de amar e ser amado, acolher e ser acolhido, escolher e ser escolhido.
O namoro é o início de um futuro, de um ideal, de uma missão. O namoro é um tempo chamado hoje, mas com olhar para o amanhã. Começa aqui a preparação para a missão de ser esposo(a), de assumir a paternidade, de unir definitivamente a vida com alguém.
O namoro é um tempo de auto-conhecimento, de saída de si e doação de si. É um tempo de crescimento, sofrimento e amadurecimento da personalidade, dos valores e dos ideais.
Namorar não é dormir juntos, mas acordar e viver juntos acordados. Ou seja, namoro é diálogo, confidência, conscientização. É uma etapa de preparação para o casamento.
Vivemos uma cultura da satisfação e do imediatismo que transforma o namoro em passatempo, camaradagem, companheirismo, parceria erótica. Que pena! Que ilusão! Que frustração! No namoro deve falar mais alto o coração que o instinto.
O conhecimento um do outro não passa necessariamente pelo sexo. A liberdade sexual da nossa época criou uma "nova opressão". As pessoas sentem-se obrigadas a consumir o prazer, são pressionadas pelo erotismo.
A nossa civilização está doente e as grandes vítimas são os jovens. O corpo é apenas uma das dimensões da sexualidade humana. Onde ficam os sentimentos, as emoções, o coração, a ternura e o amor? É preciso aprender a domesticar os instintos com vistas ao desenvolvimento da personalidade.
O sexo eufórico e fácil é falso. Ninguém morre por falta de sexo, mas ninguém pode viver sem o afecto, a ternura, o amor. Namorar não é "aproveitar a juventude", mas semear na juventude para colher amanhã. No namoro, já começa a educação dos futuros filhos e o alicerce da família.
É pela falta de um namoro autêntico que se realizam casamentos apressados, forçados, imaturos, dolorosos, interesseiros, inseguros e sem amor.

 
Sete armas contra o mal Imprimir e-mail

Papa ensina sete armas espirituais na luta contra o mal

1. Ter cuidado e preocupação de trabalhar sempre para o bem;
2. Crer que, sozinhos, nunca poderemos fazer nada de verdadeiramente bom;
3. Confiar em Deus e, pelo seu amor, não temer nunca a batalha contra o mal, seja no mundo, seja em nós mesmos;
4. Meditar com frequência nos factos e palavras da vida de Jesus, sobretudo na sua Paixão e Morte;
5. Recordar-se que devemos morrer;
6. Ter fixa na mente a memória dos bens do Paraíso;
7. Ter familiaridade com a Sagrada Escritura, levando-a sempre no coração para que oriente todos os pensamentos e todas as acções.

"Um belo programa de vida espiritual para cada um de nós!", diz o Papa Bento XVI.

 
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