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A Mulher
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Como se vestir bem? |
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Como se
vestir bem?
Precisamos de nos vestir bem, sem sermos ocasião de pecado
para os outros
Falar de roupa é algo delicado, pois não existe uma fórmula,
muito menos um padrão para dizer o que é certo e o que é errado. Na verdade,
acredito que existem meios para nos vestirmos segundo o que desejamos
expressar. Ou seja, a roupa diz do meu ser, do que gosto, daquilo em que
acredito e até mesmo da minha fé. O formato do corpo da mulher chama a atenção
por si só, portanto, a roupa favorecerá a modéstia ou a sensualidade que ela
quer passar. Se você é cristã e deseja ser vista como uma filha de Deus, respeitada
pela sua beleza, este artigo é para você.
A mulher precisa de cultivar a virtude da modéstia, que está
dentro das quatro virtudes humanas: prudência, temperança, justiça e fortaleza.
A modéstia encaixa dentro da virtude da temperança. A mulher modesta é aquela
que se veste com elegância, beleza e feminilidade.
Uma questão de consciência
Precisamos de nos vestir bem, sem sermos ocasião de pecado
para os outros. Precisamos de nos perguntar: “Esta roupa que eu visto leva o
outro a ver-me como um objecto sexual?”. Não é uma questão de dizer que o homem
é sem vergonha, pois se a mulher faz questão de exibir certas partes do seu
corpo, provocando-o, é bem provável que isso despertará a sensualidade e os
desejos eróticos nele. Roupas curtas, calça colada, blusas decotadas e
minissaias provocarão a imaginação do homem e não o ajudarão a viver a pureza e
a santidade. Portanto, é questão de consciência, não de regras.
“O vosso adorno não consista em coisas externas, tais como
cabelos trançados, joias de ouro, vestido luxuosos, mas na personalidade que se
esconde no vosso coração, marcada pela estabilidade de um espírito suave e
sereno, coisa preciosa diante de Deus” (I Pedro 3,3-4).
Pense nisto! É a sua personalidade, o seu jeito de ser e os seus
valores que farão de você uma mulher bela e de valor. Por isso, peça a ajuda da
Virgem Maria para se vestir de acordo com o plano original de Deus para você.
Estou nesta luta e uno-me a você, que deseja ser uma mulher segundo o coração
de Deus!
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Como ser elegante sem ser vulgar |
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Como ser
elegante sem ser vulgar
Temos a capacidade de escolhermos roupas que nos deixarão
lindas, apresentáveis e elegantes em vez de sensuais e vulgares
Toda a mulher gosta de receber elogios. É a força da palavra
de afirmação que a motiva a ser uma pessoa melhor. Existem os elogios
esperados, como aqueles após se preparar para uma festa, depois de uma ida ao
salão para um novo corte de cabelo, ao preparar-se para um passeio ao shopping
ou um encontro à noite ao cinema. O facto de se preparar para sair com os
amigos, já activa o desejo de ouvir: “Nossa, como você está linda!”; “Amei o
seu look!”; “Wow, você arrasou com este novo corte de cabelo!”; “Adorei as
luzes que você fez!”; “Que cor de esmalte linda nas suas unhas!”; “Você é
linda, mas hoje está ainda mais!”; e por aí adiante. O mais frustrante, nesses
momentos, é não escutar elogio nenhum; então, a sensação de que não está linda
toma conta da sua imaginação. Algumas mulheres, no entanto, para chamar à
atenção, tendem a escolher um estilo vulgar em vez de uma maneira modesta de se
vestir.
Mulheres, para atraírem a atenção das pessoas, não é preciso descaracterizarem-se
da sua identidade de filhas de Deus. Vocês podem ser atraentes, belas, puras e
elegantes. Elegância, segundo o dicionário online de português, significa
“graça, distinção nas formas, nas maneiras e nos trajes. Arte de escolher
vestes e apresentar-se com elegância”. Ou seja, nós temos a capacidade de
escolher roupas que nos deixarão lindas, apresentáveis e elegantes em vez de
sensuais e vulgares.
A palavra “vulgar”, segundo o dicionário online de português,
“é uma pessoa que se porta ‘inadequadamente’ na sociedade, que não se sabe vestir,
usa roupas curtas, mas não têm postura para usá-las.” Ou seja, a vulgaridade é
uma consequência da personalidade da pessoa, da sua maneira de se comportar na
sociedade e assim se vestir.
Afectividade Feminina
A máxima – “o agir segue o ser” – de Aristóteles, ensina que
a personalidade da pessoa é compreendida, também, na maneira dela se comportar.
A vulgaridade não é somente uma questão de roupas ou acessórios, mas na maneira
de ser, falar, andar, comer, gesticular, etc. A elegância na mulher faz-se
presente no seu jeito de olhar, falar, comunicar-se, andar, vestir-se e tudo
que diz dela.
Como é que você se tem comportado? As suas vestimentas dizem
da sua personalidade?
A roupa diz muito de quem somos. Portanto, se você quer ser
vista como uma filha amada por Deus, que tem o seu valor, é preciso escolher
vestir esta verdade. Peça ao Espírito Santo que a ajude a ser uma mulher
modesta.
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A mulher |
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As características
de uma mulher de valor
Como alcançar a mulher de valor?
“A mulher de valor
proporciona sempre o bem, a alegria, nunca desgosto. Trabalha com prazer e
cinge-se com firmeza. Redobra a força dos seus braços. Fortaleza e dignidade
são os seus adornos, e sorri para o futuro. Abre a boca para a sabedoria e uma
instrução bondosa está na sua língua” (confira Provérbios 31, 10-31).
Onde está a mulher de valor? Como se pode alcançar? Ela é
fruto da conquista de cada momento. É preciso fazer bem todas as coisas e dar
sentido a tudo o que se realiza. As decisões da vida quotidiana constroem-na.
Ela escolhe bem cada momento. Ela sabe viver bem o hoje, para assim, dar
oportunidade a Deus de a reconciliar com o seu passado. Ela vive a simplicidade
de cada momento e só assim sabe proporcionar alegria, sem nunca dar desgosto a
ninguém. A sua beleza vem desta sabedoria de viver bem o tempo que se chama
hoje. Ela é bondosa, porque sabe ser agradecida, fez a experiência de receber
mais do que mereceu.
Ah! A mulher virtuosa! Onde encontrá-la? Ela está longe de
mim? Ela parece um ideal, porque, na verdade, encontro outra pessoa dentro de
mim. Eu procuro-a com todas as minhas forças.
“Senhor, transforma a
mulher velha (em mim) em nova, dou-Te livre acesso. Eu quero ser a Tua alegria.
Eu quero ser uma mulher de valor”. Alegria, louvor, gratidão, acolhimento,
disponibilidade, simplicidade, eis as características de uma mulher de valor.
Vera Lúcia Reis
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Como vencer o medo do parto |
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Como vencer o
medo do parto
Algumas gestantes, especialmente de “primeira viagem”,
geralmente sentem insegurança sobre a forma como querem ter os filhos, e levam
consigo os temores do parto. É importante que, durante o pré-natal, as dúvidas
e inseguranças sejam acolhidas e conversadas honestamente. À medida que a data
do parto se aproxima, é normal sentir um certo nível de angústia. Ter medo do
desconhecido é normal. Esquecer esta sensação de angústia, ao conversar com
alguém, é uma das soluções para enfrentar o medo do parto.
É comum que parentes e amigos queiram ajudar e ofereçam dicas
sobre os mais diversos pontos da gestação e do parto. Porém, devemos lembrar
que as experiências de vida são únicas. O que foi excelente para a colega de
trabalho pode não ser para ti. As pessoas querem que vivamos a experiência que
elas viveram e gostaram, porém, se esquecem desta individualidade e geram
conflito ao transmitir informações diferentes.
Toda a mulher tem o direito de saber os prós e contras da
cesárea e os benefícios do parto normal para fazer uma opção consciente e
responsável. Aconselho que a gestante e o seu parceiro visitem as instalações
da maternidade do hospital que escolheram. Lá, poderão ver como é a área de
emergência, as salas de parto, etc. Além disso, eles também poderão conhecer a
equipa responsável que irá recebê-los na hora do parto. Assim é possível
diminuir a ansiedade e ganhar mais confiança.
É essencial estar bem informada, principalmente, sobre o que
for relacionado ao momento do nascimento. Não hesite em perguntar ao seu médico
obstetra todas as dúvidas que surgirem. É importante aceitar a mudança e saber
que foi o melhor para ti e para o teu filho.
Dicas para superar o medo do parto
– Desde o começo da gravidez, é muito importante frequentar
cursos de preparação para o parto. Este tipo de curso traz muitos benefícios,
entre eles ajudar a entender que a gravidez e o parto são processos naturais.
Por isso, não há que temer. A mulher aprenderá a relaxar e a respirar
adequadamente, diminuindo assim, o medo do parto.
– Existem diferentes técnicas de relaxamento que ajudam a
aliviar o estado de ansiedade. Além disso, estas técnicas também são úteis para
controlar as emoções negativas, e a massagem específica para gestantes promove
o relaxamento e, ainda combate o inchaço e o cansaço típicos da gestação.
– Não deixe para escolher o pediatra do seu filho somente
após o nascimento. Conhecendo-o já, você poderá tirar algumas dúvidas e, na
hora do parto, terá mais confiança e tranquilidade.
– Descanse. No primeiro trimestre, a alta de progesterona
pode causar sonolência excessiva. Se puder, aproveite para descansar depois do
almoço ou mude a rotina nocturna e vá para a cama mais cedo. Tentar inibir o
sono de qualquer maneira pode deixá-la ainda mais irritada.
– Reze, ore, medite. Confie em Deus (que lhe vai dar uma
linda prenda), e se permitir depositar todas as suas esperanças n’Ele, para que
fique no comando de tudo, pode ser libertador. Você também pode ler a bíblia ou
ouvir música religiosa preferida, palavras de conforto poderão ser de grande
ajuda. Vá à sua paróquia receber a bênção para um bom parto.
– Um imprevisto não é o fim. Se você estava a planear um
parto normal e terá que fazer uma cesariana, mesmo no caso do parto adiantar,
não há que temer. É preciso ter total confiança nos profissionais que a estão a
atender. Este tipo de situação exige calma e serenidade especialmente por parte
da mãe.
– O apoio do parceiro também é essencial. O pai tem um papel
fundamental durante a gravidez. Partilhar os medos com ele irá ajudar a
desabafar e ver as coisas de uma perspectiva diferentes.
Desejamos que o seu parto seja realizado com tranquilidade e
paz, temos a certeza de que será uma experiência única, que trará como
resultado o seu maior presente: o já tão amado filho. Que o bebé traga ainda
mais alegrias e união para toda a família, e que esta nova etapa seja uma
experiência rica de conhecimento e amor. Felicidades, mamã!
Heda Cristina Bilard
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Preferiu ficar cega a interromper uma gravidez |
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A mulher que
preferiu continuar cega a interromper uma gravidez
O exemplo dela inspirou um filme
Márcia Bonfim Vieira, tinha 15 anos e ficou grávida. Dois
meses depois, foi acometida por uma cegueira provocada por uma uveíte, doença
que causa inflamação nos olhos. A jovem, então, tinha uma escolha a fazer:
continuar com a gravidez ou interrompê-la para fazer uma cirurgia e voltar a ver.
“Eu tinha consciência
que dentro de mim existia uma vida que dependia de mim para viver, e isto deu-me
muita força”, disse a mulher.
Márcia escolheu ser mãe, mesmo que isto lhe custasse a visão.
“Em nenhum momento me sinto uma super mãe por esta decisão. Fiz o que deveria
fazer”, acrescentou.
De acordo com a Márcia, todos os médicos a orientaram para
que abortasse. “Eles disseram que o bebé também poderia nascer com alguma
deficiência, o que dificultaria as coisas para mim por eu ser nova. Mas não
achei nada complicado”, concluiu.
Vinte anos depois disso, Márcia teve outra filha: “Sou
totalmente a favor da vida, viver é uma dádiva de Deus. Eu amo viver. Aprendi a
ver o mundo de outro ângulo”, comenta a mãe-coruja, que, hoje, também é atleta
paralímpica de golbol.
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O que é preciso para ser uma mulher de fé? |
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O que é preciso
para ser uma mulher de fé?
Tudo, absolutamente tudo, muda na vida de uma mulher se ela
tem fé
Já ouvi, muitas vezes, que a “fé é o exercício da memória”. É
a capacidade de não somente lembrar-se do que é eterno e amável, mas também, de
ser guiada por essas lembranças. Pela fé, sabemos que não são apenas
lembranças, mas marcas profundas que trazemos pelas experiências que tivemos
pelo caminho.
As lembranças que trazemos moldam-nos sem que percebamos.
Elas dão caminho às nossas decisões, mas, também, às acções e reacções. Por
meio da memória, posso observar claramente como a minha fé foi construída e
entender que ela existe, e é vivida nas relações. Posso ter fé em mim mesma, fé
em alguém e em Deus.
Tudo, absolutamente
tudo, muda na vida de uma mulher se ela tem fé. Uma mulher que confia em Deus,
confia em si mesma e também no outro, para estabelecer com ele relações
duradouras e fecundas, podendo viver novas experiências ou dando a si outras
chances quando as decepções chegam.
A nossa fé não pode depender de situações
Toda a realidade interior, para se manter viva e com
qualidade de existência, necessita de alimento. A fé de uma mulher precisa de
alimento nobre e seguro. Às vezes, temos a tentação de fazer com que a fé em
alguém seja um alimento, mas, sabemos que o ser humano falha e a nossa fé mais
profunda não pode depender de instabilidades, incoerências ou decepções.
A convivência com pessoas que amamos provoca em nós vários
gestos de confiança, mas toda a fé depositada num ser humano deve vir
acompanhada de misericórdia e caridade, pois, o amor humano não subsiste sem
uma elevada porção de compreensão, humildade e recomeços. Sim, uma mulher pode
alimentar-se de bons relacionamentos para manter a sua fé em pé e cada vez mais
amadurecida e forte, porém, não deve depender da perfeição desses vínculos para
ser fiel, porque eles realmente não existem com perfeição, somente com perfeito
esforço.
Uma mulher inteligente ama a verdade
Uma mulher inteligente ama a verdade e busca-a com toda a intensidade
do seu ser. Precisa de estar actualizada diante de tantos estímulos modernos,
que pretendem insistentemente dissolver a sua vida interior. Precisa ler bons
livros, que não alimentem somente os seus afectos e sede de boas sensações e
emoções, mas, que dêem resistência e solidez à sua mentalidade; precisa de ver
bons filmes e estimular a abertura à sua realidade e, também, aos que estão à
sua volta; ouvir pregações que a levem a um lugar cada vez mais sagrado na sua
alma. Uma mulher inteligente precisa, constantemente, de dar conteúdos bons a
si mesma e alargar a capacidade de compreensão da sua alma, crescer
espiritualmente não somente com as experiências providentes da vida, mas
deliberadamente com esforço e vontade forte. Isto é alimentar a sua fé.
Tudo fica diferente numa mulher quando ela passar a entender
que nem tudo o que ela sente é real, e que a alma precisa de alimento sólido
para amadurecer, crescer e, assim, fazer boas escolhas. Por isso, antes de se
tornar uma mulher de fé, é preciso tomar uma decisão que implicará em gasto de
tempo e esforço; a menos que essa mulher decida ficar “sempre a mesma”. O que
não é real, porque, quem pára no tempo anda para trás, com mais velocidade do
que se imagina e sente.
Alimentar a fé não é uma atitude apenas emocional, não é um
impulso sentimental. Mas sim uma decisão consciente e bem acordada. Do mais
secreto lugar numa alma feminina, no seu lugar mais consciente e comprometedor,
é que uma mulher decide mudar. A fé é um dom de Deus, mas a melhora e o crescimento
dela depende de uma decisão interna. É uma das decisões mais importantes da
vida, pois muda um destino inteiro. Mulher, decide-te a ser uma pessoa movida
pela fé em Deus!
Isto sim é típico de uma mulher de fé, porque, ela deixa-se
mover pelo Espírito de Deus. Uma mulher de fé é uma mulher de decisão, ainda
que discreta e silenciosa.
A partir de uma Mulher discreta, silenciosa e muito decidida,
Deus pôde interferir na história da humanidade inteira! É preciso agir
interiormente. Isto é uma mulher de fé. Tu queres ser uma mulher assim?
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O poder da oração da mulher na família |
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O poder da
oração da mulher na família
A família precisa de aprender o que é a fé, aprender a rezar,
amar a Deus e as pessoas
O momento actual pede mulheres que, mesmo diante de um mundo
hostil, encontrem tempo para ler a Palavra de Deus e obedecer-lhe, para
exercitar a oração e o jejum, buscar sempre a Eucaristia para bem da sua
família.
Muitas mulheres acreditam que tudo pode ser mudado pelo poder
da oração, que nenhuma lágrima cai no chão antes de passar pelo trono da graça
no Céu.
Mulheres que, apesar de terem o seu filho desenganado pelos
médicos, se prostraram e voltaram para casa com o seu bebé vivo e sadio; que se
dobraram diante da perda de seu filho, mas continuaram a pedir para que outros
vivessem; que serviram incessantemente na sua casa, para que todos se pudessem manter
unidos, para que a família não se perdesse e fosse evangelizada e evangelizasse
ao seu redor.
Mulher, se você aceitar o convite de Deus para uma vida de
santidade, para uma vida de discípula em constante formação e missão
evangelizadora, com certeza Deus entrará na sua casa e na vida da sua família.
O Professor Felipe Aquino diz: “Mãe, foste criada não só para
dar a vida aos homens, muito mais do que isso, para semear o amor entre eles.
Ser mãe é tão digno, que até o próprio Deus quis nascer de uma mãe”. Ser mãe é
uma vocação, o maior de todos os chamados que chega à vida de uma mulher e nos
mostra que temos um ministério a ser exercido, o qual vai além da questão de
ser mãe biológica ou jurídica. Este convite exige atitudes que caracterizam uma
verdadeira mãe, mesmo para aquelas que, por questões profissionais, não conseguem
ser mães a tempo inteiro.
Num mundo em que a jornada de trabalho feminino é grande e a
destruição das famílias é arquitectada e executada com maestria, precisamos de
mulheres que se coloquem na linha de frente, combatendo pelos seus, que
derramem a sua alma, contando para Deus sobre a sua família e pedindo que Ele
venha em socorro de todas as suas necessidades.
Como cristãs, estas mulheres são chamadas para o compromisso
de catequistas, pois a família precisa de aprender o que é a fé, aprender a
rezar, amar a Deus e as pessoas. Quando nós colocamos os valores cristãos em
nossa casa, formamos também o carácter dos nossos familiares, semeando bondade
e pureza no coração. É Deus a dizer: “Preparem os seus para poderem, um dia,
desfrutar do Céu”.
Muitas vezes, perdemos tempo a discutir o tamanho dos
problemas, desde os chamados menores como dinheiro, poder e vida profissional,
até aos problemas maiores como saúde, casamento, drogas, sexo e prisão. Não
importa o tamanho do seu problema, todos precisam de alguém que ore por eles.
Deus não se detém no tamanho do problema, porque para Ele nada é grande nem
pequeno, pois Ele é o Deus do impossível. Por isso a importância da sua
disponibilidade para se colocar como intercessora da causa do outro,
principalmente da sua família.
Podemos aprender com histórias bíblicas de várias mulheres
que se destacaram no ministério de ser intercessora, cada uma com o seu chamamento
particular, mas também alguns que são comuns.
Exemplos de mulheres de fé
A Bíblia mostra exemplos de mulheres que mudaram a história
da vida familiar, encontrando tempo para rezar por eles. Maria foi chamada a
abrir mão dos seus sonhos para participar do plano de salvação da humanidade, e
mesmo sendo uma adolescente, respondeu ao convite de Deus.
No Antigo Testamento, uma mulher corajosa enfrentou as ordens
do Faraó do Egipto, escondendo o seu filho para não ser morto e depois
colocando-o num cesto para que a filha do inimigo o acolhesse e o preparasse
sem saber para ser o libertador do povo de Deus da escravidão. Diante destes
acontecimentos, esta criança, Moisés, teve a sua irmã Mírian velando por ele; e
quando a filha do faraó o resgatou, ela estava ali para lhe propor uma ama
judia. Ana esperou vários anos para poder engravidar de Samuel e desprendeu-se
deste filho tão querido, para que, depois, Deus o usasse como juiz profeta para
o povo hebreu.
Vida de oração
Estes exemplos ensinam que com Deus estas mulheres fizeram a
diferença. Quando a mulher coloca os joelhos no chão, muitas vitórias são
proclamadas e as graças acontecem para a honra e glória de Deus Pai.
Tu, mulher, que queres restaurar a tua vida e a da tua
família, reza sempre, sem cessar. A oração é o motor que vai colocar a fé em
movimento e impulsionar mudanças.
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A importância da maternidade |
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A importância
da maternidade
O Papa Paulo VI disse a um grupo de casais que: “A dualidade
de sexos foi querida por Deus, para que o homem e a mulher, juntos, fossem a
imagem de Deus, e, como Ele, nascente da vida”. Isto é, doando a vida, o casal
humano torna-se “semelhante” a Deus Criador. Pode haver missão mais nobre e
digna do que esta na face da terra? Ensina a Igreja que “o homem é a única
criatura que Deus quis por si mesma” (GS,24). Tudo o mais foi criado para nós.
O Catecismo da Igreja ensina que: “A fecundidade é um dom, um
fim do matrimónio, porque o amor conjugal tende a ser fecundo. O filho não vem
de fora acrescentar-se ao amor mútuo dos esposos; surge no próprio âmago dessa
doação mútua, da qual é fruto e realização.” (§ 2366).
“Chamados a dar a
vida, os esposos participam do poder criador e da paternidade de Deus. Os
cônjuges sabem que, no ofício de transmitir a vida e de educar – o qual deve
ser considerado como missão própria deles – são cooperadores do amor de Deus
criador“ (§ 2367).
“A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem
nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais” (CIC,
2373; GS, 50,2). “Os filhos são o dom mais excelente do Matrimónio e constituem
um benefício máximo para os próprios pais” (§ 2378).
Será que acreditamos de facto nestas palavras da Igreja?
Lamentavelmente estabeleceu-se entre nós, também católicos, uma cultura
“anti-natalista”. O Salmo 126 diz com todas as letras: “Vede, os filhos são um
dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”. “Feliz o homem que assim
encheu a sua aljava…”(Sl 126, 3-5).
Nunca a mulher poderá realizar-se mais noutra vocação do que
na maternidade. É aí que ela coopera de maneira mais extraordinária com Deus na
obra da criação e, consequentemente, é aí que ela encontra a sua maior
realização. São Paulo afirma a Timóteo que: “A mulher será salva pela
maternidade” (1 Tm 2,15). Isto não quer dizer que a mulher que não é mãe não se
salva; mas o Apóstolo quer mostrar a força santificadora da maternidade. E há
também as mães do “coração”.
Deus quis que cada filho fosse gerado no ventre de sua mãe;
até mesmo o Verbo encarnado. A missão da mãe está ligada directamente à vida.
Ela gera e educa o filho para a sociedade e para Deus. Por isso, a maior
contradição é uma mãe abortar o seu filho.
A mãe é a primeira educadora do homem; ela molda-o para viver
as virtudes, o amor ao próximo, a civilidade, e desenvolver todos os seus
talentos para o bem próprio e dos outros.
“Educar é uma obra do coração”, dizia Dom Bosco, por isso a
mãe tem o primado do amor. Com paciência e perícia ela vai tirando os maus
hábitos do filho e fomentando as virtudes dele. Michel Quoist afirmava “que não
é para si que os homens educam os seus filhos, mas para os outros e para Deus”.
É na educação dos filhos que se revelam as virtudes da mãe. Sem o carinho e a
atenção da mãe a criança certamente crescerá carente de afecto e desorientada
para a vida. Sem experimentar o amor materno o homem futuro será triste. É no
colo da mãe que a criança aprende o que é a fé, aprende a rezar e a amar a Deus
e as pessoas. É no colo da mãe que o homem de amanhã deve aprender o que é a
rectidão, o carácter, a honestidade, a bondade, a pureza de coração. É no colo
materno que a criança aprende a respeitar as pessoas, a ser gentil com os mais
velhos, a ser humilde e simples e a não desprezar ninguém.
A maternidade é o amor de Deus encarnado na mulher.
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Conselhos de uma mãe imperfeita |
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CONSELHOS DE
UMA MÃE IMPERFEITA
Antes mesmo de ter nos braços o nosso filho, recebemos
incontáveis conselhos e dicas “infalíveis” de como sobreviver à maternidade.
Depois que o bebé nasce, então…toda a gente é expert na criação de filhos,
menos tu. Toda a gente sabe o que fazer para acalmá-lo numa crise intensa de
choro, menos tu.
Toda a gente parece saber o que é melhor para ele, exceto…tu.
A melhor hora para o banho; a melhor maneira de o fazer
dormir. Ensinam-nos até o que devemos ou não comer. Dão-nos conselhos para o
casamento não ir por água abaixo, dão-nos conselhos para conciliarmos
Maternidade com o emprego, ensinam-nos a amamentar, incentivam-nos a perder
peso o mais rápido possível e a sempre que puder ser, tirar um tempo para o
casal.
Decorei alguns desses conselhos maravilhosos que prometem
resolver todos os nossos problemas. E tentei colocar o máximo possível em
prática quando as minhas meninas nasceram.
A única coisa que eu não ouvi, de ninguém, foi: “PENSA EM TI”.
Ninguém me ensinou que para o meu casamento não afundar, eu
deveria pensar em MIM, em primeiro lugar! Ninguém me disse que para o meu bebé
estar TRANQUILO, *EU* me deveria tranquilizar, primeiro. Ninguém me perguntou
se EU queria realmente perder peso e se eu tinha tanta pressa para isso.
A sociedade quer ensinar-nos a ser mãe, profissional e esposa
nota 10, mas não ensina que para isso acontecer, é necessário PRIORIZAR-SE.
Dizem-nos que todo o nosso tempo será para o bebé, para
aproveitarmos e dormirmos o máximo que pudermos na gravidez, para evitarmos as nossas
comidas preferidas, para mantermos o cabelo mais curto pois é mais prático, e a
nossa sensualidade ativada para o marido “não sentir falta”.
Mas anulam completamente um facto importantíssimo: A FALTA
QUE NOS CAUSAMOS DE NÓS MESMAS.
Então, quer dizer que quando o meu filho nascer, eu vou
ganhar superpoderes, é isto?! Vou perder o sono, o cansaço, a vontade de comer,
vou multiplicar-me e ser 10 ao mesmo tempo, para dar conta do marido, do filho,
dos parentes chatos, do sexo, da casa… Mas…e DE MIM? Quem dará conta?
Quem dará conta que eu estiver exausta, a chorar e berrar,
feita uma louca dentro de casa? Quem dará conta quando eu começar a me
questionar o “PORQUÊ” de ter querido ter filhos?! Quem dará conta quando a
minha autoestima estiver em baixo e o meu nível de stress estiver nas nuvens?
Quem dará conta das minhas unhas roídas, do meu cabelo preso há 5 dias, das
minhas olheiras roxas?!
Quem dará conta da minha saúde mental e física abalada, do medo
e do pânico que me invadem a alma e que quase me paralisam de medo?
Quem dará conta de me comprar calcinhas novas e me tirar o
cheiro de leite?
Embora seja lindo e romântico dizer que as mães se tornam
super-heroínas, a verdade amiga, é que esses poderes não surgem
instantaneamente, nem instintivamente, como pintam por aí. Estes “poderes” da
maternidade só aparecerão quando estiveres, de facto, CONSCIENTE DO TEU NOVO
PODER. Consciente do teu novo papel no mundo. E isto só acontece quando nos
ouvimos! Quando temos TEMPO para nos redescobrirmos pós-parto, pós-casamento,
pós-maternidade.
Não fiques pelos cantos a culpar-te por não teres libido, por
não satisfazeres todas as vontades do marido, pois eu aposto que não estás a
satisfazer nem as tuas próprias.
Então, permitem-me um conselho de uma mãe imperfeita?
PENSA EM TI, ACIMA DE TUDO. Porque mais ninguém no mundo fará
isso! Pelo contrário, parece que o mundo se esquece das mães…
Parece egoísta ou utópico? Como é que uma mãe vai pensar em
si mesma antes de pensar nos filhos?! É que pensando em ti, dás prioridade a
ti, não anulando todas as tuas vontades, elevarás os teus índices de
serotonina, endorfina, que eleva a autoestima, que nos deixa confiantes, e tal confiança
devolve-nos o amor próprio, que nos dá tesão, tesão pelo marido e tesão DE VIDA
que é o mais importante! O tesão dá-nos FELICIDADE, motivação, empenho, e
felizes, nós driblamos os problemas muito melhor.
Uma mãe infeliz não pode criar filhos felizes. A equação não
fecha.
Então, antes de te doares absurdamente e absolutamente para
quem quer que seja, guarda um pouquinho de ti para casos de emergência.
E lembra-te que tu não te tornaste a Mulher Maravilha;
portanto, mesmo que queiras, não podes carregar o mundo nos ombros, lamento dizer-te!
Começa por abandonar as culpas que pesam tanto e preocupa-te
mais contigo em vez de escutar tanto a opinião alheia.
O teu filho não te vai achar uma mãe relapsa porque vais ao
ginásio ou ao curso de bolos decorados. Ele não vai crescer odiando-te porque
teve que passar algumas tardes na casa dos avós ou tios…mas ele não se perdoará
nunca por achar que a sua chegada a este mundo tornou a sua mãe frustrada e
triste.
Fica bem e eles estarão ÓPTIMOS!
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Quando é que as mães param para rezar? |
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Quando é que
as mães param para rezar?
Enquanto mãe, a minha obrigação primeira é amar e cuidar dos
meus; e ao fazer isto, estarei a amar e a honrar Nosso Senhor, e isto é rezar
Um dia, após ter tido o meu primeiro filho, fui com o coração
apertado conversar com um padre amigo, porque me estava a sentir distante de
Deus, já que, entre as mamadas, banhos, trocas de fralda, roupinhas para lavar,
serviços de casa e marido, não encontrava tempo para rezar.
Dentre tantas coisas que ele me disse, a que mais ficou
gravada foi: “Um filho nunca vem para afastar os pais de Deus, mas para os
aproximar”.
Fiquei com esta frase e fui conduzindo a minha vida. O tempo
foi passando e eu continuava a tentar adaptar as várias realidades do dia com a
minha espiritualidade.
Momentos de aridez sem conseguir rezar
Vivi momentos de aridez, de dias sem rezar o terço, de
semanas sem um estudo da Palavra de verdade; às vezes, uma olhadela, e acabava por
dormir com a caneta na mão, rabiscando coisas ilegíveis no papel.
Sei que nesse tempo fui amparada pela Eucaristia diária.
No meio a toda correria, não deixávamos de participar na
Santa Missa nem um dia. Isto foi o meu sustento. Hoje, graças a Deus, vivo um
tempo bonito de intimidade com Deus, de me sentir amada e perceber que o meu
amor por Ele também cresce cada dia.
Como consegui isto com tantas atribuições e tarefas a serem
realizadas? É o que quero partilhar contigo.
Rezar e trabalhar
A primeira e preciosíssima coisa foi entender a beleza de meu
chamado e a virtude a que sou convidada a viver como esposa e mãe.
Deus espera virtudes diferentes de cada vocação, de cada
estado de vida: a dos esposos é o amor e a fidelidade um para com o outro.
A das mães e pais é a virtude da paciência e o cuidado com os
filhos. Missões diferentes do que Ele espera de um sacerdote e de uma freira,
por exemplo.
Compreendendo isto, descobri que enquanto varria a minha
casa, poderia causar tanta alegria ao coração de Deus, como se passasse 40
minutos de joelhos em oração.
Não é que Deus não queira ver-me diante d’Ele a rezar, mas é
que, enquanto mãe, a minha obrigação primeira é amar e cuidar dos meus; e ao
fazer isto, estarei a amar e a honrar Nosso Senhor. Isto é rezar.
Fazer tudo com amor, é oração
A segunda coisa que aprendi com Santa Terezinha, que com
certeza aprendeu de seus pais São Luís e Santa Zélia (casados, pais de nove
filhos), é que a menor e mais simples atitude – feita com amor - é oração; é um degrau que sobe em direcção ao
céu.
Isto ajudou-me muito: passei a fazer do estender roupas no
varal, do lavar louças, do arrumar as camas, de um momento de actividade com os
meninos, do receber o meu esposo em casa com um beijo, a minha oração.
Consegui isto todos os dias e com perfeição? Não. Ainda não.
Às vezes, o cansaço, a irritação, as preocupações atrapalham o meu propósito,
mas continuo nessa busca; e quando consigo, é para mim um dia pleno da presença
de Deus.
Espiritualidade no casamento
A terceira coisa é aprender a fazer tudo na presença de Deus.
Desde o acordar, já nos podemos ir colocando em oração, agradecendo a Deus pelo
dia e consagrando a Ele todas as nossas atividades.
Recordo-me de um dia, um domingo de manhã, que acordei já
muito cansada, porque estava sozinha com as crianças desde sexta-feira, pois, o
meu esposo foi viajar em missão (para pregar um retiro). E percebi logo de
manhã, pela impaciência com os meninos, que o meu dia não seria fácil;
coloquei-me num cantinho da cozinha e comecei a orar, clamando que o Espírito
Santo viesse ajudar-me naquele dia, que viesse mudar o meu humor e nos ajudasse
a ter um dia agradável.
Eu não queria ser conduzida pelos meus sentimentos e pelo meu
cansaço, mas pelo Espírito de Deus. Foi incrível o que o Senhor realizou! Passámos
um dia tranquilo, divertimo-nos e fizemos tudo o que precisávamos de fazer em
paz.
Quando clamamos a presença e o auxílio de Deus e de Nossa
Senhora, Eles não nos desamparam. Assim, em tudo o que fizermos, podemos ir
pedindo, numa oração silenciosa ou não (é até bom que os filhos nos ouçam rezar),
que o Senhor venha estar connosco, que Maria venha ensinar-nos a ser mãe, que o
Espírito Santo preencha o nosso lar de amor e paz.
Isto é rezar, rezar constante, ao ritmo da vida.
São Paulo recomenda: “Orai em todo o tempo” (Ef 6,18). Isto
nós mães e esposas podemos e devemos fazer: enquanto amamentamos, enquanto
tomamos banho, enquanto fazemos o almoço, enquanto colocamos a criança para
dormir, é estar o tempo todo a falar com Deus. Falando de quê? De tudo.
Tudo que passa no coração: dores, medos, alegrias, dúvidas,
sofrimentos, sonhos. Isto é oração concreta.
Continue sempre a rezar
Outro ponto da espiritualidade do casado é entender que o
amor entre os esposos é a grande expressão da presença de Deus na família.
Estudando a “Teologia do Corpo” de São João Paulo II,
compreendi que o ponto forte da espiritualidade do casal acontece no acto
conjugal, onde esposo e esposa actualizam o sacramento, tornam-se expressão do
amor de Cristo pela Igreja e expressão do próprio Deus, que é comunhão, é
unidade.
Então, por exemplo, se uma esposa está indecisa sobre como
aproveitar o seu tempo, se rezando o terço ou unindo-se sexualmente ao seu
marido, penso que melhor para o casal – emocional e espiritualmente falando – é
a segunda opção; melhor ainda é se puderem os dois recitarem o terço juntos e
depois fecharem a espiritualidade do dia com a celebração do amor no seu leito
conjugal. Isto é oração, a mais bela oração de um casal.
Por fim, compreendi que tudo na nossa vida passa, só Deus
não.
As noites em claro vão passar; o cuidado, muitas vezes
exaustivo com o recém-nascido, vai passar; as inúmeras trocas de fraldas ou de
roupas sujas de papinha, vão passar; as preocupações com provas, tarefas e a
escola, vão passar; o trabalho profissional das esposas, que além da casa
também trabalham fora, com o tempo vai mudar.
As exigências próprias deste tempo
Então, o que vivemos hoje são exigências próprias deste
tempo, mas futuramente não as teremos e provavelmente voltaremos a ter mais
tempo para nos dedicarmos directamente à oração, às missões e actividades
pastorais nas nossas comunidades.
Conformemo-nos com o chamamento de Deus e alegremo-nos,
fazendo tudo com amor, porque esta é a maior e mais perfeita oração: “Agora
pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, mas o maior desses é o Amor” (1
Cor 13,13).
Assim, ao nos questionarmos sobre a espiritualidade de uma
esposa com a pergunta: “Quando é que ela reza?”, logo teremos a resposta também
em forma de pergunta: “Quando é que ela NÃO reza?”
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As maravilhas de Deus através de uma mulher |
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As maravilhas
de Deus através da vida de uma mulher
Para viver as maravilhas de Deus, precisamos de permanecer
Nele
“Ó Senhor, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei a ti, e louvarei o
teu nome; porque fizeste maravilhas, os teus conselhos antigos, em fidelidade e
em verdade” (Isaías 25,1).
Muitas mulheres querem vivenciar as maravilhas de Deus, mas a
vida quotidiana e mundana, dificultam o encontro entre o natural e o
sobrenatural. É preciso que elas parem e vejam o que Ele fez e faz por cada uma
delas.
Se uma mulher, por exemplo, acolhe uma vida e vê um ser formar-se
em detalhes, pode vivenciar esses carinhos ou ver a mão de Deus nesse dom da
maternidade? A resposta precipitada seria “claro que vê!”, mas a vida mostra
que, muitas vezes, essas e outras maravilhas passam despercebidas, porque as
pessoas não buscam conhecer Deus.
Quantas vezes as mulheres estão cansadas, feridas e
desencantadas com a vida! No entanto, à medida que buscam a Eucaristia, vêem
como são amadas e queridas, porque Alguém foi capaz de dar a vida por elas.
Quando as mulheres se dedicam a conhecer a Palavra de Deus,
descobrem como isso pode mudar a vida delas. Se uma palavra humana tem poder,
imagina a potência da Palavra de Deus! É uma grande maravilha na vida delas,
porque é Palavra de Salvação.
Essa Palavra é a semente, que, colocada em suas mãos, é
lançadas no ambiente profissional, social e familiar, propiciando vivenciar a
graça de mudar para melhor o contexto a que estão inseridas. Fazer da vida
cotidiana comum um trajeto extraordinário. Quem aprende a viver na obediência
dessa Palavra colhe frutos de alegria, paz e persistência diante das
dificuldades e também temperança nos momentos felizes.
No dia a dia, como vivenciar as maravilhas de Deus?
Diante das grandes dificuldades diárias, as que buscam o
Senhor de todo o coração trabalham melhor a solidão e a impotência, porque as
que têm fé e vida justa tiram coragem e esperança, enquanto outras desesperam.
Esperar no Senhor é indescritível, pois a esperança nunca é vã e a espera é vivida
na paz.
Que maravilha buscar e confiar a sua vida a Deus! Muitas
mulheres testemunham que obtiveram a vitória e que tiraram forças de onde não
tinham, pois acreditaram nas promessas de Deus para a sua vida. Orar com
confiança é colocar nas mãos do Senhor o seu impossível e acreditar que Ele tem
poder para realizar o melhor na vida de quem crê.
Muitas vezes, o resultado da oração não é o esperado no
humano, por isso, para viver as maravilhas de Deus, precisamos de permanecer
n’Ele para o tempo demonstrar que o acontecido foi o melhor para a vida dessa
pessoa. É também uma oportunidade para refletirmos se estamos a orar no Senhor
ou se estamos no humano.
Afetividade Feminina
Obediência
O Antigo Testamento mostra o exemplo da profetiza Débora,
que, sentada debaixo de árvores, vivia a sua vocação, orientando as pessoas e
sendo boca de Deus para muitos. Diante da ordem de Deus para defender o Seu
povo, obedeceu na íntegra e obteve a vitória diante dos inimigos. Ela colheu as
maravilhas da promessa do Senhor.
As maravilhas de Deus estão disponíveis para todas as
mulheres, entretanto, as que as desfrutam são as que escutam e crêem nas
promessas do Pai, mas que também são corajosas e persistentes para cumprir os
planos d’Ele na sua vida.
“Ó Senhor, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei a ti, e louvarei o
teu nome; porque fizeste maravilhas, os teus conselhos antigos, em fidelidade e
em verdade” (Isaías 25,1).
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Mulher, nas dificuldades precisas de ver as vitórias do Senhor |
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Mulher, nas
dificuldades precisas de ver as vitórias do Senhor
Tomemos a
leitura do livro de Ester, onde Ester faz a sua oração ao Senhor. Ester e o seu
povo estava a passar por um grande perigo de morte, mas que fez ela? Gritou? Desesperou?
Ficou no quarto trancada? Não! Ela
procurou socorro no Senhor!
Quando tu,
mulher, passares por momentos de perigo, perigos eminentes, talvez na saúde, um
risco de vida, uma separação, podes aprender através de Ester a buscar refúgio
no Senhor.
As Sagradas
Escrituras dizem: “desde a manhã até ao anoitecer, ela ficou com as suas
servas”.
Tu, mulher, precisas de te refugiar no Senhor, não é fugir, não é
temer, mas precisas de dobrar os teus joelhos como Ester e colocar-te diante de
Deus face a face, assim como ela fez.
Começa a tua oração com um louvor, diz: “tu és bendito e não tenho com quem
contar diante deste problema”, porque muitas vezes nós nos encontramos sem
saída em determinadas situações e por isso não há outro refúgio senão Deus,
Ester sabia que podia contar com Deus naquela situação e tu também podes contar
com Deus na situação que estás a viver.
Deus segura na tua mão na hora da provação, na hora da tribulação, tu
precisa de ser uma mulher de oração para não te dobrares diante do sofrimento,
mas te dobrares diante de Deus, pois nós mulheres quase sempre nos dobramos
diante do sofrimento e ficamos a patinar diante dele. As Sagradas Escrituras ensinam
a não nos dobrarmos diante do sofrimento sendo mulheres de oração.
Precisamos de ser mulheres que rezam, para vencermos os leões com quem nos
deparamos.
Qual será o Teu leão? Qual será o leão que se apresenta diante de ti?
Portanto quem é que nos vai auxiliar nas dificuldades do dia a dia? O Senhor!
Nós mulheres precisamos de recorrer ao Senhor, nada de desespero, precisamos de
ser sentinelas nas nossas casas, intercessoras diante dos problemas.
O ano passado vivi uma experiência difícil com a minha mãe, cheguei a casa dela
e ela estava a sair para ir ao médico. Perguntei se estava tudo bem e ela disse
que sim, mas eu notei que não estava nada bem. No outro dia acordei com a
Palavra que diz: “Tudo posso naquele que me fortalece” e continuei com
aquela oração na cabeça. Recebi uma ligação de uma amiga de minha mãe que me
perguntou se eu sabia o que estava a acontecer com a minha mãe. E essa amiga disse:
“a tua mãe está com cancro e é grave!”
Então fui falar com a minha mãe e ela quis amenizar a situação. Isto é próprio
de uma mãe, mas naquele momento fui tomada de uma força que nem consegui chorar,
e sempre me vinha a Palavra: “Tudo posso naquele que me fortalece”. Um
tempo depois conversando com a minha amiga ela disse: “a força que tu tiveste
naquele momento veio da tua reserva de oração”.
Abracei a
causa, cuidei da minha mãe, do meu pai que também é dependente e a minha mãe
passou por todas as fases, quimioterapia, cirurgia e cada dia vencíamos uma
cruz, fomos vencendo. E quando a minha mãe estava quase boa, o meu pai que tem o
mal de parkinson, caiu e teve que passar por uma cirurgia que era muito
complicada e esteve quase morto no hospital, mas em tudo isto eu me convenci de
que Deus caminha comigo.
Mulher, no meio das dificuldades precisas de ver as vitórias do Senhor.
O meu pai já está em casa, embora ainda na cama, mas livrou-se da morte e a
minha mãe também está a recuperar bem.
Portanto, nos sofrimentos nós precisamos
de ser pessoas de oração, muita oração. Se não fosse pela oração eu não
aguentaria, não aguentaria ficar longe da minha família com todas estas coisas.
Deus põe-me de pé pela oração e se digo a ti que tenhas coragem, é porque eu
estou a experimentar isso. Deus dá-me a graça de não parar na minha dor.
Deus pela sua graça põe-me de pé e tu, mulher para estar de pé diante do
sofrimento precisas de olhar para o alto, onde Cristo está, e olhando para Cristo,
olhar também para o outro, olhar para os que sofrem e ajudá-los a vencer os seus
sofrimentos, pois Deus caminha connosco! Não foi diferente na minha primeira
gravidez onde tive pré eclampsia e pressão alta e tudo mais, mas Deus sustentou-me
através da oração.
Para ti mulher, mais do que ter a Palavra de Deus, é preciso fazer desta
Palavra, o livro das tuas orações. Vamos encontrar na Palavra os elementos para
a nossa oração. A Palavra coloca-nos em movimento para Deus, sem Palavra de
Deus a nossa vida é vazia!
Temos muitas orações poderosas e às vezes nós as procuramos, mas a Palavra de
Deus é o nosso livro de oração por excelência. O livro dos Salmos por exemplo, ajuda-nos
a orar, nós mulheres muitas vezes dizemos não termos tempo para orar, mas será
que não temos tempo mesmo?
A oração não é luxo, é uma necessidade, e não é
para alguns, mas para todos nós cristãos. Nós, mulheres somos convidadas a
sermos pessoas de oração, que gostam de rezar, pois sem oração tu vais
esmorecer na fé.
Mulher, nada de recuar, nada de te renderes diante do problema, mas tu precisas
de avançar, precisas de te colocar diante de Deus em oração para que Ele te
ajude nos problemas. Eu medito também em ser como Maria, ser uma mulher orante
diante da cruz. Qual é a tua cruz, são as dívidas? O filho na droga? O marido
no álcool? De cruz em cruz chegaremos ao céu e Deus quer que tu, de cruz em
cruz, tenhas um olhar de esperança na Salvação!
Tu, como mulher de oração não podes ser alheia aos problemas do mundo, da tua
casa e do outro, tu precisas de olhar para o alto e olhar para o outro, a tua
oração precisa de te levar ao outro que sofre também, a nossa oração deve levar-nos
ao serviço do outro. Eu, preciso de ser mulher que reza para servir, assim como
Maria que não ficou em casa quando soube das necessidades da sua prima Isabel.
Como mulher
orante, tu não podes deixar as coisas explodirem em tua casa, mas com sabedoria
direccionares-te para cada situação que se vai apresentando. Se tu és uma
mulher de oração, mas não te interessas pelos problemas da tua casa, daqueles
que estão ao teu redor, tu precisas de rezar para que Deus te transforme, pois
a oração leva-nos a uma comunhão. Com Deus tu combaterás o bom combate.
A oração não pode ser fuga na tua vida, mas é força, pois ela tem o poder de
injectar em ti a esperança. Tu precisas, através da oração, de ser amiga de
Jesus, conhecer o coração D'Ele. A oração é para te sustentar nas horas
difíceis. Nós, como mulheres que rezam, precisamos em todas as situações de dar
uma resposta de fé!
A oração
mantém-nos no caminho da Salvação! Vamos pedir que o Senhor nos faça mulheres que
rezam, mulheres que gostam de rezar!
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Como ser mulher elegante sem ser vulgar |
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Como ser mulher elegante sem ser vulgar
Toda a mulher gosta de receber elogios. É a força da palavra de afirmação que a motiva a ser uma pessoa melhor. Existem os elogios esperados, como aqueles após se preparar para uma festa, depois de uma ida ao salão para um novo corte de cabelo, ao preparar-se para uma ida ao shopping ou a um encontro à noite no cinema. O facto de se preparar para sair com os amigos já ativa o desejo de ouvir: “Como tu está linda!”; “Amei o seu look!”; “Wow, tu arrasaste com este novo corte de cabelo!”; “Adorei as luzes que fizeste!”; “Que cor de esmalte linda nas tuas unhas!”; “Tu és linda, mas hoje estás ainda mais!”… e por aí adiante. O mais frustrante, nestes momentos, é não escutar elogio nenhum; então, a sensação de que não está linda toma conta da sua imaginação. Algumas mulheres, no entanto, para chamar à atenção, tendem a escolher um estilo vulgar em vez de uma maneira modesta de se vestir.
Mulheres, pensem bem, e vejam que para atrair a atenção das pessoas não é preciso descaracterizarem-se da sua identidade de filhas de Deus. Vós podeis ser atraentes, belas, puras e elegantes. Elegância, segundo o dicionário online de português, significa “graça, distinção nas formas, nas maneiras e nos trajes. Arte de escolher vestes e de se apresentar com elegância”. Ou seja, nós temos a capacidade de escolher roupas que nos deixarão lindas, apresentáveis e elegantes em vez de sensuais e vulgares.
A palavra “vulgar”, segundo o dicionário online de português, “é uma pessoa que se porta ‘inadequadamente’ em meio à sociedade, que não se sabe vestir, que usa roupas curtas, mas não têm postura para usá-las.” Ou seja, a vulgaridade é uma consequência da personalidade da pessoa, da maneira de se comportar na sociedade e assim se vestir.
Afetividade Feminina
A máxima “o agir segue o ser” de Aristóteles ensina que a personalidade da pessoa é compreendida também na maneira de ela se comportar. A vulgaridade não é somente uma questão de roupas ou acessórios, mas do modo de ser, falar, andar, comer, gesticular, etc. A elegância na mulher faz-se presente no seu modo de olhar, falar, comunicar, andar, vestir-se e tudo que diz dela.
Como tu te tens comportado? As tuas vestes condizem com a tua personalidade?
A roupa diz muito quem somos. Portanto, se tu queres ser vista como uma filha amada por Deus, que tens o teu valor, é preciso saber vestir bem esta verdade. Pede ao Espírito Santo que te ajude a ser uma mulher modesta no vestir.
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Como me vestir bem? |
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Como me vestir bem?
Precisamos de nos vestir bem, mas não podemos ser ocasião de pecado para os outros Falar de roupa é algo delicado, pois não existe uma fórmula, muito menos um padrão para dizer o que é certo e o que é errado. Na verdade, acredito que existem meios para nos vestirmos segundo aquilo que desejamos expressar. Ou seja, a roupa diz do meu ser, do que gosto, daquilo em que acredito e até mesmo da minha fé.
O formato do corpo da mulher chama a atenção por si só, portanto, a roupa favorecerá a modéstia ou a sensualidade que ela quer passar. Se tu és cristã e desejas ser vista como uma filha de Deus, respeitada pela tua beleza, este artigo é para ti.
A mulher precisa de cultivar a virtude da modéstia, que está dentro das quatro virtudes humanas: prudência, temperança, justiça e fortaleza. A modéstia se encaixa-se dentro da virtude da temperança. A mulher modesta é aquela que se veste com elegância, beleza e feminilidade. Uma questão de consciência Precisamos de nos vestir bem, mas não podemos ser ocasião de pecado para os outros.
Precisamos de nos perguntar: “Esta roupa que eu visto leva o outro a ver-me como um objeto sexual?”. Não é uma questão de dizer que o homem é sem vergonha, pois se a mulher faz questão de exibir certas partes do seu corpo, provocando-o, é bem provável que isso despertará a sensualidade e os desejos eróticos nele.
Roupas curtas, calça colada, blusas decotadas e mini saias provocarão a imaginação do homem e não o ajudarão a viver a pureza e a santidade. Portanto, é questão de consciência, não de regras. “O vosso adorno não consista em coisas externas, tais como cabelos trançados, jóias de ouro, vestido luxuosos, mas na personalidade que se esconde no vosso coração, marcada pela estabilidade de um espírito suave e sereno, coisa preciosa diante de Deus” (I Pedro 3,3-4).
Pense nisto! É a sua personalidade, o seu jeito de ser e os seus valores que farão de si uma mulher bela e de valor. Por isso, peça a ajuda da Virgem Maria para se vestir de acordo com o plano original de Deus para si.
Estou nesta luta e me uno a si, que deseja ser uma mulher segundo o coração de Deus!
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O segredo para ser uma mãe forte |
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O SEGREDO PARA SER UMA MÃE FORTE
Como criar o meu filho? Estou a fazer tudo certo?
Como mãe ou como pai, quantas vezes já ouviste alguém dizer-te que estás a fazer algo errado? Ou recebeste sugestões não solicitadas para fazer algo diferente?
Desde que eu me tornei mãe (há pouco tempo), já lhe perdi a conta. Estranhos facilmente julgam os meus métodos. Eles pronunciam sentenças sobre as minhas ações com tanta certeza, como se eles soubessem de alguma forma como criar os meus filhos, ou talvez tivessem vários anos de prática médica.
Chega-se ao ponto em que eu preciso de parar e de me dizer uma frase simples: eu sei mais.
Mas é difícil quando alguém te castiga, ou recomenda exatamente o oposto de qualquer coisa que tu escolheste:
“Vais usar fórmula de leite? As boas mães sabem os benefícios do leite materno”.
“Ainda estás a amamentar? Meu Deus, ele é tão grande! Eu parei quando ele completou X meses”.
“Uau, largaste o teu trabalho? A licença da maternidade foi muito curta ou algo assim?”
“Já voltaste ao trabalho? Eu senti que era muito importante estar por perto no primeiro ano”.
Estas e outras declarações, embora não sejam viciosas, têm implicações dolorosas. É fácil começar a pensar que eles estão realmente a dizer coisas como:
“Tu és uma mãe horrível se não amamentares”.
“A tua amamentação não é apropriada”.
“Tu desististe do teu emprego porque não tens ambição”.
“Voltaste ao trabalho porque o teu trabalho é mais importante que o teu filho”.
E no fluxo constante de opiniões e sugestões e perguntas, pode ser difícil lembrar um simples facto: nenhum estranho pode julgar o que é bom para ti e para o teu filho. Então faz as tuas escolhas com base em ti, no teu filho, no teu marido e no teu médico. É isto e nada mais. É um círculo pequeno e digno.
Como uma mãe perdida
Por que é que, então, parece tão fácil julgar as escolhas que a outra mãe faz? Como mães, estamos todas tentadas a dar conselhos ou julgamentos sobre outra mãe. Mas seria bom lembrar-se das nossas dificuldades. Porque a paternidade não é fácil. Na maioria das vezes não há respostas como sim ou não, por isso é fácil para os outros semear a semente da ansiedade e medo dizendo que uma escolha errada foi feita.
Uma criança de um ano não entende que acidentalmente dar um pontapé na sua mãe enquanto chora irá magoá-la – e eles não fazem isto intencionalmente, é claro. Mas todos nós sabemos que os mais velhos às vezes nos causam dor um pouco mais deliberadamente: um adolescente infeliz já grita “eu odeio-te” por alguma razão trivial.
E aceitamos tudo, não porque somos mártires masoquistas, ou porque não vemos o mundo além da maternidade. Nós aceitamos as críticas e os retrocessos no processo porque amamos essa pequena pessoa mais do que qualquer coisa no mundo. Mesmo que um menino de dois anos te possa fazer querer fugir e esquecer tudo às vezes, tu podes apostar que alguns momentos depois ele vai fazer-te sorrir como uma tola. Tu amas outras pessoas, também, é claro. Tu amas o teu marido, pais e amigos, mas esta pequena pessoa viveu dentro durante nove meses – ele era uma parte de ti, que criou um vínculo extraordinário e único entre vós os dois.
Significa também que por muito tempo (certamente os primeiros anos da tua vida) tu e o teu marido, sois tudo para o teu filho. O seu mundo inteiro. E apenas olhando esse conhecimento novamente de vez em quando pode ajudar-te a sobreviver aos momentos mais difíceis da paternidade. Pode dar-te força quando te sentes impotente. É quando tu deves olhar para o teu filho, lembrares-te do quanto ele confia em ti, e esperar aquele sorriso. Isto pode dissipar todas as tuas dúvidas e restaurar a tua crença de que estás a fazer o melhor trabalho que podes, em ser a mãe dele.
Difícil de acreditar que apenas um pequeno conselho pode ser tão curativo? Eu já experimentei dúzias (se não centenas) de momentos como este. O meu pequeno sabe como me frustrar tremendamente, mas pouco tempo depois, um sorriso, um pequeno gesto, uma tentativa de dizer “mãe” ou tentar andar sozinho, e o meu coração maternal derrete-se. Eu esqueço como estava chateada porque me lembro do quanto eu sou importante para ele. Lembro-me de quão grande influência eu terei nas suas escolhas à medida que ele crescer, e como eu serei uma parte da sua vida.
Lembro que sei ser forte porque tenho alguém para ser forte. Tudo porque sou mãe.
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Deus é especialista em impossÃveis |
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Deus é especialista em impossíveis. Basta confiar!
Para Deus nada é impossível! Com Ele e por Ele alcançamos inúmeros milagres na nossa vida. Aquilo que aos olhos humanos não tem possibilidade nenhuma de acontecer, com a graça do Pai podemos experimentar prodígios.
Intervenção de Deus na vida de uma pessoa que nos conta a sua história de fé e confiança no Senhor: O meu nome é Angélica Batista da Silva e sou casada com João Camilo da Silva. Tenho 27 anos e como muitas mulheres, um grande sonho de ser mãe. Vi este sonho desmoronar após passar por momentos desagradáveis na minha vida com abortos espontâneos. Nenhum diagnóstico determinava qual era o meu problema e no último aborto passei por uma cirurgia que me deixou muito mal.
Entrei em depressão. Consultei com vários médicos e todos me diziam a mesma coisa, que não poderia ser mãe. Dei o meu sonho por acabado! Todos os meus irmãos tinham realizado o sonho de serem pais, todos com os seus filhos e eu não conseguia engravidar. Abalada e sem fé, perdi as esperanças e entreguei-me aos vícios do cigarro e álcool. O meu esposo, uma pessoa de fé, sempre me deu forças e motivação para lutar pelo sonho de ser mãe.
Aos poucos, fui fortalecendo a minha fé por meio de muitos testemunhos que lia e frequentando a Santa Missa, comecei a revigorar-me espiritualmente e pedindo ao Senhor esta graça na minha vida. Hoje, estou grávida de 03 meses, fui abençoada por Deus e pela intercessão de Nossa Senhora, da qual sou muito devota. Está tudo bem com o nosso bebé e o meu esposo e eu estamos muito felizes. Já amo muito o meu pequeno, apesar de não saber se é um menino ou uma menina.
Pela fé, alcancei a graça de ser mãe e em breve, a grande graça de ter o meu bebé nos meus braços. Estou muito grata a Deus por este milagre na minha vida” . Qual foi o milagre que Deus realizou em sua vida? Quais são os impossíveis que tem pedido ao Senhor? A fé faz-nos experimentar grandes milagres. Confie!
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Cuidados a ter com a alimentação durante a gravidez |
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Cuidados a ter com a alimentação durante a gravidez
Durante a gravidez, é muito importante ter um acompanhamento nutricional
A gravidez é um momento único e mágico na vida da mulher, e também um tempo de muitas mudanças.
Estudos mostram que sete a 10 dias após a fecundação, o sangue da mãe já começa a nutrir o bebé, aí entra a responsabilidade desse período: a alimentação.Quantas vezes a mulher deixa de comer o que ela gosta para comer o que precisa, para ajudar no crescimento do bebé.
O cuidado com a alimentação precisa de começar antes da gravidez, pois uma alimentação saudável contribui para a nutrição adequada do bebé.
No primeiro trimestre, é uma fase essencial para a formação da criança, uma fase de intensa divisão celular, por isso a importância de a mãe saber o que fará bem para ela e para a vida que ela traz.
Vamos desmistificar uma coisa que você já ouviu falar quando uma mulher anuncia que está grávida: “Agora, precisa de comer por dois”. Isto não existe!
A mãe precisa de consumir nutrientes por dois, porque o excesso de peso pode levar a gestante a desenvolver doenças como diabetes gestacional, hipertensão e complicações na hora do parto.
Então, o que mudar na alimentação?
Não é preciso aumentar a quantidade de calorias consumidas, mas ter uma alimentação saudável e balanceada, ter horários regulares para alimentar, pois assim é uma garantia de ter os nutrientes necessários para a mãe e para o bebé.
Vale a pena lembrar que as necessidades energéticas são diferentes para cada gestante, e a necessidade da sua amiga é diferente da sua, por isso é importante acompanhamento nutricional.
Faça de cinco a seis refeições por dia, respeitando o intervalo de duas a três horas;
Nunca salte o café da manhã;
Coma de três a cinco frutas por dia (uma fruta por refeição);
Coma bem, e não exagere;
Diminua os doces, os fritos, principalmente preparações à milanesa, com creme de leite, embutidos, alimentos ricos em sódio;
Não faça dietas, pois podem faltar nutrientes para você e o seu bebé;
Não deixe de consumir alimentos ricos em ferro e cálcio, minerais essenciais para toda a gestação;
Invista nos alimentos ricos em fibras como verduras, legumes, frutas e alimentos integrais;
Hidrate-se, pois é essencial! A recomendação é de, mais ou menos, dois litros de água por dia;
Pratique atividade física, pois ajuda a manter o peso, desde que seja autorizada pelo médico.Lembro-lhe que o aumento de peso na gestação é inevitável e esperado. Isto acontece, porque o corpo está a mudar e a crescer, para proporcionar ao bebé melhores condições para o bom desenvolvimento dele.
Aproveite este tempo para fazer escolhas inteligentes e saudáveis, pois este cuidado é para toda a gestação e passa pela amamentação até ao crescimento da criança.
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O Coração de Mãe, onde o frio não entra |
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O CORAÇÃO DE MÃE, ONDE O FRIO NÃO ENTRA Conta-se numa fábula que o frio ficou muito surpreendido por ouvir cantar um passarinho em pleno inverno,
- Onde passaste a noite?- perguntou-lhe.
- Num estábulo, onde os bois repartiram comigo o seu calor.
Na noite seguinte o frio aumentou tanto que aos bois e às mulas gelava-se-lhes a respiração. E o frio, que dava o passarinho como morto, com surpresa ouviu-o cantar novamente.
- Onde passaste tu a noite? - voltou-lhe a perguntar.
- Numa cova, onde tinham andado a queimar lenha.
Na noite seguinte, aquela cova converteu-se num frigorífico.
O frio não saía do seu assombro ao ouvir no dia seguinte o canto do passarinho.
- Tu ainda não morreste? Onde passaste a última noite? - perguntou de novo.
- Junto ao coração de uma mãe que apertava o seu filho contra o peito.
- Aí não consigo entrar - pensou o frio e deu-se por vencido. Uma das maiores maravilhas que Deus fez é o coração de uma mãe.
É o que se parece mais com o amor de Deus. Atinge umas quotas de doação que a razão não consegue entender.
A Virgem Maria é Mãe. Além disso é a bendita entre todas as mães.
É a minha Mãe. «Deus, não podendo estar em todos os lados, colocou no mundo as mães» (Provérbio árabe).
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Receita para ser uma mulher feliz |
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Receita para ser uma mulher feliz
Há uma infinidade de receitas por aí, mas elas realmente funcionam?
“Posso fazer tudo o que quero, mas nem tudo me convém. Posso fazer tudo o que quero, mas não deixarei que nada me escravize.” (1 Cor 6,12)
Muita gente já escreveu sobre como as mulheres devem ser. Há uma infinidade de guias na internet e nas bancas de jornal com regras para isso e normas para aquilo: “Fique magra e linda em 10 dias”, ou: ”Seja a melhor profissional em cinco passos”, bem como: ”30 dias para ser a melhor mãe do bairro” e até: “Como agarrar o seu homem’’, etc. Em alguns casos, até nas conversas das nossas mães e avós existem comentários como: “Faz assim que é certinho!”, na hora de dar conselhos sobre a vida.
Se crês em Deus e queres mesmo viver de fé, lamento decepcionar-te, mas essas ”receitas de bolo” estão longe de dar certo na vida.
Sofremos grande opressão social numa ditadura de costumes, modas, ideias e valores que propõem a liberdade feminina, mas, na verdade, aprisionam as mulheres, que, forçadas a ‘se enquadrarem’ num padrão inatingível, martirizam-se e frustram-se em busca da tal felicidade em cápsulas. Todas precisam necessariamente de ser casadas, magras, loiras, mães perfeitas, com estudos e carreira construídos só de acertos, com direito a muitas selfies desta vida feliz nas redes sociais? Quem disse?
Mulher Maravilha existe?
As convenções sociais, a modernidade (ou a tradição), esse blá-blá-blá autoritário não leva em conta que cada pessoa é única, criada e moldada de modo singular, com um dia a dia que pode ou não conter esses parâmetros sociais para trazer uma vida plena e feliz.
Daí, diante de tanta pressão, aumentam os aglomerados de mulheres infelizes, pois adequar-se a todos os requisitos ditados pela sociedade é tarefa hercúlea; afinal, cá pra nós, Mulher Maravilha, é só nos filmes.
As mulheres de fé precisam de lembrar que, como filhas de Deus, são livres para sonhar e fazer escolhas sempre, e isso não pode ser um problema, mas devem fugir daquilo que não edifica; ao contrário, escraviza.
Santa Teresinha dizia que Deus não coloca no nosso coração um sonho irrealizável. Porém, antes de se lamuriar, porque a sua vida não está como sempre sonhaste e ir correndo atrás das modinhas de “como ser uma mulher perfeita” (que tem uma validade muito curta, o que aumenta ainda mais a pressão social), já paraste para pensar se os sonhos do teu coração foram plantados em Deus ou baseados na ficção, na vida dos outros e nos delírios mediáticos com os quais somos bombardeados diariamente?
O que fazer?
Aproveita para trocar o consumo de conteúdos vazios por alguma leitura que edifique as tuas ideias e a tua alma. A oração pessoal e os sacramentos são vivências de fé que aumentam a nossa intimidade com Deus e ajudam a tomar decisões com mais discernimento e atitude cristã.
Uma dose de bom senso, com pés no chão e coração em Deus, que pode tudo, não custa nada e fará com que nós, mulheres, percebamos que somos protagonistas da nossa história. Talvez, a tua vida se adeqúe a algum dos padrões atuais mencionados ou a outros, mas a mulher que vive de fé deposita a sua felicidade em Deus, não na busca desenfreada por seguir uma convenção social.
Gosto de pensar em Nossa Senhora, tão à frente do seu tempo, que aceitou ser Mãe do Menino Jesus sem se preocupar com o que os outros iriam pensar ou se era adequado aos padrões da época. Disse ‘sim’ aos planos de Deus, que não estavam em nenhum script social, e é para nós exemplo de uma mulher de fé. Que possamos pedir a sua intercessão, para nos livrarmos de tudo o que escraviza a nossa vida e possamos ser mulheres de fé que sabem fazer escolhas livres e segundo a vontade de Deus.
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Por que é que as mulheres choram? |
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Por que é que as mulheres choram?
Realmente não é fácil para os homens compreenderem porque é que as mulheres choram com tanta facilidade. Choram porque estão tristes, choram porque estão alegres, choram de emoção, de decepção… Há lágrimas disponíveis para tudo. Santo Agostinho disse que as lágrimas que a sua mãe derramava pela sua conversão diante do Sacrário, “eram o próprio sangue do coração destilado em lágrimas nos seus olhos”. Certa vez, um miúdo perguntou à sua mãe: – Mamã, por que está a chorar? E ela respondeu: Porque sou mulher… – Mas… eu não entendo. A mãe inclinou-se para ele, abraçou-o e disse: – Meu amor, tu jamais irás entender!… Mais tarde o menino perguntou ao pai: – Pai, por que é que a mamã às vezes chora, sem motivo? O homem respondeu: – Todas as mulheres choram sem nenhum motivo… Era tudo o que o pai era capaz de responder. O miúdo cresceu e tornou-se um homem. E, de vez em quando, fazia a mesma pergunta: Por que será que as mulheres choram, sem ter motivo? Certo dia este homem ajoelhou-se e perguntou a Deus: - Senhor, por que é que as mulheres choram com tanta facilidade? E Deus disse-lhe: – Quando eu criei a mulher, tinha de fazer algo muito especial.
Fiz os seus ombros suficientemente fortes, capazes de suportar o peso do mundo inteiro… Mas suficientemente suaves, para o confortar! – Dei-lhe uma imensa força interior, para que pudesse suportar as dores da maternidade e também o desprezo que muitas vezes provém dos seus próprios filhos! – Dei-lhe a fortaleza que lhe permite, continuar sempre a cuidar da sua família, sem se queixar, apesar das enfermidades e do cansaço, até mesmo quando outros entregam os pontos! – Dei-lhe sensibilidade para amar os filhos, em qualquer circunstância, mesmo quando esses filhos a tenham magoado muito…
Esta sensibilidade permite-lhe afugentar qualquer tristeza, choro ou sofrimento da criança, e partilhar as ansiedades, dúvidas e medos da adolescência! Mas, para que possa suportar tudo isto, Meu filho… Eu dei-lhe as lágrimas, e são exclusivamente suas, para as usar quando precisar. Ao derramá-las, a mulher verte em cada lágrima, um pouquinho de amor. Estas gotas de amor desvanecem no ar e salvam a humanidade! O homem respondeu com um profundo suspiro… – Agora compreendo o sentimento da minha mãe, da minha irmã, da minha esposa… – Obrigado, Meu Deus!
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Uma mulher não precisa de se fazer vítima |
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Uma mulher não precisa se fazer de vítima
E o que é a vítima? É aquela pessoa que se sente inferior à realidade.
Na realidade, há dois polos bastante distintos entre eu, e aquilo que não sou eu. Entre eu e o mundo que me cerca, entre eu e as circunstâncias, entre eu e as outras pessoas.
E a nossa postura na vida depende de como estabelecemos a relação entre nós e os outros, entre os membros da nossa família e da sociedade, com as coisas, o trabalho etc. Depende de como estabelecemos essa relação entre nós e a realidade externa. A nossa maneira de sentir e viver depende de como cada um de nós internalizou essas duas partes da realidade.
E uma das maneiras pelas quais aprendemos a nos relacionar com os outros é por meio de uma postura que podemos chamar de vítima, muito comum entre as mulheres.
E o que é a vítima? É aquela pessoa que se sente inferior à realidade. Sente-se esmagada pelo mundo externo, sente-se a coitada, a fraca frente aos acontecimentos.
Vítima é a pessoa que se acostumou a ver a realidade apenas nos aspectos negativos. Sempre sabe o que “não pode”, o que “não deve” e o que “não dá certo”. Só vê a sombra da realidade. As vítimas têm uma incrível capacidade diagnóstica para perceber os problemas existentes, porém, uma incrível incapacidade estrutural de procurar o caminho e as soluções dos problemas, por isso os transfere para os outros.
Ela transfere para as pessoas, para as circunstâncias, para o mundo exterior os seus sofrimentos sem conseguir assumir a responsabilidade do que lhe está a acontecer. Não assume a sua “parte” na vida e vive culpabilizando os outros pelo que está a ocorrer na sua vida e pelo seu modo de encarar a vida.
“Se o mundo não fosse como é, se tal pessoa não fosse como é, se o marido não fosse como é, se a esposa não fosse como é, se o filho não fosse como é, ela estaria completamente bem”, porque ela é a boa; os outros é que têm defeitos e precisam de mudar. Este é um jogo que se chama: “jogo da infelicidade da vítima”. A vítima é uma pessoa que sofre e gosta de fazer os outros sofrerem com o sofrimento dela. É a pessoa que usa as suas dificuldades físicas, afetivas, financeiras, conjugais, profissionais e sexuais – que fazem parte da natureza humana –, não para crescer, mas para chantagear as outras pessoas.
As pessoas que se fazem de vítima estão sempre à defensa e de justificam-se sempre. Para não assumir os seus erros, justificam-se, e de justificativa em justificativa paralisam-se, impedindo o seu próprio crescimento. A vítima é incompetente na sua relação com o mundo. Quando colocamos a responsabilidade total dos nossos problemas nas outras pessoas ou circunstâncias, nós tiramos a possibilidade de crescimento que existe em nós mesmos.
Muitas vezes, a vítima toma a postura de querer mudar as outras pessoas para não se mudar a si mesma e encarar a sua realidade e o seu sentimento de solidão.
Isto acontece quando não nos sentimos responsáveis pela nossa própria vida nos seus altos e baixos, no bem e no ruim, nas alegrias e nas tristezas. Quando defendemos a nossa felicidade a partir da maneira como os outros agem. É quando condicionamos a nossa felicidade e paz interior ao comportamento e à ação dos outros. Sejam eles nossos amigos, nossos pais, nossos cônjuges, colegas de trabalho, a nossa comunidade e outras pessoas com as quais nos relacionamos.
E como essas pessoas não agem de acordo com o nosso padrão, sentimo-nos coitados e sofredores. A melhor maneira de sermos infelizes é acreditar que compete a alguém dar-nos felicidade, o que é uma grande mentira. E assim mascaramos a nossa vida frente aos problemas. Usamos uma máscara para não assumir e não encarar a realidade difícil quando ela se apresenta.
Toda a relação humana é um caminho de mão dupla; eu e a sociedade, eu e a família, eu e o mundo que me cerca. E pelo mundo me apresentar aspectos negativos não quer dizer que eu seja perfeito e o resto do mundo imperfeito; e o facto de eu possuir uma ineficiência não quer dizer que os outros não a possuam.
O maior mal que fazemos é usar as limitações de outras pessoas do nosso relacionamento para não aceitar a nossa própria parte escura. Assim usamos o sistema como “bode expiatório” à nossa acomodação e sofrimento.
A vítima transformou a sua vida numa grande reclamação. E a sua forma de agir e de pensar é sempre de uma forma queixosa. É a maneira mais cómoda para não resolver os problemas. Quando usa o seu próprio sentimento para controlar os sentimentos das outras pessoas, coloca-se como dominada, como fraca, para assim dominar o sentimentos das outras pessoas.
O que mais a caracteriza é a sua falta de vontade de crescer. Sofrendo de uma doença chamada perfeccionismo, que é a não aceitação ou intolerância com a imperfeição humana, ela desiste do seu próprio crescimento, torturando-se como uma imagem perfeccionista do que deveria ser e tortura também os outros pelo como as pessoas deveriam ser.
Há uma tentativa na vítima de enquadrar o mundo e as pessoas no molde que ela própria criou, e cada vez que temos um modelo ideal na cabeça, evitamos entrar em contacto com a realidade. A vítima não se relaciona com as pessoas da maneira que elas são, mas da maneira como ela gostaria que os outros fossem. É comum querermos que os outros sejam aquilo que não conseguimos ser; o filho, a mulher, o marido, os amigos, sejam aquilo que eu não sou.
Para sairmos deste padrão de comportamento, precisamos de entender que as dificuldades e limitações do mundo, externos, são apenas desafios ao nosso desenvolvimento. Portanto, se assumirmos a nossa parte no mundo e estivermos presentes, tudo vai tomando outro sentido; assim como quanto pior for um doente, mais competente dever ser o médico; quanto pior for o aluno, mais competente dever ser o professor; assim, quanto pior for o sistema e a sociedade que nos cerca, mais competente devemos ser enquanto pessoas que fazem parte dela. Quanto pior for o meu filho, mais competente devo ser como pai ou como mãe; quanto pior o marido, mais competente deve ser a esposa; quanto pior a esposa, mais competente o marido e assim por diante. Portanto, deixar de ocupar o papel de vítima é parar de delegar ao mundo e às pessoas que nos cercam a causa das nossas atribulações e problemas.
Basta pararmos de olhar para a imperfeição externa e termos a coragem de assumir a nossa limitação humana, é sermos capazes de deixar o orgulho que está escondido sobre a máscara da falsa humildade. É saber aceitar que a morte acontece, que a morte antecede a vida, que a semente morre antes de nascer e que a noite antecede o dia.
Todas as evidências da nossa vida mostram que o erro existe em nós, nos outros e no mundo. Mas o neurótico é aquele que não quer aceitar o óbvio.
Faça uma escolha inteligente por si mesmo e para que as suas relações interpessoais sejam mais saudáveis. Pare de distribuir culpas e de esperar que o mundo e as pessoas ao seu redor mudem. Comece mudando-se a si mesmo, aceitando-se e assumindo a sua própria vida. Se não pode mudar as circunstâncias ao seu redor, mude a sua forma de olhar para elas, viva intensamente o momento presente como se fosse o primeiro dia da sua vida e também como se fosse o último, peça a Deus a graça de ter um coração grato e aprenda a reconhecer todos os incontáveis presentes que a vida lhe oferece todos os dias; seja grato pela natureza que o cerca, pela sua família, pelos seus amigos, tal como eles. E, aos poucos, irá percebendo que um novo alvorecer o espera e, assim, a vida poderá ganhar um novo colorido e um novo significado.
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Mulheres segundo o desígnio de Deus |
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Mulheres segundo o desígnio de Deus
"Os Doze estavam com ele, como também algumas mulheres que tinham sido libertas de espíritos malignos e curadas de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demónios. Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes; Susana e muitas outras, que o assistiram com as suas posses" (Lucas 8,2-3).
Joana encontrou Jesus e junto com Maria de Magdala [Madalena] vai ser discípula d'Ele. Assim como os Doze eram apóstolos de Jesus, eram discípulos de Jesus, assumidos por Ele, estas mulheres assumiram também esta vida. Estas mulheres de coração angustiado, como Joana, tornaram-se discípulas. E que discípulas! Aquela mesma Joana que viveu as loucuras da corte de Herodes, que também gozou das loucuras que essa corte lhe proporcionava, que saboreou tudo aquilo e, agora, aceitou viver com muito mais gosto as penúrias, as durezas, mas sentindo grande paz, a grande alegria sendo companheira de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O Senhor precisa de mulheres assim, que vêem as loucuras do mundo, que, muitas vezes, até já saborearam essas loucuras, mas que se perguntam: "Onde vão parar estas loucuras? Onde vão parar os nossos filhos? Eu não posso ficar mais nesta situação! Eu preciso de buscar um outro reino. Não posso ser escrava deste mundo", e que rompam com tudo e se aventuram a ser realmente discípulas de Jesus Cristo, seguindo o Senhor com tudo, com afinco, pois não dá para viver no "meio termo", com "um pé aqui e outro lá", que sejam como as mulheres das Sagradas Escrituras, na aventura sofrida, mas linda, de caminhar com Jesus e de ser redentoras com Ele.
Jesus convida-te para seres uma destas mulheres. Cada uma de vocês pode dizer: “Eu sou uma escolhida. Deus escolheu-me para eu ser como Joana, como Maria Madalena”.
O Senhor conhece a tua história e entrou na tua vida como entrou na vida delas. Ele chama-te, assim como chamou estas mulheres para serem combatentes, para levarem a salvação a muitos, aos que estão perto de ti, aos teus familiares, e a muitos, muitos.
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O Dia Internacional da Mulher |
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O Dia Internacional da Mulher
No dia 8 de Março de 1857, as operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte-americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam o local e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho: redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas na época) e equiparação salarial com os homens (as mulheres chegavam a receber um terço do salário masculino, para executar a mesma função).
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas no interior da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num acto brutal e desumano.
Em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o dia 8 de Março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem às heroínas que morreram naquele estabelecimento em 1857. E somente no ano de 1975, por meio de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Mulher de fé, é mulher feliz!
Mesmo com os nossos deveres precisamos de estimar a eficácia da oração
No Dia Internacional da Mulher não há nada melhor – para meditarmos sobre a nossa importância no mundo – do que falar de Maria, a Mulher de Fé. A Mulher de ligação entre o céu e a terra.
A Virgem Maria é exemplo de ternura, compreensão, doação, simplicidade, fidelidade, oração, fé, atenção e abertura a Deus e à realidade de seus filhos. Ela é capaz de ver Deus em tudo, capaz de ver tudo com os olhos de Deus. O anjo disse a Virgem Maria: “Alegra-te” e “não temas”. Com alegria, Ela confiou no plano de Deus: “Eu sou a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc 1, 38). A confiança da Santíssima Virgem brota da fé. Ela firmou os pés em Deus, confiando, crendo e estando ancorada no plano d’Ele, e assim, encontrou a verdadeira felicidade!
Ser feliz é ter fé! Ter fé é firmar os pés em Deus! O segredo para ser feliz é ter fé.
Maria é a Mãe da fé. Sejamos mulheres de fé! Precisamos de ser mulheres assim. Com o exemplo de uma mulher normal, Santa Gianna Beretta Molla nasceu na Itália e viveu na nossa época, conciliando a sua vida profissional de médica com os deveres de mãe, esposa, acolhendo plenamente o dom da fé e a educação cristã, recebidas dos seus exemplares pais, que a levaram a considerar a vida como um dom maravilhoso de Deus, a ter confiança n’Ele e a estimar a necessidade e a eficácia da oração. De forma que ela renunciou à própria vida em favor da vida da filha, na ocasião da gestação e do parto.
Formou-se com louvor em medicina e entre os seus clientes demonstra especial cuidado para com as mães, crianças, idosos e pobres. Especializou-se em Pediatria, mas frequentou uma clínica obstétrica, pois – por seu grande amor às crianças e às mães – pretendia unir-se ao seu irmão, padre Alberto, médico e missionário no Brasil. Este, com a ajuda do seu outro irmão, Francesco, que era engenheiro, construiu um hospital na cidade de Grajaú, no Estado do Maranhão. Gianna, por conta da sua saúde frágil, foi desaconselhada pelo Bispo a ir para o Brasil. Enquanto exercia a sua profissão, que era considerada por ela como uma “missão”, aumentou o seu generoso compromisso para com a Acção Católica, e consagrou-se intensamente na ajuda às adolescentes. Por meio do alpinismo e do esqui manifesta a sua grande alegria de viver e de gozar os encantos da natureza. Através da oração pessoal e da dos outros, questiona-se sobre a sua vocação, considerando-a como dom de Deus. Opta pela vocação matrimonial e casa-se com Pietro Molla. Com simplicidade e equilíbrio, harmoniza os deveres de mãe, esposa, amiga e médica com a grande alegria de viver.
Na quarta gravidez, aos 39 anos, no final do segundo mês de gestação, aparece um fibroma no útero. Ela tinha três opções: retirar o útero doente, o que ocasionaria a morte da criança; abortar o feto; ou a mais arriscada: submeter-se a uma cirurgia de risco e preservar a gravidez. Ela opta pela cirurgia e, antes de ser operada, sabendo do grave perigo de prosseguir com a gravidez, suplica ao cirurgião: “Salvem a criança, pois tem o direito de viver e ser feliz!” Receia e teme que o seu filho possa nascer doente e suplica a Deus que isto não aconteça.
Alguns dias antes do parto, demonstra estar pronta para sacrificar a sua vida para salvar a do filho: “Se deveis decidir entre mim e o filho, nenhuma hesitação: escolhei – e isto o exijo – a criança. Salvai-a”. Nasce a sua filha Gianna Emanuela. Apenas a teve por breves instantes nos braços. Apesar de todo o esforço dos profissionais para salvar a vida de ambas, na manhã de 28/4/1962, no meio de atrozes dores e após ter repetido a jaculatória “Jesus, eu te amo! Eu te amo”, Gianna Beretta morre santamente.
Sejamos felizes, sejamos como Maria, como Gianna Beretta, “Mulheres de Fé”, que firmaram os pés em Deus!
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As sete virtudes de uma mulher de Deus |
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As sete virtudes de uma mulher de Deus A mulher é um dom de Deus para a humanidade. Quanto mais assumirmos esta verdade, mais eficazes seremos na nossa missão. São muitas as tarefas que enfrentamos durante o dia: trabalhar, estudar, namorar, cuidar da casa, dos filhos, do marido e assim por diante. Como realizar tudo isto sendo presença de Deus nesses meios?
É essencial ter uma vida de oração para ouvir os ensinamentos do Senhor e responder a esta pergunta. A intimidade com Ele concederá à mulher as virtudes necessárias para ser uma extensão do seu amor em tudo o que ela realizar. Sete virtudes que precisamos de cultivar como mulheres de Deus:
1. Temor a Deus: Uma pessoa temente ao Senhor, em tudo procura colocá-Lo em primeiro lugar e no centro da sua vida. “São muitas as mulheres de valor, mas tu ultrapassaste todas! O encanto é enganador e a beleza passageira, a mulher que teme o Senhor, essa sim, merece elogios!” (Provérbios, 31, 29-30). 2. Humildade: Ser uma mulher humilde não é tão fácil como parece, porque não existe outra forma de alcançar esta virtude se não for por meio de humilhações. Mas, quem gosta de ser humilhado? O orgulho impede-nos de viver o Evangelho de Jesus, o qual nos ensina a “lavar os pés” dos outros. Aprendi que a humildade é a única base sólida de todas as virtudes. Portanto, se ela é a base, precisamos de aprender a acolher as humilhações e transformá-las em salvação. Pensar no outro em primeiro lugar, engolir a resposta que ferirá, servir sem esperar nada em troca, ou seja, ser uma discípula de Jesus. 3. Silêncio: Nós gostamos de conversar muito, mas eu me refiro a um silêncio interior capaz de ouvir a voz de Deus. Silêncio fecundo que purifica a palavra antes de ela ser pronunciada e, assim, ajuda construir o outro e não o destruir. “Ouve, ó filha, vê e inclina o ouvido (…)” (Sl 45,11). É fundamental aprender a ouvir Deus e o próximo. “Mulher sensata e silenciosa é dom do Senhor e nada é comparável à pessoa bem educada.” (Eclo 26,18). 4. Domínio de si: Aprender a dominar-se não é perder a sua personalidade, mas sim falar na hora e com as palavras certas. Agir por impulso não é uma forma sábia de viver. Quantas vezes pomos tudo a perder por não sabermos calar? O autodomínio nasce do silêncio que nos impede de agir prontamente. A mulher virtuosa não é frágil, mas cheia de sabedoria e doçura, porque domina as suas paixões. 5. Castidade: A mulher casta é capaz de purificar os relacionamentos entre o homem e a mulher, não somente no casamento, mas em todas as relações. A maneira de vestir-se, falar, agir e até mesmo de se relacionar, exige castidade. A sensualidade deturpa por completo a pureza de uma mulher de Deus. Portanto, seja firme contigo mesma e depois com o teu namorado ou marido, para que esta virtude seja uma marca positiva em ti. 6. Ternura: Aprendi com a autora Jo Croissant que a ternura é o amor que se manifesta além das palavras, por meio de um gesto, um carinho, um olhar, uma presença amorosa. Derrete o que é duro, esquenta o que é frio, fortifica o que é fraco e cura o que está ferido. Não te queiras impor com uma postura grossa de ser, não vale a pena! Afinal, como é agradável estar perto de uma mulher terna e doce! 7. Sabedoria: A sabedoria não é alcançada por esforço humano, mas uma graça de Deus. A mulher sábia é aquela que luta para viver todas as virtudes citadas acima. É possível alcançar estas e outras virtudes. A vida oferece-nos diariamente oportunidades para colocarmos em prática cada uma delas, basta prestar mais atenção e lutar para ser fiel às moções do alto.
Uma mulher virtuosa é cheia do Espírito Santo de Deus.
Eu quero ser essa mulher. E tu?
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Para a esposa se sentir mais amada |
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Dicas para a esposa se sentir mais amada
O desejo de amor, intimidade e apreciação está gravado na essência de cada ser humano
Dizem que o casamento foi criado para suprir estas necessidades, mas será que ele é a solução?
De facto, o desejo de sermos amados acompanha-nos pela vida inteira, inclusive no casamento; e a mulher, por ser mais sensível, experimenta de maneira intensa esta realidade. Afirmações como “o amor é uma coisa esplendorosa que faz o mundo girar”, e milhares de livros, músicas, revistas e filmes existem por sua inspiração.
A questão é que, com tantos atributos, a palavra “amor” foi sendo banalizada ao longo dos séculos; hoje, falar sobre ele tornou-se até mesmo complexo. Porém, é indispensável lembrar que o amor é mais do que romantismo, é um plano divino que Deus coloca ao alcance de homens e mulheres dispostos a dar sentido à sua passagem por este mundo.
Amar é dar sem esperar receber nada em troca, é viver o desafio de plantar, cultivar e contemplar o crescimento sem a pretensão de fazer a colheita. Amar é sair de si mesmo e voar alto, sem saber onde vai chegar, já que o amor não oferece segurança. Talvez seja por isso que amar não é para qualquer um, mas para quem está interessado no essencial, no eterno. “[…] as profecias serão aniquiladas, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. Mas o amor jamais acabará” (I Cor 13,8).
Para o homem sábio que elegeu amar sua esposa como prioridade de vida, deixo aqui algumas dicas que podem colaborar com sua nobre missão:
O que significa “sentir-se amada” para ela
Cada um de nós somos únicos, e única também é a nossa forma de dar e receber amor. Eu posso passar a vida inteira tentando demonstrar amor de uma forma que acredito ser clara, mas a outra pessoa nunca perceber que a estou a amar. A mesma pessoa pode expressar ao seu modo, muitas vezes, que me ama, mas eu nunca perceber, justamente porque cada um ama e sente-se amado de um jeito próprio. Portanto, se tu desejas demostrar amor à tua esposa, começa por descobrir como ela acolhe e sente o amor. Para fazer esta inusitada descoberta, não conheço outra saída melhor do que o diálogo sincero e constante.
Acolhe, ampara e contempla
Independente da forma como nos sentimos amadas, o facto é que toda a mulher precisa de um ombro amigo onde possa descansar. Por isso, acolher e tentar compreender a tua mulher, a partir das inspirações que ela revela nos acontecimentos simples do dia-a-dia, é um processo beneficente que fará de ti um herói. Amparar também é agir. Oferece ajuda nas coisas práticas do dia-a-dia; com isto, quem vai sair a ganhar serás tu mesmo, pois a tua colaboração concreta fará a tua mulher sentir-se segura a lançar-se ainda mais no amor. Não te esqueças de a contemplar com atenção. Perceberás com o tempo o que a faz sentir-se bem ou mal. Então, se desejas mesmo que ela se sinta amada, repete o que lhe faz bem e elimina o que lhe faz mal. Não percas tempo com picuinhas, mira o amor e ama sem medida. E descobrirás, com o tempo, que a tua felicidade é a grande recompensa.
Sê verdadeiro
Em todo e qualquer relacionamento, a verdade deve prevalecer. Mas quando o assunto é matrimónio, isto é fundamental! O facto é que quando a mulher experimenta a verdade do marido, tem segurança para ser quem é, e, com simplicidade, tocar também na tua verdade. Partilha a tua história, os teus sonhos, os teus medos e, por mais delicado que seja o assunto, não mintas. Procura o melhor momento e partilha, isto te dará acesso ao coração dela e a unirá ainda mais a ti. Ser verdadeiro é também reconhecer o empenho e as virtudes da tua esposa. Lembra-te de que, para uma mulher, aprovação e elogio são tão necessários como a luz do sol.
Manifesta a tua escolha
Um noivo escrevia assim à sua futura esposa: “Tenho observado, nestes últimos tempos, um fenómeno estranho: as mulheres morreram. Creio que houve epidemia entre elas. Depois de Dezembro, foram desaparecendo, desaparecendo, e agora não há nenhuma. Vejo, é verdade, pessoas vestidas de saias pelas ruas, mas tenho a certeza que não são mulheres (…) Morreram todas. E aí está explicada a razão, porque tenho tanto apego à única sobrevivente”. Agora, imagina como ficou o coração daquela mulher ao ler a carta! Pois é mais ou menos assim que a tua esposa deseja ser reconhecida, uma vez que a escolheste entre todas. Portanto, meu amigo, se queres mesmo fazer a tua esposa feliz, descobre o que para ela é ser amada, interessa-te pelo seu coração, oferece-lhe apoio concreto, sê verdadeiro e escolhe-a todos os dias como se fosse a primeira vez!
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A força e a sensibilidade da mulher |
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A força e a
sensibilidade da mulher
A alma feminina é uma mistura de delicadeza e força com razão
e sensibilidade
Era uma tarde de verão parecida com tantas outras. O ar puro
e o balanço das árvores, que nos fazia companhia assim que deixamos a cidade
grande, inspirava liberdade. O tempo começava a ficar estranho ou “bonito para
chover”, mas era tão longe… “Não precisávamos de nos preocupar!” Pensava eu com
uma pontinha de desconfiança, lá no fundo da alma feminina, que oscila entre
razão e sensibilidade.
De vez em quando, eu olhava orgulhosa para o meu esposo, que,
de mãos fixas no volante, parecia desbravar cada quilómetro da estrada com uma
conquista. Entre palavras e risos, seguimos os dois e uma amiga em comum. Até
que, de repente, a chuva, que parecia longe, nos alcançou como uma tempestade
daquelas que só vemos nos filmes. O nosso estado de ânimo também mudou de
repente. Agora, estávamos preocupados com o que poderia acontecer a qualquer
momento, já que a forte chuva, misturada com vento e granizo, nos impedia de
ver um metro à nossa frente. Os carros começavam a parar na própria via e todos
tinham de se ajudar, tomando decisões rápidas e certeiras. Qualquer vacilação,
poderia causar um desastre!
Graças a Deus, deu tudo certo! Aliás, foi maravilhoso! Nós
conseguimos, juntos, superar os riscos e vencer os desafios.
A alma feminina, embora terna, vibra com desafios e riscos.
Somos assim: um misto de delicadeza e força, razão e sensibilidade. “Então
chegou o dia em que o risco necessário de permanecer apertada num botão era
mais doloroso do que o risco necessário para florir…” (Anaïs Nin).
Quando chega este dia, a mulher anuncia ao mundo que está
viva e arranja, no mais íntimo do seu ser, a coragem para florir! Basta, por
exemplo, ver um filho doente, que a mulher desabrocha e doa-se sem medida,
enquanto exala amor e a esperança em forma de cuidados. E quando a dor da perda
a visita, muitas vezes, ela consegue renascer dos escombros e continuar
florindo, embelezando novos jardins. O facto é que a mulher tem força e
sensibilidade impressas na alma.
São João Paulo II, na Carta às Mulheres, em 1995, diz que,
pelo simples facto de sermos mulheres, com a percepção que é própria da
feminilidade, enriquecemos a compreensão do mundo e contribuímos para a verdade
plena das relações humanas. Podemos perguntar: mas como enriquecer a
compreensão do mundo pelo simples facto de ser mulher?
A Bíblia narra, em Génesis 2, que Deus criou todas as coisas
e ofereceu tudo ao homem, mas nada satisfazia o coração dele. Então, o Senhor
criou a mulher com tudo que lhe é próprio. Quando o homem a viu, ficou tão
extasiado diante dela, que fez a primeira e a mais linda declaração de amor que
conhecemos: “Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; será
chamada “Isha”…”, que no hebraico significa mulher, ajuda. A partir de então, o
homem andava feliz, e tudo tinha um novo sentido. Deus tinha lhe dado uma companhia
adequada para partilhar as lutas e vitórias no resto da vida.
O Senhor faz tudo com perfeição, criou a mulher completamente
diferente do homem, para que um completasse o outro. Basta observar no nosso
corpo, por exemplo, que cada membro tem a sua finalidade específica; e não pára
por aí. A nossa maneira de ser e agir também são completamente diferentes.
Saber respeitar estas diferenças e tirar bom proveito delas é uma arte que
precisamos de praticar todos os dias se desejarmos uma vida mais feliz.
Costumo dar risadas do meu marido, quando lhe peço para tirar
alguma coisa na gaveta da cómoda, por exemplo. Geralmente, por mais que eu lhe
explique com detalhes onde está o objeto, ele volta minutos depois afirmando
que não achou e que, certamente, estou enganada. Mas, se eu me levantar e for
ao local, encontro o objeto exatamente onde eu disse que estava. Tu já viveste
algo assim? Fica tranquila, o teu companheiro não tem problemas de vista.
E nós mulheres, será que temos algum limite na visão? Os
pesquisadores nem precisam de ter o trabalho de estudar o caso, nós mesmas já
descobrimos, na prática, que a nossa visão é muito ampla, mas nada focal. Eu,
por exemplo, nunca acho que as panelas cabem todas no armário da pia; organizar
a mala, então, é um desafio daqueles. Porém, para o meu esposo é uma tarefa
super fácil. Ele dá uma olhadela no espaço e vai como que fazendo uma mágica
diante dos meus olhos; em pouco minutos, tudo fica pronto e com espaço de sobra!
Diferenças que se completam! A minha razão feminina não sabe explicar, mas a minha
sensibilidade agradece.
Não consigo imaginar o mundo sem esta parceria entre o homem
e a mulher. E isto, a meu ver, vai muito além da questão de “ser mais ou
menos”, “melhor ou pior”, é reconhecer quem realmente somos e procurar viver de
acordo com a vocação que recebemos ao sermos criados. Não deixemos que nos
roubem o maior tesouro que temos, a nossa originalidade!
As mulheres foram criadas para “completar” e não para
dividir. Na Carta às Mulheres, São João Paulo II já citava isto. Ele faz um agradecimento
à mulher que vale a pena ser recordado: “Obrigado a ti, mulher-esposa, que unes
irrevogavelmente o teu destino ao de um homem, numa relação de recíproco dom ao
serviço da comunhão e da vida. Obrigado a ti, mulher-mãe, que te fazes ventre
do ser humano… que te tornas o sorriso de Deus pela criatura que é dada à luz,
que te fazes guia dos seus primeiros passos, amparo do seu crescimento, ponto
de referência por todo o caminho da vida. Obrigado a ti, mulher-filha e
mulher-irmã, que levas ao núcleo familiar e, depois, à inteira vida social, às
riquezas da tua sensibilidade, da tua intuição, da tua generosidade e da tua
constância”.
Que a razão de sermos mulheres, segundo os desígnios de Deus,
impulsione a nossa sensibilidade para levar ao mundo um sinal de esperança e
vida. Não tenhamos medo de florir!
Sim! Chegará um momento em que é preciso deixar de ser apenas
botão, e este momento é agora! “Então, desabrocha a ‘rosa’ e encanta o mundo
com a tua beleza! Perfuma o jardim em que foste plantada e lembra-te, que sendo
quem tu és, atrairás, a cada amanhecer, os raios do sol que te fará plena e
feliz. Vive, hoje, esta aventura e revela ao mundo a autenticidade do teu
Criador. És mulher, tens beleza, tens valor!”
Dijanira Silva
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